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<p>UNOPAR – UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR</p><p>MEIRELANE SANTOS COSTA</p><p>RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIADO EM DISPENSAÇÃO</p><p>SÃO FELIPE – BA 2024</p><p>MEIRELANE SANTOS COSTA</p><p>RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIADO EM DISPENSAÇÃO</p><p>Relatório do estágio supervisionado em Farmácia apresentado como requisito obrigatório para a obtenção da pontuação necessária na disciplina de Estágio Supervisionado em DISPENSAÇÃO.</p><p>Tutora: Kawane Fabricio Moura.</p><p>SÃO FELIPE – BA 2024</p><p>SUMÁRIO</p><p>APRESENTAÇÃO 4 A 6</p><p>2. INTRODUÇÃO 7 A 9</p><p>3. ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO 10 A 13</p><p>4. TEORIA EM PRÁTICA – ESTUDOS DE CASOS ATIVIDADE 1:</p><p>......................................................................................................... 14 A 18</p><p>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 19 E 20</p><p>6. TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO 21</p><p>REFERÊNCIAS 22</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>Estágio supervisionado é o período que o acadêmico está desenvolvendo a teoria e a prática, é o resultado do tempo de preparação da faculdade numa carreira docente, é a base, o suporte para a docência, é o primeiro contato com seus educandos (Milanesi, 2012).</p><p>A dispensação de medicamentos é um ato privativo do farmacêutico e deve ser praticada em farmácias e drogarias devidamente licenciadas perante a autoridade sanitária.</p><p>O estágio Supervisionado em Dispensação foi realizado, no período de 04 a 26 de abril de 2024, na Farmácia Básica do Município de São Felipe Ba, teve como objetivo realizar a dispensação de medicamentos aos pacientes seguidas de orientações e informações sobre o uso adequado de medicamentos com ênfase na dosificarão, interações medicamentosas e reações adversas, atentando se a conservação do produto e o prazo de validade, e cuidando para evitar os erros de administração. Aplicando os conhecimentos adquiridos ao longo do curso, aliando a teoria à prática, inclinado exclusivamente para prestar um bom serviço ao paciente. Entretanto, é inegável sua contribuição e a importância do medicamento no cuidado à saúde (BRASIL, 2002a, p.36).</p><p>O farmacêutico deve nortear-se pela ética, ao se apresentar como essencial para a sociedade, buscando experiência prática do exercício de um profissional, oportunizando uma visão do campo de trabalho, garantindo fornecimento de toda informação voltada ao uso racional dos medicamentos, proporcionando melhoria na qualidade de vida da população. O profissional farmacêutico exerce um papel fundamental na sociedade, pois através das suas atribuições como promoção à saúde. Dentre os segmentos que o profissional farmacêutico pode atuar está a farmácia.</p><p>O farmacêutico é responsável pelos produtos mantidos no estabelecimento desde o momento da sua aquisição até o momento de entrega ao paciente. Nesse sentido, é válido retomar alguns aspectos aos quais o profissional precisa estar atento. Nesses estabelecimentos, só podem ser adquiridos e dispensados produtos regularizados junto à Anvisa. Para fins de regularização, de acordo com a legislação específica, os produtos se dividem em três categorias: produtos sujeitos a registro, notificação e cadastro. É vedado ao farmacêutico manter em estoque e dispensar ao paciente medicamentos divulgados</p><p>(</p><p>4</p><p>)</p><p>como amostras grátis, medicamentos do SUS e medicamentos de uso exclusivo hospitalar (BRASIL, 2001).</p><p>Segundo a lei de n° 13.021/2014, no seu Art. 3°, a farmácia é definida como um estabelecimento onde é oferecido prestação de serviços, destinados a assistência farmacêutica, que abrange a assistência à saúde e orientação sanitária, seja individual ou coletiva, na qual proceda a manipulação e/ou dispensação de fármacos dentre eles os magistrais, oficinais, farmacopeicos, ou industrializados, além de cosméticos, produtos farmacêuticos e correlatos (BRASIL, 2014).</p><p>No Parágrafo único da referida lei, refere-se sobre a natureza destes estabelecimentos, onde farmácias sem manipulação ou drogaria, são estabelecimentos de dispensação, e comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos em sua embalagem individual (BRASIL, 2014). Neste contexto, fica clara a importância do profissional, que antes da dispensação, irá certificar se o medicamento foi prescrito em conformidade com a fórmula farmacêutica. Segundo OLIVEIRA, (2017), a atuação do farmacêutico em farmácia ou drogaria, está situado em local estratégico, pois é de amplo alcance populacional, tornando-o um local propício para promoção do uso racional de medicamentos, visando uma dispensação medicamentosa totalmente voltada às necessidades dos usuários.</p><p>A profissão farmacêutica pode ser considerada uma das mais antigas e fascinantes, tendo como princípio fundamental a melhoria da qualidade de vida da população. O farmacêutico deve nortear-se pela ética, ao se apresentar como essencial para a sociedade, pois é a garantia do fornecimento de toda informação voltada ao uso dos medicamentos.</p><p>O curso de bacharelado em farmácia visa inserir farmacêuticos em todos os níveis de saúde, atuando desde a dispensação e até mesmo na formulação de medicamentos/ cosméticos. É preciso estabelecer habilidades de liderança, administração, educação permanente, comunicação, tomada de decisões e atenção à saúde na formação do profissional farmacêutico, atribuindo a estas maiores competências. De acordo o Conselho Federal de Farmácia (2013), no âmbito profissional o farmacêutico atua cuidando diretamente do paciente, da família e da comunidade, a fim de reduzir a morbimortalidade relacionada ao uso dos medicamentos, promovendo a saúde e prevenindo doenças, sendo estes um desafio para o sistema de saúde brasileiro.</p><p>A Atenção Farmacêutica foi definida pela primeira vez por Hepler e Strand (1990) como a provisão responsável do tratamento farmacológico com o propósito</p><p>de alcançar resultados concretos que melhorem a qualidade de vida dos pacientes. Posteriormente, a OMS estendeu o benefício da Atenção Farmacêutica para toda a comunidade e ainda reconheceu o farmacêutico como um dispensador de atenção à saúde, que pode participar ativamente na prevenção de enfermidades e na promoção da saúde, junto com outros membros da equipe de saúde (OMS. 1993).</p><p>2. INTRODUÇÃO</p><p>A farmácia Básica é um centro de dispensação de medicamentos pertencente ao Sistema Único de Saúde (SUS), que tem como objetivo contribuir</p><p>com a recuperação e preservação da saúde dos moradores da cidade. Para isso, conta com um elenco de substâncias medicamentosas voltadas para o tratamento dos problemas de saúde com maior incidência na população. São fornecidos, de forma gratuita, tratamentos para males como hipertensão, diabetes, problemas vasculares, tratamentos psiquiátricos, analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos constantes na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), que estabelece quais medicamentos devem estar disponibilizados pelo SUS. A Farmácia Básica Municipal conta com a presença de um farmacêutico capacitado e com competência para atender e solucionar demandas e pendências da população em relação a terapias medicamentosas, assim como responder a possíveis dúvidas sobre os serviços oferecidos. Seguindo as orientações das políticas de saúde estabelecidas e das legislações do SUS, a Farmácia Básica Municipal, se preocupa com o bem estar de todos, busca realizar, com ética e eficiência, um trabalho voltado a atender cada vez melhor às necessidades daqueles que precisam de assistência farmacêutica no município.</p><p>A Farmácia Básica racionaliza a distribuição de medicamentos essenciais e permite o tratamento eficaz e a menor custo das doenças mais comuns que afetam a população brasileira. O farmacêutico, atualmente, se apresenta como o membro da equipe de saúde mais acessível e primeira fonte de assistência e aconselhamento em cuidados gerais de saúde (REMINGTON, 2005). A sua reaproximação da farmácia e atuação na atenção aos pacientes, deixando de concentrar suas ações exclusivamente no medicamento, fizeram com que o processo de dispensação passasse a ser compreendido como ação essencial para a promoção da saúde e o uso racional de medicamentos (URM).</p><p>A Lei nº 13.021/2014, que dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas, corrobora com essa aproximação entre o profissional e o paciente, conforme descrito a seguir: Art. 2º Entende-se por assistência farmacêutica o conjunto de ações e de serviços que visem a assegurar a assistência terapêutica integral e a promoção, a proteção e a recuperação da saúde nos estabelecimentos públicos e privados que desempenhem atividades farmacêuticas, tendo o medicamento como insumo essencial e visando ao seu acesso e ao seu uso racional.</p><p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 1985 apud OPAS, 2007), o URM ocorre quando “pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses e períodos adequados e ao menor custo”. O URM é o principal objetivo da dispensação. A orientação deve incluir informações em linguagem clara e objetiva, suficientes para o uso e armazenamento adequados, além de coibir a automedicação e o abandono do tratamento (LYRA JUNIOR; MARQUES, 2012). De modo geral, o uso de medicamentos não é isento de riscos, mas a atenção deve ser redobrada quando se trata de idosos, crianças, gestantes e lactantes. A dispensação não é apenas o ato de aviar a prescrição, pois é nesse momento que o farmacêutico orienta o paciente sobre o uso correto, seguro e racional de medicamentos, dando ênfase à dosagem, possíveis interações (com medicamentos e/ou com alimentos), reações adversas potenciais e condições de conservação dos medicamentos (PEPE; CASTRO, 2000; CRF- SP, 2009b).</p><p>A estruturação da AF no SUS, iniciou-se com a busca de garantir o acesso da população aos medicamentos, levando em consideração os aspectos de qualidade, segurança e eficácia, isso se deu em tempos em que as atenções se voltaram para as consequências da automedicação, fato este que se tornou um grande problema a ser combatido, além da necessidade de ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde, (BRASIL, 2004).</p><p>A Portaria GM n. 3.916/98 – Política Nacional de Medicamentos, conceitua a assistência farmacêutica, como sendo: Assistência Farmacêutica trata de um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual como coletivo, tendo o medicamento como insumo essencial e visando o acesso e ao seu uso racional. Este conjunto envolve a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos, bem como a sua seleção, programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia de qualidade dos produtos e serviços, acompanhamento e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e da melhoria da qualidade de vida da população.</p><p>A Assistência Farmacêutica (AF) deve ser compreendida como política pública norteadora para a formulação de políticas setoriais, garantindo a intersetorialidade inerente ao Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme estabelece a Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF) (Resolução CNS Nº 338/2004), a AF trata de um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde individual e</p><p>coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial, visando o acesso e o uso racional por meio de disponibilidade regular e oportuna para uma assistência terapêutica integral.</p><p>É possível estruturar as ações de assistência farmacêutica de várias formas, dependendo da situação de cada estado. Essa organização pode se dar por meio de núcleos de atividades (aquisição, programação, distribuição, capacitação de recursos humanos, dispensação, entre outros) ou por grupos de medicamentos (básicos, estratégicos e especializados), entre outros. Qualquer estrutura deve assegurar a capacidade de colocar em prática as atribuições e as competências estabelecidas.</p><p>3. ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO</p><p>Após observar o trabalho desenvolvido pelo farmacêutico e colaboradores, comecei a minha parte prática. Inicialmente fui orientada como proceder no controle de medicamentos controlados. Comecei minha prática atendendo às solicitações dos pacientes dentro da drogaria, fazendo análise das prescrições médicas e dos medicamentos inseridos da farmácia popular. Foi observado também as dispensações dos medicamentos de controle especial, onde segundo a portaria n° 344/98 Psicotrópicos e analgésicos opioides, ambos com validade de 30 dias (BRASIL, 1998).</p><p>Além disso, verifica-se se a receita tem carimbo e assinatura do médico prescritor com nome do consultório ou instituição e endereço (BRASIL, 1998). Além disso, é verificado no verso da receita, que terá que conter o carimbo do estabelecimento onde foi dispensado o medicamento contendo a data o nome do medicamento dispensado a dosagem, lote do medicamento e número correspondente ao vendedor (no caso dos antimicrobianos, Azitromicina, Clindamicina, Amoxicilina, Ciprofloxacino dentre outros). Já nos medicamentos psicotrópicos (Sertralina, Rivotril, Bupropiona, Escitalopram etc) e analgésicos opioides (Codeína, Tramadol, Metadona, Morfina entre outros) têm seu carimbo diferente. Além das informações citadas, contém, nome do paciente CPF, endereço e telefone. Nestes casos o dispensador irá cadastrá-lo no sistema com todos estes dados além do CRM do prescritor. Na conferência desse histórico é verificada todas essas informações, onde é tudo especificado, data, medicamento, dosagem e se está em conformidade com o histórico (OLIVEIRA et al, 2017). Alguns medicamentos com receita cor Amarela chamadas A1, A2, A3 e B2 receita azul, precisa ser levada até o órgão da ANVISA da cidade, para que o mesmo emita um documento para que o responsável pelo medicamento efetue o pagamento para que seja conferido pela ANVISA, e devolvido as mesmas para o estabelecimento dispensado, para que seja arquivado por um período de tempo.</p><p>Para medicamentos e substâncias constantes das listas A e B2, devem ser entregues mensalmente à Vigilância Sanitária a Relação Mensal de Notificações de Receita A – RMNRA – e a Relação Mensal de Notificações de Receita B2 – RMNRB2 – até o dia 15 do mês seguinte, mesmo que não tenha havido dispensação desses</p><p>(</p><p>10</p><p>)</p><p>medicamentos no mês informado. A RMNRA deve ser acompanhada das Notificações de Receita A e respectivas justificativas, quando existentes; a RMNRB2 deve ser acompanhada das Notificações de Receita B2 e respectivos Termos de Responsabilidade. Essas relações devem ser feitas em duas vias. Uma via é devolvida à farmácia após visto, enquanto que as Notificações de Receita podem ser devolvidas em um prazo de até 30 dias após a entrega (RAPKIEWICZ et al, 2015, p.16)</p><p>As demais receitas controladas, ficam no estabelecimento com controle interno. Os balanços, assim como documentos referentes às entradas e saídas, contendo substâncias da lista C2 devem ser arquivados no estabelecimento por cinco anos. Segundo a Lei no 9965/2000, as receitas contendo anabolizantes também devem permanecer arquivadas por cinco anos. A documentação referente à movimentação de medicamentos ou substâncias pertencentes às demais listas precisam ser arquivada por dois anos. Ao fim dos prazos, os documentos podem ser destruídos (RAPKIEWICZ et al, 2015, p.16).</p><p>Caso a fiscalização da ANVISA chegar e pedir qualquer data aleatória e for conferir, as receitas precisam estar de acordo com o que foi dispensado, caso contrário, aplica-se uma multa e o farmacêutico que é responsável técnico terá sérios problemas, podendo até perder a inscrição nos Conselhos Federal e Regional de Farmácia (CFF, CRF), Lei n° 6.437, de 20 de agosto de 1977 (BRASIL, 2021). Ainda são conferidos o lote e a validade. Em seguida vai arrumando nas gôndolas seguindo a ordem alfabética e de acordo com a classificação de cada um, se opioides, psicotrópicos e antimicrobianos.</p><p>Tem se ainda os medicamentos de controles especiais, alguns opióides e alguns medicamentos psicotrópicos (tarja preta) são separados dos demais, todos organizados no sistema, primeiro a vencer, primeiro a sair (pvps). Outra atribuição foi verificar os medicamentos termolábeis, onde a temperatura é controlada.</p><p>Os medicamentos contidos na geladeira,</p><p>tem controle especial, onde tem uma folha contendo data, hora, temperatura e assinatura do responsável pelo monitoramento, onde os medicamentos monitorados (insulina, alguns colírios, medicamento para tratamento de anemia injetável, precisa estar em uma temperatura entre 3°C e 8°C, para não sofrer degradação dos princípios ativos contidos nestes medicamentos. Segundo a RDC nº 304, de 17 de setembro de 2019, no Art. 84. O monitoramento e o controle da temperatura durante a armazenagem e o transporte devem ser realizados de maneira contínua.</p><p>(</p><p>1</p><p>1</p><p>)</p><p>§1º O monitoramento e controle de temperatura deve ser realizado preferencialmente por meio de sistemas de supervisão informatizados.</p><p>§2º A posição dos instrumentos de medida de temperatura deve estar subsidiada por estudos de qualificação térmica.</p><p>§3º Os dispositivos utilizados no monitoramento de transporte de cargas termolábeis devem permitir a rastreabilidade ao medicamento, número de lote, data e horário de início e término do monitoramento (BRASIL, 2019).</p><p>De posse a estas informações citadas, o farmacêutico, orientou-me acerca do sistema SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados),</p><p>onde é um sistema de monitoramento da ANVISA, para rastreamento de medicamentos controlados comercializados no ambiente cadastrado. Segundo a Portaria nº. SVS/MS 344/98 e Portaria e suas atualizações, nas drogarias e farmácias comerciais do País, este sistema possibilita um controle adequado no controle de entrada e saída de medicamentos controlados (BRASIL, 1998). Já a RDC, n°. 27, de 30 de março de 2007, no seu capítulo IV, trata do padrão SNGPC e do sistema informatizado dos estabelecimentos.</p><p>Desta forma, através deste sistema, os medicamentos controlados são todos rastreados pela Anvisa, tanto as que são levadas ao órgão, dependente de conferência para só depois foram arquivadas, quanto as que ficam arquivadas logo após a conferência pelo profissional farmacêutico através de relatório de saída relatado anteriormente. Sendo assim, promove-se o total controle, impedindo assim seu uso indiscriminado, que consequentemente culmina em um importante objetivo do profissional que é a promoção de saúde da população, impactando diretamente na redução dos gastos públicos com internações dentre outros. Ao adquirir qualquer produto, o farmacêutico deve adotar alguns cuidados para garantir sua procedência e qualidade.</p><p>Em primeiro lugar, o profissional deve ter em mente que só pode comprar produtos por meio de fornecedores legalmente autorizados e licenciados para essa atividade, mas esse cuidado não basta. No ato do recebimento de produtos, o farmacêutico deve conferir a nota fiscal de compra, onde devem constar nome, número de lote e fabricante dos produtos adquiridos de forma clara e legível. O recebimento deve ser</p><p>realizado por pessoal treinado pelo farmacêutico, em área específica, de acordo com Procedimento Operacional Padrão (POP) previamente elaborado, de forma que sejam recebidos somente os produtos que atendam aos critérios previamente definidos. Esse cuidado visa a garantir a aquisição de produtos que tenham sido transportados apropriadamente e que atendam aos requisitos legais de rotulagem e embalagem, atestando-se assim, a autenticidade (BRASIL, 2009).</p><p>Um dos grandes desafios da humanidade sempre foi controlar, reduzir os efeitos ou eliminar os sofrimentos causados pelas enfermidades.</p><p>A saúde de uma população não depende apenas dos serviços de saúde e do uso dos medicamentos. deverá se observar todo plano na utilização das medicações, o que gera diminuição nos erros de administração.</p><p>Entretanto, é inegável sua contribuição e a importância do medicamento no cuidado à saúde (BRASIL, 2002a, p.36).</p><p>4. TEORIA EM PRÁTICA – ESTUDOS DE CASOS ATIVIDADE 1:</p><p>Maria Eduarda é recém-formada em farmácia. Há dois meses ela começou a trabalhar em uma farmácia no centro da cidade. É frequente a prestação de serviços farmacêuticos onde Maria trabalha e toda semana Dona Josefa, uma senhora de 65 anos, vai à farmácia para aferir a pressão e fazer esse acompanhamento junto ao farmacêutico disponível que registra os resultados em ficha e na carteira de hipertenso do usuário. No dia 23/01/22 Maria Eduarda atendeu a Dona Josefa que relatou fortes dores de cabeça e tontura, após aferir a pressão arterial da paciente, a farmacêutica ao anotar o resultado na ficha percebeu que há algumas semanas Dona Josefa estava apresentando pressão arterial elevada: Ao receber a explicação da farmacêutica sobre os resultados da ficha de controle da pressão arterial, Dona Josefa pediu para Maria Eduarda indicar outro anti-hipertensivo que faria melhor efeito.</p><p>a) Observando a Ficha de Controle de Pressão Arterial (PA) da paciente, explicaria os sintomas relatados pela Dona Josefa? Discuta sobre a comorbidade apresentada pela paciente e os valores presente na ficha de acompanhamento da PA.</p><p>RESPOSTA A:</p><p>O aumento da pressão arterial vai diminuir a oxigenação do organismo, elevando a pressão da cabeça e medula espinhal, causando sensação de desmaio e enjoo. A dor de cabeça também é outro sintoma da hipertensão importante para ficar de olho. Com os sintomas apresentados pela paciente (Dor de cabeça e tontura) está diretamente relacionado com a hipertensão, como mostrado na ficha da paciente.</p><p>b) Explique a importância da presença da Ficha de Controle de Pressão Arterial nas farmácias que ofertem esse serviço farmacêutico e a Resolução (RDC) que traz esse embasamento.</p><p>RESPOSTA B:</p><p>O SMSF contribui para o monitoramento e avaliação das atividades do profissional farmacêutico diretamente realizadas com o paciente. A utilização dessa ferramenta em uma farmácia.</p><p>Resolução CFF 357/01: Aprova o regulamento técnico das Boas Práticas de Farmácia. RDC ANVISA 44/2009: Dispõe sobre a Boas Práticas Farmacêuticas em Farmácias e Drogarias. Resolução CFF 499/2008: Dispõe sobre a prestação de serviços farmacêuticos, em farmácias e drogarias, e dá outras providências.</p><p>c) Qual a conduta adequada de Maria Eduarda frente ao caso exposto?</p><p>RESPOSTA C:</p><p>No caso dessa paciente com os sintomas descritos e com os valores registrados é de suma importância o farmacêutico encaminhar a paciente ao médico. O encaminhamento farmacêutico tem como objetivo a formalização da comunicação com outros profissionais.</p><p>ATIVIDADE 2:</p><p>Paula é estudante do último período de farmácia e iniciou o estágio de dispensação há uma semana, muito proativa, ela acompanha os farmacêuticos no momento da dispensação e o atendimento aos pacientes. Ela percebeu que muitos idosos procuram a farmácia para adquirirem medicamentos para dislipidemia, anti hipertensivos, hipoglicemiantes orais, entre outros. Alguns levam prescrição médica e documentos pessoais, conseguindo adquirir os medicamentos de forma gratuita.</p><p>Paula questionou o farmacêutico sobre esses casos e ficou sabendo um pouco mais sobre o Programa Farmácia Popular do Brasil. Alguns dias depois, Paula atendeu Cláudia, uma senhora de 70 anos, com uma prescrição de Sinvastacor 40mg.</p><p>Paula explicou a Cláudia que ela poderia pegar esse medicamento por um custo bem inferior e que ela poderia trocar pelo genérico Sinvastatina 40mg dispensado pelo Programa Farmácia Popular.</p><p>a) A conduta da estagiária foi correta? Quais as orientações que Paula deveria fornecer ao paciente sobre os medicamentos dispensados pelo Programa Farmácia Popular?</p><p>RESPOSTA A:</p><p>Não. O valor pago pelo Governo Federal é fixo, por isso o cidadão pode pagar menos para alguns medicamentos do que para outros, de acordo com o tipo (referência, similar ou genérico) e o preço praticado pelo estabelecimento. Em geral, a população pode pagar até um décimo do preço de mercado. Os medicamentos para hipertensão, diabetes e asma são gratuitos. Os demais são disponibilizados com até 90% de desconto.</p><p>b) Discuta sobre o surgimento do Programa Farmácia Popular do Brasil e seus objetivos.</p><p>RESPOSTA B:</p><p>O Programa Farmácia Popular é uma iniciativa do Ministério da Saúde e foi criado em 2004 com a modalidade rede própria (desmontada em 2017)</p><p>e Aqui tem Farmácia Popular, parceria com farmácias privadas. Surgiu como uma alternativa de acesso da população aos medicamentos considerados essenciais e cumpre uma das principais diretrizes da Política Nacional de Assistência Farmacêutica (Pnaf), pela garantia de acesso e equidade às ações de saúde.</p><p>Atualmente, o programa funciona por meio do credenciamento de farmácias e drogarias comerciais onde são oferecidos medicamentos gratuitos para hipertensão (pressão alta), diabetes e asma, além de medicamentos com até 90% de desconto indicados para dislipidemia (colesterol alto), rinite, Parkinson, osteoporose e glaucoma. Ainda pelo sistema de copagamento, a Farmácia Popular oferece anticoncepcionais e fraldas geriátricas.</p><p>ATIVIDADE 3</p><p>Para ampliar o atendimento na farmácia, o proprietário pediu algumas instruções do farmacêutico responsável técnico (RT) sobre a dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial. Contudo, foi preciso aprender sobre o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), haja vista que a farmácia irá dispensar medicamentos sujeitos à Portaria 344/1998 (como os entorpecentes e os psicotrópicos e antimicrobianos. Um mês após a implementação de medicamentos controlados na farmácia, o farmacêutico RT percebeu que alguns colegas de profissão estavam com dificuldades quanto ao uso do SNGPC e com as prescrições, por isso o RT</p><p>resolveu repassar o treinamento, já aplicado anteriormente, sobre dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial.</p><p>a) Se você fosse o farmacêutico RT, como elaboraria esse treinamento? Quais assuntos abordaria?</p><p>RESPOSTA A:</p><p>Primeiramente juntaria todas as dúvidas a respeito das dificuldades pertinentes a dispensação dos medicamentos sujeitos a controle especial e do sistema SNGPC, elaboraria uma apresentação em Power Point levando legislações em vigor para respaldos legais, além do mais fixando um quadro em resumo dos medicamentos sujeito a controle para facilitar a visualização dos colaboradores (Anexo 1). Nesse treinamento também será trazido modelos das receitas que são utilizadas para cada categoria dos medicamentos.</p><p>b) Discuta sobre a Portaria 344/1998 e o uso do SNGPC.</p><p>RESPOSTA B:</p><p>O consumo indevido de medicamentos em geral, e de psicotrópicos em particular, representa um grande problema de saúde pública.</p><p>Neste sentido a Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado do Piaui, constantemente atenta a divulgação da legislação, está disponibilizando esta publicação, com informações e esclarecimentos sobre a Portaria SVS/MS 344/98, que aprova o regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, bem como orientações sobre o Peticionamento Eletrônico para Autorização de Funcionamento de Empresas - AFE e também sobre o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados - SNGPC. O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária realiza suas ações fundamentadas no gerenciamento do risco da utilização indevida dos medicamentos controlados, neste contexto a ANVISA iniciou o desenvolvimento do “Sistema Nacional para Gerenciamento de Produtos Controlados – SNGPC”. Na sua fase inicial o sistema possibilitará um controle efetivo da movimentação da dispensação (entradas e saídas) dos 35 medicamentos sujeitos ao controle especial conforme o regime da Portaria nº SVS/MS 344/98 e Portaria SVS/MS nº 6/99 e suas atualizações, nas drogarias e farmácias comerciais do país.</p><p>c) Reflita sobre a frase: “A dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial deve ser realizada exclusivamente por farmacêuticos, sendo proibida a delegação da responsabilidade sobre o controle dos medicamentos a outros funcionários.” Por que os medicamentos sujeitos à Portaria 344/1998 devem ficar sob responsabilidade do farmacêutico?</p><p>RESPOSTA C:</p><p>Conforme o artigo 37 da Resolução CFF nº 357/2001: Art. 37 - A dispensação das substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, deverá ser feita exclusivamente por farmacêutico, sendo vedado delegar a responsabilidade sobre a chave dos armários a outros funcionários da farmácia que não sejam farmacêuticos.</p><p>Vale lembrar que a dispensação é uma atividade estratégica, pois é uma das últimas oportunidades de identificar, corrigir ou reduzir possíveis riscos associados à terapia medicamentosa (OPAS, 2003). Quando realizada de forma ética, legal e tecnicamente correta, o paciente percebe a melhora de sua qualidade de vida, o que fortalece o vínculo com o farmacêutico e o reconhecimento desse profissional como agente de saúde e da farmácia como estabelecimento de saúde. O URM é o principal objetivo da dispensação. A orientação deve incluir informações em linguagem clara e objetiva, suficientes para o uso e armazenamento adequados, além de coibir a automedicação e o abandono do tratamento (LYRA JUNIOR; MARQUES, 2012).</p><p>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>O estágio é uma etapa imprescindível na vida acadêmica do profissional em formação, nele, se coloca em prática todo o aprendizado das disciplinas já estudadas, além de instigar o aluno a buscar cada vez mais conhecimento em cada estágio realizado. Além disso, é através do estágio que o estudante terá a oportunidade de decidir melhor que área irá atuar após a conclusão da graduação.</p><p>Este estágio foi bastante gratificante, pois, ter a consciência da importância desta profissão e atuar na prática a experiência do profissional. Durante cada estágio realizado, têm-se bastante clareza que, a persistência e determinação precisam caminhar juntas, pois sem elas não se consegue superar as dificuldades encontradas ao longo do percurso.</p><p>A vivência acadêmica cenários de prática, cujos ambientes controlados e supervisionados são considerados essenciais para a formação do profissional de saúde. A formação do farmacêutico baseada em vivências em serviços e estabelecimentos de saúde, conseguem ser mais estimulantes e de fácil concepção para os alunos no âmbito da assistência farmacêutica. Cada vez mais, percebe-se que a prática profissional voltada para o cuidado do paciente, visando a integralidade em saúde, faz com que os futuros farmacêuticos se comprometam mais e se sintam responsáveis pela promoção e proteção da saúde do indivíduo, da família e da comunidade. Desta forma, a prática com o estágio em Farmácia da Atenção Básica é um componente curricular de formação profissional que conseguiu ser desenvolvido com êxito por parte dos discentes. O aperfeiçoamento da prática com os conteúdos teóricos vistos nos componentes curriculares na universidade, proporcionou aos alunos, maturidade e conhecimento a respeito das atribuições do farmacêutico na assistência farmacêutica tendo os serviços farmacêuticos como parte da atuação, regulamentados na farmácia Básica.</p><p>Além disso, contribuiu para a formação de uma profissional competente e qualificada, pois proporcionou uma visão clara e ampla desta área de atuação, onde foi experimentado uma visão diferenciada da profissão, com o foco direcionado para o paciente, mostrando a necessidade de um profissional mais humanizada, disposta a somar no cuidado em saúde e qualidade de vida dos usuários. Portanto esta experiência proporcionou vivenciar uma combinação de conhecimento técnico, científico, ético, clínico e de gestão do cuidado em saúde.</p><p>O estágio curricular é um momento de vivências, e somados aos conteúdos vistos nas disciplinas cursadas na Universidade, colocamos em prática as nossas capacidades, aumentando significativamente o nosso conhecimento a respeito dos serviços prestados pelo farmacêutico. A atuação do farmacêutico em Assistência Farmacêutica é muito importante para melhorar o acesso da população aos medicamentos através da assistência farmacêutica ao usuário/paciente. Ao concluir o meu estágio, percebi que as ações tomadas pelo farmacêutico são fundamentais para o bom funcionamento da farmácia, pois além de ações que venham a contribuir para a melhora da qualidade de vida da população, ele é o responsável pela supervisão e pelo treinamento da equipe com quem trabalha.</p><p>O conhecimento adquirido somente na</p><p>faculdade era bastante enriquecedor, porém no mercado de trabalho onde os profissionais precisam ser capacitados e seguros nas suas ações, é preciso ir além, as necessidades vão aumentando com o passar do tempo, e nós, alunos, precisamos reconhecer as áreas de atuação para poder desempenhar ao máximo nossos conhecimentos adquiridos e consequentemente nos tornaremos bons profissionais, isso só se torna possível em virtude dos estágios que apresentam ao aluno uma visão ampla da sua futura profissão, identificando as principais dificuldades que acontecem na dispensação de uma farmácia Básica.</p><p>Através do estágio foi especificado como um farmacêutico atua, desde a parte administrativa, onde tem a gestão de medicamentos em suas mãos, sendo responsável pela seleção, aquisição, armazenamento e dispensação, prezando o uso racional que se faz tão importante na saúde, tanto para trazer mais estabilidade na saúde do paciente, como também para redução dos gastos quando usado um bom sistema de distribuição.</p><p>Ao longo do estágio foi possível entender de forma clara e objetiva o papel da profissão, foi observado a importância do farmacêutico tanto nas preparações dos medicamentos e insumos, como também na assistência prestada diariamente aos pacientes, na forma como interação da equipe multidisciplinar acontece, visando o mesmo objetivo que é trazer a melhora, foi elucidado a rotina e principais dificuldades, como por exemplo, rastreio de medicações, o que é de suma importância no serviço. Tendo em vista os fatores mencionados, foi ratificado a importância e formado uma motivação maior em todos os que tiveram a oportunidade de realizar o estágio.</p><p>(</p><p>20</p><p>)</p><p>6. TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO</p><p>(</p><p>2</p><p>1</p><p>)</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>COSTA, MEIRELANE SANTOS COSTA. ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM DISPENSAÇÃO. 2024. SÃO FELIPE BAHIA.</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2009/rdc0044_17_08_2009.html.</p><p>CIPOLLE, R.J.; STRAND, L.M.; MORLEY, P.C. Pharmaceutical care practice: the clinician's guide. 2. ed. New York: McGraw-Hill, 2004. 394p. FERNANDES, L. C. Caracterização e análise da Farmácia Caseira ou Estoque Domiciliar de Medicamentos. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre: UFRGS, 2000.</p><p>GOMES, M.C. J., DRUMOND, J., FRANÇA, G.. Erro médico. 4° ed, Guanabara Koogan Rio de janeiro 2002.</p><p>MARIN, N.; LUIZA, V.L.; OSÓRIO-DE-CASTRO, C.G.S. MACHADO -DOS</p><p>SANTOS, S. (org.). Assistência farmacêutica para gerentes municipais. Rio de Janeiro: Organização Pan-Americana de Saúde, 2003. 373p.</p><p>Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Medicamentos (1999). 6ª Reimpressão. 40p. Ïl - (Série C. Projetos, Programas e Relatórios, n.25).</p><p>Brasília: Ministério da Saúde, 2002a.</p><p>ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD. El papel del farmacéutico en la atención de la salud: declaración de Tokio. Ginebra, 1993.</p><p>UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para apresentação de trabalhos. 2. ed. Curitiba: UFPR, 1992. V.2v NORMAS DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM FARMÁCIA.</p><p>image2.jpeg</p><p>image1.jpeg</p>