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ANA CAROLINE PINHEIRO I MED XXXVII I 4 PERÍODO KLEVERSON WESSEL DE OLIVEIRA É uma doença infecto parasitária (atropozoonose = afeta homem e animais). Causadas por protozoários flagelados (apresenta 1 único flagelo na porção distal posterior ao núcleo) do gênero Leishmania que se apresentam sob várias formas clinicas. o Leishmaniose visceral (calazar) o Leishmaniose tegumentar americana Leishmaniose cutânea Leishmaniose cutânea mucosa Leishmaniose cutânea difusa ADAPTAÇÃO Amastigota: está presente nos macrófagos do hospedeiro vertebrado (histiócitos) apresenta-se arredondados e sem flagelos. o No homem Promastigota: está presente no tubo digestivo (extracelular) dos insetos, apresenta-se alongado e com flagelos livres na porção anterior. o No inseto o Classificação segundo Lawyer: Citodiferenciações → 1ª acontece no intestino do vetor (amastigoto para promastigota pro-ciclicas); 2ª vira promastigota nectomona; se prendem as microvilosidades intestinais do vetor pelos flagelos acontecendo a 3ª virando promastigota haptomona; 4ª promastigota paramastigota; e por fim a 5ª promastigota metacíclica. promastigota metacíclica → forma infectante. Paramastigota: é encontrado ao epitélio do tubo digestivo dos insetos, apresenta- se oval, flagelos curto na porção anterior. Heteroxenos ou digenéticos→ parasitas que necessitam de pelo menos dois hospedeiros para completarem o seu ciclo evolutivo. ANA CAROLINE PINHEIRO I MED XXXVII I 4 PERÍODO KLEVERSON WESSEL DE OLIVEIRA 1. Inseto inocula as formas promastigotas metaciclicas na pele do hospedeiro vertebrado. 2. Essas formas promastigotas metaciclicas são fagocitados pelos macrófagos → se transformando em amastigotas → divisões/ multiplica → rompimento dos macrófagos. a) Existe uma proteína de superfície GP53 e lipofosfoglicano na membrana do parasita → fazendo a interação do macrófago com o parasita → parasita fica dentro do macrófago dentro de uma vesícula lisossomal. 3. Outro macrófago fagocita → multiplicação → rompimento. Ocorre algumas vezes, até que: 4. Sistema de defesa consegue fazer a diferenciação de Th0 para Th1, que produz perfil de citocinas que ativam os macrófagos, os quais produzem óxido nítrico e matam as amastigotas do interior. 5. Inseto se contamina ingerindo os macrófagos contaminados ou as próprias amastigotas; vai para o sangue do inseto. 6. Começas as citodiferenciações; torna-se promastigotas. 7. Picada em outro hospedeiro. É o dilaceramento da pele, juntamente com os vasos sanguíneos, formando uma "piscina" de sangue, permitindo o inseto de sugar o sangue. Daí se as fêmeas estiverem contaminadas, elas liberam a forma infectante. No local da picada acontece um infiltrado de neutrófilos e macrófagos. o Neutrófilos fagocitam as promastigotas → entram em processo de apoptose → esses corpos apoptóticos são fagocitados pelos macrófagos. o "neutrófilo considerado como cavalo de tróia". Úlceras, com bordas elevadas e fundo granuloso, geralmente indolor. Pacientes com HIV+ -> mais severos ANA CAROLINE PINHEIRO I MED XXXVII I 4 PERÍODO KLEVERSON WESSEL DE OLIVEIRA – Agentes etiológicos são parasitas flagelados intracelulares obrigatórios que vivem nos macrófagos da pele e mucosas. o Imunidade humoral não eficaz, pois, são intracelulares. Leishmania braziliensis, L. guyanensis, L. lainson, L. amazonensis. Transmissão: insetos denominados flebotomíneos do gênero Lutzomyia. o L. flaviscutellata, L. whitmani, L. umbratilis. – – Agentes etiológicos: o Leishmania donovani - África, Índia e China. o L. infantum - Oriente médio e China. L. chagasi - América Latina. Habitat: ocorrem nas células mononuclear fagocitário (macrófagos), nos humanos são vistas no fígado, baço e medula óssea. Nos cães, raposas e outros animais silvestres são bem numerosos na pele. o Ambiente mais quente. Transmissão: ocorre durante o repasto sanguíneo de insetos - Flebótomos do gênero Lutzomyia longypalpis. Estão bem adaptados ao ambiente urbano. o Lixo urbano. Hepatoesplenomegalia → hipertrofia e hiperplasia celular = aumenta o volume celular (devido multiplicação excessiva do parasito) e aumento da quantia de células. o Aumento do fígado e baço. Plaquetopenia = fragilidade no sistema de coagulação. Entrada do parasito até a manifestações dos sintomas. No homem → 10 dias a 24 meses (média de 2 a 6 meses). No cão → bastante variável de 3 meses a vários anos (com média de 3 a 7 messes). Clínico- lesão, hepatoesplenomegalia. Laboratorial: parasitológico do sangue, pele, mucosa. o Parasitológico: punção aspirativa esplênica, medula óssea e biópsia hepática. Imunológico: detecção de anticorpos (ELISA e imunoflorescência). Teste intradérmico de Montenegro. Antimoniais o Stibogluconato de sódio. o Antimoniato N-metil glucamina via intramuscular ou endovenosa (20 a 40 dias). Anfotericina B o Administrar por via endovenosa de forma lenta durante 4 a 6 horas (não deve ser misturado com solução que contenham eletrólitos). ANA CAROLINE PINHEIRO I MED XXXVII I 4 PERÍODO KLEVERSON WESSEL DE OLIVEIRA Identificar as áreas vulneráveis para transmissão de L. visceral. Investigar o local provável da infecção. Conhecer a presença, distribuição do vetor. Levantamento sorológico em cães.