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Anatomia do sistema Genital Feminino Os órgãos genitais femininos consistem em um grupo de órgãos internos e outro de órgãos externos. Os Órgãos Internos estão no interior da pelve e consistem dos Ovários, Tubas Uterinas, Útero e Vagina. Os Órgãos Externos são superficiais ao diafragma urogenital e encontram-se abaixo do arco púbico. Compreendem o Monte do Púbis, os Lábios Maiores e Menores do pudendo, o Clitóris, o Bulbo do Vestíbulo e as Glândulas Vestibulares Maiores. Estas estruturas formam a vulva ou pudendo feminino. As glândulas mamárias também são consideradas parte do sistema genital feminino. Anatomia do sistema Genital Masculino No sistema reprodutor masculino, encontramos um par de testículos. Eles são as gônadas masculinas e se localizam no interior da bolsa escrotal. No interior do testículo ocorre a produção dos espermatozoides. Após a formação dos espermatozoides nos túbulos seminíferos, eles são encaminhados através de ductos deferentes ao epidídimo, onde ganharão mobilidade e ficarão armazenados até serem eliminados na ejaculação. Os espermatozoides saem do epidídimo, através dos ductos deferentes, e são encaminhados até as glândulas seminais, e, em seguida, para a próstata. Tanto as glândulas seminais quanto a próstata são glândulas anexas que produzem substâncias que nutrem os espermatozoides. Depois de passar por essas glândulas anexas, o esperma ou sêmen é encaminhado à uretra, de onde será expulso. Para que os espermatozoides não morram no canal da uretra, a glândula bulbouretral produz um líquido que neutraliza o canal após a passagem da urina. Hormônios Hormônios são substâncias químicas produzidas por glândulas do sistema endócrino; Glândulas Endócrinas: produzem substâncias e eliminam na corrente sanguínea (ex: pâncreas produz insulina e glucagon e elimina na corrente sanguínea). Glândulas Exócrinas: Eliminam as substâncias em cavidades (ex: pâncreas produz suco pancreático e o elimina no duodeno). Hormônios sexuais femininos Controlam o funcionamento do corpo humano; Os hormônios sexuais atuam para permitir o funcionamento adequado do ciclo reprodutivo. O hipotálamo está localizado no SNC e logo abaixo dele encontra-se a hipófise, que é separada em adenohipófise e neurohipófise. Adenohipófise: produz e secreta hormônios. A relação entre o hipotálo e a adenohipófise ocorre pela corrente sanguínea. Sete hormônios são produzidos. Neurohipófise: apenas armazena e secreta hormônios vindos do hipotálamo. A conexão entre eles é feita por meio de axônios. Carregam dois hormônios: a ocitocina (estimula a contração do útero e a expulsão do leite) e o ADH (hormônio antidiurético). Hormônios Estimulantes liberados pelo hipotálamo que atuam na adeno-hipófise: PRH – Hormônio liberador de prolactina; GNRH – Hormônio liberador de Gonadotrofina; TRH – Hormônio liberador de tireotrofina; CRH – Hormônio liberador de corticotrofina; GHRH – Hormônio liberador de hormônio do crescimento. Sendo estimulada pelos cinco hormônios estimuladores descritos acima, a adeno-hipófise faz secreção de seis hormônios: Prolactina – que estimula a produção de leite nas glândulas mamárias; GH (Hormônio do Crescimento); ACTH (Hormônio Adrenocorticotrófico); TSH (Hormônio estimulante da Tireoide); LH (Hormônio Luteinizante) – estimula a produção de testosterona (homem) e na mulher a maturação do folículo ovariano e na ovulação. FSH (Hormônio Folículo estimulante) – que promove a formação do espermatozoide no homem e na mulher estimula o crescimento dos folículos ovarianos (desenvolvimento do ovócito); Hormônios Inibitórios liberados pelo hipotálamo que atuam na adeno-hipófise: Dopamina – inibe a produção de prolactina durante a gestação e a liberada somente quando o bebê nasce; Somatostatina – inibe a produção do hormônio do crescimento. Hormônios sexuais femininos Estrógeno: conjunto de hormônios (estradiol, estriol e estrona) que atuam na proliferação celular e promovem o desenvolvimento de características sexuais femininas como crescimento dos pelos pubianos, proliferação das células musculares lisas do útero, aumento da vagina, crescimento das mamas. Também participa do crescimento ósseo e do preparo do endométrio. Progesterona: é produzida pelo corpo lúteo. Tem a função de preparar a membrana mucosa do útero para receber o óvulo e preparar as mamas para a produção do leite. Inibe as contrações uterinas a fim de evitar a expulsão do óvulo Ovários e Ovulação Estroma ovariano: tecido conjuntivo que forma os ovários, é dentro deste que o ovócito se forma. Folículos ovarianos: existem milhares de folículos em cada ovário, cada um contendo um ovócito. Em cada mês, estes folículos passam por etapas de desenvolvimento que culminam com a liberação do ovócito. Corpo Lúteo: formado após a liberação do ovócito pelo folículo maturo (ovulação/ovocitação). Quando não há fecundação, este é reabsorvido (corpo albicans). Ovogênese Gametogênese: gameta > células germinativas > gônias (espermatogônias e ovogônias); Meiose para 23 cromossomos (divisão numérica) Dividida em 3 períodos ou fases: Período Germinativo ou fase de multiplicação: É uma fase de mitoses consecutivas, quando as células germinativas aumentam em quantidade e originam ovogônias. Período de Crescimento: as ovogônias iniciam a primeira divisão da meiose = ovócitos primários ou ovócitos I. Nas mulheres, essa fase perdura até a puberdade, quando a menina inicia a sua maturidade sexual (1 menstruação). Período de Maturação: dos 400.000 ovócitos primários, apenas 350 ou 400 completarão sua transformação em gametas maduros, um a cada ciclo menstrual. Fisiologia da Gestação Fecundação -> Gravidez -> Lactação e Amamentação Desenvolvimento Ocorre em 3 fases: germinativa (concepção – acontece nas 2 primeiras semanas após a formação do óvulo), embrionária (a partir da segunda até a décima segunda semana gestacional – primeiro trimestre) e fetal (a partir da décima segunda semana gestacional até o final da gestação – 42 semanas). Fecundação Marca o início do desenvolvimento quando as células sexuais se fundem para formar um zigoto – espermatozoide fecunda o ovócito. União dos cromossomos materno e paterno para formar o embrião. Este processo ocorre nas primeiras 24 horas após a fecundação. Zigoto: célula totipotente – capaz de se diferenciar em qualquer célula do corpo (célula tronco) e forma os anexos embrionários (ex. placenta). Células pluripotentes: formam todos os tecidos do embrião, mas não formam os anexos embrionários (ex: não forma a placenta); Células tronco: multipotentes que encontramos no organismo na medula óssea. A fecundação ocorre na ampola da tuba uterina. O que faz os espermatozoides chegarem até esta região são mediadores químicos liberados pelo ovócito. Ocorrem modificações nos espermatozoides para que ele consiga realizar a fecundação – capacitação dos espermatozoides que ocorre devido a interação entre o espermatozoide e a mucosa da tuba uterina (aumenta o influxo de cálcio e degeneração na membrana glicoproteica); Fases da Fecundação Ocorre em três fases: Penetração na coroa radiata: esta estrutura circunda o ovócito e após a capacitação do espermatozoide, o mesmo precisa penetrar essa região. Penetração na Zona Pelúcida: fica abaixo da coroa radiata e é composta por glicoproteínas. Quando o espermatozoide atinge essa área o mesmo libera enzimas que facilitam a entrada dele no ovócito. Quando a cabeça do espermatozoide encosta no ovócito, ocorre a liberação de substâncias que alteram a membrana da zona pelúcida impedindo que outro espermatozoide chegue ao ovócito. Fusão da membrana plasmática do ovócito com o espermatozoide: o pró núcleo feminino entra em contato com o pró-núcleo masculino, formando o zigoto.Gêmeos idênticos: um espermatozoide fecundou o mesmo ovócito. Os gêmeos se dão devido a divisão. Gêmeos não idênticos: dois espermatozoides fecundaram dois ovócitos diferentes Fase Embrionária e fetal Após a formação do zigoto, o mesmo passa por modificações (divisões celulares) para que haja a fixação deste na parede do endométrio: 1. Clivagem do zigoto – após a formação do zigoto este passa por diversas divisões (mitoses) e se encaminham para o útero. A divisão do zigoto origina duas células (blastômero) que continuarão se dividindo – 4...8....até formar a mórula (32 células). Irá formar o blastocisto. 2. Nidação – O blastocisto continua a se desenvolver e internamente surgem células chamadas de embrioblastos, que irá se fixar no endométrio. Caso ocorra algum erro neste processo, a fixação não ocorre e blastocisto é eliminado na menstruação. 3. Formação dos anexos embrionários – Depois que o embrião se fixa na parede uterina, as células continuarão a se multiplicar formando camadas celulares chamadas folhetos embrionários ou germinativos (gastrulação). A partir das camadas celulares mais externas surgem dobras que formarão estruturas com importantes funções durante a gestação, são chamados de anexos embrionários. São eles: o cório (formará a placenta), o âmnio (formará o líquido amniótico) e o saco vitelinico (importante para a circulação fetal. 4. Organogênese – momento que os folhetos embrionários serão formados e consequentemente todos os órgãos. Folhetos Embrionários Ectoderma: forma as estruturas do SN (3 semana da gestação) e os órgãos do sentido Mesoderma: forma a derme, ossos, cartilagem, músculos, sistema circulatório, excretor, reprodutor; Endoderma: forma os órgãos do sistema digestivo, fígado, pâncreas, tubo digestivo e pulmões. Gravidez Mudanças fisiológicas em vários sistemas: alterações hormonais, metabólicas e psicológicas. A influência hormonal e o aumento do ventre levam a alterações biomecânicas posturais e na marcha: produção do hormônio relaxina colabora para a frouxidão ligamentar; o aumento do útero leva ao crescimento do ventre, colaborando para a anteriorização do centro de gravidade e, como compensação, há o aumento da curvatura lombar, o alargamento da base e retroversão pélvica. O útero normal mede em média, 50 a 90 cm2 – 6 a 9 cm de comprimento e 2 cm de largura. Na gravidez aumenta cerca de 10 vezes mais. Hormônios durante a gestação Progesterona: Sensação de enjoo e excesso de sono; Relaxa a musculatura uterina; Crescimento das mamas e da vagina; Crescimento da pelve; Estrogênio: Importante para a vascularização da gestante; Favorece a dilatação dos vasos para favorecer a circulação fetal, isso pode levar ao aumento da sensação de calor e a rinite. Os batimentos cardíacos podem acelerar e ocorrer queda da pressão arterial e da glicose (direcionamento do fluxo sanguíneo para o embrião); Aumenta a elasticidade uterina. Prolactina: Estimula a produção de leite, preparando as glândulas mamarias Diminuição da libido da mulher, mais próximo ao parto e no período da amamentação; Aumento dos hormônios placentários dificultam a ação da insulina, podendo levar a uma diabetes gestacional; As alterações hormonais no primeiro trimestre da gestação deixam a mulher mais sensível, irritada, preocupada, carente... são conhecidas como mudanças no comportamento emocional. Hormônios no parto A ocitocina é um hormônio que potencializa as contrações uterinas tornando-as fortes e coordenadas, até finalizar o parto; Vão aparecendo gradativamente no decorrer da gravidez; Quando a ocitocina se liga a eles, causa a contração do musculo liso uterino e estimulação da produção de prostaglandinas, pelo útero, que ativará o musculo liso uterino (adequada dilatação do colo do útero); Interação do hipotálamo fetal (estimula a hipófise fetal a liberar ACTH) com a placenta: esse hormônio aumenta a secreção de cortisol e outros hormônios, que estimulam a placenta a secretar prostaglandinas. Na última etapa da gestação, o estrogênio tende a aumentar mais que a progesterona, o que faz com que o útero consiga ter uma contratilidade maior. Lactação e amamentação Ainda durante a gravidez, em função dos hormônios estrógeno e progesterona, os seios ficam bem maiores (cada um pode pesar até 650 gramas) e mais sensíveis Ganham mais gordura e os vasos sanguíneos se dilatam; as aréolas tornam-se escurecidas e, ao seu redor, surgem pequenos caroços com a função de secretar uma substância oleosa que limpa, lubrifica e protege o mamilo de infecções durante a amamentação. Fases: 1. Ação do estrógeno e progesterona leva a alterações na mama. A produção do leite só acontece após o parto pela ação do hormônio prolactina; 2. Após cair na corrente sanguínea, a prolactina chega aos alvéolos mamários, células localizadas no interior dos seios, produzindo o leite; 3. O leite flui para os chamados ductos lactíferos, uma pequena rede de canais por onde ele irá trafegar no interior da mama. Estes dutos ramificam-se em canais menores e terminam em pequenas estruturas chamadas lóbulos, localizados bem abaixo da aréola. Cada mama tem entre 15 e 20 lóbulos, o bebê usará o reflexo de sucção para a saída do leite; 4. Além da sucção, há o processo neuro-hormonal conhecido como “reflexo de ejeção” ou “de descida” do leite. Esse processo tem início entre um e cinco minutos após o bebê começar a mamar. Para ter uma boa pega, a boca do bebê deve ser levada em direção ao mamilo e não o contrário; A mãe de posicionar o polegar acima da aréola e o indicador abaixo, formando um C; Ao mamar a boca do bebê deve estar bem aberta, com os lábios para fora, abocanhando quase toda a aréola e não somente o bico do peito e as mamadas serão grandes e espaçadas; Quando for tirar o bebê do peito é bom usar a técnica conhecida popularmente como “técnica do dedo mínimo” onde a mãe coloca o dedo mínimo na boca do bebê, ele suga o dedo da mãe, enquanto a mesma consegue retirar a mama da boca do bebê. Sistema Nervoso Período Embrionário Mórula: Cerca de 3 dias após a fecundação forma-se a mórula, que é o primeiro estágio do desenvolvimento. A mórula é composta por 12 a 32 blastômeros. Blástula: Quando a mórula chega ao útero, começa a surgir em seu interior uma cavidade, conhecida como cavidade blastocística ou blastocele. Gástrula: Muitas alterações ocorrem e chega a gastrulação. Consiste noprocesso de formação das camadas germinativas. São três camadas germinativas: endoderma, mesoderma e ectoderma. Endoderma: ex. o sistema respiratório e órgãos do sistema digestório. Mesoderma: a derme, tecido conjuntivo e muscular, e os sistemas circulatório e reprodutor. Ectoderma: epitélios, epiderme, cavidades, e o sistema nervoso. Neurulação: processo que dá origem ao sistema nervoso, nessa fase ele é chamado de Nêurula. É induzido pela notocorda (se forma a partir de células do mesoderma). Além de estimular o desenvolvimento do sistema nervoso, também estimula o desenvolvimento do esqueleto axial e define o eixo do embrião. O sistema nervoso (SN) se origina do folheto ECTODERMA; (A) Na terceira semana de gestação, já há indícios da formação do SN com o espessamento do ectoderma, formando a PLACA NEURAL; Na quarta semana de gestação, a placa neural cresce inferiormente (invaginação), formando o SULCO NEURAL (B) que continua seu crescimento, formando a GOTEIRA NEURAL (C); Ainda na quarta semana, aproximadamente com 23 dias de gestação, há o fechamento da goteira neural, formando o TUBO NEURAL e as CRISTAS NEURAIS (D). Do tubo neural se originam as estruturas que fazem parte do SISTEMA NERVOSO CENTRAL (encéfalo e suas partes); medula espinal) Das cristas neurais se originam as estruturas que fazem partedo SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO (nervos, gânglios e terminações nervosas). Com o desenvolvimento do feto, se formam as VESÍCULAS ENCEFÁLICAS, que são dilatações no tubo neural. Essas vesículas primárias darão início a formação do encéfalo: prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. A vesícula mais rostral (anterior) é o prosencéfalo. Atrás dele, desenvolve-se outra vesícula, o mesencéfalo. E na porção caudal (inferior), localiza-se a terceira vesícula primária, o romboencéfalo, que vai dar origem à medula espinhal. Aproximadamente na quinta semana de gestação: surgem as vesículas secundárias. Prosencéfalo: telencéfalo e diencéfalo. Mesencéfalo sem alteração. Rombencéfalo: metencéfalo e mielencéfalo. Continuação do desenvolvimento: Telencéfalo: hemisférios cerebrais (sulcos e giros) Diencéfalo: tálamo, hipotálamo, epitálamo e metatálamo Mesencéfalo se mantém Metencéfalo: ponte e o cerebelo Mielencéfalo: bulbo e a medula espinal Os neurônios que terão funções motoras, migram para a região anterior da medula espinal e do córtex cerebral, aqueles que desempenharam funções sensitivas para a região posterior e os interneurônios ficarão nas regiões intermediárias, conectando estruturas do SNC. Do ponto de vista biológico, considera-se a existência de três fases distintas que contribuem para o crescimento diferencial do SNC: – DIVISÃO NEURONAL E MIGRAÇÃO – CONECTIVIDADE NEURONAL (se conectam) – SINAPTOGÊNESE E PODA SINÁPTICA (conexão entre neurônios, passando informações entre eles). Divisão Neuronal e Migração 1ª fase do desenvolvimento cerebral ocorre ao longo da 1a metade da gestação e é caraterizada por proliferação neuronal (surgimento de novos neurônios - 250.000 neurônios/minuto) e sua migração em direção à superfície cerebral externa. A divisão e migração neuronal estão associadas a um crescimento cortical (em espessura e em área de superfície). Porém, a superfície cortical ainda permanece lisa. O pregueamento cortical (sulcos e giros) ocorre posteriormente. Conectividade Neuronal 2ª fase do desenvolvimento cerebral ocorre desde a 2ª metade da gestação até aos 2 anos de vida pós- natal e é dominada pela formação de conexões entre os neurônios (conectividade neuronal). Quando a migração neuronal está praticamente completa, os neurônios corticais começam a criar conexões com outros neurônios. Estas novas conexões estabelecidas pelos neurônios originam alterações corticais (por exemplo, início da formação dos sulcos e giros). A conectividade neuronal envolve o crescimento de dendritos e axônios neuronais, a origem e expansão de células da glia (astrócitos, oligodendrócitos e células da microglia), formação de sinapses e o desenvolvimento do sistema vascular. Simultaneamente, a mielinização atinge o seu pico e induz crescimento acentuado da substância branca. Sinaptogênese e Poda Sináptica 3ª fase do desenvolvimento cerebral ocorre ao longo de toda a vida. Está associada a rápida sinaptogênese, formação de algumas “novas” conexões neuronais, e também a poda sináptica, remoção de estruturas neuronais desnecessárias. Nesta fase o córtex cerebral permanece plástico, cresce em espessura e aumenta a quantidade de sulcos e giros. NEUROPLASTICIDADE OU PLASTICIDADE NEURAL: CAPACIDADE DO SN EM MUDAR, ADAPTAR E CRESCER, A NÍVEL ESTRUTURAL E FUNCIONAL, AO LONGO DO DESENVOLVIMENTO NEURONAL E QUANDO SUJEITOS A NOVAS EXPERIÊNCIAS (APRENDIZADO OU LESÕES). Sistema Cardiorrespiratório (Embrionário e fetal) Sistema Respiratório Período embrionário (4ª a 7ª semana) -> formação do sistema respiratório; Endoderma: vias aéreas condutoras e alvéolos. Mesoderma: musculatura lisa, tecido conectivo, cartilagens e sistema vascular. O diafragma ainda não foi formado. Período fetal -> quatro estágios; preparação do pulmão para a vida extra uterina; mudanças na forma, tamanho e composição. Estágio pseudoglandular (7ª a 16ª semana) Formação de todas as vias aéreas condutoras; Diferenciação de células em epitélio respiratório; Surgimento de cartilagem e da célula muscular lisa; Formação do diafragma. Estágio canalicular (17ª a 26ª semana) Grande proliferação de capilares; “Nascimento” da unidade respiratória: ÁCINO (tubo onde surgem sacos. Refere-se aos bronquíolos respiratórios -> alvéolo); Formação dos bronquíolos respiratórios; Células epiteliais se diferenciam em PNEUMOCITOS TIPO 11; Aproximação de capilares com epitélio: barreira hematogasosa. Estágio sacular (27ª a 35ª semana) Expansão da porção de troca gasosa (barreira hematogasosa): epitélio torna-se mais delgado; aumento da síntese de elastina; aumento de vascularização do interstício. Formação de sacos aéreos: estruturas cilíndricas de paredes lisas, denominadas SÁCULOS; Maturação do sistema surfactante – PNEUMÓCITOS TIPO 11 Estágio alveolar (36ª semana até a gestação a termo) Aumento da superfície e do volume pulmonar; Início da alveolização (nº de alvéolos); Redução acentuada do interstício (devido ao aumento do nº de alvéolos); Aumento da elastina (preparação do sist. respiratório para exercer sua função); Presença de movimentos respiratórios fetais; Pico de produção e amadurecimento do surfactante. Sistema cardiovascular 2ª a 4ª semanas O coração começa a formar-se; A circulação sanguínea começa; Eritrócitos primitivos circulam; O batimento cardíaco tubular pode ser detectado em torno de 24 dias. 5ª a 7ª semanas Começa a divisão de átrios As câmaras cardíacas estão presentes Os batimentos cardíacos fetais estão presentes Grupos de células sanguíneas são identificáveis 8ª semana O desenvolvimento do coração está concluído 16ª a 20ª semanas O batimento cardíaco fetal pode ser ouvido com um estetoscópio especial O sistema cardiovascular funciona para captação de oxigênio e nutrientes do sangue materno e remoção de dióxido de carbono e dos restos metabólicos. Sistema Cardiorrespiratório (Pós natal) ADAPTAÇÕES Ducto Venoso - Permite o fluxo de sangue mais intenso entre a veia umbilical e a circulação fetal. Veia Umbilical - Que levam sangue oxigenado da placenta para o seio (ducto) venoso e involui após o nascimento; Forame Oval - Permite a passagem de sangue entre os átrios; Ducto Arterioso - Permite a passagem de sangue entre as artérias pulmonares e a artéria aorta; Artéria Umbilical - Retorna o sangue venoso para a placenta. Circulação -> Placenta tem conexão com a veia umbilical - > Veia umbilical chega próximo ao fígado e encontra o ducto venoso -> Uma parte desse sangue se encaminha para o fígado e o irriga, onde o mesmo produz algumas PTN para desenvolvimento do feto -> a outra parte do sangue retorna ao ducto venoso e encontra-se com a veia cava inferior -> a veia cava inferior e superior entram no átrio direito do coração -> em seguida vai para o ventrículo direito -> o sangue sai pela artéria pulmonar para tentar ir para os pulmões, porém como ele está inativo, há uma resistência no pulmão fazendo com que só uma parte consiga ir e o restante retorna ao ventrículo direito e átrio direito -> a pressão aumenta e por isso o sangue passa através do forame oval para o átrio esquerdo -> o sangue que conseguiu ir ao pulmão retorna ao átrio esquerdo, já oxigenado, pelas veias pulmonares -> há uma mistura de sangue venoso e arterial no átrio esquerdo -> vai para o ventrículo esquerdo -> sai pela aorta -> oxigena o corpo todo -> sangue venoso retorna ao coração através da artéria umbilical -> ciclo se repete. OBS: uma parte do sangue consegue ir para o pulmão para irrigar as células, visto que ele está em desenvolvimento. Porém, uma porção desse sangue, após fazer as trocas gasosas, vai direto para o ducto arterioso, que se conecta diretamente com a artéria aorta, sendo distribuído ao corpo todo sem precisar retornar ao coraçãopelas veias pulmonares. Ao nascimento - cessa a circulação placentária, os pulmões se expandem e começam a funcionar. Ocorrem ajustes circulatórios importantes, uma vez que o forame oval, ducto arterioso, vasos umbilicais, ducto venoso não são mais necessários. Forame oval: durante os primeiros dias de vida, esse fechamento é reversível e esta fusão pode ocorrer até o primeiro ano de vida, porém, em 20% dos casos, um fechamento anatômico perfeito nunca ocorrerá, acarretando o que se chama de forame oval pérvio. Ducto arterioso: se fecha quase que imediatamente após o nascimento através da contração de sua parede muscular. Essa contração é mediada pela bradicinina, uma substância vasoconstritora potente de músculo liso liberada pelos pulmões durante a insuflação inicial. Fechamento das artérias umbilicais: O fechamento destas artérias impede a perda de sangue do neonato. A obliteração total de seu lúmem ocorre entre 2 e 3 meses. Fechamento da veia umbilical: seu fechamento ocorre após o fechamento das artérias umbilicais. Assim, o sangue da placenta pode entrar no recém- nascido por algum tempo após o nascimento. No adulto, formará o ligamento redondo hepático. Fechamento do ducto venoso: O ducto venoso se fecha após o fechamento da veia umbilical, e quando obliterado formará, no adulto, o ligamento venoso. Sistema Respiratório – Pós natal A multiplicação alveolar é muito elevada após o nascimento; 8 aos 12 anos: marcador do fim do crescimento rápido de alvéolos e das vias aéreas terminais; A partir desta idade o aumento em número de alvéolos é muito mais discreto, ocorrendo aumento importante no tamanho dos alvéolos já existentes; Crescimento de bronquíolos respiratórios, ductos alveolares e alvéolos: em tamanho e em número. Ex: nº de alvéolos Ex: diâmetro do bronquíolo terminal RN: 50 milhões Adulto: 300 milhões RN: 0,1 mm 2 anos: 0,2 mm 4 anos: 0,3 mm 18 anos: 0,5 mm NASOFARINGE Contribui para 25% da resistência total; Cabeça e occipital relativamente grandes; Flexão excessiva; Obstrução aguda das vias aéreas; LÍNGUA Relativamente grande; Localização mais alta na faringe; Favorece a obstrução das vias aéreas; Respiração exclusivamente nasal até o sexto mês. CAIXA TORÁCICA Costelas e esterno cartilaginoso; Músculos intercostais e escalenos pouco desenvolvidos; Arcos costais horizontalizados. VIAS AÉREAS INFERIORES Suporte cartilaginoso pouco eficiente; Menor quantidade de tecido de sustentação; Estruturas imaturas, elásticas e altamente complacentes; Números de alvéolos: nascimento (20 milhões) 8 anos: (300 milhões) Tamanho dos alvéolos: nascimento 150-180 μm 8 anos 250-300 μm RESISTÊNCIA À FADIGA Diafragma e Intercostais Quantidade de Fibra tipo I: • 10% no RNPT (recém-nascido pré-termo) • 25% no RNT (recém-nascido a termo) • 55% no adulto Fibras do tipo I: fibras lentas e resistentes a fadiga Fibras do tipo II: fibras rápidas, fadigam rapidamente Massa muscular reduzida; Suprimento de energia deficiente. Um aumento do trabalho respiratório leva mais precocemente à fadiga da musculatura respiratória rapidamente. Ventilação Colateral – estruturas dos alvéolos e bronquíolos respiratórios que permitem um escape de ar. Poros de Kohn (a) - 1 a 2 anos Canais de Lambert (b) - 6 anos Canais de Martin (c) A ventilação pulmonar das unidades obstruídas é mais difícil em crianças menores, com perda na troca gasosa.