Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

@rechicho 
 1 
Psicologia Analítico Comportamental 
2021.1 
• 
 
 
o Livro recomendado: Princípios básicos da Análise do 
Comportamento. 
 
Antecedentes históricos do behaviorismo. 
o Behaviorismo: filosofia da ciência. 
® É como pensar a psicologia. 
o Análise do comportamento: corrente psicológica. 
® É como aplicar o conhecimento sobre comportamento (AC). 
o Terapia comportamental: está dentro da AC. 
® Utilização do conhecimento da AC no contexto clínico. 
® ABA. 
o Terapia cognitivo-comportamental: terapia influenciada pela AC, 
mas trazendo vertentes cognitivas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1871: surge a 
psicologia 
científica 
1930: 
behaviorismo 
radical 
1990: terapias 
contextuais (3ª 
onda) 
1913: 
manifesto 
behaviorista 
de Watson 
1960: terapias 
cognitivas 
atualidade: 
psicologia 
baseada em 
processos 
Behaviorismo 
ganha força 
@rechicho 
 2 
Primeiros passos da psicologia científica. 
o 1871, Leipzig. 
o Influência do positivismo. 
® Positivismo = observação dos fenômenos por meio da 
promoção das experiências sensíveis, única capaz de produzir 
a partir dos dados concretos (positivos) a verdadeira ciência, 
sem qualquer atributo teológico ou metafísico, subordinando a 
imaginação à observação, tomando como base apenas o 
mundo físico ou material. 
o Wundt e Titchener. 
o Objetivo: tornar o estudo da mente uma ciência. 
o Unidade de análise: qual é a sensação e a experiência subjetiva 
de certos estímulos ambientais/sensoriais. 
o Método: introspecção. 
® Para ser ciência, precisa ter um método. 
 
Outras influências sobre o behaviorismo. 
o Teoria da evolução de Darwin e a psicologia comparativa: existe 
uma continuidade evolutiva entre humanos e animais. 
® Não existe barreiras para os dois, ambos são resultados do 
mesmo mecanismo de seleção natural, o que valida a 
semelhança entre humanos e animais. 
® Estudar o organismo de animais pode nos levar a descobrir leis 
que se aplicam ao organismo humano. 
® Nenhum animal evoluiu mais do que o outro. 
o Filosofia funcionalista: um conhecimento por si só não tem valor 
simplesmente pela forma de entender o mundo. 
® Ele tem mais valor quando consegue aplicar e mudar a 
realidade concreta. 
® O conhecimento deve ser compartilhado para ter um impacto 
na sociedade; uma mudança positiva. 
o Fisiologia: estudo dos reflexos. 
® Estudos voltados para o comportamento. 
® Baseia-se em Pavlov – experimento “Os cães de Pavlov”. 
® Relação causal entre estímulos ambientais e reações do 
organismo. 
® Como características ambientais podem ser moduladas para 
despertar respostas específicas dentro de um organismo. 
® Como tudo isso pode ser feito de forma controlada. 
 
Surgimento do behaviorismo. 
o John B. Watson. 
® Psychology as the behaviorist views it. 
o Objetivo: estudar o comportamento humano. 
@rechicho 
 3 
o Unidade de análise: 
comportamentos reflexos. 
® Comportamentos 
eliciados/disparados por 
um estímulo do ambiente. 
® Comportamentos 
mensuráveis e observáveis. 
o Método: experimentos 
laboratoriais. 
o Wundt não tinha controle 
para mensurar tais sensações 
já que eram experiências subjetivas. 
o Psicologia experimental baseada na associação de estímulos 
ambientais, na frequência desses estímulos e do comportamento. 
® A melhor maneira de tornar algo objetivo é a observação, não 
a introspecção. 
® Quantas vezes um fenômeno ocorre, quantas vezes foi 
necessário parear um estímulo, qual foi a resposta observada e 
como ela ocorreu. 
® Podemos criar novos reflexos – modular comportamentos – a 
partir do emparelhamento de estímulos. 
 
Para o behaviorista... 
o A psicologia deve ser uma ciência útil. 
o A mente não deve ser o objeto de pesquisa. 
o O ser humano é uma tábua rasa. 
® Como uma argila, passível de ser modulado. 
® Comportamentos são um histórico de 
aprendizagem/associação de estímulos que despertam essas 
respostas. 
o A visão moderna do behaviorismo é diferente. 
 
Outras características. 
o As principais pesquisas de Watson estudavam como os humanos 
aprendiam a sentir medo. 
o A partir da década de 20, conceitos do behaviorismo começaram 
a ser utilizados na publicidade. 
 
Três momentos do condicionamento. 
o Tudo que veremos aqui foi importante para nossa evolução e 
sobrevivência. 
o Todos os comportamentos aqui citados são comportamento 
reflexo. 
Sol quente (estímulo) – Corpo 
sua (resposta). 
o Não temos controle. 
o O estímulo entrou e vai 
causar uma resposta. 
o Reflexo = reação 
fisiológica e direta. 
o Emparelhamento de 
estímulos 
@rechicho 
 4 
 
1. Momento inicial: nada foi aprendido, começo do processo. 
2. Pareamento/emparelhamento: período em que o aprendizado 
acontece; onde ocorre o condicionamento. 
® Condicionamento = aprendizado. 
3. Momento final: condicionamento consolidado, aprendizado 
completo. 
 
o Estímulo neutro (NS): não é capaz de despertar resposta no 
indivíduo. 
o Estímulo incondicionado (US): estímulo que elicia/desperta uma 
resposta inata. 
® O estímulo consegue provocar resposta porque já é uma 
programação do organismo – como choro e suor. 
® Não precisa de aprendizado para executar essas respostas. 
® Essas respostas não podem e não conseguem ser moduladas. 
o Resposta incondicionada (UR): ação automática e inata que não 
depende da razão ou da consciência para ocorrer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Antes do condicionamento 
NS - som Sem 
salivação 
US - 
comida 
UR - 
salivação 
@rechicho 
 5 
o Pareamento: estímulo neutro é apresentado em conjunto ao 
estímulo incondicionado. 
® Coaduna NS com US. 
® Se o pareamento der certo, quer dizer que o estímulo neutro 
mudou e se tornou um estímulo condicionado por ser capaz de 
provocar resposta. 
o Estímulo condicionado (CS): foi previamente chamado de neutro, 
mas passou a despertar resposta condicionada depois do 
processo de pareamento. 
o Resposta condicionada (CR): resposta que depois do pareamento, 
passou a ser causada pelo estímulo condicionado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
o NS – antes do condicionamento – passa a se chamar CS – depois 
do condicionamento. 
o UR – antes do condicionamento – passa a se chamar CR – depois 
do condicionamento. 
CS - som CR - 
salivação 
Depois do condicionamento 
 
Durante o condicionamento 
NS - som UR - 
salivação 
US - 
comida 
 
@rechicho 
 6 
Generalização respondente. 
o Estímulos fisicamente parecidos com o CS podem eliciar a CR. 
o A força da CR depende do grau de semelhança entre o novo 
estímulo e o CS. 
® Medo de barata e de todos os insetos que se parecem com ela. 
o Gradientes de generalização: continuum entre estímulos 
extremamente semelhantes ao CS até estímulos completamente 
diferentes. 
 
Extinção respondente. 
o A apresentação do CS sem o acompanhamento do US faz com 
que a força do condicionamento diminua. 
® As respostas ficam mais fracas. 
o A extinção acontece quando as respostas enfraquecem até 
desaparecerem. 
o Após a extinção da CR, pode ressurgir de maneira mais fraca frente 
à uma nova apresentação do CS. 
 
Dessensibilização sistemática. 
o Plano: construção de uma escala de estímulos com o paciente, do 
mais fraco ao mais intenso. 
o Fase 1: exposição ao primeiro estímulo mais fraco até que a 
resposta enfraqueça. 
o Fase 2: avançar para o próximo item da escala. 
 
Contracondicionamento. 
o Associar o CS aversivo à uma resposta positiva. 
o É a substituição de um condicionamento já existente por outro. 
® Ouviu música enquanto faz algum procedimento odontológico. 
 
Comportamento operante. 
o Termo desenvolvido por Skinner. 
o Principal objetivo de estudo do behaviorismo radical. 
o Comportamento operante: aquele que produz mudança no 
ambiente (consequência). 
® Essa consequência do comportamento vai influenciar a 
probabilidade dele ocorrer novamente. 
o Esse tipo de comportamento não é causado por algum estímulo. 
® Ele podeocorrer ou não > há probabilidade, sendo ela baixa ou 
alta. 
 
@rechicho 
 7 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A caixa de Skinner. 
Há uma caixa para colocar um 
animal dentro para todos os 
comportamentos dele serem 
observados. Dentro dessa caixa, 
o animal tem poucas coisas 
para interagir. Ao observar os 
comportamentos, o pesquisador 
registra a frequência deles, e ele 
nota que todos os 
comportamentos têm uma 
frequência base que não muda 
e não gera nenhuma mudança 
no ambiente. Exceto quando o 
ratinho descobre que existe um 
botão e que ao pressioná-lo, cai 
comida no comedouro. 
 
o Pressionar o botão e cair 
comida no comedouro é 
um tipo de modificação no 
ambiente. 
o Essa modificação só 
ocorreu como 
consequência do 
comportamento do 
ratinho de pressionar a 
barra, portanto, é um 
comportamento operante. 
o Essa consequência, que é 
reforçadora, vai influenciar 
a frequência com que o 
ratinho vai pressionar a 
barra no futuro, ou seja, 
aumentou a probabilidade 
dele pressionar o botão. 
 
Aprendizado do comportamento operante. 
o Condicionamento operante: o aprendizado do comportamento 
operante. 
® Aprendizado pelas consequências. 
® É a consequência do nosso comportamento que vai influenciar 
quantas vezes vamos emiti-lo no futuro. 
o Aprendizado: aumento da frequência de uma 
resposta/comportamento. 
® Ocorrer mais vezes significa que o comportamento está sendo 
aprendido. 
Condicionamento 
respondente 
 
 S R 
 
 
Estrondo Susto 
 
Um estímulo acontece e 
logo após ocorre a 
resposta. 
Condicionamento 
operante 
 
 S R 
 
Um estímulo acontece e 
logo após ocorre a 
resposta. 
 
A criança que aprende a 
ser engraçada para 
receber elogios. 
@rechicho 
 8 
o Continuum dos elementos básicos que ocorrem em sequência: 
® Sempre teremos esses três elementos e o objetivo é tentar 
identificá-los. 
 
1. Antecedente: situação que precede a ação. 
® Contexto. 
® Estabelece a condição para o indivíduo 
agir. 
2. Resposta: o comportamento do indivíduo 
que causa uma mudança no ambiente. 
® Sempre se analisa uma resposta 
específica e a sua frequência. 
3. Consequência: modificação no ambiente 
gerada pela resposta. 
® Resultado da resposta. 
® Influencia a probabilidade da resposta 
ocorrer novamente em situação similar. 
® Aumenta ou diminui essa probabilidade. 
 
o Reforço: consequência que gera um novo estímulo no ambiente e 
faz o comportamento se tornar mais frequente. 
 
 
Exemplo 
Zoraide, 4 anos, andava com sua mãe em uma loja. Ao ver um 
brinquedo, pede para sua mãe comprar, mas a mãe nega. Zoraide 
então se joga no chão e começa a chorar, dizendo que quer o 
brinquedo. Todas as pessoas da loja começam a assistir a cena. Depois 
de um tempo a mãe de Zoraide aceita comprar o brinquedo, fazendo 
com que Zoraide parasse de chorar. A mesma cena se repetiu na 
semana seguinte. 
 
Contingência de reforçamento. 
o É a relação que ocorre entre resposta e consequência. 
® Uma está relacionada a outra. 
A 
 
 
 
 
R 
 
 
 
 
 
C 
Não é causa 
e efeito 
Antecedente 
Resposta 
Consequência 
Reforço 
@rechicho 
 9 
® Quando uma resposta ocorrer, é provável que uma 
consequência também ocorra. 
® É provável porque não é certeza, e como não é uma certeza, 
então a relação não é causal. 
o Se expressa com uma frase no formato de “se...” e “então...”. 
® Se eu apertar o interruptor, então a luz vai acender. 
® Se a Zoraide chorar, então sua mãe vai dar o que ela quer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Extinção operante. 
o Um comportamento só se mantém através do tempo quando ele 
é reforçado. 
o Ao retirar a consequência reforçadora, colocamos o 
comportamento em extinção. 
® A resposta não gera mais nenhuma consequência. 
o Essa interrupção do reforçamento faz com que a frequência da 
resposta volte ao nível inicial antes do condicionamento. 
® O rato na caixa de Skinner, ao suspenderam a comida (reforço), 
eventualmente deixará de pressionar a barra. 
® Depois de muito tempo sem eletricidade, você para de apertar 
o interruptor. 
 
Outros efeitos da extinção. 
o A interrupção do reforçamento pode levar a um aumento 
momentâneo da frequência da emissão da resposta. 
® A frequência do comportamento sobe porque o indivíduo tenta 
novamente emitir tal comportamento para geral tal 
consequência. 
o A extinção pode aumentar a variabilidade da forma da resposta. 
Condicionamento 
respondente 
 
o Resposta reflexa: inata, 
comum para a espécie. 
o Resposta condicionada: 
reação automática do 
corpo. 
o Aprendizado por 
pareamento. 
o Relação causal 
Condicionamento operante 
 
o Resposta: aprendida, 
específica para o 
indivíduo. 
o Ação que altera o 
ambiente. 
o Aprendizado por 
consequência. 
o Relação probabilística 
entre A e R. 
@rechicho 
 10 
® A resposta pode sofrer pequenas alterações qualitativas. 
® Se ao tentar ligar a TV, percebo que ela não acende, logo 
penso que o controle está com defeito. Eu tento outras 
alternativas como bater no controle, tirar e colocar as pilhas, 
pressionar o botão mais forte. Se a TV continuar desligada, paro 
de tentar. 
o A extinção pode despertar respostas emocionais relacionadas a 
raiva ou frustração. 
® Tentar ligar a TV, apertar com mais força; jogar o controle longe. 
 
Modelagem. 
o Processo de aprendizado de novos comportamentos. 
® Se o comportamento operante e o condicionamento são 
aprendizados pelas consequências, então para aprendê-los é 
preciso emiti-los. 
o Para aprender novas respostas nunca emitidas antes é preciso 
passar pelo processo de aprendizado de 
novos comportamentos através da 
aproximação gradual do comportamento 
alvo. 
® Sempre iniciar esse 
processo com o 
reforçamento de 
algum 
comportamento que 
se assemelha ao 
comportamento alvo. 
® Uma vez que se tenha definido qual é o comportamento alvo, 
o primeiro comportamento a ser reforçado é o primeiro passo; 
uma hierarquização. 
® Reforçar cada pequeno avanço. 
 
1º. O pesquisador escolhe um comportamento alvo. 
® Fazer o cachorro rolar, por exemplo. 
2º. O pesquisador começa a reforçar 
positivamente uma ação que, de forma 
geral, aproxime o sujeito do 
comportamento alvo. 
® Ensina-lo a deitar. 
3º. Depois do aprendizado da primeira ação, 
ela é colocada em extinção aprimorando o 
próximo passo. 
4º. Agora somente ações mais específicas 
recebem o reforço. 
® Ensina-lo a virar de barriga para cima. 
= modelagem 
Iniciar o processo de reforçar um 
comportamento que não é o 
comportamento alvo, mas se aproxima 
dele. Desse modo, o terapeuta estará 
intercalando o processo de reforço de 
uma resposta que deve ser tornar mais 
frequente, e extinguir uma resposta que já 
está aprendida. 
Esse processo não 
ocorre apenas em 
laboratório. Dirigir, 
por exemplo, é 
aprendido por 
modelagem. A 
aproximação do 
comportamento 
alvo é gradual. 
 
@rechicho 
 11 
Modelação. 
o Desenvolvida por Albert Bandura. 
o Mecanismo de aprendizado por observação. 
® Ver um certo comportamento sendo reforçado e tentar emiti-lo. 
® Também serve para punição. 
o Não é um processo lento e gradual como a modelagem. 
o Tentar imitar o comportamento do outro uma vez não é sinônimo 
de frequência. 
® A ação só será frequente se houver reforço. 
® Se não houver reforço, a probabilidade do comportamento se 
tornar frequente é baixa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Controle aversivo – tipos de consequências do comportamento. 
o Consequência reforçadora: aumenta a probabilidade do 
comportamento se repetir. 
® Aumenta a frequência e promove 
aprendizado. 
® Reforço positivo. 
® Reforço negativo. 
o Consequência punitiva: diminui a 
probabilidade do comportamento se 
repetir. 
® Diminui a frequência de uma certa 
resposta. 
® Punição positiva. 
® Punição negativa. 
Modelagem 
 
o Mais lento. 
o Aprendizado de 
comportamentos novos. 
o Aproximação gradual.o Reforço – extinção. 
o Necessita de outra 
pessoa ensinando 
diretamente, como 
aprender a dirigir. 
Modelação 
 
o Mais rápido. 
o Aprendizado de 
comportamentos novos. 
o Observação de outra 
pessoa executando um 
comportamento. 
o Observação – imitação – 
reforço (ou não) – 
frequência (ou não). 
Exemplo de modelação – ensinando o gato a parar de morder: 
https://www.youtube.com/watch?v=-_sil3hL3EQ 
 
Se é reforço, a 
frequência do 
comportamento 
aumenta. 
Se é punição, a 
frequência do 
comportamento 
diminui. 
@rechicho 
 12 
Controle aversivo – reforço. 
o Reforço: qualquer evento que aumenta a frequência de uma 
ação. 
o Reforço positivo: a ação adicionou um 
estímulo no ambiente que resulta no 
aumento da frequência da resposta. 
® Positivo = adição/inserção (+). 
® Adiciona/insere um estímulo reforçador 
no ambiente. 
® Recompensa. 
o Reforço negativo: a resposta emitida remove algum estímulo 
aversivo que gera desconforto. 
® Negativo = subtração/retirada (-). 
® É reforço porque ainda aumenta a frequência de um certo 
comportamento através da retirada de um estímulo do 
ambiente. 
® O estímulo retirado já estava presente naquele contexto antes 
da ação ocorrer. 
® Não surge por causa da ação pois 
já estava presente antes da 
resposta ser emitida. 
® Mudança que ocorre depois que a 
resposta é emitida (estímulo 
aversivo é retirado). 
 
 Exemplo 
Antes de tomar o remédio, você está sentindo algo. Existe um sintoma. 
Não é externo, mas ainda sim é um estímulo porque somos capazes de 
perceber a dor (evento privado). Quando se toma o remédio (ação) a 
consequência é dor sumir, havendo a retirada do estímulo do 
ambiente, portanto, é um reforço negativo. Aumentou a probabilidade 
de tomar o remédio no futuro. 
 
Controle aversivo – punição. 
o Punição: diminui a frequência de um 
comportamento. 
o Punição positiva: adição/introdução (+) de 
um estímulo aversivo desprazeroso. 
o Punição negativa: subtração/retirada (-) de 
algo prazeroso. 
® Ainda diminui a frequência de um 
comportamento. 
® Age por privação de um estímulo que 
pode ser prazeroso ou benéfico. 
O cachorro que 
recebe comida 
por dar a pata. 
Quando tomamos 
um remédio para 
eliminar a dor de 
cabeça. 
Receber palmada 
por rabiscar a 
parede. 
Castigo como 
proibir de mexer 
no celular. 
@rechicho 
 13 
Resumo – quatro tipos de controle aversivo. 
 
 (+) (-) 
Aumenta a 
frequência do 
comportamento. 
Reforço positivo Reforço negativo 
Diminui a frequência 
do comportamento. Punição positiva Punição negativa 
 
o As duas punições e o reforço negativo são formas de controle 
aversivo porque manejam graus de frustração e desprazer. 
o Toda a forma de consequência que aumenta a frequência sempre 
vai ser reforço. 
® Se perguntar sempre: essa consequência está aumentando ou 
diminuindo a frequência? 
® A partir disso, se decide se é reforço ou punição. 
® Fazendo essa decisão, posso definir se é positivo ou negativo. 
o A extinção não se caracteriza nesses quatro tipos porque ela é a 
interrupção do reforço. 
® Pode-se utilizar no reforço positivo. 
® Extinção = retirada do 
reforçamento. 
o Extinção e punição 
funcionam como mecanismos 
de preferência para 
diminuição de um 
comportamento. 
o A punição tem como 
ponto fraco os seguintes 
fatores: 
 
1. Gera mais frustração e 
respostas emocionais de raiva. 
2. Não tem tanto efeito a 
longo prazo. 
® Se você falha em punir 
um certo comportamento, ele 
tende a voltar a ter a mesma 
frequência que tinha antes. 
Consequência 
Ela está aumentando ou diminuindo 
a frequência? 
É reforço ou punição? 
O(a) reforço/punição é positivo 
ou negativo? 
@rechicho 
 14 
3. Mais vulnerável a respostas de contra controle. 
® Executar uma ação de forma a ter acesso ao reforço positivo, 
mas de forma a evitar a punição. 
® Mentir para os pais dizendo que dormirá na casa de uma amiga 
para evitar punição, mas na verdade vai à uma festa (reforço). 
Os pais podem ter punido em uma ocasião anterior, mas os filho 
não deixou de fazer o que quer. 
 
Esquemas de reforçamento 
o São condições / regras que são utilizadas para apresentar um 
reforço ao indivíduo. 
o Reforço contínuo: o reforço é apresentado todas as vezes que a 
resposta é emitida. 
® Ideal para o aprendizado de novos comportamentos e 
manutenção inicial dos novos comportamentos. 
® Em algum momento, o comportamento vai se estabilizar e não 
precisará de reforço, estando consolidado. 
® Já havíamos visto anteriormente. 
o Reforço intermitente: o reforço é apresentado quando uma 
condição específica é atendida. 
® Útil para aumentar a resistência à extinção de uma resposta. 
® Ajuda a manter a resposta a longo prazo. 
® Menor resistência ao reforço. 
® Se inicia quando o aprendizado foi consolidado. 
 
Tipos de reforçamento intermitente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Razão: 
o O reforço é determinado pelo número de respostas que vão ser 
apresentadas. 
o Sempre terá uma frequência maior. 
Contínuo 
 
o Toda a resposta é 
seguida da 
apresentação de um 
estímulo reforçador. 
o As respostas são 
continuamente 
reforçadas. 
o Ex.: beber água mata a 
minha sede. 
Intermitente 
 
o Nem sempre o estímulo 
reforçador é 
apresentado. 
o Apenas algumas 
respostas são reforçadas. 
o Ex.: checar meu 
Instagram para ver se a 
foto que postei tem 
muitas curtidas. 
@rechicho 
 15 
o Razão fixa (RF): o número de respostas necessárias para apresentar 
o reforço é sempre o mesmo. 
® Ex.: método pomodoro onde a cada 40 minutos de estudo, 5 
minutos de descanso. 
o Razão variada (RV): o número de respostas necessárias muda cada 
vez que o reforço é apresentado. 
o O processo de mudança de um esquema de reforçamento para 
outro deve ser sempre gradual. 
® Não é aconselhado fazer uma mudança brusca como de um 
reforçamento contínuo para um de 10 respostas, por exemplo. 
® Quanto maior o número de respostas que peço, mais 
inconsistente vai ficar a relação que o indivíduo perceberá 
entre o comportamento e a resposta. 
® Correrá o risco de entrar em um processo de extinção. 
® A frequência é mais instável – não tendo um padrão tão claro – 
mas não tem tantas pausas após emitir um número x de 
respostas. 
o Deve-se esperar o indivíduo se adaptar / estabilizar até perceber a 
mudança de padrão para depois mudar o tempo de 
reforçamento. 
 
Intervalo: 
o O reforço é determinado pelo tempo decorrido e se a resposta 
ocorreu no mínimo uma vez. 
® Não apresenta controle com base no número de respostas 
apresentadas. 
® não importa o número de respostas e sim quanto tempo se 
passou desde quando foi reforçada. 
o Deve ser utilizado após o reforçamento contínuo. 
® Não colocar intervalos muito grandes. 
o Sempre terá uma frequência menor. 
® Com o tempo – utilizando intervalos moderados – o sujeito 
também começará a perceber que o padrão para receber o 
reforço é referente ao tempo que vai se passar. 
o Intervalos maiores = o comportamento não é frequente. 
® O individuo vai perceber quando o tempo está chegando ao 
final e começará a emitir o comportamento com maior 
frequência perto do horário de receber o reforço. 
® Ex.: observável quando o pet se alimenta em horários 
específicos. 
o Intervalo fixo: o tempo decorrido entre as apresentações do 
reforço é o mesmo. 
o Intervalo variado: o tempo entre a apresentação do reforço muda 
cada vez que o reforço é apresentado. 
 
 
@rechicho 
 16 
TIPOS DE REFORÇAMENTO INTERMITENTE 
 Fixo Variado 
Esquema de razão 
Reforçado após um 
número determinado 
de respostas 
Reforçado após um 
número variado de 
respostas 
Esquema de intervalo 
Reforçado após um 
intervalo fixo de 
tempo 
Reforçado após um 
intervalo variado de 
tempo 
 
Esquemas reguladores da velocidade de resposta 
o Reforçamento diferencial de altas taxas: voltado para um alto 
volume de comportamentos. 
® Combinação dos esquemas de razão e intervalo fixo. 
® Utilizado quando os esquemasde razão não são o suficiente. 
® Um número determinado de respostas deve ser emitido dentro 
de um intervalo limitado de tempo. 
® Esse número determinado limita o intervalo de tempo que essa 
resposta deve ser emitida. 
® Ex.: metas de trabalho diárias em bancos como a abertura de 
5 contas em um dia gera um bônus salarial para o gerente. 
® Tomar cuidado para não ocasionar estresse devido a maior 
produtividade. 
o Reforçamento diferencial de baixas taxas: utilizado para limitar o 
número de respostas e demandar o intervalo de tempo. 
® Espaça a emissão do comportamento. 
® O que é reforçado não é a emissão de uma resposta, mas o 
espaçamento entre uma resposta e outra. 
® Para o reforço ser emitido, deve haver um intervalo mínimo. 
® Ex.: controle de comportamento compulsivo como reforçar 
uma criança quando ela come somente um biscoito por hora. 
® Pode ser uma situação muito estressora para o sujeito. 
 
Esquemas não contingentes 
o Esquemas onde estímulos que podem ser reforçadores são 
apresentados em intervalos de tempo (fixo ou variado), mas não 
requerem nenhuma resposta. 
o São capazes de gerar comportamentos supersticiosos. 
® Ex.: usar uma “camisa da sorte” em todo o final de 
campeonato. 
@rechicho 
 17 
® Estímulos que surgem aleatoriamente em certos intervalos de 
tempo. 
® Comportamentos que fizemos por acidente e acabaram por 
gerar uma correlação. 
 
Discriminação operante 
o Modelo básico visto até agora: 
 
 
 
 
 
o A discriminação operante é o processo que faz com que um 
comportamento seja controlado por estímulos antecedentes. 
® Algumas respostas são emitidas apenas em alguns contextos. 
o Transforma uma resposta que era geral. 
® O indivíduo entendia que emitir aquela resposta em qualquer 
contexto geraria um reforço e agora sabe que a apresentação 
desse reforço está vinculada à apresentação de algum estímulo 
antes da emissão dessa resposta. 
® A relação resposta-reforço existe somente dentro de um 
contexto específico. 
o O que faz o indivíduo diferenciar um contexto de outros são os 
estímulos antecedentes no ambiente. 
® Toda resposta já vem contextualizada, mas através da nossa 
história e da emissão de várias respostas em contextos 
diferentes, nós vamos entendendo que certas respostas só são 
reforçadas em alguns contextos específicos. 
® Ex.: abraços não são comuns em alguns ambientes. 
® Ex.2: colocar óculos de sol é controlado pelo estímulo sol / 
claridade. 
 
 
 
 
o A resposta é controlada pelo estímulo antecedente. 
o A resposta não é totalmente determinada por esse antecedente 
porque a relação A-R não é causa-consequência. 
o Existem vários fatores que vão determinar a probabilidade da 
resposta ocorrer. 
® Um reforço ou vários que ocorreram no passado naquele 
contexto. 
® Um ou vários estímulos antecedentes importantes no contexto. 
Antecedente Resposta Consequência 
Dia claro Colocar óculos 
de sol 
Retirada da 
claridade (R-) 
@rechicho 
 18 
o O antecedente controla a emissão da resposta porque existe uma 
correlação que diz que quando o dia está iluminado, é mais 
provável (porém, não garantido) que o comportamento de 
colocar o óculos seja emitido. 
® O antecedente é um estímulo que vai indicar para o indivíduo 
que tal resposta receberá um reforço. 
® A discriminação ocorre porque se for noite, ele pode emitir a 
mesma resposta, mas sem receber um reforço. 
o Estímulo discriminativo: indica que uma resposta será reforçada. 
® Essas relações estão sempre juntas e são utilizadas sempre para 
um mesmo comportamento / resposta. 
® No caso do evento anterior, o estímulo discriminativo é o dia 
luminoso. 
o Estímulo delta (∆): indica que uma resposta não será reforçada. 
® Como usar o óculos a noite. 
o O que é um estímulo discriminativo para uma resposta, pode ser 
delta para outra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estímulo discriminativo → 
Colocar o óculos retira a claridade, 
havendo um reforço negativo porque 
retirou / subtraiu um estímulo aversivo 
(luminosidade). 
Estímulo delta → 
Colocar óculos escuros a noite não vai 
gerar um reforço porque ao colocar o 
óculos, o individuo terá dificuldade de 
enxergar, portanto, é uma punição 
negativa pois retirou / subtraiu um 
estímulo prazeroso (enxergar). 
 
 
o A resposta / comportamento é sempre a parte central e nosso 
foco, por esse motivo, se mudarmos o comportamento que 
estamos analisando, mudamos o nosso entendimento do resto 
(contexto, antecedente e consequência). 
o Estímulos que são parecidos com aqueles que fomos 
condicionados também despertam respostas. 
® O efeito de aprendizado pelo contexto também consegue ser 
generalizado. 
Estímulo 
discriminativo: 
Dia claro 
Colocar óculos 
de sol 
Retirada da 
claridade (R-) 
Estímulo delta: 
Noite 
Colocar óculos 
de sol 
Não enxergar 
(P-) 
@rechicho 
 19 
® Não precisa de várias repetições / emissões da resposta / 
comportamento em cada contexto específico. 
 
 
Operante discriminado 
o Consideramos que um comportamento é operante discriminado 
quando sua probabilidade de ocorrência é maior em um contexto 
do que em outro porque passou por uma diferenciação. 
o Há uma diferença perceptível de ocorrência entre um contexto e 
outro. 
o Ocorre quando o processo de discriminação do comportamento 
operante está finalizado.

Mais conteúdos dessa disciplina