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UNINASSAU
Especialização em Direito Civil e Processo Civil
NOME DA DISCIPLINA: Processo Civil: Cautelar e Recursos
PROFESSOR(A) EXECUTOR(A): Joelma Maria de Sousa
TUTOR(A): Joelma Maria de Sousa
ALUNO(A): Camila Caroline Barroso Almeida Santos
MATRÍCULA: 01369516
Estudo de caso:João intentou ação cominatória com pedido de reparação por danos morais contra a financeira W.Y/SA, argumentando, entre outras coisas, que sofreu dano extrapatrimonial em virtude da negativação equivocada de seu nome nos bancos de dados de proteção ao crédito. Ele não se afasta um milímetro se quer de seu posicionamento, inclusive com farta prova de que nunca atrasou uma parcela sequer do financiamento do seu veículo, motivo pelo qual a negativação de seu nome causou-lhe dano moral indenizável, requerendo, liminarmente, a retirada de seu nome dos bancos de dados e a condenação da ré à indenização por danos morais no valor de R$10 .000,00.O juiz, ao analisar o pedido inicial de João, concedeu tutela provisória com relação à obrigação de fazer, apesar de reconhecer que não foi vislumbrado perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo. Contudo, verificou que a petição inicial foi instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor, não havendo oposição do réu capaz de gerar dúvida razoável. Em sentença, o juiz julgou parcialmente procedentes os pedidos, condenando a ré à obrigação de retirar o nome do autor dos bancos de dados de proteção ao crédito, confirmando a tutela provisória, mas julgando improcedente o pedido de indenização, pois se constatou que João já estava com o nome negativado em virtude de anotações legítimas de dívidas preexistentes com instituições diversas, sendo um devedor contumaz.
Após a leitura do texto acima, responda fundamentadamente, em 30 linhas, às duas interrogativas, a seguir:
a) À luz da jurisprudência dos tribunais superiores, é correta a decisão do juiz que julgou improcedente o pedido de indenização por danos morais?
b) Poderia o advogado requerer a tutela provisória mesmo constatando-se a inexistência de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo?
Lembre-se: A simples menção do dispositivo legal não levará o aluno a pontuar. Devendo o mesmo dissertar e fundamentar doutrinariamente sua resposta.
A) Faz-se correta a decisão do magistrado, vez que João já tinha o nome negativado e tinha histórico de devedor contumaz, então seguindo ditames da súmula do STJ, que versa não caber indenização por dano moral quando houver inscrição pretérita. Assim, entende-se que João não passou por constrangimento vexatório e humilhações visto que tal fato já ocorria com habitualidade
B) Sim, ainda que não há ameaça de dano ou lesão ao resultado do processo o juiz pode solicitar a tutela provisória, que seria a de evidência, pois o simples fato da petição incial poder ser instruída por provas documentais que são por sí suficientes e que o réu não oponha prova que tenha condão de gerar dúvida, como podemos ver no Cpc/2015 no seu artigo 311.
Referências Bibliográficas / Referências Bibliográficas de SITES (LINKS da Internet)
BRAGA NETTO, Felipe Peixoto. Novo Manual de Responsabilidade Civil. 2. ed. rev., atual. e ampl. Salvador: Ed. JusPodivm, 2020.
POZZETTI, Valmir Cesar; PANTOJA, Aline Susana Canto. A (in)constitucionalidade da Súmula 385 do Superior Tribunal de Justiça. Scientia Iuris, Londrina, v. 17, 1, p. 27-48, jul. 2013.

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