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Estatuto da OAB

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nos quadros da OAB, sendo que, se o estagiário de
advocacia estiver regularmente inscrito, poderá praticar os atos privativos de advogado em conjunto
com advogado e sob responsabilidade deste.
Os atos de privativos da advocacia podem ser subscritos por estagiário inscrito na OAB, em conjunto
com o advogado ou o defensor público.
O estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos, sob a responsabilidade do
advogado: retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga; obter junto aos
escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos;
assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos.
Para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer isoladamente, quando receber
autorização ou substabelecimento do advogado.
Inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil. Estágio Profissional
A inscrição do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localize seu curso jurídico,
sendo necessário, para a inscrição, o preenchimento dos seguintes requisitos: capacidade civil; título de
eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; não exercer atividade incompatível com a advocacia;
idoneidade moral; prestar compromisso perante o Conselho; ter sido admitido em estágio profissional
de advocacia.
O estágio profissional de advocacia tem duração de dois anos, sendo realizado nos últimos anos do
curso jurídico, mantido pelas respectivas instituições de ensino superior, pelos Conselhos da OAB, ou
por setores, órgãos jurídicos e escritórios de advocacia credenciados pela OAB, sendo obrigatório o
estudo do Estatuto e do Código de Ética e Disciplina. Caso o aluno exerça atividade incompatível com
a advocacia, pode frequentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino superior, para
fins de aprendizagem, vedada a inscrição na OAB (§ 3º).
O estágio profissional poderá ser cumprido por bacharel em Direito que queira se inscrever na Ordem.
O cartão de identidade do estagiário tem o mesmo modelo e conteúdo do cartão de identidade do
advogado, com a indicação de “Identidade de Estagiário”, em destaque, e do prazo de validade, que
não pode ultrapassar três anos nem ser prorrogado. O cartão de identidade do estagiário perde sua
validade imediatamente após a prestação do compromisso como advogado.
Cada Conselho Seccional mantém uma Comissão de Estágio e Exame de Ordem, a quem incumbe
coordenar, fiscalizar e executar as atividades decorrentes do estágio profissional da advocacia, que
pode instituir subcomissões nas Subseções.
Inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil. Estágio Profissional
O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de advogado são privativos
dos inscritos na Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB), sendo que o desempenho das atividades do advogado poderá ocorrer de forma individual ou
por meio de sociedade de advogados.
• Ante o múnus público da atividade da advocacia, a sociedade de advogados não pode ser equiparada às
sociedades privadas, previstas no Código Civil, já que a sociedade de advogados é classificada como
sociedade sui generis.
• São várias as formas de sociedade previstas no Código Civil brasileiro (sociedade limitada, sociedade
anônima, sociedade em nome coletivo, dentre outras). Entretanto, a doutrina classifica as sociedades em dois
grandes grupos: sociedade empresária e sociedade simples. 
A sociedade empresária é aquela pessoa jurídica que exerce atividade econômica própria de empresário,
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços, com inscrição no Registro Público de
Empresas Mercantis a cargo das juntas comerciais. 
Por sua vez, a sociedade simples, que também almeja proveito econômico, não desenvolve atividade
mercantil e deve ser registrada no cartório de registro de pessoas jurídicas.
As sociedades de advogados não possuem características próprias de sociedades empresárias, o que é
vedado pelo Estatuto da OAB, inclusive, mas, sim, de sociedades simples. No entanto, devem ser
consideradas como sociedades simples sui generis, o que ocorre em razão do desempenho de função pública
essencial à administração da justiça, que possui finalidade profissional e não de obtenção de lucro. O capital
essencial das sociedades de advogados é a produção intelectual dos advogados que a integram e não as
coisas ou valores financeiros.
Sociedade de Advogados. Advogado Empregado
O Estatuto da OAB veda a constituição de sociedades de advogados que apresentem forma ou
características de sociedade empresária, que adotem denominação de fantasia, que realizem
atividades estranhas à advocacia, que incluam como sócio ou titular de sociedade unipessoal de
advocacia pessoa não inscrita como advogado ou totalmente proibida de advogar.
Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de prestação de serviços de advocacia ou
constituir sociedade unipessoal de advocacia, na forma disciplinada no Estatuto da OAB e no
Regulamento Geral da OAB, não sendo aplicáveis as regras do Código Civil, sequer subsidiariamente.
Em que pese a diferença na estrutura e composição das sociedades de advogados, ambas seguem os
mesmos regramentos impostos pelo Estatuto da Ordem, observadas suas especificações.
Tanto a sociedade de advogados como a sociedade unipessoal de advocacia adquirem personalidade
jurídica com o registro aprovado dos seus atos constitutivos no Conselho Seccional da OAB em cuja
base territorial tiver sede. Ademais, é proibido o registro, nos cartórios de registro civil de pessoas
jurídicas e nas juntas comerciais, de sociedade que inclua, entre outras finalidades, a atividade de
advocacia. O ato constitutivo formaliza-se por intermédio do contrato social. Todas as alterações no
contrato social e/ou na estrutura da sociedade deverão ser averbadas no registro da sociedade.
Manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos no Estatuto da OAB
caracteriza infração disciplinar (34, inciso II, do Estatuto da OAB).
As atividades profissionais privativas dos advogados são exercidas individualmente, ainda que
revertam à sociedade os honorários respectivos.
Sociedade de Advogados. Advogado Empregado
Desse modo, as procurações devem ser outorgadas individualmente aos advogados e indicar a
sociedade de que façam parte. 
Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, constituir mais de uma
sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simultaneamente, uma sociedade de advogados e
uma sociedade unipessoal de advocacia com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo
Conselho Seccional. O ato de constituição de filial deve ser averbado no registro da sociedade e
arquivado no Conselho Seccional onde se instalar, ficando os sócios, inclusive o titular da sociedade
unipessoal de advocacia, obrigados à inscrição suplementar.
A sociedade pode associar-se com advogados, sem vínculo de emprego, para participação nos
resultados, desde que os contratos firmados sejam averbados no registro da sociedade de
advogados.
A denominação das sociedades não é de livre escolha dos associados, o nome deve expressar com
clareza sua finalidade. A razão social deve ter, obrigatoriamente, o nome de, pelo menos, um
advogado responsável pela sociedade, podendo permanecer o de sócio falecido, desde que prevista
tal possibilidade no ato constitutivo. A denominação da sociedade unipessoal de advocacia deve ser
obrigatoriamente formada pelo nome do seu titular, completo ou parcial, com a expressão
‘Sociedade Individual de Advocacia’.
A sociedade unipessoal de advocacia pode resultar da concentração por um advogado das quotas
de uma sociedade de advogados, independentemente das razões que motivaram tal concentração.
Nesse caso, ocorre a conversão da sociedade coletiva para uma sociedade individual de advocacia. 
Sociedade de Advogados. Advogado Empregado
O profissional advogado poderá licenciar-se: se assim o requerer, por motivo justificado, quando passar
a exercer, em caráter

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