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Av - Subst 2 - História Geral

Conjunto de questões de História Geral sobre movimentos sociais, teoria queer, identidade e multiculturalismo, e abordagens historiográficas dos negros, com textos curtos e itens de múltipla escolha para análise crítica dos temas apresentados.

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FRANCISCA M

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Questões resolvidas

Sobre o movimento queer, leia o texto a seguir: Queer pode ser traduzido por estranho, talvez ridículo, excêntrico, raro, extraordinário. Mas a expressão também se constitui na forma pejorativa com que são designados homens e mulheres homossexuais. Um insulto que tem, para usar o argumento de Judith Butler, a força de uma invocação sempre repetida, um insulto que ecoa e reitera os gritos de muitos grupos homófobos, ao longo do tempo, e que, por isso, adquire força, conferindo um lugar discriminado e abjeto àqueles a quem é dirigido. Este termo, com toda sua carga de estranheza e de deboche, é assumido por uma vertente dos movimentos homossexuais precisamente para caracterizar sua perspectiva de oposição e de contestação. Para esse grupo, queer significa colocar-se contra a normalização – venha ela de onde vier. Seu alvo mais imediato de oposição é, certamente, a heteronormatividade compulsória da sociedade; mas não escaparia de sua crítica a normalização e a estabilidade propostas pela política de identidade do movimento homossexual dominante. Queer representa claramente a diferença que não quer ser assimilada ou tolerada e, portanto, sua forma de ação é muito mais transgressiva e perturbadora.
Com base no texto e sobre os movimentos sociais, como o Queer, assinale a alternativa correta.
a)Por ser uma concepção potencialmente transgressiva e perturbadora, o queer tem enfrentado pouca resistência dentro da sociedade padronizada.
b)Essa teoria/política se insere num contexto marcado por reivindicações culturais e pela influência das vertentes estruturais.
c)A teoria queer teve sua origem na América Latina e nas últimas décadas vem tentando se inserir dentro dos padrões da heteronormatividade.
d)Atualmente, o queer se configura como um movimento urbano, no qual procura não desafiar os padrões binários de gênero.
e)O queer tem como principal alvo de crítica a racionalidade moderna, centrada nos binarismos, e as fronteiras tradicionais de gênero/sexo.

Sobre a questão de identidade, multiculturalismo e diversidade, leia o texto a seguir: Na contramão da globalização neoliberal homogeneizante que quer arrastar todos os povos para o mesmo fosso, ocorre paralelamente em todo o mundo o debate sobre a preservação da diversidade como uma das riquezas da humanidade. A questão fundamental que se coloca em toda parte é como combinar, sem conflitos, a liberdade individual com o reconhecimento das diferenças culturais e as garantias constitucionais que protegem essa liberdade e essa diferença. Essa questão leva a uma reflexão complexa que abarca notadamente o político, o jurídico e a educação. É essa questão que está no âmago das polêmicas maniqueístas do bem e do mal que envolvem o debate sobre a ação afirmativa e a obrigatoriedade do multiculturalismo na educação brasileira. É a partir dessa interminável polêmica que pretendo me colocar para mostrar que a defesa da diversidade e da diferença é uma questão vital no processo de construção de uma cidadania duradoura e verdadeira, por um lado, sem, entretanto, abrir mão da defesa de nossas semelhanças e nossa identidade humana genérica, por outro lado.
Com base no texto e nos conceitos de identidade, multiculturalismo e diversidade assinale a alternativa correta.
a)Os debates acerca da preservação da diversidade cultural correspondem diretamente aos interesses da globalização neoliberal.
b)Segundo a autora, a questão é combinar, por meio de conflitos e disputas, a liberdade individual para o reconhecimento das diferenças culturais.
c)A defesa das diferenças e das diversidades é imprescindível para a constituição de uma cidadania contínua e autêntica.
d)Reconhecer as diferentes identidades a partir do conceito de multiculturalismo, é uma operação econômica.
e)O multiculturalismo se aproxima da perspectiva estruturalista comportando uma unidade de sujeitos e grupos.

Sobre a abordagem historiográfica acerca dos negros, leia o texto a seguir: A historiografia vem cada vez mais problematizando as formas de abordagem sobre os negros e contestando a maneira como eles foram tradicionalmente tratados nos processos de escrita da história. Esse processo vem constituindo-se a partir de um movimento de crítica a um padrão de abordagem, que teve sua origem nas interpretações relativas à sociedade escravista, cuja principal característica foi a negação dos negros como sujeitos e sua redução à condição jurídica dos escravos.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a História dos negros no Brasil, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas.
( ) O negro foi frequentemente associado pela historiografia brasileira a condição social do escravo.
( ) Durante muito tempo, os negros foram reduzidos pela historiografia tradicional a condição de objetos.
( ) O peso do processo de escravização levou os negros a aceitarem passivamente a sua condição, ficando a cargo dos brancos lutar pelo fim da escravidão.
( ) Nas últimas décadas, as novas abordagens tem recuperado a experiência dos escravos, seus modos de pensar o mundo, atuar sobre ele e transformá-lo.
( ) A lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas tem como base as concepções da historiografia tradicional.
a)V - F - V - V - F.
b)V - V - F - V - F.
c)V - F - F - F - V.
d)F - V - F - V - V.
e)V - F - V - F - F.

Na virada do século XIX para o século XX, os historiadores franceses Charles Langlois (1863-1929) e Charles Seignobos (1854-1942), inspirados pelas considerações metodológicas de Leopold von Ranke (1795-1886), afirmavam, categoricamente, que a história se faz com documentos e que sem eles não há, propriamente, história. Essa consideração, bastante peremptória, começou a ser questionada pelos discípulos imediatos de Langlois e Seignobos: Marc Bloch (1886-1944) e Lucien Febvre (1878-1956) que, em 1929, fundariam a Revue des Annales.
Nesse contexto, analise as seguintes afirmativas:
I – O documento que, para a escola histórica positivista do fim do século XIX e do início do século XX, será o fundamento do fato histórico, ainda que resulte da escolha, de uma decisão do historiador, parece apresentar-se por si mesmo como prova histórica.
II – Antes, o documento era confiável conforme menos “oficial” fosse, hoje em dia o historiador ignora, sobretudo, a respeito de quais registros eram feitos pelos órgãos oficiais do passado.
III – Os historiadores contemporâneos desenvolveram uma abordagem que desconsidera a crítica interna e externa do documento, sendo irrelevante as perguntas mais “tradicionais”, tais como a arguição sobre a veracidade do documento.
IV – É possível sintetizar os avanços em torno da discussão sobre o conceito de documento sendo ele fundamental na pesquisa sobre o passado, mas a noção de fonte histórica e, inclusive, de documento, ampliou-se exponencialmente.
a)I e II, apenas.
b)I e IV, apenas.
c)I, II e III, apenas.
d)I, III e IV, apenas.
e)II, III e IV, apenas.

Efetivamente, um dos avanços do debate historiográfico nas últimas décadas é abrir mão da busca pela total imparcialidade do historiador, já que, como sujeito histórico, ele também está envolvido nas demandas simbólicas de seu tempo. Isso não significa, é claro, abrir mão de qualquer tipo de critério, mas, sim, treinar nosso olhar para a contextualização dos produtores do documento, as relações sociais que o perpassam e, também, a dimensão em microescala da história.
Sobre o argumento apresentado, assinale a alternativa correta.
a)A preocupação do historiador passa a ser de implantar a ideia de que os registros do passado, incluindo a imprensa, eram receptáculos de informações que deveriam ser resgatadas por um pesquisador parcial.
b)Um exemplo do tratamento renovado dado às fontes do passado é a obra de Carlo Ginzburg (1976), O Queijo e os Vermes, cujo tratamento documental ajuda a compreender que o mais importante é a análise dos dados brutos contidos nos documentos.
c)As fontes documentais são consideradas espelhos da realidade pregressa capazes de fornecer um retrato fiel de sociedades do passado, e atualmente não são consideradas uma fonte de indícios e perguntas múltiplas para o historiador.
d)O historiador deve pensar o documento (registro oficial, fotos, cartas, depoimentos orais, etc ) como algo em constante elaboração, e não como um dado bruto que espelha a realidade do passado.
e)O estabelecimento de estratégias para resgatar a ideia de que os registros do passado eram receptáculos de informações que deveriam ser exterminadas e arquivadas, por não ter relevância, foram ignorados pelos historiadores.

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Questões resolvidas

Sobre o movimento queer, leia o texto a seguir: Queer pode ser traduzido por estranho, talvez ridículo, excêntrico, raro, extraordinário. Mas a expressão também se constitui na forma pejorativa com que são designados homens e mulheres homossexuais. Um insulto que tem, para usar o argumento de Judith Butler, a força de uma invocação sempre repetida, um insulto que ecoa e reitera os gritos de muitos grupos homófobos, ao longo do tempo, e que, por isso, adquire força, conferindo um lugar discriminado e abjeto àqueles a quem é dirigido. Este termo, com toda sua carga de estranheza e de deboche, é assumido por uma vertente dos movimentos homossexuais precisamente para caracterizar sua perspectiva de oposição e de contestação. Para esse grupo, queer significa colocar-se contra a normalização – venha ela de onde vier. Seu alvo mais imediato de oposição é, certamente, a heteronormatividade compulsória da sociedade; mas não escaparia de sua crítica a normalização e a estabilidade propostas pela política de identidade do movimento homossexual dominante. Queer representa claramente a diferença que não quer ser assimilada ou tolerada e, portanto, sua forma de ação é muito mais transgressiva e perturbadora.
Com base no texto e sobre os movimentos sociais, como o Queer, assinale a alternativa correta.
a)Por ser uma concepção potencialmente transgressiva e perturbadora, o queer tem enfrentado pouca resistência dentro da sociedade padronizada.
b)Essa teoria/política se insere num contexto marcado por reivindicações culturais e pela influência das vertentes estruturais.
c)A teoria queer teve sua origem na América Latina e nas últimas décadas vem tentando se inserir dentro dos padrões da heteronormatividade.
d)Atualmente, o queer se configura como um movimento urbano, no qual procura não desafiar os padrões binários de gênero.
e)O queer tem como principal alvo de crítica a racionalidade moderna, centrada nos binarismos, e as fronteiras tradicionais de gênero/sexo.

Sobre a questão de identidade, multiculturalismo e diversidade, leia o texto a seguir: Na contramão da globalização neoliberal homogeneizante que quer arrastar todos os povos para o mesmo fosso, ocorre paralelamente em todo o mundo o debate sobre a preservação da diversidade como uma das riquezas da humanidade. A questão fundamental que se coloca em toda parte é como combinar, sem conflitos, a liberdade individual com o reconhecimento das diferenças culturais e as garantias constitucionais que protegem essa liberdade e essa diferença. Essa questão leva a uma reflexão complexa que abarca notadamente o político, o jurídico e a educação. É essa questão que está no âmago das polêmicas maniqueístas do bem e do mal que envolvem o debate sobre a ação afirmativa e a obrigatoriedade do multiculturalismo na educação brasileira. É a partir dessa interminável polêmica que pretendo me colocar para mostrar que a defesa da diversidade e da diferença é uma questão vital no processo de construção de uma cidadania duradoura e verdadeira, por um lado, sem, entretanto, abrir mão da defesa de nossas semelhanças e nossa identidade humana genérica, por outro lado.
Com base no texto e nos conceitos de identidade, multiculturalismo e diversidade assinale a alternativa correta.
a)Os debates acerca da preservação da diversidade cultural correspondem diretamente aos interesses da globalização neoliberal.
b)Segundo a autora, a questão é combinar, por meio de conflitos e disputas, a liberdade individual para o reconhecimento das diferenças culturais.
c)A defesa das diferenças e das diversidades é imprescindível para a constituição de uma cidadania contínua e autêntica.
d)Reconhecer as diferentes identidades a partir do conceito de multiculturalismo, é uma operação econômica.
e)O multiculturalismo se aproxima da perspectiva estruturalista comportando uma unidade de sujeitos e grupos.

Sobre a abordagem historiográfica acerca dos negros, leia o texto a seguir: A historiografia vem cada vez mais problematizando as formas de abordagem sobre os negros e contestando a maneira como eles foram tradicionalmente tratados nos processos de escrita da história. Esse processo vem constituindo-se a partir de um movimento de crítica a um padrão de abordagem, que teve sua origem nas interpretações relativas à sociedade escravista, cuja principal característica foi a negação dos negros como sujeitos e sua redução à condição jurídica dos escravos.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a História dos negros no Brasil, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas.
( ) O negro foi frequentemente associado pela historiografia brasileira a condição social do escravo.
( ) Durante muito tempo, os negros foram reduzidos pela historiografia tradicional a condição de objetos.
( ) O peso do processo de escravização levou os negros a aceitarem passivamente a sua condição, ficando a cargo dos brancos lutar pelo fim da escravidão.
( ) Nas últimas décadas, as novas abordagens tem recuperado a experiência dos escravos, seus modos de pensar o mundo, atuar sobre ele e transformá-lo.
( ) A lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas tem como base as concepções da historiografia tradicional.
a)V - F - V - V - F.
b)V - V - F - V - F.
c)V - F - F - F - V.
d)F - V - F - V - V.
e)V - F - V - F - F.

Na virada do século XIX para o século XX, os historiadores franceses Charles Langlois (1863-1929) e Charles Seignobos (1854-1942), inspirados pelas considerações metodológicas de Leopold von Ranke (1795-1886), afirmavam, categoricamente, que a história se faz com documentos e que sem eles não há, propriamente, história. Essa consideração, bastante peremptória, começou a ser questionada pelos discípulos imediatos de Langlois e Seignobos: Marc Bloch (1886-1944) e Lucien Febvre (1878-1956) que, em 1929, fundariam a Revue des Annales.
Nesse contexto, analise as seguintes afirmativas:
I – O documento que, para a escola histórica positivista do fim do século XIX e do início do século XX, será o fundamento do fato histórico, ainda que resulte da escolha, de uma decisão do historiador, parece apresentar-se por si mesmo como prova histórica.
II – Antes, o documento era confiável conforme menos “oficial” fosse, hoje em dia o historiador ignora, sobretudo, a respeito de quais registros eram feitos pelos órgãos oficiais do passado.
III – Os historiadores contemporâneos desenvolveram uma abordagem que desconsidera a crítica interna e externa do documento, sendo irrelevante as perguntas mais “tradicionais”, tais como a arguição sobre a veracidade do documento.
IV – É possível sintetizar os avanços em torno da discussão sobre o conceito de documento sendo ele fundamental na pesquisa sobre o passado, mas a noção de fonte histórica e, inclusive, de documento, ampliou-se exponencialmente.
a)I e II, apenas.
b)I e IV, apenas.
c)I, II e III, apenas.
d)I, III e IV, apenas.
e)II, III e IV, apenas.

Efetivamente, um dos avanços do debate historiográfico nas últimas décadas é abrir mão da busca pela total imparcialidade do historiador, já que, como sujeito histórico, ele também está envolvido nas demandas simbólicas de seu tempo. Isso não significa, é claro, abrir mão de qualquer tipo de critério, mas, sim, treinar nosso olhar para a contextualização dos produtores do documento, as relações sociais que o perpassam e, também, a dimensão em microescala da história.
Sobre o argumento apresentado, assinale a alternativa correta.
a)A preocupação do historiador passa a ser de implantar a ideia de que os registros do passado, incluindo a imprensa, eram receptáculos de informações que deveriam ser resgatadas por um pesquisador parcial.
b)Um exemplo do tratamento renovado dado às fontes do passado é a obra de Carlo Ginzburg (1976), O Queijo e os Vermes, cujo tratamento documental ajuda a compreender que o mais importante é a análise dos dados brutos contidos nos documentos.
c)As fontes documentais são consideradas espelhos da realidade pregressa capazes de fornecer um retrato fiel de sociedades do passado, e atualmente não são consideradas uma fonte de indícios e perguntas múltiplas para o historiador.
d)O historiador deve pensar o documento (registro oficial, fotos, cartas, depoimentos orais, etc ) como algo em constante elaboração, e não como um dado bruto que espelha a realidade do passado.
e)O estabelecimento de estratégias para resgatar a ideia de que os registros do passado eram receptáculos de informações que deveriam ser exterminadas e arquivadas, por não ter relevância, foram ignorados pelos historiadores.

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Av - Subst. 2 - História Geral
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1) Sobre o movimento queer, leia o texto a seguir:
Queer pode ser traduzido por estranho, talvez ridículo, excêntrico, raro, extraordinário. Mas a expressão também se constitui na forma pejorativa com que são designados homens e mulheres homossexuais. Um insulto que tem, para usar o argumento de Judith Butler, a força de uma invocação sempre repetida, um insulto que ecoa e reitera os gritos de muitos grupos homófobos, ao longo do tempo, e que, por isso, adquire força, conferindo um lugar discriminado e abjeto àqueles a quem é dirigido. Este termo, com toda sua carga de estranheza e de deboche, é assumido por uma vertente dos movimentos homossexuais precisamente para caracterizar sua perspectiva de oposição e de contestação. Para esse grupo, queer significa colocar-se contra a normalização – venha ela de onde vier. Seu alvo mais imediato de oposição é, certamente, a heteronormatividade compulsória da sociedade; mas não escaparia de sua crítica a normalização e a estabilidade propostas pela política de identidade do movimento homossexual dominante. Queer representa claramente a diferença que não quer ser assimilada ou tolerada e, portanto, sua forma de ação é muito mais transgressiva e perturbadora.
Com base no texto e sobre os movimentos sociais, como o Queer, assinale a alternativa correta.
Alternativas:
a)Por ser uma concepção potencialmente transgressiva e perturbadora, o queer tem enfrentado pouca resistência dentro da sociedade padronizada.
b)Essa teoria/política se insere num contexto marcado por reivindicações culturais e pela influência das vertentes estruturalistas.
c)A teoria queer teve sua origem na América Latina e nas últimas décadas vem tentando se inserir dentro dos padrões da heteronormatividade.
d)Atualmente, o queer se configura como um movimento urbano, no qual procura não desafiar os padrões binários de gênero.
e)O queer tem como principal alvo de crítica a racionalidade moderna, centrada nos binarismos, e as fronteiras tradicionais de gênero/sexo.Alternativa assinalada
2) Sobre a questão de identidade, multiculturalismo e diversidade, leia o texto a seguir:
 
Na contramão da globalização neoliberal homogeneizante que quer arrastar todos os povos para o mesmo fosso, ocorre paralelamente em todo o mundo o debate sobre a preservação da diversidade como uma das riquezas da humanidade. A questão fundamental que se coloca em toda parte é como combinar, sem conflitos, a liberdade individual com o reconhecimento das diferenças culturais e as garantias constitucionais que protegem essa liberdade e essa diferença. Essa questão leva a uma reflexão complexa que abarca notadamente o político, o jurídico e a educação. É essa questão que está no âmago das polêmicas maniqueístas do bem e do mal que envolvem o debate sobre a ação afirmativa e a obrigatoriedade do multiculturalismo na educação brasileira. É a partir dessa interminável polêmica que pretendo me colocar para mostrar que a defesa da diversidade e da diferença é uma questão vital no processo de construção de uma cidadania duradoura e verdadeira, por um lado, sem, entretanto, abrir mão da defesa de nossas semelhanças e nossa identidade humana genérica, por outro lado.
Com base no texto e nos conceitos de identidade, multiculturalismo e diversidade assinale a alternativa correta.
Alternativas:
a)Os debates acerca da preservação da diversidade cultural correspondem diretamente aos interesses da globalização neoliberal.
b)Segundo a autora, a questão é combinar, por meio de conflitos e disputas, a liberdade individual para o reconhecimento das diferenças culturais.
c)A defesa das diferenças e das diversidades é imprescindível para a constituição de uma cidadania contínua e autêntica.Alternativa assinalada
d)Reconhecer as diferentes identidades a partir do conceito de multiculturalismo, é uma operação econômica.
 e)O multiculturalismo se aproxima da perspectiva estruturalista comportando uma unidade de sujeitos e grupos.
3) Sobre a abordagem historiográfica acerca dos negros, leia o texto a seguir:
A historiografia vem cada vez mais problematizando as formas de abordagem sobre os negros e contestando a maneira como eles foram tradicionalmente tratados nos processos de escrita da história. Esse processo vem constituindo-se a partir de um movimento de crítica a um padrão de abordagem, que teve sua origem nas interpretações relativas à sociedade escravista, cuja principal característica foi a negação dos negros como sujeitos e sua redução à condição jurídica dos escravos.
FONSECA, M. A arte de construir o invisível: o negro na historiografia oficial brasileira. Revista Brasileira de História da Educação n° 13 jan./abr. 2007, p. 14.
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a História dos negros no Brasil, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas.
 
(   ) O negro foi frequentemente associado pela historiografia brasileira a condição social do escravo.
(   ) Durante muito tempo, os negros foram reduzidos pela historiografia tradicional a condição de objetos.
(   ) O peso do processo de escravização levou os negros a aceitarem passivamente  a sua condição, ficando a cargo dos brancos lutar pelo fim da escravidão.
(   ) Nas últimas décadas, as novas abordagens tem recuperado a experiência dos escravos, seus modos de pensar o mundo, atuar sobre ele e transformá-lo.
(   ) A lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas tem como base as concepções da historiografia tradicional.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Alternativas:
a)V - F - V - V - F.
b)V - V - F - V - F.Alternativa assinalada
c)V - F - F - F - V.
d)F - V - F - V - V.
e)V - F - V - F - F.
4) Na virada do século XIX para o século XX, os historiadores franceses Charles Langlois (1863-1929) e Charles Seignobos (1854-1942), inspirados pelas considerações metodológicas de Leopold von Ranke (1795-1886), afirmavam, categoricamente, que a história se faz com documentos e que sem eles não há, propriamente, história. Essa consideração, bastante peremptória, começou a ser questionada pelos discípulos imediatos de Langlois e Seignobos: Marc Bloch (1886-1944) e Lucien Febvre (1878-1956) que, em 1929, fundariam a Revue des Annales.
TEDESCO, Alexandra Dias Ferraz. História Geral. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2019.
Nesse contexto, analise as seguintes afirmativas:
I – O documento que, para a escola histórica positivista do fim do século XIX e do início do século XX, será o fundamento do fato histórico, ainda que resulte da escolha, de uma decisão do historiador, parece apresentar-se por si mesmo como prova histórica. 
II – Antes, o documento era confiável conforme menos “oficial” fosse, hoje em dia o historiador ignora, sobretudo, a respeito de quais registros eram feitos pelos órgãos oficiais do passado. 
III – Os historiadores contemporâneos desenvolveram uma abordagem que desconsidera a crítica interna e externa do documento, sendo irrelevante as perguntas mais “tradicionais”, tais como a arguição sobre a veracidade do documento.
IV – É possível sintetizar os avanços em torno da discussão sobre o conceito de documento sendo ele fundamental na pesquisa sobre o passado, mas a noção de fonte histórica e, inclusive, de documento, ampliou-se exponencialmente.
É correto o que se afirma em:
Alternativas:
a)I e II, apenas.
b)I e IV, apenas.Alternativa assinalada
c)I, II e III, apenas.
d)I, III e IV, apenas.
e)II, III e IV, apenas.
5) Efetivamente, um dos avanços do debate historiográfico nas últimas décadas é abrir mão da busca pela total imparcialidade do historiador, já que, como sujeito histórico, ele também está envolvido nas demandas simbólicas de seu tempo. Isso não significa, é claro, abrir mão de qualquer tipo de critério, mas, sim, treinar nosso olhar para a contextualização dos produtores do documento, as relações sociais que o perpassam e, também, a dimensão em microescala da história.
Sobre o argumento apresentado,assinale a alternativa correta
Alternativas:
a)A preocupação do historiador passa a ser de implantar a ideia de que os registros do passado, incluindo a imprensa, eram receptáculos de informações que deveriam ser resgatadas por um pesquisador parcial.
b)Um exemplo do tratamento renovado dado às fontes do passado é a obra de Carlo Ginzburg (1976), O Queijo e os Vermes, cujo tratamento documental ajuda a compreender que o mais importante é a análise dos dados brutos contidos nos documentos.
c)As fontes documentais são consideradas espelhos da realidade pregressa capazes de fornecer um retrato fiel de sociedades do passado, e atualmente não são consideradas uma fonte de indícios e perguntas múltiplas para o historiador.
d)O historiador deve pensar o documento (registro oficial, fotos, cartas, depoimentos orais, etc ) como algo em constante elaboração, e não como um dado bruto que espelha a realidade do passado. Alternativa assinalada
e)O estabelecimento de estratégias para resgatar a ideia de que os registros do passado eram receptáculos de informações que deveriam ser exterminadas e arquivadas, por não ter relevância, foram ignorados pelos historiadores.

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