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ESTÁGIO SUPERVISIONADO I FARMÁCIA UNIDADE II 2 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, do Grupo Ser Educacional. Edição, revisão e diagramação: Equipe de Desenvolvimento de Material Didático EaD ___________________________________________________________________________ Castro, Marcia Regina Silveira de. Estágio Supervisionado I - Farmácia: Unidade 2 - Recife: Grupo Ser Educacional, 2021. ___________________________________________________________________________ Grupo Ser Educacional Rua Treze de Maio, 254 - Santo Amaro CEP: 50100-160, Recife - PE PABX: (81) 3413-4611 3 SUMÁRIO ESTÁGIO SUPERVISIONADO I ................................................................................... 7 Administração da Farmácia .............................................................................................................. 7 Conservação, armazenamento e distribuição de medicamentos e produtos correlatos. ...... 12 Distribuição de Medicamentos e Correlatos .................................................................................. 15 PADRONIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS .......................................................................... 17 4 ESTÁGIO SUPERVISIONADO I FARMÁCIA UNIDADE II PARA INÍCIO DE CONVERSA Olá! Querido (a) aluno (a), No nosso encontro anterior, no Guia de Estudos da Unidade I, você foi apresentado à disciplina de Estágio Supervisionado e aprendeu sobre a Lei nº 11.788/08, bem como estudou as principais diretrizes e normas necessárias para a prática de estágio. Também foi falado sobre comportamento adequado no ambiente de estágio e sobre as orientações gerais que você precisava ter. Toda essa temática é muito importante para que você sinta-se seguro e envolvido por essa nova fase. No Guia de Estudos II você vai mergulhar no ambiente profissional das farmácias! Nesta unidade trataremos de temas extremamente necessários a sua formação, iniciando com conceitos de administração de farmácia; depois conhecerá atividades mais técnicas, como por exemplo, princípios de conservação, armazenamento e distribuição de medicamentos e produtos correlatos; e posteriormente falaremos de um tema mais específico da farmácia hospitalar, que é a padronização de medicamentos. Está pronto (a)? Então vamos lá! ORIENTAÇÕES DA DISCIPLINA A disciplina de Estágio Supervisionado em Farmácia tem por objetivo fornecer a você mecanismos de preparação para que possa vivenciar da melhor forma possível esse período de prática no seu ambiente profissional. Você terá aqui um suporte teórico do que encontrará no seu dia a dia de estagiário, podendo dessa forma, associar a teoria e a prática em um só momento. Nesse Guia de Estudos II, abordaremos a Unidade II, que é composta por temas a respeito de farmácias de um modo geral. Serão apresentadas noções de administração de uma farmácia e as atividades que estão diretamente ligadas ao seu bom funcionamento, como a logística de transporte, armazenamento e conservação, além do processo de distribuição de medicamentos e correlatos. E por fim, um tema de extrema importância para a farmácia hospitalar, a padronização de medicamentos. 5 ??? Durante o seu estudo com o Guia, explore bastante os textos, sites, vídeos e todo material de apoio. Ao final desta unidade, você estará apto para aplicar os conhecimentos adquiridos, no seu dia a dia. PALAVRAS DO PROFESSOR Querido (a) aluno (a), Agora que você foi apresentado à disciplina de Estágio Supervisionado I em Farmácia e conheceu sobre o processo de estágio, vamos dar continuidade à disciplina nessa Unidade II, só que de maneira mais direcionada. A partir de agora você conhecerá um pouco mais do dia a dia de um profissional farmacêutico, começando pelas farmácias e drogarias. Aprofundaremos um pouco mais no conteúdo de administração ou gestão farmacêutica, que é umas das principais funções desempenhadas pelos profissionais que hoje se encontram no mercado de trabalho, além de outras atividades técnicas associadas a essa gestão. Está pronto para adquirir novos conhecimentos? Então, bons Estudos! VOCÊ SABIA? A profissão farmacêutica remete à mitologia grega com a lenda do Centauro Quirão, figura mista de homem na parte superior e corpo de cavalo, o qual ensinara os segredos das ervas medicinais a Esculápio. Este, adotado por Quirão, tornou-se o Deus da Saúde com poder de curar e ressuscitar os mortos; pai de Hígia, a Deusa da Saúde, simbolizada pela taça que significa a cura, enrolada por uma serpente que representa o saber, que posteriormente passou a ser o símbolo da Farmácia. A profissão farmacêutica representa acima de tudo, o conhecimento! E o poder da cura reside no fato de saber transformar as substâncias em medicamentos para prover saúde à população, desde a antiguidade, até os dias atuais! As farmácias e drogarias de hoje são a evolução do que se iniciou a milhares de anos atrás. Convido-te agora a aprender e fazer parte dessa história! 6 Centauro - Figura Fonte: http://sereduc.com/czHdSp 7 ESTÁGIO SUPERVISIONADO I Administração da Farmácia Prezado (a) aluno (o), chegou a hora de conhecer de fato como é e como trabalha o farmacêutico em farmácias de um modo geral, seja uma drogaria ou uma farmácia de manipulação, ou ainda uma farmácia hospitalar (pública ou privada). Para que você entenda melhor a abrangência da profissão farmacêutica, vamos inicialmente conhecer as principais atribuições desse profissional. O farmacêutico é um colaborador com funções de dispensar, orientar, prescrever e identificar interações medicamentosas e alimentares, de manipular fórmulas magistrais, sendo cumpridor de rotinas técnicas e administrativas. Pra isso se exige um perfil desenhado na área da saúde, para desempenho de atividades de cuidados à saúde, tecnologia e informação, gestão, objetivando a prevenção, proteção e recuperação da saúde. De acordo com a Resolução do Conselho Federal de Farmácia (Resolução CFF nº 577/2013) a atividade farmacêutica, abrange dez áreas relacionadas a seguir: I – Alimentos II – Análises clínico-laboratoriais III – Educação IV – Farmácia V – Farmácia Hospitalar e Clínica VI – Farmácia Industrial VII – Gestão VIII – Práticas Integrativas e Complementares IX – Saúde Pública X – Toxicologia Conforme item IV – Farmácia, a atuação farmacêutica contempla os ambientes de Drogaria e de Farmácia Magistral. Nestes ambientes as funções, as rotinas técnicas e administrativas, bem como os direitos e obrigações se desenrolam nos papéis centrados no farmacêutico e solidariamente com toda equipe. E a farmácia, de acordo com a Lei nº 13.021/2014, assume posição de unidade de saúde e com abrangência da assistência farmacêutica. O Artigo 3º desta Lei, diz que Farmácia é uma unidade de prestação de serviços destinada a prestar assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva, na qual se processe a manipulação e/ou dispensação de medicamentos magistrais, oficinais, farmacopeicos ou industrializados, cosméticos, insumos farmacêuticos, produtos farmacêuticos e correlatos. Diante dessa colocação, observe que o papel de administrador da farmácia é muito claro, o farmacêutico deixou de ser apenas o responsável técnico por medicamentos e correlatos e passou a assumir a gestão de um modo geral de qualquer estabelecimento farmacêutico. Então, você pode perguntar: 8 E o que o farmacêutico pode fazer na administração de uma drogaria ou farmácia? Desde já, adianto que são muitas atividades e que depende também da dimensão do estabelecimento. Quando se tratam de farmácias de pequeno e médio porte as atribuições são bem diversificadas, já em grandes redes ou farmácias de grande porte,em função da demanda, existe uma subdivisão de atividades entre os farmacêuticos nos vários horários e turnos de trabalho. Falando nisso, é importante você saber que dependendo da empresa, os colaboradores podem ter jornadas de trabalho diferentes, por exemplo, com 6 horas ou 8 horas diárias. Já na área hospitalar é comum jornada de plantão, que por lei, deve ser no regime de 12 horas trabalhadas, seguida de 60 horas de folga (plantão 12 x 60) e as atividades de cada farmacêutico também é em função de sua disponibilidade de horário e aptidão profissional. Vamos conhecer as principais? 9 10 Como você viu, são inúmeras atividades administrativas que o profissional farmacêutico pode desempenhar, elas podem variar de acordo com o tamanho da farmácia e da quantidade de profissionais disponíveis na unidade. Essas atividades também se aplicam a farmácia hospitalar, principalmente em hospitais privados. Outras atividades como logística de medicamentos, controles necessários, entre outros, você verá mais adiante em detalhes. VISITE A PÁGINA Para complementar as atividades já descritas, acesse o link abaixo. Na publicação do site Vide Bula, você conhecerá outras atividades não clínicas que o farmacêutico pode desenvolver em farmácias e drogarias, bem como destaca as sete qualidades que o farmacêutico profissional deve apresentar. Não deixe de conferir! Acesse: http://sereduc.com/KIOMJU VEJA O VÍDEO! Esse vídeo tem audiência obrigatória, duração de 10:20 minutos e fala sobre as atividades desenvolvidas por uma estagiária do curso de farmácia em uma grande rede de farmácias comercial. A aluna Larissa Mocellin conta suas experiências relacionadas às atividades administrativas e técnicas durante o período de estágio. Ao assistir, você com certeza saberá mais sobre as atividades que poderá receber e desenvolver durante o seu estágio curricular. Link: http://sereduc.com/gR3kxn DICAS É muito importante que você atente desde já sobre a responsabilidade e o comprometimento que o profissional farmacêutico precisa desenvolver em qualquer estabelecimento, seja ele da área hospitalar, comercial ou manipulação. Aprender sobre os preceitos éticos e legais, além de buscar conhecimento em diversas áreas, fará de você futuramente, um excelente profissional. 11 ACESSE SUA BIBLIOTECA VIRTUAL Na Biblioteca Virtual você pode acessar o livro Curso Didático de Farmácia, de Ana Beatriz Destruti. Da página 312 a 323, a autora fala sobre Administração de Empresas Farmacêuticas, no qual aborda conceitos de administração de um modo geral e dá um enfoque sobre a importância de uma boa administração em estabelecimentos farmacêuticos. É uma ótima oportunidade para você aprender mais sobre gestão de farmácias e drogarias. 12 Conservação, armazenamento e distribuição de medicamentos e produtos correlatos. Prezado (a) aluno (a), Anteriormente, você conheceu as principais atividades administrativas que um (a) farmacêutico (a) pode executar. Agora, vamos falar sobre as atividades técnicas que um (a) farmacêutico (a) pode desenvolver no seu dia a dia profissional. Seguiremos com outros conceitos que serão fundamentais para o seu período de aprendizado prático. Vamos falar sobre um tema que se aplica a qualquer unidade de saúde, as Boas Práticas de Armazenamento, Conservação e Distribuição. É de extrema importância que você, aluno (a), conheça as Boas Práticas nessa área, pois se trata de um requisito exigido pelos Órgãos de fiscalização em todas as esferas (municipal, estadual e federal) e consta na Legislação atual em vigor. Em qualquer segmento e especialmente na cadeia farmacêutica, além de saber comprar, é preciso saber armazenar e transportar da forma adequada. Quando você estiver em suas atividades de campo, conviverá com uma rotina intensa de cuidados com matérias-primas, medicamentos e correlatos. Para qualquer farmácia ou drogaria, assegurar produtos de boa qualidade, com segurança, evitando perdas financeiras é de extrema importância, pois isso garante a eficácia dos resultados de um modo geral, seja em uma unidade pública ou privada. Um ponto importante, que você deve ter conhecimento, é que essas atividades são as etapas do ciclo da assistência farmacêutica, orientado pelo Ministério da Saúde. Observe a figura abaixo: 13 O ciclo da assistência farmacêutica é constituído por etapas, e como você pode observar, o resultado de uma etapa é o início da outra, qualquer erro ou impedimento em uma etapa acaba impactando o resultado de todo o ciclo. Sabendo que todo medicamento ou produto médico implicará na assistência a saúde do paciente, as condições de estoque, como a estrutura do local, parâmetros de temperatura, umidade e condições de transporte vão garantir a qualidade do serviço prestado e a evolução positiva do paciente. Então, falando especificamente de armazenamento, você deve prestar muita atenção sobre alguns requisitos básicos em relação às condições dessa etapa: • O local deverá ser restrito ao público; Ter uma estrutura geral adequada com ilumina- ção, água, piso e paredes lisas e sem imperfeições, teto íntegro, ausência de vetores e pragas; • Deve propiciar o armazenamento de volumes diversos, de caixas grandes até pequenas embalagens e possuir prateleiras, pallets, estantes em condições e quantidade adequada; • Não pode haver incidência direta da luz, deve possuir ventilação, temperatura e a umi- dade de acordo com as exigências de literatura específica e da Legislação em vigor. Em hospitais, o armazenamento é feito em um local ao qual denominamos CAF- Central de Abastecimento Farmacêutico, ao qual estudaremos na Unidade III. Já as farmácias e drogarias, quando se tratam das grandes redes, tem-se um depósito geral, que abastece diariamente todas as unidades da região. Estabelecimentos menores, a depender do volume de vendas ou distribuição, têm seus locais reservados, na própria unidade de saúde. De um modo geral a forma de armazenar deve seguir as recomendações do fabricante, mas também precisa seguir os requisitos de Boas Práticas da Legislação atual. DICAS Ao executar uma atividade de recepção de medicamentos e produtos médicos, confira todos os itens necessários (tipo de produto, quantidade, lote, temperatura, condições de embalagem, etc.) e encaminhe o material de imediato para uma área reservada ao armazenamento e nunca deixe esses produtos expostos às condições inadequadas ou diretamente no chão! Além de passar uma imagem de ambiente descuidado e desorganizado, a unidade de saúde estará sujeita a sofrer penalidades caso haja uma fiscalização. 14 PRATICANDO A temperatura é uma condição ambiental diretamente responsável por diversas alterações em medicamentos. Elevadas temperaturas podem acelerar reações químicas e provocar alterações e/ou deterioração dos mesmos, comprometendo sua eficácia. Entre as várias atividades que irão delegar a você no período de estágio, provavelmente uma delas será o controle de temperatura e das condições de armazenamento. Preste atenção ao quadro abaixo e aprenda as faixas de temperatura adequada. PARÂMETROS DE CONTROLE DE AMBIENTES Temperatura Umidade Relativa Local Recomendado Medição Recomendado Medição Ambiente Entre 15º e 30ºC, de preferência 20º ± 2ºC. Termômetro Deve se manter ente 40 e 70%. É feita com higrômetro ou psicrômetro. Congelamento Entre 0º e -20ºC. Refrigeração Entre 2º e 8ºC. De acordo com a Farmacopeia Americana (USP)* * Conforme a RDC 37/2009 da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a USP-NF pode ser adotada como monografia oficial no Brasil. Resolvendo: Para controlar a temperatura, a unidade de saúde utiliza termômetros ou termo higrômetros (equipamento com dupla função, medição de temperatura e umidade) nas áreas de estocagem, e faz registros diários em mapa de controle. Geralmente a cada turno de trabalho, o farmacêutico precisa executar esses registros, e você, como estagiário, deverá participar ativamente detudo isso. Os registros diários irão gerar um mapa mensal consolidado, que deve ser arquivado também em formato físico, como evidência para sistemas da qualidade e fiscalização. Em locais de grande porte, esse registro é feito de forma eletrônica sob a responsabilidade do profissional farmacêutico. DICAS • Você deve prestar bastante atenção às variações de temperatura dos ambientes, principalmente de equipamentos de refrigeração, uma vez que na rotina diária, eles são abertos diversas vezes para retirada de medicamentos e insumos; • Outra coisa importante é seguir os procedimentos operacionais para o manuseio dos equipamentos de medição, que deve ser efetuado de forma adequada, do contrário, apresentarão resultados divergentes, dificultando o seu controle; • Para quem ainda está aprendendo sobre medicamentos e precisa fazer controle 15 das condições ambientais, vale uma informação genérica, mas que reflete o que é recomendado pelos fabricantes. Quando a recomendação do fabricante for “Armazenar em local fresco”, entenda como um ambiente cuja temperatura situa-se entre 8º e 15ºC, de acordo com a Farmacopeia Americana (USP), o que não é fácil de obter em regiões como o Nordeste brasileiro. Dessa forma, muito cuidado com o armazenamento de determinadas especialidades farmacêuticas. Distribuição de Medicamentos e Correlatos Em tópico anterior você viu os principais cuidados com o armazenamento e conservação de medicamentos e produtos correlatos. Agora vamos ampliar um pouco mais seu conhecimento, você vai saber quais os cuidados no processo de distribuição, que também faz parte do ciclo de assistência farmacêutica. Distribuição é um processo de suprimento de medicamentos e correlatos às unidades de saúde, em quantidade, qualidade e tempo oportuno. Lembre-se que quando falamos em Unidade de Saúde, pode ser um uma drogaria, farmácia hospitalar, de manipulação, etc. A distribuição de medicamentos deve garantir rapidez, segurança e a qualidade do que será entregue. Então, o que é preciso para se ter uma distribuição eficaz? Precisa ter pelo menos quatro requisitos: • Rapidez: o processo de distribuição deve se realizar em tempo adequado, mediante pra- zo estabelecido, para evitar atraso ou desabastecimento. • Segurança: é a garantia de que os produtos chegarão ao destinatário em quantidades corretas e com a qualidade esperada. • Monitoramento: o processo de distribuição deve ser monitorado continuamente. Para isso, se faz necessário um sistema de informações que mantenha os dados atualizados. É muito importante se fazer um acompanhamento dos estoques, das quantidades recebidas e distribuí- das, dados de consumo, demanda de cada produto, estoques máximo e mínimo, ponto de repo- sição, etc.; • Transporte: Deve ser realizado de forma apropriada, respeitando as necessidades de cada carga. Medicamentos e correlatos têm uma sensibilidade considerável e alto valor, por- tanto, para não quebrar o ciclo da assistência farmacêutica, o processo deverá ser executado levando em consideração todas as necessidades do produto. Se por exemplo for transportar medicamentos termo lábeis, o veículo deve ter características especiais (conforto térmico) e todo o processo deve ser feito dentro do menor espaço de tempo possível. Como você pode observar, exige acima de tudo, conhecimento e controle das etapas. É importante que você, como futuro (a) farmacêutico (a) entenda todos esses requisitos, e que se aproprie dessas informações para aplicar à prática posteriormente. 16 PARA REFLETIR Como tratamos anteriormente, a Assistência Farmacêutica é pautada em diretrizes que levam a um único objetivo, a melhoria do paciente. Não importa o local, seja uma farmácia hospitalar, seja uma drograria, devemos prestar a melhor assistência possível ao paciente. Dessa forma, o comprometimento em prestar um bom serviço é de todos que fazem a Unidade. Colaboradores que trabalham em setores de armazenamento, transporte e distribuição devem ser vistos como parte importante desse processo! Se faz extremamente necessário criar e manter um processo de educação contínua para que os mesmos se sintam engajados e colaborem de forma positiva. Apoie a empresa e o seu preceptor nessa causa, com sugestões e suporte no que se faça necessário, você estará aprendendo e colaborando com o sucesso da Unidade. LEITURA COMPLEMENTAR Está entrando em vigor uma nova Lei, a RDC nº 430/20 que dispõe sobre as Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e de Transporte de Medicamentos. Acesse o link abaixo, procure se familiarizar com os principais pontos, essa Legislação fará parte da sua rotina profissional. Link: http://sereduc.com/XyzPAe VISITE A PÁGINA Para aprender mais sobre armazenamento e distribuição, acesse o endereço abaixo. Trata-se de uma publicação da OPAS/OMS (Organização Mundial de Saúde). No artigo a autora Vanusa Pinto, apresenta os principais cuidados no armazenamento e os processos de distribuição, foca também na necessidade de se conhecer todos os processos macros que envolvem a logística de medicamentos. Leia e leve para sua vida profissional! Acesse: http://sereduc.com/0MWEqa 17 PADRONIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS Querido (a) aluno (a), Continuando a trilha de conhecimento, vamos falar de atividades em farmácia hospitalar. Vou te apresentar a uma atividade mais específica, que é a padronização de medicamentos. Para começarmos, o que é padronizar? Padronizar é desenvolver o padrão de algo ou ainda uniformizar. Então “Padronização de Medicamentos” diz respeito a elaborar uma lista de medicamentos, divulgá-la e utilizá-la como instrumento básico para a prescrição, ou seja, é a lista de medicamentos que uma unidade de saúde deve elaborar para que seus prescritores (médicos, farmacêuticos e outros profissionais) possam ter como referência. Dessa forma, todas as prescrições devem ser feitas de acordo com essa lista. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a cobertura terapêutica da população, em uma política de assistência médico-farmacêutica, com cerca de 270 medicamentos básicos. Normalmente, os fármacos listados são descritos considerando a nomenclatura genérica de acordo com a Denominação Comum Brasileira (DCB), constando também a dose ou concentração e forma farmacêutica e, estão ordenados conforme a classificação Anatômica Terapêutica Química (Anatomical Therapeutic Chemical - ATC), estabelecida pela Organização Mundial da Saúde – OMS. E quem elabora essa lista no hospital? É o farmacêutico? Não só ele, mas esse procedimento é feito por uma equipe de profissionais que trabalham em um hospital ou unidade de saúde e o farmacêutico é fundamental nesse processo, visto que é o profissional da área de saúde que tem o conhecimento mais específico sobre medicamentos. Quem elabora a lista de medicamentos, atualiza e acompanha todo o processo é a Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT). Ela possui característica multiprofissional e depende da disponibilidade dos recursos humanos existentes na instituição. Normalmente é composta por farmacêuticos, médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde. Um ponto importante que você precisa saber, é que antes de se estabelecer a lista de medicamentos padronizados é feito um levantamento de dados e informações necessárias, e em seguida procede-se à seleção dos mesmos. Recomenda-se que a cada dois anos, seja feita uma revisão dessa relação de medicamentos padronizados. Como você pode ver, a padronização de medicamentos é um processo contínuo, interativo, multidisciplinar e participativo, que determina e assegura os níveis de acesso aos medicamentos necessários. Baseia-se em critérios científicos e econômicos, e fornece elementos necessários ao uso racional de medicamentos. 18 ??? GUARDE ESSA IDEIA! É de extrema importância que o hospital desenvolva um Guia Farmacoterapêutico, é um instrumento que irá complementar a relação de medicamentos selecionados, sendo extremamente importantepor disponibilizar as informações básicas e fundamentais sobre cada um dos medicamentos constantes. Imagine a quantidade de medicamentos que existe hoje no mercado... São milhares, com nomes de marca dos laboratórios produtores (éticos), genéricos e similares. Cada um com dosagem, posologia recomendada pelos diversos fabricantes e apresentações farmacêuticas diversas. Para um profissional iniciante ou até mesmo àqueles experientes, fica difícil ter acesso a todas essas informações na rotina diária. O Guia Farmacoterapêutico vai auxiliar bastante os profissionais em suas consultas e dúvidas. VOCÊ SABIA? Que a seleção e a padronização de medicamentos precisam seguir a alguns critérios muito importantes? Observe a figura abaixo. Como você pode ver, é fundamental que a Comissão de Farmácia e Terapêutica esteja atenta aos diversos critérios, levando sempre em consideração o melhor para o tratamento do paciente, não esquecendo obviamente do custo, pois os medicamentos representam uma parcela financeira bastante significativa para qualquer unidade de saúde. Outro ponto que você precisa saber é que os hospitais que atendem ao SUS – Sistema único de Saúde, devem utilizar como referência a RENAME (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais). Trata-se de uma lista de medicamentos que deve atender às necessidades de saúde prioritárias da população brasileira, e deve ser um instrumento mestre para as ações de assistência farmacêutica no SUS. 19 VISITE A PÁGINA A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) fica disponível no site da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. É muito importante que você como futuro profissional farmacêutico, conheça essa relação e habitue-se a manuseá- la, além de manter-se atualizado em relação às alterações realizadas periodicamente. Para acessar, clique no link abaixo. Acesse: http://sereduc.com/nObQyv LEITURA COMPLEMENTAR Caso queira aprender mais sobre a Relação dos Medicamentos Padronizados para Uso Hospitalar acesse o link abaixo. É uma publicação do Hospital das Clínicas do Recife. A Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT) do HC/UFPE apresenta sua lista de medicamentos padronizados, incluindo os medicamentos de uso restrito. Não deixe de consultar, esses medicamentos são bastante complexos e conhecê-los será um diferencial quando você tornar-se um profissional. Lembre-se, quanto mais conhecimento melhor! Link: http://sereduc.com/jYnxs9 GUARDE ESSA IDEIA! Ao iniciar seu estágio em qualquer unidade de saúde, busque entender como funcionam todas as atividades. Tanto as farmácias magistrais, como as drogarias e as farmácias hospitalares possuem os chamados Pop – Procedimento Operacional Padrão que descrevem muitas atividades de rotina. Algumas unidades privadas possuem outros manuais e materiais de referência que você poderá consultar e acompanhar na prática como executá-las. Será uma grande ajuda no seu aprendizado! Aproveite! 20 PALAVRAS FINAIS Querido (a) Aluno (a), Estamos chegando ao final dessa segunda unidade da disciplina de Estágio Supervisionado I em Farmácia. Neste encontro você teve a oportunidade de conhecer as primeiras atividades pertinentes ao ambiente profissional farmacêutico e recebeu informações práticas relacionadas ao dia a dia. Tenha em mente que todos esses temas serão imprescindíveis para que você tenha um excelente desempenho no período de estágio curricular, e construa a base para sua vida profissional. No próximo Guia de Estudos (Unidade III) você conhecerá mais a fundo sobre a estrutura da farmácia hospitalar e seus processos de dispensação. Também estudará sobre farmácia magistral e suas particularidades, além da dispensação em drogarias, que é atividade elementar nesse tipo de unidade de saúde. A gente se encontra na próxima Unidade! Um forte abraço! 21 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRAGHIROLLI, Daikelly I. Introdução À Profissão: Farmácia. Porto Alegre: Sagah, 2017. BRASIL. Assistência farmacêutica na atenção básica: instruções técnicas para sua organização. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. – 2ª ed., Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 100 p. BRASIL. Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 44, de 17 de agosto de 2009. Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias. Brasília, 2009. BRASIL. Ministério da Educação. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Hospital das Clínicas. Comissão de Farmácia e Terapêutica. Relação de Medicamentos Padronizados. 5ª Edição, Recife, 2017. 60p. BRASIL. Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 430, de 08 de outubro de 2020. Dispõe sobre as Boas práticas de distribuição, armazenagem e transporte de medicamentos. Brasília, 2020. DESTRUTI, Ana B.C.B.; SANTOS, Gustavo A. & MONTEIRO, Rejane B. Curso Didático de Farmácia. Vol. 1, 1ª ed., São Paulo: Yendis, 2016. DICIONÁRIO DE MITOLOGIA GRECO-ROMANA. São Paulo: Abril Cultural, 1973. GONÇALVES, Carolina P. Assistência Farmacêutica. Porto Alegre: Sagah, 2018. GUIA, Boas Práticas de fornecedores de medicamentos e insumos farmacêuticos. Subcomitê Técnico de Logística do Núcleo de Assistência Farmacêutica do HCFMUSP, 5ª Ed., São Paulo, 2012. SANTOS, Paulo C.J.L. Farmácia Clínica & Atenção Farmacêutica: Contexto Atual, Exames Laboratoriais e Acompanhamento Farmacoterapêutico. 2ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2018. p. 03-13.