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Casos Clínicos

Módulo de casos clínicos EaD que descreve um infarto agudo do miocárdio com análise farmacoterapêutica (pravastatina, ácido acetilsalicílico, ativador de plasminogênio tecidual e heparina): mecanismos, efeitos adversos e índice terapêutico; e um caso de crise gotosa associada à hidroclorotiazida.

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Questões resolvidas

Sr. Godofredo, mancando, procurou seu médico de confiança queixando-se de dor articular no tornozelo esquerdo, cuja manifestação havia começado durante a madrugada do dia anterior à presente conversa. O médico observou que a articulação afetada revelava sinais inflamatórios intensos, com característica eritematosa violácea, sendo que o Sr. Godofredo queixava-se de dor à manipulação do local, que também se apresentava quente. Na conversa com o médico, o paciente revelou que recentemente iniciara tratamento anti-hipertensivo com hidroclorotiazida. Diante dos achados clínicos, o médico, suspeitando de crise aguda gotosa, prescreveu um medicamento para a crise gotosa e o encaminhou a um cardiologista.
Analisando o quadro acima, discuta se a terapêutica com hidroclorotiazida poderia ser responsabilizada pela precipitação do quadro de crise aguda de gota. Caso afirmativo, justifique farmacologicamente tal evento.

Paciente do sexo masculino, 50 anos de idade, iniciou tratamento anti-hipertensivo. A sua queixa no balcão da farmácia, e de seus familiares, é que atualmente tem tossido persistentemente, apesar de não haver sinais e sintomas de doença pulmonar, segundo a observação do clínico geral.
Descreva o mecanismo de ação do suposto medicamento anti-hipertensivo e como tal manifestação poderia ser atribuída ao tratamento medicamentoso.

Justifique o uso do salbutamol nesta paciente.

Qual a vantagem da via inalatória sobre as demais vias de administração para o alívio de crises esporádicas?

Compare a utilização de salbutamol e adrenalina no tratamento da asma brônquica.

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Questões resolvidas

Sr. Godofredo, mancando, procurou seu médico de confiança queixando-se de dor articular no tornozelo esquerdo, cuja manifestação havia começado durante a madrugada do dia anterior à presente conversa. O médico observou que a articulação afetada revelava sinais inflamatórios intensos, com característica eritematosa violácea, sendo que o Sr. Godofredo queixava-se de dor à manipulação do local, que também se apresentava quente. Na conversa com o médico, o paciente revelou que recentemente iniciara tratamento anti-hipertensivo com hidroclorotiazida. Diante dos achados clínicos, o médico, suspeitando de crise aguda gotosa, prescreveu um medicamento para a crise gotosa e o encaminhou a um cardiologista.
Analisando o quadro acima, discuta se a terapêutica com hidroclorotiazida poderia ser responsabilizada pela precipitação do quadro de crise aguda de gota. Caso afirmativo, justifique farmacologicamente tal evento.

Paciente do sexo masculino, 50 anos de idade, iniciou tratamento anti-hipertensivo. A sua queixa no balcão da farmácia, e de seus familiares, é que atualmente tem tossido persistentemente, apesar de não haver sinais e sintomas de doença pulmonar, segundo a observação do clínico geral.
Descreva o mecanismo de ação do suposto medicamento anti-hipertensivo e como tal manifestação poderia ser atribuída ao tratamento medicamentoso.

Justifique o uso do salbutamol nesta paciente.

Qual a vantagem da via inalatória sobre as demais vias de administração para o alívio de crises esporádicas?

Compare a utilização de salbutamol e adrenalina no tratamento da asma brônquica.

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AN02FREV001/REV 4.0 
1 
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
Portal Educação 
 
 
 
 
 
 
 
CASOS CLÍNICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
EaD - Educação a Distância Portal Educação 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
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CASOS CLÍNICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição 
do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido 
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 
 
 
 
PR 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
3 
 
O X.R., de 66 anos de idade e com história de tabagismo e de coronariopatia 
segue uma terapia com pravastatina e com ácido acetilsalicílico. Um dia, 
enquanto trabalhava em sua carpintaria, o senhor X.R. começou a sentir um 
forte aperto no peito. A sensação tornava-se dolorosa, e a dor começava a 
irradiar-se pelo braço equerdo. Ao ser encaminhado para o serviço de Proto-
Socorro mais próximo, foi realizada uma avaliação e contatação de que o 
paciente estava tendo um infarto do miocárdio anterior. O médico iniciou uma 
terapia com o ativador de plasminogênio tecidual e heparina. A administração 
de uma dose inadequada de desses dois fármacos pode ter consequências 
graves, em virtude de seu baixo índice terapêutico; por esse motivo o paciente 
foi rigorosamente monitorado. Os sintomas do paciente X.R. diminuiram nas 
primeiras horas, embora permaneça hospitalizado para monitorização. Após 4 
dias, recebeu alta e os medicamentos prescritos incluem pravastatina, ácido 
acetilsalicílico, atenolol, lisinopril e clopidogrel. 
Em relação ao caso clínico e a farmacoterapêutica responda: 
a) Justifique a utilização da pravastatina e do ácido acetilsalicílico pelo 
paciente; 
b) Com base nas propriedades farmacodinâmicas do fator de ativação de 
plasminogênio tecidual e da heparina correlacione a sua utilização nesta 
situação clínica; 
c) Quais os efeitos adversos em que o paciente estaria sujeito com a 
utilização do fator de ativação de plasminogênio tecidual e da heparina; 
d) O que significa um fármaco apresentar baixo índice terapêutico? Qual a 
atitude clínica frente à utilização de fármacos com essa característica, 
como a heparina? 
 
Resposta: 
a) A pravastatina é um fármaco anti-dislipidêmico capaz de reduzir o nível de 
colesterol através da inibição da enzima HMG-CoA redutase e o ácido 
acetilsalicílico é um fármaco com ação antiplaquetária que impede a formação 
de trombos. Tal associação auxilia na profilaxia da aterosclerose coronariana; 
b) O fato de ativador de plasminogênio tecidual ao se ligar aos trombos recém-
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
4 
formados com alta afinidade resulta no processo de fibrinólise no local do 
trombo sendo indicado por essa propriedade no infarto agudo do miocárdio. A 
heparina, um agente anticoagulante injetável, ao inibir a hemostasia 
secundária através da inativação não-seletiva da trombina, do fator Xa, fator 
IXa, fator XIa e fator XIIa sendo desta forma útil na prevenção da embolia 
sistêmica associada ao infarto do miocárdio; 
c) A utilização destes fármacos pode ocasionar como efeito adverso como 
arritmias cardáicas, síndrome de embolia, hemorragia gastrintestinal, 
hemorragia intracraniana e reações alérgicas relacionadas à administração do 
fator de ativação de plasminogênio tecidual; além de hemorragia e 
trombocitopenia induzida por heparina, hipersensibilidade incluindo reações 
anafiláticas associadas ao uso da heparina; 
d) O índice terapêutico de um fármaco é uma relação entre a dose letal em 50% 
da população e a dose eficaz em 50% da população; representa um número 
que quantifica a margem de segurança relativa de um fármaco numa 
população. Um fármaco de baixo valor de índice terapêutico, como a heparina 
deve-se ter cautela e monitorização do tempo de protrombina parcial a fim de 
evitar o risco de sangramento significativo, já que a dose capaz de causar 
toxicidade é próxima da dose eficaz. 
 
Sr. Godofredo, mancando, procurou seu médico de confiança queixando-se de 
dor articular no tornozelo esquerdo, cuja manifestação havia começado 
durante a madrugada do dia anterior à presente conversa. O médico observou 
que a articulação afetada revelava sinais inflamatórios intensos, com 
característica eritematosa violácea, sendo que o Sr. Godofredo queixava-se de 
dor à manipulação do local, que também se apresentava quente. Na conversa 
com o médico, o paciente revelou que recentemente iniciara tratamento anti-
hipertensivo com hidroclorotiazida. Diante dos achados clínicos, o médico, 
suspeitando de crise aguda gotosa, prescreveu um medicamento para a crise 
gotosa e o encaminhou a um cardiologista. Analisando o quadro acima, 
discuta se a terapêutica com hidroclorotiazida poderia ser responsabilizada 
pela precipitação do quadro de crise aguda de gota. Caso afirmativo, justifique 
farmacologicamente tal evento. 
 
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Resposta: 
A terapia com hidroclorotiazida, um diurético do tipo tiazídico que regula o volume 
inravascular através da inibição da reabsorção de cloreto de sódio no túbulo 
contornado distal. Tal fármaco é indicado para o tratamento da hipertensão arterial, 
como fármaco adjuvante nos estados edematosos associados a insuficiência 
cardíaca congestiva, cirrose hepática e disfunção renal. O tratamento com 
hidroclorotiazida pode ocasionar além de outros efeitos adversos a hiperuricemia, 
precipitando então um quadro de crise gotosa. 
 
Paciente do sexo masculino, 50 anos de idade, iniciou tratamento anti-
hipertensivo. A sua queixa no balcão da farmácia, e de seus familiares, é que 
atualmente tem tossido persistentemente, apesar de não haver sinais e 
sintomas de doença pulmonar, segundo a observação do clínico geral. 
Descreva o mecanismo de ação do suposto medicamento anti-hipertensivo e 
como tal manifestação poderia ser atribuída ao tratamento medicamentoso. 
 
Resposta; 
O fármaco anti-hpertensivo provavelmente é o captopril, um inibidor da enzima 
conversora de angiotensina, capaz de inibir a clivagem de angiotensina-1 em 
angiotensiva-2 de ação vasoconstritora. Além dessa ação, o captopril inibe a 
degradação da bradicinina pela mesma enzima, resultando no aumento do nível de 
bradicinia que promove uma tosse seca e não-produtiva em até 20% dos pacientes 
em uso do captopril. A tosse proporcionada pelo captopril é desconfortável e 
compromete a adesão ao tratamento e a qualidade da voz do indivíduo. 
 
 
 
Paciente do sexo masculino, 50 anos de idade. Chegou à clínica de fisioterapia 
para realizar um trabalho de reabilitação muscular após um acidente de carro, 
além de um histórico clínico de transtorno obsessivo-compulsivo. A terapia 
medicamentosa do paciente baseava-se em: clonazepam e fluoxetina. O 
 
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fisioterapeuta observou que o paciente apresentava uma redução do tônus 
muscular e da coordenação. Pergunta-se: 
a) Descreva o mecanismo de ação do clonazepam; 
b) Por que o paciente apresentou redução do tônus muscular e da 
coordenação, se não havia nenhum dado clínico que indicasse alguma 
lesão no SNC? 
c) Durante o trabalho de reabilitação, quais cuidados devem ser tomados 
com este paciente. 
 
Resposta: 
a) O clonazepam é um agente ansiolítico de ação alostérica nos receptores 
GABA-A quea tuam no sentido de aumentar a frequência de abertura do 
receptor e potencializar os efeitos do neurotransmissor inibitório GABA; 
b) A redução do tônus muscular e da coordenação motora se deve a efeitos 
colaterais dos fármacos utilizados pelo paciente. O clonazepam além de sua 
ação ansiolítica apresenta uma propriedade miorelaxante e sedativa; 
c) Durante o trabalho de reabilitação é importante que o profissionalfisioterapeuta não exija uma resposta aos exercícios já o paciente não se 
encontra em plena coordenação e reflexo motor, a fim de evitar maiores 
complicações físicas. 
 
A sra. S, de 40 anos de idade, encontra-se sob tratamento de antidepressivo 
fenelzina. A paciente apresenta uma melhora significativa no seu humor e uma 
motivação. Entretanto, em uma festa de queijos e vinhos em grande estilo 
apresentou ao final da reunião uma forte dor de cabeça e náusea. Ao ser 
levada a um serviço de emergência, verificou-se que sua pressão arterial era 
de 230/160 mmHg. Constatou-se que a sra. S apresentava-se em ma crise 
hiperensiva, o médico plantonista administrou imediatamente fentolamina. A 
pressão arterial da sra. S normaliza-se rapidamente e, na investigação o 
médico identificou uma interação fármaco-alimento. Responda: 
a) Qual a possivel interação fármaco-alimento observada nesta situação? 
b) Justifique a administração de fentolamina e como ela atua nesta situação; 
 
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c) Por que o médico não utilizaou um antagonista dos receptores beta-
adrenérgicos para tratar a hipertensão da sra. S? 
 
Resposta: 
a) A interação observada nesta situação foi entre a tiramina, uma amina 
presente na dieta, normalmente metabolizada no trato gastrintestinal e no 
fígado pela enzima monoaminoxidase (MAO). Em pacientes, como a sra. S 
que esteja utilizando um inibidor da MAO, como a fenelzina, a tiramina é 
absorvida no intestino, transportada pelo sangue e captada por neurônios 
simpáticos e exerce efeito simpaticomiméticos. Dessa forma, a ingestão de 
queijos e vinhos que possuem alta concentração de tiramina pela sra. S 
provocou uma crise hipertensiva; 
b) A fentolamina é um agente antagonista dos receptores alfa adrenérgico não-
seletivo e reversível, revertendo vasoconstrição mediada pelos receptores 
alfa-adrenérgicos, dessa forma foi o agente ideal para a crise hipertensiva da 
sra. S; 
c) Não foi prescrito um antagonista dos receptores beta-adrenérgicos devido o 
aumento da hipertensão nesta situação ser mediada por receptores alfa-
adrenérgicos. Os antagonistas dos receptores beta-adrenérgicos são eficazes 
apenas em indivíduos hipertensos e não normotensos, através da inibição 
das ações cronotrópicae e inotrópicas positivas das catecolaminas 
endógenas nos receptores beta-1 adrenérgicos, resultando em diminuição da 
frequência cardíaca e da contratilidade do miocárdio. 
 
Mark S, um homem de 55 anos de idade, procura o seu médico depois de 
perceber um tremor na mão direita, que apareceu gradualmente nesses 
últimos meses. Constatou-se que ele consegue manter a mão imóvel enquanto 
se concentra nela, mas que o tremor reaparece rapidamente se ele se distrai. A 
esposa queixa-se de que ele deixou de sorrir e que seu rosto tornou-se 
inexpressivo. Declara também que o marido está andando mais lentamente e 
que tem dificuldade em acompanhar o ritmo com que ela anda. Ao vê-lo entrar 
no consultório no consultório, o médico do Sr. S percebe que está andando 
curva e com marcha curva e desajeitada. No exame clínico, verificou-se que o 
 
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paciente apresentava aumento do tônus e rigidez nos membros superiores, 
principalmente do lado direito. O médico conclui que os sinais e os sintomas 
do Sr. S mais provavelmente representam os estágios iniciais da doença de 
Parkinson e prescreve levodopa e carbidopa. Responda: 
a) De que maneira a perda seletiva de neurônios dopaminérgicos resulta 
em sintomas como aqueles observados no Sr. S? 
b) Justifique a associação levodopa e carbidopa prescrita. 
c) A levodopa constitui a melhor escolha para o Sr. S nesse estágio da 
doença? 
 
Resposta: 
a) Os sintomas observados na doença de Parkinson caracterizados por lentidão 
anormal dos movimentos; pela rigidez dos membros; pelo comprometimento 
do equilírio postural, que predispõe a queda; e tremor dos membros quando 
em repouso resulta da perda seletiva de neurônios dopaminérgicos na parte 
compacta da substância negra. Essa perda leva a ausência do controle da 
dopamina nos núcleos da base que regulam o movimento. 
b) A levodopa é um precursor da dopamina que fornece o substrato para a 
síntese aumentada de dopamina; é transportada através da barreira 
hematoencefálica pelo transportador de aminoácidos neutros e, em seguida, 
descarboxilada à dopamina pela enzima L-aminoácido aromático 
descarboxilase. Entretanto, a levodopa quando administrada isoladamente, 
possui baixa disponibilidade no sistema nervoso central, devido ao 
metabolismo periférico à dopamina, por esse motivo geralmente é 
administrada em associação com carbidopa, um inibidor da dopa 
descarboxilase. 
c) Sim. A levodopa em mutios pacientes com doença de Parkinson apresenta 
uma significativa melhora sintomática com a combinação de levodopa e 
carbidopa, particularmente no estágio inicial da doença. 
 
A.M.C., 50 anos, do sexo masculino, submeteu-se à cirurgia odontológica para 
remoção de cisto de grande volume, identificado radiograficamente. O ato 
cirúrgico constou de remoção de tábua óssea sob irrigação, curetagem do 
 
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cisto e apicetomia do dente 33. No período pós-operatório, apresentou edema 
e dor forte e constante. Não foi possível receitar anti-inflamatório, pois o 
paciente era portador de úlcera péptica, estando em tratamento com 
antiulcerosos. Optou-se, então, pela aplicação de gelo no local e emprego de 
uma associação de codeína e acetaminofeno, enquanto persistisse a dor. 
Responda: 
a) Qual a vantagem desta associação analgésica? 
b) Por que a codeína foi o analgésico opióide escolhida? 
c) A presença de acetaminofem nesta associação acarreta maior dano 
digestivo ao paciente? 
d) Quais os efeitos adversos potenciais com o uso desta associação? Há 
risco de dependência física e de o paciente tornar-se adicto ao opióide? 
 
Resposta: 
a) A vantagem da associação de codeína e acetominofem é que a atuação 
destes fármacos se dá de forma sinérgica para redução da dor. O 
acetominofem atua inibindo a enzima ciclooxigenase a nível central; 
b) A codeína apesar de menos efetiva do que a morfina no controle da dor 
possui ação analgésica por ser um agonista dos receptores um opióidese e 
em parte pela metabolização através de desmetilação hepática em morfina; 
apresentando uma biodispoibilidade por via oral maior que a morfina; 
c) Sim.Semelhante aos opióides os anti-inflamatórios não-esteroidais não 
seletivos podem provocar como efeito colateral distútbios do trato 
gastrintestinal; 
d) Os principais efeitos adversos desta associação são distúrbios do trato 
gastrintestinal (náusea, vômito, constipação), tonteira, cefaléia, sedação, 
retenção urinária e prurido relacionados à codeína; além de hepatotoxicidade 
e nefrotoxicidade associados à altas doses de acetaminofem. Sim, a 
presença de codeína na associação analgésica leva à um risco de 
dependência física e adiccção ao opióide pelo paciente. 
 
N.B.J., 46 anos, feminina, branca, casada, dona-de-casa queixou-se de 
múltiplos sintomas: tontura, cefaléia, dor no peito, perturbações digestivas e 
 
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outras. No interrogatório, demonstrou-se que nenhuma das queixas era 
sugestiva de alguma patologia específica. Na revisão dos sistemas, informou 
estar muito nervosa, com insônia, não conseguindo concentrar-se nas suas 
tarefas. Há muito tempo, tinha problemas de relacionamento com o filho 
adolescente, que se intensificaram nos últimos meses. Os demais dados da 
história eram irrelevantes. Além de discreta obesidade, não havia outras 
anormalidades evidenciadas no exame físico. O médico interpretou a 
sintomatologia da paciente como manifestação funcional de ansiedade 
patológica. Tranquilizou-a quanto à doença orgânica. Fez com que falasse 
mais sobre os seus problemas, relacionando-os à sua sintomatologia. Como 
medida complementar, prescreveu um ansiolíticoe orientou-a para retornar à 
consulta em uma semana. 
Responda: 
a) Justifique, farmacodinamicamente, a indicação do ansiolítico neste caso; 
b) Escolha um representante para administrar à paciente, citando seu 
esquema de administração, e as justificativas para tal; 
c) Assinale os potenciais riscos do tratamento proposto e as recomendações 
que devem ser feitas à paciente para minimizá-los. 
 
Resposta: 
a) O ansiolítico utilizado nesta situação clínica visa reduzir o estado de 
ansiedade e de alerta através da modulação dos receptores GABA-A por 
ação alostérica sobre esses receptores potencializando a transmissão 
inibitória gabaérgica; 
b) Um dos agentes ansiolíticos disponíveis para aplicação nesta situação clínica 
seria o alprazolam utilizado por via oral na menor dose acompanhado de 
observação e acompanhamento da paciente. Este agente exibe além da ação 
ansiolítica uma ação antidepressiva benéfica nesta situação descrita; 
c) Os potenciais riscos durante o tratamento com ansiolíticos é a dependência 
física e psicológica, falta de coordenação motora e sonolência, efeitos 
observados na maioria dos pacientes que fazem uso destes fármacos. 
Recomenda-se então que o tratamento se dê em até 3-4 meses, e que a 
retirada do fármaco se dá através da redução gradual da dose do ansiolítico; 
 
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que durante o tratamento o indivíduo não utilize bebedas alcóolicas e que 
tenha máxima cautela ao operar e/ou dirigir máquinas e veículos. 
 
A jovem C. tinha asma brônquica desde os 12 anos de idade que, pela faixa 
etária, predisposição hereditária e desencadeante de crises, era 
carcaterizada como asma extrínseca. Nos últimos anos, o quadro estava 
razoavelmente estabilizado, com crises ocasionais (duas ou três por ano, 
em média), que respondiam a salbutamol, utilizado por via inalatória, na 
dose de 0,1 mg. Algumas vezes, necessitava suplementar essa dose. Uma 
das crises recentes, entretanto, foi mais intensa e não cedeu com o 
aerossol. Procurou antendimento no serviço de emergência, onde, 
constatado o broncoespasmo, foi administrada adrenalina, 0,5 mg por via 
subcutânea, o que foi eficaz para controlar a crise. 
Responda: 
a) Justifique o uso do salbutamol nesta paciente; 
b) Qual a vantagem da via inalatória sobre as demais vias de administração 
para o alívio de crises esporádicas? 
c) Compare a utilização de salbutamol e adrenalina no tratamento da asma 
brônquica. 
 
Resposta: 
a) O salbutamol é um agonista do receptor beta-2 adrenérgico presente na 
musculatura lisa bronquiolar resultando no relaxamento desta musculatura, 
por sua ação broncodilatadora é utilizado no tratamento da asma; 
b) A via inalatória sobre as outras vias de administração possui a vantagem da 
rápida absorção do fármaco e início de ação farmacológico quase que 
imediato fato requerido na crise asmática; 
c) O salbutamol é um broncodilatador seletivo dos receptores beta-2 
adrenérgicos que quando administrados na dose terapêutica resulta em 
menor incidência de efeitos adversos no paciente asmático; diferente da 
administração da adrenalina que além de atuar nos receptores beta-2 
adrenérgicos na musculatura lisa bronquiolar atua também nos receptores 
beta-1 presente no coração propiciando efeitos colaterais cardíacos, como 
 
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aumento do débito cardíaco, da força de contração e da frequência cardíaca.

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