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Estatuto da OAB

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o distribuidor, o contabilista e o
regulador de avarias.
Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público. A
Lei dos cartórios prevê que o exercício da atividade notarial e de registro é incompatível com o da
advocacia.
Incompatibilidades
Ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer
natureza;
A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a
preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, por meio dos seguintes
órgãos: I – polícia federal; II – polícia rodoviária federal; III – polícia ferroviária federal; IV – polícias civis;
V – polícias militares e corpos de bombeiros militares; VI – polícias penais federal, estaduais e distrital.
Não se enquadram no conceito de atividade policial as atividades de polícia administrativa,
desenvolvidas por agentes públicos, sem vínculo com órgãos que integrem as polícias civis e militares.
Militares de qualquer natureza, na ativa;
Os membros das Forças Armadas são denominados militares. As Forças Armadas, constituídas pela
Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares,
organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da
República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem.
Ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento, arrecadação ou fiscalização de
tributos e contribuições parafiscais;
O sistema tributário nacional permite a instituição dos seguintes tributos: impostos, taxas, em razão do
exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição, contribuição de melhoria, decorrente
de obras públicas.
Incompatibilidades
Ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras, inclusive privadas;
O impedimento determina a proibição parcial do exercício da advocacia. O profissional que passar a
exercer, em caráter temporário, atividade incompatível poderá licencia-se do exercício da advocacia.
São IMPEDIDOS de exercer a advocacia:
Os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a Fazenda Pública que os
remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora;
Não se incluem nessa hipótese os docentes dos cursos jurídicos.
A parcialidade do impedimento é verificada quando a vedação opera apenas em face da Fazenda
Pública que remunera o servidor, que também é advogado.
O impedimento se mantém mesmo após a aposentadoria do servidor, considerando que o vínculo
remuneratório com a Administração Pública permanece.
O impedimento recai sobre a pessoa do advogado, que poderá integrar sociedade de advogados
normalmente sem prejudicar o livre exercício da profissão dos demais sócios.
Os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a favor das pessoas jurídicas
de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades
paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público.
O impedimento abrange todos os parlamentares, federais, estaduais ou municipais, de modo que
se não forem integrantes das mesas diretoras ou suplentes, estão impedidos de atuar a favor ou
contra qualquer entidade da Administração Pública direta ou indireta, seja ela, do mesmo modo,
municipal, estadual ou federal, enquanto permanecerem no exercício do mandato.
Incompatibilidades
O Estatuto traz regulamentação especial referente aos Procuradores-Gerais, Advogados-Gerais,
Defensores-Gerais e dirigentes de órgãos jurídicos da Administração Pública direta, indireta e
fundacional, estabelecendo que estão exclusivamente legitimados para o exercício da advocacia
vinculada à função que exerçam, durante o período da investidura.
Os Advogados Públicos se sujeitam ao regime jurídico previsto em estatuto próprio e postulam no
exercício de cargo público ao qual foram investidos, mediante aprovação em concurso de provas e
títulos e que, ainda, há na Lei Orgânica da AGU (Lei Complementar n. 73/1993) vedação expressa do
exercício da advocacia fora das atribuições institucionais.
A Lei Complementar n. 80/1994 que organizou a Defensoria Pública determina que a capacidade
postulatória do Defensor Público decorre exclusivamente de sua nomeação e posse no cargo público,
assim como é vedado o exercício da advocacia fora das suas atribuições institucionais. Diferente da
capacidade postulatória do advogado privado, que é adquirida mediante prova de mandato do
constituinte.
Quanto aos demais, é vedada a atuação em face da Fazenda Pública que os remunera, observando-
se, evidentemente, se inexistente vedação expressa em lei especial.
Impedimentos
O Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil ao estabelecer os princípios fundamentais
da ética do advogado instituiu os seguintes deveres:
São deveres do advogado:
I – preservar, em sua conduta, a honra, a nobreza e a dignidade da profissão, zelando pelo caráter de
essencialidade e indispensabilidade da advocacia;
II – atuar com destemor, independência, honestidade, decoro, veracidade, lealdade, dignidade e boa-fé;
III – velar por sua reputação pessoal e profissional;
IV – empenhar-se, permanentemente, no aperfeiçoamento pessoal e profissional;
V – contribuir para o aprimoramento das instituições, do Direito e das leis;
VI – estimular, a qualquer tempo, a conciliação e a mediação entre os litigantes, prevenindo, sempre que
possível, a instauração de litígios;
VII – desaconselhar lides temerárias, a partir de um juízo preliminar de viabilidade jurídica;
VIII – abster-se de:
a) utilizar de influência indevida, em seu benefício ou do cliente;
b) vincular seu nome ou nome social a empreendimentos sabidamente escusos;
c) emprestar concurso aos que atentem contra a ética, a moral, a honestidade e a dignidade da pessoa
humana;
d) entender-se diretamente com a parte adversa que tenha patrono constituído, sem o assentimento deste;
e) ingressar ou atuar em pleitos administrativos ou judiciais perante autoridades com as quais tenha
vínculos negociais ou familiares;
f) contratar honorários advocatícios em valores aviltantes.
Ética do Advogado. Regras Deontológicas
IX – pugnar pela solução dos problemas da cidadania e pela efetivação dos direitos individuais, coletivos e
difusos;
X – adotar conduta consentânea com o papel de elemento indispensável à administração da Justiça;
XI – cumprir os encargos assumidos no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil ou na representação da
classe;
XII – zelar pelos valores institucionais da OAB e da advocacia;
XIII – ater-se, quando no exercício da função de defensor público, à defesa dos necessitados.
O advogado deve informar o cliente, de modo claro e inequívoco, quanto a eventuais riscos da sua pretensão, e
das consequências que poderão advir da demanda. Deve, igualmente, denunciar, desde logo, a quem lhe solicite
parecer ou patrocínio, qualquer circunstância que possa influir na resolução de submeter-lhe a consulta ou
confiar-lhe a causa.
O exercício da advocacia é incompatível com qualquer procedimento de mercantilização, sendo vedado o
oferecimento de serviços profissionais que impliquem, direta ou indiretamente, em angariar ou captar clientela,
como veremos mais adiante.
No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e manifestações, nos limites da lei, ou seja,
possui imunidade profissional, não constituindo injúria ou difamação puníveis qualquer manifestação de sua
parte, no exercício de sua atividade.
É defeso (PROIBIDO) ao advogado expor os fatos em Juízo ou na via administrativa falseando deliberadamente
a verdade e utilizando de má-fé.
O advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria, difamação puníveis qualquer manifestação de
sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora dele, sem prejuízo

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