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1. (ITA ) 
“Não há temas poéticos. Não há épocas poéticas. O que realmente existe é o subconsciente enviando à inteligência telegramas e mais telegramas (...) A inspiração parece um telegrama cifrado, que a atividade inconsciente envia à atividade consciente, que o traduz. “
Esse trecho, de importante ensaio de___________, revela nítida semelhança com as propostas de um dos movimentos de vanguarda europeu,____________. 
a) Oswald de Andrade - o futurismo 
b) Graça Aranha - o cubismo 
c) Haroldo de Campos - o concretismo 
d) Mário de Andrade - o surrealismo 
e) Décio Pignatari - a poesia Práxis
2. (FUVEST-SP)
O último poema
“Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação."
 (Manuel Bandeira, Libertinagem)
Neste texto, ao indicar as qualidades que deseja para o "último poema", o poeta retoma dois temas centrais de sua poesia. Um deles é a valorização da simplicidade; o outro é:
a)a verificação da inutilidade da poesia diante da morte.
b)a coincidência da morte com o máximo de intensidade vital.
c)a capacidade, própria da poesia, de eliminar a dor.
d)a autodestruição da poesia em um meio hostil à arte.
e)a aspiração a uma poesia pura e lapidar, afastada da vida.
3. (UFV-MG) Assinale a alternativa em que há uma característica que não corresponde ao Modernismo em sua primeira fase (1922-1930).
a) Ruptura radical e audaciosa em relação às possíveis estéticas do passado, quebra total da rotina literária.
b) Caráter turbulento, polemista, de demolição de valores.
c) Exaltação exagerada de fatores como mocidade e tempo; o novo, nesta fase, foi erigido como um valor em si.
d) Movimento de inquietação e de insatisfação; os novos se lançaram à luta em nome da originalidade, da liberdade de pesquisa estética e do direito de “errar”.
e) Apesar de toda a radicalidade do grupo, é unânime a preocupação dos modernistas com o purismo da linguagem.
4.Observe atentamente os textos abaixo. Eles abordam o mesmo tema, ou seja, a Língua portuguesa. Observe como cada um deles a apresenta e confronte os dados levantados. A partir daí explique como a língua é entendida por esses poetas e como ela fundamente a estética modernista.
Língua Portuguesa
 Olavo Bilac
Última flor do Lácio, inculta e bela
És, a um tempo, esplendor e sepultura
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura
Tuba de alto clangor, lira singela
Que tens o tom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Evocação do Recife
Manuel Bandeira
[...]
Me lembro de todos os pregões: 
Ovos frescos e baratos 
Dez ovos por uma pataca 
Foi há muito tempo... 
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros 
Vinha da boca do povo na língua errada do povo 
Língua certa do povo 
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil 
Ao passo que nós 
O que fazemos 
É macaquear 
A sintaxe lusíada.
 [...]
VÍCIO NA FALA
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
5.Leia o poema e responda às questões propostas:
Momento num café
Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida.
a)Identifique, pelas características, o movimento literário a que pertence o fragmento acima.
b)O tema da morte é frequente nos poemas do autor deste poema, ele escreveu uma obra chamada Libertinagem, de qual escritor estamos falando?
6) A frase “Ai que preguiça” é característica identificadora de qual personagem da literatura brasileira?
7.Leia com atenção os textos a seguir:
Iracema 
Cap. II
“Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu ?" onde campeava sua guerreira tribo da grande nação tabajara, o pé grácil e nu, mal roçando alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.” (José de Alencar)
Macunaíma
 Mário de Andrade
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia, tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma. 
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro: passou mais de seis anos não falando. Se o incitavam a falar exclamava: 
- Ai! que preguiça!. . .
Confrontando os textos, percebe-se que:
a)Mário de Andrade “copiou” de José de Alencar o início de seu romance.
b)Em Iracema há um “herói”, enquanto em Macunaíma há um “anti-herói”.
c)Há um choque entre o pensamento do século XVIII e o do século XX.
d)Ambos os romances são indianistas.
e)José de Alencar e Mário de Andrade utilizam-se da mesma técnica narrativa.

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