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DISCIPLINA: 
GESTÃO DE PROJETOS E 
PROCESSOS 
AULA 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Rodrigo Souza da Costa 
 
 
2 
 
 
CONVERSA INICIAL 
Seja bem-vindo à terceira rota da nossa disciplina de Gestão de 
Processos e Projetos. 
É um imenso prazer tê-lo conosco. Agora vamos iniciar a terceira parte da 
nossa disciplina de Gestão de Processos e Projetos, seja muito bem-vindo. Na 
rota passada, discutimos sobre as etapas na elaboração de um projeto 
empresarial, bem como sobre os parâmetros para seleção de projetos e as 
formas de organizá-lo. Agora, veremos como elaborar um planejamento para 
execução de um projeto, analisando a estrutura e as etapas que devem ser 
seguidas. Além disso, veremos como os conflitos surgem durante a realização 
de projetos e como você, enquanto gestor, terá papel na negociação e solução 
desses conflitos. Aqui também veremos como se programa o orçamento para a 
execução do projeto e como estabelecer um cronograma de acordo com as 
características do projeto. Lembre-se de que, como gestores, devemos estar 
atentos aos insumos necessários, ao controle e também entender que teremos 
a influência do ambiente nos projetos. 
Aqui nós veremos sobre as atividades relacionadas à concepção dos 
projetos desde a sua etapa de planejamento até a sua conclusão, em alguns de 
seus mais importantes detalhes. Com relação à concepção de um projeto, as 
competências trabalhadas aqui estão relacionadas ao desenvolvimento de 
metodologias, técnicas e todo o conhecimento básico das ferramentas aplicadas 
à concepção de um projeto. Os conhecimentos aqui lhe possibilitarão saber 
quais são os procedimentos que um gerente de projeto deve seguir na 
concepção de um projeto, bem como os elementos que compõem uma solução 
de banco de dados. Para isso, serão utilizadas as técnicas aplicadas na 
elaboração de projetos, o que lhe possibilitará o desenvolvimento de suas 
habilidades. Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de detalhar os 
insumos e os produtos de projetos, além de controlar, documentar e comunicar 
os resultados de projetos e também entender a influência do ambiente nos 
projetos. Vamos lá? 
 
 
 
 
3 
 
CONTEXTUALIZANDO 
Esta fase de concepção de projetos está relacionada com o planejamento, 
a programação e o controle das atividades para atingir os objetivos do projeto 
(Menezes, 2009; Maximiano, 2010). Administrar um projeto é um 
macroprocesso, formado por cinco grupos de processos principais interligados: 
iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle e encerramento 
(PMBOK, 2010). Além disso, vocês, enquanto gestores, devem estar atentos à 
execução do planejamento antes do início e acompanhar o seu 
desenvolvimento. A preocupação aqui é relacionar os projetos e o planejamento, 
de modo que aqueles possam maximizar sua participação nos objetivos do 
plano, e isso requer o conhecimento de relações entre eles, tanto no que se 
refere às relações institucionais como na redefinição dos valores e dos preços, 
dos bens e dos recursos, enfocados de um ponto de vista social (Menezes, 2009; 
Maximiano, 2010; Consalter, 2012). 
 Na concepção do projeto, a fase de planejamento objetiva definir os 
critérios de avaliação e os parâmetros que conduzam aos objetivos do plano, 
bem como estabelecer todo o feedback de informações entre planejadores e 
executores (Consalter, 2012). Aqui entra a importância dos grupos de 
planejamento, pois consiste nos processos realizados para estabelecer o escopo 
total do projeto, definir e refinar os objetivos do projeto, além de desenvolver o 
curso de ação necessário para alcançar esses objetivos (PMBOK, 2010; Trentim, 
2012). Por isso a importância dos tópicos que você verá a seguir, pois aqui serão 
colocadas as questões relacionadas à concepção de projetos dentro das 
organizações, desde o detalhamento do escopo, passando pela identificação do 
trabalho a ser desenvolvido e do relacionamento entre as atividades, até a 
concepção de uma rede de atividades (Menezes, 2009). Temos de estar atentos 
nesta etapa, pois, durante o planejamento, há ações que se repetem para que o 
projeto atenda aos requisitos estabelecidos pelo cliente e aos requisitos técnicos, 
definidos pelos especialistas (Menezes, 2009; Maximiano, 2010; Consalter, 
2012). 
Antes de iniciarmos a discussão sobre o assunto, para exemplificar a 
importância da concepção de um projeto, vamos analisar o planejamento do 
projeto do jato executivo Learjet da empresa canadense Bombardier. Esse 
produto era o primeiro projeto totalmente novo da Learjet, desde a criação dos 
 
 
4 
 
seus primeiros produtos comerciais. O Learjet foi o primeiro jato executivo 
produzido em escala industrial e elevou a Bombardier Aerospace a líder mundial 
em design e inovação de produtos aeronáuticos e serviços relacionados. Todo o 
planejamento e a estrutura da empresa estão voltados para a concepção e 
execução de projetos, sempre relacionados com a pesquisa e o desenvolvimento 
da família de produtos. 
Para saber mais, sugiro também a leitura do texto da revista 
Aeromagazine, disponível em: <http://aeromagazine.uol.com.br/artigo/learjet-
sinonimo-de-jato-executivo_814.html>. Por fim, para você ter uma ideia da 
execução de projetos empresariais dessa magnitude, sugiro que assistam ao 
documentário Mega Fábricas, sobre a Learjet, disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=fGbgErkKOxk 
 
TEMA 1 – PLANEJAMENTO DE PROJETOS: ESTRUTURA E ETAPAS 
Todo projeto apresenta início e fim programados. Assim, para analisarmos 
de forma mais sistematizada, podemos dizer que projetos apresentam um ciclo 
de vida que atua como um instrumento de integração entre especialistas, o que 
trará não apenas uma síntese das ideias que serão executadas, mas também as 
estimativas de recursos que serão utilizados, bem como os prazos e se a sua 
execução é viável (Menezes, 2009). De acordo com o PMBOK (2010), o ciclo de 
vida de um projeto trata da divisão em fases da gestão do projeto, do início ao 
seu término. Essas fases representam um conjunto de atividades, relacionadas 
de maneira lógica, que culminam na conclusão de uma ou mais entregas. 
Devemos sempre ter em mente que projetos apresentam ciclo de vida e 
que todo o planejamento deve ser específico para o acompanhamento desse 
ciclo. A seguir, vocês podem observar na figura como é esse ciclo de vida do 
projeto. 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=fGbgErkKOxk
 
 
5 
 
 
Figura 1 – Ciclo de Vida do Projeto 
 
Fonte: PMBOK, 2010. 
 
Toda a concepção de um projeto envolve uma descrição detalhada do 
produto e projeções de prazo, custo e outras variáveis do projeto. O plano 
detalhado é a ferramenta para conduzir e controlar a execução do projeto 
(Maximiano, 2010). A execução do projeto consiste em realizar o trabalho 
planejado, o que envolve o dispêndio de energia física, intelectual e social. A 
natureza das atividades varia muito caso a caso. Aqui devemos sempre lembrar 
com qual tipo de projeto estamos trabalhando, pois tudo depende do tipo de 
projeto, de seus objetivos, do ciclo de vida, da competência da equipe, da 
disponibilidade de recursos e de outros fatores (Maximiano, 2010). A execução 
do projeto como um todo ou de cada fase pode receber diferentes designações 
específicas, que refletem a natureza do projeto ou fase (Menezes, 2009; 
Maximiano, 2010; Consalter, 2012). 
O processo de controle, também chamado monitoramento, é a 
contrapartida dos processos de planejamento e execução. Para Maximiano 
(2010), controlar consiste em acompanhar a execução de alguma ação e 
compará-la com a intenção ou ação planejada, com a finalidade de: 
• verificar se a ação planejada está efetivamente sendo executada e 
se os resultados dessa ação correspondem ao desempenho desejado; 
• assegurar que os objetivos sejam alcançados; 
• verificar se é necessário modificar a ação ou o objetivo.6 
 
De acordo com Menezes (2009), o planejamento do projeto consiste na 
identificação do “como” e “quando” desenvolver as atividades do projeto. Para 
esse autor, é possível dividir as fases de um projeto que devem ser planejadas 
em quatro partes, de acordo com o seu ciclo de vida. 
1) CONCEITUAÇÃO: esta fase trata da objetivação das necessidades 
e da definição do problema a ser solucionado. Após isso, são determinados os 
objetivos, as metas e o escopo. Com isso, temos condições para efetuar a 
análise do ambiente e das potencialidades e recursos disponíveis, a fim de 
verificar a viabilidade dos objetivos do projeto. Após isso, são feitas as 
estimativas de recursos necessários e a elaboração da proposta do projeto, para 
avaliação e seleção da proposta e uma eventual decisão para sua execução. 
2) ESTRUTURAÇÃO: aqui é feito o detalhamento das metas e 
objetivos, bem como toda a programação de atividades (tempo) e determinação 
de pontos de controle. Além disso, também há uma preocupação com a 
programação de recursos e a delegação de autoridade e todo o sistema de 
comunicação entre as partes envolvidas na realização das atividades do projeto. 
3) EXECUÇÃO: aqui são executadas todas as etapas previstas, 
levando em consideração a utilização dos recursos dentro do programado. 
Lembre-se sempre de que planos e programas são como trilhas, e não leis 
absolutas. 
4) CONCLUSÃO: aqui definimos onde vamos realocar recursos para 
outras atividades e também controlar as informações sobre o desempenho e 
fazer o acompanhamento. 
A figura a seguir apresenta de forma sintética as etapas do planejamento 
de projetos proposta por Menezes (2009), tendo como base os pressupostos 
apresentados pelo PMBOK: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
Figura 2. Planejamento de Projetos: Estrutura e Etapas 
 
Fonte: Adaptado de Menezes, 2009. 
 
Projetos são, por sua natureza, caóticos. Muitos projetos empresariais 
envolvem um planejamento de grande escala e isso afetará todos os 
departamentos da empresa. Dessa forma, o sucesso de um projeto está 
relacionado ao planejamento e ao gerenciamento de seu escopo. Cada projeto 
exige um equilíbrio de vários fatores para garantir que todo o esforço gasto nas 
atividades de planejamento esteja de acordo com o tamanho, a complexidade e 
a importância do projeto. Durante o processo de planejamento do escopo do 
projeto, é fundamental que se comece pela definição do que será entregue ao 
cliente. 
 
TEMA 2 – O AMBIENTE DO PROJETO 
Se existe algo indiscutível sobre o atual ambiente empresarial é que ele 
está em constante mutação. As organizações passam por uma revolução 
ambiental na qual se somam fatores de ordem mundial, como a globalização, a 
revolução tecnológica, a definição de novos ciclos de vida dos produtos 
(Bulgacov et al, 2008). Temos de lembrar que todo projeto tem vários 
stakeholders que serão afetados e afetarão a forma como o projeto é executado. 
Esses atores estão no contexto interno do ambiente operacional da empresa e 
Fase 4: Conclusão
Realocar recursos
Memória do 
projeto
Informações sobre 
o desempenho
Acompanhamento
Fase 3: Execução
Executar as etapas
Utilizar os recursos 
dentro do programado
Ativar a comunicação 
entre os membros
Fase 2: Estruturação
Programação das 
atividades
Determinar 
controles
Estruturação 
formal
Sistema de 
comunicação
Fase 1: Conceituação
Identificar 
necessidades
Objetivos, metas e 
escopo
Análise ambiental 
e dos recursos
Decisão para 
execução
 
 
8 
 
devemos nos preocupar em controlar sua influência no projeto (Menezes, 2009; 
Maximiano, 2010; Consalter, 2012). 
A figura a seguir nos mostra uma representação simplificada dos 
principais elementos que fazem parte do ambiente de projetos. 
 
Figura 3 – O Ambiente de Projetos 
 
Fonte: adaptado de Bulgacov, 2008. 
 
Além disso, temos fatores presentes no ambiente geral da empresa que 
não podem ser controlados, pois são variáveis macro que fogem ao nosso 
controle. Esse ambiente é constituído pelas principais forças que moldam 
oportunidades e apresentam as ameaças (Bulgacov et al, 2008). Essas forças 
são: 
Fatores Sociais 
• Ambiente demográfico: reflete a estrutura etária da população, 
estrutura familiar, alterações populacionais geográficas e a crescente 
diversidade étnica e racional. 
• Ambiente cultural: mostra tendências de longo prazo na direção 
de uma sociedade centrada no “nós”, diminuição da lealdade da população em 
relação às diversas organizações, aumento do patriotismo, crescente 
valorização da natureza e uma busca por valores mais significativos e perenes. 
Fatores Políticos 
• Ambiente econômico: mostra mudanças na renda real e nos 
padrões de gastos dos consumidores. 
 
 
9 
 
 
• Ambiente político: mostra crescente legislação governamental 
sobre os negócios e a participação dos grupos de interesse público. 
Fatores Tecnológicos 
• Ambiente tecnológico: mostra as rápidas mudanças 
tecnológicas, oportunidades ilimitadas de inovação, elevados orçamentos em 
P&D (pesquisa e desenvolvimento), ênfase em melhorias menores ao invés de 
grandes descobertas tecnológicas, e crescente regulamentação da mudança 
tecnológica. 
No ambiente operacional, encontramos aquelas variáveis que afetarão a 
execução dos projetos, as quais, entretanto, podem ser controladas (Porter, 
1986; Bulgacov et al, 2008). Apresentamos, a seguir, os principais fatores a 
serem observados dentro de cada variável. 
• Mercado: o crescimento da indústria ou setor, em decorrência da 
expectativa de rentabilidade, acaba por atrair mais empresas, o que tende a 
diminuir a área de mercado de cada uma das organizações existentes nesse 
mercado; a existência de custos fixos distintos entre as empresas, diferenciando 
os níveis de rentabilidade; diferença entre produtos existentes; identidade de 
marcas, determinando preferências, diferenciando os níveis de vendas entre as 
empresas; diversidade de concorrentes; barreiras de saída, ou as dificuldades 
encontradas pelos empresários para abandonar esse setor, como o montante de 
investimentos já realizados e talvez de difícil recuperação, em caso de saída. 
• Fornecedores: diferenciação dos insumos necessários às 
fabricações específicas; presença de insumos substitutos; concentração de 
fornecedores; importância de volume para o fornecedor; custo relativo a compras 
totais no setor; impacto dos insumos sobre custo ou diferenciação; ameaça de 
integração para frente em relação à ameaça de integração para trás pelas 
empresas no setor. 
• Demais empresas: economias de escala já atingidas pelos atuais 
empresários, em face da curva de aprendizagem e da reduzida rentabilidade 
inicial de possíveis novos concorrentes; diferenças entre produtos patenteados 
pelos empresários já estabelecidos; identidade de marcas; custos de mudança, 
por deixar de atuar em um setor iniciando-se em outro; exigências de capital; 
 
 
 
10 
 
acesso à rede de distribuição; acesso a insumos; política governamental; 
retaliação esperada. 
Esses devem ser o ponto de partida para a elaboração do projeto, pois 
qualquer restrição ambiental pode inviabilizar o projeto. A importância da análise 
do ambiente é crescente, principalmente depois do desenvolvimento dos meios 
de comunicação e da rápida obsolescência de produtos e processos que fazem 
com que as organizações tenham de se reinventar em períodos de tempo cada 
vez mais curtos e com elaboração de projetos cada vez mais necessária. 
A análise dos fatores ambientais de projetos é útil para o desenvolvimento 
do projeto, tendo em vista a redução das possibilidades de fracasso de sua 
execução e futura implementação. Além disso, muitos desses fatores são úteis 
para a empresa, pois apresentarão informações que possibilitarão as 
adequações necessárias da realidade empresarial. Por isso, quando uma 
empresa começa a trabalhar com execução de projetos, deve levarem conta 
que, ao longo do processo de crescimento de sua empresa, a pressão do 
ambiente surgirá e tudo que se pode fazer é aprender o máximo com o cenário 
imposto. Além disso, é importante documentar todos os acontecimentos ao longo 
dos projetos, pois essas informações poderão ser muito úteis no futuro. 
 
TEMA 3 – CONFLITO E NEGOCIAÇÃO 
Em toda execução de projetos, é inevitável que conflitos surjam ao longo 
de sua execução. Essa é uma situação que envolve muito “jogo de cintura” de 
sua parte, como gestor. Assim, você terá um papel essencial como solucionador 
de conflitos (Menezes, 2009; Maximiano, 2010; Consalter, 2012). Os projetos 
executados não podem dissociar o objetivo do lucro da garantia de bem-estar a 
seus trabalhadores. Projetos significam mudanças, situações novas para as 
empresas e interferem na vida das pessoas, por isso devemos ter cuidados 
especiais com os aspectos humanos desde a elaboração até a implantação 
(Trentim, 2012). 
Devemos nos preocupar em propiciar ambiente e planejamento 
participativos para termos condições de explorar o potencial criativo dos 
executores, levando em consideração sugestões e opiniões do pessoal 
envolvido (Maximiano, 2010). Isso envolve uma carga de responsabilidade 
enorme, pois todo o investimento no projeto pode ser desperdiçado se não 
 
 
11 
 
conseguirmos solucionar esses conflitos. Mesmo com todo o planejamento e os 
cuidados necessários antes do início da execução dos projetos, nem tudo pode 
ser controlado, como vimos quando estudamos o ambiente de projeto (Menezes, 
2009; Maximiano, 2010; Consalter, 2012). 
Sempre teremos eventos inesperados e crises decorrentes de fatores 
presentes no contexto interno da empresa e nos ambientes operacional e geral. 
A análise rápida desses eventos e a tomada de decisão do gestor podem ser 
fatores determinantes na viabilização da execução do projeto dentro do 
planejado em termos de prazos estabelecidos e custos programados (Consalter, 
2012). Assim, é importante que vocês, enquanto gestores, apresentem algumas 
características para lidar com essas situações que chamaremos aqui de papéis 
gerenciais. 
De acordo com Mintzberg (2005), o papel gerencial é um conjunto de 
atividades específicas devido a sua posição na estrutura da organização. Esses 
papéis são conduzidos dentro e fora da organização. Mintzberg observou e 
estudou as atividades de gerentes e identificou dez papéis gerenciais em três 
grandes grupos, e muitos desses papéis se sobrepõem, conforme a seguir. 
Papéis interpessoais: São os papéis assumidos pelo gerente para 
coordenar e interagir com empregados e dar o rumo à organização. Aqui temos: 
• Papel de cérebro: simboliza a organização e a meta que está 
tentando alcançar. 
• Papel de líder: treinar, aconselhar, idealizar e encorajar o alto 
desempenho dos empregados. 
• Papel de integrador: interligar e coordenar pessoas dentro e fora 
da organização, auxiliando-as a atingir as metas. 
Papéis informacionais: Estão associados com as atividades necessárias 
para obter e transmitir informações de gerenciamento para a organização. 
• Papel monitor: analisa o meio de informações internas e externas. 
• Papel de disseminador: os gerentes transmitem a informação para 
influenciar atitudes e o comportamento dos empregados. 
• Papel de comunicador: utiliza a informação para influenciar 
positivamente o modo que as pessoas têm de reagir a isso. 
Papéis decisionais: estão associados com os métodos utilizados pelos 
gerentes para planejar estratégias e utilizar os recursos a fim de atingir as metas. 
 
 
12 
 
 
• Papel de empreendedor: decidindo sobre iniciar ou investir em 
novos projetos ou programas. 
• Papel de solucionador de conflitos: assumir a responsabilidade de 
negociar eventos inesperados ou crises. 
Com essas abordagens em mente, teremos condições de melhor 
trabalhar os conflitos que surgirão ao longo da atividade de execução de um 
projeto. Os gerentes de projetos que conseguem administrar os conflitos durante 
a execução de projetos têm suas competências e as da equipe bem alinhadas e 
conseguem, a partir da criatividade e da iniciativa, atingir os resultados traçados 
inicialmente. Conflitos podem ser evitados e, a partir do momento em que os 
gestores conseguem evitá-los, por administrá-los de maneira assertiva, 
delegando responsabilidades e efetuando o acompanhamento, 
independentemente da falta de algum recurso, já se tem uma maior possibilidade 
de sucesso durante a execução dos projetos. 
 
TEMA 4 – COMPOSIÇÃO ORÇAMENTÁRIA E ESTIMATIVA DE CUSTO 
Caro aluno, esta parte é essencial para o seu trabalho enquanto gestor 
de projetos, pois trata dos controles de orçamentos envolvidos nos projetos, os 
quais são essenciais para uma gestão efetiva. Devemos sempre ter atenção a 
fatores relativos a minimização de erros nas previsões orçamentárias. No 
entanto, como vimos anteriormente, é quase certo que eventos inesperados 
ocorrerão e não podemos apenas os ignorar, pois isso afetará todo o 
planejamento, assim alguma flexibilidade nessa composição orçamentária 
deve sempre ser levada em consideração. 
Claro que não devemos simplesmente “deixar acontecer” e apenas 
“apagar incêndios” no decorrer do projeto, pois ter um plano financeiro 
aumentará consideravelmente as chances de acerto. Assim, devemos sempre 
estar atentos aos dispêndios de capital e ao comprometimento dos recursos 
para execução do projeto. Além disso, saber o tipo de projeto que estamos 
executando permite uma melhor avaliação em nosso investimento de capital. 
Ao avaliar um projeto, devemos nos preocupar para que ele atenda aos 
requisitos necessários, tendo em vista a melhor utilização dos recursos. 
 
 
 
13 
 
Dentro de estruturas por projetos, os recursos são alocados em 
programas com orçamento específico para atender as suas necessidades. 
Além disso, devemos nos preocupar aqui com a determinação dos orçamentos 
para os componentes do projeto. A boa gestão dos custos envolvidos na 
realização do projeto depende de algumas regras: 1) os responsáveis pelas 
atividades devem controlar o próprio orçamento; 2) todos os desvios devem ser 
negociados com o gestor; e 3) as alocações devem ser realistas (Menezes, 
2009). 
De acordo com Maximiano (2010), a conclusão do projeto dentro do 
orçamento, ou, pelo menos, a minimização de erros nas previsões 
orçamentárias é outro princípio importante da administração de projetos. Para 
esse autor, alguma flexibilidade é aceitável, pois nenhum projeto trabalha com 
previsões orçamentárias exatas, mas com estimativas de custos. Assim, a 
precisão das estimativas depende do tempo investido no planejamento 
financeiro do projeto. Para aumentar a precisão do orçamento do projeto, é 
necessário dedicar tempo ao processo de planejamento. 
Partindo desses pressupostos, outra questão essencial que você deve 
ter em mente é a relação prazos X custos. Para desenvolver e fornecer o 
produto do projeto, é preciso realizar atividades que consomem recursos. A 
definição das atividades é a base para a administração dos prazos – ou do 
tempo – do projeto. A definição dos recursos é a base para a administração dos 
custos do projeto. A principal ferramenta para a administração dos prazos é o 
cronograma. A principal ferramenta para a definição dos custos é o orçamento 
do projeto (Maximiano, 2010; Consalter, 2012). 
O gerenciamento de custos dos projetos é algo urgente e não pode ser 
protelado, pois afetaria diretamente a eficácia de sua execução de acordo com 
o cenário que se apresenta. Sobretudo em momentos de turbulências e 
incertezas, planejar todos os custos envolvidos é a melhor alternativa para 
superar momentos de crise, pois o gestor terá a capacidade de visualizar todo 
o cenário e, o mais importante, corrigir trajetórias com base em dados. Sempre 
dizemos, em algum momento, que não gostaríamos de cometer os mesmos 
erros do passado,no entanto, sem um plano de projeto, um plano de ação e 
uma estimativa de custos envolvidos na realização de um projeto, os erros do 
passado tenderão a se repetir. 
 
 
14 
 
TEMA 5 – CRONOGRAMA DO PROJETO 
Caro aluno, o cronograma do projeto é um tema muito sensível na gestão 
das atividades. A análise do valor agregado é essencial para o desenvolvimento 
do cronograma dos projetos, pois se trata de uma técnica que interpreta em 
termos financeiros o trabalho realizado ao longo do cronograma do projeto. Em 
cada data de controle, determina-se quanto vale o trabalho realizado até aquele 
momento (Maximiano, 2010). A elaboração do cronograma deve sempre levar 
em conta a análise da sequência e a duração das atividades, dos recursos 
requeridos/disponíveis, assim como dos principais marcos no desenvolvimento 
do projeto (Menezes, 2009). 
O cronograma do projeto deve estar disponível graficamente de forma que 
seja entendido para todos os envolvidos. A forma mais utilizada, devido a sua 
facilidade de elaboração, é o Gráfico de Gantt (Slack et al, 2009; Menezes, 2009; 
Consalter, 2012). Nesse gráfico, as atividades estão descritas em uma coluna, e 
utilizando barras horizontais podemos visualizar a duração de cada uma dessas 
atividades, em que o comprimento das barras é proporcional às durações de 
cada uma delas. Esse sistema é de fácil aplicação e entendimento, pois facilita 
visualização da programação do projeto no tempo (Menezes, 2009; Consalter, 
2012). Na figura a seguir, temos um exemplo da aplicação dessa técnica. 
 
Figura 4 – Gráfico de Gantt 
 
Fonte: adaptado de Menezes, 2009. 
 
O Gráfico de Gantt é adequado quando temos um número pequeno de 
atividades e sua duração reduzida. Além disso, permite uma facilidade na 
visualização de onde serão alocados os recursos (Slack et al, 2009; Consalter, 
 
 
15 
 
2012). A seguir, apresentamos outras características dessa técnica, de acordo 
com Menezes (2009). 
• Adequado para representar pacotes de trabalho. 
• Precisa ser precedido pelo cálculo da rede PERT/CPM. 
• Pode ser associado a outras informações (financeiras, emprego de 
pessoal, material, equipamentos). 
• Fundamental para alocação e nivelamento de recursos. 
No entanto, o Gráfico de Gantt não é uma ferramenta perfeita e tem suas 
limitações, como quando há uma mudança na programação, o que implica o 
redesenho de todo o cronograma. Além disso, as folgas precisam ser definidas 
antes. Assim, algumas das desvantagens desse modelo são: 
• não mostrar a interdependência das atividades com clareza; 
• a necessidade de as datas notáveis e as folgas serem definidas 
com antecedência; 
• o fato de redesenhar o cronograma caso ocorra qualquer mudança 
na programação; 
• a dificuldade para representar de forma simples todas as 
informações das atividades. 
Para elaboração do cronograma de atividades, temos de levar em 
consideração todas as informações, de forma que quem o vê pela primeira vez 
tenha condições de interpretá-las. Assim podemos dividir o gráfico de Gantt em 
cinco partes. 
1) Tempo: em que o eixo horizontal principal representa o tempo do 
projeto que pode ser dividido de acordo com suas necessidades. 
2) Equipes: no lado esquerdo, define-se quem são os responsáveis 
por etapas do projeto. 
3) Barras: distribuídas horizontalmente representando as tarefas, as 
quais variam de tamanho de acordo com o tempo que vão levar até serem 
finalizadas. 
4) Setas: onde se definem quais tarefas dependem da finalização de 
outras e quais são diretamente relacionadas. 
5) Objetivos e metas: são as marcas no gráfico que definem o final de 
etapas importantes ou até mesmo o final do projeto. 
 
 
 
16 
 
A aplicação do gráfico de Gantt é bem simples, porém, devemos sempre 
nos atentar para as várias informações necessárias que devem ser consideradas 
para sua execução. Aqui, enquanto gestores, deve-se ter uma ideia geral de 
todas as atividades que serão realizadas, o tempo de duração de cada uma 
dessas atividades, todas as tarefas envolvidas e os responsáveis por cada uma 
delas. A importância dessa técnica consiste em ela tornar as tarefas mais claras, 
facilitando não apenas a comunicação entre as partes do projeto, mas também 
a tarefa de gerenciamento do cronograma das atividades do projeto. 
 
Leitura Obrigatória 
CONSALTER, M. A. Elaboração de projetos: da introdução à conclusão. 
Curitiba: Intersaberes, 2012. 
 
Saiba Mais 
Para saber mais, leia o artigo: As práticas de body shop em projetos TI 
no Brasil: estudo sobre a percepção dos profissionais sobre os conflitos 
gerados e suas influências nos resultados de projetos, escrito pelos autores 
Guilherme Jacob Rigolon, Marco Antonio Pinheiro da Silveira, Roberto Carlos 
Bernardes, disponível em: 
http://www.anpad.org.br/admin/pdf/ADI-A2116.pdf 
 
Curiosidade 
Vale a leitura da matéria: Tóquio muda planos, mas tem novidade para 
2020, que mostra como estão sendo revistos os custos e a alocação de recursos 
para os Jogos Olímpicos de 2020. Disponível em: 
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/edgardalves/2016/08/1805623-
toquio-muda-planos-mas-tem-novidade-para-2020.shtml 
 
TROCANDO IDEIAS 
É comum depararmos com notícias sobre atrasos de obras (tanto públicas 
quanto privadas). Projetos de infraestrutura convivem com atrasos em sua 
execução. No município de Rondonópolis/MT, existem esses problemas na 
construção de residências populares para baixa renda. 
 
http://www.anpad.org.br/admin/pdf/ADI-A2116.pdf
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/edgardalves/2016/08/1805623-toquio-muda-planos-mas-tem-novidade-para-2020.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/edgardalves/2016/08/1805623-toquio-muda-planos-mas-tem-novidade-para-2020.shtml
 
 
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Matéria completa disponível em: 
http://www.atribunamt.com.br/2016/08/mais-residenciais-tem-atrasos-no-
cronograma/ 
 
Partindo das informações da matéria, no fórum, discuta com os colegas a 
importância do planejamento da execução do projeto. 
 
NA PRÁTICA 
Durante o planejamento de um projeto, devido à sua complexidade, a 
empresa ABC designou você como gerente de projetos. O projeto envolve uma 
série de fornecedores e etapas, o que leva à necessidade de uma análise 
detalhada de custos e dessas atividades para determinar a viabilidade dele. Para 
que sejam obtidos melhores resultados e aumento da competitividade, as 
empresas possuem como metas atingir a máxima produtividade, minimizar todos 
os custos e aumentar constantemente a qualidade final dos seus produtos, 
atendendo às demandas e cumprindo com os prazos de entrega estabelecidos. 
Várias ferramentas podem ser utilizadas dentro do contexto do planejamento. 
Com base no que foi estudado nesta rota, quais seriam as primeiras atividades 
que você deveria tomar? 
 
Protocolo de resolução da situação proposta 
O professor deverá indicar ao aluno uma série de passos para resolver a 
situação, envolvendo os seguintes. 
1 – Leia atentamente sobre a concepção do projeto exposta nesta rota. 
2 – Identifique como deve ser executado o planejamento da execução do 
projeto, tendo como base as técnicas e os pressupostos básicos da gestão de 
projetos. 
3 – Identifique se o nível de comprometimento dos envolvidos no projeto 
estaria de acordo com as expectativas. 
4 – Faça uma reflexão sobre como o gestor resolveria essa questão. 
http://www.atribunamt.com.br/2016/08/mais-residenciais-tem-atrasos-no-cronograma/
http://www.atribunamt.com.br/2016/08/mais-residenciais-tem-atrasos-no-cronograma/
 
 
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FINALIZANDO 
Nesta aula, discutimos os elementos essenciais para a concepção de um 
projeto. O diagrama a seguir apresenta um quadro resumo desses elementos e 
da sequência lógica de planejamento. 
 
 
 
 
 
Fase 4: Conclusão
Realocar recursos Memória do projeto
Informações sobre o 
desempenho
Acompanhamento
Fase 3: Execução
Executar as etapas
Utilizar os recursos dentro doprogramado
Ativar a comunicação entre 
os membros
Fase 2: Estruturação
Programação das 
atividades
Determinar controles Estruturação formal
Sistema de 
comunicação
Fase 1: Conceituação
Identificar 
necessidades
Objetivos, metas e 
escopo
Análise ambiental e 
dos recursos
Decisão para 
execução
 
 
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REFERÊNCIAS 
CONSALTER, M.A. Elaboração de projetos: da introdução à conclusão. 
Curitiba: Editora Intersaberes, 2012. 
MAXIMIANO, A. C. A. Administração de projetos: como transformar 
ideias em resultados. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 
MENEZES, L. C. M. Gestão de projetos. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009. 
PEINADO, J.; GRAEML, Al. R. Administração da produção: operações 
industriais e de serviços. Curitiba: UnicenP, 2007. 
PMBOK. Um guia do conhecimento em gerenciamento de projetos 
(Guia PMBOK). 4. ed. 2010. 
PRADO, D. S. Gerenciamento de projetos nas organizações. Belo 
Horizonte: EDG, 2000.

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