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@rechicho 1 Psicologia Analítico Comportamental 2021.1 • o Livro recomendado: Princípios básicos da Análise do Comportamento. Antecedentes históricos do behaviorismo. o Behaviorismo: filosofia da ciência. ® É como pensar a psicologia. o Análise do comportamento: corrente psicológica. ® É como aplicar o conhecimento sobre comportamento (AC). o Terapia comportamental: está dentro da AC. ® Utilização do conhecimento da AC no contexto clínico. ® ABA. o Terapia cognitivo-comportamental: terapia influenciada pela AC, mas trazendo vertentes cognitivas. 1871: surge a psicologia científica 1930: behaviorismo radical 1990: terapias contextuais (3ª onda) 1913: manifesto behaviorista de Watson 1960: terapias cognitivas atualidade: psicologia baseada em processos Behaviorismo ganha força @rechicho 2 Primeiros passos da psicologia científica. o 1871, Leipzig. o Influência do positivismo. ® Positivismo = observação dos fenômenos por meio da promoção das experiências sensíveis, única capaz de produzir a partir dos dados concretos (positivos) a verdadeira ciência, sem qualquer atributo teológico ou metafísico, subordinando a imaginação à observação, tomando como base apenas o mundo físico ou material. o Wundt e Titchener. o Objetivo: tornar o estudo da mente uma ciência. o Unidade de análise: qual é a sensação e a experiência subjetiva de certos estímulos ambientais/sensoriais. o Método: introspecção. ® Para ser ciência, precisa ter um método. Outras influências sobre o behaviorismo. o Teoria da evolução de Darwin e a psicologia comparativa: existe uma continuidade evolutiva entre humanos e animais. ® Não existe barreiras para os dois, ambos são resultados do mesmo mecanismo de seleção natural, o que valida a semelhança entre humanos e animais. ® Estudar o organismo de animais pode nos levar a descobrir leis que se aplicam ao organismo humano. ® Nenhum animal evoluiu mais do que o outro. o Filosofia funcionalista: um conhecimento por si só não tem valor simplesmente pela forma de entender o mundo. ® Ele tem mais valor quando consegue aplicar e mudar a realidade concreta. ® O conhecimento deve ser compartilhado para ter um impacto na sociedade; uma mudança positiva. o Fisiologia: estudo dos reflexos. ® Estudos voltados para o comportamento. ® Baseia-se em Pavlov – experimento “Os cães de Pavlov”. ® Relação causal entre estímulos ambientais e reações do organismo. ® Como características ambientais podem ser moduladas para despertar respostas específicas dentro de um organismo. ® Como tudo isso pode ser feito de forma controlada. Surgimento do behaviorismo. o John B. Watson. ® Psychology as the behaviorist views it. o Objetivo: estudar o comportamento humano. @rechicho 3 o Unidade de análise: comportamentos reflexos. ® Comportamentos eliciados/disparados por um estímulo do ambiente. ® Comportamentos mensuráveis e observáveis. o Método: experimentos laboratoriais. o Wundt não tinha controle para mensurar tais sensações já que eram experiências subjetivas. o Psicologia experimental baseada na associação de estímulos ambientais, na frequência desses estímulos e do comportamento. ® A melhor maneira de tornar algo objetivo é a observação, não a introspecção. ® Quantas vezes um fenômeno ocorre, quantas vezes foi necessário parear um estímulo, qual foi a resposta observada e como ela ocorreu. ® Podemos criar novos reflexos – modular comportamentos – a partir do emparelhamento de estímulos. Para o behaviorista... o A psicologia deve ser uma ciência útil. o A mente não deve ser o objeto de pesquisa. o O ser humano é uma tábua rasa. ® Como uma argila, passível de ser modulado. ® Comportamentos são um histórico de aprendizagem/associação de estímulos que despertam essas respostas. o A visão moderna do behaviorismo é diferente. Outras características. o As principais pesquisas de Watson estudavam como os humanos aprendiam a sentir medo. o A partir da década de 20, conceitos do behaviorismo começaram a ser utilizados na publicidade. Três momentos do condicionamento. o Tudo que veremos aqui foi importante para nossa evolução e sobrevivência. o Todos os comportamentos aqui citados são comportamento reflexo. Sol quente (estímulo) – Corpo sua (resposta). o Não temos controle. o O estímulo entrou e vai causar uma resposta. o Reflexo = reação fisiológica e direta. o Emparelhamento de estímulos @rechicho 4 1. Momento inicial: nada foi aprendido, começo do processo. 2. Pareamento/emparelhamento: período em que o aprendizado acontece; onde ocorre o condicionamento. ® Condicionamento = aprendizado. 3. Momento final: condicionamento consolidado, aprendizado completo. o Estímulo neutro (NS): não é capaz de despertar resposta no indivíduo. o Estímulo incondicionado (US): estímulo que elicia/desperta uma resposta inata. ® O estímulo consegue provocar resposta porque já é uma programação do organismo – como choro e suor. ® Não precisa de aprendizado para executar essas respostas. ® Essas respostas não podem e não conseguem ser moduladas. o Resposta incondicionada (UR): ação automática e inata que não depende da razão ou da consciência para ocorrer. Antes do condicionamento NS - som Sem salivação US - comida UR - salivação @rechicho 5 o Pareamento: estímulo neutro é apresentado em conjunto ao estímulo incondicionado. ® Coaduna NS com US. ® Se o pareamento der certo, quer dizer que o estímulo neutro mudou e se tornou um estímulo condicionado por ser capaz de provocar resposta. o Estímulo condicionado (CS): foi previamente chamado de neutro, mas passou a despertar resposta condicionada depois do processo de pareamento. o Resposta condicionada (CR): resposta que depois do pareamento, passou a ser causada pelo estímulo condicionado. o NS – antes do condicionamento – passa a se chamar CS – depois do condicionamento. o UR – antes do condicionamento – passa a se chamar CR – depois do condicionamento. CS - som CR - salivação Depois do condicionamento Durante o condicionamento NS - som UR - salivação US - comida @rechicho 6 Generalização respondente. o Estímulos fisicamente parecidos com o CS podem eliciar a CR. o A força da CR depende do grau de semelhança entre o novo estímulo e o CS. ® Medo de barata e de todos os insetos que se parecem com ela. o Gradientes de generalização: continuum entre estímulos extremamente semelhantes ao CS até estímulos completamente diferentes. Extinção respondente. o A apresentação do CS sem o acompanhamento do US faz com que a força do condicionamento diminua. ® As respostas ficam mais fracas. o A extinção acontece quando as respostas enfraquecem até desaparecerem. o Após a extinção da CR, pode ressurgir de maneira mais fraca frente à uma nova apresentação do CS. Dessensibilização sistemática. o Plano: construção de uma escala de estímulos com o paciente, do mais fraco ao mais intenso. o Fase 1: exposição ao primeiro estímulo mais fraco até que a resposta enfraqueça. o Fase 2: avançar para o próximo item da escala. Contracondicionamento. o Associar o CS aversivo à uma resposta positiva. o É a substituição de um condicionamento já existente por outro. ® Ouviu música enquanto faz algum procedimento odontológico. Comportamento operante. o Termo desenvolvido por Skinner. o Principal objetivo de estudo do behaviorismo radical. o Comportamento operante: aquele que produz mudança no ambiente (consequência). ® Essa consequência do comportamento vai influenciar a probabilidade dele ocorrer novamente. o Esse tipo de comportamento não é causado por algum estímulo. ® Ele podeocorrer ou não > há probabilidade, sendo ela baixa ou alta. @rechicho 7 A caixa de Skinner. Há uma caixa para colocar um animal dentro para todos os comportamentos dele serem observados. Dentro dessa caixa, o animal tem poucas coisas para interagir. Ao observar os comportamentos, o pesquisador registra a frequência deles, e ele nota que todos os comportamentos têm uma frequência base que não muda e não gera nenhuma mudança no ambiente. Exceto quando o ratinho descobre que existe um botão e que ao pressioná-lo, cai comida no comedouro. o Pressionar o botão e cair comida no comedouro é um tipo de modificação no ambiente. o Essa modificação só ocorreu como consequência do comportamento do ratinho de pressionar a barra, portanto, é um comportamento operante. o Essa consequência, que é reforçadora, vai influenciar a frequência com que o ratinho vai pressionar a barra no futuro, ou seja, aumentou a probabilidade dele pressionar o botão. Aprendizado do comportamento operante. o Condicionamento operante: o aprendizado do comportamento operante. ® Aprendizado pelas consequências. ® É a consequência do nosso comportamento que vai influenciar quantas vezes vamos emiti-lo no futuro. o Aprendizado: aumento da frequência de uma resposta/comportamento. ® Ocorrer mais vezes significa que o comportamento está sendo aprendido. Condicionamento respondente S R Estrondo Susto Um estímulo acontece e logo após ocorre a resposta. Condicionamento operante S R Um estímulo acontece e logo após ocorre a resposta. A criança que aprende a ser engraçada para receber elogios. @rechicho 8 o Continuum dos elementos básicos que ocorrem em sequência: ® Sempre teremos esses três elementos e o objetivo é tentar identificá-los. 1. Antecedente: situação que precede a ação. ® Contexto. ® Estabelece a condição para o indivíduo agir. 2. Resposta: o comportamento do indivíduo que causa uma mudança no ambiente. ® Sempre se analisa uma resposta específica e a sua frequência. 3. Consequência: modificação no ambiente gerada pela resposta. ® Resultado da resposta. ® Influencia a probabilidade da resposta ocorrer novamente em situação similar. ® Aumenta ou diminui essa probabilidade. o Reforço: consequência que gera um novo estímulo no ambiente e faz o comportamento se tornar mais frequente. Exemplo Zoraide, 4 anos, andava com sua mãe em uma loja. Ao ver um brinquedo, pede para sua mãe comprar, mas a mãe nega. Zoraide então se joga no chão e começa a chorar, dizendo que quer o brinquedo. Todas as pessoas da loja começam a assistir a cena. Depois de um tempo a mãe de Zoraide aceita comprar o brinquedo, fazendo com que Zoraide parasse de chorar. A mesma cena se repetiu na semana seguinte. Contingência de reforçamento. o É a relação que ocorre entre resposta e consequência. ® Uma está relacionada a outra. A R C Não é causa e efeito Antecedente Resposta Consequência Reforço @rechicho 9 ® Quando uma resposta ocorrer, é provável que uma consequência também ocorra. ® É provável porque não é certeza, e como não é uma certeza, então a relação não é causal. o Se expressa com uma frase no formato de “se...” e “então...”. ® Se eu apertar o interruptor, então a luz vai acender. ® Se a Zoraide chorar, então sua mãe vai dar o que ela quer. Extinção operante. o Um comportamento só se mantém através do tempo quando ele é reforçado. o Ao retirar a consequência reforçadora, colocamos o comportamento em extinção. ® A resposta não gera mais nenhuma consequência. o Essa interrupção do reforçamento faz com que a frequência da resposta volte ao nível inicial antes do condicionamento. ® O rato na caixa de Skinner, ao suspenderam a comida (reforço), eventualmente deixará de pressionar a barra. ® Depois de muito tempo sem eletricidade, você para de apertar o interruptor. Outros efeitos da extinção. o A interrupção do reforçamento pode levar a um aumento momentâneo da frequência da emissão da resposta. ® A frequência do comportamento sobe porque o indivíduo tenta novamente emitir tal comportamento para geral tal consequência. o A extinção pode aumentar a variabilidade da forma da resposta. Condicionamento respondente o Resposta reflexa: inata, comum para a espécie. o Resposta condicionada: reação automática do corpo. o Aprendizado por pareamento. o Relação causal Condicionamento operante o Resposta: aprendida, específica para o indivíduo. o Ação que altera o ambiente. o Aprendizado por consequência. o Relação probabilística entre A e R. @rechicho 10 ® A resposta pode sofrer pequenas alterações qualitativas. ® Se ao tentar ligar a TV, percebo que ela não acende, logo penso que o controle está com defeito. Eu tento outras alternativas como bater no controle, tirar e colocar as pilhas, pressionar o botão mais forte. Se a TV continuar desligada, paro de tentar. o A extinção pode despertar respostas emocionais relacionadas a raiva ou frustração. ® Tentar ligar a TV, apertar com mais força; jogar o controle longe. Modelagem. o Processo de aprendizado de novos comportamentos. ® Se o comportamento operante e o condicionamento são aprendizados pelas consequências, então para aprendê-los é preciso emiti-los. o Para aprender novas respostas nunca emitidas antes é preciso passar pelo processo de aprendizado de novos comportamentos através da aproximação gradual do comportamento alvo. ® Sempre iniciar esse processo com o reforçamento de algum comportamento que se assemelha ao comportamento alvo. ® Uma vez que se tenha definido qual é o comportamento alvo, o primeiro comportamento a ser reforçado é o primeiro passo; uma hierarquização. ® Reforçar cada pequeno avanço. 1º. O pesquisador escolhe um comportamento alvo. ® Fazer o cachorro rolar, por exemplo. 2º. O pesquisador começa a reforçar positivamente uma ação que, de forma geral, aproxime o sujeito do comportamento alvo. ® Ensina-lo a deitar. 3º. Depois do aprendizado da primeira ação, ela é colocada em extinção aprimorando o próximo passo. 4º. Agora somente ações mais específicas recebem o reforço. ® Ensina-lo a virar de barriga para cima. = modelagem Iniciar o processo de reforçar um comportamento que não é o comportamento alvo, mas se aproxima dele. Desse modo, o terapeuta estará intercalando o processo de reforço de uma resposta que deve ser tornar mais frequente, e extinguir uma resposta que já está aprendida. Esse processo não ocorre apenas em laboratório. Dirigir, por exemplo, é aprendido por modelagem. A aproximação do comportamento alvo é gradual. @rechicho 11 Modelação. o Desenvolvida por Albert Bandura. o Mecanismo de aprendizado por observação. ® Ver um certo comportamento sendo reforçado e tentar emiti-lo. ® Também serve para punição. o Não é um processo lento e gradual como a modelagem. o Tentar imitar o comportamento do outro uma vez não é sinônimo de frequência. ® A ação só será frequente se houver reforço. ® Se não houver reforço, a probabilidade do comportamento se tornar frequente é baixa. Controle aversivo – tipos de consequências do comportamento. o Consequência reforçadora: aumenta a probabilidade do comportamento se repetir. ® Aumenta a frequência e promove aprendizado. ® Reforço positivo. ® Reforço negativo. o Consequência punitiva: diminui a probabilidade do comportamento se repetir. ® Diminui a frequência de uma certa resposta. ® Punição positiva. ® Punição negativa. Modelagem o Mais lento. o Aprendizado de comportamentos novos. o Aproximação gradual.o Reforço – extinção. o Necessita de outra pessoa ensinando diretamente, como aprender a dirigir. Modelação o Mais rápido. o Aprendizado de comportamentos novos. o Observação de outra pessoa executando um comportamento. o Observação – imitação – reforço (ou não) – frequência (ou não). Exemplo de modelação – ensinando o gato a parar de morder: https://www.youtube.com/watch?v=-_sil3hL3EQ Se é reforço, a frequência do comportamento aumenta. Se é punição, a frequência do comportamento diminui. @rechicho 12 Controle aversivo – reforço. o Reforço: qualquer evento que aumenta a frequência de uma ação. o Reforço positivo: a ação adicionou um estímulo no ambiente que resulta no aumento da frequência da resposta. ® Positivo = adição/inserção (+). ® Adiciona/insere um estímulo reforçador no ambiente. ® Recompensa. o Reforço negativo: a resposta emitida remove algum estímulo aversivo que gera desconforto. ® Negativo = subtração/retirada (-). ® É reforço porque ainda aumenta a frequência de um certo comportamento através da retirada de um estímulo do ambiente. ® O estímulo retirado já estava presente naquele contexto antes da ação ocorrer. ® Não surge por causa da ação pois já estava presente antes da resposta ser emitida. ® Mudança que ocorre depois que a resposta é emitida (estímulo aversivo é retirado). Exemplo Antes de tomar o remédio, você está sentindo algo. Existe um sintoma. Não é externo, mas ainda sim é um estímulo porque somos capazes de perceber a dor (evento privado). Quando se toma o remédio (ação) a consequência é dor sumir, havendo a retirada do estímulo do ambiente, portanto, é um reforço negativo. Aumentou a probabilidade de tomar o remédio no futuro. Controle aversivo – punição. o Punição: diminui a frequência de um comportamento. o Punição positiva: adição/introdução (+) de um estímulo aversivo desprazeroso. o Punição negativa: subtração/retirada (-) de algo prazeroso. ® Ainda diminui a frequência de um comportamento. ® Age por privação de um estímulo que pode ser prazeroso ou benéfico. O cachorro que recebe comida por dar a pata. Quando tomamos um remédio para eliminar a dor de cabeça. Receber palmada por rabiscar a parede. Castigo como proibir de mexer no celular. @rechicho 13 Resumo – quatro tipos de controle aversivo. (+) (-) Aumenta a frequência do comportamento. Reforço positivo Reforço negativo Diminui a frequência do comportamento. Punição positiva Punição negativa o As duas punições e o reforço negativo são formas de controle aversivo porque manejam graus de frustração e desprazer. o Toda a forma de consequência que aumenta a frequência sempre vai ser reforço. ® Se perguntar sempre: essa consequência está aumentando ou diminuindo a frequência? ® A partir disso, se decide se é reforço ou punição. ® Fazendo essa decisão, posso definir se é positivo ou negativo. o A extinção não se caracteriza nesses quatro tipos porque ela é a interrupção do reforço. ® Pode-se utilizar no reforço positivo. ® Extinção = retirada do reforçamento. o Extinção e punição funcionam como mecanismos de preferência para diminuição de um comportamento. o A punição tem como ponto fraco os seguintes fatores: 1. Gera mais frustração e respostas emocionais de raiva. 2. Não tem tanto efeito a longo prazo. ® Se você falha em punir um certo comportamento, ele tende a voltar a ter a mesma frequência que tinha antes. Consequência Ela está aumentando ou diminuindo a frequência? É reforço ou punição? O(a) reforço/punição é positivo ou negativo? @rechicho 14 3. Mais vulnerável a respostas de contra controle. ® Executar uma ação de forma a ter acesso ao reforço positivo, mas de forma a evitar a punição. ® Mentir para os pais dizendo que dormirá na casa de uma amiga para evitar punição, mas na verdade vai à uma festa (reforço). Os pais podem ter punido em uma ocasião anterior, mas os filho não deixou de fazer o que quer. Esquemas de reforçamento o São condições / regras que são utilizadas para apresentar um reforço ao indivíduo. o Reforço contínuo: o reforço é apresentado todas as vezes que a resposta é emitida. ® Ideal para o aprendizado de novos comportamentos e manutenção inicial dos novos comportamentos. ® Em algum momento, o comportamento vai se estabilizar e não precisará de reforço, estando consolidado. ® Já havíamos visto anteriormente. o Reforço intermitente: o reforço é apresentado quando uma condição específica é atendida. ® Útil para aumentar a resistência à extinção de uma resposta. ® Ajuda a manter a resposta a longo prazo. ® Menor resistência ao reforço. ® Se inicia quando o aprendizado foi consolidado. Tipos de reforçamento intermitente Razão: o O reforço é determinado pelo número de respostas que vão ser apresentadas. o Sempre terá uma frequência maior. Contínuo o Toda a resposta é seguida da apresentação de um estímulo reforçador. o As respostas são continuamente reforçadas. o Ex.: beber água mata a minha sede. Intermitente o Nem sempre o estímulo reforçador é apresentado. o Apenas algumas respostas são reforçadas. o Ex.: checar meu Instagram para ver se a foto que postei tem muitas curtidas. @rechicho 15 o Razão fixa (RF): o número de respostas necessárias para apresentar o reforço é sempre o mesmo. ® Ex.: método pomodoro onde a cada 40 minutos de estudo, 5 minutos de descanso. o Razão variada (RV): o número de respostas necessárias muda cada vez que o reforço é apresentado. o O processo de mudança de um esquema de reforçamento para outro deve ser sempre gradual. ® Não é aconselhado fazer uma mudança brusca como de um reforçamento contínuo para um de 10 respostas, por exemplo. ® Quanto maior o número de respostas que peço, mais inconsistente vai ficar a relação que o indivíduo perceberá entre o comportamento e a resposta. ® Correrá o risco de entrar em um processo de extinção. ® A frequência é mais instável – não tendo um padrão tão claro – mas não tem tantas pausas após emitir um número x de respostas. o Deve-se esperar o indivíduo se adaptar / estabilizar até perceber a mudança de padrão para depois mudar o tempo de reforçamento. Intervalo: o O reforço é determinado pelo tempo decorrido e se a resposta ocorreu no mínimo uma vez. ® Não apresenta controle com base no número de respostas apresentadas. ® não importa o número de respostas e sim quanto tempo se passou desde quando foi reforçada. o Deve ser utilizado após o reforçamento contínuo. ® Não colocar intervalos muito grandes. o Sempre terá uma frequência menor. ® Com o tempo – utilizando intervalos moderados – o sujeito também começará a perceber que o padrão para receber o reforço é referente ao tempo que vai se passar. o Intervalos maiores = o comportamento não é frequente. ® O individuo vai perceber quando o tempo está chegando ao final e começará a emitir o comportamento com maior frequência perto do horário de receber o reforço. ® Ex.: observável quando o pet se alimenta em horários específicos. o Intervalo fixo: o tempo decorrido entre as apresentações do reforço é o mesmo. o Intervalo variado: o tempo entre a apresentação do reforço muda cada vez que o reforço é apresentado. @rechicho 16 TIPOS DE REFORÇAMENTO INTERMITENTE Fixo Variado Esquema de razão Reforçado após um número determinado de respostas Reforçado após um número variado de respostas Esquema de intervalo Reforçado após um intervalo fixo de tempo Reforçado após um intervalo variado de tempo Esquemas reguladores da velocidade de resposta o Reforçamento diferencial de altas taxas: voltado para um alto volume de comportamentos. ® Combinação dos esquemas de razão e intervalo fixo. ® Utilizado quando os esquemasde razão não são o suficiente. ® Um número determinado de respostas deve ser emitido dentro de um intervalo limitado de tempo. ® Esse número determinado limita o intervalo de tempo que essa resposta deve ser emitida. ® Ex.: metas de trabalho diárias em bancos como a abertura de 5 contas em um dia gera um bônus salarial para o gerente. ® Tomar cuidado para não ocasionar estresse devido a maior produtividade. o Reforçamento diferencial de baixas taxas: utilizado para limitar o número de respostas e demandar o intervalo de tempo. ® Espaça a emissão do comportamento. ® O que é reforçado não é a emissão de uma resposta, mas o espaçamento entre uma resposta e outra. ® Para o reforço ser emitido, deve haver um intervalo mínimo. ® Ex.: controle de comportamento compulsivo como reforçar uma criança quando ela come somente um biscoito por hora. ® Pode ser uma situação muito estressora para o sujeito. Esquemas não contingentes o Esquemas onde estímulos que podem ser reforçadores são apresentados em intervalos de tempo (fixo ou variado), mas não requerem nenhuma resposta. o São capazes de gerar comportamentos supersticiosos. ® Ex.: usar uma “camisa da sorte” em todo o final de campeonato. @rechicho 17 ® Estímulos que surgem aleatoriamente em certos intervalos de tempo. ® Comportamentos que fizemos por acidente e acabaram por gerar uma correlação. Discriminação operante o Modelo básico visto até agora: o A discriminação operante é o processo que faz com que um comportamento seja controlado por estímulos antecedentes. ® Algumas respostas são emitidas apenas em alguns contextos. o Transforma uma resposta que era geral. ® O indivíduo entendia que emitir aquela resposta em qualquer contexto geraria um reforço e agora sabe que a apresentação desse reforço está vinculada à apresentação de algum estímulo antes da emissão dessa resposta. ® A relação resposta-reforço existe somente dentro de um contexto específico. o O que faz o indivíduo diferenciar um contexto de outros são os estímulos antecedentes no ambiente. ® Toda resposta já vem contextualizada, mas através da nossa história e da emissão de várias respostas em contextos diferentes, nós vamos entendendo que certas respostas só são reforçadas em alguns contextos específicos. ® Ex.: abraços não são comuns em alguns ambientes. ® Ex.2: colocar óculos de sol é controlado pelo estímulo sol / claridade. o A resposta é controlada pelo estímulo antecedente. o A resposta não é totalmente determinada por esse antecedente porque a relação A-R não é causa-consequência. o Existem vários fatores que vão determinar a probabilidade da resposta ocorrer. ® Um reforço ou vários que ocorreram no passado naquele contexto. ® Um ou vários estímulos antecedentes importantes no contexto. Antecedente Resposta Consequência Dia claro Colocar óculos de sol Retirada da claridade (R-) @rechicho 18 o O antecedente controla a emissão da resposta porque existe uma correlação que diz que quando o dia está iluminado, é mais provável (porém, não garantido) que o comportamento de colocar o óculos seja emitido. ® O antecedente é um estímulo que vai indicar para o indivíduo que tal resposta receberá um reforço. ® A discriminação ocorre porque se for noite, ele pode emitir a mesma resposta, mas sem receber um reforço. o Estímulo discriminativo: indica que uma resposta será reforçada. ® Essas relações estão sempre juntas e são utilizadas sempre para um mesmo comportamento / resposta. ® No caso do evento anterior, o estímulo discriminativo é o dia luminoso. o Estímulo delta (∆): indica que uma resposta não será reforçada. ® Como usar o óculos a noite. o O que é um estímulo discriminativo para uma resposta, pode ser delta para outra. Estímulo discriminativo → Colocar o óculos retira a claridade, havendo um reforço negativo porque retirou / subtraiu um estímulo aversivo (luminosidade). Estímulo delta → Colocar óculos escuros a noite não vai gerar um reforço porque ao colocar o óculos, o individuo terá dificuldade de enxergar, portanto, é uma punição negativa pois retirou / subtraiu um estímulo prazeroso (enxergar). o A resposta / comportamento é sempre a parte central e nosso foco, por esse motivo, se mudarmos o comportamento que estamos analisando, mudamos o nosso entendimento do resto (contexto, antecedente e consequência). o Estímulos que são parecidos com aqueles que fomos condicionados também despertam respostas. ® O efeito de aprendizado pelo contexto também consegue ser generalizado. Estímulo discriminativo: Dia claro Colocar óculos de sol Retirada da claridade (R-) Estímulo delta: Noite Colocar óculos de sol Não enxergar (P-) @rechicho 19 ® Não precisa de várias repetições / emissões da resposta / comportamento em cada contexto específico. Operante discriminado o Consideramos que um comportamento é operante discriminado quando sua probabilidade de ocorrência é maior em um contexto do que em outro porque passou por uma diferenciação. o Há uma diferença perceptível de ocorrência entre um contexto e outro. o Ocorre quando o processo de discriminação do comportamento operante está finalizado.