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SISTEMA DE ENSINO DIREITO PROCESSUAL PENAL Nulidades Livro Eletrônico 2 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Sumário Nulidades .......................................................................................................................5 1. Reconhecimento ..........................................................................................................6 2. Classificações ............................................................................................................6 2.1. Atos Inexistentes ..................................................................................................... 7 2.2. Atos Nulos ..............................................................................................................8 2.3. Atos Irregulares ......................................................................................................8 3. Espécies de Nulidades ................................................................................................9 4. Princípios – Resumo ..................................................................................................17 5. Nulidades Absolutas .................................................................................................17 5.1. Incompetência .........................................................................................................17 5.2. Impedimento ......................................................................................................... 19 5.3. Suborno do Juiz ..................................................................................................... 19 5.4. Ilegitimidade da Parte ............................................................................................ 19 5.5. Ausência de Exame de Corpo de Delito .................................................................. 19 5.6. Denúncia, Queixa & Representação ....................................................................... 20 5.7. Problemas na Defesa do Réu ................................................................................. 21 5.8. Falta da Decisão de Pronúncia ............................................................................... 21 5.9. Falta de Citação ....................................................................................................22 5.10. Falta de Quórum / Conselho de Sentença ............................................................22 5.11. Quesitos ...............................................................................................................23 5.12. Demais Causas De Nulidade Absoluta ..................................................................23 6. Nulidades Relativas ..................................................................................................26 6.1. Falta de Concessão de Prazos à Acusação e Defesa ...............................................26 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL 6.2. Falta de Intervenção do Ministério Público ............................................................26 6.3. Prevenção .............................................................................................................26 6.4. Intimação de Testemunhas ....................................................................................27 6.5. Intimação do Réu ...................................................................................................27 6.6. Desrespeito à Forma Legal dos Atos ....................................................................27 7. Arguição de Nulidades Absolutas ............................................................................ 28 8. Arguição de Nulidades Relativas ............................................................................. 28 9. Convalidação de Nulidades Relativas ........................................................................29 10. Consequências ....................................................................................................... 30 Resumo ........................................................................................................................ 31 Questões de Concurso ..................................................................................................37 Gabarito .......................................................................................................................49 Gabarito Comentado .................................................................................................... 50 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Apresentação Querido(a) aluno(a), hoje vamos tratar de um assunto um pouco chato, mas também im- portante para um bom entendimento da disciplina: As causas de nulidade no Direito Proces- sual Penal. Especificamente, vamos tratar dos seguintes assuntos: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL NULIDADES Vamos começar, é claro, com o conceito doutrinário de nulidade, no âmbito do Direito Processual Penal. Segundo Guilherme NUCCI, “Nulidades são vícios que contaminam determinados atos processuais, praticados sem observância da forma prevista em lei, podendo levar à sua inuti- lidade e consequente renovação”. Ao estudar a parte introdutória do Direito Processual Penal, o aluno aprende que deve ser respeitado o devido processo legal: A ânsia de punir do Estado deve ser submetida a diversos direitos e garantias de modo a respeitar a disparidade de poder entre o Estado e o indivíduo. Nesse sentido, é importante verificar que a inobservância das previsões legais sobre os atos processuais gera nulidades, que podem levar à invalidação do ato praticado. Em palavras ainda mais simples: Se o ato processual não respeitar as determinações le- gais sobre sua execução, pode ser considerado inválido! Essa informação já nos leva a três observações muito importantes sobre nulidades: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 6 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Assim sendo, se for por exemplo produzida uma prova com a prática de alguma nulidade no âmbito do IP, tal prova será desconsiderada, mas tal nulidade não irá contaminar a ação penal subsequente. 1. Reconhecimento Outro ponto importante que se relaciona com o fato de que as nulidades incidem apenas sobre atos processuais é a premissa de que a nulidade só existe depois de reconhecida judi- cialmente. Se não houver decisão judicial que reconheça a existência danulidade de um ato processual, portanto, a regra é que este continue a produzir seus efeitos. 2. classificações Você já sabe que as nulidades estão relacionadas a atos processuais. Por esse motivo, para compreender bem as espécies de nulidades, primeiro precisamos conhecer algumas espécies de atos processuais que apresentam vícios – pois cada uma delas terá uma pecu- liaridade quanto a nulidade do ato. Para bem estudar as nulidades, portanto, você precisa conhecer três tipos de atos processu- ais: Tais definições tem como base apenas um fator: A variação dos vícios relacionados ao ato. Ou seja, cada tipo de ato viciado (inexistente, irregular ou nulo) resultará em um vício diferente, que é mais ou menos grave. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 7 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Comecemos pelos atos inexistentes. 2.1. atos inexistentes Os atos inexistentes são aqueles em que falta um dos elementos exigidos pela lei, de for- ma absoluta. Segundo a doutrina, seu vício é tão grave que sequer podem ser considerados como verdadeiros atos processuais – daí a escolha da nomenclatura atos inexistentes! Dessa forma, a doutrina entende o ato inexistente como o chamado não-ato. Dessa forma, não se fala em invalidação de um ato inexistente, pois a inexistência ANTECEDE as considerações de validade! São peculiaridades dos atos inexistentes: Professor, você pode dar um exemplo de ato inexistente? Com certeza. Imagine uma audiência judicial presidida por um promotor de justiça (e não por um juiz). Tal ato processual seria inexistente – e não meramente nula! O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 8 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Outros exemplos relevantes para fins de prova são os entendimentos do STF de que atos pro- cessuais praticados por indivíduo sem habilitação para advogar ou por advogado SUSPENSO são INEXISTENTES. 2.2. atos nulos Os atos nulos, embora padeçam de vício grave, ao contrário do que acontece com os atos inexistentes, chegam a existir. São, portanto, verdadeiros atos processuais, porém lhes falta adequação à lei, o que pode levar – ou não – ao reconhecimento de que não são aptos para produzir efeitos no mundo jurídico. Os atos nulos, portanto, de acordo com a gravidade do desvio que causou a nulidade, po- derão ser considerados válidos ou não – a depender do caso. E por esse motivo, dizemos que a nulidade possui duas espécies: nulidade absoluta e nu- lidade relativa. Agora sim ficou claro o motivo pelo qual devemos conhecer as espécies de atos proces- suais antes de estudar as nulidades propriamente ditas, haja vista que as espécies de atos processuais vão influir na existência das nulidades que vamos estudar! 2.3. atos iRRegulaRes Por fim, temos os atos irregulares, que nada mais são do que as chamadas infrações superficiais, que segundo a doutrina não contaminam a legalidade do ato – de modo que merecem a sua renovação. Como a irregularidade é algo considerado leve, a doutrina defender que o ato irregular é convalidado (corrigido) pelo mero prosseguimento do processo. Não há necessidade, portan- to, de convalidação expressa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Assim sendo, temos o seguinte esquema: Uma vez que destrinchamos as espécies de atos viciados, já temos a base teórica neces- sária para adentrar um dos tópicos mais importantes da aula de hoje: as espécies de nulida- des. Vamos a elas! 3. espécies de nulidades Como já mencionamos ao estudar os atos nulos, a nulidade pode ser dividida em duas espécies: Absoluta e Relativa. Segundo a doutrina, são características básicas das espécies acima: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL O quadro acima possui características MUITO IMPORTANTES para que você possa dife- renciar a nulidade absoluta e relativa. Leia, releia, e domine BEM essa comparação – pois ela simplesmente despenca em prova. Uma vez que você conhece a diferença entre nulidade relativa e absoluta, o próximo pas- so, obviamente, é saber quais são as nulidades absolutas e quais são as nulidades relativas previstas no CPP. O Código de Processo Penal apresenta as nulidades em seu art. 564, o qual transcreve- mos abaixo: Art. 564.A nulidade ocorrerá nos seguintes casos: I – por incompetência, suspeição ou suborno do juiz; II – por ilegitimidade de parte; III – por falta das fórmulas ou dos termos seguintes: a) a denúncia ou a queixa e a representação e, nos processos de contravenções penais, a portaria ou o auto de prisão em flagrante; b) o exame do corpo de delito nos crimes que deixam vestígios, ressalvado o disposto no Art. 167; c) a nomeação de defensor ao réu presente, que o não tiver, ou ao ausente, e de curador ao menor de 21 anos; d) a intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação por ele intentada e nos da in- tentada pela parte ofendida, quando se tratar de crime de ação pública; e) a citação do réu para ver-se processar, o seu interrogatório, quando presente, e os prazos con- cedidos à acusação e à defesa; f) a sentença de pronúncia, o libelo e a entrega da respectiva cópia, com o rol de testemunhas, nos processos perante o Tribunal do Júri; g) a intimação do réu para a sessão de julgamento, pelo Tribunal do Júri, quando a lei não permitir o julgamento à revelia; h) a intimação das testemunhas arroladas no libelo e na contrariedade, nos termos estabelecidos pela lei; i) a presença pelo menos de 15 jurados para a constituição do júri; j) o sorteio dos jurados do conselho de sentença em número legal e sua incomunicabilidade; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL k) os quesitos e as respectivas respostas; l) a acusação e a defesa, na sessão de julgamento; m) a sentença; n) o recurso de ofício, nos casos em que a lei o tenha estabelecido; o) a intimação, nas condições estabelecidas pela lei, para ciência de sentenças e despachos de que caiba recurso; p) no Supremo Tribunal Federal e nos Tribunais de Apelação, o quorum legal para o julgamento; IV – por omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato. Parágrafo único. Ocorrerá ainda a nulidade, por deficiência dos quesitos ou das suas respostas,e contradição entre estas. Artigo gigantesco – e também muito importante. Embora eu seja um dos professores que mais recomenda a leitura da letra de lei, nesse caso há um pequeno problema: não é possível adivinhar quais são as nulidades relativas e quais são as nulidades absolutas apenas lendo o art. 564 do CPP. Por esse motivo, vamos agora esquematizar o artigo acima, dividindo cada nulidade pre- vista em sua respectiva categoria. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 12 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Outra observação importantíssima sobre o art. 564 é a seguinte: O rol do art. 564 é exemplificativo! A previsão do art. 564 trata das chamadas nulidades típicas (nulidades previstas de forma expressa no ordenamento jurídico). No entanto, existem ainda as chamadas nulidades atípi- cas (que não estão previstas de forma expressa). Por esse motivo, não estamos diante de rol taxativo! Assunto chato? Muito. Necessário? Também. Faz parte da vida de concurseiro. Segundo em frente, vamos estudar pontualmente cada artigo do CPP sobre nulidades que é digno de ser comentado, a começar pelo art. 563, que apresenta um dos chamados princí- pios regentes das nulidades. Art. 563 CPP – Não há nulidade sem prejuízo Art. 563.Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. Esse princípio é quase autoexplicativo, e tremendamente importante. Não há nulidade sem prejuízo. O objetivo é simples: privilegiar a celeridade e a economia processual. Porque deveria o poder público anular um ato e ter de realizá-lo novamente se não houve prejuízo, apenas para cumprir uma mera formalidade? Não faz sentido – e felizmente não é o caso. Nesse contexto, lembre-se da regra geral: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 14 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Dizemos que a nulidade absoluta, via de regra, tem o prejuízo presumido, pois o STF já apresentou entendimento no sentido de que o prejuízo sempre deve ser demonstrado para permitir o reconhecimento de qualquer nulidade. Por esse motivo, embora a doutrina majoritária se posicione no sentido de que a compro- vação de prejuízo só é obrigatória nas nulidades relativas, se o examinador perguntar qual o posicionamento do STF sobre o assunto, você já sabe: a demonstração de prejuízo é requisito para ambos os casos. Art. 565 CPP – Nulidades Provocadas pela Parte Art. 565.Nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse. Outro princípio importante sobre o assunto de nulidades está previsto expressamente no primeiro trecho do art. 565 do CPP: Não há nulidade provocada pela parte. Mas como assim não há nulidade provocada pela parte? Não é que não seja possível que uma parte cause uma determinada nulidade. Na verdade, esse princípio tem uma função um pouco mais específica: impedir que uma parte de má-fé faça a arguição de uma nulidade que ela própria causou! Dessa forma, visa-se proteger a ética na realização dos atos processuais, de modo que não seja possível que uma parte provoque uma nulidade de forma proposital, com o objetivo de utilizá-la em seu favor mais adiante. Como consequência dessa premissa, temos o chamado princípio do interesse: Chamamos de princípio do interesse a exigência de que a parte que alega uma nulidade tenha interesse para tanto. Art. 565 CPP – Omissão de formalidade Art. 565.Nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Ainda sobre o artigo 565, mas em seu segundo trecho, temos o princípio de que não há nulidade por omissão de formalidade que só interessa à parte contrária. Este é outro princípio ligado ao princípio do interesse, e que só se aplica às nulidades relativas (afinal de contas, ele deve ser arguido, enquanto que as nulidades absolutas podem e devem ser reconhecidas a qualquer tempo. Aqui temos uma vedação que visa impedir a uma parte de arguir uma nulidade a partir da inobservância de um procedimento que só afeta a parte contrária. Por exemplo: Promotor que deseja arguir nulidade pois a defesa não foi intimada de uma carta precatória para a oitiva de testemunhas, sendo que o defensor alega que seu cliente não sofreu prejuízo algum com tal omissão. O exemplo acima é apresentado por NUCCI, e concretiza bem o que estamos explicando: quem haveria de sofrer o prejuízo com a não intimação era a defesa (que alega que não sofreu prejuízo algum). Como poderia então a outra parte alegar tal nulidade? Art. 566 CPP – Atos irrelevantes & Nulidade Art. 566.Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. Não há motivo para atrapalhar o andamento do processo e onerar ainda mais a máqui- na estatal através da declaração de uma nulidade que sequer influiu na decisão da causa. Não faria sentido, e como já foi observado, seria mais uma pedra no caminho da celeridade processual. Por esse motivo existe o princípio previsto no art. 566 do CPP, que rege que não há nulida- de de ato irrelevante para o deslinde da causa. É um princípio que se relaciona com a demonstração de prejuízo e com a busca da ver- dade real, evitando a repetição de atos que seriam verdadeiramente desnecessários para a decisão da causa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 16 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Vejamos um exemplo excelente trazido pelo mestre Leonardo Barreto: Testemunha nascida no estrangeiro prestou depoimento em sua língua natal sem o intermé- dio de um intérprete (como determina o art. 223 do CPP). Se o depoimento colhido for irrelevante para a conclusão da causa, não há motivo para decre- tar a nulidade do ato e realizar novamente a oitiva da testemunha seguindo o procedimento correto. Art. 573, § 1º – Causalidade § 1º A nulidade de um ato, uma vez declarada, causará a dos atos que dele diretamentedependam ou sejam consequência. Temos ainda o chamado princípio da causalidade, segundo o qual uma vez que a nulidade de um ato é declarada, causará a nulidade dos demais atos que dependam diretamente ou que sejam consequência do ato anulado. Deve, obviamente, ser demonstrado o nexo causal entre o ato cuja nulidade foi reconheci- da e os demais atos que terão sua nulidade decretada como consequência. Como resultado deste princípio, o CPP prevê que o magistrado deverá sempre declarar quais atos foram alcançados pela nulidade, indicando ainda os que deverão ser retificados ou mesmo renovados: § 2º O juiz que pronunciar a nulidade declarará os atos a que ela se estende. Outro ponto relevante sobre o princípio da causalidade é que nem sempre a invalida- ção dos atos subsequentes é automática, haja vista que o CPP prevê apenas a anulação de atos diretamente dependentes ou que sejam consequência do ato cuja nulidade foi declarada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL 4. pRincípios – Resumo Resumindo, quando estamos falando em nulidades, devemos observar os seguintes princípios: 5. nulidades absolutas Você já conheceu as características básicas das nulidades absolutas. Entretanto, as nu- lidades absolutas também estão divididas em algumas espécies – as quais passaremos a estudar neste capítulo. 5.1. incompetência A primeira espécie de nulidade absoluta é a incompetência. Dessa forma, quando há a violação de uma norma de competência absoluta, a nulidade também será absoluta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL A inobservância de norma de competência RELATIVA gera apenas nulidade RELATIVA, e não absoluta! Princípio da conservação dos atos processuais Uma observação essencial relacionada com a diferença entre a incompetência absoluta e relativa é a seguinte: Tal previsão está no art. 567 do CPP, listado abaixo: Art. 567.A incompetência do juízo anula somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. O art. 567 prevê, portanto, o chamado princípio da conservação dos atos processuais, ao preservar os atos instrutórios mesmo quando houver incompetência no juizo. Note que, como acabamos de observar, tal regra só é aplicável se a incompetência foi relativa. Denúncia recebida por juiz incompetente E o que acontece se um juiz incompetente recebe uma denúncia? A resposta é simples: o ato processual poderá ser ratificado no juízo competente! Ou seja: Se o promotor de justiça oferecer a denúncia e esta for recebida por juizo incom- petente, não importa se a incompetência é absoluta ou relativa: O juízo competente poderá ratificar o ato de recebimento da denúncia e dar andamento regular ao processo! O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 19 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL 5.2. impedimento O impedimento do magistrado é uma das espécies de nulidade absoluta. Juiz impedido não pode atuar no processo, e os atos praticados por ele serão, portanto, viciados de forma absoluta. As causas de suspeição, no entanto, são causa de nulidade relativa. 5.3. suboRno do Juiz Tal hipótese é chamada pela doutrina de motivo especial de suspeição, haja vista está relacionada com atos de corrupção. Obviamente, é causa de nulidade absoluta. 5.4. ilegitimidade da paRte Se a parte foi ilegítima (tanto para a causa quanto para o processo), ocorrerá também a nulidade absoluta do feito. Ilegitimidade do REPRESENTANTE da parte é causa de NULIDADE RELATIVA. Não caia nessa pegadinha! Ademais, cabe ressaltar o entendimento doutrinário de que é possível convalidar atos pra- ticados por um promotor ou procurador que não possuía atribuições para atuar no processo, através de manifestação fundamentada do órgão do MP que possuía legitimidade para oficiar naquele caso e de decisão fundamentada do juiz. 5.5. ausência de exame de coRpo de delito Art. 158.Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. 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É o que pode ocorrer caso apenas um perito não oficial realize o exame de corpo de delito (lembre-se que a lei exige um perito oficial ou dois peritos não-oficiais). O exame efetivamen- te foi realizado, mas de forma inadequada. 5.6. denúncia, Queixa & RepResentação Art. 41.A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circuns- tâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classi- ficação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas. O art. 41 do CPP apresenta os requisitos que devem estar contidos na denúncia ou queixa. A ausência de algum desses elementos pode impedir ou dificultar a defesa do acusado, de modo que são possíveis as seguintes consequências: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL 5.7. pRoblemas na defesa do Réu Obviamente, todo acusado tem o direito à sua defesa, que se divide em defesa técnica (exercida pelo bacharel em Direito) e em autodefesa (exercida pelo próprio acusado ao apre- sentar sua versão dos fatos). Nesse sentido, a falta de defesa técnica é causa de NULIDADE ABSOLUTA do feito. DEVE existir defesa técnica em todo processo penal, ou o prejuízo para o acusado é inquestionável. Observe, no entanto, que falta de defesa não se confunde com a fragilidade de defesa. Segundo o STF, a fragilidade de defesa gera apenas nulidade RELATIVA. É o que rege a Súmula n. 523/STF: Súmula 523. No processo penal, a faltada defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. 5.8. falta da decisão de pRonúncia Primeiramente – para os que ainda não estudaram o procedimento do tribunal do júri – a pronúncia é uma decisão interlocutória que remete os autos do processo ao Tribunal do Júri, por estarem presentes todos os requisitos necessários para tal. Diferentemente de uma denúncia comum, a denúncia relacionada aos crimes contra a vida passa por esse procedimento especial, haja vista a severidade de se submeter o réu ao Tribunal do Júri. Uma vez que você já sabe o que é a pronúncia, é preciso saber que encaminhar o réu ao plenário do júri sem a decisão de pronúncia ou com uma decisão de pronúncia incompleta é causa de NULIDADE ABSOLUTA. Note, ainda, que a decisão de pronúncia se limita à materialidade do fato e à existência de indícios suficientes de autoria. O magistrado não pode, portanto, incluir na pronúncia qual- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 22 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL quer argumentação que faça juízo de mérito ou que possa influenciar a decisão do júri: se o fizer, a pronúncia estará eivada de vício. 5.9. falta de citação Outro ponto relevante é a falta de citação. A citação é o chamamento do réu a juízo – lhe dando ciência do ajuizamento de uma ação que lhe imputa a prática de uma infração penal. Em outras palavras, a citação cuida de dar ciência a um indivíduo que ele está sendo acusado de uma infração penal. Se faltar a citação do acusado, portanto, causa nulidade absoluta do feito! Excepcionalmente, no entanto, a falta de citação pode ser sanada, conforme determina o artigo 570 do CPP: Art. 570.A falta ou a nulidade da citação, da intimação ou notificação estará sanada, desde que o interessado compareça, antes de o ato consumar-se, embora declare que o faz para o único fim de argui-la. O juiz ordenará, todavia, a suspensão ou o adiamento do ato, quando reconhecer que a irregularidade poderá prejudicar direito da parte. A falta de ampla defesa e de contraditório também são causas de nulidade absoluta, assim como a falta de citação. Por fim, é interessante notar que embora a falta de citação cause nulidade absoluta, a pre- sença do acusado é um direito deste. Dessa forma, a ausência do réu solto no plenário do Tribunal do Júri, quando este foi devidamente intimado, não terá o condão de causar nulidade do ato processual. 5.10. falta de QuóRum / conselho de sentença Outro ponto relevante também trata do procedimento do Tribunal do Júri. Conforme prevê o art. 463 do CPP: Art. 463.Comparecendo, pelo menos, 15 (quinze) jurados, o juiz presidente declarará instalados os trabalhos, anunciando o processo que será submetido a julgamento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Ou seja, são necessários 15 jurados para instalar os trabalhos do Tribunal do Júri. Adivinha o que acontece se tal sessão for iniciada com menos do que isso? Exatamente: nulidade abso- luta. E ainda sobre o Tribunal do Júri, temos a exigência de que o Conselho de Sentença seja composto por 7 jurados, conforme preconiza o art. 447 do CPP: Art. 447.O Tribunal do Júri é composto por 1 (um) juiz togado, seu presidente e por 25 (vinte e cin- co) jurados que serão sorteados dentre os alistados, 7 (sete) dos quais constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento. Se porventura o Conselho de Sentença não for composto pelo número legal, haverá também nulidade absoluta. O mesmo se aplica para o caso de violação da incomunicabilidade dos jurados. 5.11. Quesitos Outro ponto que também está relacionado ao Tribunal do Júri são os quesitos. Os quesi- tos nada mais são do que perguntas, redigidas no formato de proposições afirmativas, para que os jurados emitam seu juízo sobre o caso. Nesse sentido, segundo a Súmula 156 do STF, se faltar quesito obrigatório na votação do tribunal do júri, haverá nulidade absoluta! Ainda sobre os quesitos, é importante verificar que respostas contraditórias produzidas em razão de quesitos mal elaborados também podem gerar a nulidade absoluta do feito. 5.12. demais causas de nulidade absoluta Temos ainda as seguintes causas de nulidade absoluta que são dignas de menção, em- bora menos recorrentes em prova: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 24 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 25 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 26 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL 6. nulidades Relativas Fique tranquilo: O pior já passou. As hipóteses de nulidades relativas que listaremos ago- ra são bem menos numerosas do que as de nulidades absolutas. São espécies de nulidade relativa: 6.1. falta de concessão de pRazos à acusação e defesa A falta de concessão de prazos para a acusação ou para a defesa são causa de nuli- dade RELATIVA do feito – ou seja, dependerão da demonstração de prejuízo para a parte prejudicada. 6.2. falta de inteRvenção do ministéRio público Na ação penal privada, é sabido que o MP atua como fiscal da lei. Caso ele não cumpra com essa atuação, temos uma causa de nulidade relativa. A falta de intervenção do MP na Ação Penal Pública é causa de nulidade ABSOLUTA do feito. 6.3. pRevenção As regras de prevenção são utilizadas para sanar conflitos de competência, e são objeto de estudo aprofundado no tópico Jurisdição e Competência. De todo modo, é importante notar que se as regras de prevenção forem desrespeitadas, ocorre nulidade relativa, conforme preconiza a Súmula 706 do STF: Súmula 706 É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 27 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL 6.4. intimação de testemunhas Outro tópico relacionado ao Tribunal do Júri,caso as testemunhas arroladas pelas partes não sejam intimadas e não comparecerem ao julgamento, ocorre a nulidade relativa do feito. É importante notar que existe a chamada cláusula de imprescindibilidade que pode ser utilizada ao arrolar a testemunha. Caso a testemunha tenha sido arrolada com tal cláusula, e, devidamente intimada, dei- xar de comparecer, não se pode realizar o julgamento, sob pena de nulidade absoluta, e não relativa. 6.5. intimação do Réu Também relacionado ao Tribunal do Júri, temos o caso da falta de intimação do réu para participar da sessão de julgamento do Tribunal do Júri, nos casos em que a lei não permite o julgamento à revelia, como causa de nulidade relativa. Não confuda intimação com citação. Se o réu não for citado, é nulidade ABSOLUTA. Uma vez citado, se ele não for comunicado da sessão de julgamento (intimação), temos uma nulidade relativa. Essa falha (ausência da intimação do réu) pode ser sanada com o seu comparecimento – mesmo sem ter sido intimado. 6.6. desRespeito à foRma legal dos atos Por fim, temos a questão da ausência da forma legal de determinados atos processuais. Se um ato for praticado desrespeitando a a FORMA prevista, e sua prática não atender a sua finalidade, estaremos diante de uma nulidade relativa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 28 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Exemplo excelente é o utilizado por Leonardo Barreto: Acusado é citado através de mandado que foi emitido sem o prazo para que ele apresente sua defesa (10 dias). Caso o acusado perca o prazo (que não lhe foi informado devido a um desrespeito na FORMA legal da citação), haverá prejuízo, e dessa forma, a nulidade do feito. No entanto, caso o acusado apresente sua defesa no prazo, não haverá prejuízo, de modo que também não haverá a nulidade. 7. aRguição de nulidades absolutas Quando falamos de nulidades absolutas, você já sabe: A arguição pode ocorrer a qualquer tempo, em qualquer instância e até mesmo após o trânsito em julgado da decisão. A única observação cabível está na chamada revisão criminal pro societatis (revisão cri- minal em favor da sociedade). Caso um indivíduo seja condenado e já exista coisa julgada, não se admite a arguição de nulidade absoluta que favoreça apenas a acusação. No entanto, se tal nulidade absoluta inte- ressar à defesa, aí sim será admissível através de revisão criminal. 8. aRguição de nulidades Relativas As nulidades relativas, por sua vez, possuem um momento apropriado para a sua argui- ção. E quem disciplina essa matéria é o art. 571 do CPP, que merece ser lido: Art. 571.As nulidades deverão ser arguidas: I – as da instrução criminal dos processos da competência do júri, nos prazos a que se refere o art. 406; II – as da instrução criminal dos processos de competência do juiz singular e dos processos especiais, salvo os dos Capítulos V e Vll do Título II do Livro II, nos prazos a que se refere o art. 500; III – as do processo sumário, no prazo a que se refere o art. 537, ou, se verificadas depois desse prazo, logo depois de aberta a audiência e apregoadas as partes; V – as ocorridas posteriormente à pronúncia, logo depois de anunciado o julgamento e apregoadas as partes (art. 447); O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL VI – as de instrução criminal dos processos de competência do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais de Apelação, nos prazos a que se refere o art. 500; VII – se verificadas após a decisão da primeira instância, nas razões de recurso ou logo depois de anunciado o julgamento do recurso e apregoadas as partes; VIII – as do julgamento em plenário, em audiência ou em sessão do tribunal, logo depois de ocorre- rem. Como você pode notar, removemos o inciso IV da lista acima, haja vista que, segundo a doutrina, tal inciso se encontra atualmente inaplicável. Professor, o que ocorre se a nulidade relativa não for arguida no prazo legal? Ocorre a chamada PRECLUSÃO (perda do direito de agir nos autos em face da perda da oportunidade que só existia em um determinado prazo). É o famoso “Já era”. Sobre esse assunto, temos ainda uma súmula bastante importante: Súmula 160 É nula a decisão do Tribunal que acolhe, contra o réu, nulidade não arguida no recurso da acusação, ressalvados os casos de recurso de ofício. 9. convalidação de nulidades Relativas Como não são absolutas, em alguns casos, as nulidades relativas podem ser CONVALIDA- DAS, ou seja – o ato enviado de vício pode ser corrigido, e sua validade, restabelecida. Existem três casos em que as nulidades relativas podem ser convalidadas, por expressa previsão legal: Art. 572.As nulidades previstas no art. 564, Ill, d e e, segunda parte, g e h, e IV, considerar-se-ão sanadas: I – se não forem arguidas, em tempo oportuno, de acordo com o disposto no artigo anterior; II – se, praticado por outra forma, o ato tiver atingido o seu fim; III – se a parte, ainda que tacitamente, tiver aceito os seus efeitos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 30 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Em primeiro lugar, note que a preclusão (perda do prazo), irá gerar a convalidação das nulidades relativas, por força do inciso I do art. 572. Além disso, o inciso II preconiza que, o ato praticado em outra forma que atingiu a sua fi- nalidade também será convalidado. Este inciso apresenta o chamado princípio da instrumen- talidade das formas, que busca privilegiar a finalidade do ato e não as formalidades legais. E por fim, temos a aceitação da parte (mesmo que de forma tácita). 10. conseQuências Uma vez que o ato é convalidado, ótimo – afinal de contas, o vício foi sanado. Mas pode ocorrer que não seja possível corrigir ou sanar o vício, o que irá gerar duas possíveis conse- quências legais para a decretação de nulidade: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 31 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL RESUMO Habeas Corpus • O habeas corpus é classificado como uma ação autônoma de impugnação. Seu objeti- vo precípuo é o de proteger a liberdade de locomoção quando ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder. • O habeas corpus faz parte do art. 5º da CF/88, de modo que é considerado um direito fundamental. Nulidade • Nulidades são vícios que contaminam determinados atos processuais, praticados sem observância da forma prevista em lei, podendo levar à sua inutilidade e consequente renovação. • Nulidade é um tema que incide sobre atos PROCESSUAIS. • As nulidades, portanto, NÃO incidem em atos praticados na fase de INQUÉRITO POLICIAL. • Consequentemente, vícios existentesdurante o inquérito policial não contaminam a futura ação penal! Reconhecimento • A nulidade só existe depois de reconhecida judicialmente. Classificações de Atos • Atos Inexistentes − Os atos inexistentes são aqueles em que falta um dos elementos exigidos pela lei, de forma absoluta. − Não se fala em invalidação de um ato inexistente, pois a inexistência ANTECEDE as considerações de validade! − A doutrina entende o ato inexistente como o chamado não-ato. − Atos inexistentes não podem ser convalidados. − Atos inexistentes não necessitam de decisão judicial para declarar sua invalidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 32 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL • Atos Nulos − São verdadeiros atos processuais, porém lhes falta adequação à lei, o que pode levar – ou não – ao reconhecimento de que não são aptos para produzir efeitos no mundo jurídico. • Atos Irregulares − São do que as chamadas infrações superficiais, que segundo a doutrina não conta- minam a legalidade do ato – de modo que merecem a sua renovação. Espécies de Nulidades • Nulidades Absolutas − São a categoria mais grave de nulidade. − Violam normas CONSTITUCIONAIS. − Podem ser decretadas de ofício pelo magistrado. − Podem também ser decretadas a partir de requerimento das partes. − O requerimento pode ser realizado em qualquer grau de jurisdição e a qualquer tem- po. − Independem de prova de prejuízo para a parte, pois a presunção de prejuízo é ABSOLUTA. • Nulidades Relativas − São a categoria menos grave de nulidade. − Violam regras PROCESSUAIS. − Não podem ser decretadas de ofício pelo magistrado. − Só podem ser arguidas em momento oportuno. − Dependem de prova de prejuízo para a parte. Observações sobre as Nulidades • Não há nulidade sem prejuízo. • Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. • A nulidade absoluta, via de regra, tem o prejuízo PRESUMIDO O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 33 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL • A nulidade relativa depende de comprovação do prejuízo. Nulidades Provocadas pela Parte • Nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse. Omissão de formalidade • Art. 565.Nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse. Atos irrelevantes & Nulidade • Art. 566.Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. Causalidade • A nulidade de um ato, uma vez declarada, causará a dos atos que dele diretamente de- pendam ou sejam consequência. Espécies de Nulidades absolutas • Incompetência − Quando há a violação de uma norma de competência absoluta, a nulidade também será absoluta. − Se a nulidade é absoluta, todos os atos processuais são inválidos − Se a nulidade é relativa, são nulos apenas os atos decisórios. Os atos instrutórios, portanto, serão mantidos! − Denúncia recebida por juiz incompetente − O ato processual poderá ser ratificado no juízo competente! • O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 34 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL • Impedimento − Juiz impedido não pode atuar no processo, e os atos praticados por ele serão, por- tanto, viciados de forma absoluta. − As causas de suspeição, no entanto, são causa de nulidade relativa. • Suborno do juiz − Tal hipótese é chamada pela doutrina de motivo especial de suspeição, haja vista está relacionada com atos de corrupção. Obviamente, é causa de nulidade absoluta. • Ilegitimidade da parte − Se a parte foi ilegítima (tanto para a causa quanto para o processo), ocorrerá tam- bém a nulidade absoluta do feito. • Ausência de exame de corpo de delito − Art. 158.Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. • Denúncia, Queixa & Representação − Ausência de algum dos requisitos do art. 41 da denúncia ou queixa. − Se impedir o exercício da defesa do acusado, gera nulidade absoluta. − Se apenas dificultar a defesa, irá gerar nulidade relativa. • Problemas na defesa do réu − A falta de defesa técnica é causa de NULIDADE ABSOLUTA do feito − A fragilidade de defesa gera apenas nulidade RELATIVA. • Falta da decisão de Pronúncia − Encaminhar o réu ao plenário do júri sem a decisão de pronúncia ou com uma deci- são de pronúncia incompleta é causa de NULIDADE ABSOLUTA. • Falta de citação − A citação cuida de dar ciência a um indivíduo que ele está sendo acusado de uma infração penal. − Se faltar a citação do acusado, portanto, causa nulidade absoluta do feito! • Falta de Quórum / Conselho de Sentença − Ou seja, são necessários 15 jurados para instalar os trabalhos do Tribunal do Júri. Não havendo o número correto, opera-se nulidade absoluta. 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Arguição de Nulidades Relativas • São regidas pelo Art. 571 do CPP. • Se a nulidade relativa não for arguida no prazo legal, ocorre a chamada PRECLUSÃO. Convalidação de Nulidades Relativas • Existem três casos em que as nulidades relativas podem ser convalidadas: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia,divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 36 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL − Se não forem arguidas, em tempo oportuno, de acordo com o disposto no artigo anterior; − Se, praticado por outra forma, o ato tiver atingido o seu fim; − Se a parte, ainda que tacitamente, tiver aceitado os seus efeitos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 37 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL QUESTÕES DE CONCURSO Questão 1 (VUNESP/PREFEITURA–SP/PROCURADOR) É correto afirmar que a) a nulidade ocorrerá por incompetência, suspeição, impedimento ou suborno do juiz. b) caberá apelação da decisão que anula o processo da instrução criminal, no todo ou em parte. c) a nulidade do julgamento em plenário, em audiência ou em sessão do tribunal, poderá ser arguida logo depois que ocorrer ou por ocasião da interposição do recurso. d) a incompetência do juízo anula os atos ordinatórios e decisórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. e) a nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante ratificação dos atos processuais. Questão 2 (CESPE/TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO) Considere que determinado juiz titular da justiça eleitoral de uma comarca do estado de Mato Grosso, regularmente investido na função, sem dolo, tenha prolatado sentença em processo de competência do tribunal do júri. Nessa situação hipotética, o ato praticado pelo juiz configura a) nulidade relativa. b) inexistência. c) prorrogação de competência. d) irregularidade. e) nulidade absoluta. Questão 3 (FCC/MPE-RS/ASSESSOR/DIREITO) A nulidade relativa a) pode ser reconhecida de ofício em prejuízo do réu. b) é estabelecida para resguardar predominantemente o interesse das partes. c) visa garantir interesse de ordem pública. d) é insanável e jamais preclui. e) independe para o seu reconhecimento da demonstração do prejuízo. 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Questão 5 (VUNESP/TJ-SP/JUIZ) Assinale a alternativa que completa corretamente a la- cuna da frase: A inobservância da competência penal por prevenção___________________ . a) constitui nulidade relativa b) constitui nulidade absoluta c) não constitui nulidade d) pode constituir nulidade absoluta em circunstâncias. Questão 6 (MPE-SP/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Assinale a alternativa incorreta. a) A nulidade relativa pode ser reconhecida pelo juiz, de ofício, a qualquer tempo do processo. b) A nulidade pode atingir todo o processo, desde o seu início, parte do processo ou apenas um ato, sem reflexo em qualquer outro. c) A nulidade relativa considera-se sanada pelo silêncio das partes, pela efetiva consecução do escopo visado pelo ato não obstante sua irregularidade e pela aceitação, ainda que tácita, dos efeitos do ato irregular. d) O princípio da instrumentalidade das formas não admite o reconhecimento da nulidade que não tenha influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. e) Nos termos da Súmula 156 do Supremo Tribunal Federal, é absoluta a nulidade do julga- mento, pelo Júri, por falta de quesito obrigatório. Questão 7 (FCC/TJ-AP/JUIZ) Aponte a alternativa que corresponde a regra do Código de Processo Penal sobre nulidade. a) A defesa deficiente gera nulidade absoluta, sendo presumido o prejuízo b) A incompetência do juízo anula somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. 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Questão 8 (FCC/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO) Conforme a orientação deste Superior Tribunal de Justiça, a inquirição das testemunhas pelo juiz antes que seja oportunizada a formula- ção das perguntas às partes, com a inversão da ordem prevista no art. 212 do Código de Processo Penal, constitui nulidade relativa (STJ, HC n. 237.782, Rel. Min. Laurita Vaz, DJe de 21/08/2014). Diante deste entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a nulidade, neste caso, a) será declarada mesmo que não tenha influído na decisão da causa. b) deve ser reconhecida de ofício. c) independe de comprovação do prejuízo. d) deve ser arguida pela parte interessada em tempo oportuno. e) não se sujeita à preclusão. Questão 9 (CESPE/TJ-AM/JUIZ) Com base no entendimento pacificado dos tribunais su- periores, é correto afirmar que o excesso de linguagem comprovadamente existente na deci- são de pronúncia ocasiona a) a proibição da entrega de cópia da decisão de pronúncia aos jurados que eventualmente a requisitarem. b) a nulidade absoluta da decisão de pronúncia e dos atos processuais subsequentes, inde- pendentemente de demonstração de prejuízo causado ao réu c) a nulidade relativa da decisão de pronúncia e dos atos processuais subsequentes, se de- monstrado prejuízo ao réu. d) a proibição da leitura da decisão de pronúncia pela acusação durante o julgamento no ple- nário do júri, para evitar que os jurados sejam influenciados. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 40 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL e) o desentranhamento e envelopamento da decisão de pronúncia, providência adequada e suficiente para cessar a ilegalidade e contemplar o princípio da economia processual. Questão 10 (FCC/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) A nulidade absoluta pode ser decretada a) somente pelo Supremo Tribunal Federal. b) somente até o trânsito em julgado da sentença condenatória. c) somente até a prolação da sentença condenatória de primeira instância. d) somente a requerimento do Ministério Público. e) mesmo após o trânsito em julgado da decisão condenatória. Questão 11 (TJ-MG/TÉCNICO) Considerando-se a nulidade absoluta ocorrida no curso de um processo penal, é CORRETO afirmar que tal nulidade a) pode ser declarada, de ofício, pelo Magistrado e arguida por quaisquer das partes,mas nunca após o trânsito em julgado da sentença. b) pode ser suscitada apenas pelo representante do Ministério Público. c) pode ser suscitada pela Defesa, após o trânsito em julgado de sentença condenatória. d) não pode ser declarada, de ofício, pelo Magistrado, por ferir o princípio do ne proceda iudex ex oficio. Questão 12 (CESPE/TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO) Conforme disposição expressa no Có- digo de Processo Penal, o magistrado estará impedido de atuar no processo, sob pena de acarretar sua nulidade absoluta, se a) seu cunhado estiver respondendo a processo por fato análogo. b) for acionista de sociedade interessada no resultado do processo. c) for amigo íntimo de alguma das partes. d) tiver aconselhado, em algum momento, alguma das partes. e) sua sobrinha tiver atuado como oficial de justiça. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 41 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Questão 13 (FCC/MPE-CE/PROMOTOR) Em relação ao sistema de nulidades no processo penal, pode-se afirmar que a a) falha na procuração para apresentação de queixa não poderá ser suprida. b) falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só anulará o processo se houver prova de prejuízo para o réu. c) falta do exame de corpo de delito direto nos crimes que deixam vestígios causará nulidade absoluta, não se admitindo suprimento por qualquer outro meio de prova. d) declaração de nulidade por vício na inquirição de uma testemunha sempre causará a dos atos de inquirição posteriores de outras testemunhas. e) realização de citação por hora certa causará nulidade do processo, por não ser admitida. Questão 14 (VUNESP/TJR/JUIZ) Assinale a alternativa correta. a) No processo penal, a falta de resposta à acusação constitui nulidade absoluta. b) No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só anulará o processo se houver prova de prejuízo para o réu. c) O julgamento de recurso criminal na segunda instância não exige prévia intimação ou pu- blicação da pauta. d) Não é nula a citação por edital de réu preso na mesma unidade da federação em que o juiz exerça a sua jurisdição. Questão 15 (FCC/TRE-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO) No processo penal, especificamente so- bre as nulidades, é correto afirmar: a) Ocorrerá nulidade no caso de comparecimento de quinze jurados para constituição do júri. b) Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. c) As omissões da denúncia ou da queixa poderão ser supridas a todo o tempo, até cinco dias antes da audiência de instrução designada. d) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada, ensejando a renovação de todos os atos processuais praticados. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 42 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL e) A omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato é causa de nulidade absoluta e não poderá ser sanada. Questão 16 (FCC/TJ-AP/JUIZ) Em relação às nulidades no processo penal, é INCORRETO afirmar: a) A incompetência do juízo anula somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao Juiz competente. b) É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção. c) No processo penal, a deficiência da defesa constitui nulidade absoluta, independentemente da prova de prejuízo para o réu. d) É nulo o julgamento da apelação se, após a manifestação nos autos da renúncia do único defensor, o réu não foi previamente intimado para constituir outro. e) Constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer contrarrazões ao re- curso interposto da rejeição da denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor dativo. Questão 17 (FCC/TJ-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO) Sobre as nulidades no processo penal, é correto afirmar que a) nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que tenha dado causa, mas se apenas con- correu para que ela se verificasse, pode alegar o vício desde que o faça no momento oportuno. b) sendo o exame de corpo de delito indispensável nas infrações que deixam vestígios, a sua ausência é causa de nulidade nada podendo suprir-lhe a falta. c) a falta de intervenção do Ministério Público na ação penal privada subsidiária da pública é causa de nulidade absoluta. d) a falta de citação do réu é causa de nulidade, não a sanando o seu comparecimento ainda que declare que o faz apenas com o fim de arguir o vício. e) as incompetências ratione personae e ratione materiae são absolutas e, por isso, podem ser alegadas a qualquer tempo, implicando nulidade do processo. Questão 18 (MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA) “Fenício” foi denunciado pela prática de furto simples e o Juiz rejeitou de plano a peça inaugural da persecutio criminis, entendendo, in casu, que se aplica o princípio da insignificância. Houve interposição de recurso pelo Minis- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 43 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL tério Público. O Juiz de primeiro grau nomeou defensor dativo ao recorrido para contrarrazoar o recurso. O réu não foi citado da ação penal interposta, devido ao fato de ter sido a Denúncia rejeitada. Diante do texto e do que dispõe o entendimento sumulado pelo STF: a) Mesmo não tendo sido o réu intimado pessoalmente para oferecer Contrarrazões, havendo nomeação de advogado dativo que ofereça a peça apropriada, refutando os termos do recurso do Ministério Publico, não há prejuízo ao recorrido e, portanto, não há nulidade absoluta ou relativa. b) A nulidade existe, mas é relativa, somente se configurando se houver desídia do defen- sor dativo, se mostrando ineficiente na defesa do recorrido. c) Constitui nulidade a falta de intimação do Denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso interposto da rejeição da Denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor da- tivo. d) Constitui nulidade a falta de citação do Denunciado para apresentar defesa à Denúncia ofertada. Restará suprida tal nulidade com a nomeação de defensor dativo se a atuação do causídico no feito for sem desídia. Caso contrário, havendo desídia do defensor, a nu- lidade será absoluta e não relativa. Questão 19 (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS) Sobre a nulidade do proces- so penal, é correto afirmar: a) No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. b) As partes poderão arguir nulidade a que tenham dado causa ou de qualquer forma con- corrido. c) Configura causa de nulidade a não intimação da defesa da data da audiência no juízo deprecado, ainda que haja sido intimada da expedição da carta precatória. d) A incompetência do juízo anula os atos instrutórios e decisórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. e) A nulidade por ilegitimidade do representanteda parte poderá ser suprida a todo o tem- po, antes da sentença final, mediante ratificação dos atos processuais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 44 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Questão 20 (CESPE/DPE-PR/DEFENSOR PÚBLICO) Acerca das nulidades no processo penal, assinale a opção correta. a) De acordo com a doutrina majoritária, é taxativo o rol de nulidades previsto no CPP, em razão de estas se consubstanciarem em sanções processuais, que devem ser expressa- mente estabelecidas na lei processual (nulla nullitatis sine lege). b) De acordo com a doutrina majoritária, haverá nulidade absoluta quando o ato proces- sual for praticado em detrimento do interesse público ou de ambas as partes. c) É facultado ao julgador, a todo tempo e em qualquer grau de jurisdição, conhecer, de ofício, de nulidades, ainda que contrárias aos interesses do réu, de modo a se assegurar regulari- dade do processo. d) O reconhecimento da nulidade de qualquer ato processual depende sempre de um provi- mento judicial, não decorrendo automaticamente da lei. e) De acordo com o princípio da causalidade, o reconhecimento dos atos eivados de nulidade implica a automática nulidade de todos os subsequentes, sendo desnecessária a declaração judicial em relação a estes. Questão 21 (FMP/TJ-MT/JUIZ) No tocante às nulidades, assinale a afirmativa correta. a) O princípio que proíbe ao juiz ou tribunal declarar qualquer nulidade arguida pela parte interessada é absoluto, isto é, não comporta exceções, mesmo quando a declaração puder beneficiar a defesa. b) Apreciando recurso de ofício, o tribunal poderá reconhecer e declarar nulidade absoluta em prejuízo da acusação ou da defesa, ainda que as partes tenham-se conformado com a decisão recorrida. c) O Código de Processo Penal adotou um sistema formalista segundo o qual basta o des- respeito às exigências legais inerentes à forma para que o processo ou o ato processual seja necessariamente anulado. d) A regra que proíbe à parte arguir nulidade a que haja dado causa não se estende à parte que tiver apenas concorrido para com o advento da nulidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 45 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL e) Enunciado da Súmula do STF define como absoluta a nulidade tanto por ausência quanto por deficiência de defesa. Questão 22 (CESPE/TJ-PB/JUIZ SUBSTITUTO) A respeito de nulidades, assinale a opção correta à luz da jurisprudência do STF e do STJ. a) Haverá nulidade absoluta no caso de ações penais referentes a crimes praticados por funcionários públicos contra a administração pública instruídas por inquérito policial, caso o juízo não permita ao denunciado apresentar resposta preliminar antes do recebimento da peça acusatória. b) O cerceamento de defesa resultante da rejeição, por parte do juízo, de pedido de réu preso para ser entrevistado por defensor público para subsidiar a elaboração da resposta à acusa- ção acarreta nulidade processual c) No processo penal, a falta e a deficiência de defesa constituem nulidade processual abso- luta; portanto, o prejuízo é presumido e independe de prova. d) A ausência de intimação do acusado para apresentar contrarrazões ao recurso interposto da rejeição da denúncia constitui nulidade que não pode ser suprida pelo juízo por meio de nomeação de defensor dativo. e) A decisão que determina o desaforamento do processo da competência do tribunal do júri sem audiência da defesa caracteriza mera irregularidade Questão 23 (VUNESP/TJ-RJ/JUIZ SUBSTITUTO) Nos exatos termos do quanto determina o art. 564 do CPP, acarreta a nulidade do processo que chega a termo com sentença condena- tória a ausência a) de interrogatório, em qualquer situação. b) de representação da vítima, no crime de lesão corporal culposa. c) de pedido condenatório, em ação pública incondicionada. d) do exame de corpo de delito, no crime de homicídio doloso. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 46 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Questão 24 (VUNESP/TJ-SP/JUIZ) Assinale a alternativa incorreta. a) O juiz deve proclamar nulidade absoluta resultante de cerceamento defensivo ao invés de absolver o réu, ainda que esteja convencido de sua inocência, em virtude da possibilidade de o Ministério Público, em eventual recurso, obter decisão de mérito desfavorável ao acusado. b) Depois de recebida a denúncia, o juiz não pode reconsiderar o seu despacho e rejeitá-la, ainda que se convença de ter errado. c) O princípio contido no art. 565 CPP no sentido de que nenhuma das partes poderá arguir nulidade cuja observância só à parte contrária interesse, impede o Ministério Público de ar- guir a invalidade da citação. d) Não é nula a sentença que contém motivação deficiente. Questão 25 (FCC/TRF4/ANALISTA JUDICIÁRIO) Em relação às nulidades no processo penal, a) as partes poderão arguir nulidade referente à formalidade cuja observância só à parte con- trária interesse. b) não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. c) ocorre nulidade por incompetência, mas não por suspeição do juiz. d) a nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada. e) a incompetência do juízo anula todos os atos do processo, instrutórios e decisórios. Questão 26 (FCC/TJ-PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO) A respeito das nulidades, é INCORRETO afir- mar que a) não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da decisão da causa. b) nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que haja dado causa. c) nenhuma das partes poderá arguir nulidade para que tenha concorrido. d) não poderá ser sanada, por ratificação dos atos processuais, a nulidade por ilegitimidade do representante da parte. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 47 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL e) nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. Questão 27 (CONSULPLAN/TJ-MG/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS) Quanto às nulida- des, assinale a alternativa correta. a) A nulidade de ato processual será declarada ainda que não houver influído na apuração da verdade substancial. b) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada em nenhum momento processual. c) Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. d) A ausência de intervenção do Ministério Público nos termos da ação intentada pela parte ofendida, nos casos de ação pública, não é causa de nulidade. Questão 28(IMES/CÂMARA – SP/ADVOGADO) Considerando o tema nulidade em processo penal é incorreto o que se afirma em: a) A incompetência, a suspeição ou o suborno do juiz geram nulidade em processo penal. b) A incompetência do juízo anula todos os atos do processo, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente e reiniciado. c) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante ratificação dos atos processuais. d) A nulidade de um ato, uma vez declarada, causará a dos atos que dele diretamente depen- dam ou sejam consequência. Questão 29 (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO) Sobre as nulidades no processo penal, as- sinale a afirmativa incorreta. a) Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. b) Nenhuma das partes poderá arguir a nulidade a que haja dado causa, ou para qual tenha concorrido, ou referente à formalidade cuja observância só a parte contrária interesse. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 48 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL c) Não será declarada a nulidade de ato processual que não há houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. d) A incompetência do juízo anula somente os atos decisórios. e) A falta do exame de corpo de delito nos crimes que deixam vestígios é causa de nulidade, não admitindo que seja sanada de qualquer forma. Questão 30 (TJ-GO/ESCRIVÃO) Acerca das nulidades no processo penal, assinale a alterna- tiva CORRETA: a) O fato de o juiz que preside o feito ser inimigo capitai do acusado não enseja qualquer nu- lidade passível de questionamento. b) Nos crimes que deixam vestígio, a falta do exame de corpo de delito sempre causará nuli- dade processual. c) Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. d) A nulidade de um ato, uma vez declarada, não causará a dos que dele diretamente depen- dam ou sejam consequência. 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Letra e. Conforme preconiza o art. 568 do CPP, A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante ratificação dos atos processuais. Questão 2 (CESPE/TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO) Considere que determinado juiz titular da justiça eleitoral de uma comarca do estado de Mato Grosso, regularmente investido na função, sem dolo, tenha prolatado sentença em processo de competência do tribunal do júri. Nessa situação hipotética, o ato praticado pelo juiz configura a) nulidade relativa. b) inexistência. c) prorrogação de competência. d) irregularidade. e) nulidade absoluta. Letra e. Conforme estudamos, a incompetência, (Art. 564 CPP, inciso I), é causa de nulidade ABSOLUTA. 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Visa garantir o interesse das partes. d) Incorreta. A nulidade relativa é sanável, e preclui se não for arguida no tempo correto. e) Incorreta. Depende sim da demonstração de prejuízo – ao contrário das nulidades absolutas. Questão 4 (MPE-SP/PROMOTOR) É considerada nulidade relativa, que pode ser sanada: a) a falta de concessão de prazos à acusação e à defesa. b) a ilegitimidade de parte. c) a falta de nomeação de defensor ao réu presente, que o não tiver. d) a violação à incomunicabilidade dos jurados. e) a suspeição do juiz. Letra a. Infelizmente, veja como dominar as hipóteses de nulidade relativa e absoluta é necessário para responder questões sobre esse assunto. Não tem remédio – a única solução é memori- zar! 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Questão 6 (MPE-SP/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Assinale a alternativa incorreta. a) A nulidade relativa pode ser reconhecida pelo juiz, de ofício, a qualquer tempo do processo. b) A nulidade pode atingir todo o processo, desde o seu início, parte do processo ou apenas um ato, sem reflexo em qualquer outro. c) A nulidade relativa considera-se sanada pelo silêncio das partes, pela efetiva consecução do escopo visado peloato não obstante sua irregularidade e pela aceitação, ainda que tácita, dos efeitos do ato irregular. d) O princípio da instrumentalidade das formas não admite o reconhecimento da nulidade que não tenha influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. e) Nos termos da Súmula 156 do Supremo Tribunal Federal, é absoluta a nulidade do julga- mento, pelo Júri, por falta de quesito obrigatório. 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Questão 7 (FCC/TJ-AP/JUIZ) Aponte a alternativa que corresponde a regra do Código de Processo Penal sobre nulidade. a) A defesa deficiente gera nulidade absoluta, sendo presumido o prejuízo b) A incompetência do juízo anula somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. c) A falta de defesa prévia após o interrogatório gera nulidade absoluta. d) A nulidade de um ato, uma vez declarada, afetará os atos posteriores. e) A falta das alegações escritas do acusado no procedimento ordinário e causa de nulidade relativa. Letra b. Conforme rege o art. 567 do CPP, A incompetência do juízo anula somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for decla- rada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. Questão 8 (FCC/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO) Conforme a orientação deste Superior Tribunal de Justiça, a inquirição das testemunhas pelo juiz antes que seja oportunizada a formula- ção das perguntas às partes, com a inversão da ordem prevista no art. 212 do Código de Processo Penal, constitui nulidade relativa (STJ, HC n. 237.782, Rel. Min. Laurita Vaz, DJe de 21/08/2014). Diante deste entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a nulidade, neste caso, a) será declarada mesmo que não tenha influído na decisão da causa. b) deve ser reconhecida de ofício. 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Questão 9 (CESPE/TJ-AM/JUIZ) Com base no entendimento pacificado dos tribunais su- periores, é correto afirmar que o excesso de linguagem comprovadamente existente na deci- são de pronúncia ocasiona a) a proibição da entrega de cópia da decisão de pronúncia aos jurados que eventualmente a requisitarem. b) a nulidade absoluta da decisão de pronúncia e dos atos processuais subsequentes, inde- pendentemente de demonstração de prejuízo causado ao réu c) a nulidade relativa da decisão de pronúncia e dos atos processuais subsequentes, se de- monstrado prejuízo ao réu. d) a proibição da leitura da decisão de pronúncia pela acusação durante o julgamento no ple- nário do júri, para evitar que os jurados sejam influenciados. e) o desentranhamento e envelopamento da decisão de pronúncia, providência adequada e suficiente para cessar a ilegalidade e contemplar o princípio da economia processual. 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Questão 10 (FCC/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) A nulidade absoluta pode ser decretada a) somente pelo Supremo Tribunal Federal. b) somente até o trânsito em julgado da sentença condenatória. c) somente até a prolação da sentença condenatória de primeira instância. d) somente a requerimento do Ministério Público. e) mesmo após o trânsito em julgado da decisão condenatória. Letra e. Questão fácil. A nulidade absoluta tem prejuízo presumido, de modo que pode ser decretada até mesmo após o trânsito em julgado da condenação. Questão 11 (TJ-MG/TÉCNICO) Considerando-se a nulidade absoluta ocorrida no curso de um processo penal, é CORRETO afirmar que tal nulidade a) pode ser declarada, de ofício, pelo Magistrado e arguida por quaisquer das partes, mas nunca após o trânsito em julgado da sentença. b) pode ser suscitada apenas pelo representante do Ministério Público. c) pode ser suscitada pela Defesa, após o trânsito em julgado de sentença condenatória. d) não pode ser declarada, de ofício, pelo Magistrado, por ferir o princípio do ne proceda iudex ex oficio. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 56 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Letra c. A nulidade absoluta pode ser suscitada pela defesa mesmo após o trânsito em julgado da sentença condenatória. O que não pode ocorrer é a arguição de nulidade pela acusação, em prejuízo do réu, após o trânsito em julgado da sentença. Questão 12 (CESPE/TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO) Conforme disposição expressa no Có- digo de Processo Penal, o magistrado estará impedido de atuar no processo, sob pena de acarretar sua nulidade absoluta, se a) seu cunhado estiver respondendo a processo por fato análogo. b) for acionista de sociedade interessada no resultado do processo. c) for amigo íntimo de alguma das partes. d) tiver aconselhado, em algum momento, alguma das partes. e) sua sobrinha tiver atuado como oficial de justiça. Letra e. Questão fantástica e interdisciplinar. Não basta saber que você as causas de impedimentos dos juízes geram nulidades absolutas. É preciso conhecer quais são essas causas, para en- contrar a resposta da questão. Dentre as assertivas acima, resta caraterizado o impedimento do magistrado caso sua sobri- nha tiver atuado como oficial de justiça no processo, por força do art. 252, inciso I. Questão 13 (FCC/MPE-CE/PROMOTOR) Em relação ao sistema de nulidades no processo penal, pode-se afirmar que a a) falha na procuração para apresentação de queixa não poderá ser suprida. b) falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só anulará o processose houver prova de prejuízo para o réu. c) falta do exame de corpo de delito direto nos crimes que deixam vestígios causará nulidade absoluta, não se admitindo suprimento por qualquer outro meio de prova. d) declaração de nulidade por vício na inquirição de uma testemunha sempre causará a dos atos de inquirição posteriores de outras testemunhas. e) realização de citação por hora certa causará nulidade do processo, por não ser admitida. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 57 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Letra b. Nos termos da Súmula 523 do STF, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas sua deficiência só anulará o processo se houver prova de prejuízo para o réu. Questão 14 (VUNESP/TJR/JUIZ) Assinale a alternativa correta. a) No processo penal, a falta de resposta à acusação constitui nulidade absoluta. b) No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só anulará o processo se houver prova de prejuízo para o réu. c) O julgamento de recurso criminal na segunda instância não exige prévia intimação ou pu- blicação da pauta. d) Não é nula a citação por edital de réu preso na mesma unidade da federação em que o juiz exerça a sua jurisdição. Letra b. Veja como é importante estudar as Súmulas do STF e demais pontos relevantes da jurispru- dência: Novamente estamos diante do teor da súmula 523 do STF, a qual acabamos de citar na questão anterior. Questão 15 (FCC/TRE-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO) No processo penal, especificamente so- bre as nulidades, é correto afirmar: a) Ocorrerá nulidade no caso de comparecimento de quinze jurados para constituição do júri. b) Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. c) As omissões da denúncia ou da queixa poderão ser supridas a todo o tempo, até cinco dias antes da audiência de instrução designada. d) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada, ensejando a renovação de todos os atos processuais praticados. e) A omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato é causa de nulidade absoluta e não poderá ser sanada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 58 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Letra b. Conforme estudamos, se o ato processual não influiu na apuração da causa ou na decisão prolatada, sua nulidade não será declarada (como por exemplo, a nulidade na oitiva de teste- munha cujo depoimento acabou se tornando irrelevante). Questão 16 (FCC/TJ-AP/JUIZ) Em relação às nulidades no processo penal, é INCORRETO afirmar: a) A incompetência do juízo anula somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao Juiz competente. b) É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção. c) No processo penal, a deficiência da defesa constitui nulidade absoluta, independentemente da prova de prejuízo para o réu. d) É nulo o julgamento da apelação se, após a manifestação nos autos da renúncia do único defensor, o réu não foi previamente intimado para constituir outro. e) Constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer contrarrazões ao re- curso interposto da rejeição da denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor dativo. Letra c. Oras, no processo penal, é a AUSÊNCIA de defesa que constitui nulidade absoluta. A sua de- ficiência constitui nulidade relativa, que DEPENDE de prova de prejuízo para o réu. Essa é a assertiva INCORRETA, como solicitou o examinador. Questão 17 (FCC/TJ-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO) Sobre as nulidades no processo penal, é correto afirmar que a) nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que tenha dado causa, mas se apenas con- correu para que ela se verificasse, pode alegar o vício desde que o faça no momento oportuno. b) sendo o exame de corpo de delito indispensável nas infrações que deixam vestígios, a sua ausência é causa de nulidade nada podendo suprir-lhe a falta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 59 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL c) a falta de intervenção do Ministério Público na ação penal privada subsidiária da pública é causa de nulidade absoluta. d) a falta de citação do réu é causa de nulidade, não a sanando o seu comparecimento ainda que declare que o faz apenas com o fim de arguir o vício. e) as incompetências ratione personae e ratione materiae são absolutas e, por isso, podem ser alegadas a qualquer tempo, implicando nulidade do processo. Letra e. A incompetência, seja ela ratione personae (em razão da pessoa) ou ratione materiae (em razão da matéria) tem caráter de nulidade absoluta, podendo ser sim alegada a qualquer tempo. Questão 18 (MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA) “Fenício” foi denunciado pela prática de furto simples e o Juiz rejeitou de plano a peça inaugural da persecutio criminis, entendendo, in casu, que se aplica o princípio da insignificância. Houve interposição de recurso pelo Minis- tério Público. O Juiz de primeiro grau nomeou defensor dativo ao recorrido para contrarrazoar o recurso. O réu não foi citado da ação penal interposta, devido ao fato de ter sido a Denúncia rejeitada. Diante do texto e do que dispõe o entendimento sumulado pelo STF: a) Mesmo não tendo sido o réu intimado pessoalmente para oferecer Contrarrazões, havendo nomeação de advogado dativo que ofereça a peça apropriada, refutando os termos do recurso do Ministério Publico, não há prejuízo ao recorrido e, portanto, não há nulidade absoluta ou relativa. b) A nulidade existe, mas é relativa, somente se configurando se houver desídia do defensor dativo, se mostrando ineficiente na defesa do recorrido. c) Constitui nulidade a falta de intimação do Denunciado para oferecer contrarrazões ao re- curso interposto da rejeição da Denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor dativo. d) Constitui nulidade a falta de citação do Denunciado para apresentar defesa à Denúncia ofertada. Restará suprida tal nulidade com a nomeação de defensor dativo se a atuação do O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 60 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL causídico no feito for sem desídia. Caso contrário, havendo desídia do defensor, a nulidade será absoluta e não relativa. Letra c. Segundo a Súmula 707 do STF, Constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso interposto da rejeição da denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor dativo. Questão 19 (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS) Sobre a nulidade do processo penal, é corretoafirmar: a) No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. b) As partes poderão arguir nulidade a que tenham dado causa ou de qualquer forma concorri- do. c) Configura causa de nulidade a não intimação da defesa da data da audiência no juízo de- precado, ainda que haja sido intimada da expedição da carta precatória. d) A incompetência do juízo anula os atos instrutórios e decisórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. e) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser suprida a todo o tempo, antes da sentença final, mediante ratificação dos atos processuais. Letra a. Veja como a Súmula 523 do STF é importante: Já é a terceira questão, de diferentes bancas, que trata de seu conteúdo. Como você já sabe, tal súmula apresenta o entendimento de que “no processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu.” O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 61 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL Questão 20 (CESPE/DPE-PR/DEFENSOR PÚBLICO) Acerca das nulidades no processo pe- nal, assinale a opção correta. a) De acordo com a doutrina majoritária, é taxativo o rol de nulidades previsto no CPP, em ra- zão de estas se consubstanciarem em sanções processuais, que devem ser expressamente estabelecidas na lei processual (nulla nullitatis sine lege). b) De acordo com a doutrina majoritária, haverá nulidade absoluta quando o ato processual for praticado em detrimento do interesse público ou de ambas as partes. c) É facultado ao julgador, a todo tempo e em qualquer grau de jurisdição, conhecer, de ofício, de nulidades, ainda que contrárias aos interesses do réu, de modo a se assegurar regularida- de do processo. d) O reconhecimento da nulidade de qualquer ato processual depende sempre de um provi- mento judicial, não decorrendo automaticamente da lei. e) De acordo com o princípio da causalidade, o reconhecimento dos atos eivados de nulidade implica a automática nulidade de todos os subsequentes, sendo desnecessária a declaração judicial em relação a estes. Letra d. Vejamos: a) Incorreta. O Rol de nulidades é exemplificativo. b) Incorreta. Tal premissa não é critério para definição de nulidade absoluta. c) Incorreta. A todo e qualquer tempo o julgador deve reconhecer de ofício as nulidades AB- SOLUTAS, mas as RELATIVAS dependem de arguição. �d) Correta! As nulidades precisam ser reconhecidas através de provimento judicial! e) Incorreta. Também nesse caso é necessária a declaração judicial sobre a nulidade. 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Letra b. Conforme estudamos, o juiz só está adstrito à provocação das partes no caso de nulidades relativas. Nesse sentido, ao apreciar recurso de ofício, o tribunal poderá sim reconhecer e de- clarar nulidade absoluta em prejuízo de qualquer das partes. Questão 22 (CESPE/TJ-PB/JUIZ SUBSTITUTO) A respeito de nulidades, assinale a opção correta à luz da jurisprudência do STF e do STJ. a) Haverá nulidade absoluta no caso de ações penais referentes a crimes praticados por funcionários públicos contra a administração pública instruídas por inquérito policial, caso o juízo não permita ao denunciado apresentar resposta preliminar antes do recebimento da peça acusatória. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANTÔNIO CARLOS VIEIRA MOTA JÚNIOR - 073.820.925, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 63 de 71www.grancursosonline.com.br Douglas Vargas Nulidades DIREITO PROCESSUAL PENAL b) O cerceamento de defesa resultante da rejeição, por parte do juízo, de pedido de réu preso para ser entrevistado por defensor público para subsidiar a elaboração da resposta à acusa- ção acarreta nulidade processual c) No processo penal, a falta e a deficiência de defesa constituem nulidade processual abso- luta; portanto, o prejuízo é presumido e independe de prova. d) A ausência de intimação do acusado para apresentar contrarrazões ao recurso interposto da rejeição da denúncia constitui nulidade que não pode ser suprida pelo juízo por meio de nomeação de defensor dativo. e) A decisão que determina o desaforamento do processo da competência do tribunal do júri sem audiência da defesa caracteriza mera irregularidade Letra d. Mais uma vez, a resposta vem de uma das Súmulas do STF, nesse caso, a 707: Constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso in- terposto da rejeição da denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor dativo. Questão 23 (VUNESP/TJ-RJ/JUIZ SUBSTITUTO) Nos exatos termos do quanto determina o art. 564 do CPP, acarreta a nulidade do processo que chega a termo com sentença condena- tória a ausência a) de interrogatório, em qualquer situação. b) de representação da vítima, no crime de lesão corporal culposa. c) de pedido condenatório, em ação pública incondicionada. d) do exame de corpo de delito, no crime de homicídio doloso. Letra b. Segundo o Art. 544, III, alínea A, temos a seguinte hipótese de nulidade: a) a denúncia ou a queixa e a representação e, nos processos de contravenções penais, a portaria ou o auto de prisão em flagrante; É o caso da representação da vítima, no crime de lesão corporal culposa! 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Letra c. Oras, o art. 565 do CPP prevê expressamente que Nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse. Nesse sentido, porque poderia o MP arguir nulidade em razão da invalidade de citação, sendo que tal procedimento só interessa ao acusado? É justamente este tipo de ação que o art. 565 busca vedar! Questão 25 (FCC/TRF4/ANALISTA JUDICIÁRIO) Em relação às nulidades no processo penal, a) as partes poderão arguir nulidade referente à formalidade cuja observância só à parte con- trária interesse. b) não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. c) ocorre nulidade por incompetência, mas não por suspeição do juiz. d) a nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada. e) a incompetência do juízo anula todos os atos do processo, instrutórios e decisórios. 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Questão 26 (FCC/TJ-PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO) A respeito das nulidades, é INCORRETO afir- mar que a) não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da decisão da causa. b) nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que haja dado causa. c) nenhuma das partes poderá arguir nulidade para que tenha concorrido. d) não poderá ser sanada, por ratificação dos atos processuais, a nulidade por ilegitimidade do representante da parte. e) nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. Letra d. Vamos lá, caso a caso: a) Correta. Art. 566 CPP. b) Correta. Art. 565 CPP. c) Correta. Também art. 565 CPP. d) Incorreta. Art. 568 CPP: A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante ratificação dos atos processuais. e) Correta. Art. 563 CPP. 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Letra c. E lá vamos nós de novo: a) Incorreta. Art. 566 CPP. b) Incorreta. Art. 568 CPP. �c) Correta! É o que rege o art. 563 do CPP. e) Incorreta. Art. 564, III, alínea D, CPP. Questão 28 (IMES/CÂMARA – SP/ADVOGADO) Considerando o tema nulidade em processo penal é incorreto o que se afirma em: a) A incompetência, a suspeição ou o suborno do juiz geram nulidade em processo penal. b) A incompetência do juízo anula todos os atos do processo, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente e reiniciado. c) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante ratificação dos atos processuais. d) A nulidade de um ato, uma vez declarada, causará a dos atos que dele diretamente depen- dam ou sejam consequência. 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Questão 29 (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO) Sobre as nulidades no processo penal, as- sinale a afirmativa incorreta. a) Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. b) Nenhuma das partes poderá arguir a nulidade a que haja dado causa, ou para qual tenha concorrido, ou referente à formalidade cuja observância só a parte contrária interesse. c) Não será declarada a nulidade de ato processual que não há houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. d) A incompetência do juízo anula somente os atos decisórios. e) A falta do exame de corpo de delito nos crimes que deixam vestígios é causa de nulidade, não admitindo que seja sanada de qualquer forma. Letra e. Embora de forma excepcional, a falta do exame de corpo de delito em crimes que deixam ves- tígios admite sim uma hipótese de convalidação, nos termos do art. 167 do CPP: Art. 167. Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta. Questão 30 (TJ-GO/ESCRIVÃO) Acerca das nulidades no processo penal, assinale a alterna- tiva CORRETA: a) O fato de o juiz que preside o feito ser inimigo capitai do acusado não enseja qualquer nu- lidade passível de questionamento. b) Nos crimes que deixam vestígio, a falta do exame de corpo de delito sempre causará nuli- dade processual. 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Aprovado em vários concursos, como Polícia Federal (Escrivão), PCDF (Escrivão e Agente), PRF (Agente), Ministérioda Integração, Ministério da Justiça, BRB e PMDF (Soldado – 2012 e Oficial – 2017). 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Nulidades 1. Reconhecimento 2. Classificações 2.1. Atos Inexistentes 2.2. Atos Nulos 2.3. Atos Irregulares 3. Espécies de Nulidades 4. Princípios – Resumo 5. Nulidades Absolutas 5.1. Incompetência 5.2. Impedimento 5.3. Suborno do Juiz 5.4. Ilegitimidade da Parte 5.5. Ausência de Exame de Corpo de Delito 5.6. Denúncia, Queixa & Representação 5.7. Problemas na Defesa do Réu 5.8. Falta da Decisão de Pronúncia 5.9. Falta de Citação 5.10. Falta de Quórum / Conselho de Sentença 5.11. Quesitos 5.12. Demais Causas De Nulidade Absoluta 6. Nulidades Relativas 6.1. Falta de Concessão de Prazos à Acusação e Defesa 6.2. Falta de Intervenção do Ministério Público 6.3. Prevenção 6.4. Intimação de Testemunhas 6.5. Intimação do Réu 6.6. Desrespeito à Forma Legal dos Atos 7. Arguição de Nulidades Absolutas 8. Arguição de Nulidades Relativas 9. Convalidação de Nulidades Relativas 10. Consequências Resumo Questões de Concurso Gabarito Gabarito Comentado AVALIAR 5: Página 71: