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Resumo livro do Bleger - Capítulos 1 e 2
Feito por: Gabriela F. C. Marcelino - RGM: 2126799-5
1
Capítulo 1
José Bleger faz uma correlação entre a saúde pública e a saúde individual
das pessoas. Para Bergman, é essencial que o psicólogo não se atenha sumariamente
ao atendimento individual de seus pacientes, pois embora a questão assistencial seja
importante, a higiene mental como forma de prevenção pode se mostrar muito mais
benéfica.
Para o autor, aprender sobre higiene mental nos tempos atuais é um desafio,
uma vez que os materiais teóricos falham ao falar a respeito, retornando em temas
como: psicologia evolutiva, psicopatologia, e psiquiatria; assuntos que normalmente já
fazem parte do repertório de conhecimento dos psicólogos.
Para estudar o tema, é necessário desenvolver a capacidade de administrar os
conhecimentos, atividades técnicas e recursos psicológicos, nos fazendo assim capazes
de encarar aspectos da saúde e da doença como fenômenos sociais e coletivos. Essa
habilidade, portanto, nos tornará capazes de entender qual o papel do psicólogo na
saúde pública da sociedade, provocando mudanças no pensamento da classe, fazendo
assim com que os psicólogos não achem que a forma como a medicina se organiza
atualmente em nossa sociedade seja um bom modelo a se seguir.
Existem 2 objetivos que a higiene-mental visa. São eles:
1. Fazer algo pelo doente mental.
Não é raro que a assistência psiquiátrica não seja suficiente para sanar as
necessidades do paciente. Quando o autor fala sobre “fazer algo pelo doente mental”
ele na verdade está propondo darmos a esses pacientes condições mais humanas,
permitindo uma maior porcentagem de sucesso na cura dos pacientes. Dessa forma,
além de um diagnóstico precoce das doenças, também visa a diminuição do sofrimento
e do tempo necessário de internação.
2. Prevenção de doenças.
Com os fatores anteriores resolvidos, a higiene mental pode vir para cuidar da
reabilitação dos pacientes. Agir antes da aparição para evitar as doenças mentais.
Resumo livro do Bleger - Capítulos 1 e 2
Feito por: Gabriela F. C. Marcelino - RGM: 2126799-5
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O mais recente objetivo da higiene mental é a proposição de equilíbrio e
maior nível de saúde na população, ajudando assim o indivíduo e a sociedade a se
desenvolverem plenamente.
Não só as pessoas, mas os próprios psicólogos nutrem preconceitos para com a
higiene mental. Em geral, ou as pessoas tendem a menosprezar a saúde mental, ou
acreditam que ela fará milagres.
Para que possamos trabalhar com eficácia no campo da psico higiene é
importante que consideremos os problemas sociais e as condições de vida dos seres
humanos, ao mesmo tempo, não podemos absorvê-las.
COMO ASSIM NÃO ABSORVER? SERIA NÃO
LIMITAR A CAPACIDADE DO INDIVÍDUO POR CAUSA DAS
CONDIÇÕES SOCIAIS?
É dever do psicólogo que na investigação ele entenda que a indagação e a
ação são inseparáveis de forma que a ação para ocorrer necessita da investigação, ao
mesmo tempo que a investigação em si já é uma ação sobre o objeto. Dessa forma,
deve-se considerar que o fato de se estar em investigando um objeto, já o faz se
modificar
A higiene mental e a saúde pública estão intercaladas. A higiene compreende,
o conjunto de conhecimentos, métodos e técnicas para conservar e desenvolver a saúde,
são as atividades e técnicas que promovem e mantém a saúde mental. Dentro da
higiene mental existe um ramo chamado de psico-higiene. A psico-higiene age
fundamentalmente no nível psicológico dos fenômenos humanos.
Da mesma forma que a saúde pública impacta os fenômenos mentais, a
psico-higiene atua sobre o corpo.
Ao entrar em uma instituição, a primeira coisa a se fazer é tratar a própria
instituição. A psico-higiene não pode ser tratada à parte, mas sim dentro das mesmas.
Deve-se examinar a instituição do ponto de vista psicológico: Seus objetivos, funções,
meios, tarefas etc., as lideranças informais, e formais, a comunicação entre os status
(vertical), e os intrastatus (horizontal), etc. O psicólogo tem que ter em vista que só o
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fato de estar nesta instituição modifica-a, criando tensões diferentes com o próprio
psicólogo.
Dentro da instituição o psicólogo é um colaborador e de nenhuma maneira
devera se converter em centro da mesma. (????)
O psicólogo é um especialista em tensões da relação ou comunicação humana
e este é o campo específico sobre o campo específico sobre o qual deve-se atuar. A
psico higiene não deve ser tratada em âmbito individual, mas sim institucional.
A atuação sobre os grupos humanos deve se dar em cima dos “grupos
naturais” (grupos pré-formados) ou de grupos artificiais.
Em nível de comunidade, usa-se todos os meios de comunicação disponíveis e
os organismos e instituições já existentes atuando sobre tensões coletivas.
Normalmente, as tensões apresentadas se desenvolvem da seguinte maneira:
1. Momentos ou períodos do desenvolvimento ou da evolução normal:
Gravidez, parto, lactância, infância, puberdade,juventude, maturidade, idade crítica,
velhice;
2. Momentos de mudança, ou de crise: imigração ou emigração,
casamento, viuvez, serviço militar, etc.;
3. Situações de tensão normal ou anormal nas relações humanas: família,
escolas, tribunais, clubes, etc.:
4. Organização e dinâmica de instituições sociais: escolas, tribunais, clubes,
etc.:
5. Problemas que criam ansiedade em momentos ou períodos mais
específicos da vida: sexualidade, orientação profissional, escolha de trabalho, etc.;
6. Situações altamente significativas que requerem informação, educação
ou direção: educação das crianças, jogos, ócio em todas as idades, adoção de menores,
etc.
Corresponde ao psicólogo avaliar os preconceitos e as resistências, os medos a
mudança, o estudo da mensagem em função dos resultados que deseja obter,
selecionar as pessoas a quem deve se dirigir de preferência: a comunidade total,
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profissionais, pessoas-chaves da comunidade (professores, religiosos, policiais, juízes,
presidentes de clubes, etc.). A forma de chegar ao público é também um item que deve
ser cuidadosamente considerado: contatos pessoais, imprensa, televisão etc.
Devem-se ter também em conta as distorções e perigos que podem originar
uma educação ou uma propaganda sanitária mal processada; entre eles, promover
atitudes paranoides ou hipocondríacas na população.
Capítulo 2
A psicologia institucional e a higiene mental estão muito ligadas. O objetivo do autor
ao trazer essa situação é atrair a atenção dos psicólogos com a finalidade de fazê-los
adotar os conceitos que o tema traz, para assim tornar o trabalho desses profissionais
mais eficaz. Quanto aos conceitos trazidos são eles:
1. O psicólogo deve substituir a atividade psicoterápica por psico-higiene.
Dessa forma, deixa de existir uma relação doença x cura para que o profissional possa
assumir um papel de promotor de saúde.
2. Passar o foco de individual para social
Isso porque no por enfoque social, é possível compreender os modelos conceituais
respectivos e por outra parte, a ampliação do âmbito em que se trabalha. Nesse sentido
o autor afirma que é necessário a criação de novos instrumentos de trabalho:
conhecimentos e técnicas que devem ser adquiridos e elaborados gradativamente na
esperança que ele se auto gerenciar
A psicologia institucional não é um ramo da Psicologia aplicada (toda a psicologia
aplicada tem-se uma ligação com vício) mas sim um campo que pode significar em si
mesmo um avanço extraordinário tanto na investigação quanto na própria profissão
Na visão do autor não se pode ser psicólogo se não for um investigador dos
fenômenos que se quer modificar. Ao mesmo tempo, não se pode ser investigador se
não se extrair os problemas da própria prática e da realidade social.
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A psicologia se desenvolve primeiro no campo abstrato e depois no concreto, seguindo
as seguintes etapas:
1. Estudo de partes abstratas e abstratas do ser humano (atenção, memória, juízo,
etc ponto).,
2. Estudo do ser humano como totalidade, mais abstraído do contexto social
(sistema mecanicista, energetistas, organicistas, etc.);
3. Estudo do ser humano como totalidade nas situações concretas em seus
vínculos interpessoais (presentes e passados). A partir deste terceiro enfoque
conceitual e metodológico, o desenvolvimento cumpriu-se, ampliando os
âmbitos em forma progressiva:
A) Âmbito psicossocial (indivíduos)
B) âmbito sócio dinâmico (grupo)
C) Âmbito institucional (instituições)
D) âmbito comunitário (comunidades)
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Pode-se usar os conceitos individuais para explicar o grupo, e os conceitos grupais
para explicar o indivíduo. Ao ponto o estudo das instituições abarcam-se três
caracteres fundamentais:
1. O estudo da estrutura e dinâmica das instituições
2. estudo da Psicologia das instituições
3. estratégia do Trabalho em psicologia institucional
Os enquadramentos de tarefas mais importantes são:
1. A relação do psicólogo com a instituição na contratação, programação e
realização de trabalho profissional
2. Os critérios que sustentam dita relação
Esse conjunto compõe tanto a estratégia de trabalho quanto a teoria. Sintetizando:
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A psicologia institucional caracteriza-se pelo âmbito (as instituições) e por seus
modelos conceituais.
O que compreende os acontecimentos que são utilizados para estudo ou para
atividade profissional é a psicologia institucional.
A instituição pode ser: asilos, universidades, orfanatos, hospitais, e ponto dessa
fórmula. Podemos dizer que a psicologia institucional abarca um conjunto de
organismos de existência física concreta que tem certo grau de permanência em algum
campo ou setor específico da atividade ou vida humana, para estudar neles todos os
fenômenos humanos que se dão relação com a estrutura, a dinâmica, funções ou
objetivos da instituição .
Existem 6 tipos principais de instituições:
1. Instituições culturais básicas ( família, igreja em uma escola)
2. Instituições comerciais (empresas comerciais e econômicas, uniões de
trabalhadores, empresas do Estado)
3. Instituições recreativas (clubes atléticos e artísticos, parques, campos de jogos,
teatros cinemas, salões de baile)
4. Instituições de controle social formal (agências de serviços sociais e
governamentais)
5. Instituições sanitárias (hospitais, clínicas, campos e lugares para convalescentes,
que possam incluir ou não no grupo de agências de serviço social)
6. Instituições de comunicação (agências de transporte, serviços postal, telefones,
jornais, revistas, rádios, etc.)
O psicólogo deve ter em mente enquanto se trabalha que:
1. Toda tarefa deve ser entendida e compreendida em função da unidade e
totalidade da instituição
2. O psicólogo deve considerar, muito particularmente, a diferença entre
psicologia institucional e o trabalho psicológico em uma instituição
Para Bleger, o psicólogo deve se ater há uma única função dentro da instituição e
seu papel é de consultor, jamais empregado.Além disso, deve ter horários flexíveis e
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jamais será instruído a adotar um padrão rigoroso em cima do mesmo. Deve-se
conversar com a instituição e deixar isso claro juntamente com o valor a ser cobrado
se for o caso.
É possível que o psicólogo institucional enfrente impasses ao tentar exercer seu posto,
inclusive, objeções da instituição, isso deve ser visto como um incentivo a mais para
desempenhar seu papel. Por isso, é essencial que a instituição tenha conhecimento de
suas questões, fazendo-se fundamental que o psicólogo tenha consciência da
importância da sua presença no local. O psicólogo não pode se submeter a âmbitos
que coloquem em risco sua função e sua ética, sendo assim, é importante que cada
membro da instituição realize seus encargos separadamente e o psicólogo exerça
apenas aquilo que lhe cabe.
Quanto aos objetivos implícitos e explícitos, latentes e manifestos, Bleger deixa claro
que os mesmos devem ser tratados separadamente, em paralelo com o objetivo
principal, pois cada um deles tem sua singularidade e devem ser trabalhados de
formas divergentes. Se durante o processo o psicólogo encontrar algum tipo de
problema, é necessário ser feita uma análise minuciosa para identificar a origem do
mesmo.
As metas devem ser elencadas em ordem de urgência para a execução. Embora seja
necessário abandonar a visão do psicólogo como solucionador direto, o psicólogo
institucional tem a função de pesquisador amplo, portanto, o objetivo final é que a
instituição possa se desenvolver em conjunto com os psicólogos.

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