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TROMBOSE VENOSA PROFUNDA

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de alto risco, como 
em cirurgias. O início e a dose da terapia anticoagulante devem ser os mesmos para 
pacientes com e sem trombofilia. Recomenda-se anticoagulação por tempo 
indeterminado para o tratamento de TEV idiopático na presença de mais de uma 
anormalidade alélica (homozigose para o FVL ou heterozigose combinada para 
mutações FVL e da PTG2; com RNI de 2,5. Em casos de trombose relacionada à 
síndrome do anticorpo antifosfolipídio, há o consenso de ser aplicada a 
anticoagulação estendida. 
 Tratamento em Portadores de HIV: 
A infecção por HIV está associada a inflamações crônicas que podem ativar a cascata 
de coagulação que podem levar ao TEV. O tratamento anticoagulante a longo prazo 
é o mais utilizado para esses pacientes, sendo AVK o anticoagulante mais 
comumente administrado. Esta, por ser metabolizada por diferentes enzimas 
citocromo P, pode ser alterada por medicações antirretrovirais, particularmente 
inibidores de protease e inibidores da transcriptase reversa. Além disso, a 
manutenção de níveis terapêuticos ótimos de AVK para estes pacientes pode ser 
prejudicada por outras comorbidades (hepatites, câncer, déficits neurocognitivos; 
ou uso concomitante de drogas ilícitas e/ou álcool). Devido à dificuldade na 
manutenção de doses ótimas, há a necessidade de mais estudos com NOACs para os 
pacientes infectados com HIV.