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DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE VISCOSIDADE EM VISCOSÍMETRO DE STOKES CAIO TERASSI - 201710935 GABRIEL HUMBERTO FREIRIA DA SILVA - 201910625 LUCCA DE AQUINO - 201810675 MARCUS VINÍCIUS MELO RISCADO - 201611034 VITOR FERNANDO MARTINS LOPES - 201610913 A viscosidade (coeficiente de viscosidade, viscosidade absoluta ou viscosidade dinâmica) é uma propriedade física dos fluidos e representa a resistência dos mesmos ao escoamento devido às forças intermoleculares de coesão Introdução Quando um fluido sofre ação de uma tensão, o mesmo começa a mover-se a uma taxa de deformação inversamente proporcional à sua viscosidade. As unidades de medidas do coeficiente de viscosidade são [kg.m-1 .s-1 =Pa.s] no sistema internacional de unidades (SI) e [g.cm-1 .s-1 =P] no sistema centímetro-grama-segundo (CGS). Nesse último, a viscosidade é frequentemente expressa em centipoise [P.10-2 =cP]. Os fluidos newtonianos caracterizam-se por apresentarem coeficiente de viscosidade constante, independente da taxa de cisalhamento aplicada; enquanto os fluidos não newtonianos apresentam uma mudança no coeficiente de viscosidade com a variação na taxa de cisalhamento. Fonte: Google/2021 A Tensão de Cisalhamento é proporcional a taxa de deformação do fluido? SIM NÃO Fluído Newtoniano Fluído Não Newtoniano Apesar de não existir um fluido perfeitamente newtoniano, fluidos mais homogêneos como a água e o ar costumam ser estudados como newtonianos para muitas finalidades práticas. O coeficiente de viscosidade de um fluido pode ser determinado por vários métodos, como, por exemplo, através da medida do tempo de queda de uma esfera através de um líquido. Esse método corresponde ao Viscosímetro de Stokes, na qual é constituído por um tubo vertical de vidro que é preenchido com um determinado líquido, do qual se deseja conhecer o coeficiente de viscosidade. Medidas indiretas do coeficiente de viscosidade são obtidas através da determinação do tempo de queda de uma esfera através desse líquido. Mede-se o tempo (∆t) necessário para que a esfera percorra uma determinada distância vertical (L) dentro do tubo, obtendo-se assim a velocidade (v) de queda da esfera. Esquema da queda de uma esfera em um Viscosímetro de Stokes Fonte: Roteiro práica 01 - Viscosímetro Stokes/UFTM Durante o movimento descendente, a esfera estará submetida às forças peso, de empuxo e viscosa, conforme ilustrado abaixo: Forças exercidas em uma esfera descendente em um fluido Fonte: Roteiro práica 01 - Viscosímetro Stokes/UFTM Objetivos Determinar o coeficiente de viscosidade “x” de fluidos a partir da velocidade descendente de esferas em fluidos contidos em tudo de vidro vertical. Materiais Metodologia 1) Marcar nas provetas uma determinada altura, que represente cerca de 900 mL, sinalizar com fita crepe e medir essa altura com a trena. 2) Medir o diâmetro das esferas usando paquímetro. 3) Medir a massa das esferas em balança analítica. 4) Preencher uma proveta de 1000 ml com o primeiro fluido a ser estudado (fluidos A ou B) até atingir as marcas feitas anteriormente. 5) Determinar, com o uso do cronômetro, o tempo necessário para que cada esfera percorra a distância vertical entre a marca definida anteriormente na proveta e a base da mesma, em triplicata. 6) Repetir o procedimento experimental para o segundo fluido a ser analisado. Resultados e discussões As tabelas abaixo representam os dados experimentais referentes à esfera de vidro e esfera de aço, respectivamente: Coeficiente de Viscosidade do fluído para dados com a esfera de vidro Sistema CGS de unidades GlicerinaÁgua Glicerina t3t1 t2 t3t1 t2 t3t1 t2 SI de unidades Água t3t1 t2 u1=0,018 cP u2=0,015 cP u3=0,012 cP u1=0,104 cP u2=0,114 cP u3=0,109 cP u1=0,18 Pa.s u2=0,15 Pa.s u3=0,12 Pa.s u1=1,04 Pa.s u2=1,14 Pa.s u3=1,09 Pa.s MÉDIA MÉDIA MÉDIA MÉDIA 0,015 cP 0,109 cP 0,15 Pa.s 1,09 Pa.s DESVIO PADRÃO DA VISCOSIDADE DA ÁGUA NO SISTEMA CGS = 0,0025 cP DESVIO PADRÃO DA VISCOSIDADE DA ÁGUA NO SI = 0,025 Pa.s DESVIO PADRÃO DA VISCOSIDADE DA GLICERINA NO SISTEMA CGS = 0,0042 cP DESVIO PADRÃO DA VISCOSIDADE DA GLICERINA NO SI = 0,042 Pa.s DESVIO PADRÃO DA VISCOSIDADE PARA A ESFERA DE VIDRO Coeficiente de Viscosidade do fluído para dados com a esfera de aço Sistema CGS de unidades SI de unidades GlicerinaÁgua GlicerinaÁgua MÉDIA MÉDIA MÉDIA MÉDIA 0,015 cP 0,089 cP 0,15 Pa.s 0,89 Pa.s t3t1 t2 t3t1 t2 t3t1 t2 t3t1 t2 u1=0,021 cP u2=0,010 cP u3=0,014 cP u1=0,079 cP u2=0,092 cP u3=0,095 cP u1=0,21 Pa.s u2=0,10 Pa.s u3=0,14 Pa.s u1=0,79 Pa.s u2=0,92 Pa.s u3=0,95 Pa.s DESVIO PADRÃO DA VISCOSIDADE DA ÁGUA NO SISTEMA CGS = 0,0045 cP DESVIO PADRÃO DA VISCOSIDADE DA ÁGUA NO SI = 0,045 Pa.s DESVIO PADRÃO DA VISCOSIDADE DA GLICERINA NO SISTEMA CGS = 0,0071 cP DESVIO PADRÃO DA VISCOSIDADE DA GLICERINA NO SI = 0,071 Pa.s DESVIO PADRÃO DA VISCOSIDADE PARA A ESFERA DE AÇO Como dito anteriormente, as unidades de medidas do coeficiente de viscosidade são [kg.m-1 .s-1 =Pa.s] no sistema internacional de unidades (SI) e [g.cm-1 .s-1 =P] no sistema CGS. Como observado nos resultados, a grandeza Poise possui relação de proporcionalidade a unidade Pa.s, inferindo que um poise (P) é igual a 0,1 Pa.s, logo 1 centipoise = 1 mPa·s. Com o cálculo do desvio padrão foi possível observar os mesmos valores não importando o sistema utilizado, o que caracteriza legitimidade aos cálculos. Tal resultado era o esperado, pois a mesma proporcionalidade é observada e reconhecida cientificamente. FATORES QUE ALTERAM O COEFICIENTE DE VISCOSIDADE TEMPERATURA PRESSÃO COMPOSIÇÃO COMPONENTES DA FÓRMULA VELOCIDADE MASSA ESPECÍFICA DO FLUÍDO MASSA ESPECÍFICA DO CORPO GRAVIDADE QUAL DESTES FATORES QUE MAIS CONTRIBUEM PARA A MUDANÇA DO COEFICIENTE DE VISCOSIDADE EM LÍQUIDOS? TEMPERATURA QUANTO MAIS ELEVADA A TEMPERATURA, MENOR É O COEFICIENTE DE VISCOSIDADE QUANTO MENOR A TEMPERATURA, MAIOR É O COEFICIENTE DE VISCOSIDADE A ÁGUA EM TEMPERATURA DE EBULIÇÃO OU PRÓXIMA A ESTA, POSSUI BAIXO COEFICIENTE DE VISCOSIDADE A ÁGUA EM TEMPERATURA DE CONGELAMENTO OU PRÓXIMA A ESTA,POSSUI BAIXO COEFICIENTE DE VISCOSIDADE Experimento com esferas no tubo descendente Para efeito de comparação , foi realizado o experimento das duas esferas em líquidos com diferentes viscosidades. No petróleo Com um coeficiente de viscosidade = 3,1643. Valor elevado comparado da água e da glicerina, foram observadas tais velocidades das esferas dentro do fluido : μ = 2.Rc². g . ( Pc - Pf )/ 9 . Vc => V1 = 0,733 cm/s O que resulta em 1,375 segundos de tempo em que a esfera demora para percorrer o tubo de petróleo Esfera de vidro Pc = 2,51 g/cm³ Esfera de aço Pc = 7,48 g/cm³ μ = 2.Rc². g . ( Pc - Pf )/ 9 . Vc => V2 = 0,736 cm/s O que resulta em 1,362 segundos de tempo em que a esfera demora para percorrer o tubo de petróleo Conclusão Com o intuito de discorrer e aprofundar conhecimentos sobre a viscosidade em líquidos e como ela é calculada, o trabalho realizado utiliza conceitos de laboratório juntamente dos conhecimento ministrados na aula para simular um viscosímetro de stokes. Na primeira parte, com as informações de duas esferas de diferentes materiais foi estudado o comportamento da velocidade de descida destas esferas na água. Logo após foi realizado o mesmo experimento em glicerina líquida. Nesta etapa pode-se observar como as esferas demoram mais para efetuar a descida na glicerina, o que mostra que este material apresenta coeficiente de viscosidade maior devido ao comportamento de ambas as esferas serem mais lento. Para discutir tais resultados foram abordados algumas das razões as quais os líquidos apresentam diferentes coeficientes de viscosidades como características físicas do ambiente e físico-químicas dos materiais envolvidos no estudo. Como parte final do trabalho e para efeito de comparação, foi pedido os mesmo testes com as esferas com um material de alta viscosidade: o petróleo.Como seu coeficiente é maior que da água e da glicerina utilizados anteriormente, foi observado uma maior resistência das esferas ao descer. O que nos leva a concluir que a eficiência do experimento é satisfatória, dado que o resultado com um maior tempo de descida já era esperado devido a proporcionalidade desse tempo com o coeficiente de viscosidade estudado. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIRD, R. B.; STEWART, W. E.; LIGHTFOOT, E. N. Fenômenos de transporte. Rio de Janeiro: LTC, 2012. 838 p. FOX, R. W.; PRITCHARD, P. J.; MC DONALD, A. T. Introdução à mecânica dos fluidos. Rio de Janeiro: LTC, 2012. 710 p. WHITE, F. M. Mecânica dos fluidos. Porto Alegre: Editora McGraw Hill, 2011. 880 p.