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FLUXO SANGUÍNEO CEREBRAL, LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO E METABOLISMO CEREBRAL capítulo 62 Guyton

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anaeróbico. Uma das razões para isto é a alta intensidade metabólica dos 
neurônios, de forma que a maior parte da atividade neuronal depende do aporte sanguíneo de oxigênio a cada segundo. 
Juntando esses fatores, é possível entender por que a cessação súbita do fluxo de sangue para o cérebro ou a falta súbita 
total de oxigênio no sangue podem causar inconsciência dentro de 5 a 10 segundos. 
 
 Em Condições Normais, a Maior Parte da Energia Cerebral É Fornecida pela Glicose: 
Em condições normais, quase toda a energia usada pelas células cerebrais é fornecida pela glicose proveniente do sangue. 
Da mesma forma, como no caso do oxigênio, a maior parte da glicose é trazida a cada instante pelo sangue capilar, uma 
vez que o total de glicose armazenada sob a forma de glicogênio nos neurônios não seria capaz de suprir as demandas 
funcionais por mais do que 2 minutos. Característica especial do aporte de glicose para os neurônios é que seu transporte 
para os neurônios através da membrana celular não depende da insulina, embora a insulina seja necessária para o 
transporte de glicose para a maioria das outras células do corpo. Portanto, em pacientes com diabetes grave com 
secreção praticamente zero de insulina, a glicose ainda se difunde facilmente para os neurônios — o que é muito 
importante, porque impede a perda de função mental em pessoas com diabetes. Entretanto, quando o paciente diabético 
é tratado com doses altas demais de insulina, a concentração de glicose no sangue pode cair para valores extremamente 
baixos, porque a insulina excessiva faz com que quase toda a glicose no sangue seja transportada rapidamente para o 
número enorme de células não neurais sensíveis à insulina em todo o corpo, principalmente as células musculares e os 
hepatócitos. Quando isso acontece, não sobra glicose suficiente no sangue para suprir as necessidades dos neurônios de 
forma correta, e a função mental se torna então gravemente prejudicada, levando às vezes ao coma e, mais 
frequentemente, a desequilíbrios mentais e distúrbios psicóticos — todos eles causados pelo tratamento com doses 
excessivas de insulina.