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Ana Luiza F. 
Fonseca 74D 
Farmacologia 
 
 
 
Revisão anatômica e funcional 
A zona glomerulosa (+ externa) responde aos eventos pressores – eventos em que há necessidade de 
aumentar a PA do individuo. 
 Responsável pela produção dos mineralocorticoides, como aldosterona 
Zona fasciculada: produção de corticoides 
 Presença da enzima 11--hidroxilase – enzima que leva a formação de cortisol por meio de 
fragmentos precursores 
Zona reticular: produção de androgênios 
 Eles podem ser convertidos em estrogênios pelas enzimas especificas 
 
Síntese dos hormônios adrenais 
Com uma participação de enzimas especificas, são produzidos hormônios diferenciados pela glândula 
suprarrenal – Ex: aldosterona, cortisona e hormônios sexuais 
 A 17--hidroxilase converte a pregnenolona em 17--hidroxipregnolona 
 Essa enzima é produzida na camada fasciculada, visando a produção de cortisona. 
 Na camada reticular a 3--desidrogenase e outras enzimas especificas que levam a formação 
dos hormônios sexuais. 
 Na zona glomerulosa há a presença de enzimas como 21--hidroxilase e 11--hidroxilase que 
levam a produção da corticoesterona, que posteriormente é convertida em aldosterona. 
Corticosteroides 
 
Ana Luiza F. 
Fonseca 74D 
Farmacologia 
Alguns fármacos fazem um bloqueio mais precoce dessa via de síntese dos hormônios , outros atuam 
nas fases intermediarias e outros atuam mais posteriormente. 
 Um bloqueio mais no início da cascata (como é o caso do Trilostano, que bloqueia a 3--
desidrogenase, que está presente nas 3 camadas da glândula) o impacto é maior – inibição da 
produção de outros hormônios que não estão envolvidos na patologia em tratamento. 
 Quanto mais precoce, mais efeitos colaterais 
O colesterol é a molécula precursora p/ a síntese dos corticoides. 
 
Metabolismo do cortisol 
O cortisol é metabolizado no fígado e sofre a ação de uma enzima hepática especifica para ser 
metabolizado 
A cortisona sofre conversão pela enzima 11--HDS1 (11-beta-hidroxi-esteroide-desidrogenase) em 
cortisol 
A 11--HDS2 faz ação reversa, convertendo cortisol em cortisona (configuração inativa) 
O próprio fígado faz a biotransformação ativando e inativando o cortisol 
 
Ações do cortisol 
Resposta ao estresse – manutenção do tônus vascular 
Aumento da lipólise em células adiposas → Aumento da mobilização de glicerol e ácidos graxos 
Ações anti-inflamatórias e imunossupressivas → por essa razão os corticoides podem ser usados para 
realizar a modular inflamatória em situações em que o individuo tenha uma inflamação 
crônica/autoimunes. 
 Esse efeito imunossupressor se dá pela redução da produção e ativação de cls imunitárias 
(eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócito). Há também a redução do processo de cicatrização 
 Esse efeito anti-inflamatório está relacionado à um efeito modulatório sobre as 
ciclooxigenases e a produção de citocinas inflamatórias. 
Aumento da mobilização de aminoácidos no tecido esquelético e muscular 
Aumento da gliconeogênese, glicogênese, estoque de glicogênio e atividade de glicose-6-fosfato no 
fígado (risco do desenvolvimento de diabetes). 
Do ponto de vista da hematopoiese, o cortisol estimula a produção de plaquetas, hemoglobina e 
eritrócitos. 
 
O CRH produzido no 
hipotálamo age na 
adenohipófise induzindo a 
liberação do 
adrenocorticotrófico (ACTH). 
O ACTH cai na corrente 
sanguínea e desempenha 
papel na suprarrenal → na 
região do córtex da adrenal, 
os receptores p/ ACTH 
 
Ana Luiza F. 
Fonseca 74D 
Farmacologia 
sinalizam um aumento da produção e liberação de cortisol. 
O cortisol sistemicamente vai agir de forma inflamatória – é capaz de exercer uma inibição sobre a 
produção dos mediadores inflamatórios, como eicosanoides, serotonina, PAF e bradicinina. 
 Esses mediadores inflamatórios são os endoperóxidos – tem sua produção diminuída com a 
presença do cortisol. 
Além disso, o cortisol também atua nos macrófagos, reduzindo a ação macrocítica – a redução na 
funcionalidade dos macrófagos reduz a produção por estes de citocinas inflamatórias (Ex: IL-1, TL-
1, IL-6, TNF-) 
Do ponto de vista fisiológico, uma produção basal de cortisol é capaz de reduzir a 
hiperresponsividade do sistema imunológico. 
 
A partir de um estímulo 
nocivo, ocorre a quebra da 
bicamada fosfolipídica. Com 
isso, a fosfolipase A2 gera o 
ácido aracdônico e a partir 
dele há a formação dos 
endoperóxidos. 
Os glicocorticoides/cortisol 
tem uma ação de estímulo à 
produção de anexina que é 
capaz de inibir tanto a 
fosfolipase A2 quanto na 
parte mais terminal da via, 
inibindo as COXs. 
 
Efeito anti-inflamatório do cortisol: 
 
 
 
O cortisol tem maior efeito sobre COX-2, mas também inibe COX-1 de forma indireta, pela redução da produção de 
ácido aracdônico 
Promove aumento da reabsorção 
óssea – risco de osteoporose 
 
Ana Luiza F. 
Fonseca 74D 
Farmacologia 
Secreção normal de ACTH e cortisol 
Fisiologicamente há um padrão de liberação do cortisol durante a vigília e durante o sono. 
→ como o tempo de meia vida do cortisol é curto, é possível fazer sua medição indireta por meio do 
ACTH. 
A produção de exercício físico aumenta a liberação de ACTH/cortisol 
Nas primeiras horas do dia há um pico de liberação de cortisol – a indicação é de justamente tomar 
o fármaco corticoide pela manhã, para que não haja a indução de um feedback negativo 
farmacológico e com isso interferir no ciclo sono-vigília. 
 
Mecanismo de ação 
Por ser um 
corticosteroide, o 
cortisol consegue 
atravessar a 
membrana da célula 
e atua nas regiões 
mais corticais. 
Ele se liga a um 
receptor até então 
inativo 
 Normalmente p/ os 
corticosteroides há 
a necessidade de um 
dímero – 2 
receptores 
inativados que se 
associam e migram 
p/ o núcleo da 
célula, formando um 
complexo com o 
material nuclear → dímero interagindo com a região promotora genica do DNA e a ativando. 
Essa ativação gera uma alteração na síntese do RNA mensageiro e em seguida na síntese proteica. 
Um exemplo de ação gerada pela ação da síntese proteica é a alteração do nível dos endoperóxidos. 
Uma questão preocupante em relação ao uso prolongado 
dos corticosteroides é a supressão do eixo hipotálamo-
hipófise-adrenal (feedback negativo) 
Essa supressão varia de acordo com a dose e o tempo de 
uso – Ex: a partir de 10mg, com 6 meses já há indício dessa 
supressão. 
Essa supressão é definida pelo efeito que os corticoides vão 
ter sobre hipófise e hipotálamo, levando a uma alça de 
feedback negativo → essa alça pode levar a efeitos não 
fisiológicos que interferem na homeostase do individuo. 
Quanto  dose por  tempo:  supressão do eixo. 
 
Ana Luiza F. 
Fonseca 74D 
Farmacologia 
O desmame dos pcts varia muito, mas em geral se inicia com a redução de dose mais programada 
que se mantem por alguns dias – não pode baixar a dosagem todos os dias. 
 Essa redução de dose que se mantem por alguns dias aumenta a exposição a doses mais 
baixas p/ sensibilizar novamente o mecanismo fisiológico de feedback do próprio pct 
Diminuição abrupta: pode gerar um processo de compensação da produção dos hormônios de forma 
bruta. 
 
Usos terapêuticos 
Tratamento de reposição para a insuficiência suprarrenal primária (doença de Addison): 
Causa primária de insuficiência renal – suprarrenal não é capaz de produzir o cortisol 
Uso de hidrocostisona p/ reposição 
 
Tratamento de reposição para a insuficiência suprarrenal secundária ou terciária 
(deficiência hipofisária ou hipotalâmica). 
Quando não há a adequada liberação do CRH ou ACTH – déficit no estímulo da suprarrenal p/ 
produzir os hormônios. 
Tratamento com hidrocortisona 
 
Diagnóstico da síndrome de Cushing 
Teste de supressão de dexametasona 
 Quando o individuo não possui a síndrome e ele é submetido as altas doses de dexa, ele faz a 
supressão dos níveis de ACTH e CRH 
 Quando o individuo possui, mesmo submetido a essas altas doses, esse nível hormonal não cai. 
TTO:fármacos que inibem a síntese de corticoides. 
 
Tratamento de reposição para a hiperplasia suprarrenal congênita (HAC). 
Insuficiência geral da glândula suprarrenal 
A escolha do hormônio de substituição depende do defeito enzimático específico → vai depender de 
qual via enzimática da síntese hormonal está comprometida 
 
Alívio dos sintomas inflamatórios. Ex: Osteoartrite 
Prednisona oral 
Injeções (quadril/joelho) 
 
Tratamento de alergias. Ex: Rinites/Asma 
Uso tópico: fluticasona e outros. 
 
Aceleração da maturação pulmonar. 
Dexametasona administrado por via intramuscular (IM) à mãe 48 horas antes de realizar o parto 
prematuro → está associada a aumento da produção do surfactante p/ prematuros 
 
Base da seleção dos corticosteroides 
 
 
Ana Luiza F. 
Fonseca 74D 
Farmacologia 
 
 
 
 
Cortisol e cortisona 
Como tem efeito de duração mais curtos, são usados principalmente em reposição em insuficiências 
adrenais 
Ação anti-inflamatória baixa. 
Relação entre atividade anti-inflamatória e mineralocorticoide (0,8:0,8). 
 
Prednisona, prednisolona e metilprednisolona 
Possuem alterações estruturais mínimas, mas que já conferem uma diferença no fármaco 
1ª Escolha para tratamento anti-inflamatório e imussopressores a longo prazo (Ex: Poliomiosite, 
DPOC). 
Meia vida intermediaria (12-36hs) 
Efeito retentor de sódio 
e água 
Tempo de meia vida maior e baixíssimo 
efeito mineralocorticoide – indicado p/ 
situações em que é preciso de um 
tratamento mais cronificado 
Usado quando o efeito corticoide 
precisa ser mais duradouro e que 
produza uma resposta inicial mais 
rápida – Ex: choque séptico 
Usado na covid p/ reduzir a 
produção de citocinas 
Não é mais usado na prática - 
apenas experimental 
 
Ana Luiza F. 
Fonseca 74D 
Farmacologia 
Atividade minerolocorticoide relativamente baixa – indicado p/ tratamentos mais prolongados. 
 
Dexametasona e betametasona 
Terapias anti-inflamatórias agudas máximas (Ex: choque séptico, edema cerebral) 
Meia vida Longa(36-55hs) 
Esses fármacos que possuem tempo de ação mais prolongados, também apresentam atividade 
supressora crescimento → Atenção crianças menores 2 anos 
 Reduzem a produção e liberação de Gh 
 
Budesonida 
Tratamento de asma, rinite não infecciosa e no tratamento e prevenção de pólipos nasais → a 
atividade anti-inflamatória promovida por ela acaba diminuindo o extravasamento de líquido e 
consequentemente o congestionamento nasal 
Metabolismo de 1ª passagem → apenas 6 a 20% da dose chega à circulação sistêmica → por isso 
precisa de uma dose maior. 
A meia-vida é de 2 a 4h. 
Demora de 1 a 2 semanas de uso diário para atingir seu máximo efeito. 
 
Farmacocinética dos corticosteroides 
Absorção no TGI é rápida → eles melhoram de forma rápida os sintomas respiratórios 
Prontamente absorvida nos espaços sinoviais e conjuntivo; 
Absorção na pele é lenta, 
Uso no trato respiratório (aerossóis) 
 Tem absorção local principalmente - vantagem 
Principal forma de distribuição pelo corpo é ligado a proteínas plasmáticas – principalmente na 
globulina 
 Pequena parcela fica livre (Apenas o fármaco livre desempenha efeito) 
 
Metabolismo: É principalmente hepático com a eliminação renal 
Acontecem basicamente 3 reações: 
 Redução da ligação dupla do carbono 4 e 5 
 Redução do grupo cetona 3 
 Hidroxilação na posição 6 
 
Efeitos adversos dos corticosteroides 
Essas contraindicações não são absolutas, idealmente não deveria usar corticoides quando se tem 
elas, porém varia muito da gravidade do pct e do risco-benefício. 
 Retarda o crescimento em crianças 
 Osteoporose (absorção de cálcio fica diminuída e há uma maior atividade dos osteoclastos – 
perda de matriz óssea) 
 Aumento do apetite 
 Hipertensão 
 Glaucoma (a ação mineralocorticoide pode aumentar ainda mais a pressão ocular) 
 
Ana Luiza F. 
Fonseca 74D 
Farmacologia 
 Aumento do risco de infecções 
 Distribuição centrípeta da gordura corporal (há essa alteração da distribuição de gordura e 
perda de massa magra – aumento do catabolismo muscular) 
 Aumento do risco de DM ( glicose e gera uma menor resposta a insulina) 
 Hipopotassemia 
 Edema periférico 
 Úlcera péptica (inibição de COX-1, HCl,  pH,  muco) 
 Mudanças de humor – os corticosteroides modulam o sistema límbico do individuo gerando 
hipersensibilidade emotiva 
 Depressão 
 Distúrbio do sono 
 Comportamento psicótico 
Desenvolvimento da osteoporose iatrogênica: 
 Nossas doses fisiológicas de glicocorticoides são importantes p/ preservar a atividade 
osteoblástica e osteoclástica. entretanto com doses farmacológicas prolongadas há a inibição da 
maturação e atividade dos osteoblastos, promovendo sua apoptose. 
 A redução dos níveis de cálcio promove naturalmente um aumento de PHT – promove redução 
da reabsorção renal de cálcio e no intestino há uma alteração para que a preservação do cálcio seja 
mantida e prolongada. 
 → existem algumas contradições que dizem que quando há diminuição da quantidade de 
cálcio, o organismo compensa. porém acredita-se que a osteoporose acontece por uma ação local 
óssea produzida pelos corticosteroides e que INDEPENDE dos níveis sistêmicos de cálcio do individuo 
→ a pessoa pode ter índices de cálcio normais, porém desenvolver uma perda de matriz óssea 
excessiva (osteoporose) 
 
Síndrome de Cushing 
 
 
 
Ana Luiza F. 
Fonseca 74D 
Farmacologia 
Inibidores da biossíntese ou função dos adrenocorticoides (podem ser usados no 
tratamento de Cushing): 
Cetoconazol (Antifúngico): Inibe fortemente a síntese de todos os hormônios esteroides 
Espironolactona (Hipertensão – diurético): Inibe mineralocorticoide (aldosterona) e testosterona 
 Associado a ginecomastia 
Eplerenona (Hipertensão e IC com baixa FEj.): Inibe de maneira seletiva mineralocorticoide 
(aldosterona) 
 Não associado a ginecomastia

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