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RESUMO CAPÍTULO 1 Semiologia é a ciência dos signos. Semiologia médica é o estudo dos sintomas e dos sinais das doenças. Semiologia psicopatológica é os estudos dos sinais e sintomas dos transtornos mentais. O signo é o principal elemento da semiologia. É um tipo de sinal, sinal sempre provido de significação. (são os sinais e os sintomas) Ex: na semiologia médica sabe-se que a febre pode ser um signo de uma infecção. Sinais são qualquer estímulo emitido pelos objetos do mundo. Ex: a fumaça é o sinal do fogo. (são os sinais comportamentais objetivos, verificáveis pela observação direta do paciente, tudo que conseguimos observar. Ex: febre) Sintomas são as vivências subjetivas relatadas pelo paciente, não podemos observar, a pessoa sente. Ex: infecção. Os signos de maior interesse para a psicopatologia são os sinais comportamentais e os sintomas. Todos os signos são constituídos por dois elementos básicos: Signans: o significante – o suporte material Sinatum: significado (objeto ausente) - conteúdo Signo Lápis Significante A palavra escrita corretamente: lápis Significado O instrumento para escrever ou desenhar geralmente construído a partir de pedaço de grafite revestido de madeira Os três tipos de signos: Ícone: o elemento significante evoca imediatamente o significado, tem grande semelhança entre o significado e o significante. Indicador / índice: o significante é um índice, algo que aponta para o significado. Símbolo: o elemento significante e o significado não tem qualquer relação direta. O sentido e valor de um símbolo depende necessariamente das relações que este mantém com outros símbolos do sistema simbólico total. Ícone Um desenho do corpo de um cão lembra um cão Indicador O latido do cão indica a presença física de um cão Símbolo A palavra cão é uma abstração que não se parece como um cão e nem soa como ele. Dimensão dupla: é indicador e símbolo ao mesmo tempo. O sintoma enquanto índice indica uma disfunção que está em outro aparelho psíquico, tendo uma relação de contiguidade. Ex: o sintoma febre tem uma relação de contiguidade com um processo infeccioso de base. Os sintomas psicopatológicos, ao serem nomeados pelo paciente ou pelo médico passam a ser símbolos, que só pode ser compreendido dentro de um sistema simbólico dado, em determinado universo cultural. A semiologia psicopatológica cuida especificamente do estudo dos sinais e sintomas produzidos pelos transtornos mentais, signos que sempre contêm essa dupla dimensão. A semiologia médica e psicopatológica é dividida em duas subáreas: Semiotécnica: refere-se a técnicas e procedimentos específicos de observação e coletas de sinais e sintomas. no caso dos transtornos mentais se concentra na entrevista (a anamnese). Observar atentamente o comportamento, sua mimica. Coleta de sinais e sintomas: Requer saber formular perguntas. Fundamental saber o como e o quando fazer perguntas e assim formular novas perguntas. Semiogênese: é o campo que investiga a origem dos mecanismos, do significado e do valor diagnostico e clínico dos sinais e dos sintomas. Síndromes: a síndrome é puramente uma definição descritiva de um conjunto momentâneo e recorrente de sinais e sintomas. As entidades nosológicas (doenças, entidades de doenças, transtornos), por outro lado, são fenômenos mórbidos nos quais podemos identificar (ou hipotetizar de formar consistente). · Fatores casuais (etiologia) · Curso temporal · Estados terminais (desfechos) atípicos · Mecanismos psicológicos e psicopatológicos · Antecedentes genéticos e de desenvolvimento · Resposta a tratamento mais ou menos previsíveis