Prévia do material em texto
11 FACULDADE SUCESSO GRADUAÇÃO EM LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA MARIA LINDICACIA BARBOSA DE OLIVEIRA RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GESTÃO E SUPERVISÃO EDUCACIONAL BARBALHA FEVEREIRO/2022 MARIA LINDICACIA BARBOSA DE OLIVEIRA RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GESTÃO E SUPERVISÃO EDUCACIONAL Relatório de Estágio Supervisionado Gestão e Supervisão Educacional apresentado a Faculdade Sucesso como um dos requisitos para obtenção de nota da disciplina de Estágio Supervisionado do curso de Licenciatura em Pedagogia sob a Orientação do(a) Professor(a): BARBALHA FEVEREIRO/2022 Sumário 1. INTRODUÇÃO 5 2. DESENVOLVIMENTO 6 3. REFERENCIAL TEÓRICO 8 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 10 REFERÊNCIAS 11 1. INTRODUÇÃO A concepção de gestão escolar apresenta diversas lacunas conceituais. Entre outros aspectos, esta lacuna refere-se ao fato que, nas escolas, as relações entre docentes e alunos, assim como de todos os envolvidos dentro desse contexto devem convergir para atingir um propósito pedagógico: a educação. Por outro lado, nas organizações, as relações entre empregado e empregador decorrem da compra e venda da força do trabalho com o objetivo de, na grande maioria dos casos, a venda de bens, serviços ou informações. A diferença está na riqueza proporcionada pela escola, o “se fazer humano na ação pedagógica” (WELLEN; WELLEN 2010). O estágio aconteceu na EMEIF. Luiz Filgueira Sampaio. Localizada no sitio Santana – II possui 175, estudantes matriculados no turno de atendimento: do infantil III ao 5º ano o quadro de funcionários e composto por um total de 8 professores, 1 pedagogo e 5 funcionários de serviços gerais. Os professores possuem formação superior com uma experiência de mais de 10 anos na área da educação IDEB da instituição: 5.7, do ano de 1999 IDEB da cidade: 6.2 do ano 1999 estrutura da escola: o espaço oferecido é de 4 sala de aula 1 e multimeios 1 secretaria 1 diretoria 2 banheiro 1 cozinha 1 dispensar proposta pedagógica: as proposta pedagógicas trabalhada na escola e alinhada com a BNCC – DCRC. Com o projeto mais PAIC. 2. DESENVOLVIMENTO O gestor necessita desenvolver seu trabalho e compreender o efeito deste, tendo por base o processo da gestão. Assim como o docente ao entender o processo de gestão participa de forma mais ativa e efetiva nas ações da escola (LÜCK, 2011). Entender a gestão escolar passa por compreender que “o fenômeno educativo é gerido e gestado por todos os profissionais da educação, que se encontram trabalhando em uma unidade educacional” (RANGEL, 2009, p. 26). Sendo importante cada um conhecer o seu papel e a relevância que a formação continuada propicia ao gestor, docente e demais pessoas envolvidas ao utilizar-se da ciência para acrescer em conhecimento para sua própria formação e a do coletivo, quando destacada por Fraga (2009, p, 167), com essa possibilidade de demonstração do fenômeno é que o agente precisa estar permanentemente sintonizado na gestão, se é que ele pretende compreender os problemas como eles realmente são, e não substituí-los por suas representações. Esse cuidado exige convívio intenso, cotidiano, em busca do em comum. O trabalho na gestão escolar nas instituições escolares brasileiras, a partir da LDB/96 art.14 é entendido como atividade compartilhada pela comunidade escolar e local. Neste sentido deveria tornar-se uma tarefa coletiva, organizadora e produtiva que resulte na aprendizagem dos educandos (LOPES, 2013, p.10). O trabalho na gestão escolar, para ser organizado e produtivo precisa de atuação coletiva. O planejamento deve ser feito por meio do empenho de toda a equipe pedagógica. Planejar coletivamente implica dialogar a respeito do que está em pauta para chegar a um resultado satisfatório. Nesse sentido, “a organização torna-se uma atividade em que o planejar e/ou prever a realização de uma ação educativa em um termo administrado, é conjugar o verbo “planejarmos” (LOPES, 2013, p.11) o que de fato corrobora para a descentralização das tomadas de decisões, do poder. Assim Lopes (2013) coloca que a descentralização do poder na organização do trabalho pedagógico envolveria o reconhecimento de que o poder é serviço, ou seja, organizar as atividades escolares é reconhecer-se como delegado da comunidade escolar, a comunidade escolar é um coletivo composto de sujeitos detentores de poder (vontade da vida), que concedem aos educadores escolares parte de seus poderes no sentido de organizarem a vida da comunidade a favor de todos, para o bem comum, que neste caso específico é a humanização (LOPES, 2013, p.12). O grande desafio da Gestão Escolar é efetivar essa descentralização de poder, buscando uma gestão mais democrática. O trabalho do pedagogo não se limita ao exercício de atividades isoladas, é um trabalho diversificado que exige competência e comprometimento para eficiência em sua execução. Durante o estágio em gestão escolar, pudemos acompanhar um pouco do dia-a-dia da coordenação pedagógica e ainda, desenvolver um trabalho de intervenção por meio da elaboração de um plano de ação voltado aos grupos de estudo do colégio e as dificuldades que impediam o bom desenvolvimento do trabalho coletivo. Esta ação nos permitiu conhecer uma das muitas ações do pedagogo e pensar estratégias que pudessem contribuir com a melhoria do trabalho dos grupos de estudos. 3. REFERENCIAL TEÓRICO No estágio curricular supervisionado que o acadêmico vai encarar a realidade da sala de aula, e consequentemente os seus desafios, irão surgir vários questionamentos sobre a sua formação, e diante dos obstáculos, o graduando vai em busca de mais qualificação, e se conhecer como um futuro profissional da educação, e entender que para ser um bom docente, é necessário sempre ir em busca de mais conhecimento, por isso a importância de sempre a teoria está alinhada à prática. Como aborda PIMENTA; LIMA, 2004: [...] O estágio é de extrema importância para a formação da identidade do/a professor/a, pois é o momento conhecer e investigar as práticas educativas, de experimentar as metodologias didático-pedagógicas e discutir/debater a respeito dos processos de ensino e aprendizagem, com a base em leituras e práticas adotadas durante as disciplinas de Estágio. (PIMENTA; LIMA, 2004). Durante essa experiência o graduando passa por certas dificuldades, uma delas é a questão da não aceitação no campo de estágio, muitos professores dificultam esse processo pelo fato de se sentirem ameaçados por esses estagiários, principalmente na fase de observação e regência, e acabam excluindo, e os ignorando, talvez pelo fato dos mesmos pensarem de uma forma diferente, sobre novos métodos, novas maneiras de se trabalhar em sala de aula, ou seja, propostas inovadoras, desta forma se fazem necessário um diálogo entre ambos, entender que tanto professor regente e estagiário vieram para somar, e agregam entre si valores primordiais para sua vida profissional, por isso é importante a troca de experiências. Freire, (2011), destaca que: [...] Por isso, o diálogo é uma exigência existencial. E se ele é o encontro em que se solidarizam o refletir e o agir de seus sujeitos endereçados ao mundo a ser transformado e humanizado, não pode reduzir-se a um ato de depositar ideias de um sujeito no outro, nem tampouco tornar-se simples troca de ideias a serem consumidas pelos perputantes. (FREIRE, 2011, p.109). O estagiário tem que ir em busca de trazer algo novo para a sala de aula, um método mais lúdico de se trabalhar algum conteúdo, estando contribuindo sempre para aprendizagem da criança, mesmo sendo observado, deve estar sempre atento, e preparado para qualquer questionamento. Como menciona CORREIA; FRANZOLIN, 2013: [...] Portanto, o processo de estágio exige um olhar contextualizado de quem o faz, buscando romper preconceitos e aplicar uma intervenção que contribua para a aprendizagem das crianças presentes nesse processo e ainda para a aprendizagem no campo de ensino de quem o realiza. O comprometimento do acadêmico é de uma grande importância paraa realização do estágio, tanto para o orientador, como a própria instituição, os professores, os pais de alunos, e os funcionários da escola, todos os envolvidos nesse processo vão levar para si, uma troca de saberes, ou seja, é um período gratificante para todos. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Concluo que a experiência adquirida durante o estágio foi primordial para a minha formação, mesmo com todas as dúvidas e inseguranças, e principalmente de estarmos em época de pandemia, e não ser da forma que se foi imaginado, ficou compreendido que o estágio é onde se tem a certeza do que se quer seguir, é através dele que nós acadêmicos de pedagogia inovaremos os métodos de se trabalhar. Este trabalho foi de grande relevância para a formação acadêmica, pois a teoria estudada na Universidade foi aliada a prática profissional. Houve a possibilidade de vivenciar experiências diversas para o preparo da futura profissão. O estágio contribui de forma significativa, porque nos coloca em contato com a realidade de profissionais atuantes. A disciplina de Estágio supervisionado na Gestão Escolar proporcionou uma experiência muito válida, nos permitiu pensar e repensar a prática pedagógica. Parece-nos clara a contribuição que essa experiência de estágio nos proporcionou, pois por meio dele o aluno pode identificar novas estratégias para solucionar problemas que talvez não imaginasse que fosse encontrar na área profissional. É pelo estágio que se desenvolve de uma maneira mais eficaz o raciocínio, a capacidade e o espírito crítico, além da autonomia para investigação das atividades desenvolvidas no campo de trabalho, sendo uma oportunidade para a escolha da área de atuação dos futuros profissionais. REFERÊNCIAS CORREIA, L. C; FRANZOLIN, F. Estágio supervisionado no curso de pedagogia: Reflexões acerca da prática docente. 2013. FRAGA, V. F. Gestão pela formação humana: uma abordagem fenomenológica. Barueri, 2009. FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 2011. LOPES, R. A identidade do pedagogo como organizador do trabalho pedagógico escolar. 2013 LÜCK, H. Gestão da cultura e do clima organizacional da escola. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. Vol. V, série cadernos de gestão. PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004. RANGEL, M. (org). Supervisão e gestão na escola: conceitos e práticas de mediação. Campinas: Papirus, 2009. WELLEN, H.; WELLEN, H. Gestão organizacional e escolar: uma análise crítica. Curitiba: Ibpex, 2010.