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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS MACAÉ 
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GISLANA NEVES GUIMARÃES CARNEIRO 
JOÃO GUILHERME LEÃO DA SILVA 
MICHEL BEVITORI NEVES FERRO 
JENNIFER DE MIRANDA MENDES 
 
 
 
 
 
 
REFLUXO GASTROESOFÁGICO E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE DO NEONATO 
E LACTENTE 
 
 
 
 
 
MACAÉ – RJ 
2021 
 
 
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS MACAÉ 
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
 
 
 
 
GISLANA NEVES GUIMARÃES CARNEIRO 
JOÃO GUILHERME LEÃO DA SILVA 
MICHEL BEVITORI NEVES FERRO 
JENNIFER DE MIRANDA MENDES 
 
 
 
 
 
 
REFLUXO GASTROESOFÁGICO E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE DO NEONATO 
E LACTENTE 
 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso – TCC, 
apresentado à Universidade Estácio de Sá, 
Campus Macaé, como exigência parcial à 
obtenção do título de Bacharel em 
Enfermagem. 
Orientador (a): Profª. Drª Ana Claudia Moreira 
Monteiro 
 
 
 
 
MACAÉ - RJ 
2021 
 
 
 CARNEIRO, Gislana N. G.; SILVA, João G. L; FERRO, Michel B. N.; MENDES, 
Jennifer M. 
 Refluxo Gastroesofágico e seus impactos na saúde do neonato e 
lactente 
 Macaé, 2021. 
 
Xf.: il.; 30cm. 
 
 Orientador (a): Profª. Drª Ana Cláudia Moreira Monteiro 
 Trabalho Monográfico (Graduação em Enfermagem) – Universidade Estácio 
de Sá, 2021. 
 
1. Cuidados de Enfermagem. 2. Tratamento. Assistência de 
Enfermagem. 3. Refluxo Gastroesofágico em neonatos e lactentes, 
I. Universidade Estácio de Sá. 
 
 CDD 
000.000 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS MACAÉ 
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
GISLANA NEVES GUIMARÃES CARNEIRO 
JOÃO GUILHERME LEÃO DA SILVA 
MICHEL BEVITORI NEVES FERRO 
JENNIFER DE MIRANDA MENDES 
 
 
REFLUXO GASTROESOFÁGICO E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE DO NEONATO 
E LACTENTE 
 
Trabalho de conclusão de curso – TCC, 
apresentado à Universidade Estácio de Sá de 
Macaé, como requisito parcial para obtenção 
do título de Bacharel em Enfermagem. 
Orientador(a): Profª. Drª. Ana Cláudia Moreira 
Monteiro 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
Presidente da Banca e Orientadora: Profª. Drª Ana Cláudia Moreira Monteiro 
 
 
Prof. Dr. Elisaldo Mendes Cordeiro – 1° examinador Universidade 
Estácio de Sá - Macaé/RJ 
 
 
Enfa. Esp. Maria Elisa Coutinho Nascimento – 2° 
examinadora 
 
 
Enfa. Esp. Patrícia Helena Coelho Sena – Examinadora 
suplente 
 
 
 
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS MACAÉ 
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
 
 
GISLANA NEVES GUIMARÃES CARNEIRO 
JOÃO GUILHERME LEÃO DA SILVA 
MICHEL BEVITORI NEVES FERRO 
JENNIFER DE MIRANDA MENDES 
 
REFLUXO GASTROESOFÁGICO E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE DO NEONATO 
E LACTENTE 
 
AUTORIZAÇÃO PARA DEPÓSITO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
Com base no disposto da Lei Federal nº 9.160, de 19/02/1998, AUTORIZO a 
Universidade Estácio de Sá de Macaé, sem ressarcimento dos direitos autorais, a 
disponibilizar na rede mundial de computadores e permitir a reprodução por meio 
eletrônico ou impresso do texto integral e/ou parcial da OBRA acima citada, para 
fins de leitura e divulgação da produção científica gerada pela Instituição. 
Macaé-RJ, 29/11/2021 
 
----------------------------------------------- 
Gislana Neves Guimarães Carneiro 
 
 ----------------------------------------------- 
Michel Bevitori Neves Ferro 
 
----------------------------------------------- 
João Guilherme Leão da Silva 
 
----------------------------------------------- 
 Jennifer de Miranda Mendes 
 
Declaro que o presente Trabalho de Conclusão de Curso, foi submetido a todas as 
Normas Regimentais da Faculdade Estácio de Sá de Macaé e, nesta data, AUTORIZO 
o depósito da versão final desta monografia bem como o lançamento da nota atribuída 
pela Banca Examinadora. 
 
Macaé-RJ, 29/11/2021 
 
------------------------------------------------------ 
Profª. Drª. Ana Cláudia Moreira Monteiro 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Em primeiro lugar, а Deus por dar-nos infinitas bençãos e oportunidades 
para alcançamos nossos objetivos, durante nossos anos de estudos. Aos 
professores, pelas correções e ensinamentos que nos permitiram apresentar um 
melhor desempenho em nosso processo de formação profissional ao longo do 
curso. Aos amigos e familiares, por todo o apoio e pela ajuda, que muito 
contribuíram para a realização deste trabalho. À instituição de ensino Estácio de Sá, 
que foi essencial em nosso processo de formação profissional, pela dedicação, e 
por tudo o que aprendemos ao longo dos anos do curso. Agradecemos também a 
banca examinadora no nosso estudo na qual se torna primordial a importância de 
membros com expertise para contribuir significativamente nos estudos 
apresentados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
‘'Eu uso a palavra enfermagem na falta de 
uma melhor. Ela tem sido limitada para 
significar pouco mais do que a administração 
de medicamentos e a aplicação de 
emplastros. Ela deve significar o uso 
adequado de ar fresco, luz, calor, limpeza, 
tranquilidade, a seleção adequada e a 
administração de uma dieta - tudo à menor 
despesa de energia vital para o paciente.’’ 
(Florence Nightingale) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GUIMARÃES, Gislana N; LEÃO, João G; NEVES, Michel B. MENDES, Jennifer M. 
Refluxo gastroesofágico e seus impactos na saúde do neonato e lactente. 
Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Enfermagem – Universidade 
Estácio de Sá. Macaé-RJ, 2021 
 
RESUMO 
 
O refluxo gastroesofágico é definido pelo retorno passivo do conteúdo 
gástrico para o esôfago devido à diminuição da função do esfíncter, que é localizado 
entre o esôfago e o estômago sendo mais comum nos primeiros meses de vida, pois 
resulta da imaturidade dos mecanismos de barreira antirrefluxo. Na abordagem do 
refluxo gastroesofágico, a equipe de enfermagem é primordial para tranquilizar os pais 
quanto ao quadro, seja ele fisiológico ou patológico. Esse estudo teve como objeto a 
atuação da equipe de enfermagem e os impactos do refluxo gastroesofágico na saúde 
do neonato e lactente. Questão norteadora: como a equipe de enfermagem pode atuar 
no tratamento e prevenção do refluxo gastroesofágico no neonato e lactente. Objetivo 
Geral: analisar a assistência de enfermagem priorizando a qualidade de vida da 
criança com refluxo gastroesofágico. Objetivos específicos: mostrar como a equipe de 
enfermagem pode minimizar o refluxo gastroesofágico através da orientação do 
posicionamento da criança; demostrar na literatura a assistência da equipe de 
enfermagem às crianças com refluxo gastroesofágico; Trata-se de uma revisão 
narrativa de literatura, onde foi realizado uma pesquisa na BVS nas bases de dados 
LILACS e BDENF, após os critérios de seleção foram selecionados 7 artigos para 
discussão e emergiram quatro categorias: 1° Prevalência e tratamento do refluxo 
gastroesofágico patológico em lactentes regurgitadores; 2° Os principais sinais e 
sintomas do refluxo gastroesofágico que acometem os bebês e as crianças; 3° 
Dificuldades encontradas pelos pais na terapêutica de crianças acometidas por refluxo 
gastroesofágico; 4° Intervenções de enfermagem no cuidado ao paciente Pediátrico 
com doenças de Refluxo Gastresofágico. O conhecimento do assunto é de extrema 
importância para o enfermeiro e sua habilidade em utilizar estratégias relacionadas 
com as orientações dos pais, pois irão contribuir positivamente na minimização dos 
sintomas do refluxo. É fundamental orientar adequadamente os pais sobre a doença, 
enfatizando os sintomas e as complicações decorrentes da alimentação inadequada, 
os cuidados de enfermagem ao recém-nascido são muito importantes, pois auxiliam 
na melhoria da sua condição clínica, incluindo o treinamento dos pais para 
proporcionar um adequado manejo do cuidado à criança com DRGE no ambiente 
familiar. 
Palavras-chave: Cuidados de Enfermagem,Tratamento, Assistência de 
Enfermagem, Refluxo Gastroesofágico em neonatos e lactentes. 
 
 
 
 
 
GUIMARÃES, Gislana N; LEÃO, João G; NEVES, Michel B. MENDES, Jennifer M. 
Gastroesophageal reflux and its impacts on newborn and infant health. Final 
Paper of Undergraduate Nursing Course – Universidad Estácio de Sá - Macaé-RJ, 
2021. 
 
ABSTRACT 
The gastroesophageal reflux is defined as the passive return of gastric 
contents to the esophagus due to decreased sphincter function, which is located 
between the esophagus and the stomach and is more common in the first months of 
life, as it results from the immaturity of the anti-reflux barrier mechanisms. When 
approaching gastro esophageal reflux, the nursing team is essential to reassure 
parents about the condition, whether physiological or pathological. This study had as 
its object the performance of the nursing team and the impacts of gastro esophageal 
reflux on the health of newborns and infants. Guiding question: how the nursing team 
can act in the treatment and prevention of gastro esophageal reflux in newborns and 
infants. General Objective: to analyze nursing care prioritizing the quality of life of 
children with gastro esophageal reflux. Specific objectives: to show how the nursing 
team can minimize gastro esophageal reflux by guiding the child's position; to 
demonstrate in the literature the assistance of the nursing team to children with gastro 
esophageal reflux; This is a narrative literature review, where a search was carried out 
in the VHL in the LILACS and BDENF databases, after the selection criteria, 7 articles 
were selected for discussion and four categories emerged: 1st Prevalence and 
treatment of pathological gastro esophageal reflux in regurgitate infants; 2nd The main 
signs and symptoms of gastro esophageal reflux that affect babies and children; 3rd 
Difficulties encountered by parents in the treatment of children affected by gastro esophageal reflux; 4th Nursing interventions in the care of pediatric patients with gastro 
esophageal reflux diseases. Knowledge of the subject is extremely important for 
nurses and their ability to use strategies related to parental guidance, as they will 
positively contribute to minimizing reflux symptoms. It is essential to properly guide 
parents about the disease, emphasizing the symptoms and complications resulting 
from inadequate nutrition. Nursing care for newborns is very important, as they help to 
improve their clinical condition, including training parents to provide an adequate 
management of care for children with GERD in the family environment. 
Keywords: Nursing Care, Treatment, Nursing Care, Gastro esophageal Reflux in 
Newborns and Infants. 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
BDENF – Base de Dados em Enfermagem 
BVS – Biblioteca Virtual de Saúde 
LILACS – Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde 
RGE – Refluxo Gastroesofágico 
DRGE – Doença do Refluxo Gastroesofágico 
EEI – Esfíncter Esofágico Inferior 
REED – Radiografia de Esôfago, Estômago e Duodeno 
EDA – Endoscopia Digestiva Alta 
IBP – Inibidores da Bomba de Prótons 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE QUADROS 
QUADRO 1 - Diagnóstico diferencial entre o refluxo gastroesofágico e a 
doença do refluxo gastroesofágico.................................. 19 
QUADRO 2 – Diagrama e Prisma-Flow.......... 25 
QUADRO 3 - Quadros de artigos.....................24 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
FIGURA 1- Fisiologia do Refluxo Gastroesofágico ....................... 13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................. 14 
1.1 Objeto de estudo ........................................................................................ 16 
1.2 Questão norteadora ................................................................................... 16 
1.3 Objetivo geral ............................................................................................. 16 
1.4 Objetivos específicos ................................................................................ 17 
1.5 Justificativa e Relevância .......................................................................... 17 
1.6 Contribuição do estudo ............................................................................. 18 
2. REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................. 18 
2.1 Fisiopatologia ............................................................................................. 18 
2.2 Diagnóstico ................................................................................................. 19 
3. TRATAMENTO .................................................................................................. 21 
4. CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM CRIANÇAS COM REFLUXO 
GASTROESOFÁGICO .............................................................................................. 22 
5. METODOLOGIA ................................................................................................ 23 
5.1 Desenho do estudo .................................................................................... 23 
5.2 Processo de Revisão ................................................................................. 24 
6. DISCUSSÃO ......................................................................................................... 30 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 35 
7. REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 37 
 
 
 
14 
1. INTRODUÇÃO 
A motivação do trabalho referente à temática deu-se após vivência por parte 
dos pesquisadores ao lidar com casos de refluxo gastroesofágico em seus âmbitos 
familiares, nesse caso, na época, recém-nascidos. Observando os sinais, sintomas e 
os impactos causados pela doença à saúde e bem-estar dos neonatos, os acadêmicos 
sentiram a necessidade de ampliar seus conhecimentos acerca do tema em questão. 
O refluxo gastroesofágico é definido pelo retorno passivo do conteúdo gástrico 
para o esôfago devido à diminuição da função do esfíncter, que é localizado entre o 
esôfago e o estômago. Tal fenômeno ocorre em circunstâncias fisiológicas ou 
patológicas e, em qualquer indivíduo, seja criança ou adulto. É denominado refluxo 
fisiológico quando esse não está associado a doenças ou complicações, sendo mais 
comum nos primeiros meses de vida, que, consequentemente, causa regurgitações 
e/ou vômitos. O refluxo patológico ou doença do refluxo gastroesofágico é uma 
condição menos comum, possuindo um prognóstico mais grave, além de abordagens 
diagnósticas e terapêuticas diferentes. (MAGALHÃES, 2009). 
O refluxo gastroesofágico é mais comum nos primeiros meses de vida, pois 
resulta da imaturidade dos mecanismos de barreira antirrefluxo. As regurgitações pós-
alimentares surgem entre o nascimento e os quatro meses de idade, apresentando 
resolução espontânea, na maioria dos casos, até um a dois anos de idade. Nesses 
casos o crescimento da criança é normal e não há ocorrência de complicações 
associadas. Foi analisado que a frequência de regurgitações diminui após seis meses 
de idade, coincidindo com a introdução de dieta sólida e adoção de postura mais ereta 
pela criança. Portanto, deve-se suspeitar do refluxo gastroesofágico patológico 
quando os vômitos e regurgitações não melhoram após os seis meses de vida e não 
respondem às medidas posturais e dietéticas. (MAGALHÃES, 2009). 
O Manual do Ministério da Saúde conceitua que a causa mais comum do 
refluxo gastroesofágico nos lactentes é semelhante a que ocorre nas crianças maiores 
e nos adultos com DRGE (Doença do refluxo gastroesofágico), onde o esfíncter 
esofágico inferior (EEI) não consegueimpedir o refluxo do conteúdo gástrico para o 
esôfago. Em vista disso, as causas mais comuns são: alergias alimentares, mais 
frequentemente alergia ao leite integral; alimentação excessiva; posicionamento 
15 
inadequado do bebê durante a amamentação ou deitar essa criança depois de ser 
alimentada, o que faz com que o refluxo aconteça. Uma causa menos comum é a 
gastroparesia (atraso no esvaziamento do estômago), em que o alimento permanece 
no estômago por um maior período, resultando na predisposição ao refluxo. Outra 
causa menos comum de refluxo é a anomalia do trato digestivo. (BRASIL, 2019) 
Figura 1 Refluxo Gastroesofágico 
 
Fonte: Google Imagens 
No entanto, os principais sinais e sintomas e sinais de alerta que indicam 
investigação e tratamento são: vômitos, regurgitação excessiva, déficit de ganho de 
peso, interrupção das mamadas, irritabilidade, distúrbio do sono, choro, recusa 
alimentar, hematêmese (vômitos com sangue de cor acastanhado). Não há nenhum 
sintoma ou grupo de sintomas que diagnosticam a doença do RGE, ou que predizem 
a resposta ao tratamento nos lactentes, porque nesta idade os sintomas não são 
específicos. A confirmação do diagnóstico poderá ser feita de diferentes maneiras 
conforme os sinais de alerta que a criança apresentar. (BRASIL, 2019) 
Na abordagem do refluxo gastroesofágico, a equipe de enfermagem é 
primordial para tranquilizar os pais quanto ao quadro, seja ele fisiológico ou patológico. 
Deve-se compreender o ambiente e as condições de vida da família, orientar quanto 
ao curso da doença, a evolução benigna na maioria das crianças e estar atento a ouvir 
as crenças e temores familiares. (BRASIL, 2019) 
A assistência de enfermagem é importante quando faz essas orientações 
porque facilita o cuidado com a criança ao chegar ao ambiente domiciliar, contribuindo 
para a melhora do seu quadro clínico e, consequentemente, da sua qualidade de vida, 
16 
capacitando os pais através de orientações para melhorar o cuidado com essa 
criança. (BRASIL, 2019) 
Essa equipe explica aos pais o posicionamento correto da criança durante a 
amamentação, o cuidado de colocar essa criança para eructar (arrotar) durante e após 
a alimentação porque o ar deglutido após as mamadas aumenta a pressão gástrica, 
forçando a abertura da válvula esofagiana, favorecendo a regurgitação. Após cada 
mamada, movimentar a criança o mínimo possível para evitar que esse alimento reflua 
de volta para o esôfago e explicar sobre a troca de fraldas que deve ser realizada 
antes da alimentação, porém se não for possível, trocar a fralda com o bebê em 
posição cabeceira elevada pois estando na posição horizontal ele pode regurgitar, 
aspirar ou afogar-se durante a higiene. (CHAVES, SILVA, 2014) 
Pode-se orientar também, a elevação da cabeceira da cama dos bebês, 
lembrando que a posição prona está relacionada com os menores índices de 
episódios de refluxo gastroesofágico. Porém, a posição de decúbito dorsal semi 
lateralizada e decúbito lateral são mais indicadas nesse caso. Portanto, é 
recomendado como posicionamento correto manter a criança em decúbito supino com 
elevação da cabeceira a 30º (15 a 20 cm). (BRASIL, 2019) 
 
1.1 Objeto de estudo 
Atuação da equipe de enfermagem e os impactos do refluxo gastroesofágico 
na saúde do neonato e lactente. 
1.2 Questão norteadora 
Como a equipe de enfermagem pode atuar no tratamento e prevenção do 
refluxo gastroesofágico no neonato e lactente. 
1.3 Objetivo geral 
 
Analisar a assistência de enfermagem priorizando a qualidade de vida da 
criança com refluxo gastroesofágico. 
17 
1.4 Objetivos específicos 
 
Mostrar como a equipe de enfermagem pode minimizar o refluxo 
gastroesofágico através da orientação do posicionamento da criança; 
Demostrar na literatura a assistência da equipe de enfermagem às crianças 
com refluxo gastroesofágico; 
1.5 Justificativa e Relevância 
 
Essa pesquisa se justifica pelo número de crianças acometidas por refluxo 
gastroesofágico que leva a dificuldades de alimentação e de nutrição. 
As crianças com refluxo gastroesofágico sentem demasiada irritabilidade, 
dificultando assim, o seu cuidado tanto pela mãe quanto pela equipe de enfermagem. 
Parte disso se explica pelo fato da criança não saber falar, dificultando a interpretação 
apenas através dos sinais e sintomas apresentados. 
A relevância para a academia: Trazer para os acadêmicos de enfermagem 
mais conhecimento sobre o refluxo gastroesofágico e os cuidados necessários à 
criança, a fim de melhorar sua qualidade de vida e prevenir esse refluxo, contribuindo 
para a assistência de qualidade. 
Relevância para a enfermagem: Trazer novos conhecimentos para a 
enfermagem a fim de contribuir para o diagnóstico do refluxo gastroesofágico e os 
modos de prevenção para melhorar a assistência e os cuidados com as crianças 
durante o refluxo gastroesofágico. 
Trazer para a sociedade conhecimentos acerca do posicionamento correto da 
criança ao ser colocada no leito após a mamada, procedimentos a serem realizados 
pela mãe com finalidade de prevenir o refluxo gastroesofágico, o correto 
posicionamento para eructação após as refeições, oferta de quantitativo necessário 
para alimentação, tendo em vista a não recomendação de oferta alimentícia maior que 
a necessidade fisiológica. 
Orientar a família a como lidar com a criança, sua dieta e os cuidados a serem 
realizadas após a administração da dieta. 
18 
1.6 Contribuição do estudo 
 
Contribuir para a prática profissional, trazendo novos estudos que vão ajudar 
a entender mais sobre o assunto abordado. 
 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
2.1 Fisiopatologia 
 A região esofagogástrica possui estruturas anatômicas que contribuem para 
a barreira antirrefluxo; sendo elas: o esfíncter esofágico inferior (EEI), o ângulo de His, 
o ligamento frenoesofágico, o diafragma crural e a roseta gástrica. O esfíncter inferior 
esofágico tem sua maturação inicialmente nas primeiras semanas de vida intrauterina 
e progride durante todo o primeiro ano de idade da criança. Entretanto, essas 
características tendem a mudar após os três meses de idade em decorrência do 
processo de desenvolvimento. (NORTON; PENA, 2000) 
São comuns vômitos e regurgitações em crianças pequenas, em virtude da 
imaturidade de alguns componentes presentes na barreira antirrefluxo, o que tende a 
melhorar com o avanço da idade. Por volta de 4 a 6 meses de idade é esperado uma 
redução significativa desses episódios de regurgitação e vômitos, acrescentando-se 
a introdução de alguns alimentos mais sólidos e a adoção de postura mais ereta, dada 
pela evolução do desenvolvimento neuropsicomotor. (NORTON; PENA, 2000) 
 É sempre importante lembrar que medidas como postura, correção de erros 
alimentares e estilo de vida devem ser sempre explicados e orientados na abordagem 
de qualquer paciente, seja ele criança ou adulto acometidos por refluxo, fisiopatológico 
ou patológico. (NASI; FILHO; CECCONELLO, 2006) 
O refluxo gastroesofágico ou doença do refluxo envolve as funções do 
esfíncter esofágico inferior, o peristaltismo esofágico e esvaziamento gástrico. A 
pressão do esfíncter esofágico inferior é um elemento presente na barreira 
antirrefluxo, embora sua hipotonia seja a causa infrequente do refluxo. (NORTON; 
PENA, 2000) 
19 
Estudos demonstram que quando o PH permanece menor do que 4 
consequentemente, ocorrem lesões na mucosa esofágica. A presença desse ácido 
gástrico altera as defesas do estômago, desenvolvendo lesões na mucosa. A 
gravidade dos danos tende a aumentar quando existe presença de pepsinas e sais 
biliares no conteúdo gástrico. Os fatores que predispõem o refluxo são: postura 
inadequada, obesidade, tosse crônica, asma e disfunção respiratória, que podem 
levar ao aumento da pressão intra-abdominal e disfunção do esfíncter esofágico 
inferior que ocasionam o DRGE, alergias alimentares como alergia ao leite. 
(NORTON; PENA, 2000) 
O refluxo gastroesofágico pode, futuramente,causar doença respiratória 
crônica através de três mecanismos existentes: aspiração de quantidade significativa 
de conteúdo gástrico para as vias aéreas superiores e pulmões causando pneumonias 
de aspiração; aspiração de pequenas quantidades do conteúdo gástrico ocasionando 
reação inflamatória secundária e acidificação intratraqueal que, por estímulo de 
terminações nervosas, pode desencadear broncoespasmo. (BRASIL, 2019) 
 
2.2 Diagnóstico 
 
O diagnóstico de refluxo gastroesofágico deve começar pela elaboração da 
história clínica completa, sendo que a história clínica dessas regurgitações em 
crianças de baixa idade, não obtendo outras queixas e sem alterações significativas 
aos exames, sugere o diagnóstico de DRGE fisiológico. Nesses casos, exames 
complementares não são necessários, sendo recomendado o acompanhamento 
clínico. (NORTON; PENA, 2000) 
Em contrapartida, quando ocorrem sinais e sintomas como dor abdominal, 
irritabilidade e choro frequente durante a alimentação, bem como ingestão diminuída, 
dificuldade em ganhar peso, fraqueza, sangramentos digestivos acompanhados de 
anemia de difícil controle, entre outros podem ser manifestações do refluxo 
gastroesofágico patológico e merecem investigação mais detalhada. (GUIMARÃES, 
2006) 
20 
Nesses casos os exames complementares realizados para a confirmação do 
diagnóstico do refluxo gastroesofágico patológico são: 
Radiografia de esôfago, estômago e duodeno (REED), neste as imagens são 
obtidas através do raios-X a fim de detectar alterações morfológicas e funcionais do 
trato digestivo alto. (BRAZ, 2020); 
Cintilografia gastroesofágica, utilizada para a avaliação do tempo de 
esvaziamento gástrico, pesquisa de aspiração pulmonar e detecção de refluxo 
gastroesofágico; é útil em pacientes intolerantes à pHmetria. (BRAZ, 2020); 
A ultrassonografia esofagogástrica pode ser capaz de contribuir para a 
avaliação de aspectos anatômicos e funcionais, quando necessário, e auxilia no 
diagnóstico diferencial com estenose hipertrófica de piloro. (BRAZ, 2020) 
Já a pHmetria esofágica é um exame que tem por finalidade detectar e 
caracterizar o fenômeno do refluxo gastroesofágico através da medida da acidez (pH) 
no esôfago. (SALLES, 2013). 
Quadro 1 - Diagnóstico diferencial entre o refluxo gastroesofágico fisiológico e a doença 
do refluxo gastroesofágico: 
Refluxo Gastroesofágico Fisiológico Doença do Refluxo Gastroesofágico 
• Regurgitações frequentes • Regurgitações variáveis 
• Vômitos esporádicos • Vômitos frequentes 
• Boa aceitação alimentar • Dificuldade alimentar 
• Crescimento pondero - estatural adequado • Crescimento pondero – estatural inadequado 
• Tendência a resolução espontânea • Sinais e sintomas: Dor abdominal, irritabilidade, choro frequente, tosse crônica, rouquidão. 
Fonte: NOGUEIRA (2010) 
Desse modo, pode-se avaliar, durante 24 horas, os episódios de RGE ácido 
e correlacioná-los com sinais e sintomas. Refluxos com baixa acidez não são 
detectados, o que pode reduzir a sensibilidade do exame, sobretudo para lactentes. 
(BRAZ, 2020) 
21 
É importante ressaltar que a investigação da DRGE, durante o período 
neonatal tem uma importância significativa, já que essa comorbidade pode ocasionar 
sintomas graves em recém-nascidos, sobretudo nos prematuros, sendo eles: vômitos, 
crises de apneia, bradicardia e cianose. (BRASIL, 2019) 
É solicitado como o primeiro exame na suspeita de DRGE a endoscopia 
digestiva alta (EDA), onde se avalia mucosa esofágica, a presença de hérnia hiatal e 
investiga-se outras afecções presentes do tudo digestivo superior. (CORSI et al., 
2007) 
 
3. TRATAMENTO 
 
O tratamento clínico tem como objetivo o alívio dos sintomas e a prevenção 
de recidivas e complicações. Do ponto de vista prático, é recomendado reduzir o 
potencial agressivo do conteúdo gástrico, o que minimiza a agressão representada 
pelo ácido clorídrico do suco gástrico. Pode-se classificar o tratamento em medidas 
comportamentais e farmacológicas, que devem ser implementadas simultaneamente. 
(NASI; FILHO; CECCONELLO, 2006) 
O grupo dos lactentes possui um pouco mais de dificuldade nesse manejo, 
pois nessa faixa etária os sinais e sintomas podem sugerir diversas outras alterações. 
Quando a criança tem regurgitação frequente, está na curva de crescimento 
adequado para idade, possui seu desenvolvimento neuropsicomotor adequado e não 
tem nenhum sinal e sintoma de alerta, o diagnóstico é de refluxo gastroesofágico 
fisiológico, que é uma alteração por conta da imaturidade do tubo digestório. (BRASIL, 
2019) 
Algumas medidas gerais são implementadas no manejo desse tratamento, 
como, por exemplo, a orientação aos pais, na qual podem ser feitas recomendações 
dietéticas como orientar uma adequada amamentação, evitando a superalimentação, 
pois pode acontecer de gerar um ciclo vicioso; postura indicada pela equipe de 
enfermagem, que é manter o bebê na posição vertical, tanto na hora da mamada 
22 
quanto depois, sempre colocando o bebê para arrotar após cada mamada. (BRASIL, 
2014) 
O tratamento por ser clínico, possui medidas comportamentais e 
farmacológicas e, no caso de complicações, tratamento endoscópico e cirúrgico, 
podendo ser necessário em pacientes com sintomas crônicos e que não respondem 
satisfatoriamente ao tratamento medicamentoso. (NETO, 2011) 
Caso alterações na alimentação e no posicionamento não controlem os 
sintomas de refluxo, é orientado o uso de alguns fármacos. Alguns dos medicamentos 
para o refluxo que estão disponíveis: os que neutralizam o ácido, os que suprimem a 
produção de ácido e os que melhoram os movimentos do trato digestivo. (BRASIL, 
2019) 
Antiácidos são medicamentos que neutralizam o ácido estomacal, atuando 
rápido no alívio de sintomas como azia. Os procinéticos aumentam a pressão do 
esfíncter esofágico inferior, estimulando o peristaltismo esofágico e o esvaziamento 
gástrico. A Bromoprida é a 1ª opção no tratamento do refluxo gastroesofágico, ele é 
antagonista central e periférico da dopamina, metabolizada no fígado, excretada na 
urina. E os Inibidores da bomba de prótons (IBP) conhecidos como, lansoprazom, 
pantoprazol, rabeprazol e esomeprazol são drogas que reduzem a secreção de ácido 
clorídrico em cerca de 90%, melhorando a proteção da barreira mucosa pelo aumento 
da produção de muco e do fluxo sanguíneo na mucosa gástrica. (WANNMACHER, 
2004) 
 
4. CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM CRIANÇAS COM REFLUXO 
GASTROESOFÁGICO 
 
A equipe de enfermagem possui uma importante atuação, tanto no 
diagnóstico como no tratamento do refluxo gastroesofágico. Essa equipe possui o 
papel fundamental de manter os pais informados de todo o processo terapêutico a ser 
realizado, de possíveis complicações e, principalmente, as maneiras de corrigir e 
minimizar essa situação. (CHAVES, SILVA, 2014). 
23 
É de suma importância a assistência de enfermagem fornecer uma orientação 
adequada aos pais sobre o que é o refluxo gastroesofágico, dando ênfase nos 
sintomas advindos de dietas inadequadas que desencadeiam possíveis 
complicações. (CHAVES, SILVA, 2014) 
Algumas orientações como o intervalo maior entre as refeições, ou seja, 
proporcionar uma alimentação fracionada (volumes pequenos, várias vezes ao dia); o 
manuseio e o posicionamento adequado após a oferta de dieta, na qual se mantém o 
RN, manter a cabeceira elevada a 30 graus. (CHAVES, SILVA, 2014) 
Se na dieta dessa criança já é oferecida alimentos, evitar que esses alimentos 
sejam gordurosos, dispensar frutas cítricas para que não ocorra o aumento da acidez 
gástrica e diminuição do tônus do esfíncter esofagiano inferior (EEI). (NORTON; 
PENNA, 2000) 
Evitar o uso de roupas apertadas, orientar o uso correto da mamadeira, 
devendo ficar sempre bem levantada, de forma que a região do bico esteja sempre 
preenchida totalmente, aguardar 30 minutos após as refeições antes de deitar o bebê 
e observar alterações significativas no padrão respiratório. (MEDEIROS; BERNARDI, 
2011) 
A assistência de enfermagemprestada aos RNs contribui para a melhora do 
seu quadro clínico, envolvendo a capacitação dos pais para o melhor e mais adequado 
manejo dos cuidados prestados a essa criança com DRGE no âmbito familiar. 
(CHAVES, SILVA, 2014) 
 
5. METODOLOGIA 
 
5.1 Desenho do estudo 
Está na linha de pesquisa cuidar no processo saúde e doença e área 
predominante saúde da criança e adolescente. Trata-se de uma revisão narrativa de 
literatura, que é o método de pesquisa que realiza a busca, a avaliação e a síntese de 
estudos publicados sobre um determinado tema de forma sistemática. Este tipo de 
estudo é estruturado baseado nas seguintes etapas procedimentais: formulação da 
24 
questão norteadora; busca de estudos relacionados ao tema nas bases de dados 
eletrônicas; aplicação de critério de inclusão e exclusão para a seleção da amostra; e 
posterior categorização, discussão, interpretação e síntese do conhecimento 
evidenciado nos artigos selecionados. (MENDES, 2008) 
A pesquisa foi realizada entre os meses de abril até novembro de 2021, na 
qual foram selecionados artigos publicados entre os anos de 2010 a 2020, que 
abordavam o tema “Refluxo Gastroesofágico’’ ‘’Criança” ‘’Cuidados de Enfermagem’’. 
5.2 Processo de Revisão 
 
Para compor a discussão e o embasamento teórico da pesquisa, a busca 
pelos artigos foi realizada numa pesquisa na plataforma da Biblioteca virtual em saúde 
em duas bases de dados, a saber: LILACS e BDENF. Os estudos foram selecionados 
de acordo com a aproximação do título deles com o tema central deste trabalho. Para 
tanto, foram escolhidos os descritores em ‘’Refluxo Gastroesofágico, Criança, 
Cuidados”. 
A seguir apresentam-se os dados encontrados na BVS–Enfermagem com 
a busca dos descritores isolados. 
Tabela 1 – Levantamento dos artigos através da BVS 
DESCRITORES LILACS BDENF 
Refluxo Gastroesofágico 1109 2 
Criança 114419 5491 
Cuidados 84794 16513 
Fonte: Biblioteca Virtual de Saúde – Enfermagem (BVS) 
 
Os dados foram obtidos através da Biblioteca Virtual de Saúde – Enfermagem, 
utilizando as bases de dados LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em 
Ciências da Saúde) e BDENF (Base de Dados de Enfermagem), com os descritores 
de ‘’Refluxo Gastroesofágico’’, ‘’Criança” e ‘’Cuidados’’. Essas bases de dados foram 
escolhidas por apresentarem o maior número de artigos e terem maior relevância com 
o tema em questão. 
 
25 
Tabela 2 – Cruzamento dos Descritores 
DESCRITORES LILACS BDENF 
Refluxo Gastroesofágico AND 
Criança 
248 1 
Fonte: Biblioteca Virtual de Saúde – Enfermagem (BVS) 
Para refinar a busca da pesquisa foi realizado um primeiro cruzamento dos 
descritores com o uso de booleano AND. Sendo encontrado no cruzamento ‘’ Refluxo 
Gastroesofágico’’ AND ‘’Criança’’ 248 artigos na base LILACS e 1 na base BDENF. 
Tabela 3 – Cruzamento dos Descritores 
DESCRITORES LILACS BDENF 
Refluxo Gastroesofágico AND 
Cuidados 
27 2 
Fonte: Biblioteca Virtual de Saúde – Enfermagem (BVS) 
Para um novo refinamento da busca foi realizado um segundo cruzamento 
dos descritores com o uso de booleano AND. Sendo encontrado no cruzamento ‘’ 
Refluxo Gastroesofágico’’ AND “Cuidados’’ 27 artigos na base LILACS e 2 na base 
BDENF. 
Tabela 4 – Cruzamento dos Descritores 
DESCRITORES LILACS BDENF 
Criança AND Cuidados 14397 2538 
Fonte: Biblioteca Virtual de Saúde – Enfermagem (BVS) 
Devido ao grande número de artigos encontrados, foi realizado um segundo 
cruzamento dos descritores com o uso de booleano AND. Sendo encontrado no 
cruzamento ‘’Criança’’ AND ‘’Cuidados’’ 14397 artigos na base LILACS e 2538 na 
base BDENF. 
Tabela 5 – Cruzamento dos Descritores 
DESCRITORES LILACS BDENF 
Refluxo Gastroesofágico AND 
Criança AND Cuidados 
7 0 
Fonte: Biblioteca Virtual de Saúde – Enfermagem (BVS) 
Por último, a busca foi realizada com os três descritores em trios com filtros: 
Refluxo Gastroesofágico AND Criança AND Cuidados: 7 artigos na base LILACS e 0 
na base BDENF. 
26 
Quadro 2 – Diagrama – Agosto 2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Busca de descritores individuais através da BVS com filtros: 
Refluxo Gastroesofágico: LILACS: 1.109, BDENF: 2 
Criança: LILACS: 114.419, BDENF: 5.491 
Cuidados: LILACS: 84.794, BDENF: 16.513 
 
 Busca de descritores em duplas com filtros: 
 Refluxo Gastroesofágico AND Criança LILACS: 248, BDENF: 1 
 Refluxo Gastroesofágico AND Cuidados: LILACS: 27, BDENF: 2 
 Criança AND Cuidados: LILACS: 14.397, BDENF: 2.538 
 
 Busca de descritores em trios com filtros: 
 Refluxo Gastroesofágico AND Criança AND Cuidados: 
BDENF: 0 LILACS: 7. 
27 
RESULTADOS DA PESQISA: PRISMA-FLOW – Agosto de 2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Busca na BVS com os descritores isolados 
BDENF: 
Refluxo Gastroesofágico: 2 
Criança: 5.491 
Cuidados: 16.513 
Busca na BVS com os descritores 
isolados 
LILACS: 
Refluxo Gastroesofágico: 1.109 
Criança: 114.419 
Cuidados: 84.794 
Introdução 
Triagem 
Critérios de seleção na BVS: artigos com adesão à 
temática, recorte temporal de 16 anos (2004 - 2020), idioma 
português. 
Critérios de exclusão na BVS: artigos fora da temática 
abordada, idiomas inglês e alemão, não se aplica ao recorte 
temporal e artigos em repetição nas bases. 
Cruzamento com descritores em 
Dupla: 
Refluxo Gastroesofágico AND Criança: LILACS: 248, BDENF: 1 
Refluxo Gastroesofágico AND 
Cuidados: LILACS: 27, BDENF: 2 
Criança AND Cuidados: LILACS: 
14.397, BDENF: 2.538 
Cruzamento de descritores em Trio: 
Refluxo Gastroesofágico AND Criança AND Cuidados: LILACS: 7, BDENF: 0 
Elegibilidade 
Soma dos artigos 
com os descritores 
isolados: 
LILACS: 200.322 
BDENF: 22.006 
Artigos excluídos 
após triagem: 
LILACS: 185.328 
BDENF: 197.459 
Artigos elegíveis 
nos critérios de 
seleção: 
LILACS: 7 
28 
RESULTADOS DA PESQUISA: após os critérios de seleção da revisão 
narrativa da literatura, foram selecionados 7 artigos para discussão como será 
apresentado a seguir: 
Nº AUTOR REVISTA FONTE TÍTULO SÍNTESE CONCLUSÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
ANAYA, 
et al, 
2014 
 
Instituto Mexicano 
del Seguro Social 
 
LILACS Intervenções de 
Enfermagem 
para o cuidado 
ao paciente 
pediátrico com 
doença do 
refluxo 
gastroesofágico. 
 
Estabelecer uma 
referência para 
orientar a obtenção 
de decisões clínicas 
baseadas em 
recomendações 
apoiadas nas 
melhores 
evidências 
disponíveis. 
 
Uma das causas mais 
frequentes de morte até 18 
meses é asfixia, segundo a 
Organização Mundial da 
Saúde, a cada ano entre 20 
e 30 mil crianças morrem 
classificadas como mortes 
no berço. Para isso é 
necessário que a equipe de 
enfermagem que presta 
assistência a este tipo dos 
pacientes, têm 
conhecimento atualizado e 
padronizado com base em 
evidências, tomar decisões 
que impactam 
favoravelmente na qualidade 
de vida do paciente com 
refluxo gastroesofágico. 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Cordeiro, 
et al, 
2014 
Acta Paulista de 
Enfermagem, 2014 
LILACS Dificuldades 
enfrentadas 
pelos pais de 
crianças com 
doença do 
refluxo 
gastroesofágico. 
Identificar as 
dificuldades 
enfrentadas pelos 
pais de crianças 
com doença do 
refluxo 
gastroesofágico. 
As dificuldades enfrentadas 
pelos pais de crianças com 
refluxo gastroesofágico 
foram representadas pelas 
seguintes categorias: 
vômitos frequentes, custo 
com o tratamento, convívio 
social prejudicado, perda de 
peso, sono prejudicado, 
dificuldade na adesão ao 
tratamento, orientações 
insuficientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Boza, et 
al, 2019 
Rev. Med. 
Electrón, 2019 
volume: 41 
 
LILACS Algumas 
considerações 
sobre o refluxo 
gastroesofágico 
em bebês. 
A regurgitação é 
interpretada como a 
passagem sem 
esforço e sem 
projéteis do 
conteúdo gástrico 
para a faringe ou 
boca. A 
regurgitação é a 
apresentação mais 
comum de RGE na 
infância associada a 
episódios 
ocasionais de 
vômito. 
Atualmente, o RGE é sob 
diagnosticadoe, portanto, 
drogas de utilidade duvidosa 
têm sido abusadas. O 
vômito é muito comum em 
recém-nascidos a termo e 
pré-termo, mas não há como 
mostrar com segurança que 
seu efeito é prejudicial. Não 
existe uma maneira ideal de 
identificar RGE patológico 
com certeza; portanto, não 
há consenso quanto à 
utilidade dos medicamentos 
recomendados. 
 
 
29 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
Benítez, 
et al, 2013 
Revista 
Colombiana de 
Gastroenterologia 
LILACS Atualização de 
doença de 
refluxo 
Gastroesofágico 
em crianças. 
 
Realizar uma 
atualização 
sobre DRGE em 
crianças com base 
nos artigos 
publicados no 
nos últimos cinco 
anos. 
 
Nos últimos dez anos, a 
Doença do Refluxo 
Gastroesofágico (DRGE) não 
apresentou muitas variações 
em sua definição. No 
entanto, continua causando 
alta morbimortalidade. 
Provavelmente, de forma 
prática, pode-se dizer que 
RGE fisiológico não 
patológico geralmente 
é acompanhada de 
regurgitação e, na DRGE, 
seu principal sintoma 
manifesto é o vômito. 
 
 
 
 
 
5 
Drent, et 
al, 2007 
Pró-Fono 
Revista de 
Atualização 
Científica 
LILACS Problemas de 
alimentação em 
crianças com 
doença do 
refluxo 
gastroesofágico. 
 
verificar a 
ocorrência de 
problemas de 
alimentação em 
pacientes com 
DRGE definida pelo 
exame de pHmetria 
esofágica de 24 
horas. 
Crianças com DRGE 
apresentam maior 
prevalência de problemas 
alimentares de ordem 
comportamental e 
estomatognática quando 
comparadas a crianças 
saudáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
Guimarãe
s, et al, 
2006 
Jornal de 
Pediatria, 2006 
volume: 82 
LILACS Tratamento da 
doença do 
refluxo 
gastroesofágico. 
 
Rever a literatura 
sobre tratamento 
da doença do 
refluxo 
gastroesofágico 
(DRGE) com 
ênfase nos 
aspectos 
farmacológicos. 
Identificar 
particularidades do 
tratamento 
farmacológico nas 
manifestações 
esofágicas e extra-
esofágicas da 
doença. 
As condutas propostas para 
o tratamento farmacológico 
da DRGE na criança são 
oriundas principalmente de 
estudos de séries de casos 
ou de estudos em adultos. 
Existem poucos estudos 
controlados e randomizados 
em crianças. A realização de 
um número maior desses 
estudos poderá reafirmar ou 
introduzir novos aspectos 
nas condutas propostas. 
 
 
 
 
7 
Costa, et 
al, 2004 
Jornal de 
Pediatria, 2004 
volume: 80 
LILACS Prevalência de 
refluxo 
gastroesofágico 
patológico em 
lactentes 
regurgitadores. 
 
Determinar a 
prevalência do 
refluxo 
gastroesofágico 
patológico em um 
grupo de lactentes 
utilizando um 
critério clínico 
baseado no Critério 
de Roma II. 
A prevalência de refluxo 
gastroesofágico patológico 
foi semelhante a dados 
encontrados na literatura, 
predominando, portanto, os 
portadores de regurgitação 
infantil. 
 
 
30 
6. DISCUSSÃO 
 
Durante o processo de construção desse trabalho, foram selecionados 07 
artigos para discussão, de onde emergiram quatro categorias, que serão 
apresentadas a seguir: 
1° Categoria: Prevalência e tratamento do Refluxo Gastroesofágico 
patológico em lactentes regurgitadores: 
Em 2004 a prevalência do refluxo gastroesofágico era muito alta, porém foi 
observado que a prevalência diminui com o avançar da idade, caracterizando um 
curso benigno para o problema, ao contrário do que se observa para a DRGE, cuja 
prevalência aumenta ao avançar da idade. (COSTA, 2004) 
Ainda segundo Costa, o número elevado de crianças com episódios 
frequentes de regurgitação nos dois primeiros trimestres de vida pode ser uma 
consequência do desmame precoce e da introdução alimentar artificial, uma vez que 
o volume oferecido é imposto pelos pais e não necessariamente controlado pela 
criança. Algumas medidas como o intervalo pequeno entre as refeições, o 
posicionamento e manuseio inadequado da criança no período pós-prandial podem 
contribuir para a presença do RGE. (COSTA, 2004) 
Apesar de tudo isso que foi falado anteriormente, ainda existe uma grande 
prevalência de RGE em várias regiões do mundo. Alguns estudos mostram que 50% 
dos lactentes entre 0-3 meses apresentam pelo menos 1 regurgitação/dia, que atinge 
67% aos 4-6 meses e declina para 21% aos 7-9 meses e apenas 5% permanecem 
com regurgitação aos 10-12 meses. (COSTA, 2004) 
Assim como Costa, Guimarães concluiu que o tratamento da RGE visa a 
melhoria da qualidade de vida nos primeiros anos de vida e apresenta potencial 
impacto positivo na vida adulta, por isso é de alta importância a necessidade do RGE 
ser diagnosticado e tratado precocemente, para que essa criança tenha uma 
qualidade de vida e bem estar. (COSTA 2004; GUIMARÃES 2006) 
Guimarães em sua pesquisa mostra que foram adotadas algumas 
abordagens terapêuticas para pacientes com RGE ou com DRGE, ele ainda preconiza 
31 
a importância de ser transmitida as orientações e segurança aos pais do lactente com 
regurgitações que ganha peso e se desenvolve adequadamente. Nesses casos de 
RGE sem DRGE, essa conduta é associada à adoção de algumas medidas de 
mudança no estilo de vida dessa criança. (GUIMARÃES, 2006) 
 A partir de então ficou evidenciado que o RGE diminui com o avançar da idade 
ao contrário do DRGE que aumenta com o avançar da idade da criança. E, que em 
ambos os casos os tipos de medidas e abordagens adotadas no estilo de vida da 
criança influenciam diretamente na qualidade de vida do neonato e lactente assim 
como na dos pais no primeiro trimestre de vida da criança que é acometida pelos 
sinais e sintomas do RGE. E consequentemente observa-se a importância e a 
necessidade das orientações a serem fornecidas pelo enfermeiro à família de forma 
completa e acessível. 
2° Categoria: Os principais sinais e sintomas do Refluxo 
Gastroesofágico que acometem os bebês e as crianças: 
Essa categoria enfoca os sinais e sintomas mais prevalentes nos bebês e 
nas crianças acometidas pelo refluxo gastroesofágico. 
No artigo de Boza e colaboradores quando se fala sobre refluxo 
gastroesofágico enfatiza-se que o diagnóstico é importante, porém em determinadas 
situações acontecem de forma duvidosa. Nesse estudo os autores apontam que o 
refluxo gastroesofágico ainda continua causando alta morbimortalidade, o que vem 
causando uma grande ansiedade nos pais. (BOZA, 2019). 
Alguns outros fatores como o vômito é muito comum, principalmente nos 
recém nascidos à termo e pré termo, porém não há como mostrar com segurança que 
seu efeito é prejudicial, pois os autores relatam que não existe uma maneira ideal de 
identificar o RGE patológico com certeza; portanto, não há um consenso quanto à 
eficácia dos medicamentos recomendados. (BOZA, 2019). 
Benítez e colaboradores corroboram com Boza quando falam sobre a 
importância da orientação sobre a doença do refluxo gastroesofágico nas crianças, 
pois ainda apresenta alta morbimortalidade e percebe-se que dentro dos sintomas 
32 
mais frequentes no refluxo está o vômito que também é denominado regurgitação. 
(BENÍTEZ 2013; BOZA 2019). 
Nessa categoria foi visto que os sinais e sintomas apresentados são 
similares, sendo o vômito e a regurgitação o principal sintoma de apresentação em 
criança. Eles são comuns e acontecem em virtude da imaturidade de alguns 
componentes presentes na barreira antirrefluxo. O RGE também pode apresentar 
perda de apetite, anorexia, irritabilidade, atraso no sono, perda de peso, dor abdominal 
e choro frequente. (BENÍTEZ, 2013). 
Os estudos de Boza e Benitez também apontam que no tratamento do 
RGE, as medidas antirrefluxo são descritas como pilares principais, tais como: 
adequar o volume e a quantidade de mamadas às necessidades da criança, pois 
grandes volumes aumentam o relaxamento transitório do esfíncter, evitar certos 
alimentos, como gordura, frutas cítricas, outras medidas incluem a posição supina a 
30 graus, para evitar o risco de morte súbita e recomenda-se também evitar o uso de 
roupas muito justas e refeições abundantes antes de dormir. (BENÍTEZ 2013; BOZA 
2019). 
Portanto, conclui-se então,que quando o refluxo gastroesofágico continua 
ocorrendo e segue persistindo, apesar das medidas posturais e dietéticas indicadas, 
causando sintomas digestivos e extra digestivos, é importante salientar quando é 
considerado patológico, pois é capaz de causar a doença do refluxo gastroesofágico 
que traz consequências para o recém-nascido e lactentes. 
3° Categoria: Dificuldades encontradas pelos pais na terapêutica de 
crianças acometidas por Refluxo Gastroesofágico: 
Cordeiro e colaboradores em seu estudo, apontam que a adesão dos pais 
ao tratamento das crianças é fundamental para que o resultado das orientações de 
enfermagem seja bem sucedido. Desse modo, enfatizam as principais dificuldades 
enfrentadas pelos pais de crianças com refluxo gastroesofágico que são: vômitos 
frequentes, custo com o tratamento, convívio social prejudicado, perda de peso, 
padrão de sono prejudicado, dificuldade na adesão ao tratamento e orientações 
insuficientes. (CORDEIRO, et al, 2014) 
33 
Com relação aos vômitos, por exemplo, no estudo foi relatado que 75% dos 
pais sentem dificuldade com manejo e, em relação ao posicionamento, 
aproximadamente, 20% tiveram problemas. Desta forma, percebe-se como importante 
se faz uma orientação de enfermagem bem realizada, pois com ela é possível 
amenizar os sintomas da doença e aumentar a qualidade de vida da criança. 
(CORDEIRO, et al, 2014) 
Drent e colaboradores em sua pesquisa, apontam os mesmos sinais e 
sintomas dificultantes. Por ocorrerem muitos episódios de vômito e regurgitação, a 
presença de esofagite e pirose é um dos principais fatores associados à recusa 
alimentar, choro durante as refeições, dificuldade de aceitar o cardápio proposto e 
rejeição de certas texturas e consistências ocasionando baixo ganho ponderal 
resultando em baixo peso, como foi relatado no artigo de Cordeiro e colaboradores. 
(DRENT 2007; CORDEIRO 2014) 
Em vista disso, percebe-se que crianças acometidas com refluxo 
gastroesofágico geralmente apresentam muitas dificuldades a serem enfrentadas em 
seu cotidiano em virtude de toda sintomática advinda da condição da doença. 
Portanto, é de suma importância uma boa orientação da equipe de saúde quanto ao 
cuidado adequado dessa criança, tendo em vista, que a partir do momento que 
conhecimento terapêutico é passado aos pais para que essa criança seja cuidada de 
forma correta, diminuem-se os sinais e sintomas da doença aumentando a qualidade 
de vida da criança e sua família. (DRENT, 2007) 
Portanto nesta categoria evidenciou-se as dificuldades e problemáticas 
enfrentadas pelos pais acerca da terapêutica e dos cuidados para com bebês e 
crianças acometidas por refluxo gastroesofágico. Crianças com RGE tendem a chorar 
mais, dormir menos, ter períodos de sono mais curtos, ficam mais irritadiças e desta 
forma os pais ficam muito mais desconfortáveis e preocupados, tornando o dia a dia 
mais cansativo tanto para os pais quanto para a própria criança. 
A importância na orientação de enfermagem aos pais, de forma devida e 
acessível, para que os pais entendam e consigam pôr em prática o que lhes foi 
orientado, diminuindo o impacto de todas essas situações causadas pelos sinais e 
sintomas do RGE em seu cotidiano. 
34 
4° Categoria: Intervenções de enfermagem no cuidado ao paciente 
Pediátrico com doenças de Refluxo Gastroesofágico: 
Nessa categoria foi focado o cuidado de enfermagem ao paciente 
pediátrico com doença de refluxo gastresofágico e a importância da orientação de 
enfermagem para as famílias das crianças com RGE. 
Cordeiro e colaboradores ao se referirem sobre as dificuldades enfrentadas 
pelos pais de crianças com refluxo gastresofágico ressaltam a importância do 
enfermeiro dentro desse âmbito familiar, tal profissional entra como cuidador 
indispensável e salienta ainda que a adesão dos pais ao tratamento é primordial para 
que aconteçam resultados positivos. (CORDEIRO, et al, 2014) 
Pela propriedade da profissão, o enfermeiro pode fazer a diferença quando 
deixa de lado a abordagem reducionista na doença para abordar o biopsicossocial, 
trazendo orientações oportunas e adequadas, dando assistência aos pais ou 
responsáveis das crianças acometidas por esse agravo. (CORDEIRO, et al, 2014) 
Anaya e seus pesquisadores mostram que o RGE é o evento fisiológico 
mais frequente durante o primeiro ano de vida e tende a desaparecer aos 18 anos, 
sendo uma das maiores causas de mortalidade infantil, causando asfixia. (ANAYA, et 
al, 2014) 
Nesse sentido é necessário que a equipe de enfermagem que presta 
assistência a esse tipo de paciente, consulte estudos atualizados e padronizados, 
baseados em evidências, para tomar decisões que impactem favoravelmente na 
qualidade de vida dos pacientes com RGE. (ANAYA, 2014) 
Anaya, Cordeiro e seus contribuintes trazem intervenções e orientações de 
enfermagem fundamentais para o tratamento, como enfatizar que após a alimentação 
é necessário a eliminação do ar por meio da eructação (arrotos) e da eliminação dos 
flatos, para diminuir o risco do refluxo gastroesofágico. Então percebe-se que é 
importante oferecer uma dieta adequada, preferindo oferecer pequenas quantidades 
de alimentos com maior frequência. (ANAYA 2014; CORDEIRO 2014) 
Anaya e seus cooperadores ressaltam que após eliminar o ar, deve-se 
posicionar a criança em decúbito lateral direito e a cabeceira elevada, pois favorece o 
35 
esvaziamento gástrico e a motilidade intestinal, diminuindo os episódios de refluxo. 
Determinados tipos de posicionamento como decúbito ventral ou lateral esquerdo 
também diminuem os riscos de refluxo, porém esse tipo de posicionamento deve ser 
utilizado com monitoramento para evitar riscos de broncoaspiração. (ANAYA, et al, 
2014) 
Ainda dentro das intervenções de enfermagem também se utiliza o colchão 
antirrefluxo (mais grosso na cabeceira do que nos pés) o qual pode ser usado quando 
disponível. Observa-se que crianças alimentadas exclusivamente com leite materno 
nos primeiros meses de vida apresentam episódios menores de RGE. 
É importante também enfatizar a necessidade de trocar as fraldas antes de alimentar 
a criança e evitar o uso de fraldas apertadas, pois a pressão na região abdominal pode 
favorecer os sintomas da DRGE. (ANAYA, 2014) 
Os estudos de Cordeiro e Anaya mostram a importância da intervenção do 
profissional de enfermagem no cuidado de crianças com DRGE, oferecendo uma boa 
orientação e acompanhamento constante à família dessa criança para que seja 
assistida de forma correta, diminuindo consideravelmente os sinais e sintomas da 
doença com terapêuticas simples, de pouco custo, que se mostram eficazes. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 O presente estudo buscou demonstrar a importância da orientação 
sobre a doença do refluxo gastroesofágico nos neonatos e lactentes, pois ainda 
apresenta alto índice de morbimortalidade. 
 Demonstrou-se que os sinais e sintomas apresentados são similares e 
comuns, eles acontecem na maioria dos casos em virtude da imaturidade de alguns 
componentes presentes na barreira antirrefluxo. 
 Como exemplo de sinais e sintomas comuns, as crianças apresentam 
desconforto, irritabilidade, regurgitação recorrente, azia, dor epigástrica, tosse seca, 
rouquidão, anemia, esofagite, períodos de apneia, asma, pneumonia recorrente 
associada à respiração, entre outros. 
36 
 Durante o processo de discussão do trabalho foi elucidada a importância 
do profissional de enfermagem fornecer uma boa orientação e acompanhamento 
constante à família em relação aos cuidados adequados à criança com refluxo 
gastroesofágico, tendo em vista, que a partir do momento que esse conhecimento é 
passado para os pais, diminuem os sinais e sintomas da doença, aumentando a 
qualidade de vida da criança e consequentemente a qualidade de vida da sua família. 
 É importante salientar que os estudos mostram que o RGE continua 
sendo o evento fisiológico mais frequente durante o primeiro ano de vida, e as 
intervenções e orientaçõesde enfermagem se tornam fundamentais para o tratamento 
adequado do RGE. 
 Este trabalho trouxe novas perspectivas sobre como identificar as 
dificuldades enfrentadas pelos pais dos neonatos e lactentes acometidos por refluxo 
gastroesofágico quando trouxe estudos que analisaram a fisiopatologia, o diagnóstico, 
o tratamento e os cuidados que devem ser realizados para prevenção do refluxo 
gastroesofágico. O conhecimento do assunto é de extrema importância para o 
enfermeiro e sua habilidade em realizar intervenções relacionadas as orientações aos 
pais, pois podem contribuir positivamente na minimização dos sintomas do refluxo 
gastroesofágico. 
Este estudo não se encerra aqui, é importante a realização de novos 
estudos para abordarmos a assistência de enfermagem às crianças com doença do 
refluxo gastroesofágico. Principalmente em relação aos cuidados de enfermagem, 
pois existe uma lacuna na literatura em relação a artigos já publicados sobre este 
assunto que se faz presente na prática dos profissionais de enfermagem. 
 
 
 
 
 
37 
7. REFERÊNCIAS 
 
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paciente pediátrico com doença do refluxo gastroesofágico. Disponível em: 
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