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Psoríase
Dermatologia (Universidade Federal da Fronteira Sul)
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DERMATO – TUTORIAL 2
Aluna: Gabriela Piqueti Celestino
PSORÍASE
Definição: é uma condição comum, crônica e recorrente, de natureza imunoinflamatória, cutâneoarticular
que se caracteriza por hiperplasia epidérmica, ciclo evolutivo acelerado dos queratinócitos e ativação
imune inapropriada.
Epidemiologia:
Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum no adulto jovem. Tem prevalência mundial de 2%,
com maior incidência nos estados do sul e sudeste do Brasil. Geralmente, apresenta 2 picos de incidência:
entre 20-30 anos e após os 50 anos. Quando ocorre antes dos 30 anos tem pior prognostico.
Ambos os gêneros são igualmente afetados e o risco de desenvolvimento é maior quando um dos pais
apresenta a doença.
Patogenia:
Tem causa desconhecida com predisposição genética e base hereditária multifatorial. Foram mapeados
pelo menos 12 loci de susceptibilidade e designados PSORS1-PSORS12. Sendo que a maior
determinante está na região PSORS1.
Ocorre a participação do infiltrado inflamatório de células T e de células dendriticas. Além disso, há
predomínio da resposta TH1 e participação da resposta TH17.
A derme e a membrana sinovial contem grande numero de linfócitos T CD4 ativados que secretam IFN-
gama, TNF-ALFA, TGF-ALFA e IL-8. O TGF-alfa promove angiogenese e estimula a proliferação de
queratinócitos e sinoviócitos, ambos aumentados na psoríase. Também, há depósitos de imunoglobulinas
e frações do complemento na epiderme e a existência de anticorpos contra a camada córnea.
Em resumo, na placa psoriásica, há células T (CD4) ativadas secretando linfocinas, células
apresentadoras de antígenos ativadas como células de Langerhans, macrófagos e outras células
dendríticas, polimorfonucleares aumentados e queratinócitos hiperproliferados.
O ciclo evolutivo das células epidérmicas é mais rápido na psoríase do que na pele norma, o que causaria,
devido a imaturidade delas, grande produção de escamas. Estudos recentes demonstraram que a
velocidade de transito na psoríase é de 5dias e, na pele normal, é de 13 dias. Além de a velocidade de
mitose ser maior na psoríase.
Modelo fisiopatológico: 
Primeiro, ocorre a ativação de células dendriticas mieloides que são ativadas pelas interleucinas ou células
dendriticas plasmocitoides que liberam IF-alfa ou células natural killer que liberam TNF-alfa e INF-gama.
Além de queratinócitos que liberam IL-1beta, IL-6 e TNF-alfa ou macrófagos que liberam TNF-alfa. Então,
quando ativadas liberam IL-12 e IL-23. As células T ativadas pelo IL-12 entram em proliferação clonal
produzindo a resposta TH1 (TNF-alfa e INF-gama), já as ativadas pelo IL-23 ativam uma subpopulação de
células T que produzem a resposta TH17 (IL-17), a qual libera IL-22 que atua nos queratinócitos e
neurtrofilos.
Fatores ambientais:
 Clima frio – quanto maior a latitude, maior a incidência 
 Trauma e microtraumatimos cutâneos, articulares ou periarticulares
 Infecções causadas por vírus ou bactérias, como HIV, dengue, estreptocócicas.
 Alterações metabólicas  DM, tireoideopatias e hipocalcemia
 Estresse emocional
 Tabaco e álcool
 Fármacos  lítio, cloroquina, betabloqueadores, IECA, análogos dos receptores do tipo II da
angiotensina, fibratos, anti-inflamatorios.
Clinica: 
Psoríase em placas (vulgar)
 É a forma mais comum, estando presente em 90% dos pacientes.
 É manifestada por placas eritematoinfiltradas com escamas secas, branco-prateadas, aderentes e
estratificadas. As lesões são bem delimitadas, de tamanhos variados, afetando de forma simétrica
a extensão dos membros, particularmente joelhos e cotovelos, couro cabeludo e dorso.
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 Pode acometer áreas seborreicas e semimucosas genitais ou de lábios 
 Comprometimento das unhas é frequente, sendo as depressões puntiformes da lamina ungueal ou
unha em dedal
o Manchas de óleo, hemorragias em estilhaço, onicólise e hiperqueratose subungueal
caracterizam lesões de leito ungueal ,enquanto depressões (ou unha em dedal), manchas
de cor salmão da lúnula, leuconiquia e sulcos de Beau são manifestações de lesões da
matriz 
o Lesões ungueais (principalmente de matriz) são comumente associadas a artrite psoriásica 
o Sempre excluir antes a possibilidade de onicomicose dermatofítica por meio do exame
micológico direto
 Eventualmente ocorrem sintomas subjetivos como prurido, queimação e ardência que, de acordo
com o estado emocional do paciente, pode variar de intensidade 
 A dor pode acompanhar as lesões com fissuras 
 Tem evolução crônica, com períodos de exacerbação e de acalmia, quando se observam lesões
anulares, características do quadro em remissão
 A curetagem metódica de Brocq, que consiste na raspagem da lesão, fornece dois importantes
sinais clínicos:
o Sinal da vela – pela raspagem da lesão destacam-se escamas esbranquiçadas,
semelhantes a raspagem da parafina de uma vela 
o Sinal do orvalho sangrento ou de Auspitz – quando, pela continuação da raspagem, após a
retirada das escamas, surge uma superfície vermelho brilhante com pontos hemorrágicos
 Manobra semiológica que caracteriza a placa psoriásica, apesar de não ser
patognomônica: no primeiro momento, destacam-se as escamas brancas
nacaradas, estratificadas (sinal da vela),
surgindo a seguir uma membrana branca
transparente, que uma vez curetada dá lugar a
um sangramento puntiforme (topo das papilas
dérmicas) ou orvalho sanguíneo, chamado sinal
de Auspitz 
 O fenômeno isomórfico de Kobner corresponde ao surgimento
da dermatose em áreas de pele sã após trauma local em
pacientes geneticamente predispostos  um terço dos casos
de psoríase se mostra dessa forma 
o As lesões demoram de 10-14 dias após o trauma para
surgirem
o A patogênese ainda é controversa, acreditando-se
relacionar a alterações imunológicas e vasculares
 Fenomeno de Renbok: traumatismo local imposto a uma placa
de psoríase resulta no desaparecimento da lesão e o
surgimento de uma pele sã no local
Fatores predisponentes:
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Psoríase em gotas
 É mais comum em crianças, adolescentes e adultos jovens,
manifestando-se pelo aparecimento súbito de pequenas pápulas
eritematodescamativas de 1cm de diamentro,geralmente localizadas no
tronco e nos membros proximais. 
 É precedida por infecção estreptocócica, comumente de vias aéreas
superiores  tem inicio abrupto, com lesões pequenas e arredondadas
 Em alguns casos a infecção pode ter remissão espontânea após meses
de evolução. As lesões, no entanto, podem persistir, aumentar de
tamanho, tomando as características da psoríase em placas.
Psoríase eritrodérmica:
 Caracterizada por eritema intenso, de caráter universal,
acompanhado de descamação discreta. Quando mais de 80% do
tegumento está comprometido, pode ocorrer alterações gerais na
termorregulaçao, hemodinâmica, equilíbrio eletrolítico e proteico.
 É desencadeada por terapias intempestivas, por administração e
posterior interrupção de corticoide sistêmico.
 Como a vasodilatação generalizada, há perda excessiva de calor,
levando a hipotermia. Além disso, a função de barreira está
comprometida, podendo ocorrer bacteriemia e septicemia.
Psoríase pustulosa: 
 Caracteriza-se por placas eritematodematosas e pústulas
estéreis generalizadas 
 Há apresentação generalizada, eventualmente com
morfologia anular, que tem inicio súbito, febre,
comprometimento geral e leucocitose que pode evoluir.
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 Pode ser desencadeada em pacientes com psoríase em placas por interrupção do glicocorticoide
sistêmico, por infecções, cirurgias, queimaduras, irritantes locais ou pode ocorrer de forma
idiopática.
 A erupção explosiva persiste por poucas semanas, revertendo ao quadro anterior ou se
transformando em psoríase eritrodermica 
 A forma localizada compreende três subformas: 
o Lesão única ou algumas lesões com pústulas que, em geral, não evolui para a forma
generalizada
o Lesões nas extremidades dos dedos das mãos e/ou artelhos
o Pusutlose palmoplantar 
Linear ou zosteriforme: são tipos de difícil diferenciação com os nevos epidérmicos zosteriformes, em
especial com o tipo inflamatório
Mínima: restringe-se a pequenas lesões persistentes ou intermitentes, em geral eritematoescamosas,
mas, às vezes, com vesículas e/ou pústulas, que se localizam preferencialmente em um ou vários dígitos.
Ceratodérmica: palmas e plantas espessas e descamativas podem ser a única manifestação da doença
ou fazer parte do quadro
Psoríase na infância: apresenta-se eventualmente com aspectos insólitos. Placas eritematosas,
ligeiramente descamativas localizadas somente em uma área, como na região orbitária ou genital. Placa
descamativa no couro cabeludo pode ser indistinguível da dermatite seborreica. Quadro semelhante à
dermatite irritativa das fraldas é característico. A associação com artrite psoriásica é rara. 
Psoríase palmoplantar:
 Surge mais comumente em adultos e representa variante extremamente refratária ao tratamento 
 Apresenta nítida delimitação e simetria das placas e intensa hiperqueratose com ou sem fissuras
 Pode ocorrer associada à psoríase vulgar 
 Deve ser diferenciada da psoríase pustulosa palmoplantar, da pitiríase rubra pilar, do eczema de
contato, da tinea pedis e da dermatite atópica, principalmente 
 O comprometimento ungueal, a presença de lesões em outras regiões e o exame
anatomopatológico auxiliam a diagnose 
Psoríase no idoso:
 A psoríase que se apresenta tardiamente costuma ser menos agressiva 
 Mais frequentemente o idoso apresenta formas mínimas, caracterizadas por lesões discretamente
eritematosas e descamativas, geralmente nos membros inferiores, passíveis de confusão com
dermatite asteatósica
 O prurido tende a ser intenso
 Formas localizadas em couro cabeludo também são comuns
Diagnostico: É clinico  tipo e distribuição das lesões 
Diagnostico diferencial: dermatite seborreica
Definição: doenças crônica associada a hiperproliferaçao epidérmica a eventual participação do
malassezia spp. É de caráter não contagioso e ocorre em regiões cutâneas ricas em glândulas sebáceas.
Tem alta incidência em portadores de HIV.
Etiopatogenia:
Foi demonstrado alterações na dinâmica epidérmica, semelhante a psoríase, porem em menor
quantidade. Entretanto, não se sabe ao certo se o aumento do fungo nas lesões seja secundário ao
aumento dos nutrientes lipídicos nas escamas ou tem papel etiológico importante devido a eficácia das
medicações antifúngicas, redução do numero de fungos é seguida da melhora da DS e capacidade da
Mlassezia spp de ativar complemento, com possível participação no mecanismo fisiopatogênico.
Apesar da distribuição preferencial das lesões em áreas de grande numero e atividade de glândulas
sebaceas e da coincidência da época de ocorrência da doença com as suas fases de atividade, estando
ausente na infância, Entretanto, nos lactentes, as glândulas são estimuladas por androgênios maternos.
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Esse estimulo cessa após alguns meses, podendo reaparecer na puberdade (18-40 anos) e melhorando
gradualmente.
Manifestações clinicas: duas formas:
 Dermatite seborreica do lactente: tem prurido discreto e decurso crônico, as lesões surgem
precocemente no neonato ou nos primeiros meses de vida do lactente. Essas lesões são
caracterizadas por escamas gordurosas e ardentes, sobre a base eritematosa no couro cabeludo,
não afetando cabelos. Ocorrem também manchas eritematoescamosas na face, tronco, áreas de
dobras e intertriginosas (pescoço, nuca e axilas) e regiões inguinal e genitoanal. O aparecimento
do eritema ruborizada indica infecção secundaria por bactérias ou leveduras (Staphylococcus
aureus ou Candida albicans).
 Dermatite seborreica no adulto: são lesões eritematoescamosas e atingem o couro cabeludo, a
face, particularmente o sulco nasogeniano e a glabela, área retroauricular, região pubiana e axilar.
Nas porções medianas do tórax podem ser lesões figuradas, circinadas ou arcadas, formando. Em
crianças e jovens podem formar escamas aderentes, espessas e difíceis de destacar.
No geral, são lesões maculopapulosas, eritematosas ou amareladas, sem brilho, delimitadas e recobertas
por esmas de aspecto gorduroso, que se distribuem pelas áreas seborreicas (couro cabeludo, face,
regiões pré-esternal, interescapular, flexuras axilares e anogenitais). O prurido quando presente é discreto,
à exceção das lesões do couro cabeludo.
O couro cabeludo está quase sempre comprometido, muitas vezes isoladamente. A pitiríase capitis
(caspa), caracterizada por descamação pulvurulenta e difusa, parece ser a fase inicial da DS nessa região,
podendo progredir gradualmente com surgimento de eritema, aumento da quantidade e espessura das
escamas até um quadro franco de DS.
A manifestação mais comum no tronco ocorre como lesões, quando bem desenvolvidas, ditas petaloides
(aspecto de pétala), frequentemente vistas nas regiões interescapular e pré-esternal. São pápulas
eritematodescamativas, inicialmente foliculares, que, por confluência, originam lesões de aspecto figurado,
com descamação fina central e bordas mais elevadas e eritematosas que lembram dermatofitose.
As regiões flexurais mais envolvidas são as axilares, anogenitais e inframamárias, além da região
umbilical, com aspecto intertriginoso, eritematodescamativo, mais acentuado no centro, no qual às vezes
ocorrem fissuras. Nessas áreas, a infecção secundária por cândida e bactérias é a regra.
Diagnostico: Feito clinicamente, devendo se considerar a possibilidade de infecção pelo HIV nos casos
mais intensos e abruptos ou não responsivos a tratamento. Nesses casos deve-se solicitar, inclusive,
sorologia para HTLV-1
Classificação PSORÍASE:
Índices de gravidade:
CASPAR
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PASI - No PASI, as placas são analisadas segundo três critérios: eritema, infiltração e descamação. A
gravidade é dada para cada item através de uma escala de intensidade de 0 a 4. O corpo é dividido em
regiões (cabeça, membros superiores, tronco e membros inferiores) e em cada uma das áreas a fração da
superfície total acometida é graduada de 0 a 6. Sendo assim, a área afetada e as características das
lesões são analisadas através de uma fórmula que resulta em um score que varia de 0 a 72 pontos.
O cálculo do PASI tem baixa sensibilidade, com uma escala de gravidade não linear e de baixa acurácia.9
Além disso, a correlação clínica e a responsividade do PASI são baixas quando pacientes apresentam
BSA.
BSA - A “regra dos nove” é a mais comumente indicada (Tabela 2.1) para estimar o BSA. Pode também
ser avaliada de acordo com o número de áreas de “palma das mãos” acometidas nos pacientes,
assumindo que uma “palma de mão” reflete 1% do BSA. Vários estudos demonstraram que pacientes e
clínicos superestimam a área afetada, principalmente em casos leves. Outra crítica ao método refere-se ao
índice não considerar a intensidade clínica das lesões.
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DLQI – índice de qualidade de vida em dermatologia, sendo uma ferramenta validada para a determinação
da qualidade de vida em todas as doenças de pele. Pontuação maior que 10 (varia de 0 a 30) demonstrou
estar correlacionada a, no mínimo, um grande efeito sobre a qualidade de vida do indivíduo 
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De modo simplificado a Regra dos 10 define como psoríase moderada a grave aquela com PASI >10 ou
BSA >10 ou DLQI >10
Comprometimento extracutaneo:
Artrite psoriasica:
É uma forma de artrite soronegativa (FR negativo e ausência de nódulos subcutâneos), sendo encontrada
entre 5 a 42% dos pacientes com psoríase. Pode preceder, aparecer concomitantemente ou surgir depois
da psoríase de pele. Além disso, a idade media de inicio do quadro é entre 40 e 60 anos.
A forma mais frequente é a oligoartrite assimétrica (monoartrite), que afeta principalmente as articulações
de mãos e pés. As três estruturas predominantemente acometidas são as entesis, sinóvias e articulações
espinhais e sacroiliacas.
A patogênese parece estar relacionada a fatores ambientais – infecciosos, trauma e à atividade dos
linfócitos TCD8 e seus mediadores inflamatórios.
 Características: é de acometimento articular periférico assimétrico ou simétrico (interfalangianas
distais, pequenas articulações das mãos e dos pés, grandes articulações) ou ainda de doença axial
(espondilartrite/sacroileite).
Formas clínicas: Os pacientes podem apresentar, no início, apenas queixas dolorosas articulares,
difusas, mal caracterizadas e com caráter migratório, acometendo principalmente mãos, pés e joelhos;
outras vezes, as queixas são talalgias, algias vertebrais ou da articulação escapuloumeral. Existem ainda
mialgias, radiculalgias e parestesias precedendo o quadro articular característico.
 Mono ou oligoarticular assimétrica: ocorre a inflamação das interfalangianas tanto proximais
quanto distais das mãos ou, mais raramente, dos pés. É a apresentação mais comum. Tem bom
prognostico. 
 Simétrica: ocorre o envolvimento poliarticular simétrico, de pequenas e medias articulações, em
particular, interfalangiana proximal, metacarpofalangianas dos pulsos, cotovelos e tornozelos. Em
alguns casos, podem apresentar FR positivo.
 Axial: acomete a coluna vertebral e/ou articulação sacroiliaca, porém pode apresentar
envolvimento articular periférico associado. Os pacientes podem apresentar concomitantemente
doença inflamatória intestinal e/ou uveite.
 Mutilante: é a variante mais rara. Os pacientes apresentam artrite de evolução rápida e grave que
resulta em destruição articular e deformidades permanentes. Apresenta lesões osteolíticas e
anquilose que podem ser acompanhadas de espondilite e sacroilite. Nesse tipo, homens são mais
afetados e a progressão é rápida.
Pode ocorrer comprometimento extra-articular como enteospatia caracterizada pelo acúmulo de linfócitos e
monócitos no local de inserção do tendão ou do ligamentoso, com consequente erosão e formação de
osso novo reativo que resulta em esporoes e periostite. O dedo em salsicha é resultado da inflamação das
estruturas periarticulares.
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Exames complementares: VHS aumentado, FAN negativo e fosfatase alcalina (FA)
Tratamento:
 Formas leves – anti-inflamatorios não esteroidais com ou sem infiltração intra-articular com
glicocorticoide
 Formas moderadas a graves – inicialmente devem ser tratadas como forma leve associando-se
ao uso de medicamentos antirreumaticos modificadores de doença.
 O uso de baixas doses de glicocorticoides – prednisona 5mg/dia pode ser um adjuvante (fazer
sempre um desmame precoce para não ter efeito rebote) 
o Os casos refratários são definidos como a falência a um DMARD ou a combinação deles
por um período mínimo de 3 meses de uso
o Importante lembrar que a dose-alvo deva ter sido atingida por pelo menos dois meses e o
paciente não tenha obtido resposta, ou tenha apresentado intolerância ao medicamento
adverso 
o Para os casos refratários aos tratamentos indicam-se os medicamentos imunobiológicos 
Tratamento PSORÍASE:
Medicações tópicas:
 Corticoides tópicos:
 Empregados como loções no couro cabeludo, como cremes para a face e áreas intertriginosas
e como pomadas para lesões no tronco e nos membros
 A principal desvantagem é a ocorrência de taquifilaxia, por isso o paciente necessita de
preparados cada vez mais potentes para o clareamento das lesões 
 A longo prazo, o uso de corticoides potentes pode determinar atrofia da pele, com o
aparecimento de telangiectasias, víbices e púrpura
 Recomenda-se utilizar associado a outras medicações 
 Análogos da vitamina D:
 Atuam diminuindo a proliferação e induzindo a diferenciação terminal dos queratinócitos.
Modificam a resposta imune por ligação a receptores da vitamin.a D
 Podem provocar irritação da pele e fotossensibilidade, devendo ser evitado na face 
 A associação entre corticoide tópico com calcipotriol possibilita melhor resultado terapêutico por
sinergismo
 Coaltar:
 Usado em concentrações de 2 a 5% em pomadas tendo como veículo a vaselina com 10 a 20%
de óxido de zinco 
 Suas preparações são bastante seguras, raramente ocorrendo efeitos colaterais 
 Pode, em lesões de couro cabeludo, ser utilizado como a forma de líquor carbonis detergens 
 Método de Goeckerman:
 Indicado para o tratamento de psoríase disseminada, não eritrodérmica
 Associação do coaltar com a radiação ultravioleta B (UVB)
o A pomada de coaltar é aplicada e o paciente deve permanecer com ela o maior tempo
possível, enquanto a exposição ao ultravioleta B é feita em doses crescentes
diariamente ou em dias alternados, com a remoção da pomada 
 Após a irradiação o paciente deve tomar banho para a retirada das escamas e
reaplicar a pomada
 Antralina (ou ditranol):
 Empregada em lesões localizadas ou disseminadas, podendo ser empregada em baixas
concentrações durante 24hrs ou altas concentrações em aplicações de 15-30 minutos 
 Por ser uma substância irritante, deve ser evitada em áreas intertriginosas e próximas aos
olhos e às mucosas 
 Fototerapia:
 Fototerapia (UVB broadband e narrow band) 
o O mecanismo de ação se faz por meio da atividade antiproliferativa, anti-inflamatória
e imunossupressora 
o Mais indicada para psoríase moderada,com predomínio de placas finas 
o Realizada de 2-3x/semana
o Efeito colateral mais comum é a queimadura 
 Fototerapia sistêmica com PUVA (psoraleno ultravioleta A): 
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o Administração oral de substância fotoativa, o 8-metoxipsoraleno, seguida de exposição
à radiação de ondas longas de UVA 
o Indicada em casos moderados ou graves
o Inicialmente são realizados dois a três tratamentos/semana na dose de 0,6mg/kg/dose,
seguido de aplicão de UVA em doses progressivas, 1hr após 
o Pode causar náusea, eritema, prurido e queimadura
Medicações sistêmicas:
 Metotrexato: 
 É um inibidor da enzima di-hidrofolatoredutase e antagonista do ácido fólico 
 Empregado em casos moderados a graves da psoríase vulgar e em casos de psoríase
eritrodérmica e pustulosa generalizada, além da artrite psoriásica
 Recomenda-se um tratamento inicial com uma dose teste de 5-7,5mg VO com realização de
hemograma e função hepática após uma semana
o Posteriormente a dose semanal varia de 7,-25mg/semana, podendo ser tomada a cada
12hrs num único dia da semana, ou como dose única oral ou injetável semanal
 Controle hematológico, hepático e renal deve ser feito a princípio semanalmente e depois a 
cada 30-90 dias, tendo risco de hepatotoxicidade
 O efeito colateral mais frequente é a intolerância gástrica
 Uso de ácido fólico associado pode reduzir riscos de efeitos adversos 
 Acitretina:
o Derivado da vitamina A (retinol) e representa um retinóide sintético de segunda geração,
agindo sobre o crescimento e a diferenciação celular epidérmica 
o Indicada especialmente na psoríase pustulosa generalizada, além de casos de
psoríase em placas generalizadas 
o Dose preconizada de 0,5-1,0mg/kg/dia em tomada única após a refeição, sendo 75mg/dia a
dose máxima recomendada 
o Maior eficácia se acompanhada de fototerapia 
o Efeitos colaterais: Queilite, xerose, prurido, epistaxe, conjuntivite, paroníquia, granulomas
piogênios periungueais, fotossensibilidade e alopecia, além de alteração de enzimas
hepáticas, hipertrigliceridemia e hipercolesterolemia 
 Ciclosporina:
o Peptídeo derivado de fungos que atua, essencialmente, inibindo os linfócitos TCD4
ativados, impedindo a liberação de IL-2
o Uma das medicações mais eficientes para a psoríase eritrodérmica, sendo indicada para
uso intermitente, além de ser preconizada para o tratamento das formas rapidamente
progressivas de psoríase em placas generalizadas, casos de rebote após uso de
corticoide sistêmico e como medicamento de resgate no agravamento do quadro do
paciente sob tratamento com imunobiológicos 
o Efeitos adversos – nefrotoxicidade, hipertensão, náusea, sensações parestésicas,
hiperplasia gengival, Hipertricose e aumento do risco de neoplasias
o Dose inicial de 2,5-3mg/kg/dia em duas tomadas, que pode ser aumentada de ,5 a
1mg/kg/dia a cada 4-6 semanas em cursos breves e intermitentes (3-4 meses)
 Imunobiológicos e pequenas moléculas:
 Grupo de medicamentos que interferem de maneira específica e pontual com o sistema imune.
Atuam bloqueando ou estimulando uma ou mais vias da resposta imunológica. O alvo deles
inclui o trafégo dos linfócitos da microcirculação para a pele, a apresentação antigênica das
células apresentadoras de antígeno aos linfócitos e as diferentes citocinas.
 Indicados em casos de psoríase moderada a grave e recalcitrante, no fracasso da terapia
sistêmica clássica
 Existem três tipos aprovados para uso:
o Citocinas recombinantes: proteínas humanas produzidas de forma recombinante,
geralmente sendo substâncias mediadoras como interleucinas ou fatores de
crescimento
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 Na psoríase há diminuição da resposta Th2, tendo a terapia o intuito de inibir a
resposta Th1 e redirecionar para Th2 pela administração de IL-10 e IL-4
o Anticorpos monoclonais: anticorpos capazes de se ligar a diferentes estruturas
envolvidas na resposta imune, como mediadores solúveis e antígenos da superfície
celular 
 Tem o intuito de minimizar a produção de autoanticorpos
o Proteínas de fusão:
 Proteínas obtidas pelo acomplamento de uma imunoglobulina humana a um
domínio que se liga ao antígeno 
 Disponíveis do brasil:
 Bloqueadores de TNF-alfa: infliximabe, etanercepte e adalimumabe
 Bloqueadores de IL-12 e IL-23: ustequinumabe e o briaquinumabe 
 Bloqueadores da IL-17: secuquinumabe
 Devido ao alto cust odos imunobiológicos, os produtos biossimilares vêm se
tornando cada vem amis frequente
 Efeitos adversos – infecções e doenças oncológicas, além de doença
desmielinizante, doenças autoimunes com positivação do FAN e
descompensação da insuficiência cardíaca congestiva
 Antes do início da terapia biológica, além de atualização da carteira vacinal,
preconiza-se solicitar os seguintes exames: PPD ou Quantiferon e radiografia de
tórax; hemograma completo, biquímica, enzimas hepáticas, função renal, teste
de gravidez/urina I e sorologias para hepatite B e C e HIV 
 
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