Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS MACAÉ GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM GISLANA NEVES GUIMARÃES CARNEIRO JOÃO GUILHERME LEÃO DA SILVA MICHEL BEVITORI NEVES FERRO JENNIFER DE MIRANDA MENDES REFLUXO GASTROESOFÁGICO E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE DO NEONATO E LACTENTE MACAÉ – RJ 2021 UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS MACAÉ GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM GISLANA NEVES GUIMARÃES CARNEIRO JOÃO GUILHERME LEÃO DA SILVA MICHEL BEVITORI NEVES FERRO JENNIFER DE MIRANDA MENDES REFLUXO GASTROESOFÁGICO E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE DO NEONATO E LACTENTE Trabalho de conclusão de curso – TCC, apresentado à Universidade Estácio de Sá, Campus Macaé, como exigência parcial à obtenção do título de Bacharel em Enfermagem. Orientador (a): Profª. Drª Ana Claudia Moreira Monteiro MACAÉ - RJ 2021 CARNEIRO, Gislana N. G.; SILVA, João G. L; FERRO, Michel B. N.; MENDES, Jennifer M. Refluxo Gastroesofágico e seus impactos na saúde do neonato e lactente Macaé, 2021. Xf.: il.; 30cm. Orientador (a): Profª. Drª Ana Cláudia Moreira Monteiro Trabalho Monográfico (Graduação em Enfermagem) – Universidade Estácio de Sá, 2021. 1. Cuidados de Enfermagem. 2. Tratamento. Assistência de Enfermagem. 3. Refluxo Gastroesofágico em neonatos e lactentes, I. Universidade Estácio de Sá. CDD 000.000 UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS MACAÉ GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM GISLANA NEVES GUIMARÃES CARNEIRO JOÃO GUILHERME LEÃO DA SILVA MICHEL BEVITORI NEVES FERRO JENNIFER DE MIRANDA MENDES REFLUXO GASTROESOFÁGICO E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE DO NEONATO E LACTENTE Trabalho de conclusão de curso – TCC, apresentado à Universidade Estácio de Sá de Macaé, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Enfermagem. Orientador(a): Profª. Drª. Ana Cláudia Moreira Monteiro BANCA EXAMINADORA Presidente da Banca e Orientadora: Profª. Drª Ana Cláudia Moreira Monteiro Prof. Dr. Elisaldo Mendes Cordeiro – 1° examinador Universidade Estácio de Sá - Macaé/RJ Enfa. Esp. Maria Elisa Coutinho Nascimento – 2° examinadora Enfa. Esp. Patrícia Helena Coelho Sena – Examinadora suplente UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS MACAÉ GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM GISLANA NEVES GUIMARÃES CARNEIRO JOÃO GUILHERME LEÃO DA SILVA MICHEL BEVITORI NEVES FERRO JENNIFER DE MIRANDA MENDES REFLUXO GASTROESOFÁGICO E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE DO NEONATO E LACTENTE AUTORIZAÇÃO PARA DEPÓSITO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Com base no disposto da Lei Federal nº 9.160, de 19/02/1998, AUTORIZO a Universidade Estácio de Sá de Macaé, sem ressarcimento dos direitos autorais, a disponibilizar na rede mundial de computadores e permitir a reprodução por meio eletrônico ou impresso do texto integral e/ou parcial da OBRA acima citada, para fins de leitura e divulgação da produção científica gerada pela Instituição. Macaé-RJ, 29/11/2021 ----------------------------------------------- Gislana Neves Guimarães Carneiro ----------------------------------------------- Michel Bevitori Neves Ferro ----------------------------------------------- João Guilherme Leão da Silva ----------------------------------------------- Jennifer de Miranda Mendes Declaro que o presente Trabalho de Conclusão de Curso, foi submetido a todas as Normas Regimentais da Faculdade Estácio de Sá de Macaé e, nesta data, AUTORIZO o depósito da versão final desta monografia bem como o lançamento da nota atribuída pela Banca Examinadora. Macaé-RJ, 29/11/2021 ------------------------------------------------------ Profª. Drª. Ana Cláudia Moreira Monteiro AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar, а Deus por dar-nos infinitas bençãos e oportunidades para alcançamos nossos objetivos, durante nossos anos de estudos. Aos professores, pelas correções e ensinamentos que nos permitiram apresentar um melhor desempenho em nosso processo de formação profissional ao longo do curso. Aos amigos e familiares, por todo o apoio e pela ajuda, que muito contribuíram para a realização deste trabalho. À instituição de ensino Estácio de Sá, que foi essencial em nosso processo de formação profissional, pela dedicação, e por tudo o que aprendemos ao longo dos anos do curso. Agradecemos também a banca examinadora no nosso estudo na qual se torna primordial a importância de membros com expertise para contribuir significativamente nos estudos apresentados. ‘'Eu uso a palavra enfermagem na falta de uma melhor. Ela tem sido limitada para significar pouco mais do que a administração de medicamentos e a aplicação de emplastros. Ela deve significar o uso adequado de ar fresco, luz, calor, limpeza, tranquilidade, a seleção adequada e a administração de uma dieta - tudo à menor despesa de energia vital para o paciente.’’ (Florence Nightingale) GUIMARÃES, Gislana N; LEÃO, João G; NEVES, Michel B. MENDES, Jennifer M. Refluxo gastroesofágico e seus impactos na saúde do neonato e lactente. Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Enfermagem – Universidade Estácio de Sá. Macaé-RJ, 2021 RESUMO O refluxo gastroesofágico é definido pelo retorno passivo do conteúdo gástrico para o esôfago devido à diminuição da função do esfíncter, que é localizado entre o esôfago e o estômago sendo mais comum nos primeiros meses de vida, pois resulta da imaturidade dos mecanismos de barreira antirrefluxo. Na abordagem do refluxo gastroesofágico, a equipe de enfermagem é primordial para tranquilizar os pais quanto ao quadro, seja ele fisiológico ou patológico. Esse estudo teve como objeto a atuação da equipe de enfermagem e os impactos do refluxo gastroesofágico na saúde do neonato e lactente. Questão norteadora: como a equipe de enfermagem pode atuar no tratamento e prevenção do refluxo gastroesofágico no neonato e lactente. Objetivo Geral: analisar a assistência de enfermagem priorizando a qualidade de vida da criança com refluxo gastroesofágico. Objetivos específicos: mostrar como a equipe de enfermagem pode minimizar o refluxo gastroesofágico através da orientação do posicionamento da criança; demostrar na literatura a assistência da equipe de enfermagem às crianças com refluxo gastroesofágico; Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, onde foi realizado uma pesquisa na BVS nas bases de dados LILACS e BDENF, após os critérios de seleção foram selecionados 7 artigos para discussão e emergiram quatro categorias: 1° Prevalência e tratamento do refluxo gastroesofágico patológico em lactentes regurgitadores; 2° Os principais sinais e sintomas do refluxo gastroesofágico que acometem os bebês e as crianças; 3° Dificuldades encontradas pelos pais na terapêutica de crianças acometidas por refluxo gastroesofágico; 4° Intervenções de enfermagem no cuidado ao paciente Pediátrico com doenças de Refluxo Gastresofágico. O conhecimento do assunto é de extrema importância para o enfermeiro e sua habilidade em utilizar estratégias relacionadas com as orientações dos pais, pois irão contribuir positivamente na minimização dos sintomas do refluxo. É fundamental orientar adequadamente os pais sobre a doença, enfatizando os sintomas e as complicações decorrentes da alimentação inadequada, os cuidados de enfermagem ao recém-nascido são muito importantes, pois auxiliam na melhoria da sua condição clínica, incluindo o treinamento dos pais para proporcionar um adequado manejo do cuidado à criança com DRGE no ambiente familiar. Palavras-chave: Cuidados de Enfermagem,Tratamento, Assistência de Enfermagem, Refluxo Gastroesofágico em neonatos e lactentes. GUIMARÃES, Gislana N; LEÃO, João G; NEVES, Michel B. MENDES, Jennifer M. Gastroesophageal reflux and its impacts on newborn and infant health. Final Paper of Undergraduate Nursing Course – Universidad Estácio de Sá - Macaé-RJ, 2021. ABSTRACT The gastroesophageal reflux is defined as the passive return of gastric contents to the esophagus due to decreased sphincter function, which is located between the esophagus and the stomach and is more common in the first months of life, as it results from the immaturity of the anti-reflux barrier mechanisms. When approaching gastro esophageal reflux, the nursing team is essential to reassure parents about the condition, whether physiological or pathological. This study had as its object the performance of the nursing team and the impacts of gastro esophageal reflux on the health of newborns and infants. Guiding question: how the nursing team can act in the treatment and prevention of gastro esophageal reflux in newborns and infants. General Objective: to analyze nursing care prioritizing the quality of life of children with gastro esophageal reflux. Specific objectives: to show how the nursing team can minimize gastro esophageal reflux by guiding the child's position; to demonstrate in the literature the assistance of the nursing team to children with gastro esophageal reflux; This is a narrative literature review, where a search was carried out in the VHL in the LILACS and BDENF databases, after the selection criteria, 7 articles were selected for discussion and four categories emerged: 1st Prevalence and treatment of pathological gastro esophageal reflux in regurgitate infants; 2nd The main signs and symptoms of gastro esophageal reflux that affect babies and children; 3rd Difficulties encountered by parents in the treatment of children affected by gastro esophageal reflux; 4th Nursing interventions in the care of pediatric patients with gastro esophageal reflux diseases. Knowledge of the subject is extremely important for nurses and their ability to use strategies related to parental guidance, as they will positively contribute to minimizing reflux symptoms. It is essential to properly guide parents about the disease, emphasizing the symptoms and complications resulting from inadequate nutrition. Nursing care for newborns is very important, as they help to improve their clinical condition, including training parents to provide an adequate management of care for children with GERD in the family environment. Keywords: Nursing Care, Treatment, Nursing Care, Gastro esophageal Reflux in Newborns and Infants. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS BDENF – Base de Dados em Enfermagem BVS – Biblioteca Virtual de Saúde LILACS – Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde RGE – Refluxo Gastroesofágico DRGE – Doença do Refluxo Gastroesofágico EEI – Esfíncter Esofágico Inferior REED – Radiografia de Esôfago, Estômago e Duodeno EDA – Endoscopia Digestiva Alta IBP – Inibidores da Bomba de Prótons LISTA DE QUADROS QUADRO 1 - Diagnóstico diferencial entre o refluxo gastroesofágico e a doença do refluxo gastroesofágico.................................. 19 QUADRO 2 – Diagrama e Prisma-Flow.......... 25 QUADRO 3 - Quadros de artigos.....................24 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1- Fisiologia do Refluxo Gastroesofágico ....................... 13 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .................................................................................................. 14 1.1 Objeto de estudo ........................................................................................ 16 1.2 Questão norteadora ................................................................................... 16 1.3 Objetivo geral ............................................................................................. 16 1.4 Objetivos específicos ................................................................................ 17 1.5 Justificativa e Relevância .......................................................................... 17 1.6 Contribuição do estudo ............................................................................. 18 2. REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................. 18 2.1 Fisiopatologia ............................................................................................. 18 2.2 Diagnóstico ................................................................................................. 19 3. TRATAMENTO .................................................................................................. 21 4. CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM CRIANÇAS COM REFLUXO GASTROESOFÁGICO .............................................................................................. 22 5. METODOLOGIA ................................................................................................ 23 5.1 Desenho do estudo .................................................................................... 23 5.2 Processo de Revisão ................................................................................. 24 6. DISCUSSÃO ......................................................................................................... 30 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 35 7. REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 37 14 1. INTRODUÇÃO A motivação do trabalho referente à temática deu-se após vivência por parte dos pesquisadores ao lidar com casos de refluxo gastroesofágico em seus âmbitos familiares, nesse caso, na época, recém-nascidos. Observando os sinais, sintomas e os impactos causados pela doença à saúde e bem-estar dos neonatos, os acadêmicos sentiram a necessidade de ampliar seus conhecimentos acerca do tema em questão. O refluxo gastroesofágico é definido pelo retorno passivo do conteúdo gástrico para o esôfago devido à diminuição da função do esfíncter, que é localizado entre o esôfago e o estômago. Tal fenômeno ocorre em circunstâncias fisiológicas ou patológicas e, em qualquer indivíduo, seja criança ou adulto. É denominado refluxo fisiológico quando esse não está associado a doenças ou complicações, sendo mais comum nos primeiros meses de vida, que, consequentemente, causa regurgitações e/ou vômitos. O refluxo patológico ou doença do refluxo gastroesofágico é uma condição menos comum, possuindo um prognóstico mais grave, além de abordagens diagnósticas e terapêuticas diferentes. (MAGALHÃES, 2009). O refluxo gastroesofágico é mais comum nos primeiros meses de vida, pois resulta da imaturidade dos mecanismos de barreira antirrefluxo. As regurgitações pós- alimentares surgem entre o nascimento e os quatro meses de idade, apresentando resolução espontânea, na maioria dos casos, até um a dois anos de idade. Nesses casos o crescimento da criança é normal e não há ocorrência de complicações associadas. Foi analisado que a frequência de regurgitações diminui após seis meses de idade, coincidindo com a introdução de dieta sólida e adoção de postura mais ereta pela criança. Portanto, deve-se suspeitar do refluxo gastroesofágico patológico quando os vômitos e regurgitações não melhoram após os seis meses de vida e não respondem às medidas posturais e dietéticas. (MAGALHÃES, 2009). O Manual do Ministério da Saúde conceitua que a causa mais comum do refluxo gastroesofágico nos lactentes é semelhante a que ocorre nas crianças maiores e nos adultos com DRGE (Doença do refluxo gastroesofágico), onde o esfíncter esofágico inferior (EEI) não consegueimpedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. Em vista disso, as causas mais comuns são: alergias alimentares, mais frequentemente alergia ao leite integral; alimentação excessiva; posicionamento 15 inadequado do bebê durante a amamentação ou deitar essa criança depois de ser alimentada, o que faz com que o refluxo aconteça. Uma causa menos comum é a gastroparesia (atraso no esvaziamento do estômago), em que o alimento permanece no estômago por um maior período, resultando na predisposição ao refluxo. Outra causa menos comum de refluxo é a anomalia do trato digestivo. (BRASIL, 2019) Figura 1 Refluxo Gastroesofágico Fonte: Google Imagens No entanto, os principais sinais e sintomas e sinais de alerta que indicam investigação e tratamento são: vômitos, regurgitação excessiva, déficit de ganho de peso, interrupção das mamadas, irritabilidade, distúrbio do sono, choro, recusa alimentar, hematêmese (vômitos com sangue de cor acastanhado). Não há nenhum sintoma ou grupo de sintomas que diagnosticam a doença do RGE, ou que predizem a resposta ao tratamento nos lactentes, porque nesta idade os sintomas não são específicos. A confirmação do diagnóstico poderá ser feita de diferentes maneiras conforme os sinais de alerta que a criança apresentar. (BRASIL, 2019) Na abordagem do refluxo gastroesofágico, a equipe de enfermagem é primordial para tranquilizar os pais quanto ao quadro, seja ele fisiológico ou patológico. Deve-se compreender o ambiente e as condições de vida da família, orientar quanto ao curso da doença, a evolução benigna na maioria das crianças e estar atento a ouvir as crenças e temores familiares. (BRASIL, 2019) A assistência de enfermagem é importante quando faz essas orientações porque facilita o cuidado com a criança ao chegar ao ambiente domiciliar, contribuindo para a melhora do seu quadro clínico e, consequentemente, da sua qualidade de vida, 16 capacitando os pais através de orientações para melhorar o cuidado com essa criança. (BRASIL, 2019) Essa equipe explica aos pais o posicionamento correto da criança durante a amamentação, o cuidado de colocar essa criança para eructar (arrotar) durante e após a alimentação porque o ar deglutido após as mamadas aumenta a pressão gástrica, forçando a abertura da válvula esofagiana, favorecendo a regurgitação. Após cada mamada, movimentar a criança o mínimo possível para evitar que esse alimento reflua de volta para o esôfago e explicar sobre a troca de fraldas que deve ser realizada antes da alimentação, porém se não for possível, trocar a fralda com o bebê em posição cabeceira elevada pois estando na posição horizontal ele pode regurgitar, aspirar ou afogar-se durante a higiene. (CHAVES, SILVA, 2014) Pode-se orientar também, a elevação da cabeceira da cama dos bebês, lembrando que a posição prona está relacionada com os menores índices de episódios de refluxo gastroesofágico. Porém, a posição de decúbito dorsal semi lateralizada e decúbito lateral são mais indicadas nesse caso. Portanto, é recomendado como posicionamento correto manter a criança em decúbito supino com elevação da cabeceira a 30º (15 a 20 cm). (BRASIL, 2019) 1.1 Objeto de estudo Atuação da equipe de enfermagem e os impactos do refluxo gastroesofágico na saúde do neonato e lactente. 1.2 Questão norteadora Como a equipe de enfermagem pode atuar no tratamento e prevenção do refluxo gastroesofágico no neonato e lactente. 1.3 Objetivo geral Analisar a assistência de enfermagem priorizando a qualidade de vida da criança com refluxo gastroesofágico. 17 1.4 Objetivos específicos Mostrar como a equipe de enfermagem pode minimizar o refluxo gastroesofágico através da orientação do posicionamento da criança; Demostrar na literatura a assistência da equipe de enfermagem às crianças com refluxo gastroesofágico; 1.5 Justificativa e Relevância Essa pesquisa se justifica pelo número de crianças acometidas por refluxo gastroesofágico que leva a dificuldades de alimentação e de nutrição. As crianças com refluxo gastroesofágico sentem demasiada irritabilidade, dificultando assim, o seu cuidado tanto pela mãe quanto pela equipe de enfermagem. Parte disso se explica pelo fato da criança não saber falar, dificultando a interpretação apenas através dos sinais e sintomas apresentados. A relevância para a academia: Trazer para os acadêmicos de enfermagem mais conhecimento sobre o refluxo gastroesofágico e os cuidados necessários à criança, a fim de melhorar sua qualidade de vida e prevenir esse refluxo, contribuindo para a assistência de qualidade. Relevância para a enfermagem: Trazer novos conhecimentos para a enfermagem a fim de contribuir para o diagnóstico do refluxo gastroesofágico e os modos de prevenção para melhorar a assistência e os cuidados com as crianças durante o refluxo gastroesofágico. Trazer para a sociedade conhecimentos acerca do posicionamento correto da criança ao ser colocada no leito após a mamada, procedimentos a serem realizados pela mãe com finalidade de prevenir o refluxo gastroesofágico, o correto posicionamento para eructação após as refeições, oferta de quantitativo necessário para alimentação, tendo em vista a não recomendação de oferta alimentícia maior que a necessidade fisiológica. Orientar a família a como lidar com a criança, sua dieta e os cuidados a serem realizadas após a administração da dieta. 18 1.6 Contribuição do estudo Contribuir para a prática profissional, trazendo novos estudos que vão ajudar a entender mais sobre o assunto abordado. 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Fisiopatologia A região esofagogástrica possui estruturas anatômicas que contribuem para a barreira antirrefluxo; sendo elas: o esfíncter esofágico inferior (EEI), o ângulo de His, o ligamento frenoesofágico, o diafragma crural e a roseta gástrica. O esfíncter inferior esofágico tem sua maturação inicialmente nas primeiras semanas de vida intrauterina e progride durante todo o primeiro ano de idade da criança. Entretanto, essas características tendem a mudar após os três meses de idade em decorrência do processo de desenvolvimento. (NORTON; PENA, 2000) São comuns vômitos e regurgitações em crianças pequenas, em virtude da imaturidade de alguns componentes presentes na barreira antirrefluxo, o que tende a melhorar com o avanço da idade. Por volta de 4 a 6 meses de idade é esperado uma redução significativa desses episódios de regurgitação e vômitos, acrescentando-se a introdução de alguns alimentos mais sólidos e a adoção de postura mais ereta, dada pela evolução do desenvolvimento neuropsicomotor. (NORTON; PENA, 2000) É sempre importante lembrar que medidas como postura, correção de erros alimentares e estilo de vida devem ser sempre explicados e orientados na abordagem de qualquer paciente, seja ele criança ou adulto acometidos por refluxo, fisiopatológico ou patológico. (NASI; FILHO; CECCONELLO, 2006) O refluxo gastroesofágico ou doença do refluxo envolve as funções do esfíncter esofágico inferior, o peristaltismo esofágico e esvaziamento gástrico. A pressão do esfíncter esofágico inferior é um elemento presente na barreira antirrefluxo, embora sua hipotonia seja a causa infrequente do refluxo. (NORTON; PENA, 2000) 19 Estudos demonstram que quando o PH permanece menor do que 4 consequentemente, ocorrem lesões na mucosa esofágica. A presença desse ácido gástrico altera as defesas do estômago, desenvolvendo lesões na mucosa. A gravidade dos danos tende a aumentar quando existe presença de pepsinas e sais biliares no conteúdo gástrico. Os fatores que predispõem o refluxo são: postura inadequada, obesidade, tosse crônica, asma e disfunção respiratória, que podem levar ao aumento da pressão intra-abdominal e disfunção do esfíncter esofágico inferior que ocasionam o DRGE, alergias alimentares como alergia ao leite. (NORTON; PENA, 2000) O refluxo gastroesofágico pode, futuramente,causar doença respiratória crônica através de três mecanismos existentes: aspiração de quantidade significativa de conteúdo gástrico para as vias aéreas superiores e pulmões causando pneumonias de aspiração; aspiração de pequenas quantidades do conteúdo gástrico ocasionando reação inflamatória secundária e acidificação intratraqueal que, por estímulo de terminações nervosas, pode desencadear broncoespasmo. (BRASIL, 2019) 2.2 Diagnóstico O diagnóstico de refluxo gastroesofágico deve começar pela elaboração da história clínica completa, sendo que a história clínica dessas regurgitações em crianças de baixa idade, não obtendo outras queixas e sem alterações significativas aos exames, sugere o diagnóstico de DRGE fisiológico. Nesses casos, exames complementares não são necessários, sendo recomendado o acompanhamento clínico. (NORTON; PENA, 2000) Em contrapartida, quando ocorrem sinais e sintomas como dor abdominal, irritabilidade e choro frequente durante a alimentação, bem como ingestão diminuída, dificuldade em ganhar peso, fraqueza, sangramentos digestivos acompanhados de anemia de difícil controle, entre outros podem ser manifestações do refluxo gastroesofágico patológico e merecem investigação mais detalhada. (GUIMARÃES, 2006) 20 Nesses casos os exames complementares realizados para a confirmação do diagnóstico do refluxo gastroesofágico patológico são: Radiografia de esôfago, estômago e duodeno (REED), neste as imagens são obtidas através do raios-X a fim de detectar alterações morfológicas e funcionais do trato digestivo alto. (BRAZ, 2020); Cintilografia gastroesofágica, utilizada para a avaliação do tempo de esvaziamento gástrico, pesquisa de aspiração pulmonar e detecção de refluxo gastroesofágico; é útil em pacientes intolerantes à pHmetria. (BRAZ, 2020); A ultrassonografia esofagogástrica pode ser capaz de contribuir para a avaliação de aspectos anatômicos e funcionais, quando necessário, e auxilia no diagnóstico diferencial com estenose hipertrófica de piloro. (BRAZ, 2020) Já a pHmetria esofágica é um exame que tem por finalidade detectar e caracterizar o fenômeno do refluxo gastroesofágico através da medida da acidez (pH) no esôfago. (SALLES, 2013). Quadro 1 - Diagnóstico diferencial entre o refluxo gastroesofágico fisiológico e a doença do refluxo gastroesofágico: Refluxo Gastroesofágico Fisiológico Doença do Refluxo Gastroesofágico • Regurgitações frequentes • Regurgitações variáveis • Vômitos esporádicos • Vômitos frequentes • Boa aceitação alimentar • Dificuldade alimentar • Crescimento pondero - estatural adequado • Crescimento pondero – estatural inadequado • Tendência a resolução espontânea • Sinais e sintomas: Dor abdominal, irritabilidade, choro frequente, tosse crônica, rouquidão. Fonte: NOGUEIRA (2010) Desse modo, pode-se avaliar, durante 24 horas, os episódios de RGE ácido e correlacioná-los com sinais e sintomas. Refluxos com baixa acidez não são detectados, o que pode reduzir a sensibilidade do exame, sobretudo para lactentes. (BRAZ, 2020) 21 É importante ressaltar que a investigação da DRGE, durante o período neonatal tem uma importância significativa, já que essa comorbidade pode ocasionar sintomas graves em recém-nascidos, sobretudo nos prematuros, sendo eles: vômitos, crises de apneia, bradicardia e cianose. (BRASIL, 2019) É solicitado como o primeiro exame na suspeita de DRGE a endoscopia digestiva alta (EDA), onde se avalia mucosa esofágica, a presença de hérnia hiatal e investiga-se outras afecções presentes do tudo digestivo superior. (CORSI et al., 2007) 3. TRATAMENTO O tratamento clínico tem como objetivo o alívio dos sintomas e a prevenção de recidivas e complicações. Do ponto de vista prático, é recomendado reduzir o potencial agressivo do conteúdo gástrico, o que minimiza a agressão representada pelo ácido clorídrico do suco gástrico. Pode-se classificar o tratamento em medidas comportamentais e farmacológicas, que devem ser implementadas simultaneamente. (NASI; FILHO; CECCONELLO, 2006) O grupo dos lactentes possui um pouco mais de dificuldade nesse manejo, pois nessa faixa etária os sinais e sintomas podem sugerir diversas outras alterações. Quando a criança tem regurgitação frequente, está na curva de crescimento adequado para idade, possui seu desenvolvimento neuropsicomotor adequado e não tem nenhum sinal e sintoma de alerta, o diagnóstico é de refluxo gastroesofágico fisiológico, que é uma alteração por conta da imaturidade do tubo digestório. (BRASIL, 2019) Algumas medidas gerais são implementadas no manejo desse tratamento, como, por exemplo, a orientação aos pais, na qual podem ser feitas recomendações dietéticas como orientar uma adequada amamentação, evitando a superalimentação, pois pode acontecer de gerar um ciclo vicioso; postura indicada pela equipe de enfermagem, que é manter o bebê na posição vertical, tanto na hora da mamada 22 quanto depois, sempre colocando o bebê para arrotar após cada mamada. (BRASIL, 2014) O tratamento por ser clínico, possui medidas comportamentais e farmacológicas e, no caso de complicações, tratamento endoscópico e cirúrgico, podendo ser necessário em pacientes com sintomas crônicos e que não respondem satisfatoriamente ao tratamento medicamentoso. (NETO, 2011) Caso alterações na alimentação e no posicionamento não controlem os sintomas de refluxo, é orientado o uso de alguns fármacos. Alguns dos medicamentos para o refluxo que estão disponíveis: os que neutralizam o ácido, os que suprimem a produção de ácido e os que melhoram os movimentos do trato digestivo. (BRASIL, 2019) Antiácidos são medicamentos que neutralizam o ácido estomacal, atuando rápido no alívio de sintomas como azia. Os procinéticos aumentam a pressão do esfíncter esofágico inferior, estimulando o peristaltismo esofágico e o esvaziamento gástrico. A Bromoprida é a 1ª opção no tratamento do refluxo gastroesofágico, ele é antagonista central e periférico da dopamina, metabolizada no fígado, excretada na urina. E os Inibidores da bomba de prótons (IBP) conhecidos como, lansoprazom, pantoprazol, rabeprazol e esomeprazol são drogas que reduzem a secreção de ácido clorídrico em cerca de 90%, melhorando a proteção da barreira mucosa pelo aumento da produção de muco e do fluxo sanguíneo na mucosa gástrica. (WANNMACHER, 2004) 4. CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM CRIANÇAS COM REFLUXO GASTROESOFÁGICO A equipe de enfermagem possui uma importante atuação, tanto no diagnóstico como no tratamento do refluxo gastroesofágico. Essa equipe possui o papel fundamental de manter os pais informados de todo o processo terapêutico a ser realizado, de possíveis complicações e, principalmente, as maneiras de corrigir e minimizar essa situação. (CHAVES, SILVA, 2014). 23 É de suma importância a assistência de enfermagem fornecer uma orientação adequada aos pais sobre o que é o refluxo gastroesofágico, dando ênfase nos sintomas advindos de dietas inadequadas que desencadeiam possíveis complicações. (CHAVES, SILVA, 2014) Algumas orientações como o intervalo maior entre as refeições, ou seja, proporcionar uma alimentação fracionada (volumes pequenos, várias vezes ao dia); o manuseio e o posicionamento adequado após a oferta de dieta, na qual se mantém o RN, manter a cabeceira elevada a 30 graus. (CHAVES, SILVA, 2014) Se na dieta dessa criança já é oferecida alimentos, evitar que esses alimentos sejam gordurosos, dispensar frutas cítricas para que não ocorra o aumento da acidez gástrica e diminuição do tônus do esfíncter esofagiano inferior (EEI). (NORTON; PENNA, 2000) Evitar o uso de roupas apertadas, orientar o uso correto da mamadeira, devendo ficar sempre bem levantada, de forma que a região do bico esteja sempre preenchida totalmente, aguardar 30 minutos após as refeições antes de deitar o bebê e observar alterações significativas no padrão respiratório. (MEDEIROS; BERNARDI, 2011) A assistência de enfermagemprestada aos RNs contribui para a melhora do seu quadro clínico, envolvendo a capacitação dos pais para o melhor e mais adequado manejo dos cuidados prestados a essa criança com DRGE no âmbito familiar. (CHAVES, SILVA, 2014) 5. METODOLOGIA 5.1 Desenho do estudo Está na linha de pesquisa cuidar no processo saúde e doença e área predominante saúde da criança e adolescente. Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, que é o método de pesquisa que realiza a busca, a avaliação e a síntese de estudos publicados sobre um determinado tema de forma sistemática. Este tipo de estudo é estruturado baseado nas seguintes etapas procedimentais: formulação da 24 questão norteadora; busca de estudos relacionados ao tema nas bases de dados eletrônicas; aplicação de critério de inclusão e exclusão para a seleção da amostra; e posterior categorização, discussão, interpretação e síntese do conhecimento evidenciado nos artigos selecionados. (MENDES, 2008) A pesquisa foi realizada entre os meses de abril até novembro de 2021, na qual foram selecionados artigos publicados entre os anos de 2010 a 2020, que abordavam o tema “Refluxo Gastroesofágico’’ ‘’Criança” ‘’Cuidados de Enfermagem’’. 5.2 Processo de Revisão Para compor a discussão e o embasamento teórico da pesquisa, a busca pelos artigos foi realizada numa pesquisa na plataforma da Biblioteca virtual em saúde em duas bases de dados, a saber: LILACS e BDENF. Os estudos foram selecionados de acordo com a aproximação do título deles com o tema central deste trabalho. Para tanto, foram escolhidos os descritores em ‘’Refluxo Gastroesofágico, Criança, Cuidados”. A seguir apresentam-se os dados encontrados na BVS–Enfermagem com a busca dos descritores isolados. Tabela 1 – Levantamento dos artigos através da BVS DESCRITORES LILACS BDENF Refluxo Gastroesofágico 1109 2 Criança 114419 5491 Cuidados 84794 16513 Fonte: Biblioteca Virtual de Saúde – Enfermagem (BVS) Os dados foram obtidos através da Biblioteca Virtual de Saúde – Enfermagem, utilizando as bases de dados LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e BDENF (Base de Dados de Enfermagem), com os descritores de ‘’Refluxo Gastroesofágico’’, ‘’Criança” e ‘’Cuidados’’. Essas bases de dados foram escolhidas por apresentarem o maior número de artigos e terem maior relevância com o tema em questão. 25 Tabela 2 – Cruzamento dos Descritores DESCRITORES LILACS BDENF Refluxo Gastroesofágico AND Criança 248 1 Fonte: Biblioteca Virtual de Saúde – Enfermagem (BVS) Para refinar a busca da pesquisa foi realizado um primeiro cruzamento dos descritores com o uso de booleano AND. Sendo encontrado no cruzamento ‘’ Refluxo Gastroesofágico’’ AND ‘’Criança’’ 248 artigos na base LILACS e 1 na base BDENF. Tabela 3 – Cruzamento dos Descritores DESCRITORES LILACS BDENF Refluxo Gastroesofágico AND Cuidados 27 2 Fonte: Biblioteca Virtual de Saúde – Enfermagem (BVS) Para um novo refinamento da busca foi realizado um segundo cruzamento dos descritores com o uso de booleano AND. Sendo encontrado no cruzamento ‘’ Refluxo Gastroesofágico’’ AND “Cuidados’’ 27 artigos na base LILACS e 2 na base BDENF. Tabela 4 – Cruzamento dos Descritores DESCRITORES LILACS BDENF Criança AND Cuidados 14397 2538 Fonte: Biblioteca Virtual de Saúde – Enfermagem (BVS) Devido ao grande número de artigos encontrados, foi realizado um segundo cruzamento dos descritores com o uso de booleano AND. Sendo encontrado no cruzamento ‘’Criança’’ AND ‘’Cuidados’’ 14397 artigos na base LILACS e 2538 na base BDENF. Tabela 5 – Cruzamento dos Descritores DESCRITORES LILACS BDENF Refluxo Gastroesofágico AND Criança AND Cuidados 7 0 Fonte: Biblioteca Virtual de Saúde – Enfermagem (BVS) Por último, a busca foi realizada com os três descritores em trios com filtros: Refluxo Gastroesofágico AND Criança AND Cuidados: 7 artigos na base LILACS e 0 na base BDENF. 26 Quadro 2 – Diagrama – Agosto 2021 Busca de descritores individuais através da BVS com filtros: Refluxo Gastroesofágico: LILACS: 1.109, BDENF: 2 Criança: LILACS: 114.419, BDENF: 5.491 Cuidados: LILACS: 84.794, BDENF: 16.513 Busca de descritores em duplas com filtros: Refluxo Gastroesofágico AND Criança LILACS: 248, BDENF: 1 Refluxo Gastroesofágico AND Cuidados: LILACS: 27, BDENF: 2 Criança AND Cuidados: LILACS: 14.397, BDENF: 2.538 Busca de descritores em trios com filtros: Refluxo Gastroesofágico AND Criança AND Cuidados: BDENF: 0 LILACS: 7. 27 RESULTADOS DA PESQISA: PRISMA-FLOW – Agosto de 2021 Busca na BVS com os descritores isolados BDENF: Refluxo Gastroesofágico: 2 Criança: 5.491 Cuidados: 16.513 Busca na BVS com os descritores isolados LILACS: Refluxo Gastroesofágico: 1.109 Criança: 114.419 Cuidados: 84.794 Introdução Triagem Critérios de seleção na BVS: artigos com adesão à temática, recorte temporal de 16 anos (2004 - 2020), idioma português. Critérios de exclusão na BVS: artigos fora da temática abordada, idiomas inglês e alemão, não se aplica ao recorte temporal e artigos em repetição nas bases. Cruzamento com descritores em Dupla: Refluxo Gastroesofágico AND Criança: LILACS: 248, BDENF: 1 Refluxo Gastroesofágico AND Cuidados: LILACS: 27, BDENF: 2 Criança AND Cuidados: LILACS: 14.397, BDENF: 2.538 Cruzamento de descritores em Trio: Refluxo Gastroesofágico AND Criança AND Cuidados: LILACS: 7, BDENF: 0 Elegibilidade Soma dos artigos com os descritores isolados: LILACS: 200.322 BDENF: 22.006 Artigos excluídos após triagem: LILACS: 185.328 BDENF: 197.459 Artigos elegíveis nos critérios de seleção: LILACS: 7 28 RESULTADOS DA PESQUISA: após os critérios de seleção da revisão narrativa da literatura, foram selecionados 7 artigos para discussão como será apresentado a seguir: Nº AUTOR REVISTA FONTE TÍTULO SÍNTESE CONCLUSÃO 1 ANAYA, et al, 2014 Instituto Mexicano del Seguro Social LILACS Intervenções de Enfermagem para o cuidado ao paciente pediátrico com doença do refluxo gastroesofágico. Estabelecer uma referência para orientar a obtenção de decisões clínicas baseadas em recomendações apoiadas nas melhores evidências disponíveis. Uma das causas mais frequentes de morte até 18 meses é asfixia, segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada ano entre 20 e 30 mil crianças morrem classificadas como mortes no berço. Para isso é necessário que a equipe de enfermagem que presta assistência a este tipo dos pacientes, têm conhecimento atualizado e padronizado com base em evidências, tomar decisões que impactam favoravelmente na qualidade de vida do paciente com refluxo gastroesofágico. 2 Cordeiro, et al, 2014 Acta Paulista de Enfermagem, 2014 LILACS Dificuldades enfrentadas pelos pais de crianças com doença do refluxo gastroesofágico. Identificar as dificuldades enfrentadas pelos pais de crianças com doença do refluxo gastroesofágico. As dificuldades enfrentadas pelos pais de crianças com refluxo gastroesofágico foram representadas pelas seguintes categorias: vômitos frequentes, custo com o tratamento, convívio social prejudicado, perda de peso, sono prejudicado, dificuldade na adesão ao tratamento, orientações insuficientes. 3 Boza, et al, 2019 Rev. Med. Electrón, 2019 volume: 41 LILACS Algumas considerações sobre o refluxo gastroesofágico em bebês. A regurgitação é interpretada como a passagem sem esforço e sem projéteis do conteúdo gástrico para a faringe ou boca. A regurgitação é a apresentação mais comum de RGE na infância associada a episódios ocasionais de vômito. Atualmente, o RGE é sob diagnosticadoe, portanto, drogas de utilidade duvidosa têm sido abusadas. O vômito é muito comum em recém-nascidos a termo e pré-termo, mas não há como mostrar com segurança que seu efeito é prejudicial. Não existe uma maneira ideal de identificar RGE patológico com certeza; portanto, não há consenso quanto à utilidade dos medicamentos recomendados. 29 4 Benítez, et al, 2013 Revista Colombiana de Gastroenterologia LILACS Atualização de doença de refluxo Gastroesofágico em crianças. Realizar uma atualização sobre DRGE em crianças com base nos artigos publicados no nos últimos cinco anos. Nos últimos dez anos, a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) não apresentou muitas variações em sua definição. No entanto, continua causando alta morbimortalidade. Provavelmente, de forma prática, pode-se dizer que RGE fisiológico não patológico geralmente é acompanhada de regurgitação e, na DRGE, seu principal sintoma manifesto é o vômito. 5 Drent, et al, 2007 Pró-Fono Revista de Atualização Científica LILACS Problemas de alimentação em crianças com doença do refluxo gastroesofágico. verificar a ocorrência de problemas de alimentação em pacientes com DRGE definida pelo exame de pHmetria esofágica de 24 horas. Crianças com DRGE apresentam maior prevalência de problemas alimentares de ordem comportamental e estomatognática quando comparadas a crianças saudáveis. 6 Guimarãe s, et al, 2006 Jornal de Pediatria, 2006 volume: 82 LILACS Tratamento da doença do refluxo gastroesofágico. Rever a literatura sobre tratamento da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) com ênfase nos aspectos farmacológicos. Identificar particularidades do tratamento farmacológico nas manifestações esofágicas e extra- esofágicas da doença. As condutas propostas para o tratamento farmacológico da DRGE na criança são oriundas principalmente de estudos de séries de casos ou de estudos em adultos. Existem poucos estudos controlados e randomizados em crianças. A realização de um número maior desses estudos poderá reafirmar ou introduzir novos aspectos nas condutas propostas. 7 Costa, et al, 2004 Jornal de Pediatria, 2004 volume: 80 LILACS Prevalência de refluxo gastroesofágico patológico em lactentes regurgitadores. Determinar a prevalência do refluxo gastroesofágico patológico em um grupo de lactentes utilizando um critério clínico baseado no Critério de Roma II. A prevalência de refluxo gastroesofágico patológico foi semelhante a dados encontrados na literatura, predominando, portanto, os portadores de regurgitação infantil. 30 6. DISCUSSÃO Durante o processo de construção desse trabalho, foram selecionados 07 artigos para discussão, de onde emergiram quatro categorias, que serão apresentadas a seguir: 1° Categoria: Prevalência e tratamento do Refluxo Gastroesofágico patológico em lactentes regurgitadores: Em 2004 a prevalência do refluxo gastroesofágico era muito alta, porém foi observado que a prevalência diminui com o avançar da idade, caracterizando um curso benigno para o problema, ao contrário do que se observa para a DRGE, cuja prevalência aumenta ao avançar da idade. (COSTA, 2004) Ainda segundo Costa, o número elevado de crianças com episódios frequentes de regurgitação nos dois primeiros trimestres de vida pode ser uma consequência do desmame precoce e da introdução alimentar artificial, uma vez que o volume oferecido é imposto pelos pais e não necessariamente controlado pela criança. Algumas medidas como o intervalo pequeno entre as refeições, o posicionamento e manuseio inadequado da criança no período pós-prandial podem contribuir para a presença do RGE. (COSTA, 2004) Apesar de tudo isso que foi falado anteriormente, ainda existe uma grande prevalência de RGE em várias regiões do mundo. Alguns estudos mostram que 50% dos lactentes entre 0-3 meses apresentam pelo menos 1 regurgitação/dia, que atinge 67% aos 4-6 meses e declina para 21% aos 7-9 meses e apenas 5% permanecem com regurgitação aos 10-12 meses. (COSTA, 2004) Assim como Costa, Guimarães concluiu que o tratamento da RGE visa a melhoria da qualidade de vida nos primeiros anos de vida e apresenta potencial impacto positivo na vida adulta, por isso é de alta importância a necessidade do RGE ser diagnosticado e tratado precocemente, para que essa criança tenha uma qualidade de vida e bem estar. (COSTA 2004; GUIMARÃES 2006) Guimarães em sua pesquisa mostra que foram adotadas algumas abordagens terapêuticas para pacientes com RGE ou com DRGE, ele ainda preconiza 31 a importância de ser transmitida as orientações e segurança aos pais do lactente com regurgitações que ganha peso e se desenvolve adequadamente. Nesses casos de RGE sem DRGE, essa conduta é associada à adoção de algumas medidas de mudança no estilo de vida dessa criança. (GUIMARÃES, 2006) A partir de então ficou evidenciado que o RGE diminui com o avançar da idade ao contrário do DRGE que aumenta com o avançar da idade da criança. E, que em ambos os casos os tipos de medidas e abordagens adotadas no estilo de vida da criança influenciam diretamente na qualidade de vida do neonato e lactente assim como na dos pais no primeiro trimestre de vida da criança que é acometida pelos sinais e sintomas do RGE. E consequentemente observa-se a importância e a necessidade das orientações a serem fornecidas pelo enfermeiro à família de forma completa e acessível. 2° Categoria: Os principais sinais e sintomas do Refluxo Gastroesofágico que acometem os bebês e as crianças: Essa categoria enfoca os sinais e sintomas mais prevalentes nos bebês e nas crianças acometidas pelo refluxo gastroesofágico. No artigo de Boza e colaboradores quando se fala sobre refluxo gastroesofágico enfatiza-se que o diagnóstico é importante, porém em determinadas situações acontecem de forma duvidosa. Nesse estudo os autores apontam que o refluxo gastroesofágico ainda continua causando alta morbimortalidade, o que vem causando uma grande ansiedade nos pais. (BOZA, 2019). Alguns outros fatores como o vômito é muito comum, principalmente nos recém nascidos à termo e pré termo, porém não há como mostrar com segurança que seu efeito é prejudicial, pois os autores relatam que não existe uma maneira ideal de identificar o RGE patológico com certeza; portanto, não há um consenso quanto à eficácia dos medicamentos recomendados. (BOZA, 2019). Benítez e colaboradores corroboram com Boza quando falam sobre a importância da orientação sobre a doença do refluxo gastroesofágico nas crianças, pois ainda apresenta alta morbimortalidade e percebe-se que dentro dos sintomas 32 mais frequentes no refluxo está o vômito que também é denominado regurgitação. (BENÍTEZ 2013; BOZA 2019). Nessa categoria foi visto que os sinais e sintomas apresentados são similares, sendo o vômito e a regurgitação o principal sintoma de apresentação em criança. Eles são comuns e acontecem em virtude da imaturidade de alguns componentes presentes na barreira antirrefluxo. O RGE também pode apresentar perda de apetite, anorexia, irritabilidade, atraso no sono, perda de peso, dor abdominal e choro frequente. (BENÍTEZ, 2013). Os estudos de Boza e Benitez também apontam que no tratamento do RGE, as medidas antirrefluxo são descritas como pilares principais, tais como: adequar o volume e a quantidade de mamadas às necessidades da criança, pois grandes volumes aumentam o relaxamento transitório do esfíncter, evitar certos alimentos, como gordura, frutas cítricas, outras medidas incluem a posição supina a 30 graus, para evitar o risco de morte súbita e recomenda-se também evitar o uso de roupas muito justas e refeições abundantes antes de dormir. (BENÍTEZ 2013; BOZA 2019). Portanto, conclui-se então,que quando o refluxo gastroesofágico continua ocorrendo e segue persistindo, apesar das medidas posturais e dietéticas indicadas, causando sintomas digestivos e extra digestivos, é importante salientar quando é considerado patológico, pois é capaz de causar a doença do refluxo gastroesofágico que traz consequências para o recém-nascido e lactentes. 3° Categoria: Dificuldades encontradas pelos pais na terapêutica de crianças acometidas por Refluxo Gastroesofágico: Cordeiro e colaboradores em seu estudo, apontam que a adesão dos pais ao tratamento das crianças é fundamental para que o resultado das orientações de enfermagem seja bem sucedido. Desse modo, enfatizam as principais dificuldades enfrentadas pelos pais de crianças com refluxo gastroesofágico que são: vômitos frequentes, custo com o tratamento, convívio social prejudicado, perda de peso, padrão de sono prejudicado, dificuldade na adesão ao tratamento e orientações insuficientes. (CORDEIRO, et al, 2014) 33 Com relação aos vômitos, por exemplo, no estudo foi relatado que 75% dos pais sentem dificuldade com manejo e, em relação ao posicionamento, aproximadamente, 20% tiveram problemas. Desta forma, percebe-se como importante se faz uma orientação de enfermagem bem realizada, pois com ela é possível amenizar os sintomas da doença e aumentar a qualidade de vida da criança. (CORDEIRO, et al, 2014) Drent e colaboradores em sua pesquisa, apontam os mesmos sinais e sintomas dificultantes. Por ocorrerem muitos episódios de vômito e regurgitação, a presença de esofagite e pirose é um dos principais fatores associados à recusa alimentar, choro durante as refeições, dificuldade de aceitar o cardápio proposto e rejeição de certas texturas e consistências ocasionando baixo ganho ponderal resultando em baixo peso, como foi relatado no artigo de Cordeiro e colaboradores. (DRENT 2007; CORDEIRO 2014) Em vista disso, percebe-se que crianças acometidas com refluxo gastroesofágico geralmente apresentam muitas dificuldades a serem enfrentadas em seu cotidiano em virtude de toda sintomática advinda da condição da doença. Portanto, é de suma importância uma boa orientação da equipe de saúde quanto ao cuidado adequado dessa criança, tendo em vista, que a partir do momento que conhecimento terapêutico é passado aos pais para que essa criança seja cuidada de forma correta, diminuem-se os sinais e sintomas da doença aumentando a qualidade de vida da criança e sua família. (DRENT, 2007) Portanto nesta categoria evidenciou-se as dificuldades e problemáticas enfrentadas pelos pais acerca da terapêutica e dos cuidados para com bebês e crianças acometidas por refluxo gastroesofágico. Crianças com RGE tendem a chorar mais, dormir menos, ter períodos de sono mais curtos, ficam mais irritadiças e desta forma os pais ficam muito mais desconfortáveis e preocupados, tornando o dia a dia mais cansativo tanto para os pais quanto para a própria criança. A importância na orientação de enfermagem aos pais, de forma devida e acessível, para que os pais entendam e consigam pôr em prática o que lhes foi orientado, diminuindo o impacto de todas essas situações causadas pelos sinais e sintomas do RGE em seu cotidiano. 34 4° Categoria: Intervenções de enfermagem no cuidado ao paciente Pediátrico com doenças de Refluxo Gastroesofágico: Nessa categoria foi focado o cuidado de enfermagem ao paciente pediátrico com doença de refluxo gastresofágico e a importância da orientação de enfermagem para as famílias das crianças com RGE. Cordeiro e colaboradores ao se referirem sobre as dificuldades enfrentadas pelos pais de crianças com refluxo gastresofágico ressaltam a importância do enfermeiro dentro desse âmbito familiar, tal profissional entra como cuidador indispensável e salienta ainda que a adesão dos pais ao tratamento é primordial para que aconteçam resultados positivos. (CORDEIRO, et al, 2014) Pela propriedade da profissão, o enfermeiro pode fazer a diferença quando deixa de lado a abordagem reducionista na doença para abordar o biopsicossocial, trazendo orientações oportunas e adequadas, dando assistência aos pais ou responsáveis das crianças acometidas por esse agravo. (CORDEIRO, et al, 2014) Anaya e seus pesquisadores mostram que o RGE é o evento fisiológico mais frequente durante o primeiro ano de vida e tende a desaparecer aos 18 anos, sendo uma das maiores causas de mortalidade infantil, causando asfixia. (ANAYA, et al, 2014) Nesse sentido é necessário que a equipe de enfermagem que presta assistência a esse tipo de paciente, consulte estudos atualizados e padronizados, baseados em evidências, para tomar decisões que impactem favoravelmente na qualidade de vida dos pacientes com RGE. (ANAYA, 2014) Anaya, Cordeiro e seus contribuintes trazem intervenções e orientações de enfermagem fundamentais para o tratamento, como enfatizar que após a alimentação é necessário a eliminação do ar por meio da eructação (arrotos) e da eliminação dos flatos, para diminuir o risco do refluxo gastroesofágico. Então percebe-se que é importante oferecer uma dieta adequada, preferindo oferecer pequenas quantidades de alimentos com maior frequência. (ANAYA 2014; CORDEIRO 2014) Anaya e seus cooperadores ressaltam que após eliminar o ar, deve-se posicionar a criança em decúbito lateral direito e a cabeceira elevada, pois favorece o 35 esvaziamento gástrico e a motilidade intestinal, diminuindo os episódios de refluxo. Determinados tipos de posicionamento como decúbito ventral ou lateral esquerdo também diminuem os riscos de refluxo, porém esse tipo de posicionamento deve ser utilizado com monitoramento para evitar riscos de broncoaspiração. (ANAYA, et al, 2014) Ainda dentro das intervenções de enfermagem também se utiliza o colchão antirrefluxo (mais grosso na cabeceira do que nos pés) o qual pode ser usado quando disponível. Observa-se que crianças alimentadas exclusivamente com leite materno nos primeiros meses de vida apresentam episódios menores de RGE. É importante também enfatizar a necessidade de trocar as fraldas antes de alimentar a criança e evitar o uso de fraldas apertadas, pois a pressão na região abdominal pode favorecer os sintomas da DRGE. (ANAYA, 2014) Os estudos de Cordeiro e Anaya mostram a importância da intervenção do profissional de enfermagem no cuidado de crianças com DRGE, oferecendo uma boa orientação e acompanhamento constante à família dessa criança para que seja assistida de forma correta, diminuindo consideravelmente os sinais e sintomas da doença com terapêuticas simples, de pouco custo, que se mostram eficazes. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo buscou demonstrar a importância da orientação sobre a doença do refluxo gastroesofágico nos neonatos e lactentes, pois ainda apresenta alto índice de morbimortalidade. Demonstrou-se que os sinais e sintomas apresentados são similares e comuns, eles acontecem na maioria dos casos em virtude da imaturidade de alguns componentes presentes na barreira antirrefluxo. Como exemplo de sinais e sintomas comuns, as crianças apresentam desconforto, irritabilidade, regurgitação recorrente, azia, dor epigástrica, tosse seca, rouquidão, anemia, esofagite, períodos de apneia, asma, pneumonia recorrente associada à respiração, entre outros. 36 Durante o processo de discussão do trabalho foi elucidada a importância do profissional de enfermagem fornecer uma boa orientação e acompanhamento constante à família em relação aos cuidados adequados à criança com refluxo gastroesofágico, tendo em vista, que a partir do momento que esse conhecimento é passado para os pais, diminuem os sinais e sintomas da doença, aumentando a qualidade de vida da criança e consequentemente a qualidade de vida da sua família. É importante salientar que os estudos mostram que o RGE continua sendo o evento fisiológico mais frequente durante o primeiro ano de vida, e as intervenções e orientaçõesde enfermagem se tornam fundamentais para o tratamento adequado do RGE. Este trabalho trouxe novas perspectivas sobre como identificar as dificuldades enfrentadas pelos pais dos neonatos e lactentes acometidos por refluxo gastroesofágico quando trouxe estudos que analisaram a fisiopatologia, o diagnóstico, o tratamento e os cuidados que devem ser realizados para prevenção do refluxo gastroesofágico. O conhecimento do assunto é de extrema importância para o enfermeiro e sua habilidade em realizar intervenções relacionadas as orientações aos pais, pois podem contribuir positivamente na minimização dos sintomas do refluxo gastroesofágico. Este estudo não se encerra aqui, é importante a realização de novos estudos para abordarmos a assistência de enfermagem às crianças com doença do refluxo gastroesofágico. Principalmente em relação aos cuidados de enfermagem, pois existe uma lacuna na literatura em relação a artigos já publicados sobre este assunto que se faz presente na prática dos profissionais de enfermagem. 37 7. REFERÊNCIAS ANAYA, José Antônio Gonzáles. Intervenções de Enfermagem para o cuidado ao paciente pediátrico com doença do refluxo gastroesofágico. Disponível em: http://www.imss.gob.mx/sites/all/statics/guiasclinicas/732GER.pdf Acesso em: 09/2021 BRAZ, Bianca. Diagnóstico da doença do refluxo gastroesofágico em crianças. SanarMed, 2020. Disponível em: https://www.sanarmed.com/diagnostico-da-doenca- do-refluxo-gastroesofagico-em-criancas-colunistas Acesso em: 05/2021 BOZA, Caridad Caballero. Algumas considerações sobre o refluxo gastroesofágico em bebês. Disponível em: http://scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1684-18242019000501259 Acesso em: 09/2021 BENÍTEZ, Carlos Alberto Velasco. Atualização de doença de refluxo Gastroesofágico em crianças. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/3377/337731613007.pdf Acesso em: 09/2021 COCHRAN, J. William. Refluxo gastresofágico em recém-nascidos. Manual MDS. Geisinger Clinic, março de 2021. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt- br/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-gastrointestinais-em-neonatos-e- beb%C3%AAs/refluxo-gastresof%C3%A1gico-em-rec%C3%A9m-nascidos Acesso em: 04/2021 CORSI, Paulo Roberto. Presença de refluxo em pacientes com sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico. Artigos Originais. Rev. Assoc. Med. Bras. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ramb/a/8KSrnszcdJ8DrMCtzzx4zKr/?lang=pt Acesso em: 05/2021 CORDEIRO, Jacqueline Andréia Bernardes Leão. Dificuldades enfrentadas pelos pais de crianças com doença do refluxo gastroesofágico. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ape/a/kkpj75JgSF5NpgLbvyBGHGr/?lang=pt Acesso em: 09/2021 COSTA, Aldo J. F. Prevalência de refluxo gastroesofágico patológico em lactentes regurgitadores. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jped/a/xWZNc8mHk3Cqcmb5xXRhLYH/?lang=pt Acesso em: 09/2021 DARIVA, Bruna. Refluxo em crianças e adolescentes. Amare Pediatria Especializada, 13/07/2018. Disponível em: https://amarepediatria.com.br/blog/refluxo-em-criancas-e-adolescentes/ Acesso em: 05/2021 DRENT, Larissa Vieira. Problemas de alimentação em crianças com doença do refluxo gastroesofágico. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pfono/a/vbvwLg7SGvCdGwxkDZb8YWt/?lang=pt Acesso em: 09/2021 38 FAZBEM. Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), sintomas e tratamentos. Faz Bem – programa de cuidado e apoio ao paciente. 17 de maio de 2021. Disponível em: http://blog.programafazbem.com.br/post/doenca-do-refluxo-gastroesofagico- drge-sintomas-e-tratamento Acesso em: 03/2021 GUIMARÃES, Elizabet Vilar. Tratamento da doença do refluxo gastroesofágico. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jped/a/yvL34VfqrvFFDGqSqjstSfQ/?lang=pt Acesso em: 09/2021 LYNCH, Lee Krystle. Visão Geral das doenças esofágicas e de deglutição. Manual MDS. Perelman School of Medicine at the University of Pennsylvania, 2019. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios- gastrointestinais/doen%C3%A7as-do-es%C3%B4fago-e-da- degluti%C3%A7%C3%A3o/vis%C3%A3o-geral-das-doen%C3%A7as- esof%C3%A1gicas-e-de-degluti%C3%A7%C3%A3o Acesso em: 02/2021 NASI, Ary. Doença do Refluxo gastroesofágico: revisão ampliada. Revisão, Arquivos de Gastroenterologia, Publicado: 2006 Disponível em: https://www.scielo.br/j/ag/a/5pb8QRNNxXXsZKNyGBvKmgD/?lang=pt# Acesso em: 05/2021 NETO, Rodrigo Antônio Brandão Neto. Doença do Refluxo gastroesofágico DRGE. Editorial MedicinaNET. Outubro 2011. Disponível em: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/casos/4233/doenca_do_refluxo_gastreso fagico_drge.htm Acesso em: 05/2021 NORTON, Rocksane C. PENNA, Francisco J. Refluxo Gastroesofágico. Jornal de Pediatria, 2000. ARTIGO DE REVISÃO. Disponível em: http://www.jped.com.br/conteudo/00-76-s218/port.pdf Acesso em: 05/2021 SILVA, Ana Karine da. Refluxo gastroesofágico em bebês: uma proposta de intervenção na estratégia saúde da família. Universidade Federal de Minas Gerais. Faculdade de Medicina. Núcleo de Educação em Saúde Coletiva. Campos Gerais, 2012. 31f.Monografia (Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família). Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/3741.pdf Acesso em: 04/2021 VILLELA, Vania Sonja. Gastroenterologista Infantil da Cruz Azul fala as doenças do aparelho digestivo. Refluxo Gastroesofágico na Infância. Cruz Azul. Disponível em: https://www.cruzazulsp.com.br/refluxo-gastroesofagico-na-infancia/ Acesso em: 06/2021 WANNMACHER, Lenita. Inibidores da bomba de prótons: Indicações racionais. ISSN 1810-0791 Vol. 2, Brasília, Dezembro de 2004 Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/HSE_URM_IBP_1204.pdf Acesso em: 05/2021 39