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1 COCAÍNA E ANFETAMÍNICOS Prof. MsC. Eduardo João Agnes Estimulantes do SNC Cocaína e Anfetamínicos Estimulante : Toda substância utilizada voluntariamente com finalidade de obtenção de estados alterados de consciência, caracterizados por euforia decorrente da estimulação do SNC Drogas de Abuso CEBRID (2005) 108 maiores cidades brasileiras: • 8,8% maconha; • 2,9% cocaína; - 0,7% crack; - 0,29% merla; • 3,8% anfetamina. Cocaína Cocaína A cocaína é uma substância natural, extraída das folhas de uma planta encontrada exclusivamente na América do Sul, a Erythroxylon coca conhecida como coca ou ipadú. Existem mais de 200 espécies conhecidas do gênero Erythroxylon : - Erythroxylon coca, - Erythroxylon novogranatense - Erythroxylon truxillense Cocaína coca: produção ilícita novogranatense: cultivada legalmente. Destina-se à indústria farmacêutica (anestésico local) Folhas Pasta de Coca Cloridrato de Cocaína (100kg) (1000g) (800g) Forma de tráfico Auto-administração Alcalóide Gênero: Erytroxylum Vulgar Coca 2 Cocaína Antes de se conhecer e de se isolar cocaína da planta, a coca (planta) era muito usada sob forma de chá. Cocaína Ainda hoje esse chá é bastante comum em certos países da América do Sul, como Peru e Bolívia, sendo em ambos permitido por lei, havendo até um órgão do Governo, o “Instituto Peruano da Coca”, que controla a qualidade das folhas vendidas no comércio. Cocaína Quando a planta é ingerida sob a forma de chá, muito pouca cocaína chega ao cérebro. As folhas são mascadas com um pouco de óxido de cálcio; Produção da Cocaína 1. Cultivo de coca (região dos Andes) 2. Plantas de coca podem demorar dois anos para “maturar” 3. Folhas expostas ao sol (secagem) 4. Maceração das folhas 5. Adição de água e bicarbonato 6. Adição de gasolina 7. Extração de coca base 8.Cocaína HCl 9. Crack Fonte: DEA Produção da Cocaína 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 3 Cocaína A cocaína é um potente anestésico local, sendo considerada o mais potente estimulante do SNC de ocorrência natural, razão pela qual é utilizada como fármaco de abuso; Cocaína – Padrões de Uso Cloridrato de Cocaína (COC HCl): - Constitui formulação legal; - Sal refinado (pasta de coca purificada com HCl) - Intranasal (aspiração nasal); - Intravenosa; - Oralmente (não é comum); - Decompões rapidamente quando fumada Cocaína – Padrões de Uso Crack (Base livre) - Ato de fumar (não se decompões à temperatura de vaporização); - COH HCl + subst. Alcalina = base livre em pequenos pedaços cristalinos; - é POUCO SOLÚVEL em água, mas que se volatiliza quando aquecida e, portanto, é fumada em “cachimbos”. Cocaína – Padrões de Uso Crack (Base livre) - O crack sobra do refinamento da cocaína ou da pasta não refinada misturada ao bicarbonato de sódio e água; - O bicarbonato de sódio faz com que a mistura tenha um baixo ponto de fusão. Cocaína – Padrões de Uso Pasta de Coca (Merla) Também sob a forma base, a merla (mela, mel ou melado), um produto ainda sem refino e muito contaminado com as substâncias utilizadas na extração, é preparada de forma diferente do crack, mas também é fumada. 4 Cocaína – Padrões de Uso Pasta de Coca (Merla) CRACK como a MERLA não podem ser aspirados, como a cocaína pó por não serem solúveis em água também não podem ser injetados Cocaína – Padrões de Uso Pasta de Coca (Merla) - O crack necessita de uma temperatura relativamente baixa (98ºC), o mesmo ocorrendo com a merla, ao passo que o “pó” necessita de 195ºC para vaporizar mas decompõe; Cocaína – Padrões de Uso “Droga de Rua” (Adulteração) COC HCl : açúcares, talco, anestésicos (benzocaína, tetracaína, procaína), estimulantes (cafeína, efedrina), carbonato de sódio, sulfato de magnésio. Teor COC: 15 a 90%; Base livre (Crack). Bicarbonato de sódio. Teor COC: 35 a 90%. Cocaína – Vias de administração Intranasal Intravenosa Oral Pulmonar - crack Cocaína – Farmacocinética Via Intranasal Velocidade de Atividade Via oral Absorção Vasoconstrição Meio Ácido Meio Alcalino Forma Ionizada Forma Não-Ionizada Velocidade Absorção Via Oral Via Intravenosa Efeitos intensos Via Pulmonar (Crack) e rápidos Cocaína – Farmacocinética Absorção 5 Cocaína – Mecanismo de ação Dopamina Inibe recaptação Noradrenalina Serotonina Cardiotoxicidade: ações simpatomiméticas + ação anestésica (inibição recaptação catecolaminas) (bloqueio canais de Na+) Ação adrenérgica gera taquicardia, constrição vascular periférica e da PA e velocidade de pulso Cocaína – Mecanismo de ação 6 EFEITOS TÓXICOS Cocaína – Mecanismo de ação EFEITOS TÓXICOS Após aspiração freqüente do cloridrato de cocaína, podem ocorrer: rinite crônica, perfuração do septo nasal e perda de olfato Cocaína – Mecanismo de ação EFEITOS TÓXICOS DL50 varia de 15 a 25 mg/Kg Uso recreativo varia de 2 a 20 mg (sendo usual 12mg) Pela via oral 100mg pode ter efeitos mínimos IV 2mg pode ter efeitos intensos Qualquer quantidade pode causar efeitos tóxicos intensos (dependendo da pureza) Cocaína – Dependência e Síndrome de Abstinência Mecanismos de euforia; Comportamento compulsivo de busca; Fenômeno da dependência Potencial abuso COCreforço positivo DA vias dopaminérgicas Cocaína – Dependência e Síndrome de Abstinência Início Exposição Diminuição DA DA Farmacodependência Base Bioquímica Euforia/ Disforia Tolerância (usuários crônicos após altas doses) : efeitos eufóricos e fisiológicos 7 Cocaína – Dependência e Síndrome de Abstinência A retirada da COC após uso crônico pode resultar em: Depressão; Fadiga; Sonolência; Irritabilidade; Perda do desejo sexual ou impotência; Tremores, dores musculares; Distúrbios de fome (anorexia). Cocaína – Dependência e Síndrome de Abstinência A dependência física da cocaína não está demonstrada, portanto a retirada brusca da droga não está contra-indicada! Feto com má formação causado pelo uso de COC pela mãe Cocaína Procedimentos de Identificação Cocaína • Metilbenzoilecgnonina C17H21NO4 Análise forense 8 Cocaína • Erytroxylum coca Análise forense Cocaína Colorida 9 Cocaína • Formas – Pasta de Coca – Forma Ácida • Cloridrato • Sulfato – Forma Básica – Crack – Folhas Análise forense Esquema de Análise Análise forense Esquema de Análise • Tiocianato de Cobalto –Reação de Young –Reação de Scott Análise forense Esquema de Análise • Microcristalização • ácido cloroplatínico Análise forense Esquema de Análise • CCD –Reveladores • Dragendorff • Iodo Platinado –Eluente • Metanol/Amônia (100:1,5) Análise forense 10 Esquema de Análise • CG –FDI –NPD Análise forense Anfetaminicos Anfetamínicos Quimicamente Anfetamínicos Farmacologicamente Estrutura básica Grupo de subst. Atuam como aminas Da -fenetilamina composto pela simpatomiméticas anfetamina e seus derivados Sintetizada em 1887: • Estimulante do SNC; • Supressora do apetite; • Combate Sonolência; • Distúrbios hiperatividade infantil Anfetamínicos Em 1937 Somente com prescrição médica; • 2ª Guerra Mundial: Alemães utilizavam para combater a fadiga e melhorar o estado de alerta das tropas; • Japoneses: trabalhadores (aumento de produtividade) Anfetamínicos No Brasil Anorexígenos ou distúrbios de hiperatividade: venda controlada; Decongestionantes nasais: venda livre (Nafazolina, Efedrina, e Fenilefrina) Alucinógenos: Proscritos Anfetamínicos Anfetamina: Protótipo de uma classe de compostos; Acentuada Ação estimulantes do SNC; Anfetaminas e Derivados: Anorexígenos e distúrbios de hiperatividade em crianças (Metilfenidato); Descongestionantes nasais: Nafazolina, Efedrina, Fenilefrina. 11 Anfetamínicos Anfetamínicos Metabolismo de outras anfetaminas Anfetamínicos –Padrões de Uso Os produtos de anfetaminas e seus derivados são comercializados principalmente na forma de comprimidos e cápsulas; Produz acentuada ação estimulante do SNC, mais persistenteque a Cocaína; Aumenta o estado alerta físico e mental: utilizado por caminhoneiros e estudantes; Anfetamínicos –Padrões de Uso Estimula o centro respiratório Atividade motora Uso Estímulo Melhora o humor Terapêutico do SNC Limiar da fadiga Promove insônia Efeito anoréxico Anfetamínicos –Padrões de Uso Anfetamínicos de Produção Ilícita Sem controle de Qualidade Úmidos, com odor Variações na desagradável,característico concentração da presença de solventes do fármaco 12 Anfetamínicos –Padrões de Uso Outras formas de uso: Intravenosa (Metanfetamina em solução – Gold fish); Inalação (descongestionantes nasais); Aspiração nasal (anfetamina e Metanfetamina na forma de sais); Drop ice (Metanfetamina em cristais, na Europa) Anfetamínicos –Mecanismo de ação Atuam como amina simpatomiméticas em receptores e adrenérgicos aumentando a liberação destas catecolaminas Alguns autores relacionam o estado do paciente com os seguintes NT Anfetamínicos –Tolerância e Dependência Efeitos Centrais Periféricos Estimulantes do SNC Estimulante Adrenérgicos (Liberação Dopamina) (Exaustão reserva Noradrenalina) Estado Alerta; Hipertensão; Fadiga; Taquicardia; Apetite; Broncodilatação; Insônia Midríase Autoconfiança Rápida Tolerância Anfetamínicos –Tolerância e Dependência Anfetamínicos Potencial de Farmacodependência (Anfetamina e Abuso Metanfetamina) Reforço Positivo Dopamina Anfetamina: 1mg/kg Cocaína: 5mg/kg Fadiga Hiperfagia Apatia Letargia Ansiedade Distúrbios do sono NeuroadaptaçãoRetirada do fármaco Após uso crônico 13 Anfetamínicos – Efeitos Tóxicos do Uso Abusivo A toxicidade da anfetamina ocorre principalmente nos sistemas cardiovascular e neuropsíquico – INTOXICAÇÃO AGUDA Melhora auto-estima Ansiedade Melhora estado de vigília Disforia Atividade física e mental Confusão mental Euforia Depressão Náuseas Cefaléia Fadiga Usuário: agitado, trêmulo desconfiado, ansioso, hostil, agressivo. Tolerância Dose Anfetamínicos – Efeitos Tóxicos do Uso Abusivo INTOXICAÇÃO AGUDA Alucinações Psicose Idéia Paranóides Anfetamínica Comportamentos Bizarro (esquisito, estranho, extravagante) Anfetamínicos Anfetaminas Simpaticomiméticos 3-4 Metilenodioximetanfetamina (MDMA): Ecstasy; Anfepramona: Dualid®,Inibex®; Fenfluramina: Minifage®; Femproporex: Desobesi®; Mazindol: Fagolipo®; Metanfetamina: Ice® Metilfenidato: Ritalina® Anfetamínicos Outros Simpaticomiméticos Efedrina: Franol®,Sinarest®; Pseudoefedrina: Claritin®, Polaramine®; Fenilpropanolamina:Descon®,Dimetapp®,Nalde con®,Sinutab®; Ecstasy 14 Afrodisíaco ????? Ecstasy – Efeitos Tóxicos do Uso Abusivo Síndrome de serotonina Ecstasy – Efeitos Tóxicos do Uso Abusivo MDMA Ecstasy Procedimentos de Identificação MDMA • Metilenodioximetanfetamine C11H15NO2 Análise forense 15 MDMA Análise forense Esquema de Análise Pesquisa de Ecstasy: • Teste de cor: Reativo de Marquis; Reativo de Simon; Reativo Mecke; Ácido Sulfúrico concentrado. • Espectroscopia na Região do Ultravioleta/Visível; • Cromatografia em Camada Delgada de Alta Performace (HPTLC). Análise forense Esquema de Análise • CCD –Reveladores • Fluran • Ninhidrina Análise forense Esquema de Análise • UV Análise forense Outros estimulantes 16 Outros estimulantes