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Patologia Médica - Vulva, Vagina e Colo

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e não 
apresentam alterações clínicas, já quando aguda 
apresenta pólipos endocervicais e metaplasia escamosa. 
→ A infecção por HPV de baixo e alto risco ocorre 
através da infecção do epitélio escamoso, 
particularmente células basais, que são imaturas e 
possuem capacidade replicativa ou células com 
metaplasia escamosa, onde existem erosões que 
facilitam a infecção das células basais. 
→ A infecção pelo HPV se dá pela via sexual e 
partúrica: 
 ↪ Pessoas com múltiplos parceiros tendem a 
apresentar maior risco; 
 ↪ Maior incidência na faixa etária de 18 a 30 
anos, com pico dos 20 aos 24 e redução após os 30 
anos, o pico secundário se concentra após a 
menopausa. 
 
 
 
 
Neoplasia Intraepitelial Cervical 
(NIC) 
→ São alterações que ficam restritas ao epitélio 
cervical, não ultrapassando a membrana basal, 
consideradas displasias. 
→ Elas podem apresentar grau 1, 2 e 3. 
 ↪ NIC 1: lesões de baixo grau; 
 ↪ NIC 2 e 3: lesão de alto grau, sendo 
classificados como carcinoma in situ ou não invasivo, ou 
seja, primeiro estágio canceroso, se limitando a 
proliferação anormal na mesma camada em que elas se 
desenvolveram. 
→ As condições que podem gerar NIC são as lesões 
precursora do carcinoma espinocelular de colo uterino 
(CEC) e é semelhante a neoplasia intraepitelial vaginal 
(NIVA) e neoplasia intraepitelial vaginal e vulvar (NIV). 
→ Macroscopia: possível a presença de lesões não 
visíveis na colposcopia como a presença de lesões 
planas ou erosadas, avermelhadas ou esbranquiçadas, 
únicas ou múltiplas. 
 
 
 
 
 
→ O diagnóstico é feito através da colposcopia com 
biopsia. 
 ↪ Diagnostico complementar utilizando 
métodos moleculares na biopsia: 
 → Hibridização in situ com detecção e tipagem 
do HPV; 
 
 
 → Captura hibrida; 
 → PCR. 
→ A prevenção é feita com o Papanicolaou. 
→ Já na microscopia podemos encontrar dois 
diferentes graus de displasia: 
 ↪ Leve: proliferação e atipias no terço basal 
inferior do epitélio escamoso com atipias coilocitoticas 
pelo HPV. 
 
 
 
 ↪ Moderada: proliferação e atipias até terço 
médio do epitélio escamoso, com atipias coilocitoticas 
pelo HPV. 
 
 
 
 
→ As lesões podem ter uma regressão espontânea, 
cerca de 90% dos casos devido a uma renovação do 
epitélio e eliminação do vírus pelo SI ou uma 
progressão da doença. 
 
Carcinoma Epidermoide de Colo 
Uterino 
→ É um carcinoma de celular escamosas ou 
escamocelulares. 
→ É a mais comum do colo, cerca de 85%, seguida 
pelo adenocarcinoma, que representa 15%. 
→ É causada pelo HPV de alto risco. 
→ Acomete mulheres acima dos 35 anos em idade 
fértil e produtiva e possui uma progressão lenta. 
→ Os fatores de risco são: 
 ↪ Baixa condição socioeconômica; 
 ↪ Múltiplos parceiros; 
 ↪ Inicio precoce da vida sexual (antes dos 16 
anos); 
 ↪ Multíparas. 
 
Adenocarcinoma 
→ Pode ser puro ou associado ao carcinoma 
espinocelular. 
→ Esse tipo de neoplasia aumenta a tendencia do 
número de lesões glandulares pré malignas e malignas 
em mulheres jovens. 
→ Também associado ao HPV de alto risco, em 
especial o tipo 18. 
→ Dentre os fatores de risco estão: 
↪ Baixa condição socioeconômica; 
 ↪ Múltiplos parceiros; 
 ↪ Inicio precoce da vida sexual (antes dos 16 
anos); 
 ↪ Multíparas. 
 ↪ Existe a hipótese de associação com 
anticoncepcional oral (ACO). 
→ A progressão para câncer está relacionada a duas 
variantes: 
 ↪ Vírus: o que leva em conta o tipo viral, 
coinfecção por mais de um tipo, oncogenicidade de 
variantes especificas, taxa de integração na célula do 
hospedeiro e número de partículas virais. 
 ↪ Hospedeiro: relaciona à resposta imune, 
hábitos e condições de vida. 
→ Existem alguns tipos histológicos: 
 ↪ CEC usual: bem, moderadamente ou pouco 
diferenciado. 
 ↪ Variantes: CEC basaloide. 
 ↪ Adenocarcinoma dos tipos endocervical 
(70%) e endometrioide (30%), os quais também podem 
ser bem, moderadamente ou pouco diferenciados. 
→ Possui aspectos macroscópicos semelhantes ao 
adeno e CEC, tanto o precoce, quanto o avançado. 
 ↪ Encontramos neoplasias exofíticas, ou seja, é 
superficialmente invasivo e sua massa cresce para 
dentro da luz vaginal, sendo poliploide, verrucoso ou 
papilífero; 
 ↪ Ulcerado; 
 ↪ Endofítico: ou seja, cresce para fora ou 
envolvendo o órgão; 
 ↪ Cerca de 15% dos adenocarcinomas não são 
visíveis macroscopicamente. 
 
 
Carcinoma de Células Escamosas 
→ Na microscopia vemos blocos infiltrativos de células 
escamosas atípicas. 
 
 
 
 
 
→ No adenocarcinoma in situ vemos uma lesão 
precursora glandular endocervical benigna com 
pseudoestratificação de núcleos, ora comprimidos, ora 
arredondados. 
 
 
 
→ Na figura abaixo vemos a tendencia a formar 
estruturas papilíferas, com núcleos empilhados e 
arquitetura glandular complexa. 
 
 
 
→ Possui aspectos clínicos semelhantes ao CEC: 
sangramento vaginal e corrimento. 
→ Tratamento depende do estadiamento, mas segue 
padrão cirúrgico, quimioterapia e radioterapia. 
→ Dentre os fatores que modificam o prognostico: 
 ↪ Estadiamento; 
 ↪ Idade do paciente; 
 ↪ Dimensão e profundidade de invasão (IB e 
IIA); 
 ↪ Presença de invasão angiolinfática possuindo 
correlação com metástases linfonodais e sistêmicas; 
 ↪ Grau de diferenciação neoplásica. 
→ A evolução pode ocorrer: 
 ↪ Metástase via linfática para linfonodos 
pélvicos, através das cadeias sacrais, ilíacas, para-aórticas 
e inguinais; 
 ↪ metástase via hematogênica, sendo esses, 
menos comuns e causam tumores mais avançados, 
acometendo ossos, pulmões e fígado. 
 ↪ A extensão do tumor pode chegar nos 
órgãos vizinhos como bexiga, ureter, uretra e reto. 
→ A sobrevida em cinco anos chega a 90% quando 
descoberto em estagio I e a 10% quando estágio IV. 
→ As vacinas são o método profilático e terapêutico 
utilizados na atualidade, podendo ser: 
 ↪ Quadrivalente: 6, 11, 16 e 18; 
 ↪ Bivalente. 
 → O declínio da incidência e mortalidade por 
esse câncer se deu devido as vacinas, mesmo elas não 
conferindo proteção ótima contra outros tipos de HPV. 
 → Ainda existe a busca para a erradicação 
desse câncer.