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Estatuto da OAB

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dos Estados, do Distrito Federal, dos
Municípios e das respectivas entidades de administração indireta e fundacional.
Os integrantes da advocacia pública estão obrigados à inscrição na OAB para o exercício de suas
atividades e, ainda, que são elegíveis e podem integrar qualquer órgão da OAB.
Exercem a advocacia pública os integrantes da Advocacia-Geral da União, da Defensoria Pública e das
Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, das
autarquias e das fundações públicas.
Os órgãos de advocacia pública, e advogados públicos, incluindo aqueles que ocupem posição de
chefia e direção jurídica devem seguir as disposições do Código, garantindo que o advogado público
exercerá suas funções com independência técnica, contribuindo para a solução ou redução de
litigiosidade, sempre que possível, bem como que seja observado o dever de urbanidade.
O Estatuto traz regulamentação especial referente aos Procuradores Gerais, Advogados Gerais,
Defensores Gerais e dirigentes de órgãos jurídicos da Administração Pública direta, indireta e
fundacional, estabelecendo que estão exclusivamente legitimados para o exercício da advocacia
vinculada à função que exerçam, durante o período da investidura.
Os servidores da administração direta, indireta e fundacional são impedidos de exercer a advocacia
contra a Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora.
Diante da essencialidade da advocacia, a fim de garantir lisura e subsidiar o bom desempenho do exercício da
advocacia, o legislador conferiu aos advogados uma gama de direitos e prerrogativas, que são necessárias ao
desempenho da atividade profissional dotada de múnus público.
Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo
todos tratarem-se com consideração e respeito recíprocos. 
O advogado deverá receber tratamento compatível com a dignidade da advocacia e receber condições
adequadas a seu desempenho das autoridades, servidores públicos e serventuários da justiça.
Os profissionais do direito têm a mesma formação e atuam em nível de igualdade no desempenho de seus
distintos e inter-relacionados misteres.
É dever do advogado tratar a todos com urbanidade, respeito e consideração, além de exigir igual tratamento
de todos com quem se relacione, preservando seus direitos e prerrogativas.
Quando há concurso entre colegas na prestação de serviços advocatícios é necessário o tratamento
condigno, que não os torne subalternos nem lhes avilte os serviços prestados mediante remuneração
incompatível com a natureza do trabalho.
É garantido ao advogado o exercício com liberdade da profissão em todo território nacional.
É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei
estabelecer (art. 5º, inciso XIII, da CF/88). Uma vez preenchidos os requisitos legais para inscrição como
advogado da Ordem, o profissional tem liberdade para atuar em todo o território nacional, sem sofrer qualquer
forma de restrição.
É conferida a inviolabilidade do escritório do advogado ou do local de trabalho, que abrange também seus
instrumentos de trabalho, sejam arquivos, dados, correspondências escritas, eletrônicas, telefônicas ou
telemáticas, desde que relativas ao exercício da advocacia.
Direitos e Prerrogativas do Advogado. Desagravo Público
Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado, poderá ser
decretar a quebra da inviolabilidade, em decisão motivada, expedindo-se mandado de busca e apreensão,
específico e pormenorizado, a ser cumprido na presença de representante da OAB, sendo, em qualquer
hipótese, vedada a utilização de documentos, mídias e objetos pertencentes a clientes do advogado
averiguado, bem como demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes, salvo
quando tratar de clientes que estejam sendo formalmente investigados como partícipes ou coautores pela
prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade.
É conferido ao advogado o contato com seus clientes presos, detidos ou recolhidos, em estabelecimentos
civis ou militares, ainda que considerados incomunicáveis, mesmo que sem procuração. A limitação da
comunicação fere o direito do advogado, bem como o direito fundamental do preso de ter prestada
assistência do advogado.
O advogado só poderá ser preso em flagrante, por motivo de exercício da profissão, em caso de crime
inafiançável. 
Caso isso venha a ocorrer, é direito do advogado ter a presença de representante da OAB para lavratura do
auto de prisão em flagrante, sob pena de nulidade. Todavia, nos demais casos, não é necessária a presença
de representante da OAB, mas sim a comunicação expressa da ocorrência à seccional da OAB, que está
relacionada à assistência prestada por representante da OAB nos inquéritos policiais ou nas ações penais em
que o advogado figurar como indiciado, acusado ou ofendido, sempre que o fato a ele imputado decorrer do
exercício da profissão ou a este vincular-se, sem prejuízo da atuação de seu defensor.
Direitos e Prerrogativas do Advogado. Desagravo Público
Antes da sentença transitar em julgado, o advogado não será recolhido preso senão em sala de Estado
Maior, com instalações e comodidades condignas e, na sua falta, em prisão domiciliar.
É direito do advogado ingressar livremente:
nas salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada aos
magistrados; 
nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e de
registro, e, 
no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de
seus titulares; 
em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público onde o advogado
deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional, dentro do
expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado;
em qualquer assembleia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, ou perante a qual este
deva comparecer, desde que munido de poderes especiais;
O advogado poderá dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho,
independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de
chegada.
A garantia de livre locomoção do advogado se completa com a liberdade para retirar-se de qualquer um dos
locais independentemente de licença, além de lhe ser facultado permanecer nesses locais sentado ou em pé.
Direitos e Prerrogativas do Advogado. Desagravo Público
Uma das principais formas de atuação do advogado para o exercício da advocacia é através de suas
manifestações orais. 
Assim, é direito do advogado usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante
intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou
afirmações que influam no julgamento, bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas;
reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, contra a inobservância
de preceito de lei, regulamento ou regimento; falar, sentado ou em pé, em juízo, tribunal ou órgão de
deliberação coletiva da Administração Pública ou do Poder Legislativo;
O advogado tem o direito de examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da
Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração,
quando não estiverem sujeitos a sigilo ou segredo de justiça, assegurada a obtenção de cópias, com
possibilidade de tomar apontamentos.
Na esfera administrativa, poderá o advogado examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir
investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos
ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em
meio físico

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