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Atividade Prática Avaliativa 07/03/2022
Após a leitura do tema 1 – História da surdez, elabore uma linha do tempo da surdez, quais foram os principais acontecimentos
históricos e quais as concepções de surdos existentes ao longo da história. 
Os primeiros registros históricos sobre surdos, remetem a passagens bíblicas e escritos sagrados:
· Para a tradição judaica o surdo é considerado um anormal, mas um filho de Deus, que está sob sua proteção. 
· No antigo Egito os surdos eram considerados seres enviados pelos deuses, eram respeitados, mas por serem capazes de falar com os deuses eram mantidos em segurança e não tinham uma vida social. 
· Na Grécia Antiga o direito de viver era concedido somente àqueles que eram considerados produtivos, o que na concepção da época não era atribuído ao surdo, já que era considerado incapaz de desenvolver linguagem e por consequências pensamentos, o que os impediria de aprender.
· O cristianismo promoveu uma certa mudança no trato com deficientes, portadores de limitações e outras minorias, já não considerados como impuros, mas seres inferiores que necessitavam da piedade e benevolência dos que aspiram a santidade.
Os primeiros registros acerca de educadores para surdos são do século XVI.
· O médico Girolano Cardano (1501 – 1576) é considerado o primeiro a defender o direito à educação dos surdos.
· O espanhol Beneditino Pedro Ponce de Leon (1520 – 1584) que se encontrou a primeira metodologia sistematizada para a educação de surdos.
Pode-se dizer que os surdos só tiveram acesso a educação, em virtude de sua condição social:
· O francês Charles Michel de L’Épee (1712 – 1789), que pesquisou os sinais utilizados entre os surdos para comunicar-se, combinando-os com a gramática francesa, dando origem aos sinais metódicos.
· Em 1750, surge na Alemanha Samuel Heinick, fundador da primeira escola pública utilizadora da metodologia oralista, que acreditava ser o ensino da língua oral o único meio de incluir o surdo na comunidade geral. 
· L’Épee fundou ainda uma escola pública para surdos, em 1771, em sua própria casa, onde ensinava surdos pobres e ricos.
O século XVIII é considerado o período mais fértil da educação de surdos:
· O professor americano Thomas Hopkins Gallaudet (1742 – 1822), em 1815, segue para Europa em busca de dados sobre a educação de surdos. Em 1817, auxiliado pelo melhor aluno da escola de L’Épee, Laurent Clerec, Gallaudet funda a primeira escola para surdos dos Estados Unidos, que adota como forma de comunicação uma espécie de francês sinalizado, adaptado, obviamente, ao inglês. 
· É a partir de 1821 que se inicia o movimento rumo à ASL (Linguagem de Sinais Americana), ainda muito influenciada pelo francês sinalizado.
· Em 1850 é que a ASL passa a ser utilizada nas escolas americanas.
· Em 1855, com a vinda do professor surdo Hernest Huet, francês que, a convite do imperador D. Pedro II, inicia um trabalho, custeado pelo governo, com duas crianças surdas. 
· Em 26 de setembro de 1857 é fundado o Instituto Nacional de Surdos Mudos, posteriormente passou a chamar-se de Instituo Nacional de Educação dos Surdos - INES.
· Em 1968 surge a Filosofia da Comunicação Total.
A Comunicação Total chegou ao Brasil somente no fim da década de setenta, através de Ivete Vasconcelos, educadora da Universidade Gallaudet. 
· O bilinguismo chega na década de oitenta, através das pesquisas da professora linguista Lucinda Ferreira Brito, sobre a língua de sinais utilizada em uma aldeia indígena da Amazônia e a língua de sinais utilizada pelos surdos dos centros urbanos.
· A Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos – FENEIS, fundada em vinte e cinco de novembro de 1988, sob a presidência de uma mulher, Ana Regina e Souza Campello, nasceu para mostrar a capacidade dos surdos em organizar-se para lutar e pensar propostas de educação, defender sua identidade e divulgar a cultura surda e lutar pelos direitos de surdos brasileiros.
· O dia do surdo, comemorado no dia 26 de setembro, data da fundação da primeira escola de surdos no Brasil, é uma conquista para a comunidade surda brasileira, pois representa, simbolicamente, o reconhecimento de sua cidadania, da luta organizada de um grupo minoritário e não de deficientes. 
A língua portuguesa representou por muito tempo um símbolo da cultura ouvinte e um instrumento de colonização do surdo.
· Em 2002, depois de muitas lutas, conseguiu-se a conquista e vitória da homologação da Lei Nº 10.436, de 24 de abril de 2002, também conhecida como lei de libras, que reconheceu a língua de sinais como língua da comunidade surda brasileira e garante o direito de seu uso em todos os espaços.
· Em dezembro de 2005 é publicado o Decreto Nº 5.626 de 22 de dezembro de 2005.
O surdo passa a ser surdo e não mais deficiente.

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