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APG 16

Apontamentos sobre a fisiologia do hormônio do crescimento (GH) e etapas do crescimento, definindo crescimento e desenvolvimento; descreve estrutura (198 aa), genes GH‑1/GH‑2, regulação por GHRH/somatostatina/ghrelina, receptores (GHR/GHBP) e vias JAK2‑STAT/MAPK, ações metabólicas e mediadas por IGF‑1.

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APG 16 Manoela Fedrigo
Growth Hormone
01- Compreender a fisiologia do GH no crescimento.
02- Analisar as etapas do crescimento.
FISIOLOGIA DO GH
-> O Hormônio de Crescimento (GH) é
secretado pela hipófise, liberado na circulação
e liga-se a receptores nos tecidos-alvo com o
objetivo de crescimento de todo o corpo
humano através da sua ação interventiva na
formação proteica, multiplicação celular e
diferenciação celular.
-> Este hormônio é constituído por uma
cadeia única de 198 aminoácidos com duas
pontes dissulfídicas internas, sendo a glicina o
aminoácido mais importante para a atividade
biológica do GH.
-> O Sistema do GH é constituído pela
molécula do hormônio de crescimento (GH),
pelo receptor para o hormônio de crescimento
(GHR) e pela proteína carreadora do
hormônio de crescimento (GHBP),
correspondente à porção extracelular do GHR.
-> Dois genes principais estão relacionados
com a síntese do hormônio do crescimento:
➢ o gene normal do GH (GH-N ou
GH-1, growth hormone-normal gene),
expresso na hipófise.
➢ gene variante do GH (GH-V ou
GH-2, growth hormonevariant gene)
expresso na placenta e detectável na
circulação somente durante a gravidez
ou lactação.
-> O GH é um hormônio produzido pelos
somatotrofos no lobo anterior da hipófise e
liberada de maneira pulsátil, sendo sua
secreção modulada por vários fatores, tais
como hormônio hipotalâmico liberador de GH
(GHRH), hormônio hipotalâmico inibidor da
secreção de GH (somatostatina – SM),
APG 16 Manoela Fedrigo
grelina, glicocorticoides, ácidos graxos, glicose,
insulina, hormônios esteroides, estado
nutricional, composição corporal e idade.
-> A somatostatina exerce um efeito
inibitório, enquanto o GHRH e a ghrelina
estimulam a secreção de GH por intermédio
de receptores específicos distintos acoplados à
proteína G.
-> Os receptores para o hormônio de
crescimento (GHRs) pertencem à família dos
receptores de citocinas, apresentando um
domínio extracelular, uma porção
transmembrana e um domínio citoplasmático.
-> Após a ligação do GH ao seu receptor,
ocorre dimerização do GHR, fato este
essencial para a transdução do sinal
intracelular, que se inicia a partir da
fosforilação de um resíduo de tirosina, por
meio de proteínas acopladas ao GHR, como a
janus tirosina quinase 2 (JAK2) e de resíduos
do domínio intracelular do GHR.
-> A ligação resulta no engajamento de
diversas proteínas de sinalização intracelular,
incluindo os STAT (signal transducers and
activators of transcription) -1, -3 e -5, e
componentes da via das MAP
(mitogen-activated protein) quinases. A
fosforilação do STAT-5 é importante nas
ações somatotróficas do GH, pois participa da
regulação da secreção do IGF-I e da
IGFBP-3.
AÇÕES DO GH
-> O GH tem ação anabólica, ao estimular o
crescimento tecidual, e metabólico, alterando o
fluxo, a oxidação e o metabolismo de
praticamente todos os nutrientes na
circulação.
-> O GH exerce sua função de maneira
direta, através da ligação aos GHrs, ou
indiretamente, através síntese dos fatores de
crescimento semelhantes à insulina (IGF) e de
APG 16 Manoela Fedrigo
suas proteínas transportadoras plasmáticas
(IGFBP).
-> As ações diretas do GH são antagonistas
aos efeitos provocados pela insulina.
-> Inibe a glicogênese e estimula a
gliconeogênese.
-> Ele aumenta a concentração de glicose
circulante e, consequentemente, estimula a
liberação de mais insulina para manter a
glicemia adequada. São justamente esses
efeitos que caracterizam o GH como um
hormônio “diabetogênico”.
-> Com isso, o GH diminui as vias
catabólicas da glicose e estimula sua captação
em vários tecidos, aumento da lipólise e da
oxidação de ácidos graxos no tecido adiposo e
na musculatura esquelética e cardíaca e
estímulo para glicogenólise para no fígado, ou
seja, aumento da produção de glicose.
-> Entre os efeitos indiretos do GH, o mais
importante é a modulação da síntese do
IGF-1. O IGF-1, que antigamente era
chamado de somatomedina C, é o grande
mediador dos efeitos anabólicos durante o pico
de crescimento na adolescência.
-> A principal fonte de IGF-1 na circulação
é o fígado. No entanto, atualmente sabe-se
que diversos tecidos são capazes de sintetizar
fatores de crescimento locais, incluindo o
IGF-1.
-> Seja direta ou indiretamente, o GH age
promovendo aumentos de síntese protéica,
elevação da mobilização de lipídeos para
produção de energia e redução da utilização
da glicose.
ETAPAS DO CRESCIMENTO
-> crescimento: aumento físico, de modo que
ele representa os processos de hipertrofia e
hiperplasia celulares, e seu estudo inclui a
avaliação de peso e altura da criança com o
passar do tempo.
-> desenvolvimento: corresponde ao ganho de
função e/ou aquisição de habilidade pela
criança e pelo adolescente como, por exemplo,
as habilidades neuropsicomotoras.
APG 16 Manoela Fedrigo
Crescimento pré-natal
-> É o período de crescimento e
desenvolvimento mais intensos, em que o feto
aumenta consideravelmente de tamanho e tem
todos os seus aparelhos e sistemas formados.
-> O tamanho de um recém-nascido depende
tanto de fatores intrínsecos (fatores genéticos)
quanto extrínsecos, especialmente por influência
materna, tal como: alimentação adequada,
prática e intensidade de atividade física,
tabagismo, utilização de fármacos,
comorbidades prévias, dentre outros.
-> Ao longo da gestação, hormônios de
diferentes origens atuam tanto no crescimento
quanto no desenvolvimento do feto. São eles:
➢ Origem materna: hormônios
tireoidianos (durante o primeiro
trimestre).
➢ Origem placentária: hormônio
lactogênico placentário, somatotrofina
somatomamotropina coriônica.
➢ Origem fetal: hormônio do
crescimento (GH), insulina fetal,
cortisol, hormônios hipofisários e
hormônios tireoidianos (a partir do
segundo trimestre).
Crescimento na primeira infância (0-2 anos)
-> Durante o primeiro ano de vida, o
crescimento é mais notável, evidenciado por
um aumento de cerca de 25 cm no
comprimento da criança.
-> Como atores principais, destacam-se os
hormônios tireoidianos e também uma maior
síntese e secreção de GH. De modo
semelhante, a nutrição adequada é essencial
para os processos de crescimento e
desenvolvimento após o nascimento, sendo
cerca de 40% das calorias ingeridas desviadas
para esse propósito no primeiro ano de vida.
-> Os carboidratos consistem na principal
fonte de energia, e as proteínas são elementos
estruturais fundamentais.
-> Para mais, fatores externos são de grande
importância nesse período.
-> Crianças vítimas de violência doméstica ou
com problemas em relação à afetividade
podem apresentar menor estatura e atraso no
APG 16 Manoela Fedrigo
desenvolvimento biopsicossocial quando em
comparação a crianças que detêm de um
ambiente familiar estável e acolhedor.
-> Atividades físicas, de forma análoga,
apresentam impactos no crescimento e
desenvolvimento, porém positivos, pois crianças
que as praticam em frequência e intensidade
adequadas podem exibir maior altura e
evolução em habilidades relativas à
coordenação, velocidade, flexibilidade e
cognição.
Crescimento na segunda (3-6 anos) e terceira
infância (7-12 anos)
-> Nessa etapa as crianças normalmente
atingem uma taxa estável de crescimento e,
geralmente, não há diferença significativa
entre meninos e meninas, fato o qual tende a
se manter até a puberdade.
-> Destacam-se os hormônios tireoidianos e o
GH; entre os 6 e 8 anos ocorre a adrenarca
e o consequente aumento da secreção de
hormônios anabólicos adrenais, podendo
ocasionar um pequeno pico de crescimento.
-> Durante essa fase, tanto a nutrição como
os fatores externos são igualmente importantes
para o crescimento e desenvolvimento, como
também são na primeira infância.
Crescimento na puberdade e adolescência
(12-18 anos)
-> Consiste na fase final de crescimento, na
qual meninas e meninos crescem cerca de 20
e 25 cm, respectivamente.
-> Com o advento da puberdade há
intensificação na síntese de hormônios
esteróides sexuais, que promovem maior
secreção de GH e de fator de crescimento
semelhante à insulina-1 (IGF-1).
-> o pico do crescimentoacontece em estágios
mais posteriores da puberdade – em torno de
12 anos, em meninas, e 14 anos, em meninos.
-> Ao final desse período, os hormônios
esteróides são responsáveis pela diminuição dos
discos epifisários, até finalmente se fecharem,
de maneira que os indivíduos atingem sua
altura máxima.
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-> Os discos epifisários são estruturas
constituídas de cartilagem hialina as quais
servem de molde para a formação de ossos
longos e curtos. Com o crescimento, há
deposição de matriz óssea até que o tecido
cartilaginoso seja substituído, restando apenas
os pontos de articulação e a linha epifisária,
indicando onde se localizava o disco.

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