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5 - NPJ RESPONSABILIDADE ACIDENTE DE TRANSITO

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Ao juízo de direito da 3ª Vara Cível da Comarca de Manaus-AM. 
Número do processo: 010.320.888 
 RANULFO PEREIRA DIAS e RANULFO JUNIOR já qualificados, 
NA AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL - POR ACIDENTE DE 
TRANSITO, cumulada com DANO MORAL e com PEDIDO LIMINAR, que lhe 
move ARTEMIO OLINDO FERREIRA, vem por meio de seu procurador 
oferecer CONTESTAÇÃO aos termos da referida ação em face dos seguintes 
fatos e fundamentos: 
 
I-SÍNTESE 
 
Pretende o autor com a ação, responsabilizar o demandado pelo acidente de 
transito sob argumento de que atropelamento foi culpa exclusiva dois demandados. 
 
II- PRELIMINARMENTE 
 
O fato alegado pelo autor ARTEMIO OLINDO FERREIRA, correu na cidade 
de boa vista como este afirma em sua petição, logo ação de ser promovida na cidade de 
Boa Vista e não em Manaus. 
 
Por força do código de processo civil em seu artigo 53, inciso IV, alinha ‘a’ que 
diz: “É competente o foro do lugar do ato ou do fato para ação de reparação de dano”. 
Logo, mostra-se flagrante incompetência da comarca de Manaus, para processar e julgar 
a ação. 
 
Destarte, impõe-se, como medida obrigatória, seja decretada a incompetência 
relativa dessa comarca e para efeito de remessa nos autos à comarca da comarca de Boa 
vista-RR. 
 
O promovente atribuiu a causa a soma incorreta de R$100.000,00, quando é 
sabido que a lei (art.292,IVdo CPC) determina que nos casos de cumulação de ações o 
valor atribuído deve ser igual a soma dos valores de todas elas, o que no presente caso de 
perfazer o total de R$101.000,00. 
 
Ademais, percebe-se a falta de logica na petição de promovente, uma vez que no 
tópico 1.3 ele afirma que o promovido custeou toda a cirurgia no valor de R$35.000,00 e 
depois alega que ele não pagou a anestesia no tópico 1.4, não há motivo para meu cliente 
ter pago a cirurgia sem ter pago a anestesia tendo em vista que a anestesia é um 
procedimento essencial para a cirurgia. 
 
E também no tópico 1.5 o promovente pede por dano moral, todavia não 
compatibilidade com sua fundamentação, pois ele alega que o dano moral é devido ao 
fato do promovido ter se exalto e chutado o seu próprio bem móvel. 
 
Em face do exposto e da comprovada inépcia da inicial, peço nos termos dos 
artigos 337, inciso IV e do artigo 330 parágrafos 1° do código de processo civil, o 
indeferimento liminar da petição inicial e em consequência, decretação da extinção sem 
resolução de mérito, além da condenação nas custas e honorários do advogado 
demandado. 
 
III- NO MERITO 
 
A ação deve ser julgada improcedente 
 
Em primeiro, são totalmente inverídicas as alegações do promovente de que as 
prestações dos prejuízos não foram pagas. 
 
E também a vítima não se utilizou das cautelas necessárias para atravessar a rua, 
de acordo com o Art.69 do CTB que diz: à pedestre cabe o dever de cautela para evitar 
possíveis acidentes com veículos automotores. Logo a culpa é exclusiva da vítima 
 
Ademais a pensão não é cabível pois a culpa foi exclusiva do autor, logo a 
responsabilidade é somente dele e não do promovido. 
 
Além disso não é possível ver a existência da necessidade da tutela de urgência 
uma vez que os procedimentos para assegurar a vida do autor já foram atendidos e a 
empresa dele não carece de pessoalidade do promovente para a administração 
 
IV-PEDIDO 
 
Diante dos expostos, peço a este juízo o acolhimento da preliminar suscitada, 
decretando a inépcia da inicial determinando a nulidade de todos os atos praticados. Todavia, 
caso este juízo assim não entenda, o que se admite somente para argumentar, pedi o demandado 
que se digne a decretar a improcedência da ação, com condenação do demandante ao pagamento 
das custas judiciais, honorários do advogado do demandado e demais condições legais. 
 
Peço ainda, a juntada da prova documental acostada bem como outros meios de prova em 
direito admitidos 
 
 
Nesses termos, aguarda deferimento; 
 
11 de novembro de 2019 
 
Advogado (a)........ 
OAB/....N....

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