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Aap4 - Fundamentos da Educação 1) O que distingue o prazer da cega satisfação de carências e necessidades é a recusa do instinto em esgotar-se na satisfação imediata, é sua capacidade para construir e usar barreiras para a intensificação do ato de plena realização. Embora esta recusa instintiva tenha feito o trabalho de dominação, também pode servir à função oposta: erotizar as relações não-libidinais, transformar a tensão e alívio biológicos em livre felicidade. (Fonte: MARCUSE, Herbert. “Eros e civilização”. In: MATOS, Olgária C.F. A escola de Frankfurt; luzes e sombras do iluminismo. 2ªed. São Paulo: Moderna, 2005. [p.96]) O trecho apresentado fala da repressão dos instintos, que pode ser pensada a partir de duas funções, uma das quais é negativa e força geratriz do que conhecemos como: Alternativas: · a)humanização. · b)sublimação. · c)barbárie. Alternativa assinalada · d)censura. · e)canalização. 2) ... a própria ciência não sabe por que põe em ordem os fatos justamente naquela direção, nem por que se concentra em certos objetos e não em outros. O que falta à ciência é a reflexão sobre si mesma, o conhecimento dos móveis sociais que a impulsionam em certa direção: por exemplo, em ocupar-se da Lua e não do bem-estar dos homens. (...) O que eu disse da ciência não vale somente para ela, mas também ao indivíduo particular. (...) Não sabe dizer por quais razões se ocupa com paixão de tal coisa e não de outra. (Fonte: HORKHEIMER, Max. “A teoria crítica ontem e hoje”. In: MATOS, Olgária C.F. A escola de Frankfurt; luzes e sombras do iluminismo. 2ªed. São Paulo: Moderna, 2005. [p.78] A problemática apresentada no trecho está presente nas discussões dos pensadores da Escola de Frankfurt que, de modo sintético, pode ser entendida como a necessidade de: Alternativas: · a)uma revisão constante daquilo que a filosofia produz, no sentido de que ela esteja alinhada aos desejos e necessidades sociais. · b)um acompanhamento detalhado do que seja a produção social da ciência, já que ela é que dirige os valores morais da sociedade. · c)se estabelecer um parâmetro a partir do qual toda a ciência possa produzir seu conhecimento, tendo em vista as necessidades da sociedade. · d)uma sempre nova avaliação diagnóstica da sociedade, na tentativa de serem enxergados os verdadeiros elementos de interesse que influenciam a ação do homem. Alternativa assinalada · e)uma educação que leve o homem a entender as necessidades de que algo seja feito do modo como sempre é feito. · 3) Os mártires anônimos dos campos de concentração são o símbolo de uma humanidade que luta para vir à luz. A função da filosofia está em traduzir o que eles fizeram em palavras que os homens possam ouvir, ainda que suas vozes mortais tenham sido reduzidas ao silêncio pela tirania. (Fonte: HORKHEIMER, Max. Apud: REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da filosofia. 3ªed. v.III. São Paulo: Paulus, 1991. [pp.849-850]) Os campos de concentração constituíram uma ação considerada por Adorno como o ápice da barbárie do século. Para tal autor, qual deve ser o papel da educação após tal evento de barbárie? Assinale a alternativa correta: Alternativas: · a)A educação deve ser estabelecida como um projeto humano universal, para que não sejam possíveis ações antagônicas nas diversas culturas humanas. · b)A educação precisa ser sempre revista, no intuito de que indivíduos com propensão a ações de barbárie possam ser identificados ainda na infância para serem tratados. · c)O ato educativo deve obedecer as regras sempre mais claras e definidas – daí a importância do Estado – para que o processo seja único e leve a um mesmo tipo de ação social. · d)O professor tem papel fundamental no acompanhamento psicológico de alunos que apresentam comportamento agressivo de não aceitação das individualidades. · e)A educação deve se preocupar na formação do ser humano para que este não chegue a repetir os eventos – de Auschwitz, por exemplo. Alternativa assinalada 4) Tudo aquilo que o indivíduo experiencia em sociedade é algo que, ao longo do tempo, foi sendo produzido para a sustentação da vida do homem – seja vida material ou vida espiritual. Aos poucos, com a divisão do trabalho em suas diversas funções “superiores” e “inferiores”, toda esta bagagem produzida passou a diferenciar os indivíduos, classificando-se segundo aquilo a que tinham acesso. A esta bagagem damos o nome de capital cultural. Tomando por base as ideias de Pierre Bourdieu (1930-2002) com relação ao capital cultural e a maneira como este influencia o sucesso ou o insucesso na vida escolar de um estudante, podemos afirmar que: Alternativas: · a)Tal capital é comum a toda uma comunidade social, variando apenas de região para região. · b)O capital cultural, idealmente, deve ser o mesmo para todas as pessoas; neste sentido, ações sociais de incentivo à cultura refinada são auxílio efetivo. · c)Todo indivíduo, participando de um grupo social, recebe um capital cultural determinado por políticas públicas. · d)O capital cultural se relaciona àquilo que uma específica comunidade produz, relativo às suas necessidades materiais. · e)A escola, mesmo que não de modo declarado, exige do aluno elementos de um capital cultural que pode não ter sido oferecido às classes populares. Alternativa assinalada