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Grécia Arte Grega A arte grega da antiguidade estava ligada à inteligência e ao ideal do belo, que é manifestado na sua constante busca da perfeição. Estava ligado ao terreno e ao povo. Seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem- estar do povo. A arte grega volta-se para o gozo da vida presente. Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e tenta, através da arte, exprimir suas manifestações. O artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal. Eles têm como características: o racionalismo; amor pela beleza; interesse pelo homem, essa pequena criatura que é "a medida de todas as coisas"; e a democracia. Condições históricas A origem da civilização grega está ligada à ilha de Creta e a todos os povos das ilhas do Mar Egeu. Em Creta foram encontradas as ruínas do palácio de Cnossos e de uma arte e uma arquitetura bastante elaborada datada de 1700 a. C. Também sabe-se que esse povo, também chamado minóico, possuia uma frota de marinha mercante que os possibiltava dominar o comércio do Meditarrêneo e os fizeram conhecer os egípcios e os mesopotâmicos. Máscara mortuária – arte minóica Cerca de 1200 a. C. tribos guerreiras vindas do norte penetraram na região da península grega conquistanto e dominando os habitantes até a Ásia Menor. Fundaram a cidade de Micenas onde foi desenvolvido a arte micênica, um dos pilares para a arte grega. As batalhas travadas destruíram grande parte da belíssima arte micênica. Canções e poemas-homéricos narram essas batalhas de onde surgiram as tribos gregas da região. Pintura cretense escultura cretense Deusa com serpentes Taça de vinho em cerâmica Etrusca com figura vermelha com figura de Parsífae amamentando o filho Minotauro Período Arcaico Pinturas – a representação pictórica da Grécia Antiga está basicamente representado no vasos e ânforas. No período arcaico a influência dos aqueus era predominante e as pinturas dos vasos eram basicamente geométricas Pintura geométrica – cerca de 700 a. C. Pintura de figuras Negras em cerâmica São pinturas negras sobre um fundo vermelho, as vezes pintados, as vezes com o vermelho da própria cerâmica. Iniciou-se em Corinto. No séc. VII a.C. Foi popular até 530 a.C. quando surge a figura vermelha. Os grandes ceramistas atenienses, que desenvolveram a pintura negra em seu maior potencial, desenvolveram um estilo sofisticado de decoração de narrativas que mostrava temas como cenas de batalha, seres míticos e episódios de lendas. As personagens estavam geralmente de perfil. Artistas : Sófilos, Exequias e Clítias Pintura Vermelha em cerâmica Técnica desenvolvida em 529 a.C. por Andokides. Continuada pelo Grupo pioneiro: Eufrônio e Eutimidas. Permaneceu popular até o séc. IV a.C. Depois de 450 a.C. pouco se achou de pinturas vermelhas, provavelmente por conta da prosperidade de Atenas que passou a produzir objetos em metais (bronze e prata) O Kouros de Anavyssos – foi feito em homenagem ao jovem Kroisos, guerreiro grego morto por Ares. Estátuas de dois jovens. Encontradas em Delfos, assinadas por Polímedes de Argos. Representação de dois irmãos Cleóbis e Bíton. Cerca de 580 a. C. Apolo de Piombino – feito em bronze. Datado de cerca de 520 a.C. Provavelmente segurava um arco e uma flecha. Guerreiro belo e sereno. Poseidon - bronze As esculturas clássicas – Uma maior mobilidade e uma imensa liberdade no em sua concepção são características primordiais das esculturas que representam o auge da arte grega. O ideal de beleza e as formas harmoniosas, sem exageros e perfeitamente equilibradas também fazem parte desta evolução dos artistas gregos representantes do despertar consciente de um grande momento de criação e liberdade na arte. Discóbolo – cópia romana – inicia o período Clássico – 455 a.C. Míron O original tinha sido esculpido em bronze. Apolo de Belvedere – provavelmente de 350 a. C. Afrodite de Cnido, c. 350 a. C. Vênus de Milo– c.120 a. C. Período Clássico - 520 à 320 a.C. O Período Clássico da História Grega ( VI - IV a. C.) é normalmente denominado "Período das Hegemonias", na prática foi o período em que desenvolveu-se o imperialismo das duas maiores cidades gregas; primeiro Atenas, depois Esparta. Péricles, grande pensador e político, que incentivou a filosofia e as artes, manda construir, em 450 a. C. o templo de Atenas, na Acrópole: o Partenon. Chama para isso o arquiteto Ictino e o escultor Fídias. A guerra entre Atenas e Esparta (guerra do Peloponeso) destruiu grande parte dos templos construídos em Atenas. É um período de grande reflorecimento cultural, filosófico e artístico. Nascimento do teatro e defesa da democracia. O friso das Ergastinas. - Procissão das Panatenéias em homenagem à Atenas Eram moças atenienses que teciam e bordavam oferendas à deusa. Aqui, apenas um fragmento do enorme friso do partenon. As colunas que sustentavam os templos eram formadas por três partes: base, fuste e capitel . As colunas e entablamento eram construídos segundo os modelos da ordem: dórica, jônica e coríntia. Templo: Erectéion na Acrópóle em Atenas Arquiteto: Mnesikles - entre 421 a 406 a.c. Detalhe: Pórtico das Cariátides O período Helenístico Considerado por alguns historiadores como um período de afetação e vulgarização da arte. Esta arte grega, após a morte de Alexandre no final do século III a. C., evoluiu para um caminho de pleno preciosismo com os detalhes, com o movimento e com o retrato. Os temas são cada vez mais humanos e os movimentos mais reais e repletos de emoção, chegando ao exagero algumas vezes. Figuras em complexos movimentos, com seus corpos contorcidos podem ser apreciadas de todos os ângulos. Os artistas gregos pareciam querer provar toda sua habilidade na arte de esculpir. Realmente os gregos chegaram à perfeição que tanto almejavam. Vitória de Samotrácia – aproximadamente 190 a. C. Laocoonte escultores Agesandro, Polidoro e Atenodoro. Cerca de 25 a. C. O gaulês moribundo – cerca de 220 a.C. escultor Epígono. Faz parte de um conjunto estatuário do templo de Atenas Polia em Pérgamo e conta a vitporia do rei Átalo sobre os Celtas. Reflete toda a admiração dos gregos à coragem e dignidade dos gauleses. Gálata suicida – em um dos episódios da batalha dos gregos contra os invasores celtas, um Gaulês se mata após atravessar o pescoço da mulher. Considerado pelos gregos um ato de honra e coragem. Matar-se para não ser pego pelo inimigo. Toda a dor do modelo esculpido é retratado como nunca antes tinha sido. Roma As heranças culturais Do período helenístico do povo grego no campo da arte. E do povo etrusco herdou os conhecimentos de arquitetura. República Romana (509 a.C. a 27 a.C) Poder exercido pelo senado Romano Grande poder político Os senadores, de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa. Na arquitetura eram utilizados o material em pedra: Tufo – travertino – peperino formato circular 15 metros de diâmetro. Vinte colunas coríntias Construído em Taipa. O local mantinha em seu centro o fogo sagrado. Provavelmente possuía uma abertura no telhado, para eliminar a fumaça do fogo sagrado que queimava ininterruptamente. Data provável da primeira construção séc. IV a. C. Expansão territorial nos séculos III, II e I. Durante a República e o início do Império . Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina. A estrutura urbana e a arquitetura expandiu-se pelos territórios conquistados. Estradas, pontes, fortificações e aquedutos. POVO romano características prático e belicoso funcionalidade construção de: estradas fortificações, aquedutos pontes ImpérioRomano - a partir de 27 a. C. – começa o período dos imperadores Pax Romana – durou 200 anos Augusto (1º imperador) – edificações augustanas Estilo conservador e uso de cimento com areia vulcânica. Além de detalhes em mármore e colunas altas. A pintura romana Pompéia – cidade soterrada onde se encontram as principais representações da pintura na arte romana antiga. A pintura da Roma Antiga só chegou até nossos dias graças a uma tragédia: a erupção do vulcão Vesúvio, que conservou sob sua lava duas cidades inteiras, Pompéia e Herculano. A tragédia aconteceu em 79 d.C. A Pintura romana em Pompéia e Roma Estudos que ainda estão sendo em processo, já dividiram a pintura romana em quatro estilos distintos. 1º estilo – abstrato e ilusionistico, com jogos de cores e texturas. 2º estilo – elementos simulados de arquitetura 3º estilo – cenas paisagísticas 4º estilo – composições mais assimétricas. cores quentes e vivas. A Pintura romana (1º estilo) Villa de Ariane A Pintura romana (imitação do mármore) 2º estilo – elementos simulados de arquitetura Os afrescos imitando a pedra de mármore eram comuns nas pinturas de Pompéia. A Pintura romana (2º estilo) Antiquario Palatino , em Roma. Villa Farnesina, em Roma (3º estilo) Termas de Diocleciano Casa dos Vetti (Pompéia) Tema: Vida de Íxion 4º estilo Os mosaicos sobre o teatro, em Nápole A escultura romana Embora tenham imitado os gregos em sua arte, encontraram suas próprias características na criação de suas obras. As esculturas passaram a ser muito realistas, com detalhes naturalistas e sem idealizar seus retratados. Os bustos dos imperadores são um exemplo da preocupação de manterem- se fiel á imagem dos modelos. Os bustos romanos tinham a característica de retratar com detalhes pormenorizados, as características do retratado. Portanto eram realistas naturalistas. Podiam ser esculpidas em mármore ou bronze. Busto deTrajano Imperador Marco Aurélio Antonino ( O Caracala) De 211 á 217 d.C. Escultura romana Escultura em mármore do senador Togatus Barberini. Segura dois bustos, a do pai e a do avô (imagines), retratos dos antepassados. Séc. I d.C. Busto de Nerva Nerva gorvernou de 96 à 98 d.C. Foi um imperador moderado e sábio. Mas de pouca realização e pouca autoridade sobre o exército romano. Abdicou em favor de Trajano. Arcos do Triunfo Construídos ao longo das estradas e entradas dos territórios conquistados. Seu significado é de veneração às conquistas realizadas pelos imperadores. Batalhas vencidas e terras incluídas ao Império Romano. Simboliza o poder de luta dos romanos. O Arco de Tito é um arco triunfal, erigido em comemoração à conquista de Jerusalém pelo imperador Tito Flávio, filho de Vespasiano. Tito comandou as legiões romanas que ocuparam a capital da Judeia em 1 de agosto de 67 d.C. Foi terminada durante o reinado de Domiciano. As colunas são presas à estrutura. O Florão abriga uma homenagem ao imperador. O arco de Septímio Severo próximo ao templo de Saturno, em Roma, com uma passagem central ladeada por duas outras mais estreitas. Foi dedicado em 203 d.C. pelo Senado ao imperador Septímio Severo e aos seus dois filhos, Caracala e Geta, O Arco de Constantino é um arco triunfal em Roma, perto do Coliseu. Foi erigido para comemorar a vitória de Constantino na Batalha da Ponte Mílvio, 312. d.C. A batalha está representada esculpida sobre o lado direito do arco. O arco foi inaugurado oficialmente em 25 de julho de 315 Aquedutos Os aquedutos eram estruturas para transportar água dos campos às cidades. Em geral tinham canais subterrâneos, mas pontes monumentais eram necessárias em algumas partes do trajeto. O aqueduto de Segóvia, construído por volta do ano 10 d.C., possui estrutura de pedra com fileira dupla e 128 arcos e 30 metros de altura. Aqueduto de Segóvia A Villa de Adriano Adriano foi um imperador que admirava profundamente a arquitetura e era um apaixonado pela cultura grega. Governou no período de 117 à 138 d.C. A sua villa em Tivole consiste em uma série de edifícios interconectados onde a principal característica é o uso de curvas e contracurvas em tijolo e concreto. Refere-se a um palácio cuja estrutura contrasta com o cenário campestre. A villa de Adriano é uma notável construção sinuosa e cheia de movimento e beleza resplandecente. A Villa de Adriano A Villa de Adriano O Fórum Trajano O soldado Trajano tornou-se imperador no ano 98 d.C. e ficou conhecido como um dos grandes construtores de sua época. O Fórum de Trajano foi construído com os despojos de guerra da conquista da Dácia (106 d.C.), enquanto que a coluna de Trajano foi inaugurada a 113 d.C.. Para a construção deste monumental complexo, onde se podem ainda encontrar os mercados de Trajano, foram necessárias a remoção parcial de partes dos montes Quirinal e Capitólio. O projeto do fórum e atribuído na íntegra ao arquiteto Apolodoro de Damasco, que acompanhou o imperador Trajano nas campanhas na Dácia. A Basílica Úlpia é o centro da edificação e ocupa toda a largura do eixo transversal. O Foro Trajano O A Basílica Úlpia (100-122 d.C.) Parte central da construção do Fórum de Trajano. As Basílicas na Antiguidade eram conhecidas pela grande escala e beleza e serviu de modelo para as primeiras igrejas cristâs. A coluna de Trajano A coluna de Trajano (112 d.C.) com 47 metros de altura, feita em mármore de Luna, comemora as vitórias do imperador Trajano durante as guerras Dácias. A novidade neste relevo é o friso em forma espiral que decora a coluna até o topo. Havia, no topo da coluna, a estátua de uma ave, provavelmente uma águia. Mais tarde foi trocada pelo próprio Trajano por uma estátua alusiva a ele, que acabou por desaparecer na Idade Média. Em 1588, foi lá colocada uma estátua de São Pedro (que ainda lá permanece) por ordem do Papa Sisto V. Termas de Caracala O Termas de Caracala As Termas de Caracala, construída durante império de Caracala em 216 d.C., possui dois eixos: de um lado ficam as piscinas e as termas e do outro os pátios de exercícios e os quartos de serviços. Os edifícios de tijolos de concreto permitiam ambientes flexíveis, com uso de cúpulas de concreto e arcos, não precisavam de suporte interno, o que proporcionava grandes espaços abertos. Têm 20 hectares e comportavam 1.600 banhistas. Ruínas das Termas de Caracala Ilustração das Termas de Caracala A moradia romana (domus) As moradias romanas eram normalmente desenhadas segundo um retângulo básico. A porta de entrada, que ficava em um dos lados menores do retângulo, conduzia a um espaço central chamado de átrio. O telhado do átrio possuía uma abertura retangular, exatamente na direção de um tanque chamado implúvio. Quase todos os cômodos davam para o átrio,mas sua disposição não era tão rigorosa. O vão retangular no telhado do átrio permitia a entrada de luz,do ar e da água da chuva que era coletada no implúvio. O peristilo, um corredor coberto e circundante aberto lateralmente através de uma ou mais fiadas de colunas, e que havia no pátio de muitas casas. A moradia romana Atrium: É um espaço que se abre ao exterior pelo teto, por onde entra a lu, o ar e a água de chuva. A cai no impluvium (espécie de cisterna). É o núcleo central da domus romana.