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Maria Eduarda Souza Santos APG ITPAC-CZS 
Sistema Nervoso 
S3 P1 – Na dúvida, não ultrapasse a faixa 
Medula Espinal, Nervos Espinais e Dermátomos 
Introdução 
Vamos relembrar: O sistema nervoso central é 
constituído pelo encéfalo e pela medula espinal, já o 
sistema nervoso periférico consiste em fibras nervosas e 
corpos celulares dos neurônios fora do SNC com 
estruturas periféricas. 
Partindo desse ponto, temos os nervos periféricos, que 
consistem em nervos cranianos ou espinais 
Temos 12 pares de nervos cranianos – 11 deles se 
originam no encéfalo e 1 par se origina na parte superior 
da medula espinal. 
*Em relação aos nervos espinais, temos 31 pares, sendo 
eles, 8 cervicais (C), 12 torácicos (T), 5 lombares (L), 5 
sacrais (S) e 1 coccigeo (Co). Originam-se a partir da 
medula espinal e saem por forames invertebrais situados 
na coluna vertebral. 
Morfofisiologia da Medula Espinhal 
Dentre suas funções, a medula espinal é, essencialmente, 
um veículo poderoso de informações entre o encéfalo e 
o corpo. Ela permite, por exemplo, que você pense em 
um movimento e a informação seja transmitida aos 
músculos, gerando a movimentação (impulso eferente) 
ou que a dor sentida ao bater o 5º pododáctilo na quina 
da porta seja enviada ao cérebro que irá, de fato, 
processar a intensa sensação dolorosa (impulso aferente). 
A medula espinal é uma continuação caudal do encéfalo, 
na porção inferior ao bulbo. É uma estrutura cilíndrica, 
alongada, que se inicia na altura do forame magno do 
osso occipital e estende-se no interior do canal vertebral. 
 
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Maria Eduarda Souza Santos APG ITPAC-CZS 
 
Na vista anterior, há duas regiões dilatadas na medula, 
denominadas intumescência cervical, superiormente, e 
intumescência lombar, inferiormente. Nessas regiões há 
intensa comunicação dos nervos espinais com a medula, 
correspondendo ao local formação dos plexos nervosos 
braquial e lombossacral, que inervam os membros 
superiores e inferiores, respectivamente. A cauda equina 
é composta pelas raízes dos últimos nervos espinais e o 
filamento terminal é um prolongamento final da pia-
máter, meninge interna que recobre e protege a medula 
espinal. 
Há 7 vértebras cervicais e 8 nervos cervicais. Os nervos 
cervicais deixam a medula acima da vértebra 
correspondente com exceção de C8, que emerge 
abaixo de C7. Dessa forma, o nervo espinal T1 e todos 
os outros nervos caudais a ele emergem da coluna 
vertebral abaixo da vértebra correspondente. Ex. o nervo 
T1 emerge abaixo da vértebra T1 e o nervo L4 emerge 
abaixo da vértebra L4. 
As raízes dos nervos espinais dos segmentos finais da 
medula estendem-se pelo canal vertebral até alcançarem 
os forames intervertebrais lombares, sacrais e coccígeo. 
Seu conjunto lembra a cauda de um cavalo e por isso é 
denominado de cauda equina. A cauda equina é 
composta pelas raízes dos últimos nervos espinais e pelo 
filamento terminal - uma projeção fina e extensa da pia-
máter oriunda do cone medular 
 
Maria Eduarda Souza Santos APG ITPAC-CZS 
Morfofisiologia dos Nervos Espinhais 
 
Um nervo espinal origina-se da medula espinal a partir de 
radículas, que convergem para formar duas raízes 
nervosas . A raiz anterior (ventral) é formada por fibras 
motoras (eferentes) que saem dos corpos celulares no 
corno anterior da substância cinzenta da medula espinal 
para os órgãos efetores de localização periférica. A raiz 
posterior (dorsal) é formada por fibras sensitivas 
(aferentes) que conduzem impulsos neurais para o SNC 
a partir de receptores sensitivos distribuídos em várias 
partes do corpo (p. ex., na pele). A raiz posterior conduz 
fibras sensitivas gerais para o corno posterior da medula 
espinal. As raízes anteriores e posteriores unem-se no 
forame intervertebral para formar um nervo espinal, que 
imediatamente se divide em dois ramos: um ramo 
posterior e um ramo anterior. Como ramos de um nervo 
espinal misto, os ramos anterior e posterior conduzem 
nervos tanto motores quanto sensitivos, assim como o 
fazem todos os seus ramos: 
 
 
Um nervo espinal apresenta os seguintes componentes 
 Fibras sensitivas e fibras motoras somáticas 
1. - As fibras sensitivas gerais transmitem 
sensações provenientes do corpo para 
o SNC, podem ser sensações 
exteroceptivas (dor, temperatura, tato e 
pressão) da pele ou dor e sensações 
proprioceptivas provenientes dos 
músculos, dos tendões e das 
articulações.. 
As sensações proprioceptivas são 
sensações subconscientes, que 
conduzem a informação sobre a 
posição das articulações e a tensão dos 
tendões e músculos, fornecendo 
informações sobre como o corpo e os 
Ramos Posteriores
• Fornecem fibras nervosas para as 
articulações sinoviais da coluna 
vertebral, para os músculos 
profundos do dorso e para a pele 
sobrejacente
Ramos Anteriores
• Fornecem fibras nervosas para a 
área remanescente muito maior, 
constituída pelas regiões anterior e 
lateral do tronco e pelos membros 
superiores e inferiores
Maria Eduarda Souza Santos APG ITPAC-CZS 
membros estão orientados no espaço, 
independentemente da informação 
visual. A área unilateral da pele inervada 
pelas fibras sensitivas gerais de um único 
nervo espinal é denominada 
dermátomo. 
2. As fibras motoras somáticas transmitem 
impulsos para os músculos esqueléticos 
(voluntários). A massa muscular unilateral 
que recebe a inervação das fibras 
motoras somáticas conduzidas por um 
único nervo espinal constitui um 
miótomo [grupo de fibras musculares 
inervadas pelos axônios motores dentro 
de cada nervo segmentar (raiz)] 
 As fibras motoras viscerais da parte simpática da 
divisão autônoma do sistema nervoso (explicada 
na seção adiante) são conduzidas por todos os 
ramos de todos os nervos espinais até o 
músculo liso dos vasos sanguíneos e glândulas 
sudoríferas e até os músculos eretores dos 
pelos da pele (as fibras motoras viscerais da 
parte parassimpática da divisão autônoma do 
sistema nervoso e as fibras aferentes viscerais 
apresentam uma associação muito limitada com 
os nervos espinais) 
 Revestimentos de tecido conjuntivo 
 Vasos dos nervos, que são vasos sanguíneos 
que irrigam os nervos. 
Organização dos Dermátomos 
 
A área da pele suprida pelas fibras somatossensoriais de 
um único nervo espinal é chamada dermátomo 
Os dermátomos no tronco, no pescoc ̧o e na parte 
posterior da cabeça formam faixas consecutivas, cuja 
extensa ̃o varia. Os dermátomos nos membros possuem 
formas e arranjos mais complexos. A maior parte da pele 
da face e do couro cabeludo e ́ inervada pelo nervo 
trigêmeo (NC V). 
 Assim como as raízes, os derma ́tomos tem uma 
organização segmentar. Dermátomos das raízes 
posteriores adjacentes sobrepõem-se extensivamente 
com aqueles de seus próximos (Figura 4-5, detalhe). Isso 
acontece porque as fibras sensoriais primárias têm ramos 
craniocaudais extensivos na medula espinal o que explica 
a observação clinica comum de que, quando um médico 
examina a capacidade sensorial após lesão de uma única 
raiz posterior, geralmente nenhuma área anestésica e ́ 
observada, embora pacientes com tais danos algumas 
vezes experimentem formigamento ou mesmo uma 
capacidade sensorial diminuída. 
Maria Eduarda Souza Santos APG ITPAC-CZS 
Referências 
R., A.A. M. Fundamentos de Anatomia Clínica. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2021. 9788527737265. Disponível 
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737265/. Acesso em: 2021 ago. 18. 
L., M.K.; F., D.A.; R., A.A.M.Anatomia Orientada para Clínica, 8ª edição. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2018. 
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2021 
Young, P. A.; Young, P. H.; Tolbert, D. L. Neurociência clínica básica 3a ed.. [Digite o Local da Editora]: Editora Manole, 2018. 
9788520462966. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520462966/. Acesso em: 2021 ago. 
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Celeno, P. C. Semiologia Médica, 8ª edição. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2019. 9788527734998. Disponível em: 
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Martin, J. H. Neuroanatomia. [Digite o Local da Editora]: Grupo A, 2013. 9788580552645. Disponível em: 
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