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APONTAMENTOS DE INTRODUÇÃO À FILOSOFIA 12ª CLASSE, IIº TRIMESTRE, 2022
DOCENTE: MUSSENGUE ESG 29/09-MAXIXE - 1
ESCOLA SECUNDÁRIA “29 DE SETEMBRO” DA MAXIXE
APONTAMENTOS SOBRE FALÁCIAS, LÓGICA PROPOSICIONAL E FILOSOFIA POLÍTICA
IIº TRIMESTRE - 2022
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À FILOSOFIA - 12ª CLASSE
CLASSIFICAÇÃO DOS SILOGISMOS
Os silogismos classificam-se em: categóricos e hipotéticos.
Designa-se por silogismo categórico a todo raciocínio que estabelece uma relação de afirmação ou negação
que liga à conclusão de forma clara, objectiva e absoluta. Os silogismos categóricos subdividem-se em dois
tipos: regulares e irregulares.
Silogismos categóricos regulares - são aqueles cuja estrutura e matéria apresenta três premissas e três
termos.
Silogismos categóricos irregulares ou derivados - são aqueles cuja estrutura e matéria apresenta mais ou
menos que três premissas e três termos.
Os silogismos categóricos irregulares classificam-se em: entimema, epiquerema, polissilogismo e sorites.
Entimema ou silogismo incompleto - é um silogismo em que uma das premissas, ou inclusive as duas, (ou
mesmo a conclusão), não está (estão) expressa (s), pois está (estão) subentendidas.
Exemplo:
O João é racional.
Neste silogismo estão subentendidas as duas premissas: maior e menor.
Passando para a forma silogística teremos:
Todo o homem é racional.
Ora, o João é homem.
Logo, o João é racional.
Epiquerema - é um silogismo no qual uma ou as duas premissas são acompanhadas das respectivas provas
ou justificações.
Exemplo:
A malária é a principal causa de mortalidade em África.
Ora, a malária é uma doença infecciosa porque pode ser transmitida de uma pessoa para outra através da
picada do mosquito anopheles.
Portanto, as doenças infecciosas são a principal causa de mortalidade em África.
Polissilogismo - conjunto de silogismos encadeados, de tal modo que a conclusão de um sirva de premissa
maior ou menor do silogismo seguinte e assim sucessivamente. Os polissilogismos podem ser: progressivo e
regressivo.
Por uma Educação Inclusiva,
Patriótica e de Qualidade.
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Polissilogismo progressivo - quando a conclusão de um silogismo passa a ser a premissa maior do
silogismo seguinte.
Exemplo:
Os racionais são mortais.
Ora, o homem é racional.
Logo, o homem é mortal. Conclusão do silogismo anterior e premissa maior do silogismo seguinte.
Ora, Sócrates é homem.
Logo, Sócrates é mortal.
Polissilogismo regressivo - quando a conclusão de um silogismo passa a ser a premissa menor do
silogismo seguinte.
Exemplo:
Os africanos são hospitaleiros.
Ora, os moçambicanos são africanos.
Logo, os moçambicanos são hospitaleiros. Conclusão do silogismo anterior e premissa menor do seguinte.
Ora, os hospitaleiros são virtuosos.
Logo, os moçambicanos são virtuosos.
Sorites - é um silogismo constituído, no mínimo, por quatro proposições com os seus termos
convenientemente ligados. Os sorites podem ser: progressivo e regressivo.
Sorites progressivo - o sujeito da primeira premissa se torna o predicado da segunda, o sujeito da segunda
se torna predicado da terceira e assim sucessivamente até à conclusão, que une o sujeito da última premissa
ao predicado da primeira premissa.
Exemplo:
Todo o mamífero é vertebrado.
Todo o herbívoro é mamífero.
Todo o cavalo é herbívoro.
Portanto, todo o cavalo é vertebrado.
Sorites regressivo - o predicado da primeira premissa é sujeito da segunda, o predicado da segunda
premissa é sujeito da terceira e assim sucessivamente, até à conclusão, que une o sujeito da primeira
premissa ao predicado da última premissa.
Exemplo:
Os alunos inteligentes são dedicados ao estudo.
Os dedicados ao estudo tiram notas excelentes nos testes.
Os que tiram notas excelentes nos testes, passam de classe.
Logo, os alunos inteligentes passam de classe.
SILOGISMOS HIPOTÉTICOS
Silogismos hipotéticos ou compostos - são aqueles em que a premissa maior não afirma nem nega de modo
absoluto ou categórico, mas afirma ou nega sob condição ou estabelecendo uma alternativa. São constituídos
por uma proposição hipotética (condicional ou disjuntiva), na premissa maior e por proposições categóricas na
premissa menor e na conclusão. A premissa maior é sempre constituída por duas ou mais proposições simples,
cujas ligações são feitas por conectores (se..., então..., e..., ou...).
Os silogismos hipotéticos classificam-se em: condicional, disjuntivo, conjuntivo e dilemático.
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Silogismo hipotético condicional - é aquele cuja premissa maior é uma proposição condicional, dividida
em duas partes (condição ou antecedente e condicionado ou consequente).
O silogismo hipotético condicional pode assumir dois modos ou formas válidas: afirmativa (modus ponens),
ou negativa (modus tollens).
Modus ponens (afirmação do antecedente) - consiste em afirmar a condição na premissa menor, seguindo-
se a afirmação do condicionado na conclusão.
Forma: se p, então q; ora, p; logo, q. (p→q; p; logo, q).
Exemplo:
Se Matavele estudar, terá bons resultados. (p→q)
Ora, Matavele estudou. (p)
Logo, (ele) terá bons resultados. (logo, q)
Modus tollens (negação do condicionado) - consiste em negar o condicionado na premissa menor e negar
a condição na conclusão.
Forma: se p, então q; ora, não q; logo, não p. (p→q; ~ q; logo, ~ p)
Exemplo:
Se Matavele estudar, terá bons resultados. (p→q)
Ora, Matavele não teve bons resultados. (~ q)
Logo, (ele) não estudou. (logo, ~ p)
Regras do silogismo hipotético condicional
1ª Regra: Da afirmação do antecedente resulta, necessariamente, a afirmação do consequente.
2ª Regra: Da afirmação do consequente nada se pode concluir necessariamente.
3ª Regra: Da negação do consequente resulta, necessariamente, a negação do antecedente.
4ª Regra: Da negação do antecedente nada se pode concluir necessariamente.
Silogismo hipotético disjuntivo - é aquele em que na premissa maior se estabelece uma alternativa entre
dois termos. Quando a premissa menor afirma ou nega um dos termos, a conclusão nega ou afirma ou outro.
A premissa maior pode ser composta por dois ou mais termos. Apresenta-se sob dois modos legítimos:
ponendo-tollens e tollendo-ponens.
Modus ponendo-tollens (forma positiva-negativa ou afirmando, nega). A afirmação de um dos termos na
premissa menor implica a negação de todos os restantes na conclusão.
Exemplo:
Este triângulo ou é isósceles ou é escaleno.
Ora, este triângulo é escaleno.
Logo, este triângulo não é isósceles.
Modus tollendo-ponens (forma negativa-positiva ou negando, afirma). A negação de um dos termos na
premissa menor implica a afirmação de todos os restantes na conclusão.
Exemplo:
Este triângulo ou é isósceles ou é escaleno.
Ora, este triângulo não é escaleno.
Logo, este triângulo é isósceles.
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Silogismo hipotético conjuntivo - é aquele cuja premissa maior não admite que dois termos opostos sejam
aplicados simultaneamente a um mesmo sujeito. Apresenta-se igualmente sob dois modos legítimos: ponendo-
tollens e tollendo-ponens.
Modus ponendo-tollens (forma positiva-negativa ou afirmando, nega) - afirmando uma das proposições
simples da premissa maior na premissa menor, nega-se a outra proposição na conclusão.
Exemplo:
O morcego não pode ser mamífero e ave simultaneamente.
Ora, o morcego é mamífero.
Logo, o morcego não é ave.
Modus tollendo-ponens (forma negativa-positiva ou negando, afirma) - negando umadas proposições
simples da premissa maior na premissa menor, afirma-se a outra proposição na conclusão.
Exemplo:
O morcego não pode ser mamífero e ave simultaneamente.
Ora, o morcego não é mamífero.
Logo, o morcego é ave.
Silogismo hipotético dilemático ou dilema - é um silogismo hipotético disjuntivo e condicional. É
formado por uma proposição com dois disjuntos e por duas proposições hipotéticas condicionais que
enunciam que, qualquer que seja a possibilidade escolhida, a conclusão é sempre a mesma.
Exemplo:
Ou dizes o que é justo, ou dizes o que é injusto.
Se dizes o que é justo, os homens te odiarão.
Se dizes o que é injusto, os deuses te odiarão.
Portanto, de qualquer modo, serás odiado.
FALÁCIAS E PARADOXOS
Falácia - é um raciocínio errado ou inválido, mas que aparenta ser verdadeiro ou válido. O termo falácia
deriva do verbo latino fallere que significa enganar. As falácias que são cometidas involuntariamente,
designam-se por paralogismos; as que são produzidas de forma a confundir alguém numa discussão
designam-se por sofismas. Assim, em qualquer falácia ocorrem dois elementos essenciais.
Uma verdade aparente que dá ao argumento uma certa capacidade de convencer e que leva os incautos ao
equívoco;
Um erro oculto, que leva a que se retirem conclusões falsas, a partir de uma verdade. Esse erro oculto pode
derivar da ambiguidade dos conceitos, o salto desregrado do particular para o geral, a tomada do relativo
como absoluto, o parcial como total, o acidental como essencial.
Paradoxos
Designam-se por paradoxos os raciocínios onde se parte de enunciados não contraditórios, e se chega a
conclusões contraditórios. Um paradoxo tanto demonstra a veracidade como a falsidade de um juízo.
Os paradoxos são em geral enunciados através da proposição aparentemente pacífica que conduz a resultados
inaceitáveis.
Exemplo:
A vida não tem sentido - a vida tem sentido
Quanto mais damos, mais recebemos.
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Espécies de falácias
Os raciocínios enganosos mas com aparência de correctos podem originar-se, no mínimo, de três fontes: do
mau uso da linguagem, do erro de formulação de próprio raciocínio, e da insuficiência dos argumentos com
que se pretende provar uma determinada ideia. Assim, as falácias podem ser de linguagem, lógicas e de
argumentação.
FALÁCIAS DE LINGUAGEM
Derivam do uso incorrecto das palavras ou da má expressão das ideias. Os seus principais tipos são:
Falácia de equivocação ou equívoco - acontece sempre que acidentalmente ou deliberadamente, num
argumento usamos a mesma palavra em dois sentidos diferentes.
Exemplo:
Só o homem é que pensa.
Ora, nenhuma mulher é homem.
Logo, nenhuma mulher pensa.
Metáfora - é um erro de raciocínio causado pela interpretação do sentido figurado em que um termo foi
empregue como se do sentido próprio se tratasse.
Exemplo:
Os Mambas qualificaram-se para o Campeonato Mundial de Futebol Catar 2022.
Ora, os Mambas são répteis.
Logo, alguns répteis qualificaram-se para o Campeonato Mundial de Futebol Catar 2022.
Anfibologia ou ambiguidade - deriva da ambiguidade sintáctica de uma parte de um argumento ou do uso
impreciso de uma palavra.
Exemplo:
Todos os homens amam uma mulher.
Ora, Mataka ama Abiba.
Logo, todos os homens amam Abiba.
Falácia de analogia - ocorre quando se sobrevalorizam as semelhanças entre duas ou mais coisas ou quando
se desprezam as diferenças relevantes
Exemplo:
As aves voam.
Ora, o avião voa.
Logo, o avião é uma ave.
FALÁCIAS LÓGICAS
Derivam da falta de rigor das ideias que compõem o próprio pensamento. Estas podem ser:
Falácia de acidente - consiste em tomar o que é acidental pelo que é essencial e vice-versa.
Exemplo:
Um doente morre nas mãos de um cirurgião.
Logo, todos os cirurgiões matam os seus doentes.
Falácia de ignorância de causa - consiste em considerar como verdadeira causa o que é apenas
circunstancial, ocasional e de mera coincidência.
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Exemplo:
Depois das cheias do rio púngué houve epidemias.
Logo, as cheias do rio púngué são causadoras de epidemias.
Falácia de enumeração imperfeita - consiste em retirar uma conclusão geral de uma enumeração
insuficiente.
Exemplo:
Nem estes, nem aqueles sapatos me servem.
Logo, nenhum sapato me serve.
Falácia da conversão - ocorre quando se converte as proposições sem se respeitar as regras de conversão.
Exemplo:
Os molwenes andam pelas ruas da cidade.
Logo, quem anda pelas ruas da cidade é molwene.
Falácia de oposição - ocorre quando são violadas as regras de oposição de proposições, sobretudo na
oposição dos valores de verdade.
Exemplo:
Todos os africanos são hospitaleiros.
Logo, nenhum africano é hospitaleiro.
Falácia do círculo vicioso ou petição de princípio - é um erro que apresenta uma conclusão baseada em
premissas que pressupõem essa mesma conclusão.
Exemplo:
O que é a sociologia? É a ciência que estuda os factos sociais.
Falácia da falsa dicotomia - ocorre quando se apresentam duas alternativas como sendo as únicas existentes,
ignorando ou omitindo as alternativas possíveis.
Exemplo:
Ou comes tudo o que está no prato ou então não comes nada.
FALÁCIAS DE ARGUMENTAÇÃO
Argumento ad hominem (ataque pessoal) - comete-se quando alguém tenta refutar o argumento de uma
outra pessoa atacando não o argumento, mas sim a própria pessoa.
Exemplo: Não podemos aceitar o parecer da professora porque esta é muito jovem e não tem experiência
suficiente.
Argumento ad populum (apelo ao povo, à emoção) - consiste em manipular e explorar os sentimento dos
ouvintes, de modo a fazer adoptar o ponto de vista de quem fala.
Exemplo: Querem uma cidade com escolas para todos? Querem uma cidade sem lixo? Votem no partido X.
Argumento ad baculum (apelo à força - pressão psicológica) - consiste no apelo à força ou intimidação
para fazer valer uma determinada ideia.
Exemplo: Ou te calas ou ficas sem recreio.
Argumento ad ignorantiam (apelo à ignorância) - consiste em defender a falsidade ou veracidade de um
enunciado alegando a falta de provas da sua veracidade ou falsidade.
Exemplo: Ninguém, até hoje, provou que Deus existe. Logo, Deus não existe.
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Argumento ad misercordiam (apelo à piedade) - consiste em apelar à compaixão para obter um tratamento
especial ou vantagem pessoal.
Exemplo: Senhor Juiz não me prenda, porque se o fizer os meus filhos ficam desamparados.
Argumento ad terrorem (argumento de terror) - consiste em fazer valer uma opinião ressaltando apenas as
consequências negativas que decorrem da sua não aceitação.
Exemplo: Se não deres esmolas aos pobres, queimar-te-ás nos céus. Por isso, deves dar esmola.
Argumento ad verecundiam (apelo à autoridade) - faz apelo à autoridade e prestígio de alguém para
sustentar uma dada conclusão.
Exemplo: A soma dos ângulos internos de um triângulo é 180 graus porque o dizem os professores de
Matemática.
LÓGICA PROPOSICIONAL
Lógica proposicional ou moderna - é o estudo das relações ou conexões entre proposições para provar a
validade formal do raciocínio que elas formam como um todo. A lógica moderna recorre a uma linguagem
simbólica para poder traduzir as proposições e as suas relações, evitando, desta forma, ambiguidades que
resultam de uso que se faz da linguagem natural.
Na aplicação da lógica proposicional, é preciso ter em consideração os seguintes aspectos:
As variáveis proposicionais: que são as letras do nosso alfabeto, com que representamos, as proposiçõessimples ou atómicas. As variáveis representam, portanto, qualquer enunciado. Por isso, são também
denominadas como sendo letras enunciativas: p, q, r, s, t, p´, q´, r´, s´, t´, etc.
As conectivas ou operadores lógicos: são partículas que designam às diferentes operações lógicas: ~, ˄, ˅,
→, ↔.
Os parênteses (curvos ou rectos) e as chavetas: {, [, (), ], }. Os parênteses e as chavetas funcionam como
sinais de pontuação nas proposições complexas, tal como a vírgula e os pontos.
Os valores lógicos das proposições: diz-se que a proposição "p" é verdadeira ou falsa quando o seu
enunciado é verdadeiro ou falso. E toda a proposição pode assumir um único valor lógico, sendo verdadeira
ou falsa. Estes valores podem ser abreviados pelas letras V, verdadeiro (ou 1) e F, falso (ou 0).
PROPOSIÇÕES SIMPLES E PROPOSIÇÕES COMPLEXAS
Proposições simples ou atómicas - são aquelas que não se podem decompor noutras proposições, daí que o
seu valor lógico depende unicamente do confronto com os factos que enunciam.
Exemplo: Os moçambicanos são africanos.
Proposições complexas ou moleculares - são aquelas decomponíveis noutras proposições consideradas mais
simples, ou seja, proposições simples que, ligadas por partículas que se chamam conectores, formam uma só
proposição complexa.
Por exemplo: Lurdes Mutola foi campeã olímpica dos 800 m ou cantora ou dançarina.
Esta proposição é composta pelas seguintes proposições moleculares ou simples.
Lurdes Mutola foi campeã olímpica dos 800 m.
Lurdes Mutola foi cantora.
Lurdes Mutola foi dançarina.
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CONECTORES LÓGICOS OU OPERADORES LÓGICOS
Conectores ou operadores lógicos - são palavras ou expressões usadas para ligar ou conectar as proposições
atómicas entre si numa proposição composta.
Há operadores ou conectivas aplicáveis a apenas uma proposição atómica, isto é, sem a ligar a nenhuma outra,
denominados operadores unários, como é o caso do negador; e outros que ligam uma proposição atómica a
outra formando uma composta, denominados operadores binários ou diádicas, como é o caso do conjuntor,
do disjuntor, do condicionador e do bicondicionador.
Tabela referente aos conectores ou operadores lógicos
TABELAS DE VERDADE
As operações lógicas que se realizam com as conectivas são apresentadas sob a forma de tabelas de verdades,
onde é possível combinar todos os valores de verdade possíveis das proposições conectadas.
Tabela de verdade da Negação (~ ou ¬)
A negação - é uma operação lógica que, ao ligar-se a uma única proposição, a torna falsa se é verdadeira e
verdadeira se é falsa.
Exemplo:
A Lurdes Mutola é atleta moçambicana.
(P)
A Lurdes Mutola não é atleta moçambicana.
(~ p)
V F
F V
Tabela de verdade da conjunção (ʌ ou &)
A conjunção liga duas ou mais proposições pela conectiva "e", representada pelo símbolo (ʌ ou &).
A conjunção só é verdadeira se e somente se as duas proposições simples conectadas forem verdadeiras.
Caso contrário, é sempre falsa.
Exemplo:
Mataka está doente.
(p)
Mataka vai ao médico.
(q)
Mataka está doente e vai ao médico.
(p ^q)
V(I) V(I) V(I)
V(I) F(O) F(O)
F(O) V(I) F(O)
F(O) F(O) F(O)
Disjunção
A disjunção - é a operação que expressa uma alternativa, a qual se traduz na linguagem corrente pela
partícula "ou" e, na lógica matemática se simboliza por ˅. Há dois tipos de disjunção: inclusiva e exclusiva.
Tabela de verdade da disjunção inclusiva (V)
Na linguagem comum, identifica-se com a expressão "e/ou" e cujo símbolo é "˅".
Operadores lógicos Expressão verbal Símbolo
Negação não ~
Conjunção e ˄
Disjunção inclusivo ou ˅
Disjunção exclusivo Ou... ou... ˅˅
Condicional ou implicação se... então... → ou
Bicondicional ou equivalência se e só se ↔ ou
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A disjunção inclusiva só é falsa quando as duas proposições que a compõem forem falsas. Caso contrário,
é sempre verdadeira.
Exemplo:
Está sol.
(p)
A temperatura está agradável.
(q)
Esta sol e/ou a temperatura está agradável.
(p˅q)
V(I) V(I) V(I)
V(I) F(O) V(I)
F(O) V(I) V(I)
F(O) F(O) F(O)
Tabela de verdade da disjunção exclusiva (˅˅)
Diz-se que uma disjunção é exclusiva quando as proposições simples que a compõem se excluem
mutuamente, ou seja, quando a verdade de uma implica necessariamente a falsidade da outra. Na linguagem
comum é representada pela expressão "ou...ou" cujo símbolo lógico é "˅˅".
A disjunção exclusiva só é verdadeira quando as duas proposições tiverem valores de verdade diferentes, e
falsa nos demais casos.
Exemplo:
Adija passou de classe.
(P)
Adija reprovou.
(q)
Ou Adija passou de classe ou reprovou.
(p˅˅q)
V(I) V(I) F(O)
V(I) F(O) V(I)
F(O) V(I) V(I)
F(O) F(O) F(O)
Tabela de verdade da condicional ou implicação (→)
Diz-se condicional uma proposição composta em que as respectivas proposições atómicas são ligadas de
conectivas lógicas "se... então...". Numa implicação, se a proposição "p", o antecedente, for verdadeira,
também a proposição "q", o consequente, será verdadeira, uma vez que a fórmula (p→q) significa que não há
"p" sem "q".
A implicação só é falsa quando o antecedente é verdadeiro e o consequente falso, sendo sempre verdadeiro
nos restantes casos.
Exemplo:
Adija estuda.
(p)
Adija passa de classe.
(q)
Se Adija estuda, então passa de classe.
(p→q)
V(I) V(I) V(I)
V(I) F(O) F(O)
F(O) V(I) V(I)
F(O) F(O) V(I)
Tabela de verdade da bicondicional ou equivalência (p↔q)
É uma proposição molecular cujos átomos são ligados por expressões "se e somente se "ou" "se e só se".
A bicondicional é verdadeira quando os seus elementos têm ambos o mesmo valor lógico, e falsa se tiverem
valores lógicos distintos.
Exemplo:
X é par.
(p)
X é divisível por dois.
(q)
X é par se e só se X é divisível por 2.
(p↔q)
V(I) V(I) V(I)
V(I) F(O) F(O)
F(O) V(I) F(O)
F(O) F(O) V(I)
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EXERCÍCIOS DE CONSOLIDAÇÃO
1. O argumento «Apreciamos pessoas honestas. Logo, apreciamos o Nelson Mandela» é um...
A. Entimema B. Polissilogismo C. Epiquerema D. Sorites
2. Que tipo de silogismo apresenta o argumento seguinte? «O avarento cobiça sempre. Quem cobiça
sempre é insatisfeito. Quem é insatisfeito é insaciável. Quem é insaciável é um mar de tormento. Quem vive
atormentado é infeliz. Logo, o avarento é infeliz».
A. Sorites regressivo B. Polissilogismo progressivo
C. Sorites progressivo D. Polissilogismo regressivo
3. Como classificas o silogismo seguinte? Tudo o que robustece a saúde é útil. O desporto robustece a
saúde. Logo, o desporto é útil. O atletismo é um desporto. Logo, o atletismo é útil.
A. Sorites regressivo B. Polissilogismo progressivo
C. Sorites progressivo D. Polissilogismo regressivo
4. Qual é o modus do seguinte silogismo? «Se te aplicares, então passarás de classe. Ora, não passastes de
classe. Logo, não te aplicaste».
A. Modus ponendo-tollens B. Modus Ponens
C. Modus tollendo-Ponens. D. Modus Tellens.
5. “Se eu estudar, não reprovarei. Ora, não reprovei. Logo, estudei.” Este silogismo pode considerar-se como:
A. Válido, porque corresponde ao modus tollens.
B. Inválido, porque corresponde à falácia da afirmação do consequente.
C. Válido, porque corresponde ao modus ponens.
D. Inválido, porque corresponde à falácia da negação do antecedente.
6. Se a baleia é um mamífero, então, retira oxigénio do ar. Se retira oxigénio do ar, então, não precisa de
guelras. Sabe-se que a baleia é um mamífero. Portanto…
A. Abaleia retira oxigénio do ar B. A baleia precisa de guelras
C. A baleia não retira oxigénio do ar D. A baleia não precisa de guelras
7. «O morcego não pode ser mamífero e ave simultaneamente. Ora, o morcego é mamífero. Logo, o morcego
não é ave». Qual é o modus deste silogismo?
A. Modus ponendo-tollens B. Modus Ponens
C. Modus tollendo-Ponens D. Modus Tellens
8. «Este livro ou é de Filosofia ou é de História. Ora, não é de História. Logo, é de Filosofia». Qual é o tipo
e modus válido deste silogismo?
A. Condicional, modus tollens B. Disjuntivo, Modus tollendo-ponens
C. Disjuntivo, Modus ponendo-tollens D. Conjuntivo, Modus tollendo-ponens
9. O argumento aristotélico “Ou a filosofia vale ou não vale a pena. Se vale a pena, tereis que filosofar. Se
não vale a pena, tereis igualmente que filosofar. Logo, num caso ou noutro terei sempre que filosofar”, é...
A. Um dilema B. Um epiquerema C. Um polissilogismo D. Uma falácia
10. Qual é o tipo de falácia existente no seguinte enunciado? «Os pés têm unhas. A cadeira tem pés. Logo,
a cadeira tem unhas».
A. Equivocação B. Metáfora C. Ignorância de causa D. Acidente
11. “Alguns alunos da nossa escola são indisciplinados. Logo, todos os alunos da nossa escola são
indisciplinadosˮ. O tipo de falácia cometido no argumento é...
A. Falácia de oposição B. Falácia do silogismo
C. Falácia de conversão D. Falácia de ignorância de causa
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12. Sofisma é um tipo de falácia que apresenta um erro...
A. Lógico B. Verbal C. Involuntário D. Voluntário
13. Um paradoxo é um silogismo...
A. Com duas conclusões directamente lógicas. B. Cuja conclusão é uma impossibilidade lógica.
C. Cuja conclusão é sempre a mesma. D. Em que falta pelo menos uma premissa.
14. Numa petição de princípio (círculo vicioso) o argumentador comete o erro de…
A. Concluir que algo é falso porque não se provou que é verdadeiro.
B. Atacar aquele que defende uma certa perspectiva.
C. Apresentar duas alternativas como se fossem as únicas.
D. Pressupor aquilo que está em questão.
15. Comete-se a falácia de equivocação quando…
A. O termo médio é tomado, pelo menos uma vez universalmente.
B. Os termos maior e menor ocorrem ambos duas vezes.
C. Um dos termos é usado com dois sentidos diferentes.
D. Dois termos são usados com o mesmo sentido.
16. O argumento «depois do eclipse da lua, houve uma epidemia de gripe. Logo, os eclipses da lua
provocam gripe», é uma falácia...
A. Ad baculum B. Ad ignoratiam C. Do acidental D. De ignorância de causa
17. O argumento Ad Baculum é um caso de argumentação falaciosa que faz apelo à...
A. Força B. Emoção C. Piedade D. Autoridade
18. O argumento Ad Hominem é um caso de argumentação falaciosa que ...
A. Invoca as consequências negativas B. Invoca uma certa autoridade
C. Apela à compaixão D. Ataca a idade, a raça, a religião e a altura
19. A falácia de ataque pessoal ocorre quando ao invés de contra-argumentar-se…
A. Apela-se à ignorância. B. Desacredita-se ao argumentador.
C. Apela-se à força. D. Apela-se a emoção.
20. A falácia que consiste em recorrer à autoridade de alguém para demonstrar a veracidade do que se
afirma chama-se argumentum ad...
A. Verecundiam B. Torrerem C. Populum D. Baculum
21. Que espécie de sofisma está patente no seguinte raciocínio? «Este e aquele bolo são de chocolate.
Logo, todos os bolos são de chocolate».
A. Enumeração imperfeita B. Tautologia C. Analogia D. Dilema
22. A lógica proposicional também é conhecida por lógica...
A. Moderna B. Clássica C. Atómica D. Silogística
23. As cinco operações da lógica proposicional são:
A. Negação, conjunção, disjunção, condicional e implicação.
B. Negação, conjunção, disjunção, implicação e equivalência.
C. Negação, conjunção, disjunção inclusiva, disjunção exclusiva e implicação.
D. Negação, conjunção, disjunção exclusiva, disjunção exclusiva e bicondicional.
24. A lei segundo a qual uma proposição molecular apenas é falsa se o antecedente for verdadeiro e o
consequente falso é a...
A. Conjunção B. Disjunção C. Equivalência D. Implicação
APONTAMENTOS DE INTRODUÇÃO À FILOSOFIA 12ª CLASSE, IIº TRIMESTRE, 2022
DOCENTE: MUSSENGUE ESG 29/09-MAXIXE - 12
25. Uma conjunção só é verdadeira se, e só se...
A. A proposição inicial for verdadeira B. A segunda proposição for verdadeira
C. As duas proposições forem falsas D. As duas proposições forem verdadeiras
26. A implicação, em regra, só é falsa quando:
A. A condição for verdadeira e o condicionado falso.
B. A condição for falsa e o condicionado verdadeiro.
C. Ambas proposições atómicas forem falsas.
D. A condição for negativa e falsa, mas o condicionado verdadeiro.
27. Segundo a tabela de verdade da disjunção inclusiva, esta operação só é falsa quando...
A. As proposições atómicas forem todas falsas.
B. As proposições atómicas tiverem valores lógicos diferentes.
C. As proposições disjuntas possuírem o mesmo valor lógico.
D. O antecedente for verdadeiro e o consequente falso.
28. A proposição “pq” é falsa se….
A. O consequente for verdadeiro e antecedente falso.
B. O antecedente for verdadeiro e o consequente falso.
C. O antecedente for falso e o consequente falso.
D. O consequente for falso e o consequente verdadeiro.
29. As expressões «se...então» e «se e somente se» correspondem, respectivamente, às seguintes
operações lógicas:
A. Implicação e equivalência. B. Conjunção e equivalência.
C. Implicação e condicional. D. Disjunção inclusiva e bicondicional.
30. Sabendo que p = «aplico-me nos estudos», q = «passarei de classe», a proposição simbólica «~ p → ~
q» traduzir-se-á para a seguinte forma da linguagem natural:
A. Se não me aplico nos estudos, então não passarei de classe.
B. Não é verdade que se me aplico nos estudos então não passarei de classe.
C. É verdade que se me aplico nos estudos, então passarei de classe.
D. Não é verdade que se não me aplico nos estudos, então não passarei de classe.
31. A frase: «Os sofistas são estrangeiros e são filósofos» é uma...
A. Conjunção B. Disjunção C. Implicação D. Negação
32. A proposição "É falso que António seja alto e elegante", pode ser traduzida em...
A. ~ (p^q) B. p→q C. ~ pvq D. ~ p^q
33. “Se é bom professor, então a maioria dos estudantes vão admitir no exame nacional”. Esta expressão
pode ser representada simbolicamente na forma correcta como...
A. p↔q B. p→q C. p^q D. pvq
34. Formalização da proposição: «não é verdade que se Amável Pinto é guitarrista, então não é músico»,
sendo «p» a 1ª oração e «q» a 2ª, é:
A. ~(p→ ~ q) B. ~ p→ ~ q C. p→ ~ q D. (~p) → ~ q
35. “A vida é boa, se e só se, ela é vivida com dignidadeˮ. Esta expressão pode ser representada
simbolicamente na forma correcta como...
A. p↔q B. p^q C. pvq D. p→q
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FILOSOFIA POLÍTICA
Noção da política e sua relação com a Filosofia Política
A palavra política vem do grego polis, que significa cidade. Política significa, etimologicamente, a arte de
administrar (governar) a cidade. Segundo Aristóteles, a política é arte de governar, ou seja a ciência do
governo.
No sentido geral entende-se por política ao conjunto de acções levadas acabo por indivíduos, grupos e
governantes com vista a resolver os problemas com que se depara uma colectividade humana.
Estas práticas tem como base a obrigatoriedade de zelar pelo bem comum, ordem pública, justiça, harmonia e
equilíbrio social. O conceito de política, entendido como forma de actividade ou praxis humana, estáestreitamente ligado ao de poder. O poder - é o direito de deliberar, agir, mandar e dependendo do contexto,
exercer a sua autoridade, soberania, a posse de um domínio sobre os outros homens, de influência ou força.
Segundo Norberto Bobbio, existem três formas de poder: económico, ideológico e político.
O poder económico - tem a ver com a posse de bens materiais, levando aqueles que não os tem a manter um
certo comportamento.
O poder ideológico - baseia-se na influência que os detentores do poder exercem sobre os demais,
determinando-lhes o comportamento.
O poder político - é a faculdade coercitiva que o estado possui para obrigar a fazer ou não fazer algo, tendo
como objectivo o bem público.
Relação entre a Política e a Filosofia Política
Tanto a política como a Filosofia convergem no mesmo assunto, quando ambos tratam da própria política
enquanto ciência ou arte de governar. Porém, existem diferenças entre elas: a política enquanto ciência que
trata das estruturas políticas, da organização política, da composição dos partidos, das estratégias eleitorais,
estuda a acção governamental, as reacções dos governados perante as entidades governamentais. Ao passo
que a filosofia política ocupa-se em perceber a essência política, analisa as condições da emergência da coisa
pública, a melhor forma da comunidade política, os fundamentos da justiça social, a justificação e a
legitimação do poder e do Estado, a questão da explicação das desigualdades entre homens na mesma
comunidade política.
Ciência Política
É o estudo sistemático do facto político, isto é, consiste no estudo de todo o facto social relacionado com o
acesso, a titularidade, o exercício e o controlo do poder político.
Ética Política
Quando se fala da moral em política, refere-se à moral social e não à moral individual, a moral no que
concerne às acções de um indivíduo e que interferem na esfera das actividades de outros indivíduos. Os
políticos não são autorizados eticamente a fazer aquilo que bem entendem, mas sim antes de o praticarem
devem chamar a voz da razão para julgar primeiro se é correcto praticar o acto ou não. Portanto, o político
deve comportar-se eticamente nas suas acções políticas; a política deve estar assente em bases morais.
Estado/Nação
O Estado - é o conjunto de todos os elementos que envolvem uma sociedade organizada de modo semelhante:
população, território, poder soberano, além do reconhecimento internacional como tal. O Estado implica a
existência de instituições políticas, jurídicas, militares e administrativas.
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A Nação - é a comunidade natural de homens que, reunidos num mesmo território, possuem em comum a
origem, os costumes e a língua e estão conscientes desses factos.
Elementos do estado
Governo - é o conjunto de pessoas que detém cargos oficiais e que exercem autonomia em nome do Estado, a
qual lhe foi conferida pelo povo, no caso comum da democracia.
Governantes - é qualquer funcionário público que assume cargos de direcção, que dirige uma instituição
pública.
Governados - são o elo de ligação entre o estado e o povo . É responsável pela implementação da finalidade e
funções do estado.
Constituição - é a lei fundamental que regula os direitos, deveres e garantias dos cidadãos em relação ao
Estado e a organização política de um país.
Símbolos Nacionais: os símbolos nacionais de uma nação são, por exemplo: a Bandeira Nacional, o Hino
Nacional, a Moeda, a Língua e o Emblema da República.
Participação política dos cidadãos
O cidadão deve participar de forma activa nas questões políticas da sua sociedade.
As formas de participação do cidadão na vida política é dando opiniões sobre como deviam ser encaminhados
certos casos que inquietam a sociedade; participar nos debates públicos, exercer o direito de voto. É nos
debates públicos onde o cidadão expõe as suas ideias, dá as suas opiniões com vista ao melhoramento e ao
bem estar da sua sociedade. A outra forma de participação na política do cidadão é fazer parte de um partido
político, porque é a partir desse partido que você poderá contribuir com as ideias comuns do partido com vista
ao melhoramento da sua sociedade.
DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA SOCIAL
Direitos humanos
Direito - é tudo aquilo que nos pertence e que precisamos de tê-lo. E portanto, os direitos humanos - são um
conjunto de princípios essenciais à existência humana condigna e que apelam a um reconhecimento mútuo
entre homens, enquanto seres de direito. Entre tantos direitos humanos que o ser humano tem, os básicos são:
direito a vida, a saúde,
boa alimentação, a educação.
A declaração universal dos direitos humanos foi adoptada pela ONU a 10 de Dezembro de 1948.
Justiça social
A Justiça social preconiza a redistribuição equitativa do bem comum, a distribuição justa do rendimento ou da
riqueza de acordo com as necessidades das pessoas. Por isso, há uma relação estreita entre os direitos
humanos e justiça social, uma vez que a justiça social preconiza a criação de condições razoáveis para a
existência humana: onde não se respeitam os direitos humanos não há justiça social e vice-versa.
John Rawls, afirma que a justiça é a primeira virtude das instituições sociais. Para Rawls, por mais eficazes e
bem organizadas que sejam as instituições e as leis, elas devem ser reformuladas ou abolidas se forem
injustas.
Estado de Direito e suas funções
Um Estado de Direito - é aquele em que todos os membros dessa sociedade estão submetidos à mesma lei e
ninguém está acima dessa mesma lei.
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Num estado de direito, há respeito pela hierarquia das normas, separação de poderes e por conseguinte, há
respeito pelos direitos fundamentais.
Funções do estado
A definição de fins e funções do estado não é consensual, isto é, varia de acordo com o tipo e natureza de cada
estado.
O Estado moçambicano define três funções básicas para o estado, nomeadamente:
Função legislativa ou normativa - consiste em elaborar as leis. Em Moçambique, esta função é exercida pelo
Parlamento ou Assembleia da República. Cabe ao poder legislativo fiscalizar o poder executivo, votar as leis
relativas ao orçamento e, em situações específicas, julgar determinadas pessoas, como o Presidente da
República ou os próprios membros da Assembleia.
Função administrativa ou executiva - consiste na execução das leis e das operações materiais destinadas a
assegurar o funcionamento dos serviços públicos. É exercida pelo governo.
Função jurisdicional - consiste na resolução pelo estado de conflitos decorrentes de litígios da violação da
lei. É responsável por mandar cumprir as leis, punindo, quando for o caso, todos aqueles que as desrespeitem.
É exercido pelo poder judiciário (tribunais).
Fins do Estado
O estado moderno tem três fins clássicos, nomeadamente: segurança, justiça e bem estar social.
Fim de segurança - garantir dentro das suas fronteiras, do seu território, a segurança dos seus cidadãos e, da
população em geral; e defender a colectividade perante qualquer ataque do exterior.
Fim de justiça - garantir a justiça na sociedade e entre os cidadãos independentemente da cor, origem étnica,
condição económica ou institucional. A justiça como fim do Estado abrange duas realidades distintas: a
justiça comutativa e distributiva.
Justiça comutativa - o Estado deve garantir nas relações entre os cidadãos a equivalência dos valores
permutados. Cada um deve receber de acordo com o que prestou a certo/s concidadãos. Na justiça comutativa
a regra é igualdade das duas partes intervenientes na permuta.
Justiça distributiva - cada cidadão deve receber da colectividade de acordo com o tipo de actividadeprodutiva que, de forma permanente, lhe prestou, ou em função da situação de carência em que se encontra.
Na justiça distributiva a regra é a desigualdade para renumerar cada qual segundo os seus méritos: a serviços
desiguais retribuição desigual.
Fim do bem estar económico e social - o estado deve proporcionar condições de acesso a bens e serviços
considerandos fundamentais para a comunidade, como por exemplo: a saúde, a educação, a segurança social.
A FILOSOFIA POLÍTICA NA HISTÓRIA
A FILOSOFIA POLÍTICA NA ANTIGUIDADE
Os sofistas
Os sofistas foram os primeiros filósofos que se desviaram da questão tradicional que se centrava no estudo da
natureza, centrando as suas atenções no Homem e nas questões da moral e da política.
Na política, foram os primeiros a elaborar o ideal da democracia: todos os cidadãos devem ter o direito de
exercício do poder. Para os sofistas a justiça passa a ser uma das maiores virtudes.
Os representantes máximos dos sofistas são: Protágoras, Górgias, Trasímaco, Pródico e Hipódamo.
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Platão (428-347 a. C)
O pensamento político de Platão está orientado dos seguintes aspectos: origem do Estado, comunismo e
idealismo (classes sociais), formas de governação e quem deve governar entre estas formas de governação.
O pensamento político de Platão encontra-se sobretudo nas obras A República e O Político e as Leis. A
República, importante obra da cultura ocidental, é uma utopia. Utopia significa, etimologicamente, nenhum
lugar. Platão imagina uma cidade (que não existe), mas que deve ser o modelo de todas as cidades terrenas: é
a cidade ideal.
Origem do Estado
Em Platão a origem do Estado é convencional. O estado nasce porque cada um de nós não se basta a si
mesmo, não é auto-suficiente na medida em que cada um tem mutuamente necessidade dos serviços de
outrem. Ninguém pode exercer todas as profissões ao mesmo tempo e, por isso, não pode prover a si mesmo
todos os serviços que tais profissionais proporcionam.
Comunismo/Idealismo
Em A República, Platão recomenda a intervenção do Estado no plano da procriação e educação dos filhos,
como forma de garantir aos Estados cidadãos perfeitos.
Para Platão, os matrimónios devem ser regulados de maneiras que só os homens e mulheres saudáveis,
inteligentes e belos podem ter filhos.
Segundo Platão, as crianças devem ser criadas pelo Estado e que até aos 20 anos devem receber a mesma
educação num ambiente afastadas das famílias para serem educadas exemplarmente, isenta de fraquezas,
indulgências e costumes que possam debilitar o carácter e a personalidade. A educação visa também descobrir
as qualidades e limitações individuais conforme as quais serão distribuídos pelas classes sociais.
Classes sociais
São três as classes sociais do Estado ideal de Platão: trabalhadores, soldados e magistrados.
Classe dos Trabalhadores/lavradores (camponeses, artesãos e comerciantes): estes não necessitam de uma
educação específica. Tem como Função: prover a subsistência de toda a sociedade, especialmente das classes
superiores. Aptidão natural: satisfação dos apetites sensuais; Virtude típica: temperança. Metal da alma:
Bronze ou ferro.
Classe dos soldados/guardas: estes devem ser educados na coragem ou fortaleza (andréa), que é a sua
virtude específica para garantir a defesa da cidade dos perigos do interior; evitar excesso de riqueza e pobreza;
grandeza ou pequenez excessiva do Estado.
Aptidão natural: força irascível ou volitiva. Metal da alma: Prata.
Classe dos magistrados/governantes: devem ser educados na sabedoria (sophia), que é a sua virtude
específica para governar e amar a cidade acima de tudo; produzir leis baseadas na justiça e no bem. Aptidão
natural: Razão. Metal da alma: Ouro.
Formas de Governo
São três as formas de governo em Platão: monarquia, aristocracia e democracia.
Monarquia - é o governo de um só homem que governa imitando o político ideal. Para Platão, a monarquia é
a melhor forma de governo, sob o comando de um filósofo-rei (sofocracia - governo de sábios; inteligentes),
que governaria a polis de acordo com a justiça e preservaria a sua unidade. Quando esta forma se corrompe e
os governantes buscam apenas os próprios interesses e não do povo, teremos a tirania; governo de um só
homem, mais estúpido ou mau, que é mantido pela força. É um poder brutal, opressivo e o mais insuportável.
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Aristocracia - é o governo de vários homens ricos que governam imitando o político ideal. Cedo constatou
que este tipo de governo facilmente degeneraria e se converteria numa timocracia: governo exercido por
pessoas afortunadas e ambiciosos. A fase mais corrompida da aristocracia é a oligarquia; governo de pequeno
número de pessoas, assente na posse da riqueza e procura o bem próprio. A fase mais avançada da corrupção
da oligarquia é a democracia (o governo que pertence ao povo).
Democracia - é um governo exercido pela multidão ou por muitos. Para Platão, a democracia é o pior dos
governos, visto que é a mais corrupta, pois a multidão é incapaz de adquirir a sabedoria da ciência política.
Facilita, através da demagogia (forma de actuação política na qual existe um claro interesse em manipular ou
agradar a massa popular, incluindo promessas que muito provavelmente não serão realizadas, visando apenas
a conquista do poder) o aparecimento da tirania - o governo exercido por um homem, através da força.
Aristóteles (384-322 a. C)
Aristóteles foi um filósofo, cientista e investigador com uma produção literária vastíssima além de
diversificada, exceptuando a Matemática. Essa vastíssima literatura dividia-se em duas partes: escritos
exotéricos, destinadas às pessoas externas ao liceu; e escritos esotéricos destinadas aos internos (discípulos).
Aristóteles escreveu a lógica, a filosofia natural, a psicologia como estudo da alma e metafísica, a ética e a
política.
Origem do estado
Segundo Aristóteles, a origem do Estado é natural. Para Aristóteles, o homem é por natureza um animal
político, no sentido de que é um animal que vive não apenas em sociedade, mas que vive numa sociedade
politicamente organizada. O homem só pode viver em sociedade e nunca num Estado de agregação. O que
distingue o Homem dos outros animais é o sentimento do bem e do mal, do justo e do injusto, e essas
qualidades são essenciais para a actividade do Homem na comunidade política.
Formas de Governo
Aristóteles concebeu três formas de organização política do Estado, as quais se podem também apresentar na
forma de governo corrupto, a saber: Monarquia, Aristocracia e República.
Monarquia - governo de um só homem que preserva a unidade do Estado, contudo, facilmente se pode
transformar em tirania - governo de um só homem, que se move por interesse próprio.
Aristocracia - governo de um grupo de cidadãos virtuosos, os melhores, que cuidam do bem de todos. A sua
forma corrupta é a oligarquia, que é o governo dos ricos, os quais procuram o bem económico pessoal.
República - governo constituído pelo povo, que cuida do bem de toda a polis. A sua forma corrupta é a
democracia, que suprime todas as diferenças sociais em nome de igualdade.
Para Aristóteles, a monarquia e aristocracia são aparentemente as melhores formas de governação, mas na
realidade considera que como os homens são o que são a melhor forma de governação seria a politeia (a
república) por reger-se de uma constituição que valoriza o segmento médio, e o fim último do Estado é a
felicidade. O ideal supremo do Estado em Aristóteles é a autodeterminação, ou seja, viver em paz e fazer
coisas belas.
Para Aristóteles, a sociedade e o Estado existem para garantir a felicidade e virtudedos cidadãos.
FILOSOFIA POLÍTICA NA IDADE MÉDIA
A Idade média, também designada período medieval, é um período da história europeia que inicia com a
queda do Império Romano do Ocidente no ano 476 d.C. e termina em 1453, no ano da queda do império
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Romano do Ocidente pela acção dos turcos sobre a capital Constantinopla. Entretanto, foi o cristianismo quem
mais influenciou de modo determinante toda a idade média nas esferas religiosas, social, política até à
científico-filosófica.
Santo Agostinho (354-430)
O pensamento político de Santo Agostinho encontra-se na sua obra A Cidade de Deus. Nesta obra, Santo
Agostinho fala de duas cidades: A cidade de Deus e a cidade terrena. Segundo Santo Agostinho, o amor de si
próprio (cupitidas) que conduz ao desprezo de Deus, fez a cidade terrena; e o amor a Deus (Charitas) que leva
ao desprezo de si próprio ergueu a Cidade Celeste (a cidade de Deus).
A cidade terrena é onde se encontra o Estado. Nesta terra onde reina todo o tipo de males. Na cidade de Deus,
reina a paz, o amor, a felicidade.
Para Santo Agostinho, a igreja é uma encarnação de Deus e o Estado é uma encarnação da cidade terrena, uma
necessidade imposta ao homem pelo pecado original. Portando, para Santo Agostinho o Estado tem sua
origem no pecado original.
Segundo Santo Agostinho, a igreja é superior ao estado e defende a existência da autoridade política para que
se mantenha a paz, a justiça, a ordem e a segurança. A autoridade política é entendida como dádiva divina aos
seres humanos. Os cidadãos devem obedecer aos governantes e não é da sua competência distinguir bons e
maus governantes, ou formas justas ou injustas de governo.
São Tomás de Aquino (1225-1274)
O seu pensamento político encontra-se na sua obra Do Governo dos Príncipes. Nesta, ele fala da origem do
Estado, natureza do Estado, melhor forma de governação e a relação entre o Estado e a Igreja.
No que toca a origem do Estado, Tomás não toma a concepção de Santo Agostinho de que o Estado nasceu do
pecado original, mas concorda com Aristóteles ao afirmar que o Estado nasce da natureza social do homem.
No que diz respeito à natureza do Estado, Tomás de Aquino diz que o Estado é uma sociedade, uma sociedade
perfeita, porque tem um fim próprio: o bem comum e os meios suficientes para o realizar.
Para Aquino, a melhor forma de governação é a Monarquia constitucional.
Na relação entre Estado e Igreja, Tomás de Aquino considera que, sendo a meta da igreja o bem sobrenatural,
esta é superior ao Estado, que é simplesmente o bem comum neste mundo, e por conseguinte, o Estado deve
subordinar-se à Igreja.
FILOSOFIA POLÍTICA NA IDADE MODERNA
A filosofia moderna surge no início do século XVI e termina no fim do século XVIII. É um período que
caracteriza-se pela libertação do homem em relação as explicações teológicas da realidade, através da razão;
dos regimes ditatoriais através da democracia; da dependência da natureza, através da técnica.
Nicolau Maquiavel (1469 -1527)
O pensamento político de Maquiavel encontra-se nas obras: O Príncipe (1513) e Discurso Sobre a Primeira
Década de Titus Levius (1519).
Em O Príncipe, sua obra prima, Maquiavel descreve o resultado da experiência das coisas modernas e da
contínua lição aprendida nas coisas antigas. Ele parte duma visão pessimista da natureza humana e propõe um
Estado fundado na força.
Aconselha os governantes a partirem do pressuposto de que todos os homens são réus e, deste modo, a
empregarem todos os meios para alcançar o fim de conservar a própria vida e o Estado. O fim é que conta,
não interessam os meios. Considerando, portanto, que o fim é o que conta, o governante deve, na óptica de
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Maquiavel, procurar impor-se pela força do que pelo amor. Porém, Maquiavel adverte que o príncipe não se
deve esquecer da sua reputação, isto é, deve procurar aparentar que age com a melhor das intenções; assim, o
príncipe deverá ser “uma espécie de lobo vestido de carneiro".
Essa forma de pensar de Maquiavel deve-se a sua concepção antropológica do homem segundo a qual o
homem é mau por natureza, daí que, recomenda o príncipe a usar estratégias cruéis sem preocupação com as
máximas morais e consequentemente de todos os direitos do cidadão.
Os filósofos contratualistas
Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau são filósofos contratualistas porque defendem a
origem do Estado na base de um contrato social que permitiu o homem a sair do estado de natureza para o
estado de sociedade.
Thomas Hobbes (1588-1679)
O pensamento político de Hobbes encontra-se nas obras “De Cive e Leviatãˮ. Para Hobbes, o Estado tem
origem no contrato social, decorrendo de conflitos entre os indivíduos.
Hobbes distingue dois estados de humanidade: o natural e o político social ou contratual. No estado natural o
homem goza da liberdade total, tendo todos os direitos e nenhum dever, isto é, não há leis que regulam a
sociedade, cada um faz o que bem entende mesmo que seja para prejudicar o outro não importa; e, por causa
da sua natureza egoísta, cada um procura satisfazer os próprios instintos, sem nenhuma consideração pelos
outros. No Estado natural não há paz, não há felicidade, não há tranquilidade reina a “guerra de todos contra
todos”, na qual cada um se porta em relação aos outros, como um verdadeiro lobo (homo homini lupus).
Não havendo felicidade nenhuma porque todos vivem apoquentados pelo medo de serem atacados pelos
outros, os homens fazem um “contrato socialˮ, no qual renunciam os seus direitos, colocando-os nas mãos de
um só homem, o soberano. Desta forma nasce o Estado. Portanto, o Estado nasce segundo Hobbes, quando os
homens abdicam-se de todos os seus direitos entregando a um único soberano e este estabelece as normas para
todos.
Cabe ao soberano julgar sobre o bem e o mal, sobre o justo e o injusto; ninguém pode discordar, pois tudo o
que o soberano faz é resultado do investimento da autoridade consentida pelo súbdito.
John Locke (1632-1704)
O pensamento político em John Locke encontra-se centrado nas obras: “Dois Tratados Sobre o Governo e
Ensaio Sobre o Entendimento Humanoˮ.
Tal como Hobbes, Locke distingue também dois Estados da humanidade: o Estado natural e o Estado
contratual. Contrariamente a Hobbes, Locke concebe o Estado natural não como aquele que cada um tem
direitos ilimitados sobre tudo, mas sim, como sendo estado de paz, de boa vontade, de assistência mútua e de
conservação do género humano; em que os homens são livres, iguais e independentes. Esta consciência obriga
ao Homem a não causar mal a outrem em sua vida, sua saúde, sua liberdade e em sua propriedade. Portanto,
em Locke, os direitos do Homem são limitados, não como acontecia em Hobbes que eram ilimitados. Ora,
sendo o direito do Homem limitado, existem direitos que imprescindivelmente devem ser protegidos que são:
o direito a vida, a saúde, a liberdade e a propriedade, e havendo com efeito o direito de punir o transgressor,
daqui segue-se que não sendo conveniente que cada um repare por si próprio as ofensas que lhe são
cometidas, que os homens decidam de comum acordo confiar a comunidade o poder de estabelecer leis que
regulem a punição das ofensas, o uso da força e as transgressões destas leis. Desta forma surge o Estado.
Enquanto em Hobbes delegava-se a um único soberano, em Locke delega-se à comunidade. Portanto, em
Locke, o contrato social não significa renúncia aos seus direitos, mas uma delegação dos seus direitos à
autoridade.
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Jean-Jacques Rousseau (1712 - 1778)
Afilosofia política em Rousseau, encontra-se nas suas obras clássica: “O Discurso Sobre a Desigualdade
Entre os Homens e o Contrato Socialˮ.
Tal como Hobbes e Locke, ele também fala de dois Estados de natureza: natural e contratual.
Primeiro fala de um Estado da Humanidade que teria sido, segundo ele, um Estado de inocência, de paz, sem
qualquer tipo de abusos. No estado natural, o homem se dedicava a criação de artes que não solicitavam o
concurso de muitas mãos, viveram tão livres, sadios, bons e felizes, neste caso, os homens eram auto-
suficientes, isto é, bastavam-se a si mesmo. Entretanto, os homens teriam sido induzidos a sair dessa condição
feliz pelo desejo, pela necessidade e pelo temor. Dessa forma, efectivou-se a corrupção dos valores primitivos.
A recuperação dos valores corrompidos deste Homem, isto é, a sua redenção é possível no sentido de
organizar a humanidade em Estado, providenciando-lhe uma educação, uma moral e trabalho com vista a
recuperar a verdadeira civilização. Entra então no contrato social que visa os indivíduos livres submeterem-se
à uma disciplina, para um bem maior para todos e para cada um. Feito o contrato social, o indivíduo já não é
um simples homem, mas um cidadão, ele renuncia os direitos pessoais em favor da comunidade.
Com a entrada em vigor do contrato social, as acções tomam uma moralidade que não tinha antes. A lei que
guia o indivíduo não é, segundo Rousseau, estranha: é o próprio indivíduo que a constitui, sendo legislador e
súbdito ao mesmo tempo. Portanto, com o contrato social é a vontade geral que é soberana. Os governantes
não gozam de nenhuma autoridade definitiva sobre o indivíduo. O indivíduo permanece o único verdadeiro
soberano. O indivíduo só renuncia parte dos seus direitos, o facto de o governante poder ser destituído quando
não seguir a vontade geral do povo.
Charles de Montesquieu (1689 -1755)
A sua obra principal de política é “Espírito das Leis", obra na qual procura descobrir as leis naturais da vida
social. Nesta obra mostra que não há nenhum ser que não tenha leis. Todo e qualquer um possui leis. Segundo
Montesquieu as leis são divididas em duas partes: leis da natureza e leis positivas.
Leis da natureza - são aquelas que naturalmente existem em nós, não foram fruto da nossa produção. São as
seguintes: igualdade de todos os seres inferiores; procura de alimentação; encanto entre seres de sexo
diferente; desejo de viver em sociedade.
Leis positivas - são aquelas que foram elaboradas pelo Homem e para o próprio Homem. São as seguintes:
Direito dos gentios - este direito baseia-se no princípio de que as diversas nações devem fazer umas às outras,
na paz, o maior bem e, a guerra o menor mal possível, sem prejudicar os seus verdadeiros interesses.
Direito político - é a lei que regula o relacionamento entre os que governam e os que são governados.
Direito civil - é o conjunto de regras que regulam o relacionamento entre os cidadãos.
Montesquieu desenvolveu ainda a teoria de separação de poderes: legislativo, executivo e judicial, com o fim
de estabelecer condições institucionais de liberdade política através de uma equilibrada divisão de funções
entre os órgãos do Estado (Parlamento, Governo e Tribunais)
O Poder legislativo - tem a missão de estabelecer as leis, este papel é desempenhado pelos parlamentos.
O Poder executivo - tem a missão de implementar as leis e de as fazer cumprir e esse papel é desempenhado
pelo governo através dos tribunais.
O Poder judicial - tem a função de julgar aqueles que violam as leis, portanto são os tribunais que se
encarregam dessa tarefa.
Esta divisão impede, segundo Montesquieu, que algum deles actue despoticamente.
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FILOSOFIA POLÍTICA NA ÉPOCA CONTEMPORÂNEA
A idade contemporânea é o período que vivemos hoje. A era começou com a Revolução Francesa, em 1789, e
segue até os dias actuais. É um período marcado por transformações profundas na organização da sociedade;
por inovações científicas; por conflitos internos e de amplitude mundial; entre outros.
Georg Friedrich Hegel (1770-1831)
Entre as suas obras literárias, destaca-se a intitulada: Filosofia do Direito.
A filosofia do Estado de Hegel resume-se à subordinação do indivíduo ao estado, no qual este se dissolve em
nome de uma ordem suprema. Para Hegel, o indivíduo no Estado, é um simples objecto e não sujeito do seu
próprio destino. A sua vontade é sufocada pela vontade do Estado e o indivíduo perde a sua vontade.
Quando Hegel morre, os seus discípulos dividiram-se em duas alas designadas por esquerda e direita
hegeliana. A esquerda e a direita políticas constituem, respectivamente, os partidos socialistas ou comunistas e
os partidos capitalistas (liberais).
John Rawls (1921-2002)
O pensamento político de Rawls encontra-se nas obras “Uma Teoria de Justiça e o Liberalismo Políticoˮ.
Para Rawls, a justiça é a estrutura de base da sociedade e a primeira virtude das instituições sociais. Uma
sociedade justa, defende Rawls, deve fundar-se na igualdade de direitos. A justiça deve ser encarada como
capacidade concedida à pessoa para escolher os seus próprios fins.
Rawls apresenta princípios de justiça em que os indivíduos devem escolher em situação de véu de ignorância,
isto é, os indivíduos não conhecem a classe social, o poder económico, o grau de inteligência, a força, a ideia
do bem. O véu de ignorância significa que os homens estão em situação de igualdade e sem preconceitos,
excepto a sua posição na sociedade e a raça ou tradição. São dois princípios de justiça: Princípio de diferença
e princípio de igualdade.
O princípio de diferença - tem a finalidade de limar as desigualdades, organizando-as, na condição de todos
se beneficiarem, principalmente os desfavorecidos. Para isso, o Estado deve dividir-se em quatro
departamentos:
Departamento das atribuições - tem a missão de velar pela manutenção de um sistema de preços e impedir
a formação de posições dominantes excessivas no mercado.
Departamento da estabilização - tem como objectivo proporcionar emprego pleno.
Departamento das transferências sociais - tem como função velar pelas necessidades sociais e intervir
para assegurar o mínimo social.
Departamento para a repartição - tem como fim preservar uma certa justiça neste domínio graças à
fiscalização e aos ajustamentos necessários do direito da propriedade.
O princípio de igualdade - diz que as desigualdades só poderão ser aceitáveis se servirem para beneficiar os
cidadãos menos desfavorecidos.
Portanto, a justiça defendida por Rawls é uma justiça entendida como equidade, isto é, a distribuição dos bens
por igual.
Karl Raimund Popper (1902-1994)
Entre as obras de Popper, vamos destacar duas: “A Miséria do Historicismo e A Sociedade Aberta e os Seus
Inimigosˮ.
Popper na sua obra A Miséria do Historicismo, critica o Historicismo dos pensadores como Platão, Hegel e
Marx que confiam o sentido da História como um progresso. O Historicismo diz que a História é uma
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determinação totalizante que aparece como origem ou fonte de criatividade do Homem, é um historicismo
absoluto.
Popper, na sua obra Sociedade Aberta e Seus Inimigos, critica o método dialéctico e a ideologia historicista, e
considera-a como filosofia reaccionária, porque é uma filosofia fechada que impede os Homens de qualquer
mudança e sonhos (utopia) sociais. Para ele, o Historicismo é uma filosofia que defende a sociedade totalitária
que está organizada tribalmente, isto é, com normas não modificáveis.
A sociedade aberta é contrária à fechada porque a aberta é baseada em instituições democráticas onde há
liberdade dos indivíduos e dos gruposcom vista a resolução dos problemas sem derramamento de sangue.
Para Popper a democracia é a melhor forma de governação visto que ele entende que a democracia é o
governo do povo: conjunto de instituições que permitem o controlo público dos governantes sem o recurso à
violência. O recurso à violência só se justifica para derrubar a tirania com o fim de instaurar a democracia.
FORMAS DE SISTEMAS POLÍTICOS
Sistema político - é a maneira como a comunidade política se estrutura e exerce o poder político. A estrutura
do poder da comunidade política é feita de duas formas: como Regimes políticos e Sistemas de governo.
Regime político - refere-se ao conjunto de instituições políticas por meio das quais o Estado se organiza de
maneira a exercer o seu poder sobre a sociedade.
Por sua vez, os regimes políticos classificam-se em ditatorial e democrático.
O regime ditatorial - é um regime governamental no qual todos os poderes do Estado estão concentrados em
um indivíduo, um grupo ou um partido. É um regime antidemocrático caracterizado pela presença de uma
ideologia exclusiva ou liderante; existência de um aparelho (um órgão) para impor a ideologia; ausência de
efectiva garantia dos direitos pessoais dos cidadãos; ausência da livre participação do cidadão na designação
dos governantes; falta de controlo no exercício das funções dos governantes.
Por sua vez, os regimes ditatoriais subdividem-se em autoritários e totalitários.
O regime é ditatorial autoritário - quando o poder político exerce um certo controlo sobre a sociedade civil,
sendo, no entanto, possível manter um determinado grau de autonomia.
O regime é ditatorial totalitário - quando o controlo do poder político subjuga a sociedade civil.
Regime democrático - é um regime de governo em que todas as importantes decisões políticas estão com o
povo, que elevam seus representantes por meio do voto. O regime democrático tem as seguintes
características: não existe uma ideologia dominante; não existe um órgão para impor a ideologia; há garantia
dos direitos pessoais dos cidadãos; existe livre participação na designação dos governantes; há controlo do
exercício das funções dos governantes.
Sistema de Governo - é o modo pelo qual os poderes se relacionam, especialmente o executivo e o
legislativo.
Os sistemas de governo também dividem-se em ditatoriais e democráticos.
Sistema de governo ditatorial - é aquele em que o poder político é detido por uma pessoa ou por um
conjunto de pessoas que o exercem por direito próprio, sem que haja participação ou representação da
pluralidade dos governados.
O sistema de governo ditatorial subdivide-se em monocrático e autocrático:
O Sistema é monocrático - quando o poder é exercido por um órgão singular.
O Sistema é autocrático - quando o poder é exercido por um órgão colegial, por um grupo ou por um partido
político.
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Sistema de governo democrático - classifica-se em directo, semidirecto e representativo de acordo com a
participação dos governados no exercício do poder político.
Democrático directo - a assembleia geral dos cidadãos exerce integralmente as suas funções (é aplicável em
pequenas cidades).
Democrático semidirecto - a constituição prevê a existência de órgãos representativos da soberania popular
através de um referendo (consulta ao povo através da votação de alguma ideia em discussão).
Democrático representativo - o poder político pertence à colectividade, mas é exercido por órgãos que
actuam por autoridade em nome dele e tendo por titulares indivíduos que foram eleitos mediante o voto.
Sistema de governo democrático representativo de concentração de poderes e de divisão de poderes
a) Governos democráticos representativos de concentração de poderes: convencionais e simples.
Convencionais - existe uma assembleia representativa em que se concentram todos os poderes soberanos, por
delegação do povo, rejeitando a separação de poderes.
Representativos simples - o poder concentra-se no chefe de estado.
b) Governo democrático representativos de divisão de poderes: parlamentaristas, presidencialistas e
semipresidencialistas.
Sistema parlamentar - o chefe de Estado é um órgão politicamente irrelevante no que respeita à
possibilidade de exercer o poder efectivamente e o governo é politicamente responsável perante o parlamento.
O parlamento pode demitir o governo.
Sistema de governo presidencial - o órgão decisivo do governo é o chefe de estado. O parlamento não pode
demitir o governo.
Sistema de governo semipresidencial - o chefe de estado tem a possibilidade de exercer poderes
significativos e o governo responde politicamente ao parlamento.
EXERCÍCIOS DE CONSOLIDAÇÃO
1. O conjunto de acções levadas a cabo pelos governantes, indivíduos singulares e colectivos com vista a resolver
os problemas postos pela sociedade para garantir a paz, a harmonia e o bem-estar social, chama-se:
A. Direito B. Política C. Sociologia D. Filosofia
2. A finalidade da Política é…
A. A gestão de negócios particulares. B. A dominação do homem pelo homem.
C. O enriquecimento de um grupo social. D. O bem comum, a justiça e o equilíbrio social.
3. A relação entre a Política e a Filosofia é, por um lado, positiva e, por outro, polémica porque a....
A. Filosofia subordina-se à Política. B. Atitude crítica da Filosofia perturba alguns políticos
C. Política subordina-se à Filosofia. D. Atitude crítica da Política perturba alguns filósofos.
4. Um estado só é legítimo quando age...
A. De acordo com o direito B. De forma ilegítima
C. De acordo com os interesses da minoria D. Independentemente do direito
5. Quais são os elementos constitutivos do Estado?
A. Administração, gestão e governo B. Constituição, parlamento e segurança
C. População, território e vínculo jurídico D. Poder do presidente, legislativo e executivo
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6. Como está dividido o poder num Estado de Direito?
A. Executivo, legislativo e judicial B. Legislativo, judicial e democrático
B. Judicial, legislativo e parlamentar D. Legislativo, judicial e religioso
7. A função de governar e administrar o país, segundo a constituição, pertence ao poder:
A. Judicial B. Executivo C. Legislativo D. Parlamentar
8. Em Moçambique qual é a instituição responsável pelo poder executivo?
A. Governo B. Parlamento C. Tribunais D. Constituição
9. Na perspectiva política, Platão propôs três classes sociais no seu estado ideal, nomeadamente:
A. Governantes, comerciantes e guardas B. Guardas, comerciantes e lavradores
C. Lavradores, guardas e camponeses D. Lavradores, guardas e governantes
10. Platão expõe as suas ideias sobre questões ligadas a Filosofia Política na sua obra…
A. Constituição de Atenas B. O Banquete C. Alegoria da Caverna D. A República
11. Na perspectiva platónica, a melhor forma de governo é aquela em que o poder é exercido pelo:
A. Democrata B. Liberal C. Filósofo-rei D. Tirano
12. Segundo Aristóteles, as três formas de governos rectos seriam:
A. Aristocracia, monarquia e politeia B. Democracia, oligarquia e tirania
C. Ditadura, fascismo e nazismo D. Socialismo, comunismo e liberalismo
13. Para Aristóteles a origem do Estado é natural e resulta da…
A. A necessidade de satisfazer os instintos B. Junção de família, clãs e tribos
C. União entre os oligarcas D. Iniciativa humana
14. As formas de governos corruptos, segundo Aristóteles, são:
A. Monarquia, aristocracia e política B. Monarquia, democracia e oligarquia
C. Tirania, oligarquia e política D. Tirania, aristocracia e democracia
15. Segundo Aristóteles o estado tem uma origem naturalporque o homem é….
A. Lobo de outro homem B. Por natureza mau
C. Animal político D. Animal selvagem
16. Tanto para Platão quanto para Aristóteles a pior forma de governo seria a:
B. Democracia B. Monarquia C. Oligarquia D. Politéia
17. De acordo com Santo Agostinho, todo o poder é uma dádiva divina porque provém da/de…
A. Constituição e o homem tem autoridade sobre o homem.
B. Deus e nenhum homem tem autoridade sobre o homem por mérito próprio.
C. Deus e o homem tem autoridade sobre o homem por mérito próprio.
D. Constituição e o homem não tem autoridade sobre o homem por direito positivo.
18. Qual é a obra onde se encontra o pensamento político de Santo Agostinho?
A. Cidade Terrena B. Cidade de Deus
C. Governo dos Príncipes D. Cidade de Deus e Cidade Terrena
19. A característica da Cidade Terrena segundo Santo Agostinho é:
A. Justiça, segurança e amor. B. Desprezo, amor e felicidade.
C. Paz, amor e felicidade. D. Ódio, vingança e ambição.
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20. A ideia da necessidade de existência da autoridade política e do Estado para que a paz, a justiça, a
ordem e a segurança pública sejam assegurados, foi postulada por:
A. Thomas Hobbes B. John Locke C. Jean-Paul Sartre D. Santo Agostinho
21. Porque é que Tomás de Aquino afirma que o Estado é uma sociedade perfeita?
A. Porque subordina-se à Igreja. B. Porque tem um fim próprio: o bem comum.
C. Porque é superior à Igreja. D. Porque proporciona uma vida saudável.
22. Qual é a melhor forma de governação segundo Tomás de Aquino?
A. Democracia representativa B. Monarquia constitucional
C. Ditatorial D. Democrático
23. A concepção política de Maquiavel é consequência da sua concepção antropológica. Por isso, o
príncipe deve ser...
A. Uma espécie de cordeiro com pele de lobo. B. Uma espécie de lobo com pele de cordeiro.
C. Um herói que dá a sua pelo estado. D. Um herói que dá a sua vida pelo povo.
24. De acordo com Maquiavel, o governante deve...
A. Partir do pressuposto de que todos os homens são réus.
B. Partir do pressuposto de que todos os homens são bons.
C. Procurar agir com as melhores das intenções.
D. Ser um governante tolerante, bom e sábio.
25. O filósofo que afirmou que o homem é um ser mau por natureza foi:
A. Charles de Montesquieu B. Jean-Jackes Rousseau C. John Locke D. Nicolau Maquiavel
26. O contrato social de Thomas Hobbes difere-se do de John Locke, pois o do primeiro consiste:
A. Apenas na defesa da autoridade das pessoas.
B. Na defesa da propriedade privada, defesa da vida e da liberdade individual.
C. Em renunciar todos os direitos a favor de um soberano.
D. Em renunciar todos os direitos a favor da comunidade.
27. A máxima homo homini lupus (o homem é lobo do homem) foi cunhada na obra O Leviatã, por…
A. Charles de Montesquieu B. Nicolau Maquiavel C. John Locke D. Thomas Hobbes
28. Como se caracteriza, essencialmente, o estado de natureza, segundo Thomas Hobbes?
A. Defesa mútua entre os homens, pois eles são pacíficos.
B. Guerra de todos contra todos, onde cada procura atacar antes de ser atacado.
C. Tolerância entre os homens, pois eles são naturalmente bons.
D. Submissão a uma disciplina, pois os homens são moralmente educados.
29. Qual dos seguintes pensadores defende a ideia de que no Estado deve existir a divisão de poderes?
A. Rousseau B. Montesquieu C. Hobbes D. Locke
30. Na sua teoria de separação poder e política, Montesquieu faz uma distinção de três poderes que
resultam dessa separação, a saber:
A. Legislativo, Executivo e Judiciário B. Legislativo, Administrativo e Político
C. Executivo, Administrativo e Legislativo D. Legislativo, Administrativo e Executivo
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31. Qual é o significado do contrato social em Locke?
A. Renúncia do direito à vida B. Renúncia aos direitos próprios
C. Delegação dos direitos e deveres D. Delegação ao Estado da defesa dos direitos
32. Na passagem do estado de natureza para o estado de sociedade, Locke é de opinião de que o …
A. Único Direito que o cidadão delega ao Estado é o da defesa dos seus direitos.
B. Homem renuncia parte dos seus direitos e pode reavê-los.
C. Homem ganha liberdade e o direito de fazer justiça pessoalmente.
D. Põe-se o termino de todos os males sociais.
33. Segundo Rousseau, uma vez feito o Contrato Social o...
A. Príncipe deve agir a seu belo prazer. B. Governante goza de autoridades definitivas.
C. Indivíduo torna-se um cidadão. D. Príncipe torna-se num oligarca.
34. Para Rousseau, os homens no estado natural eram felizes e auto-suficientes e saíram deste estado
que eram felizes para o contratual por causa da/o...
A. Igualdade B. Desigualdade C. Egoísmo D. Propriedade
35. Na passagem do Estado Natural para o Estado social em...
A. Locke, o único direito que o cidadão delega ao Estado é a defesa dos seus direitos.
B. Hobbes, o homem renuncia parte dos seus direitos e pode reavê-los.
C. Rousseau, o indivíduo pode reparar por si próprio as suas ofensas.
D. Maquiavel, permite uma liberdade religiosa.
36. Os filósofos políticos contratualistas foram:
A. Maquiavel, Hobbes e Rousseau B. Hobbes, Locke e Rousseau
C. Maquiavel, Aristóteles e Hobbes D. Locke, Rousseau e Montesquieu
37. John Rawls, na sua obra Uma teoria de justiça, afirma que a justiça é...
A. A primeira virtude das instituições sociais. B. Distribuição do bem comum pelos ricos.
C. Criação das condições para a existência humana. D. Distribuição injusta do rendimento.
38. Na obra de Rawls, Uma teoria de Justiça, o véu de ignorância representa o termo de ...
A. Democracia B. Igualdade C. Justiça social D. Solidariedade
39. Para Karl Popper o que caracteriza melhor a sociedade aberta é a ...
A. Vivência em conformidade com regras dos membros da sociedade.
B. Livre discussão e protecção da liberdade para todos sem exclusão.
C. Mudança sem derramamento de sangue entre os membros.
D. Sociedade totalitária organizada em raças, tribos e amigos.
40. Karl Popper, criticou severamente o método dialéctico, a ideologia historicista bem como o
comunismo e considerou-os como inimigos da Sociedade Aberta. Quem são esses inimigos?
A. Aristóteles, Rousseau e Habermas B. Platão, Hegel e Marx
C. Popper, Rousseau e Rawls D. Pitágoras, Bachelard e Russel