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Fisiologia e anatomia materno-infantil

Resumo: anatomia dos sistemas reprodutores masculino e feminino (órgãos internos/externos, mamas, túbulos e ductos) e regulação hormonal (hipotálamo, hipófise, hormônios liberadores e inibidores, LH, FSH, prolactina, estrógenos, progesterona, folículos ovarianos).

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Anatomia do sistema Genital Feminino 
 
Os órgãos genitais femininos consistem em um grupo de 
órgãos internos e outro de órgãos externos. 
Os Órgãos Internos estão no interior da pelve e 
consistem dos Ovários, Tubas Uterinas, Útero e Vagina. 
Os Órgãos Externos são superficiais ao diafragma 
urogenital e encontram-se abaixo do arco púbico. 
Compreendem o Monte do Púbis, os Lábios Maiores e 
Menores do pudendo, o Clitóris, o Bulbo do Vestíbulo e 
as Glândulas Vestibulares Maiores. Estas estruturas 
formam a vulva ou pudendo feminino. As glândulas 
mamárias também são consideradas parte do sistema 
genital feminino. 
Anatomia do sistema Genital Masculino 
 
No sistema reprodutor masculino, encontramos um par 
de testículos. Eles são as gônadas masculinas e se 
localizam no interior da bolsa escrotal. No interior do 
testículo ocorre a produção dos espermatozoides. 
Após a formação dos espermatozoides nos túbulos 
seminíferos, eles são encaminhados através de ductos 
deferentes ao epidídimo, onde ganharão mobilidade e 
ficarão armazenados até serem eliminados na ejaculação. 
Os espermatozoides saem do epidídimo, através dos 
ductos deferentes, e são encaminhados até as glândulas 
seminais, e, em seguida, para a próstata. Tanto as 
glândulas seminais quanto a próstata são glândulas anexas 
que produzem substâncias que nutrem os 
espermatozoides. Depois de passar por essas glândulas 
anexas, o esperma ou sêmen é encaminhado à uretra, 
de onde será expulso. Para que os espermatozoides não 
morram no canal da uretra, a glândula bulbouretral 
produz um líquido que neutraliza o canal após a passagem 
da urina. 
Hormônios 
Hormônios são substâncias químicas produzidas por 
glândulas do sistema endócrino; 
Glândulas Endócrinas: produzem substâncias e eliminam 
na corrente sanguínea (ex: pâncreas produz insulina e 
glucagon e elimina na corrente sanguínea). 
Glândulas Exócrinas: Eliminam as substâncias em 
cavidades (ex: pâncreas produz suco pancreático e o 
elimina no duodeno). 
Hormônios sexuais femininos 
Controlam o funcionamento do corpo humano; 
Os hormônios sexuais atuam para permitir o 
funcionamento adequado do ciclo reprodutivo. 
O hipotálamo está localizado no SNC e logo abaixo dele 
encontra-se a hipófise, que é separada em adenohipófise 
e neurohipófise. 
Adenohipófise: produz e secreta hormônios. A relação 
entre o hipotálo e a adenohipófise ocorre pela corrente 
sanguínea. Sete hormônios são produzidos. 
Neurohipófise: apenas armazena e secreta hormônios 
vindos do hipotálamo. A conexão entre eles é feita por 
meio de axônios. Carregam dois hormônios: a ocitocina 
(estimula a contração do útero e a expulsão do leite) e o 
ADH (hormônio antidiurético). 
 
 
Hormônios Estimulantes liberados pelo hipotálamo que 
atuam na adeno-hipófise: 
 PRH – Hormônio liberador de prolactina; 
 GNRH – Hormônio liberador de Gonadotrofina; 
 TRH – Hormônio liberador de tireotrofina; 
 CRH – Hormônio liberador de corticotrofina; 
 GHRH – Hormônio liberador de hormônio do 
crescimento. 
Sendo estimulada pelos cinco hormônios estimuladores 
descritos acima, a adeno-hipófise faz secreção de seis 
hormônios: 
 Prolactina – que estimula a produção de leite nas 
glândulas mamárias; 
 GH (Hormônio do Crescimento); 
 ACTH (Hormônio Adrenocorticotrófico); 
 TSH (Hormônio estimulante da Tireoide); 
 LH (Hormônio Luteinizante) – estimula a produção de 
testosterona (homem) e na mulher a maturação do 
folículo ovariano e na ovulação. 
 FSH (Hormônio Folículo estimulante) – que promove a 
formação do espermatozoide no homem e na mulher 
estimula o crescimento dos folículos ovarianos 
(desenvolvimento do ovócito); 
Hormônios Inibitórios liberados pelo hipotálamo que 
atuam na adeno-hipófise: 
 Dopamina – inibe a produção de prolactina durante 
a gestação e a liberada somente quando o bebê 
nasce; 
 Somatostatina – inibe a produção do hormônio do 
crescimento. 
Hormônios sexuais femininos 
Estrógeno: conjunto de hormônios (estradiol, estriol e 
estrona) que atuam na proliferação celular e promovem 
o desenvolvimento de características sexuais femininas 
como crescimento dos pelos pubianos, proliferação das 
células musculares lisas do útero, aumento da vagina, 
crescimento das mamas. Também participa do 
crescimento ósseo e do preparo do endométrio. 
Progesterona: é produzida pelo corpo lúteo. Tem a função 
de preparar a membrana mucosa do útero para receber 
o óvulo e preparar as mamas para a produção do leite. 
Inibe as contrações uterinas a fim de evitar a expulsão 
do óvulo 
Ovários e Ovulação 
 Estroma ovariano: tecido conjuntivo que forma os 
ovários, é dentro deste que o ovócito se forma. 
 Folículos ovarianos: existem milhares de folículos em 
cada ovário, cada um contendo um ovócito. Em cada 
mês, estes folículos passam por etapas de 
desenvolvimento que culminam com a liberação do 
ovócito. 
 Corpo Lúteo: formado após a liberação do ovócito 
pelo folículo maturo (ovulação/ovocitação). Quando 
não há fecundação, este é reabsorvido (corpo 
albicans). 
 
Ovogênese 
 Gametogênese: gameta > células germinativas > 
gônias (espermatogônias e ovogônias); 
 Meiose para 23 cromossomos (divisão numérica) 
 
Dividida em 3 períodos ou fases: 
 Período Germinativo ou fase de multiplicação: É uma 
fase de mitoses consecutivas, quando as células 
germinativas aumentam em quantidade e originam 
ovogônias. 
 Período de Crescimento: as ovogônias iniciam a 
primeira divisão da meiose = ovócitos primários ou 
ovócitos I. Nas mulheres, essa fase perdura até a 
puberdade, quando a menina inicia a sua maturidade 
sexual (1 menstruação). 
 Período de Maturação: dos 400.000 ovócitos 
primários, apenas 350 ou 400 completarão sua 
transformação em gametas maduros, um a cada 
ciclo menstrual. 
Fisiologia da Gestação 
Fecundação -> Gravidez -> Lactação e Amamentação 
Desenvolvimento 
Ocorre em 3 fases: germinativa (concepção – acontece 
nas 2 primeiras semanas após a formação do óvulo), 
embrionária (a partir da segunda até a décima segunda 
semana gestacional – primeiro trimestre) e fetal (a 
partir da décima segunda semana gestacional até o final 
da gestação – 42 semanas). 
Fecundação 
Marca o início do desenvolvimento quando as células 
sexuais se fundem para formar um zigoto – 
espermatozoide fecunda o ovócito. 
União dos cromossomos materno e paterno para formar 
o embrião. Este processo ocorre nas primeiras 24 horas 
após a fecundação. 
Zigoto: célula totipotente – capaz de se diferenciar em 
qualquer célula do corpo (célula tronco) e forma os anexos 
embrionários (ex. placenta). 
Células pluripotentes: formam todos os tecidos do 
embrião, mas não formam os anexos embrionários (ex: 
não forma a placenta); 
Células tronco: multipotentes que encontramos no 
organismo na medula óssea. 
A fecundação ocorre na ampola da tuba uterina. O que 
faz os espermatozoides chegarem até esta região são 
mediadores químicos liberados pelo ovócito. 
Ocorrem modificações nos espermatozoides para que ele 
consiga realizar a fecundação – capacitação dos 
espermatozoides que ocorre devido a interação entre o 
espermatozoide e a mucosa da tuba uterina (aumenta o 
influxo de cálcio e degeneração na membrana 
glicoproteica); 
 
Fases da Fecundação 
Ocorre em três fases: 
Penetração na coroa radiata: esta estrutura circunda o 
ovócito e após a capacitação do espermatozoide, o 
mesmo precisa penetrar essa região. 
Penetração na Zona Pelúcida: fica abaixo da coroa radiata 
e é composta por glicoproteínas. Quando o 
espermatozoide atinge essa área o mesmo libera enzimas 
que facilitam a entrada dele no ovócito. Quando a cabeça 
do espermatozoide encosta no ovócito, ocorre a liberação 
de substâncias que alteram a membrana da zona pelúcida 
impedindo que outro espermatozoide chegue ao ovócito. 
Fusão da membrana plasmática do ovócito com o 
espermatozoide: o pró núcleo feminino entra em contato 
com o pró-núcleo masculino, formando o zigoto.Gêmeos idênticos: um espermatozoide fecundou o 
mesmo ovócito. Os gêmeos se dão devido a divisão. 
Gêmeos não idênticos: dois espermatozoides 
fecundaram dois ovócitos diferentes 
 
Fase Embrionária e fetal 
Após a formação do zigoto, o mesmo passa por 
modificações (divisões celulares) para que haja a fixação 
deste na parede do endométrio: 
1. Clivagem do zigoto – após a formação do zigoto este 
passa por diversas divisões (mitoses) e se 
encaminham para o útero. A divisão do zigoto origina 
duas células (blastômero) que continuarão se dividindo 
– 4...8....até formar a mórula (32 células). Irá formar 
o blastocisto. 
2. Nidação – O blastocisto continua a se desenvolver e 
internamente surgem células chamadas de 
embrioblastos, que irá se fixar no endométrio. Caso 
ocorra algum erro neste processo, a fixação não 
ocorre e blastocisto é eliminado na menstruação. 
3. Formação dos anexos embrionários – Depois que o 
embrião se fixa na parede uterina, as células 
continuarão a se multiplicar formando camadas 
celulares chamadas folhetos embrionários ou 
germinativos (gastrulação). A partir das camadas 
celulares mais externas surgem dobras que 
formarão estruturas com importantes funções 
durante a gestação, são chamados de anexos 
embrionários. São eles: o cório (formará a placenta), 
o âmnio (formará o líquido amniótico) e o saco 
vitelinico (importante para a circulação fetal. 
4. Organogênese – momento que os folhetos 
embrionários serão formados e consequentemente 
todos os órgãos. 
 
 
 
 
 
 
Folhetos Embrionários 
Ectoderma: forma as estruturas do SN (3 semana da 
gestação) e os órgãos do sentido 
Mesoderma: forma a derme, ossos, cartilagem, 
músculos, sistema circulatório, excretor, reprodutor; 
Endoderma: forma os órgãos do sistema digestivo, fígado, 
pâncreas, tubo digestivo e pulmões. 
 
 
 
Gravidez 
 Mudanças fisiológicas em vários sistemas: alterações 
hormonais, metabólicas e psicológicas. 
 A influência hormonal e o aumento do ventre levam 
a alterações biomecânicas posturais e na marcha: 
produção do hormônio relaxina colabora para a 
frouxidão ligamentar; o aumento do útero leva ao 
crescimento do ventre, colaborando para a 
anteriorização do centro de gravidade e, como 
compensação, há o aumento da curvatura lombar, o 
alargamento da base e retroversão pélvica. 
 O útero normal mede em média, 50 a 90 cm2 – 6 
a 9 cm de comprimento e 2 cm de largura. Na 
gravidez aumenta cerca de 10 vezes mais. 
Hormônios durante a gestação 
Progesterona: 
 Sensação de enjoo e excesso de sono; 
 Relaxa a musculatura uterina; 
 Crescimento das mamas e da vagina; 
 Crescimento da pelve; 
 
Estrogênio: 
 Importante para a vascularização da gestante; 
 Favorece a dilatação dos vasos para favorecer a 
circulação fetal, isso pode levar ao aumento da 
sensação de calor e a rinite. Os batimentos cardíacos 
podem acelerar e ocorrer queda da pressão arterial 
e da glicose (direcionamento do fluxo sanguíneo para 
o embrião); 
 Aumenta a elasticidade uterina. 
 
Prolactina: 
 Estimula a produção de leite, preparando as glândulas 
mamarias 
 Diminuição da libido da mulher, mais próximo ao parto 
e no período da amamentação; 
 Aumento dos hormônios placentários dificultam a 
ação da insulina, podendo levar a uma diabetes 
gestacional; 
 As alterações hormonais no primeiro trimestre da 
gestação deixam a mulher mais sensível, irritada, 
preocupada, carente... são conhecidas como 
mudanças no comportamento emocional. 
 
 
Hormônios no parto 
 A ocitocina é um hormônio que potencializa as 
contrações uterinas tornando-as fortes e 
coordenadas, até finalizar o parto; 
 Vão aparecendo gradativamente no decorrer da 
gravidez; 
 Quando a ocitocina se liga a eles, causa a contração 
do musculo liso uterino e estimulação da produção de 
prostaglandinas, pelo útero, que ativará o musculo liso 
uterino (adequada dilatação do colo do útero); 
 Interação do hipotálamo fetal (estimula a hipófise 
fetal a liberar ACTH) com a placenta: esse hormônio 
aumenta a secreção de cortisol e outros hormônios, 
que estimulam a placenta a secretar prostaglandinas. 
 Na última etapa da gestação, o estrogênio tende a 
aumentar mais que a progesterona, o que faz com 
que o útero consiga ter uma contratilidade maior. 
 
Lactação e amamentação 
Ainda durante a gravidez, em função dos hormônios 
estrógeno e progesterona, os seios ficam bem maiores 
(cada um pode pesar até 650 gramas) e mais sensíveis 
Ganham mais gordura e os vasos sanguíneos se dilatam; 
as aréolas tornam-se escurecidas e, ao seu redor, 
surgem pequenos caroços com a função de secretar 
uma substância oleosa que limpa, lubrifica e protege o 
mamilo de infecções durante a amamentação. 
 
Fases: 
1. Ação do estrógeno e progesterona leva a alterações 
na mama. A produção do leite só acontece após o 
parto pela ação do hormônio prolactina; 
2. Após cair na corrente sanguínea, a prolactina chega 
aos alvéolos mamários, células localizadas no interior 
dos seios, produzindo o leite; 
3. O leite flui para os chamados ductos lactíferos, uma 
pequena rede de canais por onde ele irá trafegar no 
interior da mama. Estes dutos ramificam-se em 
canais menores e terminam em pequenas estruturas 
chamadas lóbulos, localizados bem abaixo da aréola. 
Cada mama tem entre 15 e 20 lóbulos, o bebê usará 
o reflexo de sucção para a saída do leite; 
4. Além da sucção, há o processo neuro-hormonal 
conhecido como “reflexo de ejeção” ou “de descida” 
do leite. Esse processo tem início entre um e cinco 
minutos após o bebê começar a mamar. 
 
Para ter uma boa pega, a boca do bebê deve ser levada 
em direção ao mamilo e não o contrário; 
A mãe de posicionar o polegar acima da aréola e o 
indicador abaixo, formando um C; 
Ao mamar a boca do bebê deve estar bem aberta, com 
os lábios para fora, abocanhando quase toda a aréola e 
não somente o bico do peito e as mamadas serão grandes 
e espaçadas; 
Quando for tirar o bebê do peito é bom usar a técnica 
conhecida popularmente como “técnica do dedo mínimo” 
onde a mãe coloca o dedo mínimo na boca do bebê, ele 
suga o dedo da mãe, enquanto a mesma consegue retirar 
a mama da boca do bebê. 
 
Sistema Nervoso 
Período Embrionário 
Mórula: Cerca de 3 dias após a fecundação forma-se a 
mórula, que é o primeiro estágio do desenvolvimento. A 
mórula é composta por 12 a 32 blastômeros. 
Blástula: Quando a mórula chega ao útero, começa a 
surgir em seu interior uma cavidade, conhecida como 
cavidade blastocística ou blastocele. 
Gástrula: Muitas alterações ocorrem e chega a 
gastrulação. Consiste noprocesso de formação das 
camadas germinativas. São três camadas germinativas: 
endoderma, mesoderma e ectoderma. 
Endoderma: ex. o sistema respiratório e órgãos do 
sistema digestório. 
Mesoderma: a derme, tecido conjuntivo e muscular, e os 
sistemas circulatório e reprodutor. 
Ectoderma: epitélios, epiderme, cavidades, e o sistema 
nervoso. 
Neurulação: processo que dá origem ao sistema nervoso, 
nessa fase ele é chamado de Nêurula. 
É induzido pela notocorda (se forma a partir de células do 
mesoderma). Além de estimular o desenvolvimento do 
sistema nervoso, também estimula o desenvolvimento do 
esqueleto axial e define o eixo do embrião. 
 
O sistema nervoso (SN) se origina do folheto 
ECTODERMA; 
 (A) Na terceira semana de gestação, já há indícios da 
formação do SN com o espessamento do ectoderma, 
formando a PLACA NEURAL; 
 Na quarta semana de gestação, a placa neural 
cresce inferiormente (invaginação), formando o 
SULCO NEURAL (B) que continua seu crescimento, 
formando a GOTEIRA NEURAL (C); 
 Ainda na quarta semana, aproximadamente com 23 
dias de gestação, há o fechamento da goteira neural, 
formando o TUBO NEURAL e as CRISTAS NEURAIS 
(D). 
 
Do tubo neural se originam as estruturas que fazem 
parte do SISTEMA NERVOSO CENTRAL (encéfalo e suas 
partes); medula espinal) 
Das cristas neurais se originam as estruturas que fazem 
partedo SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO (nervos, 
gânglios e terminações nervosas). 
Com o desenvolvimento do feto, se formam as 
VESÍCULAS ENCEFÁLICAS, que são dilatações no tubo 
neural. 
 
 
 
 
 
 
Essas vesículas primárias darão início a formação do 
encéfalo: prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. 
A vesícula mais rostral (anterior) é o prosencéfalo. Atrás 
dele, desenvolve-se outra vesícula, o mesencéfalo. E na 
porção caudal (inferior), localiza-se a terceira vesícula 
primária, o romboencéfalo, que vai dar origem à medula 
espinhal. 
Aproximadamente na quinta semana de gestação: 
surgem as vesículas secundárias. 
 Prosencéfalo: telencéfalo e diencéfalo. 
 Mesencéfalo sem alteração. 
 Rombencéfalo: metencéfalo e mielencéfalo. 
Continuação do desenvolvimento: 
 Telencéfalo: hemisférios cerebrais (sulcos e giros) 
 Diencéfalo: tálamo, hipotálamo, epitálamo e 
metatálamo 
 Mesencéfalo se mantém 
 Metencéfalo: ponte e o cerebelo 
 Mielencéfalo: bulbo e a medula espinal 
Os neurônios que terão funções motoras, migram para a 
região anterior da medula espinal e do córtex cerebral, 
aqueles que desempenharam funções sensitivas para a 
região posterior e os interneurônios ficarão nas regiões 
intermediárias, conectando estruturas do SNC. 
 Do ponto de vista biológico, considera-se a existência de 
três fases distintas que contribuem para o crescimento 
diferencial do SNC: 
– DIVISÃO NEURONAL E MIGRAÇÃO 
– CONECTIVIDADE NEURONAL (se conectam) 
– SINAPTOGÊNESE E PODA SINÁPTICA (conexão entre 
neurônios, passando informações entre eles). 
Divisão Neuronal e Migração 
 1ª fase do desenvolvimento cerebral ocorre ao longo 
da 1a metade da gestação e é caraterizada por 
proliferação neuronal (surgimento de novos 
neurônios - 250.000 neurônios/minuto) e sua 
migração em direção à superfície cerebral externa. 
 A divisão e migração neuronal estão associadas a um 
crescimento cortical (em espessura e em área de 
superfície). Porém, a superfície cortical ainda 
permanece lisa. O pregueamento cortical (sulcos e 
giros) ocorre posteriormente. 
Conectividade Neuronal 
 2ª fase do desenvolvimento cerebral ocorre desde 
a 2ª metade da gestação até aos 2 anos de vida pós-
natal e é dominada pela formação de conexões entre 
os neurônios (conectividade neuronal). Quando a 
migração neuronal está praticamente completa, os 
neurônios corticais começam a criar conexões com 
outros neurônios. Estas novas conexões 
estabelecidas pelos neurônios originam alterações 
corticais (por exemplo, início da formação dos sulcos 
e giros). 
 A conectividade neuronal envolve o crescimento de 
dendritos e axônios neuronais, a origem e expansão 
de células da glia (astrócitos, oligodendrócitos e 
células da microglia), formação de sinapses e o 
desenvolvimento do sistema vascular. 
 Simultaneamente, a mielinização atinge o seu pico e 
induz crescimento acentuado da substância branca. 
Sinaptogênese e Poda Sináptica 
 3ª fase do desenvolvimento cerebral ocorre ao longo 
de toda a vida. 
 Está associada a rápida sinaptogênese, formação de 
algumas “novas” conexões neuronais, e também a 
poda sináptica, remoção de estruturas neuronais 
desnecessárias. 
 Nesta fase o córtex cerebral permanece plástico, 
cresce em espessura e aumenta a quantidade de 
sulcos e giros. 
 NEUROPLASTICIDADE OU PLASTICIDADE NEURAL: 
CAPACIDADE DO SN EM MUDAR, ADAPTAR E 
CRESCER, A NÍVEL ESTRUTURAL E FUNCIONAL, AO 
LONGO DO DESENVOLVIMENTO NEURONAL E 
QUANDO SUJEITOS A NOVAS EXPERIÊNCIAS 
(APRENDIZADO OU LESÕES). 
Sistema Cardiorrespiratório (Embrionário e 
fetal) 
Sistema Respiratório 
Período embrionário (4ª a 7ª semana) -> formação do 
sistema respiratório; 
Endoderma: vias aéreas condutoras e alvéolos. 
Mesoderma: musculatura lisa, tecido conectivo, 
cartilagens e sistema vascular. O diafragma ainda não foi 
formado. 
Período fetal -> quatro estágios; preparação do pulmão 
para a vida extra uterina; mudanças na forma, tamanho 
e composição. 
Estágio pseudoglandular (7ª a 16ª semana) 
 Formação de todas as vias aéreas condutoras; 
 Diferenciação de células em epitélio respiratório; 
 Surgimento de cartilagem e da célula muscular lisa; 
 Formação do diafragma. 
Estágio canalicular (17ª a 26ª semana) 
 Grande proliferação de capilares; 
 “Nascimento” da unidade respiratória: ÁCINO (tubo 
onde surgem sacos. Refere-se aos bronquíolos 
respiratórios -> alvéolo); 
 Formação dos bronquíolos respiratórios; 
 Células epiteliais se diferenciam em PNEUMOCITOS 
TIPO 11; 
 Aproximação de capilares com epitélio: barreira 
hematogasosa. 
Estágio sacular (27ª a 35ª semana) 
 Expansão da porção de troca gasosa (barreira 
hematogasosa): epitélio torna-se mais delgado; 
aumento da síntese de elastina; aumento de 
vascularização do interstício. 
 Formação de sacos aéreos: estruturas cilíndricas de 
paredes lisas, denominadas SÁCULOS; 
 Maturação do sistema surfactante – PNEUMÓCITOS 
TIPO 11 
Estágio alveolar (36ª semana até a gestação a termo) 
 Aumento da superfície e do volume pulmonar; 
 Início da alveolização (nº de alvéolos); 
 Redução acentuada do interstício (devido ao aumento 
do nº de alvéolos); 
 Aumento da elastina (preparação do sist. respiratório 
para exercer sua função); 
 Presença de movimentos respiratórios fetais; 
 Pico de produção e amadurecimento do surfactante. 
Sistema cardiovascular 
2ª a 4ª semanas 
 O coração começa a formar-se; 
 A circulação sanguínea começa; 
 Eritrócitos primitivos circulam; 
 O batimento cardíaco tubular pode ser detectado em 
torno de 24 dias. 
5ª a 7ª semanas 
 Começa a divisão de átrios 
 As câmaras cardíacas estão presentes 
 Os batimentos cardíacos fetais estão presentes 
 Grupos de células sanguíneas são identificáveis 
 
8ª semana 
 O desenvolvimento do coração está concluído 
16ª a 20ª semanas 
 O batimento cardíaco fetal pode ser ouvido com um 
estetoscópio especial 
O sistema cardiovascular funciona para captação de 
oxigênio e nutrientes do sangue materno e remoção 
de dióxido de carbono e dos restos metabólicos. 
Sistema Cardiorrespiratório (Pós natal) 
ADAPTAÇÕES 
Ducto Venoso - Permite o fluxo de sangue mais intenso 
entre a veia umbilical e a circulação fetal. 
Veia Umbilical - Que levam sangue oxigenado da placenta 
para o seio (ducto) venoso e involui após o nascimento; 
Forame Oval - Permite a passagem de sangue entre os 
átrios; 
Ducto Arterioso - Permite a passagem de sangue entre 
as artérias pulmonares e a artéria aorta; 
Artéria Umbilical - Retorna o sangue venoso para a 
placenta. 
Circulação -> Placenta tem conexão com a veia umbilical -
> Veia umbilical chega próximo ao fígado e encontra o 
ducto venoso -> Uma parte desse sangue se encaminha 
para o fígado e o irriga, onde o mesmo produz algumas 
PTN para desenvolvimento do feto -> a outra parte do 
sangue retorna ao ducto venoso e encontra-se com a 
veia cava inferior -> a veia cava inferior e superior 
entram no átrio direito do coração -> em seguida vai para 
o ventrículo direito -> o sangue sai pela artéria pulmonar 
para tentar ir para os pulmões, porém como ele está 
inativo, há uma resistência no pulmão fazendo com que 
só uma parte consiga ir e o restante retorna ao 
ventrículo direito e átrio direito -> a pressão aumenta e 
por isso o sangue passa através do forame oval para o 
átrio esquerdo -> o sangue que conseguiu ir ao pulmão 
retorna ao átrio esquerdo, já oxigenado, pelas veias 
pulmonares -> há uma mistura de sangue venoso e 
arterial no átrio esquerdo -> vai para o ventrículo 
esquerdo -> sai pela aorta -> oxigena o corpo todo -> 
sangue venoso retorna ao coração através da artéria 
umbilical -> ciclo se repete. 
OBS: uma parte do sangue consegue ir para o pulmão 
para irrigar as células, visto que ele está em 
desenvolvimento. Porém, uma porção desse sangue, após 
fazer as trocas gasosas, vai direto para o ducto 
arterioso, que se conecta diretamente com a artéria 
aorta, sendo distribuído ao corpo todo sem precisar 
retornar ao coraçãopelas veias pulmonares. 
 
Ao nascimento - cessa a circulação placentária, os 
pulmões se expandem e começam a funcionar. 
Ocorrem ajustes circulatórios importantes, uma vez que 
o forame oval, ducto arterioso, vasos umbilicais, ducto 
venoso não são mais necessários. 
 Forame oval: durante os primeiros dias de vida, esse 
fechamento é reversível e esta fusão pode ocorrer 
até o primeiro ano de vida, porém, em 20% dos 
casos, um fechamento anatômico perfeito nunca 
ocorrerá, acarretando o que se chama de forame 
oval pérvio. 
 Ducto arterioso: se fecha quase que imediatamente 
após o nascimento através da contração de sua 
parede muscular. Essa contração é mediada pela 
bradicinina, uma substância vasoconstritora potente 
de músculo liso liberada pelos pulmões durante a 
insuflação inicial. 
 Fechamento das artérias umbilicais: O fechamento 
destas artérias impede a perda de sangue do 
neonato. A obliteração total de seu lúmem ocorre 
entre 2 e 3 meses. 
 Fechamento da veia umbilical: seu fechamento 
ocorre após o fechamento das artérias umbilicais. 
Assim, o sangue da placenta pode entrar no recém-
nascido por algum tempo após o nascimento. No 
adulto, formará o ligamento redondo hepático. 
 Fechamento do ducto venoso: O ducto venoso se 
fecha após o fechamento da veia umbilical, e quando 
obliterado formará, no adulto, o ligamento venoso. 
Sistema Respiratório – Pós natal 
 A multiplicação alveolar é muito elevada após o 
nascimento; 
 8 aos 12 anos: marcador do fim do crescimento 
rápido de alvéolos e das vias aéreas terminais; 
 A partir desta idade o aumento em número de 
alvéolos é muito mais discreto, ocorrendo aumento 
importante no tamanho dos alvéolos já existentes; 
 Crescimento de bronquíolos respiratórios, ductos 
alveolares e alvéolos: em tamanho e em número. 
Ex: nº de alvéolos Ex: diâmetro do 
bronquíolo terminal 
RN: 50 milhões 
Adulto: 300 milhões 
RN: 0,1 mm 
2 anos: 0,2 mm 
4 anos: 0,3 mm 
18 anos: 0,5 mm 
 
NASOFARINGE 
 Contribui para 25% da resistência total; 
 Cabeça e occipital relativamente grandes; 
 Flexão excessiva; 
 Obstrução aguda das vias aéreas; 
LÍNGUA 
 Relativamente grande; 
 Localização mais alta na faringe; 
 Favorece a obstrução das vias aéreas; 
 Respiração exclusivamente nasal até o sexto mês. 
 
 
CAIXA TORÁCICA 
 Costelas e esterno cartilaginoso; 
 Músculos intercostais e escalenos pouco 
desenvolvidos; 
 Arcos costais horizontalizados. 
 
VIAS AÉREAS INFERIORES 
 Suporte cartilaginoso pouco eficiente; 
 Menor quantidade de tecido de sustentação; 
 Estruturas imaturas, elásticas e altamente 
complacentes; 
 Números de alvéolos: nascimento (20 milhões) 
 8 anos: (300 milhões) 
 Tamanho dos alvéolos: nascimento 150-180 μm 
 8 anos 250-300 μm 
RESISTÊNCIA À FADIGA 
 Diafragma e Intercostais 
 Quantidade de Fibra tipo I: 
• 10% no RNPT (recém-nascido pré-termo) 
• 25% no RNT (recém-nascido a termo) 
• 55% no adulto 
Fibras do tipo I: fibras lentas e resistentes a 
fadiga 
Fibras do tipo II: fibras rápidas, fadigam 
rapidamente 
 
 Massa muscular reduzida; 
 Suprimento de energia deficiente. 
Um aumento do trabalho respiratório leva mais 
precocemente à fadiga da musculatura respiratória 
rapidamente. 
Ventilação Colateral – estruturas dos alvéolos e 
bronquíolos respiratórios que permitem um escape de ar. 
 Poros de Kohn (a) - 1 a 2 anos 
 Canais de Lambert (b) - 6 anos 
 Canais de Martin (c) 
A ventilação pulmonar das unidades obstruídas é mais 
difícil em crianças menores, com perda na troca gasosa.

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