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HIPNOANALGÉSICOS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ
CURSO DE FARMÁCIA
DISCIPLINA DE QUÍMICA FARMACÊUTICA
Acadêmicas: Andreia Thais da Silva Monte
 Nayara Nilcia Dias Colares 
 Thays Rodrigues Peres
Professora Dra. Lorane Izabel da Silva Hage Melim
INTRODUÇÃO
Analgésicos são depressores seletivos do sistema
nervoso central, utilizados para aliviar a dor.
O ópio é extraído de uma planta chamada de
Papaver somniferum, conhecida popularmente
como papoula.
Do ópio é extraído varias substâncias, sendo a
morfina a mais conhecida.
2
Morfina
A
B
C
D
E
HISTÓRICO
A evidência mais antiga encontrada sobre o
cultivo da papoula data de 5 mil anos e era
descrita em um ideograma como “planta da
alegria”.
Existe histórias na mitologia grega sobre o ópio
que comprovam o conhecimento grego sobre as
propriedades hipnóticas dessa substância.
A partir do séc. XIX, com o isolamento dos
alcalóides do ópio, houve aumento de interesse
pela medicina.
3
HISTÓRICO
Os hipnoanalgésicos são dividios em
hipnoanalgésicos exógenos e endógenos:
 Hipnoanalgésicos exógenos: têm origem do ópio e possui a morfina como
principal substância. Ex:
4
HISTÓRICO
 Hipnoanalgésicos endógenos: foram isolados, purificados e identificados a
partir de uma substância que possui efeito hipnoanalgésico semelhante ao da
morfina. 
5
CLASSIFICAÇÃO
Apresentam as seguintes características
em comum:
Um átomo de carbono quaternário;
Um grupo amino terciário separado do anel
fenílico por dois átomos de carbono
saturados;
Uma hidroxila fenólica
Morfina
A
B
C
D
E
6
MORFINA E DERIVADOS
Hidroxila fenólica
Anel aromático
Grupo N-metil
Com os estudos de Relação estrutura-atividade, foi
possível compreender quais grupos funcionais são
importantes para a atividade analgésica da morfina
7
Morfina
A
B
C
D
E
Codeína
MORFINA E DERIVADOS
3-etilmorfina
Diminuição da atividade analgésica em relação à morfina
8
O
MORFINA E DERIVADOS
6-etilmorfina
(Atividade 5x)
diacetilmorfina
(Atividade 2x)
9
DERIVADOS DA ORIPAVINA
Introdução de rigidez: limitação no número de conformações para aumento da
seletividade por determinado receptor.
10.000X mais potente que morfina
Altamente hidrofóbica: cruza a barreira hematoencefálica
300X mais facilmente 
20X mais afinidade pelo receptor analgésico 
Efeitos colaterais não aceitáveis
Tem seu uso restrito à captura de animais selvagens de
grande porte
Etorfina
10
 
DERIVADOS DO MORFINANO
Retirada do anel D da morfina
São mais potentes e possuem maior tempo de duração de ação que morfina, mas
apresentam maior toxicidade e levam a dependência
As modificações moleculares são semelhantes a morfina
Levorfanol
5x mais potente que a
morfina
11
 
BENZOMORFANOS
Retirada dos aneis C e D da
morfina
Os anéis C e D não são
essenciais para atividade
analgésica
Promovem razoável analgesia e
menor disposição ao vício
Ligam-se aos receptores
opióides da mesma maneira que
a morfina e morfinanos 
Metazocina 
Atividade semelhante à
morfina
Bremazocina
Longa duração
200x mais ativo que a
morfina
Não causa depressão
respiratória
12
 
FENILPIPERIDINAS
Petidina
Remoção dos anéis B, C e D
São mais facilmente sintetizados
Existem dúvidas se o mecanismo de
ação é similar a morfina 
São moléculas com maior flexibilidade
conformacional
13
 
DIFENILPROPILAMINAS
Retirada do anel B, C, D e E 
Menores efeitos de sedação e
euforia
Menores efeitos de
abstinência
Uso: tratamento de
dependência de heroína e
morfina
Metadona
14
Atuam a nível celular ligando-se aos
receptores opióides presentes em todo
sistema nervoso central (SNC):
 Núcleo do trato solitário;
 Área cinzenta periaquedutal;
 Córtex cerebral;
 Tálamo;
 Substância gelatinosa da medula
espinhal. 
MECANISMOS DE AÇÃO
15
Beckett e Casy propuseram para o receptor a topografia representada na figura
RECEPTOR ESTÁTICO
Possui 3 sítios essenciais:
 Porção plana, que permite ligação com
o anel aromático através de forças de
van der Waals; 
 Sítio aniônico, se associa com o
nitrogênio protonizado
 Cavidade para acomodar a porção
relativa aos carbonos 15 e 16, que se
projeta do anel piperidínico
16
 
RECEPTOR DINÂMICO
 Determinados hipnoanalgésicos não apresentam estrutura exatamente
complementar à área do receptor proposto;
 A complexação de analgésicos narcóticos diferentes com os receptores pode
se dar em modos diferentes de interações
17
 
18
 
 Fechamento de canais de cálcio
voltagem dependentes;
 Estímulo ao efluxo de potássio
resultando em hiperpolarização
celular.
 Redução na produção de
monofosfato de adenosina cíclico
(AMPs)
RECEPTORES ACOPLADOS À PROTEÍNA Gi
MOP (receptor peptídico opióide mu) 
 KOP (receptor peptídico opióide kappa) 
 DOP (receptor peptídico opióide delta) 
19
 
redução da excitabilidaderedução da excitabilidade
neuronal, resultando emneuronal, resultando em
redução da neurotransmissãoredução da neurotransmissão
de impulsos nociceptivosde impulsos nociceptivos
RECEPTORES ACOPLADOS À PROTEÍNA Gi
20
 
RECEPTOR DA ETORFINA E DERIVADOS DA ORIPAVINA
 Supõe-se que estes compostos
têm, além dos três pontos de
ligação propostos por Beckett e
Casy, um sítio de interação
adicional com o receptor.
 A porção lipofílica A também
se encontra envolvida na
interação fármaco-receptor,
explicando a elevada atividade
analgésica. 
21
 
ANTAGONISTAS DOS NARCÓTICOS
São fármacos que evitam ou eliminam a
depressão respiratória excessiva provocada pela
administração de analgésicos narcóticos.
Sua ação funciona competindo pelos mesmos
sítios receptores dos hipnoanalgésicos.
Alguns antagonistas: Cloridrato de nalorfina,
tartarato de levalorfano, ciclazocina, cloridrato
de naloxona.
22
 
ANTAGONISTAS DOS NARCÓTICOS
Mecanismo de ação:
Os antagonistas dos
narcóticos competem com
estes pelos mesmos
receptores, pois são
estruturalmente
aparentados aos
narcóticos.
23
 
REFERÊNCIAS
DUARTE, Danilo F. Uma breve história do ópio e dos opióides. Revista Brasileira de
Anestesiologia, 2005, p. 135-146.
KOROLKOVAS, Andrejus; BURCKHALTER, Joseph H. Química farmacêutica. In: Química
farmacêutica. 1988. p. 783-783.
TRIVED et al. Farmacologia dos opióides (parte 1). Departamento de Anestesia, Hospital
Hope, Salford, UK. 2013. 
PATRICK, Graham L. An introduction to medicinal chemistry. Oxford university press,
2013.
24
OBRIGADA!

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