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DIREITO PROCESSUAL PENAL

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01- Determinado réu foi sentenciado pela prática do delito previsto no Art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006, à pena de cinco anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado. Irresignada, a defesa interpôs apelação perante o Tribunal de origem, que deu parcial provimento ao recurso, diante da necessidade de que o juízo sentenciante analise a eventual possibilidade de aplicação da minorante prevista no Art. 41 da Lei nº 11.343/2006 ("Art. 41. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais coautores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um terço a dois terços"). A constatação exclusiva na sentença de vícios decorrentes da individualização da pena ocasiona a anulação:

a) total da sentença, com afetação da validade ou da eficácia do juízo condenatório, diante do caráter unitário do título, com a necessidade da prolação de uma nova sentença na sua integralidade;
b) parcial da sentença, sem afetação da validade ou da eficácia do juízo condenatório, por incidir apenas na dosimetria da pena, na fase de individualização;
c) total da sentença, com afetação da validade ou da eficácia do juízo condenatório, diante da ausência de fundamentação válida, afetando o título como um todo;
d) parcial da sentença, sem afetação da validade ou da eficácia do juízo condenatório, porquanto de caráter objetivo, incidindo na fase de individualização;
e) total da sentença, com afetação da validade ou da eficácia do juízo condenatório, haja vista que referido comando legal tem caráter objetivo.

02- João foi investigado, processado e julgado pelo fato de, em comunhão de ações e desígnios com outra pessoa não identificada, ter receptado veículo automotor VW/Saveiro, placa SAV-1234/AM, contendo diversos pares de calçados na caçamba, tudo pertencente à sociedade empresária AM Pé Descalço Ltda. Após a instrução criminal, o magistrado julgou procedente a denúncia, condenando João pelo delito de receptação. Posteriormente, surgiu a informação de que, em verdade, João teria tomado lugar de roubo, mediante grave ameaça exercida com o emprego de arma de fogo contra o motorista e o ajudante da VW/Saveiro, o que foi devidamente registrado em sede policial. Diante desse cenário, é correto afirmar que:

a) a condenação anterior pelo crime de receptação, ainda que indevida, impede o novo processo e o julgamento pelo crime de roubo.
b) a condenação anterior pelo crime de receptação, por ser indevida, não impede o novo processo e o julgamento pelo crime de roubo.
c) o crime de roubo é delito autônomo, que atingiu vítimas distintas, caracterizando novo delito e permitindo o processo e o julgamento de João.
d) o surgimento de prova nova superveniente afasta os efeitos da coisa julgada material no presente caso, permitindo o processo e o julgamento de João pelo crime de roubo.
e) operada a rescisão da coisa julgada, por ação específica, fica autorizado o processo e o julgamento de João pelo crime de roubo.

Corrigindo a capitulação com o Art. 383 do Código de Processo Penal, diante da continuidade típico normativa; c) absolvição, diante da expressa revogação da norma incriminadora pela Lei nº 14.133/2021; d) condenação, corrigindo a capitulação com o Art. 384 do Código de Processo Penal, diante da continuidade típico normativa; e) absolvição, diante do erro na imputação original e a impossibilidade de o juiz julgar ultra petita.

A) Incorreta, pois a denuncia do fato ocorreu antes da publicação da lei 14.133/2021, o qual no período ainda não se encontrava revogado a lei 8666/1993. Não tendo o que se falar em absolvição, quando a conduta se encontra prevista no novo corpo da lei. Pois o princípio da continuidade normativa típica retrata que: Mesmo quando uma norma penal é revogada, a mesma conduta continua sendo crime no tipo penal revogado.
B) Correta, pois o texto do Art.383 do CPP, traz: O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave.
C) Incorreta, pois tal atitude possuía capitulação na nova lei, mesmo com a revogação da lei utilizada na denúncia.
D) Incorreto, pois o texto do art. 384 do CPP, trata de provas, o que não se enquadra ao caso acima que está relacionado a revogação da lei utilizada para fundamentação da denúncia.
E) Incorreto, pois não há o que se falar em erro, quando se trata de revogação de uma lei. Não configurando julgamento ultra petita, pois a possibilidade de atribuir definição jurídica diversa possui respaldo no Código de Processo Penal no Art.383.

Sobre a sentença penal, emendatio libelli e mutatio libelli, é correto afirmar:

a) Em respeito aos princípios da ampla defesa e do contraditório, é possível que ocorra a mutatio libelli em segunda instância, mas não a emendatio libelli.
b) De acordo com o Código de Processo Penal, nos crimes de ação penal pública o juiz poderá proferir sentença condenatória ainda que o Ministério Público tenha opinado pela absolvição, mas assim não poderá proceder no caso de ação penal privada.
c) O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave, ocorrendo a chamada mutatio libelli.
d) O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, não poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa se, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave, sendo obrigatório o aditamento da denúncia, ocorrendo a chamada mutatio libelli.
e) Nos crimes de ação penal pública, o juiz poderá reconhecer agravantes e causas de aumento de pena, ainda que não tenham sido alegadas na denúncia.

O Ministério Público ofereceu denúncia contra Antônio, narrando que o réu teria, na companhia de terceira pessoa não identificada, subtraído aparelho celular de Carolina mediante emprego de violência física. Como o coautor não foi identificado, o Ministério Público classificou a conduta como roubo simples. Imagens da câmera de monitoramento de um estabelecimento foram juntadas nos autos, comprovando a coautoria de pessoa desconhecida. As testemunhas ouvidas na audiência de instrução relataram que viram duas pessoas roubando a ofendida, mas apenas Antônio foi preso em flagrante. Em alegações finais, o Ministério Público reiterou os termos da denúncia e requereu a condenação de Antônio por roubo simples. O juiz condenou Antônio pela prática de roubo, reconhecendo, de ofício, a causa especial de aumento de pena do concurso de agentes. Nesse caso, a sentença é:

a) nula, pois o juiz realizou mutatio libelli sem o prévio aditamento da denúncia pelo Ministério Público.
b) válida, pois o juiz realizou mutatio libelli de ofício.
c) nula, pois o juiz superou os limites da emendatio libelli, já que reconheceu circunstância majorante da pena em prejuízo do réu.
d) nula, pois o juiz violou o princípio da correlação ou da congruência entre acusação e sentença.
e) válida, pois o juiz pode reconhecer circunstância narrada na denúncia, ainda que não haja sua capitulação jurídica na peça acusatória.

Um servidor público foi denunciado pelo crime de peculato doloso, todavia, no decorrer do processo, ficou comprovado que o agente havia dado causa ao resultado em decorrência de conduta manifestamente culposa. Considerando essa situação hipotética, bem como a posição doutrinária e jurisprudencial a respeito da matéria em questão, assinale a opção correta.

a) O juiz poderá prolatar sentença condenatória com capitulação jurídica diversa da denúncia, sem necessidade de aditamento.
b) É incabível, em grau de recurso, a retificação da definição jurídica oferecida pela acusação, sob pena de supressão da instância.
c) O juiz, antes de prolatar a sentença, deverá abrir vista às partes, para que elas se manifestem sobre a nova classificação do fato delituoso.
d) A retificação da denúncia, em regra, deverá ser feita após o oferecimento da defesa preliminar e antes do encerramento da instrução probatória.
e) O Ministério Público, caso discorde da nova classificação jurídica do fato, poderá encaminhar os autos à apreciação do procurador-geral; caso este também discorde, o juiz estará vinculado à imputação que constar da denúncia.

Quanto à intimação da sentença, é correto afirmar que:

a) se dará mediante edital, no caso de infração afiançável, ainda que o réu tenha constituído advogado e este tenha sido intimado;
b) é presumida quando o réu constitui advogado particular;
c) a do Ministério Público se dará mediante mandado a ser cumprido por oficial de justiça;
d) quando o réu constituir defensor, se dará na pessoa deste;
e) será pessoal, no caso de réu preso.

Em relação às causas de convalidação do ato processual, assinale a alternativa correta.
a) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada, ainda que haja ratificação dos atos processuais.
b) A falta ou a nulidade da intimação ou notificação não poderá ser sanada se o interessado comparecer em juízo, antes de o ato consumar-se e declarar que o faz para o único fim de argui-la.
c) Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação da nulidade, o juiz não a pronunciará.
d) A incompetência territorial ou relativa do juízo anula todos os atos instrutórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente.
e) As omissões da denúncia ou da queixa poderão ser supridas a todo o tempo, até antes do encerramento da instrução criminal.

Nos termos do Código de Processo Penal, é correto afirmar que
a) as omissões da denúncia ou da queixa, da representação, ou, nos processos das contravenções penais, da portaria ou do auto de prisão em flagrante poderão ser supridas a todo o tempo, antes do oferecimento da denúncia.
b) a nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser sanada até a cita

15- No processo penal, especificamente sobre as nulidades, é correto afirmar:
a) Ocorrerá nulidade no caso de comparecimento de quinze jurados para constituição do júri.
b) Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa.
c) As omissões da denúncia ou da queixa poderão ser supridas a todo o tempo, até cinco dias antes da audiência de instrução designada.
d) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada, ensejando a renovação de todos os atos processuais praticados.
e) A omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato é causa de nulidade absoluta e não poderá ser sanada.

a) Ocorrerá nulidade no caso de comparecimento de quinze jurados para constituição do júri.
b) Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa.
c) As omissões da denúncia ou da queixa poderão ser supridas a todo o tempo, até cinco dias antes da audiência de instrução designada.
d) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada, ensejando a renovação de todos os atos processuais praticados.
e) A omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato é causa de nulidade absoluta e não poderá ser sanada.

16- Segundo entendimento sumulado dos Tribunais Superiores, é INCORRETO afirmar:
a) É relativa à nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.
b) Intimada a defesa da expedição de carta precatória, torna-se desnecessária a intimação da data da audiência no juízo deprecado.
c) No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu.
d) Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela.
e) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante ratificação dos atos processuais.

a) É relativa à nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.
b) Intimada a defesa da expedição de carta precatória, torna-se desnecessária a intimação da data da audiência no juízo deprecado.
c) No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu.
d) Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela.
e) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante ratificação dos atos processuais.

17- Sobre as nulidades no processo penal, é correto afirmar que:
a) nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que tenha dado causa, mas se apenas concorreu para que ela se verificasse, pode alegar o vício desde que o faça no momento oportuno.
b) sendo o exame de corpo de delito indispensável nas infrações que deixam vestígios, a sua ausência é causa de nulidade nada podendo suprir-lhe a falta.
c) a falta de intervenção do Ministério Público na ação penal privada subsidiária da pública é causa de nulidade absoluta.
d) a falta de citação do réu é causa de nulidade, não a sanando o seu comparecimento ainda que declare que o faz apenas com o fim de arguir o vício.
e) as incompetências ratione personae e ratione materiae são absolutas e, por isso, podem ser alegadas a qualquer tempo, implicando nulidade do processo.

a) nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que tenha dado causa, mas se apenas concorreu para que ela se verificasse, pode alegar o vício desde que o faça no momento oportuno.
b) sendo o exame de corpo de delito indispensável nas infrações que deixam vestígios, a sua ausência é causa de nulidade nada podendo suprir-lhe a falta.
c) a falta de intervenção do Ministério Público na ação penal privada subsidiária da pública é causa de nulidade absoluta.
d) a falta de citação do réu é causa de nulidade, não a sanando o seu comparecimento ainda que declare que o faz apenas com o fim de arguir o vício.
e) as incompetências ratione personae e ratione materiae são absolutas e, por isso, podem ser alegadas a qualquer tempo, implicando nulidade do processo.

18- A nulidade absoluta pode ser decretada a) somente pelo Supremo Tribunal Federal. b) somente até o trânsito em julgado da sentença condenatória. c) somente até a prolação da sentença condenatória de primeira instância. d) somente a requerimento do Ministério Público. e) mesmo após o trânsito em julgado da decisão condenatória.

a) somente pelo Supremo Tribunal Federal.
b) somente até o trânsito em julgado da sentença condenatória.
c) somente até a prolação da sentença condenatória de primeira instância.
d) somente a requerimento do Ministério Público.
e) mesmo após o trânsito em julgado da decisão condenatória.

19- Sobre as nulidades no processo penal, considere: I. As nulidades ocorridas durante o julgamento em plenário do júri devem ser arguidas logo depois de ocorrerem. II. As nulidades decorrentes de falta de intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação por ele intentada e nos dá intentada pela parte ofendida, quando se tratar de crime de ação pública; e de citação do réu para ver-se processar, o seu interrogatório, quando presente, e os prazos concedidos à acusação e à defesa, consideram-se sanadas se não arguidas em tempo oportuno, ou se, praticados de outra forma, o ato tiver atingido o seu fim, ou se a parte, ainda que tacitamente, tiver aceito os seus efeitos. III. A incompetência do juízo anula todos os atos do processo, devendo este, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. IV. As omissões da denúncia ou da queixa não poderão ser supridas depois das alegações finais. V. Desde que arguida pela parte, deve ser declarada a nulidade do ato, mesmo que não tenha influído na decisão da causa. Está correto o que se afirma SOMENTE em a)I e II. b)II e III. c) II, III e IV. d) III, IV e V. e) I, III, IV e V.

a)I e II.
b)II e III.
c) II, III e IV.
d) III, IV e V.
e) I, III, IV e V.

20-A respeito das nulidades, a) a incompetência do juízo é hipótese de nulidade absoluta, devendo o Juiz que se declarar incompetente julgar extinto o processo sem exame de mérito. b) a ausência de citação do réu enseja nulidade absoluta que não poderá ser sanada, ainda que o acusado compareça antes de o ato consumar-se. c) a suspeição do Juiz é hipótese de nulidade relativa, a qual considerar-se-á sanada se não for arguida antes da sentença. d) a falta de nomeação de defensor ao réu ausente enseja nulidade que pode ser sanada pela concordância do réu. e) a nulidade absoluta pode ser arguida a qualquer tempo, mesmo após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.

a) a incompetência do juízo é hipótese de nulidade absoluta, devendo o Juiz que se declarar incompetente julgar extinto o processo sem exame de mérito.
b) a ausência de citação do réu enseja nulidade absoluta que não poderá ser sanada, ainda que o acusado compareça antes de o ato consumar-se.
c) a suspeição do Juiz é hipótese de nulidade relativa, a qual considerar-se-á sanada se não for arguida antes da sentença.
d) a falta de nomeação de defensor ao réu ausente enseja nulidade que pode ser sanada pela concordância do réu.
e) a nulidade absoluta pode ser arguida a qualquer tempo, mesmo após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.

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Questões resolvidas

01- Determinado réu foi sentenciado pela prática do delito previsto no Art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006, à pena de cinco anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado. Irresignada, a defesa interpôs apelação perante o Tribunal de origem, que deu parcial provimento ao recurso, diante da necessidade de que o juízo sentenciante analise a eventual possibilidade de aplicação da minorante prevista no Art. 41 da Lei nº 11.343/2006 ("Art. 41. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais coautores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um terço a dois terços"). A constatação exclusiva na sentença de vícios decorrentes da individualização da pena ocasiona a anulação:

a) total da sentença, com afetação da validade ou da eficácia do juízo condenatório, diante do caráter unitário do título, com a necessidade da prolação de uma nova sentença na sua integralidade;
b) parcial da sentença, sem afetação da validade ou da eficácia do juízo condenatório, por incidir apenas na dosimetria da pena, na fase de individualização;
c) total da sentença, com afetação da validade ou da eficácia do juízo condenatório, diante da ausência de fundamentação válida, afetando o título como um todo;
d) parcial da sentença, sem afetação da validade ou da eficácia do juízo condenatório, porquanto de caráter objetivo, incidindo na fase de individualização;
e) total da sentença, com afetação da validade ou da eficácia do juízo condenatório, haja vista que referido comando legal tem caráter objetivo.

02- João foi investigado, processado e julgado pelo fato de, em comunhão de ações e desígnios com outra pessoa não identificada, ter receptado veículo automotor VW/Saveiro, placa SAV-1234/AM, contendo diversos pares de calçados na caçamba, tudo pertencente à sociedade empresária AM Pé Descalço Ltda. Após a instrução criminal, o magistrado julgou procedente a denúncia, condenando João pelo delito de receptação. Posteriormente, surgiu a informação de que, em verdade, João teria tomado lugar de roubo, mediante grave ameaça exercida com o emprego de arma de fogo contra o motorista e o ajudante da VW/Saveiro, o que foi devidamente registrado em sede policial. Diante desse cenário, é correto afirmar que:

a) a condenação anterior pelo crime de receptação, ainda que indevida, impede o novo processo e o julgamento pelo crime de roubo.
b) a condenação anterior pelo crime de receptação, por ser indevida, não impede o novo processo e o julgamento pelo crime de roubo.
c) o crime de roubo é delito autônomo, que atingiu vítimas distintas, caracterizando novo delito e permitindo o processo e o julgamento de João.
d) o surgimento de prova nova superveniente afasta os efeitos da coisa julgada material no presente caso, permitindo o processo e o julgamento de João pelo crime de roubo.
e) operada a rescisão da coisa julgada, por ação específica, fica autorizado o processo e o julgamento de João pelo crime de roubo.

Corrigindo a capitulação com o Art. 383 do Código de Processo Penal, diante da continuidade típico normativa; c) absolvição, diante da expressa revogação da norma incriminadora pela Lei nº 14.133/2021; d) condenação, corrigindo a capitulação com o Art. 384 do Código de Processo Penal, diante da continuidade típico normativa; e) absolvição, diante do erro na imputação original e a impossibilidade de o juiz julgar ultra petita.

A) Incorreta, pois a denuncia do fato ocorreu antes da publicação da lei 14.133/2021, o qual no período ainda não se encontrava revogado a lei 8666/1993. Não tendo o que se falar em absolvição, quando a conduta se encontra prevista no novo corpo da lei. Pois o princípio da continuidade normativa típica retrata que: Mesmo quando uma norma penal é revogada, a mesma conduta continua sendo crime no tipo penal revogado.
B) Correta, pois o texto do Art.383 do CPP, traz: O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave.
C) Incorreta, pois tal atitude possuía capitulação na nova lei, mesmo com a revogação da lei utilizada na denúncia.
D) Incorreto, pois o texto do art. 384 do CPP, trata de provas, o que não se enquadra ao caso acima que está relacionado a revogação da lei utilizada para fundamentação da denúncia.
E) Incorreto, pois não há o que se falar em erro, quando se trata de revogação de uma lei. Não configurando julgamento ultra petita, pois a possibilidade de atribuir definição jurídica diversa possui respaldo no Código de Processo Penal no Art.383.

Sobre a sentença penal, emendatio libelli e mutatio libelli, é correto afirmar:

a) Em respeito aos princípios da ampla defesa e do contraditório, é possível que ocorra a mutatio libelli em segunda instância, mas não a emendatio libelli.
b) De acordo com o Código de Processo Penal, nos crimes de ação penal pública o juiz poderá proferir sentença condenatória ainda que o Ministério Público tenha opinado pela absolvição, mas assim não poderá proceder no caso de ação penal privada.
c) O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave, ocorrendo a chamada mutatio libelli.
d) O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, não poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa se, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave, sendo obrigatório o aditamento da denúncia, ocorrendo a chamada mutatio libelli.
e) Nos crimes de ação penal pública, o juiz poderá reconhecer agravantes e causas de aumento de pena, ainda que não tenham sido alegadas na denúncia.

O Ministério Público ofereceu denúncia contra Antônio, narrando que o réu teria, na companhia de terceira pessoa não identificada, subtraído aparelho celular de Carolina mediante emprego de violência física. Como o coautor não foi identificado, o Ministério Público classificou a conduta como roubo simples. Imagens da câmera de monitoramento de um estabelecimento foram juntadas nos autos, comprovando a coautoria de pessoa desconhecida. As testemunhas ouvidas na audiência de instrução relataram que viram duas pessoas roubando a ofendida, mas apenas Antônio foi preso em flagrante. Em alegações finais, o Ministério Público reiterou os termos da denúncia e requereu a condenação de Antônio por roubo simples. O juiz condenou Antônio pela prática de roubo, reconhecendo, de ofício, a causa especial de aumento de pena do concurso de agentes. Nesse caso, a sentença é:

a) nula, pois o juiz realizou mutatio libelli sem o prévio aditamento da denúncia pelo Ministério Público.
b) válida, pois o juiz realizou mutatio libelli de ofício.
c) nula, pois o juiz superou os limites da emendatio libelli, já que reconheceu circunstância majorante da pena em prejuízo do réu.
d) nula, pois o juiz violou o princípio da correlação ou da congruência entre acusação e sentença.
e) válida, pois o juiz pode reconhecer circunstância narrada na denúncia, ainda que não haja sua capitulação jurídica na peça acusatória.

Um servidor público foi denunciado pelo crime de peculato doloso, todavia, no decorrer do processo, ficou comprovado que o agente havia dado causa ao resultado em decorrência de conduta manifestamente culposa. Considerando essa situação hipotética, bem como a posição doutrinária e jurisprudencial a respeito da matéria em questão, assinale a opção correta.

a) O juiz poderá prolatar sentença condenatória com capitulação jurídica diversa da denúncia, sem necessidade de aditamento.
b) É incabível, em grau de recurso, a retificação da definição jurídica oferecida pela acusação, sob pena de supressão da instância.
c) O juiz, antes de prolatar a sentença, deverá abrir vista às partes, para que elas se manifestem sobre a nova classificação do fato delituoso.
d) A retificação da denúncia, em regra, deverá ser feita após o oferecimento da defesa preliminar e antes do encerramento da instrução probatória.
e) O Ministério Público, caso discorde da nova classificação jurídica do fato, poderá encaminhar os autos à apreciação do procurador-geral; caso este também discorde, o juiz estará vinculado à imputação que constar da denúncia.

Quanto à intimação da sentença, é correto afirmar que:

a) se dará mediante edital, no caso de infração afiançável, ainda que o réu tenha constituído advogado e este tenha sido intimado;
b) é presumida quando o réu constitui advogado particular;
c) a do Ministério Público se dará mediante mandado a ser cumprido por oficial de justiça;
d) quando o réu constituir defensor, se dará na pessoa deste;
e) será pessoal, no caso de réu preso.

Em relação às causas de convalidação do ato processual, assinale a alternativa correta.
a) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada, ainda que haja ratificação dos atos processuais.
b) A falta ou a nulidade da intimação ou notificação não poderá ser sanada se o interessado comparecer em juízo, antes de o ato consumar-se e declarar que o faz para o único fim de argui-la.
c) Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação da nulidade, o juiz não a pronunciará.
d) A incompetência territorial ou relativa do juízo anula todos os atos instrutórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente.
e) As omissões da denúncia ou da queixa poderão ser supridas a todo o tempo, até antes do encerramento da instrução criminal.

Nos termos do Código de Processo Penal, é correto afirmar que
a) as omissões da denúncia ou da queixa, da representação, ou, nos processos das contravenções penais, da portaria ou do auto de prisão em flagrante poderão ser supridas a todo o tempo, antes do oferecimento da denúncia.
b) a nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser sanada até a cita

15- No processo penal, especificamente sobre as nulidades, é correto afirmar:
a) Ocorrerá nulidade no caso de comparecimento de quinze jurados para constituição do júri.
b) Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa.
c) As omissões da denúncia ou da queixa poderão ser supridas a todo o tempo, até cinco dias antes da audiência de instrução designada.
d) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada, ensejando a renovação de todos os atos processuais praticados.
e) A omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato é causa de nulidade absoluta e não poderá ser sanada.

a) Ocorrerá nulidade no caso de comparecimento de quinze jurados para constituição do júri.
b) Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa.
c) As omissões da denúncia ou da queixa poderão ser supridas a todo o tempo, até cinco dias antes da audiência de instrução designada.
d) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada, ensejando a renovação de todos os atos processuais praticados.
e) A omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato é causa de nulidade absoluta e não poderá ser sanada.

16- Segundo entendimento sumulado dos Tribunais Superiores, é INCORRETO afirmar:
a) É relativa à nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.
b) Intimada a defesa da expedição de carta precatória, torna-se desnecessária a intimação da data da audiência no juízo deprecado.
c) No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu.
d) Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela.
e) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante ratificação dos atos processuais.

a) É relativa à nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.
b) Intimada a defesa da expedição de carta precatória, torna-se desnecessária a intimação da data da audiência no juízo deprecado.
c) No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu.
d) Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela.
e) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante ratificação dos atos processuais.

17- Sobre as nulidades no processo penal, é correto afirmar que:
a) nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que tenha dado causa, mas se apenas concorreu para que ela se verificasse, pode alegar o vício desde que o faça no momento oportuno.
b) sendo o exame de corpo de delito indispensável nas infrações que deixam vestígios, a sua ausência é causa de nulidade nada podendo suprir-lhe a falta.
c) a falta de intervenção do Ministério Público na ação penal privada subsidiária da pública é causa de nulidade absoluta.
d) a falta de citação do réu é causa de nulidade, não a sanando o seu comparecimento ainda que declare que o faz apenas com o fim de arguir o vício.
e) as incompetências ratione personae e ratione materiae são absolutas e, por isso, podem ser alegadas a qualquer tempo, implicando nulidade do processo.

a) nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que tenha dado causa, mas se apenas concorreu para que ela se verificasse, pode alegar o vício desde que o faça no momento oportuno.
b) sendo o exame de corpo de delito indispensável nas infrações que deixam vestígios, a sua ausência é causa de nulidade nada podendo suprir-lhe a falta.
c) a falta de intervenção do Ministério Público na ação penal privada subsidiária da pública é causa de nulidade absoluta.
d) a falta de citação do réu é causa de nulidade, não a sanando o seu comparecimento ainda que declare que o faz apenas com o fim de arguir o vício.
e) as incompetências ratione personae e ratione materiae são absolutas e, por isso, podem ser alegadas a qualquer tempo, implicando nulidade do processo.

18- A nulidade absoluta pode ser decretada a) somente pelo Supremo Tribunal Federal. b) somente até o trânsito em julgado da sentença condenatória. c) somente até a prolação da sentença condenatória de primeira instância. d) somente a requerimento do Ministério Público. e) mesmo após o trânsito em julgado da decisão condenatória.

a) somente pelo Supremo Tribunal Federal.
b) somente até o trânsito em julgado da sentença condenatória.
c) somente até a prolação da sentença condenatória de primeira instância.
d) somente a requerimento do Ministério Público.
e) mesmo após o trânsito em julgado da decisão condenatória.

19- Sobre as nulidades no processo penal, considere: I. As nulidades ocorridas durante o julgamento em plenário do júri devem ser arguidas logo depois de ocorrerem. II. As nulidades decorrentes de falta de intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação por ele intentada e nos dá intentada pela parte ofendida, quando se tratar de crime de ação pública; e de citação do réu para ver-se processar, o seu interrogatório, quando presente, e os prazos concedidos à acusação e à defesa, consideram-se sanadas se não arguidas em tempo oportuno, ou se, praticados de outra forma, o ato tiver atingido o seu fim, ou se a parte, ainda que tacitamente, tiver aceito os seus efeitos. III. A incompetência do juízo anula todos os atos do processo, devendo este, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. IV. As omissões da denúncia ou da queixa não poderão ser supridas depois das alegações finais. V. Desde que arguida pela parte, deve ser declarada a nulidade do ato, mesmo que não tenha influído na decisão da causa. Está correto o que se afirma SOMENTE em a)I e II. b)II e III. c) II, III e IV. d) III, IV e V. e) I, III, IV e V.

a)I e II.
b)II e III.
c) II, III e IV.
d) III, IV e V.
e) I, III, IV e V.

20-A respeito das nulidades, a) a incompetência do juízo é hipótese de nulidade absoluta, devendo o Juiz que se declarar incompetente julgar extinto o processo sem exame de mérito. b) a ausência de citação do réu enseja nulidade absoluta que não poderá ser sanada, ainda que o acusado compareça antes de o ato consumar-se. c) a suspeição do Juiz é hipótese de nulidade relativa, a qual considerar-se-á sanada se não for arguida antes da sentença. d) a falta de nomeação de defensor ao réu ausente enseja nulidade que pode ser sanada pela concordância do réu. e) a nulidade absoluta pode ser arguida a qualquer tempo, mesmo após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.

a) a incompetência do juízo é hipótese de nulidade absoluta, devendo o Juiz que se declarar incompetente julgar extinto o processo sem exame de mérito.
b) a ausência de citação do réu enseja nulidade absoluta que não poderá ser sanada, ainda que o acusado compareça antes de o ato consumar-se.
c) a suspeição do Juiz é hipótese de nulidade relativa, a qual considerar-se-á sanada se não for arguida antes da sentença.
d) a falta de nomeação de defensor ao réu ausente enseja nulidade que pode ser sanada pela concordância do réu.
e) a nulidade absoluta pode ser arguida a qualquer tempo, mesmo após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.

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DIREITO PROCESSUAL PENAL – OTD 
 
 
01- Determinado réu foi sentenciado pela prática do delito previsto no Art. 33, caput, 
da Lei nº 11.343/2006, à pena de cinco anos de reclusão, a ser cumprida em regime 
inicial fechado. Irresignada, a defesa interpôs apelação perante o Tribunal de origem, 
que deu parcial provimento ao recurso, diante da necessidade de que o juízo 
sentenciante analise a eventual possibilidade de aplicação da minorante prevista no 
Art. 41 da Lei nº 11.343/2006 ("Art. 41. O indiciado ou acusado que colaborar 
voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos 
demais coautores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto 
do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um terço a dois terços”). A 
constatação exclusiva na sentença de vícios decorrentes da individualização da pena 
ocasiona a anulação: 
 
a) total da sentença, com afetação da validade ou da eficácia do juízo 
condenatório, diante do caráter unitário do título, com a necessidade da 
prolação de uma nova sentença na sua integralidade; 
 
b) parcial da sentença, sem afetação da validade ou da eficácia do juízo 
condenatório, por incidir apenas na dosimetria da pena, na fase de 
individualização; 
 
c) total da sentença, com afetação da validade ou da eficácia do juízo condenatório, 
diante da ausência de fundamentação válida, afetando o título como um todo; 
 
d) parcial da sentença, sem afetação da validade ou da eficácia do juízo 
condenatório, porquanto de caráter objetivo, incidindo na fase de individualização; 
 
e) total da sentença, com afetação da validade ou da eficácia do juízo 
condenatório, haja vista que referido comando legal tem caráter objetivo. 
 
FUNDAMENTAÇÃO: 
 
A) Está incorreta, pois conforme demonstrado acima diante entendimento do STF, 
por se tratar de nulidade quanto a dosimetria da pena, não ocorre vicio na 
sentença, mas sim na fixação da pena. 
 
B) Segundo decisão Jurisprudencial, o Supremo Tribunal Federal tem 
entendimento de que nulidade quanto à dosimetria da pena "não vicia 
inteiramente a sentença e o acórdão das instâncias inferiores, mas diz respeito, 
apenas ao critério adotado para a fixação da pena. Tudo o mais neles decidido 
é válido, em face do princípio utile per inutile non vitiatur." (HC 59.950/RJ, Rel. 
Min. Moreira Alves, DJ 01.11.1982). 
Este princípio utile per inutile non vitiatur, significa que o útil não é viciado ao 
inútil. Ou seja, que a eventual macula na dosimetria não poderá afetar o juízo 
condenatório. 
 
C) Está incorreta, pois não há o que se falar em ausência de fundamentação 
válida, quando o objeto tratado na questão acima se trata somente em relação 
a dosimetria de pena, em decorrência a colaboração voluntaria do sujeito no 
período de investigação quanto ao período do processo. Fato que não afasta o 
crime do art. 33 da Lei 11343/2006. 
 
D) Está incorreta, pois não há o que se falar em caráter objetivo quando se há o 
reconhecimento do crime no processo e na investigação. 
 
E) Está incorreta, pois a nulidade total da sentença ocorre quando são vícios 
considerados graves, por violarem textos e princípios constitucionais e penais, 
afetando o interesse público. 
 
 
02- João foi investigado, processado e julgado pelo fato de, em comunhão de ações 
e desígnios com outra pessoa não identificada, ter receptado veículo automotor 
VW/Saveiro, placa SAV-1234/AM, contendo diversos pares de calçados na caçamba, 
tudo pertencente à sociedade empresária AM Pé Descalço Ltda. Após a instrução 
criminal, o magistrado julgou procedente a denúncia, condenando João pelo delito de 
receptação. Posteriormente, surgiu a informação de que, em verdade, João teria 
tomado lugar de roubo, mediante grave ameaça exercida com o emprego de arma de 
fogo contra o motorista e o ajudante da VW/Saveiro, o que foi devidamente registrado 
em sede policial. Diante desse cenário, é correto afirmar que: 
 
a) a condenação anterior pelo crime de receptação, ainda que indevida, impede 
o novo processo e o julgamento pelo crime de roubo. 
 
b) a condenação anterior pelo crime de receptação, por ser indevida, não impede o 
novo processo e o julgamento pelo crime de roubo. 
 
c) o crime de roubo é delito autônomo, que atingiu vítimas distintas, caracterizando 
novo delito e permitindo o processo e o julgamento de João. 
 
d) o surgimento de prova nova superveniente afasta os efeitos da coisa julgada 
material no presente caso, permitindo o processo e o julgamento de João pelo crime 
de roubo. 
 
e) operada a rescisão da coisa julgada, por ação específica, fica autorizado o processo 
e o julgamento de João pelo crime de roubo. 
 
Fundamentação: 
 
A) Alternativa Correta. Pois, conforme o Art. 621. A revisão dos processos findos 
será admitida: 
I - Quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou 
à evidência dos autos; 
II - Quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou 
documentos comprovadamente falsos; 
III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do 
condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da 
pena. 
Fato que não se enquadra ao caso acima, pois o crime de roubo, possui pena 
maior ao crime de receptação. 
 
B) Incorreto, pois o no da Art. 5º, XXXVI, da Constituição Brasileira de 1988 trata 
que: “a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa 
julgada;”. Visando preservar o “ne bis in idem” (duas penas sobre a mesma 
falta), ou seja, protege que o cidadão que não seja condenado por duas vezes 
sobre o mesmo fato”. 
C) Incorreto, pois em relação ao crime de roubo não ocorreu em local diverso ao 
apresentado no processo de receptação, única informação nova apresentada 
após a sentença é a aplicação de grave ameaça sob o emprego de arma de 
fogo por João. 
D) Incorreto, o surgimento de nova prova, não afasta os efeitos de coisa julgada, 
pois segundo o Inciso III do Art. 621 do CPP, somente é possível quando 
houver possibilidade de diminuição de pena. 
E) Conforme previsão constitucional, após coisa julgada, não poderá o cidadão 
responder duas vezes pelo mesmo fato. 
 
 
03- Em momento anterior à publicação da Lei nº 14.133/2021, determinado agente foi 
denunciado pela modificação de ato convocatório de licitação, o que possibilitou a 
concessão de vantagens financeiras indevidas à construtora específica. O Ministério 
Público capitulou no Art. 90 da Lei nº 8.666/1993 (“Frustrar ou fraudar, mediante 
ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do 
procedimento licitatório, com o intuito de obter, para si ou para outrem, vantagem 
decorrente da adjudicação do objeto da licitação”). Ao longo da instrução, a conduta 
imputada foi devidamente comprovada como narrada, sendo certo que, em 
determinado momento antes do seu encerramento, entrou em vigor a Lei nº 
14.133/2021. Procedendo à comparação, quando da prolação da sentença, o juiz 
identificou que a capitulação do Parquet deveria ser atualizada para o Art. 337-F do 
Código Penal (“Frustrar ou fraudar, com o intuito de obter para si ou para outrem 
vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação, o caráter competitivo do 
processo licitatório”). No entanto, se convenceu de que a conduta narrada deveria ter 
nova capitulação, consistente no delito do Art. 337-H (“Admitir, possibilitar ou dar 
causa a qualquer modificação ou vantagem, inclusive prorrogação contratual, em 
favor do contratado, durante a execução dos contratos celebrados com a 
Administração Pública, sem autorização em lei, no edital da licitação ou nos 
respectivos instrumentos contratuais, ou, ainda, pagar fatura com preterição da ordem 
cronológica de sua exigibilidade”), conduta que já tinha previsão no revogado Art. 92 
da Lei nº 8.666/1993. Diante de tal cenário e adotando-se a premissa de que o 
Ministério Público cumpriu seu ônus probatório, o juiz deverá procederà: 
a) absolvição, diante da impossibilidade de atuação do juiz sem aditamento 
espontâneo pelo Ministério Público; 
b) condenação, corrigindo a capitulação com o Art. 383 do Código de Processo 
Penal, diante da continuidade típico normativa; 
c) absolvição, diante da expressa revogação da norma incriminadora pela Lei nº 
14.133/2021; 
d) condenação, corrigindo a capitulação com o Art. 384 do Código de Processo Penal, 
diante da continuidade típico normativa; 
e) absolvição, diante do erro na imputação original e a impossibilidade de o juiz 
julgar ultra petita. 
 
Fundamentação: 
 
A) Incorreta, pois a denuncia do fato ocorreu antes da publicação da lei 
14.133/2021, o qual no período ainda não se encontrava revogado a lei 
8666/1993. Não tendo o que se falar em absolvição, quando a conduta se 
encontra prevista no novo corpo da lei. Pois o princípio da continuidade 
normativa típica retrata que: Mesmo quando uma norma penal é revogada, 
a mesma conduta continua sendo crime no tipo penal revogado. 
 
B) Correta, pois o texto do Art.383 do CPP, traz: O juiz, sem modificar a 
descrição do fato contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe 
definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar 
pena mais grave. 
 
C) Incorreta, pois tal atitude possuía capitulação na nova lei, mesmo com a 
revogação da lei utilizada na denúncia. 
 
D) Incorreto, pois o texto do art. 384 do CPP, trata de provas, o que não se 
enquadra ao caso acima que está relacionado a revogação da lei utilizada para 
fundamentação da denúncia. 
 
E) Incorreto, pois não há o que se falar em erro, quando se trata de revogação de 
uma lei. Não configurando julgamento ultra petita, pois a possibilidade de 
atribuir definição jurídica diversa possui respaldo no Código de Processo Penal 
no Art.383. 
04- Sobre a sentença penal, emendatio libelli e mutatio libelli, é correto afirmar: 
a) Em respeito aos princípios da ampla defesa e do contraditório, é possível que ocorra 
a mutatio libelli em segunda instância, mas não a emendatio libelli. 
 
b) De acordo com o Código de Processo Penal, nos crimes de ação penal pública 
o juiz poderá proferir sentença condenatória ainda que o Ministério Público 
tenha opinado pela absolvição, mas assim não poderá proceder no caso de ação 
penal privada. 
 
c) O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, poderá 
atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar 
pena mais grave, ocorrendo a chamada mutatio libelli. 
 
d) O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, não poderá 
atribuir-lhe definição jurídica diversa se, em consequência, tenha de aplicar pena mais 
grave, sendo obrigatório o aditamento da denúncia, ocorrendo a chamada mutatio 
libelli. 
 
e) Nos crimes de ação penal pública, o juiz poderá reconhecer agravantes e causas 
de aumento de pena, ainda que não tenham sido alegadas na denúncia. 
 
Fundamentação: 
 
A) Incorreto, pois conforme a Súmula 453 do STF, não é possível a aplicação 
do Art.384 referente ao mutatio libelli em segunda instância. 
B) Correto, conforme previsão do Art.385 do CPP: Nos crimes de ação pública, 
o juiz poderá proferir sentença condenatória, ainda que o Ministério Público 
tenha opinado pela absolvição, bem como reconhecer agravantes, embora 
nenhuma tenha sido alegada. 
C) Incorreto, pois mesmo que o texto se encontre correto não se trata de 
mutatio libelli, mas sim de emendatio libelli, prevista no art. 383 do CPP. 
D) Incorreto, pois o mutatio libelli, previsto no art.384 do CPP trata de : 
Encerrada a instrução probatória, se entender cabível nova definição 
jurídica do fato, em consequência de prova existente nos autos de elemento 
ou circunstância da infração penal não contida na acusação, o Ministério 
Público deverá aditar a denúncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se 
em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação 
pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente. 
E) Incorreto, o Juiz pode reconhecer agravantes, mas no art. 385 do CPP não 
traz em seu texto a possibilidade das causas de aumento de pena. 
 
05- O Ministério Público ofereceu denúncia contra Antônio, narrando que o réu teria, 
na companhia de terceira pessoa não identificada, subtraído aparelho celular de 
Carolina mediante emprego de violência física. Como o coautor não foi identificado, o 
Ministério Público classificou a conduta como roubo simples. Imagens da câmera de 
monitoramento de um estabelecimento foram juntadas nos autos, comprovando a 
coautoria de pessoa desconhecida. As testemunhas ouvidas na audiência de 
instrução relataram que viram duas pessoas roubando a ofendida, mas apenas 
Antônio foi preso em flagrante. Em alegações finais, o Ministério Público reiterou os 
termos da denúncia e requereu a condenação de Antônio por roubo simples. O juiz 
condenou Antônio pela prática de roubo, reconhecendo, de ofício, a causa especial 
de aumento de pena do concurso de agentes. 
Nesse caso, a sentença é: 
 
a) nula, pois o juiz realizou mutatio libelli sem o prévio aditamento da denúncia pelo 
Ministério Público. 
 
b) válida, pois o juiz realizou mutatio libelli de ofício. 
c) nula, pois o juiz superou os limites da emendatio libelli, já que reconheceu 
circunstância majorante da pena em prejuízo do réu. 
d) nula, pois o juiz violou o princípio da correlação ou da congruência entre acusação 
e sentença. 
 
e) válida, pois o juiz pode reconhecer circunstância narrada na denúncia, ainda 
que não haja sua capitulação jurídica na peça acusatória. 
 
Fundamentação: 
 
A) Incorreto, pois conforme a previsão do Art.384 do CPP, o Juiz pode realizar 
mutatio libelli. 
B) Incorreto, pois o Juiz realiza de ofício a Emendatio libelli. 
C) Incorreto, pois diante o Emendatio libelli, o Juiz pode, em caso de 
reconhecimento de ofício aumentar a pena, diante o reconhecimento do 
concurso de agentes. 
D) Incorreto, o Juiz não violou o principio da correlação ou da congruência, 
respeitando o dispositivo do Art.383 CPP. 
E) Correto, conforme o Art.383 e 384 do CPP 
 
Art. 383. O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou 
queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em 
consequência, tenha de aplicar pena mais grave. 
Art. 384. Encerrada a instrução probatória, se entender cabível nova definição 
jurídica do fato, em consequência de prova existente nos autos de elemento ou 
circunstância da infração penal não contida na acusação, o Ministério Público 
deverá aditar a denúncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude 
desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública, reduzindo- 
se a termo o aditamento, quando feito oralmente 
 
 
06- Um servidor público foi denunciado pelo crime de peculato doloso, todavia, no 
decorrer do processo, ficou comprovado que o agente havia dado causa ao resultado 
em decorrência de conduta manifestamente culposa. Considerando essa situação 
hipotética, bem como a posição doutrinária e jurisprudencial a respeito da matéria em 
questão, assinale a opção correta. 
a) O juiz poderá prolatar sentença condenatória com capitulação jurídica diversa da 
denúncia, sem necessidade de aditamento. 
b) É incabível, em grau de recurso, a retificação da definição jurídica oferecida pela 
acusação, sob pena de supressão da instância. 
c) O juiz, antes de prolatar a sentença, deverá abrir vista às partes, para que elas se 
manifestem sobre a nova classificação do fato delituoso. 
d) A retificação da denúncia, em regra, deverá ser feita após o oferecimento da defesa 
preliminar e antes do encerramento da instrução probatória. 
e) O Ministério Público, caso discorde da nova classificação jurídica do fato, poderá 
encaminhar os autos à apreciação do procurador-geral; caso este também discorde, 
o juiz estará vinculado à imputação que constar da denúncia. 
Fundamentação: 
 
A) Correto,conforme Mirabete: 
“No caso, o juiz, verificando que estão comprovados os fatos e as circunstâncias 
narradas na peça iniciais, pode condenar o acusado dando ao delito a definição 
jurídica que entende cabível e não aquela articulada na denúncia. A definição jurídica 
a que a lei alude é a classificação do crime, é a subsunção do fato à descrição abstrata 
em determinado dispositivo legal, inclusive quanto às circunstâncias de infração penal. 
Compreende-se que essa definição seja alterada pela sentença porque o acusado se 
defende do fato criminoso que lhe é imputado e não dos artigos da lei com que ele é 
classificado na peça inicial” [5] (MIRABETE, Julio Fabbrini; Processo Penal; p. 446.). 
 
 
B) Incorreto, pois conforme Ministro Menezes: 
 
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao reformar a decisão que 
impronunciou o paciente para submetê-lo a julgamento por suposta prática do crime 
de homicídio qualificado por motivo fútil, na forma tentada, não inovou quanto aos 
fatos originariamente descritos na denúncia oferecida, mas, apenas, deu definição 
jurídica diversa a eles. Trata-se, portanto, de emendatio libelli, não mutatio libelli. Com 
efeito, o que o enunciado da Súmula 453/STF proíbe ao 2º grau de jurisdição é a 
modificação do tipo penal decorrente da modificação dos próprios fatos descritos na 
denúncia (mutatio libelli). 
[HC 95.660, rel. min. Menezes Direito, 1ª T, j. 3-2-2009, DJE 59 de 27-3-2009.] 
 
Ou seja, a retificação da definição jurídica, não traz fatos novos ao processo, sendo 
possível recurso, em decorrência ao Emendatio Libelli. 
 
C) Incorreto, não haverá a necessidade de abrir vista às partes após o 
magistrado proceder à emendatio libelli. 
D) Incorreto, conforme o art.384 do CPP 
Art. 384. Encerrada a instrução probatória, se entender cabível nova 
definição jurídica do fato, em consequência de prova existente nos autos de 
elemento ou circunstância da infração penal não contida na acusação, o 
Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco) 
dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de 
ação pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente. 
E) Incorreto, o encaminhamento para apreciação do procurador geral, ocorre 
quando o Ministério Público não aprecia a denúncia, onde o Juiz requer 
junto ao procurador geral um novo membro do Ministério Público para 
analisar o caso. 
 
07- O Ministério Público oferece denúncia contra Kleber da Silva, funcionário público 
lotado na Secretaria de Obras de uma determinada municipalidade, acusando-o do 
crime de apropriação indébita e dando-o como incurso no art. 168 do Código Penal. 
Narra a inicial, com suficiência de detalhes, que o acusado se apropriou de valores 
dos quais teve a posse em razão do cargo público que exerce. Após regular 
processamento, nos termos dos artigos 513 e seguintes do Código de Processo 
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=583827
Penal, e regular instrução, a prova dos autos acaba por demonstrar a 
responsabilidade de Kleber pelos fatos narrados na inicial acusatória. O Ministério 
Público pede, nos debates orais, a condenação nos termos da denúncia, ao passo 
que a defesa pugna, no mérito, pela absolvição por falta de provas, sem alegar 
matérias preliminares. Nesse contexto, é correto afirmar: 
 
a) Aplica-se ao caso o art. 384 do Código de Processo Penal (mutatio libelli), devendo 
o Ministério Público aditar a denúncia, podendo arrolar até três novas testemunhas, 
após o que a defesa, em até cinco dias, se manifestará, podendo arrolar a mesma 
quantidade de testemunhas, e finalmente o juiz, admitindo o aditamento, designará 
audiência em continuação para oitiva das testemunhas e novo interrogatório do réu, 
seguindo-se novos debates orais e, então, sentença. 
b) Embora o art. 383 do Código de Processo Penal (emendatio libelli) permita que o 
juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia, lhe atribua definição 
jurídica diversa, não se faz possível a condenação direta de Kleber pelo crime de 
peculato, do art. 312 do Código Penal, sem a prévia emenda à inicial pelo Ministério 
Público, após o que o feito poderá ser sentenciado sem nulidades, pois a pena de tal 
delito é mais alta que aquela do crime de apropriação indébita do art. 168 do Código 
Penal, tipificação que constou expressa na inicial. 
c) Aplica-se ao caso o art. 384 do Código de Processo Penal (mutatio libelli), devendo 
o Ministério Público aditar a denúncia, após o que o juiz receberá o aditamento, dará 
vista à defesa para se manifestar a respeito, e, só então, poderá sentenciar o feito e 
eventualmente condenar o acusado pelo crime de peculato, art. 312 do Código Penal, 
sob pena de nulidade da sentença. 
d) O juiz poderá condenar diretamente o réu Kleber pelo crime de peculato, art. 312 do 
Código Penal, independentemente de emenda à inicial, nos termos do que autoriza o 
art. 383 do Código de Processo Penal (emendatio libelli), pois, sem modificar a 
descrição do fato contida na denúncia, o juiz pode lhe atribuir definição jurídica 
diversa, ainda que tenha de aplicar pena mais grave. 
 
Fundamentação: 
 
A) Incorreto, pois não se trata de fatos novos (mutatio libelli), mas sim de 
Emendatio Libelli conforme o Art.383 CPP. 
B) Incorreto, pois conforme o Art.383 do CPP 
O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, 
poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em 
consequência, tenha de aplicar pena mais grave. 
C) Incorreto, não se trata de Mutatio Libelli conforme o Art.384 CPP, mas sim 
de Emendatio Libelli Art.383 do CPP 
D) Correto, pois conforme o Emendatio Libelli, previsto no Art.383 do CPP: O 
juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, 
poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em 
consequência, tenha de aplicar pena mais grave. 
 
08- Quanto à intimação da sentença, é correto afirmar que: 
a) se dará mediante edital, no caso de infração afiançável, ainda que o réu tenha 
constituído advogado e este tenha sido intimado; 
b) é presumida quando o réu constitui advogado particular; 
c) a do Ministério Público se dará mediante mandado a ser cumprido por oficial de 
justiça; 
d) quando o réu constituir defensor, se dará na pessoa deste; 
e) será pessoal, no caso de réu preso. 
 
Fundamentação: 
 
A) Incorreto, pois conforme o Art.392 do CPP em seu Inciso II: 
II - Ao réu, pessoalmente, ou ao defensor por ele constituído, quando se 
livrar solto, ou, sendo afiançável a infração, tiver prestado fiança; 
B) Incorreto, deverá ser pessoalmente, ou por meio de seu defensor. 
C) Incorreto, a intimação será para o defensor constituído e não ao Ministério 
Público, conforme Inciso III do Art.392 do CPP. 
III - ao defensor constituído pelo réu, se este, afiançável, ou não, a infração, 
expedido o mandado de prisão, não tiver sido encontrado, e assim o 
certificar o oficial de justiça; 
D) Incorreto, Conforme Inciso II do Art. 392 do CPP- ao réu, pessoalmente, ou 
ao defensor por ele constituído, quando se livrar solto, ou, sendo afiançável 
a infração, tiver prestado fiança; 
E) Correto, conforme Art. 392 do CPP:A intimação da sentença será feita: 
I - Ao réu, pessoalmente, se estiver preso; 
 
09- Sobre “emendatio libelli”, “mutatio libelli” e nulidades processuais, analise as 
assertivas abaixo e assinale a alternativa incorreta: 
a) Não há correlação entre o instituto da “emendatio libelli” e o princípio da 
complementariedade. 
b) Não é aplicável a “mutatio libelli” em segundo grau de jurisdição. 
c) Para decretação de nulidade, seja absoluta ou relativa, há necessidade de ter 
ocorrido prejuízo para a acusação ou para a defesa. 
d) A preclusão temporal é uma das formas de convalidação da nulidade relativa, ao 
lado de outras formas de preclusão. 
e) A ausência de citação não pode ser sanada, em nenhuma hipótese, por tratar-se de 
nulidade absoluta. 
 
Fundamentação:A) Correto, o Princípio da Complementaridade prevê a possibilidade de 
complementação das razões recursais quando houver aclaramento, 
modificação ou acréscimo à decisão proferida anteriormente. 
B) Correto, conforme a Sumula 453 do STF “Não se aplicam à segunda 
instância o art. 384 e parágrafo único do Código de Processo Penal, que 
possibilitam dar nova definição jurídica ao fato delituoso, em virtude de 
circunstância elementar não contida, explícita ou implicitamente, na 
denúncia ou queixa.”. 
C) Correto, conforme o artigo 563. Nenhum ato será declarado nulo, se dá 
nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. 
D) Correto, pois a preclusão temporal é a forma mais corriqueira de 
convalidação, aperfeiçoando-se nos casos em que o interessado deixa 
acabar, sem manifestação, o prazo determinado na legislação para o 
exercício da faculdade de apontar a invalidade. 
E) Incorreto, conforme artigo 570 CPP 
Art. 570. A falta ou a nulidade da citação, da intimação ou notificação estará 
sanada, desde que o interessado compareça, antes de o ato consumar-se, 
embora declare que o faz para o único fim de argui-la. O juiz ordenará, 
todavia, a suspensão ou o adiamento do ato, quando reconhecer que a 
irregularidade poderá prejudicar direito da parte. 
 
10- Sobre a correlação entre acusação e sentença, é correto afirmar que 
a) não se aplica a regra da emendatio libelli em grau de recurso, sob pena de 
supressão de um grau de jurisdição e surpresa para a defesa. 
b) ao aplicar a regra da emendatio libelli, o juiz poderá condenar o acusado, sem 
manifestação das partes, aplicando-lhe, se for o caso, pena mais grave. 
c) ao aplicar a regra da mutatio libelli, o juiz deve apenas colher a manifestação das 
partes, ouvir eventuais testemunhas indicadas e sentenciar. 
d) ao aplicar a regra da mutatio libelli, o juiz deve provocar o aditamento da denúncia, 
colher a manifestação das partes, ouvir eventuais testemunhas indicadas e, após 
debates, sentenciar. 
e) ao aplicar a regra da emendatio libelli, o juiz deve colher a manifestação das partes 
antes de sentenciar, podendo, se for o caso, aplicar pena mais grave. 
 
Fundamentação: 
 
A) Incorreto, conforme o art.617 do CPP 
Art. 617. O tribunal, câmara ou turma atenderá nas suas decisões ao 
disposto nos arts. 383, 386 e 387, no que for aplicável, não podendo, porém, 
ser agravada a pena, quando somente o réu houver apelado da sentença. 
B) Correto, conforme o artigo 383 do CPP: O juiz, sem modificar a descrição do 
fato contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica 
diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave. 
C) Incorreto, conforme Art. 384. Encerrada a instrução probatória, se entender 
cabível nova definição jurídica do fato, em consequência de prova existente 
nos autos de elemento ou circunstância da infração penal não contida na 
acusação, o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa, no prazo 
de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em 
crime de ação pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito 
oralmente. 
D) Incorreto, conforme o Art.384 CPP 
E) Incorreto, conforme 383 CPP: O juiz, sem modificar a descrição do fato 
contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, 
ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave. 
 
 
11- Sobre as nulidades do processo penal, marque a alternativa incorreta: 
a) Caso um Tribunal de Justiça deixe de conhecer recurso da defesa, sob o argumento 
de que o acusado não teria sido recolhido à prisão, deve ser declarada nula a decisão 
do tribunal (nulidade absoluta), já que a Convenção Americana sobre Direitos 
Humanos assegura expressamente o direito ao duplo grau de jurisdição, 
independentemente do recolhimento do acusado à prisão. 
b) A incompetência relativa deve ser arguida no momento oportuno, sob pena de 
preclusão e consequente convalidação da nulidade. Ex. competência territorial, que 
deve ser alegada na resposta à acusação, sob pena de preclusão temporal. 
c) as nulidades ocorridas posteriormente à pronúncia devem ser arguidas logo depois 
de anunciado o julgamento e apregoadas as partes. Caso a nulidade ocorra na própria 
decisão de pronúncia, deve ser alegada em recurso em sentido estrito, a ser julgado 
pelo tribunal competente. 
d) Pelo princípio da ineficácia lógica dos atos processuais, a nulidade de um ato, uma 
vez declarada, causará a dos atos que dele diretamente dependam ou sejam 
consequência. 
 
Fundamentação: 
 
A) Correto, conforme o Art.383 do CPP e decisões jurisprudenciais: 
AÇÃO PENAL. Processo. Audiência. Inquirição de 
testemunhas da acusação. Réu preso ausente, embora 
requisitado. Ato realizado a pedido do defensor 
constituído. Ausência de prejuízo ao réu. Nulidade 
inexistente. HC denegado. Precedentes. Não há, no 
processo penal, nulidade ainda que absoluta, quando do 
vício alegado não haja decorrido prejuízo algum ao 
réu.STF - HC: 82899 SP, Relator: CEZAR PELUSO, Data 
de Julgamento: 02/06/2009, Segunda Turma, Data de 
Publicação: DJe-118 DIVULG XXXXX-06-2009 PUBLIC 
XXXXX-06-2009 EMENT VOL-02366-01 PP-00142). 
 
B) Correto, conforme Súmula 33 do STJ:A incompetência relativa deve ser 
arguida pela parte no momento oportuno, sob pena de preclusão e 
prorrogação da competência, sendo defeso ao juiz declará-la de ofício 
C) Correto, pois segundo o Ministro Gurgel de Faria: Tratando-se de 
processo de competência do Tribunal do Júri, as nulidades posteriores 
à pronúncia devem ser arguidas depois de anunciado o julgamento e 
apregoadas as partes, e as do julgamento em plenário, em audiência, 
ou sessão do Tribunal, logo após sua ocorrência, sob pena de 
preclusão, consoante determina o art. 571, V e VIII, do Código de 
Processo Penal (HC 149007/MT, Rel. Min. Gurgel de Faria, Dje de 
21/5/2015). 
D) Incorreto, conforme o Art.573 em seu §1º A nulidade de um ato, uma vez 
declarada, causará a dos atos que dele diretamente dependam ou sejam 
conseqüência. Onde a ineficácia dos atos processuais, se dará diante a 
inobservância da previsão legal. 
 
 
12- Em relação às causas de convalidação do ato processual, assinale a alternativa 
correta. 
 
a) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada, 
ainda que haja ratificação dos atos processuais. 
b) A falta ou a nulidade da intimação ou notificação não poderá ser sanada se o 
interessado comparecer em juízo, antes de o ato consumar-se e declarar que o faz 
para o único fim de argui-la. 
c) Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação da 
nulidade, o juiz não a pronunciará. 
d) A incompetência territorial ou relativa do juízo anula todos os atos instrutórios, 
devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz 
competente. 
e) As omissões da denúncia ou da queixa poderão ser supridas a todo o tempo, até 
antes do encerramento da instrução criminal. 
 
Fundamentação legal: 
A) Incorreto, conforme o art.568 do CPP 
A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser a todo 
tempo sanada, mediante ratificação dos atos processuais. 
B) Incorreto, conforme o art.570 do CPP 
A falta ou a nulidade da citação, da intimação ou notificação estará sanada, 
desde que o interessado compareça, antes de o ato consumar-se, embora 
declare que o faz para o único fim de argui-la. 
C) Correto, conforme § 2o do art. 282 do CPP Quando puder decidir o mérito 
a favor da parte a quem aproveite a decretação da nulidade, o juiz não a 
pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. 
D) Incorreto, conforme art. 567 do CPP em que a incompetência do juízo anula 
somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for declarada a 
nulidade, ser remetido ao juiz competente. 
E) Incorreto, conforme o Art.569 do CPP em que as omissões da denúncia ou 
da queixa, da representação, ou, nos processos das contravenções penais,da portaria ou do auto de prisão em flagrante, poderão ser supridas a todo 
o tempo, antes da sentença final. 
 
13- Nos termos do Código de Processo Penal, é correto afirmar que 
a) as omissões da denúncia ou da queixa, da representação, ou, nos processos das 
contravenções penais, da portaria ou do auto de prisão em flagrante poderão ser 
supridas a todo o tempo, antes do oferecimento da denúncia. 
b) a nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser sanada até a 
citação do acusado, implicando em ratificação dos atos processuais. 
c) não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na 
apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. 
d) a falta ou a nulidade da citação, da intimação ou notificação não será considerada 
sanada pelo comparecimento do interessado. 
e) a incompetência do juízo anula todos os atos, decisórios ou não, devendo o 
processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. 
 
Fundamentação: 
A) Incorreto, conforme o Art.569 do CPP em que as omissões da denúncia ou 
da queixa, da representação, ou, nos processos das contravenções penais, 
da portaria ou do auto de prisão em flagrante, poderão ser supridas a todo 
o tempo, antes da sentença final. 
B) Incorreto, conforme o art.568 do CPP, pois a nulidade por ilegitimidade do 
representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante 
ratificação dos atos processuais. 
C) Correto, conforme o Art.566 do Cpp em que traz que não será declarada a 
nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade 
substancial ou na decisão da causa. 
D) Incorreto, conforme o art.570 do CPP em que a falta ou a nulidade da 
citação, da intimação ou notificação estará sanada, desde que o interessado 
compareça, antes de o ato consumar-se, embora declare que o faz para 
o único fim de argui-la. 
E) Incorreto, conforme art. 567 do CPP em que a incompetência do juízo anula 
somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for declarada a 
nulidade, ser remetido ao juiz competente. 
 
14-A respeito das nulidades, é INCORRETO afirmar que 
a) não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na 
apuração da decisão da causa. 
b) nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que haja dado causa. 
c) nenhuma das partes poderá arguir nulidade para que tenha concorrido. 
d) não poderá ser sanada, por ratificação dos atos processuais, a nulidade por 
ilegitimidade do representante da parte. 
e) nenhum ato será declarado nulo, se dá nulidade não resultar prejuízo para a 
acusação ou para a defesa. 
 
Fundamentação: 
 
A) Correto, conforme o Art.566 do CPP em que traz que não será declarada a 
nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade 
substancial ou na decisão da causa. 
B) Correto, conforme o Art.565 do CPP em que Nenhuma das partes poderá 
arguir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a 
formalidade cuja observância só à parte contrária interesse. 
C) Correto, conforme o Art.565 do CPP 
D) Incorreto, conforme o art.568 do CPP, pois a nulidade por ilegitimidade do 
representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante ratificação dos atos 
processuais. 
E) Correto, conforme o Art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se dá 
nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. 
 
15- No processo penal, especificamente sobre as nulidades, é correto afirmar: 
 
a) Ocorrerá nulidade no caso de comparecimento de quinze jurados para constituição 
do júri. 
b) Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na 
apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. 
c) As omissões da denúncia ou da queixa poderão ser supridas a todo o tempo, até 
cinco dias antes da audiência de instrução designada. 
d) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada, 
ensejando a renovação de todos os atos processuais praticados. 
e) A omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato é causa de 
nulidade absoluta e não poderá ser sanada. 
 
Fundamentação: 
 
A) Incorreto, pois conforme o Art.564 do CPP em seu Inciso III, alínea i: 
A nulidade ocorrerá nos seguintes casos: III - por falta das fórmulas ou dos 
termos seguintes: i) a presença pelo menos de 15 jurados para a constituição 
do júri; 
B) Correto, conforme o Art.566 do CPP Não será declarada a nulidade de ato 
processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na 
decisão da causa 
C) Incorreto, conforme o Art.569 do CPP em que as omissões da denúncia ou da 
queixa, da representação, ou, nos processos das contravenções penais, da 
portaria ou do auto de prisão em flagrante, poderão ser supridas a todo o 
tempo, antes da sentença final. 
D) Incorreto, conforme o art.568 do CPP, pois a nulidade por ilegitimidade do 
representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante ratificação 
dos atos processuais 
E) Incorreto, pois esta nulidade é relativa, conforme o Art.569 do CPP, as 
omissões da denúncia ou da queixa, da representação, ou, nos processos das 
contravenções penais, da portaria ou do auto de prisão em flagrante, poderão 
ser supridas a todo o tempo, antes da sentença final. 
 
16- Segundo entendimento sumulado dos Tribunais Superiores, é INCORRETO 
afirmar: 
 
a) É relativa à nulidade decorrente da inobservância da competência penal por 
prevenção. 
b) Intimada a defesa da expedição de carta precatória, torna-se desnecessária a 
intimação da data da audiência no juízo deprecado. 
c) No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua 
deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. 
d) Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra 
a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela. 
e) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser a todo tempo 
sanada, mediante ratificação dos atos processuais. 
 
Fundamentação: 
 
A) Correto, conforme a Sumula 706 do STF: É relativa à nulidade decorrente 
da inobservância da competência penal por prevenção. 
B) Correto, conforme Súmula 273-STJ: Intimada a defesa da expedição da 
carta precatória, torna-se desnecessária intimação da data da audiência no 
juízo deprecado. 
C) Correto, conforme a Súmula 523 do STF: no processo penal, a falta da 
defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se 
houver prova de prejuízo para o réu. 
D) Correto, conforme sumula 709 do STF: Salvo quando nula a decisão de 
primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia 
vale, desde logo, pelo recebimento dela. 
E) Incorreto, conforme o Art.568 do CPP em que, a nulidade por ilegitimidade 
do representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante 
ratificação dos atos processuais. Dispositivo importante, mas esquecido. 
 
17- Sobre as nulidades no processo penal, é correto afirmar que: 
 
a) nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que tenha dado causa, mas se 
apenas concorreu para que ela se verificasse, pode alegar o vício desde que o faça 
no momento oportuno. 
b) sendo o exame de corpo de delito indispensável nas infrações que deixam 
vestígios, a sua ausência é causa de nulidade nada podendo suprir-lhe a falta. 
c) a falta de intervenção do Ministério Público na ação penal privada subsidiária da 
pública é causa de nulidade absoluta. 
d) a falta de citação do réu é causa de nulidade, não a sanando o seu comparecimento 
ainda que declare que o faz apenas com o fim de arguir o vício. 
e) as incompetências ratione personae e ratione materiae são absolutas e, por isso, 
podem ser alegadas a qualquer tempo, implicando nulidade do processo. 
 
Fundamentação: 
 
A) Incorreto, conforme Art. 565. Nenhuma das partes poderá arguir nulidade a 
que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a 
formalidade cuja observância só à parte contráriainteresse. 
B) Incorreto, conforme Art. 167. Não sendo possível o exame de corpo de 
delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá 
suprir-lhe a falta. 
C) Incorreto, conforme o Art.564, Inciso III, alínea d) a intervenção do 
Ministério Público em todos os termos da ação por ele intentada e nos dá 
intentada pela parte ofendida, quando se tratar de crime de ação pública; 
D) Incorreto, conforme Art.570 do CPP: A falta ou a nulidade da citação, da 
intimação ou notificação estará sanada, desde que o interessado 
compareça, antes de o ato consumar-se, embora declare que o faz para o 
único fim de argui-la. O juiz ordenará, todavia, a suspensão ou o adiamento 
do ato, quando reconhecer que a irregularidade poderá prejudicar direito da 
parte. 
E) Correto, conforme o Art.567 do CPP: A incompetência do juízo anula 
somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for declarada a 
nulidade, ser remetido ao juiz competente. 
 
18- A nulidade absoluta pode ser decretada 
a) somente pelo Supremo Tribunal Federal. 
b) somente até o trânsito em julgado da sentença condenatória. 
c) somente até a prolação da sentença condenatória de primeira instância. 
d) somente a requerimento do Ministério Público. 
e) mesmo após o trânsito em julgado da decisão condenatória. 
 
Fundamentação: 
A) Incorreto, Art. 565. Nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que haja 
dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja 
observância só à parte contrária interesse. Ou seja, A nulidade pode ser 
arguida por qualquer das partes, bem como pelo assistente de acusação, 
porém, deve ser observado o disposto do Art.565 do CPP. 
B) Incorreto, pois a nulidade absoluta pode ser arguida após o trânsito em 
julgado nas sentenças condenatórias, diante o reformatio pro reo. 
C) Incorreto, pois a nulidade absoluta pode ser arguida após o trânsito em julgado 
nas sentenças condenatórias, diante o reformatio pro reo. 
D) Incorreto, conforme o Art. 565. Nenhuma das partes poderá arguir nulidade a 
que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade 
cuja observância só à parte contrária interesse. Ou seja, A nulidade pode ser 
arguida por qualquer das partes, bem como pelo assistente de acusação, 
porém, deve ser observado o disposto do Art.565 do CPP 
E) Correto, as nulidades absolutas podem ser arguidas a qualquer tempo, uma 
vez que não estão submetidas à preclusão (temporal ou lógica). Devendo na 
sentença que for condenatória e já tiver ocorrido o trânsito em julgado, sendo 
possível ser alegada a nulidade absoluta a qualquer tempo, ainda que por meio 
da revisão criminal ou pelo habeas corpus, pois a reformatio pro reo sempre 
será possível, tendo em vista a proteção das liberdades individuais. 
 
19- Sobre as nulidades no processo penal, considere: 
I. As nulidades ocorridas durante o julgamento em plenário do júri devem ser 
arguidas logo depois de ocorrerem. 
II. As nulidades decorrentes de falta de intervenção do Ministério Público em 
todos os termos da ação por ele intentada e nos dá intentada pela parte 
ofendida, quando se tratar de crime de ação pública; e de citação do réu 
para ver-se processar, o seu interrogatório, quando presente, e os prazos 
concedidos à acusação e à defesa, consideram-se sanadas se não arguidas 
em tempo oportuno, ou se, praticados de outra forma, o ato tiver atingido o 
seu fim, ou se a parte, ainda que tacitamente, tiver aceito os seus efeitos. 
III. A incompetência do juízo anula todos os atos do processo, devendo este, 
quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. 
IV. As omissões da denúncia ou da queixa não poderão ser supridas depois 
das alegações finais. 
V. Desde que arguida pela parte, deve ser declarada a nulidade do ato, mesmo 
que não tenha influído na decisão da causa. 
Está correto o que se afirma SOMENTE em 
a)I e II. 
b)II e III. 
c) II, III e IV. 
d) III, IV e V. 
e) I, III, IV e V. 
 
Fundamentação: 
 
A) I- Tratando-se de processo de competência do Tribunal do Júri, as nulidades 
posteriores à pronúncia devem ser arguidas depois de anunciado o 
julgamento e apregoadas as partes, e as do julgamento em plenário, em 
audiência, ou sessão do Tribunal, logo após sua ocorrência, sob pena de 
preclusão, consoante determina o art. 571, V e VIII, do Código de Processo 
Penal (HC 149007/MT, Rel. Min. Gurgel de Faria, Dje de 21/5/2015). 
II- Conforme o Art. 567, III em sua alínea d: a intervenção do Ministério Público 
em todos os termos da ação por ele intentada e nos dá intentada pela parte 
ofendida, quando se tratar de crime de ação pública. E na alínea e: a citação 
do réu para ver-se processar, o seu interrogatório, quando presente, e os 
prazos concedidos à acusação e à defesa; e no Art. 572: As nulidades previstas 
no art. 564, Ill, d e e, segunda parte, g e h, e IV, considerar-se-ão sanadas: 
II - Se, praticado por outra forma, o ato tiver atingido o seu fim; 
 
20-A respeito das nulidades, 
a) a incompetência do juízo é hipótese de nulidade absoluta, devendo o Juiz que 
se declarar incompetente julgar extinto o processo sem exame de mérito. 
b) a ausência de citação do réu enseja nulidade absoluta que não poderá ser 
sanada, ainda que o acusado compareça antes de o ato consumar-se. 
c) a suspeição do Juiz é hipótese de nulidade relativa, a qual considerar-se-á 
sanada se não for arguida antes da sentença. 
d) a falta de nomeação de defensor ao réu ausente enseja nulidade que pode ser 
sanada pela concordância do réu. 
e) a nulidade absoluta pode ser arguida a qualquer tempo, mesmo após o trânsito 
em julgado da sentença penal condenatória. 
 
Fundamentação: 
 
A) Incorreto, conforme o Art.567 do CPP: A incompetência do juízo anula 
somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for declarada a 
nulidade, ser remetido ao juiz competente. 
B) Incorreto, conforme Art.570 do CPP: A falta ou a nulidade da citação, da 
intimação ou notificação estará sanada, desde que o interessado 
compareça, antes de o ato consumar-se, embora declare que o faz para o 
único fim de argui-la. O juiz ordenará, todavia, a suspensão ou o adiamento 
do ato, quando reconhecer que a irregularidade poderá prejudicar direito da 
parte. 
C) Incorreto, a suspeição do Juiz se trata de nulidade absoluta. Conforme 
Inciso I do Art.564 do CPP: Art. 564. A nulidade ocorrerá nos seguintes 
casos: I - por incompetência, suspeição ou suborno do juiz; 
D) Incorreto, conforme Art.564, II, alínea C: por falta das fórmulas ou dos 
termos seguintes: a nomeação de defensor ao réu presente, que o não tiver, 
ou ao ausente, e de curador ao menor de 21 anos; 
E) Correto, pois as nulidades absolutas podem ser arguidas a qualquer tempo, 
uma vez que não estão submetidas à preclusão (temporal ou lógica). 
Devendo na sentença que for condenatória e já tiver ocorrido o trânsito em 
julgado, sendo possível ser alegada a nulidade absoluta a qualquer tempo, 
ainda que por meio da revisão criminal ou pelo habeas corpus, pois 
a reformatio pro reo sempre será possível, tendo em vista a proteção das 
liberdades individuais.

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