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1 Física Quântica (BCK0103) Potenciais Simples II 25.3.2021 Chee Sheng Fong (sheng.fong ufabc.edu.br) 2 O que vimos ● Vimos uma partícula de massa m num poço infinito 3 O que vimos ● Vimos uma partícula de massa m num poço finito Incerteza da energia evita energia cinética negativa fora do poço! 4 O que vimos ● O valor esperado (valor média) de O é ● A Equação de Schrödinger (EdS) em termos de operadores A EdS independente do tempo Operadores: 5 O que veremos ● Potencial degrau ● Barreira e tunelamento Referências: [1] P. A. Tipler, R. A. Llewellyn Física Moderna, 6a edição: Cap. 6-6 [2] R. A. Serway, J. W. Jewett, Jr., Princípios de Física vol. 4 - Óptica e Física Moderna: Cap. 28.13 6 Potencial degrau ● Vimos nos poços infinito ou finito com E < V, uma partícula é ligado e a energia é quantizada. Agora, vamos focar no caso que E > V quando a partícula não está ligada e qualquer energia é permitida. Vamos focar no caso com potencial constante A solução geral é Aplicando a EdS independente do tempo Hoje é mais conveniente usar essa forma 7 Potencial degrau ● Vimos nos poços infinito ou finito com E < V, uma partícula é ligado e a energia é quantizada. Agora, vamos focar no caso que E > V quando a partícula não está ligada e qualquer energia é permitida. A solução geral para um potencial constante Para ter uma função normalizada, temos que formar uma pacote de ondas Porém, consideramos feixes de partículas, é comum normalizá-las em termos da densidade de partículas do feixe ρ N: O número de partícula entre a e b Se move a +x Se move a -x 8 Potencial degrau ● Ex. Consideramos um feixe de N partículas entre 0 < x < L descrito por uma função de onda . Determine a constante A. Vamos normalizar a função de onda do feixe 9 Potencial degrau ● Considere uma região na qual a energia potencial é O que acontece quando um feixe de partículas (cada com energia total E), movendo-se da esquerda para a direita, encontra o degrau de potencial? Classicamente, se E < V 0 , a partícula sobe parcialmente a rampa e rola de volta (“refletida”) com a mesma velocidade. Se E > V 0 , ela sobe completamente a rampa (“transmitida”) e possui velocidade escalar final 10 Potencial degrau ● Considere uma região na qual a energia potencial é O que acontece quando um feixe de partículas (cada com energia total E), movendo-se da esquerda para a direita, encontra o degrau de potencial? Na mecânica quântica, a partícula tem probabilidade de ser refletida ou ser transmitida depende de E e V 0 11 Potencial degrau ● Considere uma região na qual a energia potencial é I II Região I Região II 12 Potencial degrau ● Vamos focar no caso E < V0 I II Região I Região II Não aceitável 13 Potencial degrau ● Vamos focar no caso E < V0 I II Continuidade de em x = 0 Continuidade de em x = 0 14 Potencial degrau ● Vamos focar no caso E < V0 I II 15 Potencial degrau ● Vamos focar no caso E < V0 I II 16 Potencial degrau ● Vamos focar no caso E < V0 I II O fluxo de probabilidade (probabilidade/unidade de área/tempo) é 17 Potencial degrau ● Vamos focar no caso E < V0 I II Então O coeficiente de reflexão Concorda com o resultado clássico 18 Potencial degrau ● Vamos focar no caso E < V0 I II Pórem, diferente do caso clássico (onde a partícula é refletida em x = 0), há probabilidade de encontrar a partícula na região x > 0 Distância de penetração 19 Potencial degrau ● Agora, vamos focar no caso E > V0 I III II Continuidade de em x = 0 Continuidade de em x = 0 Não há onde que se move à esquerda 20 Potencial degrau ● Agora, vamos focar no caso E > V0 I III II Temos O coeficiente de reflexão 21 Potencial degrau ● Agora, vamos focar no caso E > V0 I III II Temos O coeficiente de transmissão Verifique 22 Potencial degrau ● Uma partícula encontra um potencial degrau V0 < E Em contraste com o resultado clássico (T cla = 1 ), temos probabilidade de reflexão e transmissão! 23 Potencial degrau ● Coeficientes de reflexão R e transmissão T 24 Potencial degrau ● Ex. Um feixe de elétrons, cada de energia E = 4,0 eV é incidente ao uma potencial degrau de 3,0 eV. Determine (a) a fração de elétrons que são refletidos (b) a fração de elétrons que são transmitidos (c) a energia cinética de cada elétron transmitido A fração dos elétrons refletidos é A fração dos elétrons transmitidos é A energia cinética de cada elétron transmitido é 25 Coffee break ● Vamos voltar às ... Fonte: https://www.producthunt.com/posts/stretch-from-home 26 Barreira e tunelamento ● Vamos considerar uma barreira de potencial quadrada Classicamente, se E < V 0 , a partícula será refletida completamente (R = 1) e se E > V 0 , a partícula será transmitida completamente (T = 1) Em caso E > V0 deve ter uma probabilidade de reflexão mas no caso E < V0 podemos ter uma probabilidade de transmissão? 27 Barreira e tunelamento ● Vamos considerar uma barreira de potencial quadrada I II III Região I Região II Região III Não há onde que se move à esquerda 28 Barreira e tunelamento ● Vamos focar no caso E < V0 I II III Região I Região II Região III Como x é finito, é admissível 29 Barreira e tunelamento ● Vamos focar no caso E < V0 I II III Região I Região II Região III Continuidade de e em x = 0 30 Barreira e tunelamento ● Vamos focar no caso E < V0 I II III Região I Região II Região III Continuidade de e em x = a 31 Barreira e tunelamento ● Vamos focar no caso E < V0 I II III Podemos escrever por ex. A, B, C, D em termos de F 32 Barreira e tunelamento ● Vamos focar no caso E < V0 I II III O coeficiente de transmissão da região I a região III é 33 Barreira e tunelamento ● No caso E < V0 Se , temos Classicamente se não tiver suficiente energia E < V0 , não podemos passar a barreira (Tcl = 0) mas na mecânica quântica, é possível. Porque não vimos o tunelamento na vida cotidiana? Tunelamento quântico 34 Barreira e tunelamento ● Em 1928, Gamow, Condon e Gurney explicaram a enorme variação da vida média para o decaimento α dos núcleos radioativos com o efeito túnel A probabilidade de transmissão de α fora do núcleo Dentro Fora Energia potencial de um núcleo Taxa de decaimento é O número de vezes por segundo α se aproxima da barreira 35 Barreira e tunelamento ● Na década de 1980, Gerd Binnig e Heinrich Rohrer inventaram o microscópio de tunelamento A corrente de tunelamento é super sensível à distância entre a agulha e a amostra: uma variação de 0,5 nm (tamanho de um átomo) pode fazer com que a corrente se torne 104 vezes maior ou menor 36 Barreira e tunelamento ● Ex. Um feixe de elétrons, cada de energia E = 1,00 eV, é incidente a uma barreira de potencial quadrada de 2,00 eV. Determine a largura da barreira de modo que T = 1/2. Temos 37 Barreira e tunelamento ● Ex. Considere uma bola de 1,00 kg de E = 1,00 J, é incidente a uma barreira de potencial quadrada de 2,00 J. Determine a largura da barreira de modo que T = 1/2. Temos 10-20 vezes menor que o tamanho de um núcleo! 38 Barreira e tunelamento ● Agora, vamos ver o caso E > V0 I II III Região I Região II Região III Continuidade de e em x = 0 e x = a 39 Barreira e tunelamento ● No caso E > V0 O coeficiente de transmissão da região I a região III é Classicamente, quanto E > V0, a partícula vai passar a barreira (Tcl = 1), qual é a condição para isso acontece na mecânica quântica? Interferência destrutivo entre reflexão em x = 0 e x =a 40 Barreira e tunelamento ● Os coeficientes de reflexão R e transmissão T Tunelamento Transmissão total Gráfico com 41 Barreira e tunelamento ● Comparação entre as duas potenciais Tunelamento Transmissão total Gráfico com Barreirade potencial quadrada Potencial degrau Reflexão total 42 Barreira e tunelamento ● Ex. Um feixe de elétrons, cada de energia E = 2,00 eV, é incidente a uma barreira de potencial quadrada de 1,00 eV. Determine as larguras quando temos transmissão total. A condição para ter T = 1 é Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42