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Governador João Doria Secretário da Educação Rossieli Soares Secretário Executivo Haroldo Corrêa Rocha Chefe de Gabinete Renata Hauenstein Coordenadoria de Gestão da Educação Básica - CGEB Caetano Siqueira Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão da Educação Básica – DEGEB Herbert Gomes da Silva Centro do Ensino Fundamental dos Anos Finais, do Ensino Médio e da Educação Profissional – CEFAF Ana Joaquina Simões Sallares de Mattos Carvalho Professoras e professores, A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo considera fundamental as ações colaborativas na rede de ensino para a consolidação de políticas educacionais voltadas à qualidade da aprendizagem dos alunos. A colaboração dos professores na construção de materiais de apoio articula o Currículo proposto com a prática pedagógica, onde a aprendizagem ocorre nos espaços escolares. Esse é o desafio para 2019. A Educação Paulista, nos últimos anos, passou da universalização da Educação Básica, etapa praticamente vencida, para a construção de uma escola de qualidade, em que os gestores, os professores e os alunos, sujeitos do processo educativo, e que levam o ensino à aprendizagem profícua, possam encontrar espaço efetivo para o desenvolvimento pessoal e coletivo, na perspectiva democrático- participativa. Nesse sentido, desde 2008, foi implementado o Currículo Oficial do Estado de São Paulo, com o apoio dos materiais didáticos do Programa São Paulo Faz Escola. Após dez anos da implantação do Currículo os materiais de apoio foram importantes, no sentido de fornecer subsídios necessários para orientações e ações pedagógicas em sala de aula que, pelo histórico, sempre se resguardaram na convergência das políticas públicas educacionais em prol da aprendizagem à luz das diretrizes do Currículo Oficial do Estado de São Paulo. Em 2019, um ano de transição, os materiais de apoio devem ser reconstruídos à luz da Base Nacional Comum Curricular - BNCC e do Currículo Paulista, que representa um novo período educacional, marcado pelo regime de colaboração entre o Estado e os Municípios. Reafirmando os esforços desta Secretaria no sentido de apoiá-los e mobilizá- los em seu trabalho, atribuindo significado e assegurando a construção colaborativa, apresentamos o Guia de Transição do São Paulo faz Escola, que tem como objetivo orientar diversas práticas e metodologias em sala de aula, que sirvam como ponto de partida para a construção dos novos materiais em 2020, com a participação de todos. Para isso, o trabalho realizado em parceria com os PCNP e com as equipes curriculares da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica, apresentam sugestões que podem ser adequadas, redefinidas e reorientadas a partir da prática pedagógica, e, importante ressaltar, que para sua implementação na sala de aula, teremos como protagonistas os professores e os alunos. Juntos podemos redefinir o papel da escola, fortalecendo-a como uma instituição pública acessível, inclusiva, democrática e participativa, com a responsabilidade de promover a permanência e o bom desempenho de toda a sua população estudantil. Contamos com o engajamento e a participação de todas e todos! Caetano Siqueira Coordenador da CGEB Apresentação O Guia de Transição é um documento que transpassa o Currículo Oficial do Estado de São Paulo, a Base Nacional Comum Curricular - BNCC e o Currículo Paulista, fundamentando as ações para a implementação de novos materiais de apoio ao professor do Ensino Fundamental Anos Finais e do Ensino Médio. O conjunto do guia, em dois volumes, é composto por 4 cadernos de orientações para o professor, por área de conhecimento. Espera-se que esses materiais de cada componente possam ser adaptados e reeditados pelo professor conforme o desenvolvimento das atividades realizadas com seus alunos. Em cada caderno do guia, são apresentadas orientações pedagógicas, metodológicas e de recursos didáticos, conjunto de competências e habilidades a serem desenvolvidas no percurso escolar, incluindo em seus tópicos a avaliação e a recuperação. Além de apoiar a prática docente, oferecem fundamentos importantes para as ações de acompanhamento pedagógico e de formação continuada, que contam com a mediação dos Professores Coordenadores, dos Supervisores de Ensino, dos Diretores do Núcleo Pedagógico e dos Professores Coordenadores do Núcleo Pedagógico, alinhando-se ao planejamento escolar 2019. É importante ressaltar que as orientações e atividades foram construídas pela rede estadual, o que faz que a sua implementação se apoie na experiência docente. Equipes Curriculares da CGEB 1 2 Sumário Fundamentos da Área de Linguagens 03 Fundamentos do componente curricular: Língua Portuguesa 04 Ensino Fundamental: Anos Finais 05 6º Ano – Tabela: Objetos de Conhecimento e Habilidades 06 Orientações Pedagógicas 09 7º Ano – Tabela: Objetos de Conhecimento e Habilidades 14 Orientações Pedagógicas 19 8º Ano – Tabela: Objetos de Conhecimento e Habilidades 33 Orientações Pedagógicas 37 9º Ano – Tabela: Objetos de Conhecimento e Habilidades 44 Orientações Pedagógicas 48 Ensino Médio 56 Entendendo as Competências da BNCC 57 1ª Série – Tabela: Objetos de Conhecimento e Habilidades 64 Orientações Pedagógicas 66 2ª Série – Tabela: Objetos de Conhecimento e Habilidades 71 Orientações Pedagógicas 74 3ª Série – Tabela: Objetos de Conhecimento e Habilidades 81 Orientações Pedagógicas 83 Avaliação 89 Recuperação 90 Anexos – Sequências de Atividades e Grades de Correção 92 1- Atividade de leitura e produção de texto 92 2- Sugestão de grade de correção para reescrita de texto 103 3- Critérios para avaliação da produção de texto narrativo 105 4- Sequências de Atividades 106 - Ritmo e poesia 106 - A propaganda e o texto publicitário 112 - História em Quadrinhos 118 - Lendo e vivendo poemas 123 - Mangá 128 - Matando a charada 134 - Relatos do cotidiano 139 - Critérios para avaliação da produção escrita – Ensino Médio 153 3 Fundamentos da Área de Linguagens A área de Linguagens, considerando os momentos históricos, sociais e culturais, privilegiados nas práticas educativas, configura condições de interação entre sujeitos nos mais variados campos de atuação social. Com base nessa perspectiva, os materiais que compõem o Guia de Transição procuram contemplar o trabalho com as diferentes linguagens e estão estruturados conforme preceitos defendidos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), pelo Currículo do Estado de São Paulo (ainda em vigência), pelo Currículo Paulista (a ser implementado a partir de 2019) e pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de Nove Anos (conforme Resolução CNE/CEB nº 7/20101), que organiza a área de Linguagens a partir dos seguintes componentes curriculares: Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e Língua Inglesa. Esses componentes visam a integrar-se a um sujeito entendido como socialmente constituído, dinâmico, atemporal, capaz de explorar diversas práticas de linguagem (já consolidadas, contemporâneas e futuras), sejam elas artísticas, corporais e/ou linguísticas, em decorrência dos variados campos sociais. Ao serem exploradas, essas linguagens devem considerar os dialogismos presentes na esfera dos sensos crítico, estético e, sobretudo, ético, que envolvem pertinências comunicativas ligadas às instâncias do verbal,corporal, visual, sonoro e/ou digital, com o intuito garantir os direitos fundamentais à aprendizagem. 1 BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 7, de 14 de dezembro de 2010. Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos. Disponível em < http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb007_10.pdf>. Acesso em 08 jul. 2018. 4 Fundamentos do componente curricular: Língua Portuguesa O Currículo de Língua Portuguesa vigente e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) podem propiciar experiências envolvendo a linguagem em situações reflexivas, utilizando-se das práticas sociais de linguagem. Leitura, escrita e oralidade, em suas variadas esferas comunicativas, somam-se às Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), instrumentos capazes de permitir a relação dialógica entre os interlocutores, colaborando para a (re)significação e formação de valores e de conhecimentos. O desenvolvimento das habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estimula o [...] pensamento criativo, lógico e crítico, por meio da construção e do fortalecimento da capacidade de fazer perguntas e de avaliar respostas, de argumentar, de interagir com diversas produções culturais, de fazer uso de tecnologias de informação e comunicação, possibilita aos alunos ampliar sua compreensão de si mesmos, do mundo natural e social, das relações dos seres humanos entre si e com a natureza [...] (Brasil, 2017). É com base nessa prática diversificada de linguagens que esse novo documento, intitulado Guia de Transição (1º Bimestre), se estabelece. Sua configuração visa a promover a articulação entre o Currículo do Estado (que ainda será utilizado em 2019), o Currículo Paulista (a ser implementado a partir de 2019) e a Base Nacional Comum Curricular, no intuito de subsidiar os professores nesse período de transição entre os currículos. A estrutura do Guia de Transição não intenciona esgotar as possibilidades de trabalho do professor. Nele são sugeridas algumas propostas para a elaboração de planos de aula e de materiais pedagógicos (situações de aprendizagem e sequências de atividades, por exemplo). 5 ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe desdobramentos que envolvem competências e habilidades ligadas às práticas sociais de linguagem, visando à formação integral do sujeito. Falar, escrever, ler e escutar são ações que se concretizam nos variados campos de atuação da atividade humana, o que significa, por exemplo, compreender e respeitar as variedades linguísticas, enquanto construções históricas, sociais e culturais. O documento está organizado em duas partes: 1. Tabela subdividida em: Tema/Conteúdo/Objetos de conhecimento; Habilidades do Currículo vigente a partir de 2008; Habilidades do Currículo Paulista (versão a ser implementada a partir de 2019). 2. Orientações pedagógicas: sugestões de como trabalhar com os objetos de conhecimento associados às habilidades do Currículo vigente, articuladas às do Currículo Paulista. O Guia de Transição de Língua Portuguesa delineia, portanto, o caminho básico que poderá nortear as práticas pedagógicas. Esse desenho destaca as práticas2 sociais de leitura, oralidade, produção textual e análise linguística, mas com o intuito de que esse viés vá além do prescrito no documento. 2 Nas tabelas, a subdivisão das práticas associadas às habilidades e aos objetos de conhecimento deve ser considerada como sugestão. Lembramos que o professor possui autonomia para redirecionar os itens propostos e/ou complementá-los, conforme necessidade ou construção de seu plano de aula. 6 6º Ano 1º Bimestre Tema/ conteúdo/Objetos de conhecimento Habilidades do Currículo (2008-2019) Habilidades do Currículo Paulista (a partir de 2019) 1 - Prática de Leitura Traços característicos de textos narrativos: enredo, personagem, foco narrativo, tempo e espaço. Gêneros textuais narrativos: fábulas, lendas, mitos. Interpretação de texto literário e não literário. 2 - Prática de Escrita Gêneros textuais: fábulas, lendas, mitos, contos, notícias etc. Reconhecer elementos da narrativa. Inferir aspectos relevantes dos elementos da narrativa. Analisar narrativas ficcionais: enredo, personagem, espaço, tempo e foco narrativo. Selecionar textos para a leitura de acordo com diferentes objetivos ou interesses (estudo, formação pessoal, entretenimento, realização de tarefas etc.) Produzir texto com organização narrativa. (EF06LP05B) Utilizar diferentes gêneros textuais, considerando a intenção comunicativa, o estilo e a finalidade dos gêneros. (EF67LP28A) Compreender, por meio de estratégias de leitura, diferentes objetivos e características dos gêneros. (EF67LP28B) Ler textos literários e multissemióticos de forma autônoma. (EF67LP28C) Selecionar procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos, a características dos gêneros e ao suporte. (EF67LP27) Analisar referências explícitas ou implícitas quanto aos temas, personagens e recursos literários e semióticos, em textos literários e outras manifestações artísticas (como cinema, teatro, música, artes visuais e midiáticas). (EF67LP22) Produzir resumos, a partir das notas e/ou esquemas 7 Produção de síntese, resumos. Produção de ilustração. 3 - Prática de Oralidade Roda de leitura. Roda de conversa. Apresentação oral. Saber procurar informações complementares em dicionários, gramáticas, enciclopédias, internet para a produção escrita. Selecionar textos para a leitura de acordo com diferentes objetivos ou interesses (estudo, formação pessoal, entretenimento, realização de tarefas, etc.) feitos, com o uso adequado de paráfrases e citações. (EF35LP09)3 Empregar marcas de segmentação em função do projeto textual e das restrições impostas pelos gêneros: título e subtítulo, paragrafação, inserção de elementos paratextuais (notas, box, figura). (EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, que utilizem cenários e personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto. (EF67LP23A) Respeitar os turnos de fala, na participação em conversações e em discussões ou atividades coletivas. (EF67LP23B) Formular perguntas coerentes e adequadas em momentos oportunos em situações 3 Habilidade da BNCC correspondente aos anos iniciais. 84- Prática de Análise Linguística Substantivo, adjetivo, pronomes, formas de tratamento, verbo, advérbio. Sinônimos e antônimos e uso dos “porquês.” Coerência e coesão. Variedades Linguísticas. Analisar norma-padrão em funcionamento no texto. de aulas, apresentação oral, seminário etc. EF06LP03) Relacionar palavras e expressões, em textos de diferentes gêneros (escritos, orais e multimodais), pelo critério de aproximação de significado (sinonímia) e os efeitos de sentido provocados no texto. (EF06LP04A) Analisar o uso de elementos gramaticais (substantivos, adjetivos e verbos nos modos Indicativo, Subjuntivo e Imperativo afirmativo e negativo) na produção (escrita/oral), leitura de diferentes gêneros. (EF06LP04B) Empregar elementos gramaticais (substantivos, adjetivos e verbos nos modos Indicativo, Subjuntivo e Imperativo afirmativo e negativo) adequando-os aos usos da língua (formal ou informal), em diferentes gêneros (escritos, orais e multimodiais). (EF06LP05A) Identificar os efeitos de sentido dos modos verbais. (EF67LP34) Relacionar palavras e expressões, em textos de diferentes gêneros, pelo critério de aproximação de significado (antônimos/campo semântico, 9 acréscimo de prefixos) e seus efeitos de sentido. (EF06LP12) Utilizar, ao produzir diferentes gêneros, recursos de coesão referencial (nomes e pronomes), recursos semânticos de sinonímia, antonímia e homonímia e mecanismos de representação de diferentes vozes (discurso direto e indireto). (EF06LP11) Utilizar, ao produzir diferentes gêneros, conhecimentos linguísticos e gramaticais: tempos verbais, concordância nominal e verbal, regras ortográficas, pontuação etc. (EF69LP55) Reconhecer em diferentes gêneros as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito linguístico. (EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e escrita em diferentes gêneros, levando em consideração o contexto de produção e as características do gênero. Orientações pedagógicas (EF67LP05B, EF67LP27, EF67LP28A, EF67LP28B, EF67LP28C) (EF67LP22, EF35LP09, EF67LP30) 10 As habilidades acima agrupadas estão ligadas às práticas de linguagem, com ênfase em leitura e escrita. Para auxiliar o professor na estruturação de seu Plano de Aula, sugerimos a sequência abaixo: - escolher uma fábula, um conto ou um trecho de romance, entre outras possibilidades, visando ao estudo dos elementos da narrativa (vozes do narrador e das personagens, características das personagens, tempo, espaço e enredo) presentes no texto escolhido; - ler, em voz alta, o texto para os alunos, no intuito de desenvolver habilidades de escuta; - chamar a atenção para os pontos relevantes da sequência dos acontecimentos, promovendo, assim, a recuperação do enredo e, com ela, a retomada dos demais elementos da narrativa; - solicitar, após essa conversa inicial, a reescrita do texto4, conforme a ordem dos acontecimentos. Essa atividade pode ser considerada uma ferramenta avaliativa5 com foco na proficiência da escrita dos estudantes. Após essa etapa, que visa a promover o resgate sequencial das ações, há a possibilidade de os alunos criarem uma narrativa, por meio da construção de uma nova personagem. Essa criação, que pode ser executada coletivamente e com a mediação do professor, requer elaboração de características físicas, comportamentais e emocionais. A construção escrita desse perfil dá margens para a representação da nova personagem, utilizando-se desenhos ou colagens, por exemplo. Concretizada a personagem, passa-se à produção escrita, agora com o estabelecimento dos outros traços narrativos: as ações desencadeadas, o momento em que elas ocorrem, o lugar em que a personagem está, os obstáculos pelos quais ela passa, como os supera, o desfecho, entre outros aspectos que o professor considerar pertinentes. Associada à dinâmica de criação e no intuito de exemplificar ou retomar os elementos da narrativa, há a possibilidade de, nesse momento, recuperar-se o texto lido no início das atividades, questionando os alunos a respeito da voz do narrador: • A história está sendo contada em 1ª ou 3ª pessoa? 4 No Anexo 1, há uma sugestão para essa atividade. 5 No Anexo 2, há uma sugestão de grade de correção para essa atividade. 11 • O que acarreta para a história a escolha de uma dessas pessoas? Em seguida, os alunos produzem a história que, no primeiro momento, pode ser coletiva. Faz-se uma leitura compartilhada da narrativa e, sob mediação do professor, apontam os acertos, os problemas e as sugestões de melhoria. A produção escrita individual pode ser solicitada e gerar material de análise pedagógica para o docente. Para isso, consulte grade de correção (Anexo 3), que poderá ser adaptada conforme necessidade da turma6: (EF67LP23A, EF67LP23B) A organização de uma roda de leitura pode ser um estímulo ao trabalho com estratégias que exercitam a participação em conversações e em discussões ou atividades coletivas, além de propiciar a organização do pensamento durante troca de ideias que envolvem práticas de oralidade. Sugere-se, nesse primeiro momento, escolher uma fábula, um mito, uma lenda ou um conto, entre outras possibilidades narrativas, para o início da atividade de leitura, com o intuito de enfatizar a sequência dos fatos. Nesse ínterim, os outros elementos da narrativa, além do enredo, podem ser destacados em um quadro, usando o texto escolhido: a personagem, o lugar, o tempo, o espaço e o foco narrativo. Quanto ao foco narrativo, sugere-se chamar a atenção para a análise da “voz” que conta a história (narração em 1ª ou em 3ª pessoa e o que isso significa). Esse exercício também pode ser desenvolvido por meio do compartilhamento da história que ouviram, com a possibilidade de teatralização. (EF06LP03, EF06LP04A, EF06LP04B, EF06LP05, EF06LP34, EF06LP12, EF69LP55, EF69LP56, EF06LP11 ) Dentro da prática de análise linguística, sugerimos: • identificar os verbos que marcam a 1ª e/ou a 3ª pessoa; • identificar e refletir sobre o efeito de sentido provocado pelo foco narrativo; 6 No Anexo 3, há sugestão de uma grade de correção para a atividade de escrita. 12 • verificar como o verbo é usado e como esse uso contribui para o desenvolvimento da narrativa que se lê; • discutir a sequência narrativa; • compreender a progressão das ações marcada pelo uso dos verbos; • compreender a passagem de tempo ou a marca temporal da história (também identificada pelos advérbios); Depois dessa análise, voltar ao texto e, a partir dele, desenvolver o conceito de verbo com os alunos. Favorecer a compreensão da gramática, como material de consulta, também contribui para a comparação e sistematização de conceitos normativos e consolidados pela Língua Portuguesa. Sugere-se também voltar ao texto lido, destacar as palavras dentro de um mesmo campo semântico e trabalhar com conceitos de sinônimos e antônimos. Caso o professor trabalhe com conto de terror, solicitar atenção aos alunos quanto ao vocabulário usado e à tomada de nota dos termos que trazem horror, terror e medo (exemplo: aterrorizam, apavorar, demoníaca, atrocidade, assombro). A partir das anotações,colocar as palavras na lousa e construir com eles os conceitos gramaticais/linguísticos, com o apoio, se necessário, de livros de gramática e dicionários. Uma outra prática de análise linguística sugerida é utilizar os textos produzidos pelos alunos e mostrar a necessidade da coesão e coerência para a clareza e a fluidez de um texto. Sugere-se que, ao olhar para os textos, no intuito de revisá-los, o professor estimule os alunos a: • identificarem se há repetição de palavras, • discutirem coesão referencial, • utilizarem pronomes (para garantirem a coesão textual), • considerem o uso de sinonímia. Referências bibliográficas Currículo do Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/237.pdf>. Acesso em: 20 dez. 2018. 13 BNCC (para Anos Finais). Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp- content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: 20 dez. 2018. Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro - A ocasião faz o escritor: orientação para produção de textos. Equipe de produção Maria Aparecida Laginestra, Maria Imaculada Pereira. São Paulo: Cenpec, 2010. (coleção Olimpíada). Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas- publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/232/cadernos-do-professor. Acesso em: 21 dez. 2018. 14 7º Ano 1º bimestre Tema/ conteúdo/Objetos de conhecimento Habilidades do Currículo Habilidades do Currículo Paulista7 1- Prática de Leitura Leitura de textos organizados nas tipologias narrar e relatar em diferentes situações de comunicação. Estudos de gêneros narrativos Narrar e relatar: semelhanças e diferenças Traços característicos de textos jornalísticos. Inferência Formulação de hipótese Interpretação de textos literário e não literário Leitura em voz alta Ler e interpretar textos da tipologia relatar, inferindo seus traços característicos em situações específicas de comunicação. Inferir informações subjacentes aos conteúdos explicitados no texto. Analisar textos, identificando os valores e as conotações que veiculam. Distinguir e ressignificar as características da tipologia narrativa em contraste ao agrupamento tipológico relatar. Criar hipótese de sentido a partir de informações dadas pelo texto (verbal e não verbal). (EF07LP01) Distinguir diferentes propostas editoriais- sensacionalismo, jornalismo investigativo etc., de forma a identificar os recursos utilizados para impactar/chocar o leitor que podem comprometer uma análise crítica da notícia e do fato noticiado. (EF07LP02A) Comparar convergências e divergências em notícias e/ou reportagens multissemióticas sobre o mesmo fato divulgadas em diferentes mídias. (EF07LP02B) Analisar as especialidades das mídias no processo de (re)elaboração de notícias e reportagens multissemióticas. (EF69LP16A) Analisar as formas de composição dos gêneros textuais do campo jornalístico. (EF67LP28) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a 7 Habilidades retiradas da versão preliminar 15 diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes –, romances infanto- juvenis, contos populares, contos de terror, lendas brasileiras, indígenas e africanas, narrativas de aventuras, narrativas de enigma, mitos, crônicas, autobiografias, histórias em quadrinhos, mangás, poemas de forma livre e fixa (como sonetos e cordéis), vídeo-poemas, poemas visuais, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. (EF69LP30) Comparar conteúdos, dados e informações de diferentes fontes, levando em conta seus contextos de produção e referências, identificando coincidências, complementaridades e contradições, de forma a poder identificar erros/imprecisões conceituais, compreender e posicionar-se criticamente sobre os conteúdos e informações em questão. (EF07LP14) Identificar, em textos, os efeitos de sentido do uso de estratégias de modalização e argumentatividade. 16 2- Prática de Escrita Produção de textos organizados nas tipologias narrar e relatar em diferentes situações de comunicação. Etapas de elaboração da escrita Paragrafação Reconhecer o processo de composição textual como um conjunto de ações interligadas. (EF67LP38) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem, como comparação, metáfora, metonímia, personificação, hipérbole, dentre outras. (EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e escrita nas quais ela deve ser usada. (EF69LP16B) Utilizar as formas de composição dos gêneros textuais do campo jornalístico. (EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e escrita nas quais ela deve ser usada. (EF67LP32) Escrever palavras com correção ortográfica, obedecendo as convenções da língua escrita. (EF67LP33) Pontuar textos adequadamente. 17 3- Prática de Oralidade Escuta de textos organizados nas tipologias narrar e relatar em diferentes situações de comunicação. Roda de leitura oral Roda de conversa 4- Prática de Análise Linguística Frase, oração, período Tempos e modos verbais Locução verbal Formas nominais Advérbio e locução adverbial Conectivos: preposição, conjunção Artigo Numeral Fruir esteticamente objetos culturais. Analisar a norma-padrão em funcionamento no texto. (EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e escrita nas quais ela deve ser usada. (EF07LP04) Reconhecer, em textos, o verbo como o núcleo das orações. (EF07LP09) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, advérbios e locuções adverbiais que ampliam o sentidodo verbo núcleo da oração. 18 Interjeição Pontuação Oralidade × escrita: registros diferentes Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa Questões Ortográficas Acentuação Variedades linguísticas Linguagens conotativa e denotativa (EF07LP11A) Identificar, em diferentes gêneros, períodos compostos nos quais duas orações são conectadas por vírgula, ou por conjunções que expressem soma de sentido (conjunção “e”). (EF07LP11B) Identificar, em diferentes gêneros, períodos compostos nos quais duas orações são conectadas por conjunções que expressem oposição de sentidos (conjunções “mas”, “porém”). (EF07LP12) Reconhecer recursos de coesão referencial: substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos). (EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e escrita nas quais ela deve ser usada. (EF07LP14) Identificar, em textos, os efeitos de sentido do uso de estratégias de modalização e argumentatividade. (EF67LP38) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem, como comparação, metáfora, metonímia, 19 personificação, hipérbole, dentre outras. (EF67LP32) Escrever palavras com correção ortográfica, obedecendo as convenções da língua escrita. (EF67LP33) Pontuar textos adequadamente. Orientações Pedagógicas (EF69LP16A, EF69LP16B, EF69LP30, EF07LP01, EF67LP28, EF69LP32, EF07LP02A, EF07LP02B) Essas habilidades estão voltadas tanto ao trabalho com os textos do campo jornalístico quanto aos do universo literário. Para exemplificar, tomaremos como base atividades com o jornal em sala de aula, no intuito de que os estudantes explorem as funcionalidades dos textos que circulam nesse campo. Sugerimos ao professor oferecer a seus alunos jornais impressos e/ou digitais, incentivando-os a responderem às perguntas: • Vocês já leram notícias em jornal impresso? • Vocês conhecem pessoas que ouvem notícias pelo rádio? • É mais comum conhecer as notícias pelo jornal impresso, pelo digital, pela TV ou pelo rádio? • Quais jornais vocês conhecem? • Quais são as notícias principais (divulgadas nos diferentes jornais) dessa semana? • Qual a diferença estrutural e de alcance público que podemos estabelecer entre os jornais digitais e impressos? A finalidade, nesse primeiro momento, é o envolvimento da turma com o jornal e o entendimento dele como suporte para vários gêneros textuais. Para analisar e utilizar as formas de composição desses gêneros que povoam o campo jornalístico, recomendamos ao professor um estudo baseado na comparação 20 entre textos do mesmo gênero e de gêneros distintos, levando em conta seus contextos referenciais e de produção. Nesse sentido, recomendamos estimular os alunos a explorarem livremente (e em grupos) os jornais, que poderão ser os impressos. Feito isso, eles poderão escolher algumas notícias e compartilhá-las com a turma. É interessante também mediar o trabalho dos estudantes por meio de perguntas- chave de localização das estruturas jornalísticas. Essa atividade pode ser iniciada pela leitura do lide e acompanhada de questionamentos, como: • O quê? • Quando? • Onde? • Como? • Por quê? Em seguida, explicar as principais características dos textos que compõem os jornais (notícia, editorial, reportagem, crônica, entre outros) e utilizar vários modelos deles (incluindo os digitais) para que o aluno: • identifique coincidências, complementaridades, contradições, imprecisões conceituais; • compreenda e se posicione criticamente sobre os conteúdos e informações em questão; • identifique os recursos utilizados para impactar/chocar o leitor que podem comprometer uma análise crítica da notícia e do fato noticiado; • selecione informações e dados relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.); • avalie a qualidade e a utilidade dessas fontes utilizadas; • organize, esquematicamente, as informações necessárias (sem excedê-las) com ou sem apoio de ferramentas digitais, em quadros, tabelas ou gráficos; • leia, de forma autônoma; • compreenda procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos; 21 • leve em conta características dos gêneros e suportes (romances, contos, lendas, mitos, crônicas, autobiografias, histórias em quadrinhos, mangás, sonetos, cordéis, poemas visuais, entre outros); • expresse opinião sobre o texto lido. Nas atividades com o jornal, o trabalho com a produção escrita de notícias (em grupos) a respeito de acontecimentos locais pode ser desenvolvido. Essa produção, após ajustes linguísticos (por meio de revisões feitas coletivamente pelo professor), pode ganhar o formato de esquetes a serem apresentados para a turma ou entre turmas, através da representação de notícias transmitidas por emissoras de TV ou de rádio. Outras possibilidades: montagem do jornal mural, do jornal digital (blog). Para subsidiar o trabalho com essas habilidades, sugerimos como material de apoio: • Portal do professor. “Notícias de jornal: como trabalhar”. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=23177>. Acesso em: 28 dez. 2018. • Nova Escola. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/324/leitura-de- jornal-na-sala-de-aula>. Acesso em: 28 dez. 2018. • Tema 1: As várias formas de dizer uma mesma coisa: quem conta um conto acrescenta um ponto. Disponível em: <http://www.escoladeformacao.sp.gov.br/portais/Portals/33/arquivos/linguagens_ 24-37.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2018, p. 24-26. • Tema 2: A construção do texto opinativo. Disponível em: <http://www.escoladeformacao.sp.gov.br/portais/Portals/33/arquivos/linguagens_ 24-37.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2018, p. 27-30. (EF07LP01, EF07LP02A, EF07LP02B) O trabalho com essas habilidades pode ser iniciado pela comparação entre textos de um mesmo gênero e, em seguida, de gêneros diferentes, com o objetivo de propiciar 22 um espaço para a identificação dos elementos que os determinam como pertencentes ao campo jornalístico. É importante que o professor direcione o estudo para o reconhecimento das semelhanças e diferenças, nos âmbitos linguístico-textual e de estilo, visando, entre outras estratégias, movimentos de leitura, tais como: • compartilhar, entre os estudantes, diferentes estruturas textuais, como artigos de opinião, reportagens, notícias, editoriais, que apresentem elementos multissemióticos, a fim de compará-los aos mesmos gêneros que circulam em jornais impressos; • diferenciar propostas editoriais a partir da comparação entre jornais televisivos, levando em consideração o momento do dia no qual são transmitidos, o público alvo a que se destinam, por exemplo; • analisar a forma que um mesmo fato é tratado por diferentes jornais e mídias; • propor momentos de reflexão, por meio de rodas de conversa, pequenos debates, apresentações orais, sobre o posicionamento dos diferentes veículos de comunicação, a forma como esses gêneros representam a realidade e como se posicionar diante dela; • avaliar a fidedignidade das fontes dos textos que circulam no campo jornalístico; • escolher um dos gêneros textuais (acima destacados) para o trabalho com produção escrita, • distribuir aos alunos uma seleção de temas semelhantes do gênero textualescolhido; • refletir com a turma sobre as escolhas de palavras e de outros recursos semióticos (imagens, cores, fontes de letras etc.) que ajudarão a produzir sentidos no momento da criação dos textos; • solicitar a elaboração, que pode ser individual ou em grupo, de texto escrito, respeitando as condições de produção; • realizar a mesma atividade, em outro momento, utilizando gêneros diferentes, como histórias em quadrinhos, charge, crônica, entre outros; 23 • solicitar que os alunos leiam seus textos para os colegas, para isso, pode- se sugerir ambientes diferenciados (a leitura audível pode ser feita por meio da representação de um telejornal, de um podcast, por exemplo). (EF69LP30, EF69LP32) As habilidades estão relacionadas às estratégias e às ferramentas de curadoria. É um campo de pesquisa que desenvolve no aluno conhecimentos de seleção, comparação entre diferentes fontes, levando em conta os seus contextos de produção e referências, com ênfase em uma análise reflexiva do texto. Sugerimos ao professor que, durante o desenvolvimento das atividades, contemple a pesquisa e mobilize a turma a usar ferramentas de busca. Para exercitar e utilizar as variadas formas de curadoria, em especial comparar e selecionar textos diversos durante as aulas, é importante que, no processo de execução das atividades, o estudante compreenda a importância de: • escolher fontes confiáveis; • buscar recursos de apoio à compreensão; • tomar notas durante as aulas; • produzir esquemas; • construir repertórios. Para o desenvolvimento dos conteúdos, deve-se praticar com a turma a pesquisa de seleção e comparação de dados e elementos de diferentes fontes, identificando coincidências, complementaridades e contradições, de forma a poder localizar erros/imprecisões conceituais, compreender e posicionar-se criticamente sobre os conteúdos e informações em questão. Para selecionar dados e subsídios relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.), é necessário avaliar a utilidade, os aspectos qualitativos dessas fontes e organizar as informações necessárias. Essas informações podem ser montadas em formato de esquemas e apresentadas em quadros, tabelas ou gráficos, com ou sem apoio de ferramentas digitais. Assim, ao longo dessas práticas, o aluno será capaz de compreender e posicionar-se criticamente sobre os conteúdos e informações em questão. 24 (EF67LP28) Para essa habilidade, os atos de ler, compreender e selecionar enfatizam a leitura e a construção de sentidos ligados a textos literários. Para desenvolver atividades que a envolvam, sugerimos que o professor trabalhe com projetos literários, no qual a escolha dos gêneros a serem analisados poderá centrar-se em romances, contos, mitos, crônicas, autobiografias, histórias em quadrinhos, mangás, sonetos, cordéis, vídeo- poemas, poemas visuais, entre outros. Vale ressaltar a importância do fator motivação do aluno em todo o processo literário, principalmente em relação às leituras autônomas. Considerando esses aspectos e buscando o amplo repertório literário de gêneros citados, os projetos poderão ser concluídos em eventos culturais relacionados, como mostras de música, de teatro, saraus entre outros. Para subsidiar o trabalho, sugerimos como material de apoio: • Tema 4: O poema na letra de música popular brasileira. Disponível em: <http://www.escoladeformacao.sp.gov.br/portais/Portals/33/arquivos/linguagens_ 24-37.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2018, p. 34-37. • Projeto “Mediação e Linguagem”. Disponível em: <https://mediacaoelinguagem.wixsite.com/mediacaoelinguagem>. Acesso em: 28 dez. 2018. (EF07LP04, EF07LP09, EF07LP11A e EF07LP11B) No desenvolvimento das habilidades desse agrupamento, recomendam-se atividades que possibilitem aos alunos o contato e a exploração de diferentes alternativas de estruturação de um mesmo enunciado, o que contribui para a percepção e compreensão da natureza e do funcionamento dos mecanismos sintáticos em questão. Essa dinâmica pode considerar o trabalho com textos8 que estimulem o aluno a reconhecer o verbo como núcleo das orações e transmissor de sentido; identificar advérbios e locuções adverbiais, responsáveis pela ampliação do sentido do núcleo da oração; compreender (na estrutura de períodos compostos) o uso de conjunções que 8 Sugerimos o trabalho com manchetes de jornais, impressos ou online. 25 expressem soma (conjunção “e” etc.) ou oposição de sentidos (conjunções “mas”, “porém” etc.) e a entender a funcionalidade da colocação das vírgulas entre as orações. Inicialmente, propomos que se retomem as características do gênero textual notícia, em especial, manchete/título, perguntando aos estudantes as características das manchetes, onde elas aparecem, quais as funções desempenhadas por elas, por exemplo. Com base nas respostas, reiterar que não podem ser muito longas, que devem conter uma informação-chave (ou algo que se quer dar destaque) e, em geral, um verbo nocional como núcleo da oração - a escolha é fundamental para a informação que se quer transmitir. Na sequência, pode-se organizar os alunos em grupos para a atividade de desenvolver manchetes para três notícias hipotéticas, situações trazidas pelo professor, a serem divulgadas no jornal do bairro, no mural da escola ou em outro suporte que considerarem conveniente para o momento. É importante destacar a importância de se trabalhar com a apropriação da realidade local, tratando questões que façam parte do cotidiano dos alunos. Para ampliar a discussão, sugerimos que o professor forneça um exemplo de manchete, como: “Museu Nacional resgata crânio de Luzia quebrado e identifica 80% das partes”9 Em seguida, ele pode levantar junto aos alunos algumas informações (essa atividade acolhe, a critério do professor, outros questionamentos), tais como: • Quem é Luzia? • Onde fica o Museu Nacional? • O que aconteceu com o Museu? • Quais foram as consequências provocadas pelo ocorrido? • Qual é sentido esperado pela manchete? • A informação é verdadeira? • Quanto aos verbos em destaque, por que foram escritos no presente? Que sinônimos podem substituí-los? 9Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2018/10/19/equipe-resgata- cranio-da-luzia-no-museu-nacional.htm>. Acesso em: 20 dez. 2018. 26 • A manchete, sem o conhecimento do ocorrido ou sem a leitura do texto que a sucede, faz sentido? • Informações históricas a respeito de Luzia fazem diferença para o entendimento da manchete? Como sequência do trabalho, convém retomar os conceitos de advérbio e locução adverbial, vírgula e conjunções, mesmo que estes não estejam no corpo da manchete. Nesse sentido, após a retomada, a mesma manchete pode ser modificada, ampliada. A escrita coletiva, nesse caso, tende a colaborar com a atividade dos alunos. Salientamos que a reflexão e a observação sobre a organização sintática na construção da textualidade e na produção de efeitos de sentido do texto são o foco do trabalho a ser desenvolvido. Os elementos que permitem a devida identificação e classificação de períodos compostos por coordenação aditiva ou adversativa, tanto sindéticas (com conectivos) quanto assindéticas (conectadas por vírgulas), e o reconhecimento do papel dos advérbios e locuções adverbiais na ampliação de sentidos do núcleo do predicado oracional podem ser analisados com os alunos. Cabe ressaltar a importânciade um olhar prévio para as classes de palavras e para as funções e categorias gramaticais. Lembrando que esse tipo de atividade precisa pautar-se no texto como objeto de entendimento e reflexão, afastando, assim, a ideia de análise descontextualizada e/ou focada apenas em aspectos gramaticais. Para subsidiar o trabalho com essas habilidades, indicamos os seguintes materiais de apoio: • Museu Nacional resgata crânio de Luzia quebrado e identifica 80% das partes. Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas- noticias/redacao/2018/10/19/equipe-resgata-cranio-da-luzia-no-museu- nacional.htm>. Acesso em: 20 dez. 2018. • O jornal na sala de aula: leitura e escrita. Disponível em:<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=119 34>. Acesso em: 27 dez. 2018. • Jornal na sala de aula: leitura e assunto novo todo dia. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/324/leitura-de-jornal-na-sala-de- aula>. Acesso em: 27 dez. 2018. 27 • Locução Adverbial. Disponível em: <https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/locucao- adverbial.htm>. Acesso em: 27 dez. 2018. • Conjunções. Disponível em: <https://www.infoescola.com/portugues/conjuncoes/>. Acesso em: 27 dez. 2018. • Classes de palavras. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/classes-palavras.htm>. Acesso em: 27 dez. 2018. (EF07LP12, EF07LP14, EF67LP38) As habilidades desse agrupamento têm como norte ampliar aspectos relacionados à construção dos sentidos do texto por parte do aluno, desde o reconhecimento de elementos referenciais como substituições lexicais ou pronominais, ampliando para a identificação de estratégias de modalização e argumentatividade, até a análise dos efeitos de sentido referentes ao uso de figuras de linguagem. O professor poderá utilizar (entre outros textos) o soneto “Amor é fogo que arde sem ver” de Luiz Vaz de Camões, a fim de estimular os alunos a analisarem o uso de comparação, metáfora e antítese, por exemplo. Para o trabalho com metonímia, o uso de propagandas é recomendado, o que também permite verificar os recursos persuasivos utilizados. Além disso, o professor pode solicitar que os alunos tomem nota das observações feitas e, junto com eles, busque definições para as figuras de linguagem no livro didático ou na gramática utilizada, com o objetivo de sistematizar os conceitos e compará-los com as definições levantadas em grupos. Quanto às substituições lexicais, sugerimos (entre outros possíveis) o texto “Baratas servem para algo de bom?”10. Há nesse texto vários termos que se referem às baratas (cucarachas, espécies, elas, injustiçadas). O professor pode realizar a leitura compartilhada do texto e refletir com os alunos sobre o objetivo das substituições 10 <https://super.abril.com.br/blog/oraculo/baratas-servem-para-algo-de-bom/>. Acesso em: 27 dez. 2018. 28 realizadas pelo autor. O importante é que os alunos percebam como a construção textual ocorre a partir do uso dos recursos de coesão referencial e da concordância adequada. Também é possível verificar as relações de causa e consequência presentes no texto e como a argumentação é construída a partir de um argumento de autoridade, já que as informações utilizadas no texto são fornecidas por um pesquisador renomado de uma universidade. A identificação de estratégias argumentativas e de modalização, envolvendo a compreensão das atitudes assumidas pelo locutor/escritor ao expor seu ponto de vista, além dos recursos utilizados para convencer ou persuadir o ouvinte/leitor, devem envolver propostas de leitura ou de produção de textos que solicitem estratégias de modalização e de argumentação. Para subsidiar o trabalho com essas habilidades, sugerimos como material de apoio: • Amor é fogo que arde sem se ver. Disponível em: <https://www.revistaprosaversoearte.com/amor-e-fogo-que-arde-sem-se-ver- camoes/>. Acesso em: 27 dez. 2018. • Baratas servem para algo de bom? Disponível em: <https://super.abril.com.br/blog/oraculo/baratas-servem-para-algo-de-bom/>. Acesso em: 27 dez. 2018. • Figuras de Linguagem. Disponível em: <https://www.figuradelinguagem.com/metonimia/>. Acesso em: 27 dez. 2018. • O papel das figuras de linguagem na construção do sentido textual. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=20284> Acesso em: 28 dez. 2018. • Caderno do Professor – Artigo de Opinião. Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas- publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/232/cadernos-do-professor>. Acesso em: 28 dez. 2018. • Coesão referencial por substituição - pronomes possessivos. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=31430>. Acesso em: 28 dez. 2018. 29 • Programa Gestão da Aprendizagem Escolar - Gestar II. Língua Portuguesa: Atividades de Apoio à Aprendizagem 5 - AAA5: estilo, coerência e coesão (Versão do Aluno). Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me004680.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2018. (EF67LP32, EF67LP33, EF69LP56) Para o trabalho com essas habilidades, recomendamos ao professor iniciar um debate com os alunos sobre o uso adequado da pontuação. A exibição de um vídeo produzido pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa) que trata da importância da pontuação, disponível em sites de compartilhamento, é um bom motivador inicial para as discussões. Em seguida, o professor pode apresentar trechos de obras literárias ou de textos jornalísticos sem a pontuação, em papel kraft ou na lousa, para discutir com os alunos a melhor forma de pontuar, realizando uma reescrita coletiva, atentando para atribuição de significados dados ao texto a partir das escolhas realizadas. É importante lembrar que a pontuação tem função de atribuir/inferenciar sentidos aos textos e é nessa perspectiva que o trabalho deve ser desenvolvido. No intuito de comparar formas, o professor pode apresentar o texto com a pontuação original para que os alunos verifiquem se fizeram as mesmas escolhas (ou próximas) do conteúdo original e identifiquem as variações de significação possíveis a partir dessas escolhas. Nesse processo de reescrita coletiva, seria interessante atentar também para questões de ortografia, acentuação, concordância verbal e nominal e coesão, que surgirem ao longo das discussões feitas. Na sequência, sugerimos que o professor solicite aos alunos uma pesquisa, em fontes diversas, sobre um determinado assunto, privilegiando a realidade local. A proposta para a pesquisa pode preferencialmente privilegiar um assunto que seja relevante para comunidade no entorno escolar (descarte indevido de resíduos, poluição, bullying, cyberbullying, vandalismo, saúde pública etc.). A partir dessas informações, é possível elaborar gráficos, tabelas ou quadros. Após a realização da pesquisa (em jornais, revistas, sites, entrevistas), os alunos reunirão os materiais coletados para discussão em sala e elaboração de um texto coletivo com as informações elencadas, que pode ser um relato da experiência de 30 pesquisa, baseado em coleta de dados. Essa produção (com interferências de revisão mediadas pelo professor) poderá ser exposta em um mural, acompanhado dos quadros, tabelas e gráficos elaborados pela turma. Todas essas etapas, e outras que o docente considerar convenientes acrescentar, podem focar tanto o estudo da variação linguística quanto da compreensão dos valoresatribuídos às diferentes variedades, o que demanda uma reflexão sobre situações formais orais e escritas (palestras, seminários, debates, notícias, reportagem multimidiática, entre outros). Como estratégia para essa possibilidade de ampliação, sugerimos atividades que propiciem a comparação de normas e regras das variedades da língua com o objetivo de explorar a ideia de adequação e inadequação em textos escritos e falados, privilegiando a intencionalidade comunicativa. Essas reflexões permitem ainda discutir a questão do preconceito linguístico. É possível realizar as mesmas reflexões utilizando textos literários, por exemplo, em atividades que contemplem a construção de certas personagens, os contextos nos quais estão inseridos e a forma como utilizam a língua. Para subsidiar o trabalho com essas habilidades, indicamos os seguintes materiais de apoio: • Propagandas Históricas ABI (Vírgula) - 2008. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=NDn1tukRE_E>. Acesso em: 27 dez. 2018. • No site da TV escola, há várias sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas em sala com os alunos. Sugerimos que o professor acesse especificamente a que trata do trabalho com pontuação. Quédima – Pontuação. Disponível em: <https://tvescola.org.br/videos/4695/>. Acesso em: 27 dez. 2018. • “Ortografia e ensino”, Carlos Alberto Faraco – Escrevendo o Futuro (Revista “Na Ponta do Lápis”). Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas- publicacoes/revista/artigos/artigo/1742/ortografia-e-ensino>. Acesso em: 28 dez. 2018. • Portal do Letramento – Especial “Ortografia Reflexiva”. Disponível em: <http://www.plataformadoletramento.org.br/hotsite/especial-ortografia-reflexiva/> • Letra e Vida - “Como é que se escreve?” - Videoaula Artur Morais. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=lXrZA_p11H8>. Acesso em: 28 dez. 2018. 31 • Nova Escola - “Como ensinar pontuação” - Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/161/como-ensinar-pontuacao>. Acesso em: 28 dez. 2018. • Portal do professor – Ortografia. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=8295>. Acesso em: 28 dez. 2018. Referências Bibliográficas BARBOSA, Jacqueline Peixoto. Notícia: relatar - Trabalhando com os gêneros do discurso. São Paulo: FTD, 2001. FARIA, M. A.; ZANCHETTA JR., J. Para ler e fazer o jornal na sala de aula. 2ed. São Paulo: Contexto, 2005. FAVERO, L. L. Coesão e coerências textuais. São Paulo: Ática, 2009. GERALDI, J. W. O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 1999. JOUVE, V. A Leitura. São Paulo: Unesp, 2002. KOCH, I. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 2012. KOCH, I.; ELIAS, V. M. Ler e Compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2013. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros Textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, Angela Paiva; MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora.(Org.) Gêneros Textuais e Ensino. 4 ed. Rio de Janeiro: Lucena, 2005. PRESTES, M. L. de M. O ensino da pontuação numa perspectiva discursiva. In: Cadernos do CNLF, Série VIII, no.03. Disponível em: <http://www.filologia.org.br/viiicnlf/anais/caderno03-08.html>. PROENÇA FILHO, D. A linguagem literária. São Paulo: Ática, 1986. QUEIROGA, Bianca Arruda Manchester de; LINS, Michelly Brandão; PEREIRA, Mirella de Andrade Lima Vasconcelos. Conhecimento morfossintático e ortografia em crianças do ensino fundamental. Psic.: Teor. e Pesq., Brasília , v. 22, n. 1, p. 95-99, Apr. 2006. RUOTTI, W. A produção textual escrita na EJA: uma análise a partir dos estudos da Análise Crítica do Discurso. 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Campinas/SP: Mercado de Letras, 2004. 33 8º Ano 1º Bimestre Tema/ conteúdo/Objetos de conhecimento Habilidades do Currículo (2008-2019) Habilidades do Currículo Paulista 1- Prática de Leitura Traços característicos de textos prescritivos (receitas, regras de jogo, anúncios publicitários); Gênero textual anúncio publicitário; Estudos de gêneros prescritivos; Textos prescritivos e situações de comunicação; Interpretação de textos literário e não literário (poemas, haicais, poemas concretos, propagandas, anúncios publicitários); Intertextualidade implícita e explícita; Leitura, produção e escuta de textos prescritivos em diferentes situações de comunicação; Fruição (textos de diversos gêneros). Ler e interpretar textos prescritivos/injuntivos, inferindo seus traços característicos em situações específicas de comunicação Analisar textos prescritivos/injuntivos e construir quadro-síntese Inferir características de anúncios publicitários a partir de conhecimento prévio Analisar a intertextualidade presente em um texto Comparar características da tipologia prescritiva injuntiva em textos de diferentes gêneros. (EF69LP02A) Analisar peças publicitárias variadas. (EF69LP02B) Comparar peças publicitárias variadas. (EF69LP02C) Perceber a articulação entre peças publicitárias em campanhas. (EF08LP15) Estabelecer relações entre partes do texto, por meio da identificação do antecedente de um pronome relativo ou o referente comum de uma cadeia de substituições lexicais. EF08LP16B) Analisar os elementos que marcam os efeitos de sentido do uso, em textos, de estratégias de modalização e argumentatividade. (EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos 34 2- Prática de Escrita Leitura, produção e escuta de textos prescritivos em diferentes situações de comunicação Gênero textual anúncio publicitário Textos prescritivos e situações de comunicação Etapas de elaboração e revisão da escrita Traços característicos dos textos prescritivos. Ler e interpretar textos prescritivos/injuntivos, inferindo seus traços característicos em situações específicas de comunicação Analisar textos prescritivos/injuntivos e construir quadro-síntese Inferir características de anúncios publicitários a partir de conhecimento prévio. linguísticose os recursos paralinguísticos e cinésicos, que funcionam como modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações próprios de cada gênero narrativo. (EF08LP16A) Utilizar elementos que marquem os efeitos de sentido do uso, em textos, de estratégias de modalização e argumentatividade (sinais de pontuação, adjetivos, substantivos, expressões de grau, verbos e perífrases verbais, advérbios etc.). 35 3- Prática de Oralidade Leitura oral: ritmo, entonação, respiração, qualidade de voz, elocução e pausa Leitura dramática Roda de conversa Leitura, produção e escuta de textos prescritivos em diferentes situações de comunicação. 4- Prática de Análise Linguística Processos de formação de palavras por composição (aglutinação e justaposição); Textos prescritivos e situações de comunicação Conceito de verbo (regência verbal) Modo imperativo nas variedades padrão e coloquial Imperativo negativo Pesquisa no dicionário Coesão (conjunções e articuladores textuais) Modo indicativo (verbos regulares) “Tu”, “vós” e variedades linguísticas Irregularidades do indicativo Discurso citado Analisar a intertextualidade presente em um texto Comparar características da tipologia prescritiva injuntiva em textos de diferentes gêneros. Analisar a norma-padrão em funcionamento no texto Comparar usos linguísticos na norma-padrão e coloquial (EF69LP02A) Analisar peças publicitárias variadas. (EF69LP02B) Comparar peças publicitárias variadas. (EF69LP02C) Perceber a articulação entre peças publicitárias em campanhas. (EF08LP05A) Identificar processos de justaposição e de aglutinação em palavras compostas. (EF08LP05B) Apropriar- se de regras básicas de uso do hífen em palavras compostas. (EF08LP05C) Analisar processos de formação de palavras compostas. (EF08LP07A) Diferenciar, em gêneros textuais, complementos diretos e indiretos de verbos transitivos. (EF08LP07B) Identificar, em gêneros textuais, a regência de verbos de uso frequente. 36 Frase e oração (EF08LP12A) Identificar, em gêneros textuais, orações subordinadas com conjunções de uso frequente. (EF08LP12B) Utilizar orações subordinadas em práticas de produção textual. (EF08LP13A) Analisar efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos de coesão sequencial: conjunções e articuladores textuais. (EF08LP13B) Utilizar recursos de coesão sequencial: conjunções e articuladores textuais em práticas de escrita. (EF08LP16A) Utilizar elementos que marquem os efeitos de sentido do uso, em textos, de estratégias de modalização e argumentatividade (sinais de pontuação, adjetivos, substantivos, expressões de grau, verbos e perífrases verbais, advérbios etc.). (EF08LP15) Estabelecer relações entre partes do texto, por meio da identificação do 37 antecedente de um pronome relativo ou o referente comum de uma cadeia de substituições lexicais. (EF08LP16B) Analisar os elementos que marcam os efeitos de sentido do uso, em textos, de estratégias de modalização e argumentatividade. (EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os recursos paralinguísticos e cinésicos, que funcionam como modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações próprios de cada gênero narrativo. Orientações pedagógicas (EF08LP05A, EF08LP05B, EF08LP05C, EF08LP07A, EF08LP07B, EF69LP54) 38 Nesse agrupamento, para trabalhar com o emprego das figuras de linguagem e o efeito de sentido do texto poético, sugerimos o livro Espelho mágico11, de Mário Quintana. A obra contém 111 poemas breves, cujos títulos espelham os dois primeiros versos. Em cada um deles, o poeta reflete sobre os costumes, os sentimentos, os defeitos e as qualidades do ser humano; para tanto, se vale da ironia e, ao mesmo tempo, se ocupa do tom poético que lhe é peculiar. Esses e outros poemas permitem a reflexão voltada ao processo de formação de palavras12; ao emprego de pontuação; ao uso de figuras de linguagens; à aplicação de regência verbal, entre outros recursos da língua. Nesse sentido, as habilidades dialogam com o modo utilizado para construir/tecer o texto poético. Quanto ao texto narrativo, para trabalhar a caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações próprios de sua estrutura, o professor pode selecionar um conto, uma crônica, trechos de novela ou romance e, por meio de exemplos, retomar a função dos elementos da narrativa. O livro Como Analisar Narrativas13, da Professora Cândida Vilares Gancho, exemplifica esses gêneros textuais, definindo-os e sugerindo análises que contribuirão para o planejamento de aulas, voltadas à prática interpretativa. (EF69LP02A, EF69LP02B, EF69LP02C) Para o desenvolvimento do trabalho com esse agrupamento de habilidades, o professor pode selecionar textos prescritivos/injuntivos, como peças publicitárias. Nesse contexto, o Portal do Professor14, por meio do link 11 QUINTANA, Mario. Espelho mágico. São Paulo: Globo, 2005. 12 ARAÚJO, Luciana Kuchenbecker. "Composição"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/composicao.htm>. Acesso em: 22 nov. 2018. 13 GANCHO, Cândida Vilares. Como Analisar Narrativas. Disponível em: <http://files.letrasunip2010.webnode.com.br/200000008- 989c398f4e/Como%20Analisar%20Narrativas.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2018. 14 LACERDA, Priscila Brasil Gonçalves. Portal do Professor. Texto injuntivo: dando ordens e direcionamentos. Coautoria de Luiz Antônio dos Prazeres. Disponível em: 39 http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19132, oferece aulas referentes a essa tipologia. Além disso, no Canal do Educador - Brasil Escola15 (https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/textos-injuntivos-na-sala- aula.htm), há duas aulas que exploram o gênero prescritivo: receita, regras do jogo de xadrez e manual de instruções de jogo. Tais gêneros são analisados, considerando semelhanças e diferenças entre as linguagens utilizadas em sua composição. (EF08LP12A, EF08LP12B, EF08LP13A, EF08LP13B, EF08LP15) Para o desenvolvimento das habilidades desse agrupamento, indicamos a consulta ao Portal da Educação16 (https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/idiomas/projeto-publicidade-e- propaganda/24995), que traz uma sugestão de trabalho com propaganda, texto publicitário, notícia, entrevista, entre outros gêneros que compõem um jornal, por exemplo. Disponibilizam também modos de elaboração da escrita jornalística, de criação de notícias (impressas e on-line) e de um projeto de criação de um jornal. Com isso, é possível desenvolver com os alunos efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos de coesão sequencial: conjunções e articuladores textuais, bem como estabelecer relações entre partes do texto, identificando o antecedente de um pronome relativo ou o referentecomum de uma cadeia de substituições lexicais. Nos links abaixo, também são encontrados trabalhos referentes a: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19132>. Acesso em: 11 out. 2018. 15 Canal do Educador- Brasil Escola. Textos injuntivos na sala de aula. ARAUJO, Ma. Luciana Kuchenbecker. Disponível em: <https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/textos-injuntivos-na-sala- aula.htm>. Acesso em: 10 out. 2018. 16 SILVA, Aise dos Santos. Projeto Publicidade e Propaganda. Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/idiomas/projeto-publicidade-e- propaganda/24995>. Acesso em: 10 out. 2018. 40 • Orações subordinadas substantivas. Disponível em: <www.infoescola.com/portugues/oracoes-subordinadas-substantivas/>. Acesso em: 22 nov. 2018. • Conjunções coordenativas. Disponível em: <https://www.infoescola.com/portugues/conjuncao-coordenativa/>. Acesso em: 22 nov. 2018. (EF08LP13A, EF08LP13B, EF08LP16A, EF08LP16B) Para o trabalho com esse agrupamento, que propõe a reflexão sobre a inferência de efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos de coesão sequencial: conjunções e articuladores textuais, juntamente com a atribuição de efeitos de sentido do uso, em textos, de estratégias de modalização e argumentatividade (sinais de pontuação, adjetivos, substantivos, expressões de grau, verbos e perífrases verbais, advérbios etc.), sugerimos atividades a partir de situações de uso em textos de diversos gêneros, sobretudo os prescritivos, como regras de jogo, por exemplo. Para o planejamento de uma ou mais aulas sobre esse gênero, indicamos o site do Portal do Professor, por disponibilizar uma série de mais de 10017 jogos educativos e multidisciplinares. Na descrição das regras, sugerimos o trabalho com as conjunções e articuladores textuais, bem como os efeitos de sentido do uso de estratégias de modalização e argumentatividade. (EF08LP07A) (EF08LP07B), (EF08LP15), (EF08LP16A), (EF08LP16B) Essas habilidades sugerem a reflexão sobre os processos que permitem estabelecer relações entre partes do texto, identificando o antecedente de um pronome relativo ou o referente comum de uma cadeia de substituições lexicais, bem como a 17 Jogos Educativos. Portal do Professor. Disponível em:<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/link.html?categoria=258>. Acesso em: 11 out. 2018. 41 diferenciação, em textos lidos ou de produção própria, dos complementos diretos e indiretos de verbos transitivos, apropriando-se da regência de verbos de uso frequente. Para tanto, os processos textuais que permitem explicar os efeitos de sentido do uso, em textos, de estratégias de modalização e argumentatividade (sinais de pontuação, adjetivos, substantivos, expressões de grau, verbos e perífrases verbais, advérbios etc.) podem ser sugeridos através de atividades que permitam a reflexão sobre os aspectos linguísticos do texto. No site do Portal do Professor18, em “A propaganda e suas características textuais”, há aulas de leitura, análise e criação de propagandas. O trabalho com esse gênero enfoca, também, o seu estudo em contexto social, aliado ao trabalho com as estratégias de modalização e argumentatividade, bem como a regência dos verbos. (EF08LP05A, EF08LP05B, EF08LP05C, EF08LP13A, EF08LP13B, EF08LP16A, EF08LP16B, EF69LP54) Para desenvolver habilidades que trabalhem com a palavra, sua formação e composição, sugerimos o site de Ziraldo19. Em sua página, o autor disponibiliza o clássico “Menino Maluquinho”, na íntegra, além de brincar com as palavras por meio de cartazes, marcas e logotipos, cartuns e piadas. Com esse material, sugerimos o trabalho com as figuras de linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia, paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, 18 CARNEIRO, Miriam Chaves.; Coautoria de Sulamita Nagem Dias Lima. A propaganda e suas características textuais. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=25093>. Acesso em: 11 out. 2018. 19 ZIRALDO. Site oficial do escritor. Disponível em: <http://www.ziraldo.com/historia/home.htm>. Acesso em: 9 out. 2018. 42 personagens e ações próprios de cada gênero narrativo. O professor pode, também, aproveitar o texto para inferir os efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos de coesão sequencial: conjunções e articuladores textuais. A obra de Arnaldo Antunes20, sobretudo a do livro Psia, é aqui sugerida para a análise do processo de formação de palavras. Além dessa atividade, buscar os efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos de coesão sequencial (conjunções e articuladores textuais etc.) em poemas, letras de música, textos narrativos, entre outras estruturas, possibilita aprofundamento dos estudos linguísticos. (EF08LP05A, EF08LP05B, EF08LP05C, EF08LP15, EF69LP54) Nesse agrupamento de habilidades, com intuito de sugerir estudo e fruição de textos literários como poemas e a leitura oral de textos poéticos para trabalhar ritmo, entonação, respiração, qualidade de voz, elocução e pausa, indicamos o site da escritora Roseana Murray21 que, além da apresentação de sua biografia, disponibiliza poemas, fotos e livros digitais integrais. O texto poético dá margem para o professor trabalhar, também, os processos de formação de palavras por composição (aglutinação e justaposição), bem como o uso do hífen em palavras compostas. Com tal material, é possível trabalhar com os sentidos e significados da escolha do léxico para compor o texto poético pelo autor, bem como estabelecer relações entre partes do texto, identificando o antecedente de um pronome relativo ou o referente comum de uma cadeia de substituições lexicais. 20 ANTUNES, Arnaldo. Site oficial do escritor. Disponível em: <http://www.arnaldoantunes.com.br/new/sec_livros_list.php?view=1>. Acesso em: 10 out. 2018. 21 MURRAY, Roseana. Site oficial da escritora. Disponível em: <http://roseanamurray.com/site/index.php/category/e-books/>. Acesso em: 11 out. 2018. 43 Outros textos complementares para consulta do professor: • BATISTA, Antonio Augusto Gomes: p. 12. Alfabetização, leitura e ensino de Português: desafios e perspectivas curriculares. Revista Contemporânea de Educação Nº 12 – agosto. Disponível em: <https://revistas.ufrj.br/index.php/rce/article/download/1638/1486>. Acesso em: 22 nov. 2018. • BRÄKLING, K. L. Educação. Fazer e Aprender na Cidade de São Paulo. Fundação Padre Anchieta/Secretaria Municipal de Educação. São Paulo (SP): SME/DOT; 2008 (pp. 174-185). Disponível em: <http://www.academia.edu/18096270/As_Pr%C3%A1ticas_Sociais_de_Leitura_ e_de_Escrita_no_Processo_de_Alfabetiza%C3%A7%C3%A3o>. Acesso em: 22 nov. 2018. 44 9º Ano 1º Bimestre Tema/ conteúdo/Objetos de conhecimento Habilidades do Currículo (2008-2019)Habilidades do Currículo Paulista 1- Prática de Leitura Leitura em voz alta de textos literários - Reconstrução das condições de recepção dos textos. Leitura e interpretação de textos não literários: comentários, posts de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs. Inferência Relação entre textos Fruir esteticamente objetos culturais (textos literários). Ler e interpretar textos argumentativos e expositivos, inferindo seus traços característicos Analisar textos argumentativos e construir quadros-síntese dos traços característicos desta tipologia Inferir informações implícitas Analisar temas e textos diversos, selecionando argumentos que justifiquem pontos de vista divergentes (EF89LP33A) Ler, de forma autônoma, textos de gêneros variados. (EF89LP33B) Compreender textos de gêneros variados, selecionando estratégias de leitura adequadas a diferentes objetivos. (EF89LP33C) Analisar as características dos gêneros textuais e suportes. (EF89LP03) Analisar, de forma crítica, fundamentada, ética e respeitosa, gêneros argumentativos da cultura digital e impressa. (EF09LP12A) Identificar estrangeirismos. (EF09LP12B) Caracterizar estrangeirismos segundo a conservação, ou não, de sua forma gráfica de origem. (EF09LP12C) Avaliar a pertinência, ou não, do uso de estrangeirismos. (EF09LP01A) Analisar o fenômeno da disseminação de notícias falsas nas redes sociais. 45 (EF09LP01B) Desenvolver estratégias para reconhecimento de notícias falsas nas redes sociais, considerando, por exemplo, fonte, data, local da publicação, autoria, URL, comparação de diferentes fontes, consulta a sites de curadoria que atestam a fidedignidade de fatos relatados. (EF09LP02A) Analisar a cobertura da imprensa sobre fatos de relevância social. (EF09LP02B) Comparar diferentes enfoques por meio do uso de ferramentas de curadoria. 2- Prática de Escrita Tipos de argumentos Estudo e produção de gêneros da tipologia argumentativa e expositiva Coerência Coesão Paragrafação Adequação vocabular Reconstrução das condições de produção dos textos Etapas de elaboração e revisão de escrita Elaboração de fichas Identificar tipos de argumentos em textos de opinião Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de elementos persuasivos presente em um texto (artigo de opinião, carta do leitor, trecho de romance, conto, poema, anúncio publicitário) (MAP 9º ano – 2º Bim.) Produzir resenhas, utilizando os (EF89LP14A) Analisar, em textos orais e escritos, os movimentos de sustentação, refutação e negociação de argumentos. (EF89LP14B) Analisar, em textos orais e escritos, a força persuasiva dos argumentos utilizados." (EF89LP06A) Reconhecer o uso de recursos persuasivos em diferentes textos argumentativos. (EF89LP06B) Analisar efeitos de sentido referentes ao uso de 46 conhecimentos adquiridos sobre textos argumentativos Saber revisar textos, reconhecendo a importância das questões linguísticas para a organização coesa e coerente de ideias e argumentos Selecionar informações e fazer anotações em fichas ou listas (Caderno do Professor – 9º ano -Volume 1 - Situação de Aprendizagem 1) Conhecer e saber utilizar adequadamente os textos expositivos como fontes de informação (Caderno do Professor – 9º ano - Volume 1 – Situação de Aprendizagem 1) recursos persuasivos em textos argumentativos. (EF08LP04A) Identificar aspectos linguísticos e gramaticais (ortografia, regências e concordâncias nominal e verbal, modos e tempos verbais, pontuação, acentuação, hifenização, estilo etc.) em funcionamento em um texto. (EF08LP04B) Utilizar, ao produzir diferentes gêneros textuais, conhecimentos linguísticos e gramaticais. (EF89LP26) Produzir resenhas, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o manejo adequado das vozes envolvidas (do resenhador, do autor da obra e, se for o caso, também dos autores citados na obra resenhada), por meio do uso de paráfrases, marcas do discurso reportado e citações. (EF69LP08) Revisar/editar o texto produzido, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, 47 dependendo do caso) e adequação à norma culta. 3- Prática de Oralidade Escuta de textos argumentativos e expositivos em diferentes situações de comunicação Roda de conversa Apresentação oral Debate regrado Debater oralmente sobre temas variados, selecionando argumentos coerentes para a defesa de um dado ponto de vista Avaliar o funcionamento da situação comunicativa na qual se insere o debate (Caderno do Professor – 9º ano - Volume 1 - Situação de Aprendizagem 4) (EF89LP12A) Planejar coletivamente a realização de um debate sobre tema previamente definido, de interesse coletivo, com regras acordadas. (EF89LP12B) Organizar, em grupo, participação em debate a partir do levantamento de informações e argumentos que possam sustentar o posicionamento a ser defendido, com base nas condições de produção. (EF89LP12C) Colocar em ação o debate planejado. (EF69LP15) Apresentar argumentos e contra- argumentos coerentes, respeitando os turnos de fala, na participação em discussões sobre temas controversos e/ou polêmicos. (EF89LP15) Utilizar operadores argumentativos que marcam a defesa de ideia e de diálogo com a tese do outro. 4- Prática de Análise linguística 48 Marcas dêiticas (pronomes pessoais) Pontuação Elementos coesivos (preposição e conectivos) Concordância nominal e verbal Questões ortográficas Pronome relativo Período simples Crase Variedade linguística Analisar a norma-padrão em funcionamento no texto (EF89LP29A) Identificar mecanismos de progressão temática, tais como retomadas anafóricas, catáforas, uso de organizadores textuais, de coesivos etc. (EF89LP29B) Utilizar, em textos de diversos gêneros, mecanismos de progressão temática. (EF89LP29C) Analisar os mecanismos de reformulação e paráfrase utilizados nos textos de divulgação do conhecimento. (EF08LP04A) Identificar aspectos linguísticos e gramaticais (ortografia, regências e concordâncias nominal e verbal, modos e tempos verbais, pontuação, acentuação, hifenização, estilo etc.) em funcionamento em um texto. (EF08LP04B) Utilizar, ao produzir diferentes gêneros textuais, conhecimentos linguísticos e gramaticais. Orientações pedagógicas (EF89LP33A, EF89LP33B, EF89LP33C, EF89LP26, EF69LP08) Essas habilidades foram agrupadas por se referirem: - ao uso de procedimentos e de estratégias de leitura, 49 - à fruição, - ao trabalho com gêneros, temas ou autores. Para desenvolvê-las, sugerimosa realização de práticas de leitura diversificadas, como: - leitura em voz alta22, - roda de leitura23, - produção textual que contemple as etapas de revisão e edição. No que se refere à produção de resenha, atentar aos procedimentos de planejamento e à elaboração do texto resultantes das diferentes leituras feitas. Além disso, considerar, dentre outras, a capacidade de leitura24 de reconstrução do contexto de produção, para que a escrita aconteça, de fato, como prática social. Nesse caso, a habilidade que trata dessa prática pode se relacionar às habilidades EF09LP01A, EF09LP01A, EF09LP02A e EF09LP02A, quanto ao tratamento dos dados coletados durante a curadoria das informações. É preciso que outras capacidades sejam postas em jogo, como a elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas e elaboração de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticos25. Quando se trata de produzir textos, é de fundamental importância considerar que a revisão é uma das etapas da produção textual. A afirmação “a chave é ler muito e revisar continuamente”, encontrada no texto “Produção de texto: como ensinar os alunos a escrever de verdade”, extraído do site da Nova Escola26, refere-se a procedimentos para a produção textual a qual deve ser entendida como prática social. Além disso, enfatiza que “Para produzir textos de qualidade, os alunos têm de saber o que querem dizer, para quem escrevem e qual é o gênero que melhor exprime essas ideias”. Salientamos, também, no caso de textos que utilizam as diferentes linguagens, a importância do uso das ferramentas de edição de texto (Word, Powerpoint, e-mail etc.), foto, áudio e vídeo (Audacity, Moviemaker, VSDC free video editor, Paint etc.), entre outros recursos. 22 Disponível em: <https://drive.google.com/file/d/155-ca82cpSlyEBAOWsk_Qn07CFVpyUS0/view?usp=sharing>. Acesso em: 18 dez. 2018. 23 Disponível em: <https://drive.google.com/file/d/13D1RkGG75-euVA3xw4ihRF0beCET4zkZ/view?usp=sharing>. Acesso em: 18 dez. 2018. 24 ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP, 2004. Disponível em: <http://www.academia.edu/1387699/Letramento_e_capacidades_de_leitura_para_a_cidadania>. Acesso em: 17 dez. 2018. 25 Idem. 26 Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/231/producao-de-texto-como-ensinar-os-alunos-a- escrever-de-verdade>. Acesso em: 12 dez. 2018. 50 (EF89LP03, EF89LP14A, EF89LP14B, EF89LP06A, EF89LP06B) Esse agrupamento de habilidades compreende o trabalho com textos argumentativos, tipos de argumentos27 e recursos persuasivos. É importante considerar que tanto a leitura (para a alimentação temática e conhecimento dos elementos constitutivos dos textos do gênero argumentativo), quanto a escrita (da primeira até a última produção, com as etapas de revisão e edição) podem acontecer para que o aluno desenvolva tais habilidades. Assim, sugerimos: • oficina 6: Por dentro do artigo de opinião28, do Caderno do Professor Ponto de vista, da coleção Olimpíada de Língua Portuguesa. Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas- publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/232/cadernos-do-professor>, p.78. Acesso em: 20 dez. 2018. • oficina 9: Sustentação de uma tese29, do Caderno do Professor Ponto de vista, da coleção Olimpíada de Língua Portuguesa. Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas- publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/232/cadernos-do-professor>, p. 113. Acesso em: 20 dez. 2018. • Atividade 8: Movimento Argumentativo, da Sequência Didática – Artigo de Opinião – coordenação de Jacqueline Barbosa, material do Programa Ensino Médio em Rede. Disponível em: <https://pt.slideshare.net/elislimaescapacherri/artigo-de-opinio-sequncia-didtica>. Acesso em: 17 dez. 2018. • jogo Grêmio, que favorece o trabalho com argumentos consistentes. Trata-se de um dos materiais da Olimpíada de Língua Portuguesa. Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/jogo_virtual/opiniao/Balloons.html>. Acesso em: 13 dez. 2018 27 Para complementar os estudos referentes a tipos de argumentos, sugerimos consultar o link https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/etapa/tipos-de-argumento/. Acesso em: 20 dez. 2018. 28 Para acessar o material do Escrevendo o Futuro, é necessário efetuar cadastro em https://www.escrevendoofuturo.org.br/cadastro-usuario. Acesso em: 20 dez. 2018. 29 Idem. 51 • jogo O Foca, que favorece o trabalho com identificação, em diferentes trechos de um texto, de um fato ou da opinião do articulista sobre a notícia. Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/jogo_virtual/opiniao/Ceu.html>. Acesso em: 06 dez. 2018. Para complementar esse estudo, recomendamos a leitura do texto disponível em: <https://drive.google.com/file/d/1XxlH4h_aYq5114wtMTW- 6MydoXojpg9e/view?usp=sharing>. (acesso em: 18 dez. 2018), que traz recursos persuasivos e sugestões de atividades. (EF09LP12A, EF09LP12B, EF09LP12C) Para trabalhar atividades que envolvam essa habilidade, entre outros recursos materiais, o professor pode orientar os alunos a realizarem pesquisa sobre estrangeirismo, indicando-lhes a leitura dos conteúdos disponíveis nos sites: • Texto expositivo sobre estrangeirismo. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/redacao/estrangeirismos.htm>. Acesso em: 04 dez. 2018. • Dicionário de estrangeirismos. Disponível em: <http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=loanwords&act=list&letter= s>. Acesso em: 04 dez. 2018. A partir dessa leitura, cujo objetivo é ler para pesquisar, é possível realizar uma roda de conversa com os alunos, a fim de socializar o conteúdo pesquisado e refletir sobre esse fenômeno linguístico e o dinamismo da língua. A partir do reconhecimento e do estudo conceitual do termo, pode-se fazer um levantamento do uso cotidiano de estrangeirismos presentes em logomarcas, letras de música, termos da internet/redes sociais, propagandas, vitrines de lojas, placas, cardápios entre outros. (EF09LP01A, EF09LP01B, EF09LP02A, EF09LP02B) 52 Essas habilidades foram agrupadas, considerando os procedimentos de pesquisa, bem como as capacidades de leitura30 que poderão ser trabalhados nas práticas com os diferentes textos: notícias, mensagens e comentários feitos nas redes sociais. Além disso, conforme o que se espera dos alunos quanto à atuação crítica e respeitosa no compartilhamento de informações, ao se desenvolver essas habilidades, é preciso que eles se posicionem com ética na produção de textos escritos ou orais. A fim de contextualizar as atividades tanto de leitura como de escrita a serem desenvolvidas, convém conversar com os alunos sobre a existência, no Brasil, de agências especializadas em checar a veracidade de notícias suspeitas e de boatos, as chamadas fact-checking. Há, também, alguns portais de notícias que criaram setores para checagem de informações. Seguem algumas páginas de fact-checking no Brasil, que podem ser pesquisadas: Agência Lupa, UOL Confere, Truco, Boatos.org. Caso considere pertinente, promova situações para que os alunos possam selecionar e analisar comentários nas redes sociais a respeito do que eles e as pessoas com quem convivem, nas diferentes esferas, vêm divulgando nos variados espaços de comunicação. Para auxiliar no trabalho com essas habilidades, recomendamos, ainda, a leitura de artigos disponíveis nos sites abaixo: • <https://revistacult.uol.com.br/home/site-mappa-curadoria-de-conhecimento/>.Acesso em: 19 nov. 2018. • <https://www.mobiletime.com.br/rss-site-antigo/08/12/2017/conteudo-mappa- brasileiras-criam-servico-de-curadoria-de-conhecimento-com-inteligencia- artificial/>. Acesso em: 19 nov. 2018. • <https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2018/09/14/crescimento-das-fake- news-influencia-agenda-publica-e-requer-acoes >Acesso em: 04 dez. 2018. • <https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/desinformacao- na-era-da-informacao-o-compartilhamento-de-mentiras-e-boatos-na- internet.htm> Acesso em: 04 dez. 2018. 30 Sugerimos a leitura do texto “Letramento e capacidades de leitura para a cidadania”, de Roxane Rojo, disponível em <https://www.academia.edu/1387699/Letramento_e_capacidades_de_leitura_para_a_cidadania> (acesso em: 21 dez. 2018) 53 Outra possibilidade de complementação para esse trabalho, encontra-se no site Observatório31 da Imprensa, em especial a leitura do texto “Fala cum nois”!!!.32, que trata de assunto polêmico a partir de um fato de relevância social no país. A seguir, elencamos mais algumas sugestões que abrangem o trabalho a respeito da cobertura da imprensa sobre a concentração de fatos de relevância social. São elas: • iniciar uma aula por meio de conversa em torno de textos como, por exemplo, a tirinha que se encontra no site Observatório33 da Imprensa, no menu “Blog OI”, opção “ObjEthos”, ou com a frase atribuída ao ideólogo do nazismo Joseph Goebbels (1897-1945), ministro da Propaganda de Adolph Hitler: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. • dar sequência à aula com a leitura e análise de um dos textos indicados acima ou outros de livre escolha, para desenvolver procedimentos e capacidades de leitura, conforme objetivo estabelecido com os alunos. • finalizar a aula com a produção de frases para uma campanha contra a publicação de notícias falsas e para a conscientização de quem lê e as divulga. (EF08LP04A) (EF08LP04B) (EF89LP29A) (EF89LP29B) (EF89LP29C) Essas habilidades foram agrupadas por abordarem questões sobre conhecimentos linguísticos, os quais podem ser identificados e aplicados nos textos de divulgação do conhecimento (blogs, revistas, murais etc.). Para o desenvolvimento do trabalho com essas habilidades, recomendamos que as atividades propostas venham associadas às práticas de leitura e/ou produção de textos dos mais diversos gêneros e campos de atuação. Além disso, sugerimos que os objetos de conhecimento sejam definidos e tratados a partir de atividades que favoreçam a reflexão sobre o uso da língua. No blog de João Wanderley Geraldi, há um texto intitulado Atividades epilinguísticas no ensino de língua materna, a respeito de como lidar com a correção formal. Esse texto está disponibilizado, na íntegra, em 31 Disponível em:< http://observatoriodaimprensa.com.br> 32 Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/monitor-da-imprensa/fala-cum-nois/>. Acesso em: 06 dez. 2018. 33 Disponível em: <https://objethos.wordpress.com/2018/10/15/eleicoes-no-brasil-evidenciam-o- entrelacamento-da-crise-do-jornalismo-com-a-crise-politica/>. Acesso em:04 dez. 2018. 54 <http://blogdogeraldi.com.br/atividades-epilinguisticas-no-ensino-de-lingua-materna/> (acesso em: 12 dez. 2018). Além disso, indicamos a leitura de Análise linguística e produção de textos: reflexão em busca de autoria, de Márcia Mendonça, que compõe acervo do site da Olimpíada de Língua Portuguesa, disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/5917/npl27-03ago2016.pdf>, p. 40 (acesso em: 13 dez. 2018). Para o estudo dos mecanismos de progressão temática, também há a possibilidade da realização de leitura compartilhada. Assim, sugerimos a atividade disponível em <https://drive.google.com/file/d/0BzdzrlkTd3NrX3pOMWpLU0RaNFE/view>, que contribui para a análise do conto O homem da favela, de Manoel Lobato34. (EF89LP12A) (EF89LP12B) (EF89LP12C) (EF69LP15) (EF89LP15) As habilidades foram agrupadas por tratarem de questões relativas aos operadores e movimentos argumentativos e aos diferentes papeis (debatedor, mediador, espectador etc.) nas produções orais. Para desenvolver o trabalho com essas habilidades, sugerimos a leitura de “Os 10 mandamentos para o ensino da oralidade”35, de Joaquim Dolz, disponível em <https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/formacao/percurso- formativo/artigo/1842/pergunte-a-olimpia-pelo-ensino-da-oralidade-na-escola> (acesso em: 10 dez. 2018), os quais reproduzimos abaixo: 1. Passagem da língua familiar e local à língua da escola. Considerar as variações e a necessidade de uma “língua padrão”; 2. Considerar as línguas em presença para o desenvolvimento da linguagem dos alunos e não unicamente a língua portuguesa; 3. Equipar a classe para permitir o desenvolvimento de atividades orais; 4. Dispor de suportes (corpus orais, variedade de gêneros e documentos com variações regionais) e multimídia; 5. Apresentar modelos de expressão oral; 6. Verificar a compreensão; 34 LOBATO, Manoel. O homem da favela. In: RIBEIRO, Alciene (Org.). O fino do conto. Belo Horizonte: Rhj, 1989. 35 Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/formacao/pergunte-a-olimpia/152>. Acesso em: 20 dez. 2018. 55 7. Diversificar as práticas de produção oral; 8. Considerar as capacidades e as necessidades de linguagem dos alunos; 9. Focalizar as atividades nos obstáculos da produção e compreensão; 10. Regular as aprendizagens. Além disso, recomendamos: • o uso da atividade da 1ª etapa da Oficina 1 – Argumentar é preciso? do Caderno do Professor Ponto de vista, da coleção Olimpíada de Língua Portuguesa. Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas- publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/232/cadernos-do-professor>, p.22. Acesso em: 20 dez. 2018. • o uso das atividades da Oficina 2 – O movimentos da argumentação, do Caderno do Professor Ponto de vista, da coleção Olimpíada de Língua Portuguesa. Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas- publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/232/cadernos-do-professor>, p.38. Acesso em: 20 dez. 2018. 56 Ensino Médio A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que determina o conjunto de aprendizagens fundamentais que todos os estudantes, cursando a Educação Básica, devem desenvolver, de forma progressiva. A BNCC possui como “espinha dorsal”, dez competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento. De acordo com a BNCC (Brasil, 2017), “Competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. Ao definir essas competências, a BNCC reconhece que a “educação deve afirmar valores e estimular ações que contribuam para a transformação da sociedade, tornando-a mais humana, socialmente justa e, também, voltada para a preservação da natureza” (BRASIL, 2013)36, mostrando-se também alinhada à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU)37. É imprescindível destacar que as competências gerais inter-relacionam-se e desdobram-seno tratamento didático proposto para as três etapas da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), articulando-se na construção de conhecimentos, no desenvolvimento de habilidades e na formação de atitudes e valores, nos termos da Lei de Diretrizes e Base.” Considerando que a Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Médio está em processo de homologação, foram utilizadas como referência para a construção desse material, as dez competências gerais da BNCC. Assim, foram elaboradas orientações de como o professor poderá articular tais competências com o Currículo do Estado de São Paulo, visando ao desenvolvimento de um aluno protagonista, autônomo e competente. É importante esclarecer que a intenção desse Guia não é orientar para o planejamento de aulas no sentido de desenvolver essa ou aquela competência. Trata-se de articular seu desenvolvimento ao de diversas habilidades relacionadas às diferentes 36 BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Caderno de Educação em Direitos Humanos. Educação em Direitos Humanos: Diretrizes Nacionais. Brasília: Coordenação Geral de Educação em SDH/PR, Direitos Humanos, Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, 2013. Disponível em <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=32131-educacao-dh-diretrizesnacionais- pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 23 mar. 2017. 37 ONU. Organização das Nações Unidas. Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/>. Acesso em: 7 nov. 2017. 57 áreas de conhecimento e incorporá-las ao dia a dia do professor, objetivando à formação integral38 do estudante: não apenas na dimensão cognitiva, mas também social, física, afetiva, cultural, ética e estética. Entendendo as competências 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. Essa competência apresenta a proposta de um aluno protagonista, que não apenas perceba a importância do seu aprendizado, mas, principalmente, compreenda como ocorre o conhecimento (aprendizagem significativa), que seja autônomo, capaz de atuar com autonomia em outras esferas, ou seja, organizar os conhecimentos para intervenção na realidade e ter condições para proposição na solução de problemas. Para ampliar as possibilidades de trabalho, sugerimos o estudo de algumas obras literárias, que favorecem o desenvolvimento dessa competência, como por exemplo: “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo; “O auto da compadecida”, de Ariano Suassuna; “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos; “Auto da barca do Inferno”, de Gil Vicente, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, ou outras que o professor achar conveniente, bem como o uso de sites que se tratam sobre autores da literatura. Ainda sobre a competência descrita, o professor pode estimular nos alunos, a curiosidade o desejo de aprender e a metacognição. Assim, aluno deve compreender a importância da curadoria de informações, considerando sua importância, procedência e veracidade. Também é válido que o professor contextualize essas informações, para que os conteúdos dialoguem com a realidade em que os alunos vivem. 38 Para saber mais sobre Educação Integral, recomendamos leitura de texto sobre o assunto. Disponível em: <http://educacaointegral.org.br/conceito/>. Acesso em: 18 dez. 2018. 58 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. A competência citada tem como premissa desenvolver nos alunos o pensamento científico, a curiosidade, a criatividade e a criticidade. Envolve habilidades de investigação, dedução e inferência. Nesse sentido, Linguagens e Ciências da Natureza são as áreas que contribuem para o desenvolvimento dela. Ao desenvolvê-la, os alunos ampliam, por exemplo, a capacidade de testar, identificar, comparar, questionar, investigar informações e dados e propor soluções para problemas de maneira criativa e ética. Cabe ao professor, ofertar aos alunos, o desenvolvimento de atividades que incentivem a liberdade de criação e o levantamento de hipóteses. A realização de estudos, experimentos em laboratório e pesquisas de campo são atividades que podem despertar-lhes o desejo de descobrir, instigá-los ao questionamento e estimulá-los para a proposição de intervenção na realidade em que vive. O trabalho com estudo e elaboração de textos de opinião, que foquem temas socialmente relevantes, nos quais os alunos exercitem a criticidade diante de questões polêmicas e incentivem a pesquisa, análise e elaboração de hipóteses para a construção de propostas de intervenção que não violem os direitos humanos, possibilita o desenvolvimento dessa competência, considerando as habilidades envolvidas neste processo. 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. Ao planejar as aulas, é preciso garantir o acesso dos alunos às diversas produções culturais, a participação nos eventos culturais da escola e da comunidade, a fim de ampliar seu repertório cultural e promover sua aprendizagem para fazer uso das diferentes linguagens. Essa habilidade está articulada à leitura dos textos literários, pois 59 propicia ao aluno perceber a presença de valores sociais e humanos presentes na literatura. Dessa forma, recomendamos o uso dos materiais abaixo listados, disponibilizados anteriormente pela SEE, caso façam parte do acervo das escolas: • do Caderno “Sabores da Leitura” (São Paulo, 2012)39; • de materiais de apoio ao currículo (caso estejam disponíveis nas escolas) DVDs Teatro, Poesia e Cordel e TV Escola, que compõem o acervo do material do professor “Caderno do Professor - Leitura e Produção de Textos (LPT)” e “Caderno do Professor Literatura” (São Paulo, 2010); • de materiais que compõem o acervo do “Programa Cultura é Currículo – Projeto Cinema vai à Escola (Cadernos do Professor 1, 2, 3 e 4)” (São Paulo, 2008, 2009, 2010). Esta competência, também, visa à expansão do repertório cultural dos alunos, ensinando-os a valorizar, fruir, expressar-se e produzir arte e cultura, favorecendo a construção de sua identidade cultural e de seu senso de pertencimento. O professor deve incentivar a multiculturalidade, promovendo a experimentação, a apreciação, a discussão e o respeito à diversidade de manifestações artísticas e culturais do país e do mundo. Para incentivar e ilustrar a diversidade cultural, sugerimos a utilização de filmes indicados no acervo do material do Programa Cultura é Currículo, no projeto Cinema vai à escola, bem como filmes que o professor considerar pertinentes. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideiase sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. Para desenvolver o conhecimento do aluno sobre as linguagens, é necessário que o professor oportunize situações de aprendizagem para compreensão e utilização das diferentes linguagens, em diferentes contextos, de acordo com aquelas predominantes nas diversas manifestações culturais, favorecendo o desenvolvimento do protagonismo do aluno nas interações sociais. 39 O caderno digitalizado encontra-se no Anexo. 60 A utilização de ferramentas de áudio e vídeo, hipertextos, imagens, fotos, filmes, programas, documentários, músicas, podcasts, vlogs, etc, contribuem para o desenvolvimento desta competência. Ainda para auxiliar o desenvolvimento dessa competência, espera-se que o professor promova práticas de multiletramentos40, levando os alunos à reflexão sobre o uso da linguagem verbal e não verbal, bem como das diferentes mídias e plataformas, considerando as dimensões ética, estética e política. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. O letramento digital é fator primordial para o ensino nas escolas nos dias de hoje. Diariamente, os alunos se deparam com as tecnologias digitais nas práticas sociais em que estão inseridos. Considerando este cenário, cabe ao professor desenvolver situações de aprendizagem que contemplem o uso das TDIC (tecnologias digitais de informação e comunicação) para estudo, produção e tomada de consciência do uso racional dos recursos tecnológicos, aprendendo a posicionar-se diante de inúmeras informações e constatar sua confiabilidade, a fim de desenvolver nos alunos o senso crítico e ético no uso das diferentes mídias. Além disso, o professor também pode criar espaços para rodas de conversa que abordem temáticas sobre o uso consciente da internet e das redes sociais. 40 Rojo e Moura (2012, p. 13) destacam que o conceito de letramentos (múltiplos) se refere à multiplicidade e variedade das práticas letradas, valorizadas ou não pelas sociedades, enquanto que o conceito de multiletramentos “aponta para dois tipos específicos e importantes de multiplicidade presentes em nossas sociedades, principalmente urbanas, na contemporaneidade: a multiplicidade cultural das populações e multiplicidade semiótica de constituição dos textos por meio dos quais ela se informa e se comunica”. Assim, em relação ao letramento propriamente dito, os autores lembram que ele tende a se tornar multiletramentos: "são necessárias novas ferramentas – além das da escrita manual (papel, pena, lápis, caneta, giz e lousa) e impressa (tipografia, imprensa) – de áudio, vídeo, tratamento de imagem, edição e diagramação”.4 4 Ibidem, p. 21. 61 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. Esta competência compreende a autonomia do aluno para tomada de decisão, diante da diversidade cultural e de saberes. Espera-se que aluno tenha projetos para delinear suas metas, objetivos profissionais e compreender as relações que se estabelecem no mundo do trabalho, que propiciam transformações pessoais e sociais. Favorece, ainda, ao aluno, a aprendizagem da corresponsabilização pelo processo de ensino-aprendizagem, considerando a avaliação do outro e de si mesmo. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. Para desenvolvimento dessa competência, sugere-se que o professor, a partir de situações reais (do mundo do trabalho, por exemplo), selecione gêneros textuais como Relatórios, Requerimentos, Atas de Reunião etc. que possibilitem a experimentação do aluno a fim de compreender e vivenciar a constituição desses gêneros como prática social. Assim, ao produzir, a partir de uma situação de comunicação real, um relatório no trabalho, por exemplo, ele pode demonstrar não somente o domínio dos aspectos constitutivos do gênero, como também entender seu propósito comunicativo, o que possibilita assumir um papel social, posicionando-se criticamente frente ao assunto tratado e tendo condições de propor uma intervenção na realidade. Além disso, o professor pode promover aos alunos a ampliação de repertório dos temas propostos, para que a argumentação seja clara, consistente e aconteça baseada em fatos, dados e evidências, visando à defesa de ideias e de diferentes pontos de vista. É importante que os temas sejam contemporâneos e oportunizem, com a mediação do professor, compreensão e reflexão sobre o mundo, por meio de discussões, debates e 62 júris simulados, atque fomentem o confronto de ideias e opiniões, sem deixar de considerar os direitos humanos, a consciência socioambiental, a ética e a responsabilidade. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. Vide competência 9. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. As competências 8 e 9 foram agrupadas pois se referem às competências socioemocionais. Dentre os quatro pilares da educação, os que dizem respeito a aprender a ser e aprender a conviver estão ligados ao desenvolvimento dessa competência. À escola, não cabe apenas priorizar o aprendizado cognitivo, a educação do século XXI prevê, também, o desenvolvimento das competências socioemocionais. É preciso que os professores, proponham ações como projetos em comum, por exemplo, a fim de que os alunos constatem a interdependência que existe entre eles; que percebam que há diversidade de saberes e de personalidade e que, em um ambiente igualitário, todos têm o mesmo valor. Ao propiciar atividades de interação entre os alunos, há condições de se criar um ambiente favorável ao combate à intolerância, à compreensão da diversidade cultural, sexual, religiosa e social e da percepção sobre a necessidade das regras no convívio social. É preciso ainda, promover situações, como rodas de conversa, por exemplo, para discussões sobre as transformações pelas quais passam os adolescentes e a importância do cuidado com sua saúde e bem-estar, bem como levá-los a refletir sobre os fatores que influenciam seu crescimento em todos os aspectos (pessoal, social, físico, intelectual e emocional). 63 Para conhecer mais sobre as competências socioemocionais, recomendamos a leitura dos textos disponíveisno portal Porvir. Disponível em: <http://porvir.org/especiais/socioemocionais/>. Acesso em: 13 dez. 2018. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. Os alunos necessitam saber refletir sobre seus direitos e responsabilidades. Na escola, é possível desenvolver situações de aprendizagem que coloquem o aluno como protagonista, sendo capaz de intervir de modo consciente e ético na tomada de decisão que acarretará na edificação de uma sociedade mais justa e solidária. Precisam constatar que suas ações e intervenções afetam a todos os indivíduos e não somente a si mesmo e tomar consciência de que são agentes transformadores. O Professor pode propor projetos como diferentes formas de descarte de lixo reciclável e sua reutilização; racionalização do consumo de água e energia e sobre a importância da preservação do patrimônio e da natureza. Esses projetos, se realizados na escola, poderão ampliar a consciência do aluno sobre seu papel enquanto cidadão nas ações de sustentabilidade. 64 1ª Série 1º Bimestre Tema/ conteúdo/Objetos de conhecimento Habilidades do Currículo (2008 – 2019) Prática de leitura • Relações de conhecimento sobre o gênero do texto e antecipação de sentidos a partir de diferentes indícios. • Conto. • Lusofonia. • A história da língua portuguesa. • A língua e a constituição psicossocial do indivíduo. • Literatura e Arte. • A literatura na sociedade atual. • Sinonímia e ideias-chave em um texto. • Poema. • Notícia: informação, exposição de ideias e mídia impressa. • Lexicografia: dicionário, glossário, enciclopédia. • Elaborar estratégias de leitura de textos diversos, respeitando as diferentes características de gênero. • Reconhecer os elementos básicos de textos literários. • Reconhecer a língua portuguesa como realidade histórica, social e geográfica, como manifestação do pensamento, da cultura e identidade de um indivíduo, de um povo e de uma comunidade. • Valorizar a identidade histórico- social. possibilitada pelo estudo das origens da língua portuguesa, sua evolução e uso em diferentes contextos. • Identificar ideias-chave em um texto. • Relacionar linguagem verbal com linguagem não verbal presentes em textos literários. • Atribuir significados pela comparação entre textos a partir 65 Prática de escrita • Estruturação da atividade escrita: projeto de texto, construção do texto, revisão. • Notícia. • Tomada de notas. • Atividade midiática para o estudo dos gêneros (reportagem fotográfica, propaganda, documentário em vídeo, entre outros). • Resumo de texto audiovisual (telenovela, filmes, documentários, vídeos da internet, entre outros). • Legenda. Prática de oralidade • A oralidade nos textos escritos. • Discussão de pontos de vista. • Expressão oral e tomada de turno. de diferentes relações intertextuais. • Relacionar linguagem verbal com linguagem não verbal presentes em textos literários. • Elaborar estratégias de produção de textos diversos (verbais e não verbais), respeitando as suas diferentes características de gênero e os procedimentos de coesão e coerência textuais. • Elaborar sínteses de textos de diversos gêneros, compreendendo a linguagem como realização cotidiana em circulação social, em mídias diversas, por meio de diferentes tipologias. • Elaborar discursos que expressem valores pessoais e sociais, com base na construção histórico-social do indivíduo, 66 ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS Prática de leitura e de oralidade Para trabalhar essas práticas de linguagem, o professor pode partir de discussões sobre o que é Literatura e Arte. As possibilidades de respostas para tais conceitos objetivam ampliar repertório cultural. Essa estratégia favorece o exercício da tomada de notas41 que, atrelada a atividades de oralidade, de escrita e de leitura, tendem a confirmar dados, informações, buscar novos conhecimentos e conceitos não discutidos previamente. 41 NOVA ESCOLA. A turma vai saber como tomar notas. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/2078/a- turma-vai-saber-como-tomar-notas>. Acesso em: 18 dez. 2018. Prática de análise linguística • Poema: estrutura do texto em verso e prosa. • Análise estilística: verbo - adjetivo - substantivo • Aspectos linguísticos específicos da construção dos gêneros apontados na prática da escrita. • Construção da textualidade. preservando os direitos humanos e a consciência reflexiva, crítica e cidadã. • Relacionar o uso da norma- padrão às diferentes esferas de atividade social. • Analisar os efeitos semânticos e expressivos produzidos pelo uso das diferentes classes morfológicas (verbo, adjetivo, substantivo). 67 Nesse contexto, o professor tem a oportunidade de explorar o gênero verbete de dicionário ou de enciclopédia, para complementar o debate anteriormente estabelecido com os estudantes. Os conceitos identificados, quando ligados ao tema Lusofonia42, por exemplo, podem ser direcionados à realização de leituras e discussões, permitindo que, também de forma empírica, se conceitue lusofonia, segundo experiências individuais com a Língua Portuguesa. Para ilustrar a temática e repertoriar a discussão, sugere-se o vídeo Língua, Vidas em Português, do programa Cultura é Currículo43. Outra possibilidade é apresentar o texto Língua44, de autoria de Caetano Veloso, que se mostra pertinente para o trabalho com intertextualidade temática. Ainda nesse contexto, considera-se relevante a leitura de Origem da língua portuguesa: um resumo da sua história45 (Flavia Neves) e do poema Mar Português46 (Fernando Pessoa), para que o aluno perceba a intertextualidade temática entre eles. Quanto à leitura de textos narrativos, sugerimos a escolha de um conto, de uma crônica, de um trecho de romance, entre outros que possibilitem o estudo de elementos básicos da narrativa literária. Antes de iniciar a leitura, o professor pode fazer perguntas para estimular os alunos a discutirem a temática e o gênero textual escolhido, para ter um diagnóstico a respeito do que eles já sabem sobre os elementos da narrativa. Além da narrativa escolhida, recomenda-se a leitura e discussão de contos de Machado de Assis, como Cantiga dos Esponsais47; de Lygia Fagundes Telles e/ou Mia Couto. Enfatiza-se que, durante o ato de leitura, é necessário discutir o tema, a intencionalidade do texto, a ideia chave do conto, os elementos da narrativa (o espaço, 42 PEREIRA, Domingos Simões. O Conceito de Lusofonia e a cooperação na promoção e difusão da Língua Portuguesa. Disponível em: https://www.cplp.org/Files/Filer/cplp/Domingos_Simoes_Pereira/Discursos_DSP/SE_TNOVAS_13NOV08.pdf. Acesso em: 18 dez. 2018. 43 O site Cultura é Currículo disponibiliza materiais que o professor pode utilizarcom os alunos para o trabalho com o vídeo Línguas em Português. Disponível em: <http://culturaecurriculo.fde.sp.gov.br/administracao/Anexos/Documentos/320140410110434caderno_cinema1_web. pdf>. Acesso em: 07 dez. 2018. 44 VELOSO. Caetano. Língua. Disponível em: <https://www.letras.mus.br/caetano-veloso/44738/>. Acesso em: 17 dez. 2018. 45 NEVES, Flávia. Origem da Língua Portuguesa: um resumo da sua história. Disponível em: <https://www.normaculta.com.br/origem-da-lingua-portuguesa-um-resumo-da-sua-historia/.> Acesso em: 21 dez. 2018. 46 PESSOA, Fernando. Mar Português. In. Mensagem. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/pe000004.pdf>. Acesso em: 21 dez. 2018. 47 ASSIS, Machado. Cantiga dos Esponsais. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000198.pdf.>. Acesso em: 20 dez. 2018. 68 o tempo, as personagens, o narrador e o enredo). O objetivo, além de rever nomenclaturas e conceitos básicos, é fazer com que percebam como esses elementos funcionam dentro do texto. Para isso, o professor pode solicitar que os alunos tomem notas e, a partir delas, construam um quadro-síntese a respeito do que foi discutido. Importante também recomendar leitura de contos diversificados – autores de diversas origens que produzam em Língua Portuguesa para a fruição da leitura literária. Prática de escrita Levar para sala uma notícia, ler e discutir o texto com os alunos. Importante que seja uma notícia atual do dia ou da semana. Pretende-se a discussão do gênero texto informativo dentro da esfera jornalística e o estudo da estrutura composicional desse gênero. Sugere-se, de início, a análise do lide (lead), como verificar a presença de verbos na voz ativa e ênfase no tempo presente do modo indicativo. Importante considerar as mídias impressa e digital e a intencionalidade comunicativa. Na sequência da atividade, selecionar várias outras notícias, retirar o título e levar à sala para trabalhar a escrita de possíveis títulos. Dessa forma, trabalha-se a ideia chave de um texto, assim como o uso dos verbos no tempo presente. Pedir que os alunos levem à aula imagens retiradas de jornais, de revistas ou da internet a fim de produzir legendas, após uma análise prévia com a classe, mediada pelo professor. Disponibilizar todas as imagens com suas respectivas legendas (trabalho já concluído e exposto no mural da sala) para que escolham uma delas e a partir daí escrevam suas próprias notícias. Nesse caso, considerar o mural como suporte midiático. Nessa atividade, pode-se chamar a atenção às etapas de construção de um texto – planejamento, escrita, revisão. Alinhado à escrita da notícia, está o estudo dos aspectos linguísticos próprios do gênero (uso dos verbos, escolhas lexicais como adjetivos e substantivos), que permitem aos alunos a reflexão sobre os efeitos de sentido de algumas escolhas. No trabalho de revisão dentro da prática escrita, o estudo de pronomes e modalizadores permite a reflexão sobre a coesão e coerência. Prática de análise linguística 69 Sugerimos que o trabalho com as habilidades de relacionar o uso da norma- padrão às diferentes esferas de atividade social, bem como analisar os efeitos semânticos e expressivos produzidos pelo uso de diferentes classes morfológicas, propostas dentro da prática de análise linguística, seja pautado pelo uso, aprofundamento e revisão dos aspectos linguísticos do texto. Esse movimento pode auxiliar no processo de entendimento e reconstrução textual, de atribuição de sentidos e ampliação de repertório. O livro de gramática pode ser utilizado como material de consulta e pesquisa, para o entendimento de definições. O uso adequado de verbos, substantivos e adjetivos previstos para o bimestre, contribui para que o aluno compreenda os mecanismos linguísticos envolvidos na escrita em conformidade com o proposto pela norma-padrão. Referências ASSIS, Machado. Cantiga dos Esponsais. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000198.pdf.>. Acesso em: 20 dez. 2018. BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Caderno de Educação em Direitos Humanos. Educação em Direitos Humanos: Diretrizes Nacionais. Brasília: Coordenação Geral de Educação em SDH/PR, Direitos Humanos, Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, 2013. Disponível em <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=32131 -educacao-dh-diretrizesnacionais-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 21 dez. 2018. CENTRO DE REFERÊNCIA EM EDUCAÇÃO INTEGRAL. O que é educação Integral?. Disponível em: em: <http://educacaointegral.org.br/conceito/>. Acesso em: 18 dez. 2018. CULTURA É CURRICULO. Línguas em Português. Disponível em: <http://culturaecurriculo.fde.sp.gov.br/administracao/Anexos/Documentos/32014041011 0434caderno_cinema1_web.pdf>. Acesso em: 07 dez. 2018. 70 NEVES, Flávia. Origem da Língua Portuguesa: um resumo da sua história. Disponível em: <https://www.normaculta.com.br/origem-da-lingua-portuguesa-um-resumo-da-sua- historia/>. Acesso em: 21 dez. 2018. NOVA ESCOLA. A turma vai saber como tomar notas. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/2078/a-turma-vai-saber-como-tomar-notas>. Acesso em: 18 dez. 2018. ONU. Organização das Nações Unidas. Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Disponível em:<https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/>. Acesso em: 21 dez. 2018. PEREIRA, Domingos Simões. O Conceito de Lusofonia e a cooperação na promoção e difusão da Língua Portuguesa. Disponível em: <https://www.cplp.org/Files/Filer/cplp/Domingos_Simoes_Pereira/Discursos_DSP/SE_T NOVAS_13NOV08.pdf>. Acesso em: 18 dez. 2018 PESSOA, Fernando. Mar Português. In. Mensagem. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/pe000004.pdf>. Acesso em: 21 dez. 2018. PORTAL PORVIR. Especial Socioemocionais. Disponível em: <http://porvir.org/especiais/socioemocionais/>. Acesso em: 13 dez. 2018. VELOSO. Caetano. Língua. Disponível em: <https://www.letras.mus.br/caetano- veloso/44738/>. Acesso em: 17 dez. 2018. 71 2ª Série 1º bimestre Conteúdos/temas/objetos de conhecimento Habilidades do Currículo (2008 – 2019) Prática de Leitura • Relações de conhecimento sobre o gênero do texto e antecipação de sentidos a partir de diferentes indícios • Organização da informação e utilização das habilidades desenvolvidas em novos contextos de leitura • Texto narrativo • Textos em prosa: romance • Comédia • Texto lírico • Poema: visão temática • Texto argumentativo • Artigo de opinião • Anúncio publicitário • A linguagem e a crítica de valores sociais • Relacionar conhecimentos sobre o gênero do texto e antecipar sentidos a partir de diferentes indícios. • Distinguir as diferenças entre leitura de distração e leitura literária, atentando para o valor estético do texto ficcional. • Organizar a informação e utilizar as habilidades desenvolvidas em novos contextos de leitura. • Mobilizar informações, conceitos e procedimentos em situações e gêneros textuais diversos. • Reconhecer os elementos constitutivos que caracterizam os gêneros romance, comédia de costumes, poema, artigo de opinião e anúncio publicitário. • Identificar a presença de valores sociais e humanos atualizáveis epermanentes no patrimônio literário. • Distinguir notícia de artigo de opinião. • Analisar textos publicitários. • Distinguir enunciados objetivos e enunciados subjetivos. 72 Prática de Escrita • Projeto de texto • Construção do texto • Revisão • Textos prescritivos • Texto argumentativo (foco: escrita) • Artigo de opinião • Reconhecer, em textos, os procedimentos de convencimento utilizados pelo enunciador. • Reconhecer o impacto social das diferentes tecnologias de comunicação e informação. • Relacionar – em artigos de opinião e anúncios publicitários – opiniões, temas, assuntos, recursos linguísticos, identificando o diálogo entre as ideias e o embate dos interesses existentes na sociedade. • Identificar em manifestações culturais, individuais e/ou coletivas, elementos estéticos, históricos e sociais. • Identificar categorias pertinentes para a análise e interpretação do texto literário, bem como as relações entre tema, estilo e contexto de produção. • Desenvolver projeto de texto como momento de o indivíduo construir a sua autoria e enfatizar sua importância no cotidiano escolar. • Sintetizar opiniões. 73 • Anúncio publicitário • Argumentação, expressão de opiniões e mídia impressa • Intencionalidade comunicativa • A palavra e o tempo: texto e contexto social • Os sistemas de arte e de entretenimento • O século XIX e a poesia • O estatuto do escritor na sociedade Prática de Oralidade • Discussão de pontos de vista em textos publicitários. Prática de Análise linguística: • Análise estilística: conectivos • Aspectos linguísticos específicos da construção da textualidade • Construção linguística da superfície textual: uso de conectores • Coordenação e subordinação • Estabelecer relações entre texto, valores e contemporaneidade. • Elaborar estratégias de interpretação poética, relacionando os elementos linguísticos do texto aos contextos de produção e leitura. • Estabelecer relações lógico-discursivas, analisando o valor argumentativo dos conectivos. 74 • Intertextualidade: interdiscursiva, intergenérica, referencial e temática • Lexicografia: dicionário, glossário, enciclopédia • Períodos simples e composto • Valor expressivo do período simples. • Analisar, em textos de variados gêneros, elementos sintáticos utilizados na sua construção • Analisar os efeitos semânticos e expressivos produzidos pela coordenação e subordinação de períodos na construção de textos argumentativos • Analisar os efeitos semânticos e expressivos, em um texto, produzidos tanto pelo uso de períodos simples ou compostos como pelo uso das conjunções. Orientações pedagógicas Parte significativa do processo de análise dos sentidos de um texto está diretamente relacionada à percepção de suas condições de produção, o que permite ao leitor situá-lo como um evento discursivo. Nesse sentido, iniciar o trabalho a partir da localização dos objetivos do texto, do suporte utilizado, das características do gênero textual, do campo de circulação, do público a que se destina, da autoria, do momento histórico, dos valores sociais predominantes é uma das ações que exemplifica os primeiros passos para uma ação leitora mediada pelo professor. Propiciar situações de aprendizagem em que se discutam semelhanças e diferenças entre gêneros que circulam em campos artístico-literários48 e jornalísticos amplia o escopo da análise. Essa comparação permite ao aluno: • realizar inferências, por meio da ativação dos conhecimentos prévios e de mundo, com o objetivo de reconstruir o sentido do texto; • reconhecer e comprovar suportes característicos de determinados gêneros; 48 Animações letradas na Plataforma. Disponível em: <http://www.plataformadoletramento.org.br/acervo- dica-letrada/982/animacoes-letradas-na-plataforma.html>. Acesso em: 21 dez. 2018. 75 • aplicar conhecimentos para a produção de gêneros textuais (orais e escritos) em estudo. O grau de dificuldade da tarefa de leitura, entretanto, dependerá da familiaridade do leitor com os gêneros textuais, com o assunto neles tratado, entre outros elementos, e, por esse motivo, sugere-se ao professor oferecer ao aluno a maior variedade possível dos gêneros propostos para o bimestre. Essa seleção de gêneros é válida, também, para repertoriar o estudante para atividades de escrita e de oralidade. Com o objetivo de ampliar as possibilidades de compreensão global do texto, é importante que os alunos possam participar de diferentes situações de leitura (silenciosa, coletiva, oral, individual e compartilhada) para, por exemplo: • formular hipóteses sobre o texto a ser lido, baseando-se no gênero, no título, no subtítulo, nas ilustrações; • trocar ideias sobre o que foi lido na forma de discussões e/ou debates. Recomenda-se, além disso, o trabalho com as relações de intertextualidade e de interdiscursividade, que pode ter como base as seguintes concepções49: Percepção de relações de intertextualidade Quanto maior é o número de relações que o leitor estabelece entre o que está lendo e o que já leu, ouviu, conversou, assistiu etc., sobre o mesmo tema, mais efetivo é o diálogo que ele trava com o texto. Assim, por meio de comentários, perguntas, retomadas, solicitação de pesquisas etc., é muito útil ―refrescar sua memória lembrando-o de conteúdos presentes em outros textos relacionados ao que está lendo, imaginando outros textos possíveis. Segundo Bakhtin, todo texto é de alguma forma resposta a textos anteriores e está prenhe de respostas ulteriores. 49 BARBOSA, J.; GARCIA, A. L. M. ―Síntese das capacidades de leitura com sugestões de como desenvolver‖. Programa Ensino Médio Em Rede. CENP/SEE-SP/MEC/PNUD, 2004. 76 Percepção de relações de interdiscursividade O mesmo princípio anterior vale para esta capacidade no que diz respeito agora não a conteúdos do texto, mas a outros discursos aos quais o texto em questão remete. Assim, por exemplo, muitas vezes só é possível compreender uma referência, uma nota bibliográfica, uma ironia ou mesmo realizar uma inferência quando se leva em conta os discursos com os quais o texto dialoga, o que sempre inclui, para além dos textos, os contextos de produção desses textos. Atividades que levem o aluno a identificar ou explicitar tais diálogos favorecem esta capacidade. Percebe-se, com isso, que a mediação da leitura feita pelo professor sempre será importante no ambiente escolar e está inteiramente ligada à condução de estratégias de leitura que podem propiciar aos alunos experiências como comprovação de informações, ligações com o repertório de conhecimento que já possuem, contato com novas aprendizagens, entre outras múltiplas possibilidades que envolvem desde o estabelecimento de relações entre textos até a análise linguística que requer compreensão de conceitose de escolhas gramaticais presentes no texto. A Sequência de Atividade “Relatos do cotidiano”50 pode ser um ponto de partida para o trabalho com as estratégias básicas de leitura. O professor tem a possibilidade de trabalhá-la na íntegra ou adaptá-la conforme as necessidades do contexto de sala de aula. Prática de escrita e análise linguística 50 Ver Anexo 6. 77 A organização de um projeto de texto importa a incorporação de práticas que levem à autonomia da produção escrita. Isso implica entender que produção textual não se refere apenas à construção de um texto de determinado gênero, para uma situação de comunicação estabelecida, mas também à realização de atividades que solicitam do aluno a escrita de pequenos trechos para respostas a perguntas, comentários para interpretar textos, apontamentos durante leituras etc. Especificamente, para a prática de escrita, orientamos que se deixe clara a situação comunicativa a partir da qual o texto – oral ou escrito – será produzido, apresentando aos alunos os elementos que constituem o contexto de produção, conforme Bräkling51 aponta: • definir o leitor do texto; • dizer qual a finalidade do texto; • estabelecer onde o texto vai circular; • determinar o portador do texto; • propor o gênero a ser produzido; • combinar de que posição social o autor vai falar. Dessa forma, os alunos poderão perceber, com a ajuda do professor, a necessidade de adequar sua produção textual a elementos do contexto de produção e aos conhecimentos linguístico-gramaticais, a fim de que adequem suas escolhas às possibilidades de compreensão de seus interlocutores. Além disso, ressalta-se que as atividades associadas às práticas de leitura e/ou produção de textos dos mais diversos gêneros e campos de atuação favorecem a reflexão sobre o uso da língua. Recomendamos, para isso, a leitura do texto de Geraldi52, intitulado Atividades epilinguísticas no ensino de língua materna, a respeito de como lidar com a correção formal. 51BRAKLING, Kátia Lomba. O contexto de produção de textos. Disponível em: <http://www.academia.edu/18097435/Apontamentos._O_Contexto_de_Produ%C3%A7%C3%A3o_de_Textos>. Acesso em: 21 dez. 2018. 52 GERALDI, João Wanderley. Atividades epilinguísticas no ensino de língua materna. Disponível em:<http://blogdogeraldi.com.br/atividades-epilinguisticas-no-ensino-de-lingua-materna/> Acesso em:12 dez. 2018. 78 Referências BRÄKLING, Kátia Lomba. Leitura Colaborativa. Disponível em: < http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/leitura-colaborativa>. Acesso em: 12 dez.2018. ____________________________________. O contexto de produção de textos. Disponível em: <http://www.academia.edu/18097435/Apontamentos._O_Contexto_de_Produ%C3%A7 %C3%A3o_de_Textos>. Acesso em: 21 dez. 2018. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Brasília: MEC, 1999. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros em Ação, Ensino Médio: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Brasília: MEC; SEMTEC, 2001. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN + Ensino Médio: Orientações Educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC; SEMTEC, 2002. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o ensino médio: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; volume 1. Brasília: MEC; SEB, 2006. DUARTE, Vânia Maria do Nascimento. O uso de estrangeirismos - Uma forte influência entre os falantes. Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/redacao/o-uso-estrangeirismosuma-forte-influencia- entre-os-.htm>. Acesso em: 04 dez. 2018. GERALDI, João Wanderley. Atividades epilinguísticas no ensino de língua materna. Disponível em: <http://blogdogeraldi.com.br/atividades-epilinguisticas-no-ensino-de- lingua-materna/>. Acesso em: 12 dez. 2018. 79 GIARDINELLI, Mempo. Voltar a ler – propostas para ser uma nação de leitores. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2010. NÓBREGA, Maria José. O tempo da leitura e a organização das sequências didáticas. Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/358638349/OTempo-Da- Leitura-e-a-Organizacao-Das-Sequencias-Didaticas>. Acesso em: 12 dez. 2018. PEREZ, Luana Castro Alves. Estrangeirismos. Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/redacao/estrangeirismos.htm>. Acesso em: 04 dez. 2018. PLATAFORMA DO LETRAMENTO. Animações letradas na Plataforma. Disponível em: <http://www.plataformadoletramento.org.br/acervo-dica-letrada/982/animacoes- letradas-na-plataforma.html>. Acesso em: 21 dez. 2018. PLATÃO, Francisco; FIORIN, José Luiz. Para entender o texto – Leitura e redação. São Paulo: Ática, 2001. RAMOS, Elaine Cristiane Gonçalves. Capacidades de Leitura: da leitura à prática. Disponível em: <https://drive.google.com/file/d/0BzdzrlkTd3NrcEZwUExwQlBjUUU/view>. Acesso em: 21 dez. 2018. ______. Fruição. Disponível em: <https://drive.google.com/file/d/155- ca82cpSlyEBAOWsk_Qn07CFVpyUS0/view?usp=sharing>. Acesso em: 18 dez. 2018. ______. Roda de Leitura. Disponível em: <https://drive.google.com/file/d/13D1RkGG75- euVA3xw4ihRF0beCET4zkZ/view?usp=sharing>. Acesso em: 18 dez. 2018. ROJO, Roxane; MOURA, Eduardo (Org.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012. 80 SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo do Estado de São Paulo: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. São Paulo: SEE, 2010 SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Caderno do Professor de Leitura e Produção de Texto. São Paulo: SEE, 2010. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Caderno do Professor de Literatura. São Paulo: SEE, 2010. SÃO PAULO (Estado). Currículo do Estado de São Paulo: Linguagens, códigos e suas tecnologias. Secretaria da Educação. São Paulo, SP: SEE, 2010. <http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/237.pdf>. Acesso em: 12 dez. 2018. 81 3ª Série 1º Bimestre Tema / Conteúdo / Objeto do Conhecimento Habilidades do Currículo (2008 – 2019) Práticas de Leitura • Textos para leitura e escrita. • Relatos de experiência, páginas de internet, boletins informativos. • Características do trabalho voluntário. • Depoimento de experiência de trabalho voluntário. • Poemas. • Linguagem verbal e linguagem visual nos textos em quadrinhos. . A literatura e a construção da modernidade e do moderno. . Linguagem e o desenvolvimento do olhar crítico. . A narrativa moderna. . A lírica moderna. . Resenha crítica. Práticas de Escrita • Texto prescritivo. • Depoimento de experiência de trabalho voluntário. • Ler, compreender, analisar e interpretar: relatos de experiência, páginas de internet, boletins informativos, piadas, adivinhas, verbetes de dicionário, diálogos, cartum, HQ, resenha, entre outros, inferindo traços característicos, bem como finalidades e usos sociais. . Relacionar diferentes produções artísticas e culturais contemporâneascom outras obras do passado, procurando aproximações de tema e sentido. • Localizar e interpretar informações em um texto para apresentar uma opinião e construir argumentação. 82 • Resenha Crítica. • Antologia Poética. • HQ. . Texto de opinião. Práticas de Oralidade • Construção de opinião / argumentação. • Depoimento de experiência de trabalho voluntário. . Discussão de pontos de vista em textos literários. Práticas de Análise Linguística • O uso dos tempos verbais: presente e presente perfeito. • As regras de uso de numerais em textos. • Vocativo e Aposto. • Eco. • Concordância Nominal e Verbal. • Elementos de coesão. • Produzir um depoimento de experiência de trabalho voluntário, compreendendo a produção como um processo em etapas de elaboração e reelaboração. • Produzir Antologia Poética, HQ, resenha crítica, texto de opinião. . Produzir um depoimento de experiência de trabalho voluntário, compreendendo a produção como um processo em etapas de elaboração e reelaboração. . Identificar e analisar características próprias da modernidade. • Identificar as situações de uso de diferentes tempos verbais. • Identificar diferentes usos do presente perfeito (expressar continuidade de ações, falar de experiência de vida, dar notícias). 83 • Reconhecer e diferenciar vocativo e aposto. • Identificar e saber utilizar, em produções textuais, os conceitos de concordância e de elementos de coesão. . Reconhecer a intencionalidade da aplicação do eco em textos escritos. Orientações pedagógicas Para iniciar o trabalho com esse grupo de práticas sociais de linguagem, sugerimos a leitura e a análise do texto “Bom Conselho”, de Chico Buarque53. A letra da canção contribui para a identificação de alguns ditos ou provérbios populares e possibilita a associação de sentidos diferentes para eles. Ao lermos os trechos (1) “Faça como eu digo/Faça como eu faço”; (2) “Devagar é que não se vai longe”, o sentido consolidado pela cultura popular é resgatado e alterado. Nesse momento, o professor pode estimular a retomada de concepções que deram origem às novas atribuições de sentido. Sendo assim, um “Faça como eu digo/Faça como eu faço” compreende efeito de sentido diferente ao captado em “Faça como eu digo/Não faça o que eu faço” ou “Devagar é que não se vai longe” para “Devagar é que se vai longe”. Os opostos são reafirmados e a intencionalidade pode ser comprovada por meio dessa aproximação. Novas configurações para essas (e outras) orações podem ser criadas e exploradas, atentando para a adequação linguística (escolha de conectivos, modificadores, vocábulos etc.). Para esse trabalho, sugerimos a construção de tabela com colunas comparativas, duas delas contendo as expressões acima elencadas e uma terceira reservada para criação de novas versões: 53HOLANDA, Chico Buarque de. Bom Conselho. Disponível em: Disponível em: <http://www.chicobuarque.com.br/letras/bomcons_72.htm>. Acesso em: 18 dez. 2018. 84 Versos da canção Versão popular conhecida54 Nova versão Faça como eu digo/Faça como eu faço Faça como eu digo/Não faça o que eu faço Devagar é que não se vai longe Devagar é que se vai longe A atividade, a critério do professor, pode conter variações, tais como: • Ampliação da tabela comparativa com a inserção de outros ditos/provérbios populares. • Produção de paródias baseadas no texto de Chico Buarque (que também podem ser transformadas em músicas com ritmos variados). • Criação de um ambiente de debate que propicie a discussão a respeito da intencionalidade pretendida pelo autor. • O levantamento de intencionalidades pode motivar, por exemplo, a criação de enunciados argumentativos, de frases de efeito publicitário, de artigos de opinião. Depois de rever a motivação de alguns ditos/provérbios populares, o conto “Cem Anos de Perdão”, de Clarice Lispector, confere outra possibilidade de trabalho interpretativo, desde a exploração do título, que pode partir de um levantamento de hipóteses, até a busca de informações que relacionem essas hipóteses ao enredo. Nessa atividade, é possível, entre outros elementos, enfatizar (pela leitura do conto) procedimentos que requeiram: • antecipação e comprovação de informações; • organização de ideias; • defesa de argumentos; • concepções intertextuais; • levantamento dos elementos da narrativa; • reconhecimento da estrutura do gênero textual. 54 Por serem populares e terem um longo caminho historicamente percorrido, essas expressões podem carregar modificações em sua estrutura. 85 Quanto à constituição de intencionalidades e considerando o trabalho com provérbios populares, sugerimos, após a leitura, apreciação e reflexão do texto proposto, a análise do seguinte trecho retirado do conto de Clarice: “[...] Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens”. Disponível em: https://www.revistaprosaversoearte.com/cem-anos-de-perdao-clarice-lispector/ Estimular os alunos a localizarem o trecho que remete ao provérbio popular consolidado e compará-los, possibilita a identificação das semelhanças e diferenças entre eles: Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. “ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão”. Se considerarmos a ausência nos recortes acima dos trechos “que rouba ladrão” e “de rosas e de pitangas”, concluímos a importância das escolhas ao produzirmos textos. Dizer “Ladrão tem cem anos de perdão” carrega um sentido completamente diferente do pretendido pelos enunciados completos. Podemos, com isso, perceber a importância que deve ser direcionada à escolha das palavras no ato da escrita de um texto, assim como o cuidado com o uso dos conectivos, da pontuação, da adequação vocabular, entre outros procedimentos. Com relação a atividades que envolvem pontos de vista, pode-se suscitar um debate em defesa dos sentidos provocados pelas duas expressões: a popular e a de Clarice. Elas possuem o mesmo objetivo? Por quê? O que diferencia esse tipo de roubo daquele que acontece no nosso dia a dia? Procura-se, a partir desses questionamentos, incentivar a defesa de pontos de vista para uma possível produção de um artigo de opinião. Para a escrita de uma 86 resenha55 crítica56, o texto “Cem anos de perdão” carrega um material propício, que demandará pesquisa sobre a obra que contém o conto, sobre a autora, apontamentos referentes ao contexto histórico-literário etc. Lembramos que a condução das aulas atreladas às várias estratégias de leitura e de escrita podem possibilitar o aperfeiçoamento da proficiência esperada para o aluno da 3ª série do Ensino Médio. Pretende-se, com isso, que ele seja capaz de agir ética, crítica e criativamente em todos os campos de atuação que envolvem as práticas sociais. Prática de Análise Linguística Salientamos que a análise dos aspectos linguísticos do texto está presente nas demais práticas, enfatizando a importância de atribuir sentidos ao estudoe reflexão sobre os usos da língua nos processos de escrita. Sugerimos que o trabalho com as habilidades de relacionar o uso da norma- padrão às diferentes esferas de atividade social, bem como analisar os efeitos semânticos e expressivos produzidos pelo uso das classes morfológicas, propostas dentro da prática de análise e reflexão sobre a escrita, seja pautada pelo uso, aprofundamento e revisão dos aspectos linguísticos que auxiliam no processo de entendimento e reconstrução textual, focando nos processos de atribuição de sentidos e ampliação de repertório. O livro didático pode ser utilizado como material de consulta e pesquisa para o entendimento de definições e reflexões sobre o uso linguístico-gramatical. Referências BRASIL. Ministério da Educação. Questões do Enem. Disponível em < http://portal.inep.gov.br/provas-e-gabaritos >. Acesso em: 18 dez 2018. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Brasília: MEC, 1999. 55 Como prática, sugere-se também a construção de uma Resenha Crítica utilizando uma música, um poema, um filme, um livro etc. 56GAZOLA, André. Como fazer uma resenha. Disponível em < https://www.lendo.org/como-fazer-uma- resenha/ >. Acesso em: 18 dez 2018. 87 BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros em Ação, Ensino Médio: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Brasília: MEC; SEMTEC, 2001. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN + Ensino Médio: Orientações Educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC; SEMTEC, 2002. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o ensino médio: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; volume 1. Brasília: MEC; SEB, 2006. BUNDE, Mateus. Antologia Poética. Disponível em: < https://www.todoestudo.com.br/portugues/antologia-poetica >. Acesso em: 19 dez 2018. CENPEC. Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o futuro. Jogos de Aprendizagem. Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas- publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/213/jogos-de-aprendizagem-artigo-de- opiniao>. Acesso em: 20 dez 2018. GAZOLA, André. Como fazer uma resenha. Disponível em < https://www.lendo.org/como-fazer-uma-resenha/ >. Acesso em: 18 dez 2018.). HEINE, Evelyn. Como fazer uma história em quadrinhos. Disponível em: < http://www.divertudo.com.br/quadrinhos/quadrinhos-txt.html>. Acesso em: 19 dez 2018. HOLANDA, Chico Buarque de. Bom Conselho. Disponível em: Disponível em: <http://www.chicobuarque.com.br/letras/bomcons_72.htm>. Acesso em: 18 dez 2018. __________________________. João e Maria. Disponível em: < http://www.chicobuarque.com.br/construcao/mestre.asp?pg=jooemari_77.htm >. Acesso em: 19 dez 2018. 88 INTRO PICTURES. Tudo que é sólido pode derreter. 12º episodio– O guardador de rebanhos. (24m10s). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=bTEq- IXKu0k>. Acesso em: 18 dez 2018. MATTE, Ana. Avaliar uma resenha... Disponível em: <http://ueadsl.textolivre.pro.br/arquivos/sobreEscrita/AvaliarResenha.pdf>. Acesso em: 20 dez 2018. (Adaptado) NETO, Pasquale Cipro. Meias Palavras – Sua Língua. Disponível em: < http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_o bra=50386 > Acesso em: 18 dez 2018 PACHECO, Mariana do Carmo. Diferenças entre resenha crítica e resumo. Disponível em < https://brasilescola.uol.com.br/redacao/diferencas-entre-resenha-critica- resumo.htm >. Acesso em: 18 dez 2018. REGINA, ELIS. Tiro ao Álvaro. Disponível em: <https://www.letras.mus.br/elis- regina/101410/>. Acesso em: 20 dez 2018. ROJO, Roxane; MOURA, Eduardo (Org.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012. 89 Avaliação “A ação avaliativa de acompanhamento e reflexão necessita de consciência metodológica”. Essa é uma das práticas defendidas por Jussara Hoffmann57 (2007, p.54) e que contempla o viés desejável quando tratamos de avaliação, um tema passível de várias concepções e especulações. Longe de debater uma fortuna crítica, cabe-nos aqui destacar a avaliação associada a processo, que atrai fazeres contínuos, evolutivos, gradativos em termos de complexidade. É essa concepção que entendemos ser a resposta para alcançar a diversidade e a heterogeneidade constantemente encontradas nas salas de aula. Para isso, variar instrumentos avaliativos58 é sinônimo de oportunizar aos alunos a utilização de diferentes estratégias e procedimentos para o entendimento dos mais variados objetos de conhecimento. Provas objetivas, provas dissertativas, projetos, seminários, debates, relatórios, autoavaliação, observação diária do professor, entre outros, exemplificam a prática docente e acolhem as várias possibilidades de acompanhar o desempenho pedagógico do estudante. É o acompanhamento do processo de aprendizagem que colabora com o ato reflexivo inerente ao educador. Com base nesse contexto, destacamos, a seguir, dois questionamentos propostos por Hoffmann (2008, p. 55) que, se respondidos coerentemente, podem conferir pistas importantes para o trabalho do professor. São eles: • O que meu aluno compreende? • Por que ele não compreendeu? Segundo a autora (HOFFMANN, 2008, p. 56), esse é “o primeiro passo no sentido de aproximar-se do aluno, refletindo sobre o significado de suas respostas construídas a partir de vivências próprias”. Avaliar nossos alunos da educação básica no sentido de simplesmente medir conhecimentos aprendidos afasta o fazer pedagógico da tríade acompanhar-refletir- 57 Jussara Hoffmann - avaliação mediadora: disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=N2rWnlyzw40> (acesso em 20 dez. 2018). 58 Para saber mais: <http://novaescolaclube.org.br/sites/revista_digital/files/especial-planejamento-40- avaliacao-tabela.pdf >. Acesso em: 11 dez. 2018. 90 mediar. O trabalho metodológico deve estar a serviço da aprendizagem que, entendida aqui como direito de todos, precisa ser inclusiva, processual e diversificada. A efeito de sugestão, recomendamos que o professor retome as orientações do bimestre, de cada ano/série, considerando os objetos de conhecimento, as habilidades e as abordagens para as diferentes práticas (leitura, escrita, oralidade e análise linguística); além de associar esse processo às atividades de recuperação. Recuperação Os trabalhos voltados à recuperação de aprendizagens precisam considerar diagnósticos realizados por meio de instrumentos avaliativos – situações de aprendizagem, sequências didáticas, sequências de atividades59, provas, trabalho em grupo, entre outros. Esse processo deve se dar de forma contínua e coligado ao fazer diário do docente em sala de aula, a partir de ferramentas que favoreçam a aplicação, pelo professor, de métodos de intervenções pontuais, ligadas às dificuldades específicas apresentadas pelos estudantes. A recuperação contínua precisa dialogar com os objetos de conhecimento fundamentais para o desenvolvimento de determinada habilidade e, consequentemente, necessários para a continuidade dos estudos. Entre outros recursos que o professor considerar convenientes e adequados ao contexto, sugerimosa utilização de: • aulas destinadas à revisão de objetos de conhecimento; • atividades para estudo e pesquisas; • aulas envolvendo instrumentos multimidiáticos (videoaulas, curta metragens, filmes, imagens etc.); • agrupamentos produtivos; • aulas invertidas; • atividades com projetos. Diante disso, salientamos que as atividades de recuperação precisam considerar o estudo contínuo e progressivo dentro do percurso escolar do estudante, garantindo a ele 59 Ver Anexos. 91 a possibilidade de gerenciar sua própria aprendizagem. Para isso, é relevante que o professor o auxilie a: • atuar em grupos de estudos colaborativos; • entender que os objetos de conhecimento estão atrelados às habilidades e às competências; • compreender que as atividades escolares estão articuladas às práticas sociais. • trabalhar com projetos. 92 ANEXOS – SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES60 E GRADES DE CORREÇÃO Anexo 1 – Atividade de leitura e produção textual Orientações para o professor Sugere-se, abaixo, uma sequência de estratégias de leitura que poderá subsidiar a atividade de produção textual, a partir do conto61 “O lobisomem bondoso”, extraído do livro “Lá vem história outra vez”62, de Heloisa Prieto. Para o desenvolvimento da atividade, o professor necessitará ter o texto em mão. Os alunos, por sua vez, utilizarão uma folha para rascunho e outra para passar a produção escrita a limpo. O trabalho poderá ser dividido em dois momentos e aplicado em duas ou mais aulas, de acordo com as necessidades apresentadas pela turma. 1ª Etapa • Para essa atividade, somente o professor deverá ter o texto em mão. • A leitura, a ser feita pelo professor, pretende utilizar a apreensão do enredo, dos principais acontecimentos do conto, da sequência dos fatos e da linguagem utilizada, entre outros, a partir da estratégia da escuta. Para tanto, caso necessário, o texto poderá ser lido mais de uma vez. 60 Material disponibilizado para o Planejamento de 2018 61 O conto de Heloisa Prieto é somente uma sugestão. O professor, caso considere pertinente, poderá escolher outro texto para explorar elementos da narrativa e sequência de acontecimentos. 62 PRIETO, Heloisa. O lobisomem bondoso. In: Lá vem história outra vez: contos do folclore mundial Il. Daniel Kondo. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997. p. 72-73. 93 • Em seguida à leitura, o professor solicitará aos alunos que contem oralmente a história e observará se, durante o reconto, eles se apropriaram dos principais elementos narrados: ✓ Quem são as personagens que aparecem na história? ✓ Onde se passa a história? ✓ O que aconteceu primeiro? E depois? Como acabou a história? (sequência dos acontecimentos) 2ª Etapa Após a realização da atividade acima, sugere-se que o professor oriente o aluno a • escrever o que lembra do texto, • fazer um rascunho, • verificar se o leitor de seu texto compreenderá o que você escreveu, • passar o rascunho a limpo, utilizando caneta de tinta azul ou preta, • caprichar na letra, • colocar título, • utilizar a modalidade padrão da Língua Portuguesa. Observação: Nessa etapa, é aconselhável que o professor não faça intervenções, pois o objetivo principal é observar o que os alunos apreenderam da narrativa lida, o que eles já sabem sobre a estrutura do gênero e também sobre os elementos ligados às práticas de linguagem. Atenção: Caso não seja possível aplicar as duas etapas na mesma aula, o professor poderá ler o conto novamente, antes da segunda etapa, como forma de assegurar que a turma recupere elementos importantes da história. 94 Para analisar a escrita do aluno, sugerimos ao professor utilizar os critérios abaixo63: 63 Grade adaptada do Caderno Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro - A ocasião faz o escritor: orientação para produção de textos. Equipe de produção Maria Aparecida Laginestra, Maria Imaculada Pereira. São Paulo: Cenpec, 2010. (coleção Olimpíada). 95 Critérios Descritores 1. Adequação ao tema O texto reconta o que foi lido? 2. Adequação às características do gênero O tempo e o espaço estão determinados? As personagens estão presentes? Há introdução do elemento complicador/conflito? O texto garante a presença da maioria dos acontecimentos narrados? Há condução ordenada no desenvolvimento das ações? Há relação de causa e consequência entre os fatos narrados? A narrativa está em primeira pessoa? O conflito/desfecho criado foi resolvido? 3. Uso das convenções da escrita As palavras estão segmentadas corretamente? As palavras obedecem às regras ortográficas? O texto apresenta adequadamente letras maiúsculas e minúsculas? A pontuação está adequada? O discurso direto e/ou indireto foi utilizado adequadamente? O texto apresenta uso adequado de concordância nominal e verbal? A paragrafação está adequada? Sinônimos foram utilizados para evitar repetição de determinadas palavras? 96 Texto “O lobisomem bondoso”, Heloisa Prieto na íntegra O lobisomem bondoso Na antiga França vivia um menino que adorava passear ao luar. Para ele, a noite era um período mágico e, embora seus pais não gostassem desses passeios, quando a lua estava cheia, ele não conseguia ficar em casa. Foi justamente numa dessas noites que acabou chegando ao bosque das bruxas. Ele estava caminhando pela mata quando ouviu uma estranha melodia e resolveu descobrir de onde ela vinha. Porém, nesse instante uma sombra passou por ele. O menino virou-se a tempo de ver o que era: um homem imenso, todo peludo, com cabeça de lobo — um lobisomem! Morrendo de curiosidade, o garoto deixou o medo de lado e seguiu o lobisomem, floresta adentro. Viu-o dirigir-se até uma clareira onde havia um estranho círculo e, dentro dele, bruxas horríveis dançavam sem parar. Era o sabá, a terrível reunião das bruxas. Serpentes de fogo desciam dos céus, dragões imensos sobrevoavam as bruxas, sapos caíam por terra. O menino começou a ficar com medo. “E se uma delas me descobrir? Será que serei comido vivo?”, pensou. E nesse momento a lua brilhou com tanta intensidade que ele pôde reconhecer o lobisomem: era Jean, o ferreiro da vila. O susto foi tão grande, que o menino ficou paralisado quando o lobisomem o viu de longe e depressa aproximou-se dele. O garoto tinha certeza de que seu fim havia chegado, de que seus pais tinham razão, ele deveria ter ficado em casa, mas quando Jean lhe dirigiu a palavra, teve ainda outra surpresa: — Calma, garoto. Eu vim para ajudá-lo. Não quero que você se torne um prisioneiro das bruxas como eu. Sabe, elas podem se tornar muito lindas. Eu me apaixonei por uma delas, e quando percebi o que estava acontecendo, era tarde demais. Agora sou metade homem, metade animal. Mas, nesses anos de feitiço, pude ver e aprender muitos dos truques das bruxas. Sei que só uma criança pode me libertar do feitiço do lobisomem. Você me ajuda? O menino concordou em ajudar seu pobre amigo e os dois elaboraram um plano. Depois, o lobisomem o levou de volta para casa. Na noite seguinte, o garoto regressou à clareirapara cumprir o combinado. O lobisomem apareceu e lhe entregou uma espada mágica: 97 — Você deve me ferir na frente da rainha das bruxas, meu amiguinho. Eu ficarei parado à espera de seu golpe. Mas você precisará de coragem para atravessar o círculo do mal. Em seguida, o lobisomem desapareceu e o menino se viu sozinho, na mata cheia de bruxas, apenas com uma espada na mão. Mesmo assim, ele caminhou corajosamente até a clareira. Ouviu a mesma estranha melodia e viu os mesmos seres tenebrosos sobrevoando a dança das bruxas. Continuou a caminhar e permitiu que as bruxas e monstros o avistassem. — Uma criança! — gritou uma delas. — Hoje teremos um belo jantar! Apavorado, o menino respirou fundo e continuou a caminhar. A gritaria era terrível e seus cabelos foram quase queimados pelas chamas dos dragões, mas mesmo assim ele prosseguiu até encontrar seu amigo, o bom lobisomem, sentado diante da mais medonha das bruxas. Sem dizer uma única palavra, o menino levantou a espada e fez um pequeno corte no braço do lobisomem. No mesmo instante, desapareceu tudo. — Você me salvou, meu menino! Você quebrou o feitiço! — disse o ferreiro emocionado. E foi assim que um pequeno menino libertou um forte ferreiro do feitiço da rainha das bruxas, por quem um dia ele havia se apaixonado. (História do folclore francês) PRIETO, Heloisa. O lobisomem bondoso. In: Lá vem história outra vez: contos do folclore mundial Il. Daniel Kondo. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997. p. 72-73. Comentários e Recomendações Pedagógicas A produção textual solicitada requer do aluno alguns cuidados como: ● Reconto da história sem fugir ou extrapolar o tema. Caso o professor verifique dificuldades, sugere-se a adoção das seguintes estratégias: ✓ Leitura em sala de outras narrativas, entre eles: contos, crônicas, trechos de romances, letras de música que contam uma história. 98 ✓ Reconto oral pela turma com a mediação do professor, que pode interferir quando perceber que não foram contemplados pontos principais da narrativa. ✓ Produção escrita, ora em dupla, ora individual. ✓ Troca de textos entre alunos para correção. ✓ Leitura oral de algumas produções para que o restante da sala, com a mediação do professor, analise e exponha se falta algo no texto do colega. ● Presença dos elementos da narrativa64: personagens, espaço, tempo, foco narrativo e enredo (com suas partes): início, elemento complicador/conflito, clímax e o desfecho. Exemplo: Elementos da narrativa Texto ➢ Personagens Em seguida, o lobisomem desapareceu e o menino se viu sozinho, na mata cheia de bruxas, apenas com uma espada na mão. [...]. Continuou a caminhar e permitiu que as bruxas e monstros o avistassem. ➢ Espaço (lugar) Na antiga França [...] [...] que acabou chegando ao bosque das bruxas. ➢ Tempo [...] a noite era um período mágico e, embora seus pais não gostassem desses passeios, quando a lua estava cheia, [...]. Foi justamente numa dessas noites [...] ➢ Foco narrativo Narrador-observador: [...] o lobisomem desapareceu e o menino se viu sozinho Continuou a caminhar e permitiu que as bruxas e monstros o avistassem. [...] por quem um dia ele havia se apaixonado. (verbos e pronomes em terceira pessoa) ➢ Enredo ➢ Na antiga França vivia um menino que adorava passear ao luar. Para ele, a noite era um período mágico e, embora seus 64 GANCHO, Cândida Vilares. Como Analisar Narrativas. 7. ed. São Paulo: Ática, 2006. (Série Princípios) 99 ●Início ●Elemento complicador/ conflito ●Clímax ●Desfecho pais não gostassem desses passeios, quando a lua estava cheia, ele não conseguia ficar em casa. Foi justamente numa dessas noites que acabou chegando ao bosque das bruxas. Ele estava caminhando pela mata quando ouviu uma estranha melodia e resolveu descobrir de onde ela vinha Apavorado, o menino respirou fundo e continuou a caminhar. A gritaria era terrível e seus cabelos foram quase queimados pelas chamas dos dragões, mas mesmo assim ele prosseguiu até encontrar seu amigo, o bom lobisomem, sentado diante da mais medonha das bruxas. Sem dizer uma única palavra, o menino levantou a espada e fez um pequeno corte no braço do lobisomem. No mesmo instante, desapareceu tudo. — Você me salvou, meu menino! Você quebrou o feitiço! — disse o ferreiro emocionado. E foi assim que um pequeno menino libertou um forte ferreiro do feitiço da rainha das bruxas, por quem um dia ele havia se apaixonado. Nas narrativas em sala de aula, o professor pode solicitar que os alunos preencham esse quadro coletivamente, ou pode pedir que os alunos o façam individualmente. O professor pode chamar a atenção do aluno sobre outras questões presentes no texto: 1) Figura de linguagem – hipérbole. Segundo CEGALLA (1989:525), é “uma afirmação exagerada. É uma deformação da verdade que visa um efeito expressivo (CEGALLLA, 1989, p.525)65”. No texto, ao exagerar na curiosidade sentida pelo menino. Observamos esse fenômeno em: “Morrendo de curiosidade [...]”.. Essa 65 CEGALLA, Domingos Paschoal. NOVÍSSIMA GRAMÁTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA. 32. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1989. p. 525. 100 habilidade está contemplada na Matriz de Referência da AAP – “Identificar recursos semânticos expressivos (figura de linguagem) – H25.” 2) Discurso direto – no texto, esse tipo de discurso aparece com a seguinte constituição: um verbo dicendi (de narrar, relatar, falar, afirmar etc.) seguido de dois pontos e travessão: a) “[...], mas quando Jean lhe dirigiu a palavra, teve ainda outra surpresa: — Calma, garoto. Eu vim para ajudá-lo. Não quero que você se torne um prisioneiro das bruxas como eu. Sabe, elas podem se tornar muito lindas.” b) Há casos em que o verbo dicendi não aparece. O discurso direto é, então, indicado pelo contexto e pelo uso de recursos gráficos (dois pontos, aspas, travessão) e pela mudança de linha. Exemplos: b1) Com o uso de dois pontos e travessão: O lobisomem apareceu e lhe entregou uma espada mágica: — Você deve me ferir na frente da rainha das bruxas, meu amiguinho. Eu ficarei parado à espera de seu golpe. Mas você precisará de coragem para atravessar o círculo do mal. b2) Com a supressão dos dois-pontos antes da apresentação da fala das personagens e com o uso de travessão. Exemplos: Continuou a caminhar e permitiu que as bruxas e monstros o avistassem. — Uma criança! — gritou uma delas. — Hoje teremos um belo jantar! [...] No mesmo instante, desapareceu tudo. — Você me salvou, meu menino! Você quebrou o feitiço! — disse o ferreiro emocionado. b3) Com o uso de aspas: 101 O menino começou a ficar com medo. “E se uma delas me descobrir? Será que serei comido vivo?”, pensou. A habilidade relativa ao conhecimento dos tipos de discursos está presente na Matriz de Referência da AAP – Reconhecer os tipos de discurso (direto, indireto, indireto livre) em um texto – H 13. 3) Passagem temporal - expressões ou palavras que indicam tempo e que permitem a sequência textual aparecem em: “Foi justamente numa dessas noites que acabou chegando ao bosquedas bruxas [...]”. “[...] nesse instante uma sombra passou por ele. ”Na noite seguinte, o garoto regressou à clareira para cumprir o combinado.” “Em seguida, o lobisomem desapareceu e o menino se viu sozinho, [...] Textos narrativos completos, ou fragmentos trabalhados em sala de aula com a mediação do professor, podem familiarizar os alunos com tais recursos e auxiliá-los na compreensão e interpretação de seus significados. Especificamente, em relação a esse conto do folclore francês, escrito por Heloisa Prieto, pode-se solicitar que o aluno estabeleça relações com os textos Um ser fantástico e O lobisomem de Samir Curi Meserani66 que constam na Prova de Língua Portuguesa – Questões Objetivas para o 6º ano EF, por meio de questões como: • Quais as relações que se podem estabelecer entre esses textos? • Em que se assemelham? • Em que se diferem? 66 MESERANI, Samir Curi. Os Incríveis Seres Fantásticos. 2. ed. São Paulo: FTD, 1995. p. 23-24. (adaptado) 102 Depois da retomada desses textos, o professor pode pedir aos alunos que contem aos colegas as histórias que conhecem sobre o lobisomem e, em seguida, pode solicitar que reescrevam a história contada. Referências Bibliográficas CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 32. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1989. p. 525. GANCHO, Cândida Vilares. Como Analisar Narrativas. 7. ed. São Paulo: Ática, 2006. (Série Princípios) LAGINESTRA, Maria Aparecida; PEREIRA, Maria Imaculada. A ocasião faz o escritor: orientação para produção de textos. São Paulo: Cenpec, 2010. (Coleção Olimpíada). PRIETO, Heloisa. O lobisomem bondoso. In: Lá vem história outra vez: contos do folclore mundial Il. Daniel Kondo. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997. p. 72-73. MESERANI, Samir Curi. Os Incríveis Seres Fantásticos. 2. ed. São Paulo: FTD, 1995. p. 23-24. 103 Anexo 2 - Sugestão de grade de correção para a reescrita de texto67 Critérios Descritores Não Parcialmente Satisfatoriamente 1. Adequação ao tema O texto reconstrói o que foi lido? 2. Adequação às característica s do gênero As personagens estão presentes? O texto garante a presença da maioria dos acontecimentos narrados? Há condução ordenada no desenvolvimento das ações? O texto manteve o foco narrativo? O desfecho criado foi resolvido? 3. Uso das convenções da escrita As palavras estão segmentadas corretamente? As palavras obedecem às regras ortográficas? O texto apresenta adequadamente letras maiúsculas e minúsculas? A pontuação está adequada? O discurso direto e/ou indireto foi utilizado adequadamente? O texto apresenta uso adequado de concordância nominal e verbal? A paragrafação está adequada? 67 Grade adaptada do Caderno Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro - A ocasião faz o escritor: orientação para produção de textos. Equipe de produção Maria Aparecida Laginestra, Maria Imaculada Pereira. São Paulo: Cenpec, 2010. (coleção Olimpíada). 104 Sinônimos foram utilizados para evitar repetição de determinadas palavras? O texto apresenta elementos de referenciação para estabelecer relações lógico- discursivas e/ou evitar repetições de palavras? 105 Anexo 3 - Critérios para avaliação da produção escrita - 6º ano (sugestão)68 Critérios Descritores Não Parcialmente Satisfatoriamente 1. Adequação ao tema O texto está construído conforme as orientações feitas em sala de aula? 2. Adequação às característica s do gênero O tempo e o espaço estão determinados? As personagens estão presentes? Há introdução do elemento complicador/conflito? Há condução ordenada no desenvolvimento das ações? Há relação de causa e consequência entre os fatos narrados? O texto manteve o foco narrativo? O conflito/desfecho criado foi resolvido? 3. Uso das convenções da escrita As palavras estão segmentadas corretamente? As palavras obedecem às regras ortográficas? O texto apresenta adequadamente letras maiúsculas e minúsculas? A pontuação está adequada? O discurso direto e/ou indireto foi utilizado adequadamente? 68 Grade adaptada do Caderno Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro - A ocasião faz o escritor: orientação para produção de textos. Equipe de produção Maria Aparecida Laginestra, Maria Imaculada Pereira. São Paulo: Cenpec, 2010. (coleção Olimpíada). 106 Anexo 4 - SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES69 1- RITMO E POESIA Recomendada para séries finais do EF Ciclo II e EM Tempo previsto: 4 momentos Elaboração: Rozeli Frasca Bueno Alves Adaptação: Katia Pessoa Apresentação: O movimento hip hop faz parte da diversidade de culturas juvenis de nossos dias e aqueles que participam desse movimento são considerados protagonistas de seu processo de desenvolvimento, com grande visibilidade principalmente nos ambientes urbanos. Suas produções artísticas atingem a sociedade e principalmente as periferias das cidades. O rap (rhythm and poetry) é uma espécie de canto falado originado na África, adaptado à música jamaicana na década de 1950, que chegou até nós por influência da cultura dos guetos dos negros americanos de Nova Iorque. As letras das canções, constituídas de longos relatos sobre o dia a dia dos jovens, muitas vezes são denúncias de exclusão social e cultural, violência policial e discriminação social, mas há inclusive raps evangélicos. Trazer o rap para a sala de aula é importante para aproximar as práticas culturais dos alunos das atividades escolares, para proporcionar a eles a oportunidade de atuar de forma propositiva, podendo contribuir para a solução de problemas e mesmo para a transformação social. Objetivos: • Retomar as características da tipologia “relatar”. • Propiciar momentos de contato com diferentes possibilidades linguísticas para expressar-se sobre determinado tema. 69 Material disponibilizado para o Planejamento de 2018 107 • Oferecer oportunidade para que os alunos produzam rap. • Oferecer oportunidade para que os alunos apresentem suas produções. Recursos materiais: • Giz e lousa. • Aparelho de som (opcionais). Conteúdo: Música: 1967 Autor: Marcelo D2 Álbum: Eu Tiro É Onda País: Brasil 1967, o mundo começou, pelo menos pra mim E a minha história reduzida é mais ou menos assim Nascido em São Cristóvão, morador de Madureira Desde pequeno acostumado a subir ladeira Me lembro bem dos meus tempos de moleque Que sempre passava as férias no final do 77 Padre Miguel sempre 10 na bateria Saudoso mestre André, sempre soube o que queria Futebol na rua F ou no campo de baixo Você sabe, meu tio Gentil era um esculacho Andava pelasruas vestindo meu bate bola Se tu passasse em minha frente era melhor tu sair fora Carnaval de rua, perigoso e divertido Mas passei por tudo isso entre mortos e feridos Graças ao meu pai, o pessoal da tramela Sérgio Cabrito meu padrinho não dava trégua Lembra do Cassino Bangu, de vez em quando eu ia lá 108 Curtir um funk, ver a mulherada rebolar Kool and the Gang, Gap Band Outro mestre, James Brown Era só alegria, não tinha pau Eu quero ver se tu é homem, mané Do jeito que eu fui e que eu sou Quero ver se tu é homem, mané Que nem a parteira falou No Andaraí, Grajaú o bicho pegava mais, Quando pichava muro sempre tinha um correndo atrás Carlos Peixe, meu camarada De vez em quando no piche, outras na baforada Vida de moleque sempre sangue bom Calote no ônibus pra ir à praia no verão Pra ficar um pouco mais roubava no supermercado Pra mim isso nunca foi pecado Sempre no Maraca vendo o Mengão jogar Zico, Adílio, Júnior, fazendo a bola rolar Como já dizia o hino, vou repetir com vocês Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer Meu avô Peixoto deixou meu sangue rubro-negro, Me orgulho de ser carioca, me orgulho de ser brasileiro Skate na veia, só quem tem sabe como é que é a sensação E o poder de dar um ollie-air Campo Grande, Norte Shopping, Street no Méier À noite Circo Voador, show do De Falla e um Domec Vender camisa na Treze de Maio Na situação show no Garage Skunk, diversão de irmão 109 Grandmaster Flash, Áfrika, Bambaata, Planet Rock Rap, break, graffiti Chegou o hip hop Cantando a vida mas vista de um outro lado Não é apologia, cumpadi, não adianta fica bolado Entenda se a minha rima não te faz rir Não é apologia parceiro, da licença, sai daqui Eu vim pra zoar, fazer barulho Falar um pouco de mulher Skate, som, bagulho Sempre ligado, sempre sabendo o que quer, Sempre bom da cabeça, nunca doente do pé Eu vou levando a vida É, juro que vou Só no sapato, sempre sendo o que sou Eu quero ver se tu é homem, mané Do jeito que eu fui e que eu sou Quero ver se tu é homem, mané Que nem a parteira falou Agora saiu o flow Brasileiro, Carioca Marcelo D2 na área, Se derrubar, é pênalti Valeu Disponível em: <https://www.letras.com/marcelo-d2/67273/>. Acesso em 12 de janeiro de 2018. (adaptado) Procedimentos: 1º momento 110 • Propor questões aos alunos sobre o movimento hip hop e mais especificamente sobre o rap. É importante resgatar a ideia de que o rap é uma combinação entre a linguagem verbal e a linguagem musical (ritmo e melodia). É um subgênero do gênero canção. O rap articula o oral e o escrito, a fala é rimada e ritmada. A escrita aparece como forma de registro da criação, ou mesmo do processo de produção e no momento de distribuição como encarte no CD ou nas páginas da internet. O rap é uma das manifestações artísticas do movimento hip hop, assim como o break (expressão pela dança) e o grafite (expressão por meio do desenho). Os alunos devem conhecer inúmeros grupos de rap e as longas letras que possibilitam a expressão de uma grande massa de jovens, que se identificam com as mensagens e a postura dos rappers. É uma parcela da juventude que sente necessidade de músicas que falem sobre a existência humana e a sobrevivência, com variações que vão de versões muito próximas aos “repentes” até raps evangélicos. Exponha a letra 1967 de Marcelo D2 na lousa. Peça aos alunos que copiem, se achar conveniente. Se possível, permita à turma uma leitura com a escuta da música. De todo modo, os alunos devem conhecer e podem cantar, mesmo sem o CD. Faça com que percebam a interação entre a linguagem verbal e os outros recursos do rap. • Se necessário, ler e escutar mais de uma vez. • Analise com os alunos como esse rap foi construído. Para que público; é o relato de quem; como é esse jovem, de onde vem, como são as pessoas a quem se refere.70 2º momento • Retome a letra e peça para que os alunos, ao reconhecerem o narrador, façam uma descrição dele, a partir das informações presentes no texto (família, 70 Se houver condições, reproduza a letra e distribua aos grupos. Peça aos alunos, como tarefa para a próxima aula, pesquisa sobre o movimento hip hop e sua produção cultural no Brasil. Há vasto material, por exemplo, na internet: http://www.bocadaforte.com.br; /; https://www.dancaderua.com 111 escolaridade, idade, comunidades que frequenta, forma de resolver alguns problemas do cotidiano, como falta de dinheiro, por exemplo). • A atividade pode ser realizada em grupos e apresentada oralmente, em seguida, por um representante de cada grupo. O momento é importante para destacar as diferentes possibilidades de uso adequado da língua, na oralidade e na escrita, dependendo do contexto, da situação de uso. 3º momento • Recupere com eles expressões usadas que revelam a identidade social do narrador. Peça para que apresentem outros exemplos de linguagem característica desse texto ou de outro rap. • O uso da gíria é muito comum nesse tipo de manifestação artística e é interessante levantar alguns exemplos com os alunos e socializar o significado. • Chegou a hora de iniciar a produção. Converse com os alunos para que se organizem para produzir. A sugestão é de produção para apresentação de um rap em grupo, na próxima aula. • Assim como a letra de D2, devem elaborar um rap em que façam um relato de sua trajetória de vida (individual ou do grupo, conforme a opção ou o comando do professor).71 4º momento • Os grupos fazem suas apresentações e entregam as produções escritas ao professor. Desdobramentos: As atividades realizadas devem propiciar ao professor um diagnóstico inicial, relevante para o planejamento de seu trabalho. Observar nas produções dos alunos o uso adequado ou inadequado da língua, bem como a clareza e a coerência do texto, na estrutura composicional solicitada. 71 Os alunos podem concluir a produção e ensaiar a apresentação, como tarefa para a próxima aula. 112 2- A PROPAGANDA E O TEXTO PUBLICITÁRIO Recomendada para EF II ou EM Tempo previsto: 4 momentos Elaboração: Rozeli Frasca Bueno Alves Apresentação: Se a finalidade da propaganda é vender e para isso faz uso de uma linguagem com o intuito de convencer o consumidor, o publicitário aposta na identificação do leitor da revista, por exemplo, com a imagem projetada pelo consumidor do produto anunciado. Os recursos expressivos utilizados devem estar de acordo com o tipo de consumidor que se quer atingir, ou seja, estão em função dos objetivos propostos. Geralmente, as propagandas publicadas em revistas são criadas com base em duas linguagens: a verbal e a não verbal. Trazer o texto publicitário para a sala de aula é importante para oferecer ao aluno condições de observar, de forma crítica, não só a linguagem visual, mas também analisar um discurso que impõe valores, padrões de beleza e de qualidade que, mais do que sugerir, muitas vezes prometem sucesso e prestígio a quem os adotar. É interessante verificar que os valores, os estilos de vida, os papéis sociais veiculados pela propaganda apresentam-se diferentes em épocas distintas. Muitas vezes, esses valores acabam sendo aceitos como naturais ou verdadeiros. No entanto, foram construídos histórica, social eculturalmente e, portanto, são passíveis de desconstrução, pois manifestam a maneira de ver o mundo de uma sociedade, em certo espaço e momento da história. Objetivos: • Retomar as características do gênero. • Propiciar momentos de contato com texto publicitário produzido na primeira metade do século XX. • Oferecer oportunidade para que os alunos observem e analisem o caráter das mensagens. 113 • Oferecer oportunidade para que os alunos produzam e apresentem suas criações. Recursos materiais: • Giz e lousa. • Data Show. Conteúdo: http://propagandasantigas.blogspot.com/ Acesso em 12 de janeiro de 2018. 114 Procedimentos: 1º momento • Apresentar o texto publicitário sugerido ou outro à escolha do professor (projetá- lo ou distribuir cópias para os grupos) e fazer perguntas para que se situem em 115 relação a ele. Que texto é? De onde deve ter sido retirado? Em que época foi produzido? Esse levantamento de hipóteses deve ser orientado pelo professor para que o aluno perceba onde estão os indícios que determinam essas características no texto. • Para os próximos passos é importante que os alunos tenham o texto em mãos, impresso ou copiado no caderno. • Em seguida, forneça informações complementares para que os alunos comprovem ou descartem suas hipóteses. Essa propaganda do rádio Philco foi publicada da revista Seleções do Reader's Digest brasileira, no ano de 1942. É importante que percebam a forma como está apresentada a imagem do produto (em preto e branco, bem próxima do olhar, com detalhes bem visíveis, inclusive a inscrição: El radio del Pueblo, com a perceptível ideia de que o produto se destinava às classes populares de toda a América Latina, mercado em expansão na época, pois a Europa encontrava-se em plena Segunda Guerra Mundial. • Peça aos alunos que localizem, no texto, informações a respeito do produto, suas funções, o usuário e para que serve. As mensagens informativas presentes, tanto no texto como na imagem, confirmam a intencionalidade. Elas estão no plano da denotação e têm como principal objetivo informar: descrevem o produto, suas funções, a quem se destina, sua utilidade. 2º momento 116 • Retome a leitura do texto e peça aos alunos que desvendem as mensagens adicionais. Por inferência, devem reconhecer no texto as expressões que buscam convencer o leitor (criar empatia) de que o produto é o ideal. As mensagens adicionais também estão a serviço da intencionalidade. Estão no plano da conotação e seu objetivo é influenciar o leitor psicologicamente. São mensagens que conduzem o leitor à construção do significado, de forma empática. É importante observar, nesse texto, que são atribuídas ao produto características humanas, como por exemplo: é um companheiro indispensável. Ou certas atribuições que prometem vários benefícios irrecusáveis ao usuário: eis o rádio verdadeiramente popular / precioso elemento de diversão, educação e informação / ficarão encantados pelas suas qualidades / estas são a sua colaboração para o prazer dos ouvintes. Deve ficar claro para os alunos que o texto se manifesta como um traço da intenção projetada de um emissor para um receptor, a fim de comunicar uma mensagem e produzir um efeito. Na criação, há um processo de seleção e de organização de elementos escolhidos intencionalmente para determinadas situações. É uma forma de construir a argumentação em que o emissor emprega estratégias para dissimular a sua intenção e persuadir o destinatário. Dessa maneira, orienta o modo de querer, pensar e agir do receptor. É importante referir-se à função social da mensagem, pois, ao comunicar-se, o homem estabelece relações com os outros, esperando respostas e comportamentos.72 72 QUINTANILHA, Leandro. Como se cria um Slogan. Disponível em: <http://www.cienciashumanas.com.br/resumo_artigo_6340/artigo_sobre_como_se_cria_um_slogan>. Acesso em 12 de janeiro de 2018. 117 3º momento • O próximo passo pode ser pedir aos alunos que observem a linguagem usada e comparem com a que se observa hoje. O que mudou? Discuta com eles as mudanças observadas, quer nas palavras (ortografia, escolha de vocabulário) e frases utilizadas, quer na forma de se dirigir ao leitor/consumidor (estilo) e no tamanho do texto verbal. É relevante observar que não só o produto está diferente, o usuário também. Para ser eficaz, o criador da mensagem precisa conhecer as expectativas do público-alvo, em relação ao produto, e a linguagem adequada para convencê-lo. Atualmente, são usadas frases mais curtas e de efeito, às vezes incompletas, emprego de polissemia e ambiguidade. A imagem também poderia ser autossuficiente, o que não acontece nesse caso. Aqui a ilustração contribui para que o leitor identifique o produto, distinguindo-o dos concorrentes e pelo espaço que ocupa na propaganda. A ideia deve ter sido a de fixá-lo na memória do possível consumidor. • Peça aos grupos que observem se a imagem tem alguma característica que aponte para os objetivos a seguir, considerando a época e o público a que se destina: aumentar o índice de atenção do anúncio; tornar o anúncio mais aprazível à vista; induzir à leitura do texto; estimular o desejo pelo produto anunciado; engrandecer o produto anunciado; demonstrar ou reforçar afirmações feitas no texto; identificar o produto ou a marca; apresentar um cenário/contexto adequado. Discuta com eles as mudanças observadas em relação às ilustrações usadas nas propagandas atualmente. Peça a eles que vejam se estão contempladas as características já observadas na propaganda antiga. 4º momento • Peça aos alunos que entrem no túnel do tempo e criem slogans que poderiam ser usados naquela época, para a mesma campanha do rádio Philco. Esses slogans deverão ser expostos à turma. Mais do que impor, cabe hoje ao slogan convencer, seduzir. No mercado ou na política. [...] De acordo com João Anzanello Carrascoza, o slogan deve resumir a 118 essência de uma marca, um produto ou uma campanha. O mais tradicional é composto por uma frase curta, direta, afirmativa e fácil de repetir.73 Desdobramentos: As atividades realizadas devem propiciar ao professor um diagnóstico inicial, relevante para o planejamento de seu trabalho. Observar nas produções dos alunos o uso adequado ou inadequado da língua, se as ideias estão apresentadas de forma clara, com coesão e coerência, e se estão garantidas as características estruturais do texto solicitado.74 3- HISTÓRIA EM QUADRINHOS Recomendada para séries finais do EF II e EM Tempo previsto: 4 momentos Elaboração: Rozeli Frasca Bueno Alves Apresentação: Histórias em quadrinhos (HQ), mangás e tirinhas são fascinantes em qualquer idade. A humanidade conhece essa forma de comunicação, sequência de palavras e imagens, há muito tempo: as inscrições nas cavernas, nas cerâmicas dos Maias e dos Gregos, por exemplo. Trabalhar com a leitura de textos visuais na escola oferece interessantes momentos de reflexão e construção de significados, nas relações interativas mediadas pelo professor, entre os estímulos visuais, próprios do não verbal, o verbal e o repertório do leitor. 73 Disponível em: < https//fantasticomundopublicitario.files.wordpress.com/2010/06/redacao-publicitaria-e28093-estudos-sobre-a-retoria-do-consumo.pdf.>. p. 26-46. Acesso em 12 de janeiro de 2018. 74 Para saber mais: Paz, Dione M. dos S. O texto publicitário em sala de aula: mais uma opção de leitura. Disponível em <http://www.ufsm.br/lec/01_02/DioniL.htm>. Acesso em 18 de janeiro de 2018. 119 Os gêneros textuais, para Bakhtin, são configurados por três elementos: o tema, a estrutura e o estilo. Tratando-se especificamente das histórias em quadrinhos, os temas, além de dependerem de cada suporte e de cada destinatário, estão associados às inquietações da natureza humana e seus aspectos históricos, sociais e culturais. A estrutura composicional é determinada pela sequência de planos: nas tiras, em geral de dois a quatro planos (apresentação do problema, criação de expectativas, conflito, resolução e desfecho). Nas histórias em quadrinhos, há um número maior de planos, mas mantém as sequências narrativas. Em relação ao estilo, as marcas linguísticas e enunciativas trazem tanto elementos verbais, como não verbais, com recursos visuais que incluem formas, cores, planos, tipos de balões, formatos das letras, para obter determinado efeito de sentido. É importante observar também o foco da imagem, que acontece sob diferentes perspectivas, segundo os planos cinematográficos. O plano geral é aberto e usado para situar o leitor em relação à cena; o geral aberto privilegia o espaço onde acontece a ação; o geral fechado deixa evidente a relação personagem/espaço; o inteiro, com o enquadramento dos personagens de corpo inteiro; americano, com o enquadramento da personagem do joelho para cima; o médio, em que os personagens são apresentados da cintura para cima; o próximo, com os personagens enquadrados do busto para cima; o close, com o personagem de ombro para cima; o superclose, com o personagem enquadrado entre o queixo e o limite da cabeça; detalhe, com o enquadramento de uma parte do corpo ou um objeto; o plongée, em que a cena é enquadrada de cima para baixo e contraplongée, a perspectiva da cena vista de cima para baixo. Importante também é observar os balões (suas formas e os textos, os sinais de pontuação e os símbolos) e sua dupla função: apresentar a fala e o pensamento dos personagens com suas características emocionais e respectivas manifestações. Objetivos: 120 • Retomar as características do gênero. • Propiciar momentos de contato com uma HQ de Hagar para leitura e análise. • Oferecer oportunidade para que os alunos produzam e apresentem suas criações. Conteúdo: Hagar em: Marido Perfeito Disponível em: <https://goo.gl/dcXNvb>. Acesso em 12 de janeiro de 2018. Recursos materiais: • Giz e lousa, Data Show. • Cópias impressas para os grupos (opcionais). Procedimentos: 121 1º momento • Apresentar o texto sugerido ou outro à escolha do professor (projetá-lo ou distribuir cópias para os grupos) e pedir que inicialmente fixem o olhar apenas nos 2 primeiros quadrinhos e formulem hipóteses sobre o conteúdo da HQ. Converse com os alunos sobre o que sabem sobre HQ e sobre essa em estudo. É interessante descobrir se conhecem sua origem, se alguma vez perceberam que sequências semelhantes de imagens e palavras já apareciam nas pinturas pré-históricas nas cavernas, nas cerâmicas de povos da antiguidade, por exemplo. É importante colocar em pauta, inclusive, o uso das tecnologias em nossos dias e o que o isso pode significar para HQ. • Peça aos alunos que façam uma leitura atenta e, em seguida, estimule-os com questões como: quem são os personagens/que tipo de relacionamento eles têm/a ambientação é externa ou interna/como está elaborado o cenário/em que plano aparecem os personagens nos diferentes quadrinhos/os tamanhos dos quadros e seus limites/a sensação de movimento etc. É recomendável que o professor ofereça informações complementares para orientar os alunos em suas observações e hipóteses sobre o texto. • Organize com os alunos uma forma de registrar todas as observações da turma, no caderno, respeitando a diversidade de opiniões, desde que fundamentadas. 2º momento • Retome a leitura e faça perguntas aos grupos, oralmente, para certificar-se de que compreenderam o texto. • Em HQ, a interpretação de cada leitor é caracteristicamente subjetiva e muito pessoal, daí ser producente uma reflexão coletiva e uma discussão a respeito das diferentes maneiras de compreender Hagar: Marido Perfeito. Em que circunstâncias se pode, por exemplo, considerar o título como adequado ao sentido do texto? Que significados podemos construir sobre a relação entre os parceiros, no casamento? Diferenças/semelhanças com o nosso cotidiano? • Em seguida, peça aos alunos que observem e analisem os personagens e elaborem uma lista de características físicas e psicológicas de cada um deles. 122 • Promova a socialização dessas características. 123 3º momento • Retomando as discussões e conclusões dos grupos sobre os personagens, e como isso está explícito ou implícito no texto, peça aos alunos que elaborem uma espécie de desdobramento ou continuação, porém usando dois personagens criados pelo grupo, com comportamentos e atitudes semelhantes aos encontrados no texto estudado. 4º momento • Peça aos alunos que troquem as HQ produzidas entre os grupos. • Proponha que, após a leitura das HQ por todos os grupos, cada grupo faça uma divulgação da sua, apresentando as principais características da narrativa que criaram. Desdobramentos: As atividades realizadas devem propiciar ao professor um diagnóstico inicial, relevante para o planejamento de seu trabalho. Observar nas produções dos alunos o uso adequado ou inadequado da língua, bem como sinais da apropriação das características do gênero e de escolhas linguísticas adequadas ao tipo de texto solicitado. 4- LENDO E VIVENDO POEMAS Recomendada para EF II e EM Tempo previsto: 4 momentos Elaboração: Rozeli Frasca Bueno Alves Apresentação: O texto literário é um universo de ficção a ser descoberto, redescoberto e percorrido. Não existe plenamente sem o olhar do leitor. É como se renascesse com 124 cada leitor e a cada leitura. O texto ecoa outros textos e se abre para outros tantos ainda por descobrir. Na escola, é possível incentivar o contato com essa prática de leitura, que navega pelo racional e pelo emocional com tanta intensidade. Mais do que cultivar ou ampliar repertório, ler é compreender-se, é descobrir a si mesmo. Ao proporcionar a socialização das experiências de leitura, o professor também colabora para ampliar as possibilidades dessa prática cultural. Oferecer ao aluno as oportunidades de leitura e de produção de poemas pode proporcionar a ampliação de horizontes para práticas culturais humanizadoras. Objetivos: • Propiciar momentos de contato com o texto poético, para estimular a leitura para fruição. • Oferecer oportunidades para que os alunos troquem experiências e apresentem suas percepções e produções. Recursos materiais: • Giz e lousa. • Data Show, cópias impressas para os grupos (opcional). Conteúdo: A Namorada (Manoel de Barros) Havia um muro alto entre nossas casas. Difícil de mandar recado para ela. Não havia e-mail. O pai era uma onça. A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão E pinchava a pedra no quintal da casa dela. Se a namorada respondesse pela mesma pedra 125 Era umaglória! Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira E então era agonia. No tempo do onça era assim. Texto extraído do livro "Tratado geral das grandezas do ínfimo", Editora Record - Rio de Janeiro, 2001, pág. 17. Disponível em <http://www.releituras.com/manoeldebarros_menu.asp>. Acesso em 12 de janeiro de 2018 Procedimentos: 1º momento • Converse com os alunos sobre o assunto da aula. Pergunte se gostam de poesia, se leem, se alguém escreve poemas, que poetas conhecem, se conhecem Manoel de Barros. Repasse algumas informações sobre o poeta, sua produção, para que os alunos possam situar-se no contexto da obra.75 • Faça com que os alunos tenham acesso ao poema de Manoel de Barros e peça a eles que façam inicialmente uma leitura silenciosa. Enquanto leem, observe as reações, as expressões faciais, os comentários. • Ao terminarem, peça que anotem, individualmente, em três ou quatro linhas, as impressões que tiveram ao ler o poema. • A seguir, faça uma leitura expressiva do poema para a turma, cuidando da entonação. • Peça, então, que anotem as impressões que tiveram ao ouvir o poema. Explique a eles que essas anotações serão usadas para compartilhar com os colegas o que sentiram, perceberam ou pensaram ao ouvir o poema. Podem escrever palavras soltas ou frases. É importante que registrem os efeitos que o poema causou em cada um. 2º momento 75 Disponível em: <http://www.releituras.com/manoeldebarros_menu.asp>. Acesso em 12 de janeiro de 2018. 126 • Se necessário, leia mais uma vez. Ou pergunte se algum aluno gostaria de ler para a classe. • O próximo passo é conversar sobre o poema, retomando as anotações que fizeram. Incentive a troca de ideias, agora em grupos, sobre o que sentiram ao ler e ao ouvir. As sensações que se confirmaram e as que mudaram. Que imagens vieram às suas mentes enquanto liam/ouviam? Como imaginaram que fosse a namorada? E o pai? E o sentimento do eu-lírico em relação ao pai e à namorada? É um momento interessante para falar sobre o poeta e o eu-lírico; quem elabora a linguagem poética para a expressão do eu-lírico? Resgate também a nomenclatura para se referir à estrutura do poema: estrofes, versos, presença ou não de rimas. Chame a atenção para a linguagem empregada e oriente-os sobre a metáfora usada pelo poeta: o pai era uma onça e instigue-os a reproduzir as comparações que podem ser feitas entre o pai da moça e uma onça, de forma a justificar o recurso expressivo usado pelo poeta. Faça com que observem a diferença entre as figuras de linguagem: comparação e metáfora. É importante resgatar também o significado da expressão “tempo do onça”, bem como o jogo de palavras construído pelo poeta: pai/onça/tempo do onça. Converse um pouco sobre a dificuldade de comunicação entre os namorados do poema, fazendo com que reflitam sobre as diferenças nos relacionamentos, nas formas de comunicação. Naquela época e atualmente, por exemplo. • Peça aos alunos que exercitem a mesma comparação mental feita pelo poeta para criar o efeito expressivo de o pai era uma onça e elaborem outras metáforas, por exemplo, para caracterizar a namorada (do poema) conforme a imaginam. Cada grupo pode elaborar 5 metáforas, a critério do professor. • Organize com a classe uma forma de verificar se as criações são adequadas e promova a socialização das produções. 3º momento 127 • A partir de exemplos criados pelos próprios alunos na etapa anterior, retome com a turma que os poemas são construídos com versos e estrofes; que palavras e expressões podem revelar muitos significados. • Peça aos grupos que observem na lista de metáforas produzidas pela classe se alguma sugere uma ideia que pode ser desenvolvida e se transformar num verso, depois em outros versos, estrofes. Comente com eles que, muitas vezes, o poema pode nascer de palavras soltas, que vão se agrupando e revelando lembranças, percepções, sensações e que os recursos de linguagem usados (repetições, comparações, ironias, paradoxos, antíteses, sonoridade, ritmo, pontuação) contribuem para uma produção interessante, que sugere imagens, que estimula emoções. • Peça-lhes que construam um poema, individualmente, de preferência. É o momento para que cada um deixe aflorar seu eu-lírico. Na medida do possível, acompanhe as criações, oriente adequações, pois cada poema construído deverá compor a coletânea da turma e será exposto no mural, ou no “varal de poesia”. 4º momento • Cada um deverá ler ou declamar seu poema e publicá-lo num espaço organizado para tal. Desdobramentos: As atividades realizadas devem propiciar ao professor um diagnóstico inicial, relevante para o planejamento de seu trabalho. Observar nas produções dos alunos o uso adequado ou inadequado da língua, a escolha adequada do vocabulário e da estrutura composicional, de acordo com o contexto de produção. 128 5- MANGÁ Recomendada para EM Tempo previsto: 4 momentos Elaboração: Rozeli Frasca Bueno Alves Apresentação: As palavras mangá e animê estão praticamente incorporadas ao vocabulário de muitos jovens, já há algum tempo, e fazem parte de um fenômeno que está provocando uma grande procura por aulas de língua japonesa. Conforme Luyten76, nos séculos XI e XII, na Idade Média japonesa, já eram produzidos os desenhos pintados em grandes rolos de papel de arroz, contando uma história. Era o início dessa arte sequencial, com desenhos humorísticos, de animais e pássaros, numa época em que o Japão passava por guerras terríveis. A partir do século XV, as histórias de fantasmas e assombrações foram muito populares. Data do século XVIII um conjunto de obras denominadas Hokusai Manga, cujos desenhos, de forma caricatural, exageravam os traços dos seres humanos e tinham como tema a vida urbana, as classes sociais, a personificação dos animais. O nome mangá foi adotado em meados do século XIX e coincide com o término do isolamento do país do resto do mundo, época em que os japoneses puderam ter acesso a publicações que trouxeram novidades para o meio jornalístico e editorial. A estrutura editorial dos mangás começou a ganhar a forma que possui atualmente após a Segunda Guerra Mundial, intensificando uma produção voltada para o público adolescente. Atualmente, as editoras japonesas contemplam segmentos do mercado por faixa etária, dos quais destacamos três categorias: revistas infantis (shogaku) que, entre outros vários assuntos, trazem em sua parte central uma HQ; revistas femininas (shojo mangá), atualmente feitas em grande parte por jovens mulheres Disponível em: <https://pt.scribd.com/doc/190516721/MANGA-NO-BRASIL-Sonia-B-Luyten-pdf1/2010)>. Acesso em 12 de janeiro de 2018. 129 desenhistas, em que prevalecem as histórias românticas; e revistas masculinas (shonen mangá), cujo tema recorrente é a violência e a valentia em todas as suas modalidades. Trazer o mangá para a sala de aula, além de aproximar práticas culturais dos alunos e práticas escolares, oferece oportunidade de observar e compreender como são captadas certas tendências do comportamento e como são transformadas em um tipo de publicação que, inclusive, acompanha a evolução tecnológica. Objetivos: • Retomar as características do gênero narrativo. • Propiciar momentos de contato com diferentes possibilidades de utilizaçãoda linguagem, inclusive imagética e de construção de sequências narrativas. • Oferecer oportunidade para que os alunos construam sequências narrativas para a produção de mangá. • Oferecer oportunidade para que os alunos apresentem suas produções. Recursos materiais: • Giz e lousa. • Data Show (recomendável). • Cópias impressas para os grupos (opcional). Conteúdo: Mangá: Bleach, Capítulo 340, páginas 5 e 6. 130 131 132 Disponível em <www.centraldemangas.com.br>. Acesso em 18 de janeiro de 2018. Procedimentos: 1º momento • Fazer perguntas oralmente aos alunos, a respeito de seus conhecimentos sobre mangás. Quem gosta de ler mangás? O que lê? Quem gosta de desenhar mangás? Se houver alunos que desenhem mangás, ou tenham exemplares em casa, pense na possibilidade de pedir para que tragam para a próxima aula. É um bom momento, também, para conversar com a turma sobre os quadrinhos japoneses e outras manifestações culturais que atraem muitos jovens na atualidade: animês e cosplay. • Exponha as duas páginas do mangá Bleach ou de outro que julgar interessante, para que leiam em silêncio esse trecho da história. Caso haja possibilidade, faça cópias impressas para os grupos. • Pergunte se algum aluno conhece ou já leu algum mangá do projeto Bleach. Converse com a turma sobre as primeiras impressões e percepções: é voltado para que público/como são os planos/os balões/há predominância de desenho/texto escrito/as cores. 2º momento • Retome as duas páginas do mangá e peça aos alunos que façam anotações sobre a sequência narrativa, chamando atenção para o cenário, o contexto em que acontecem as ações, a ideia de movimento, a escolha de determinados planos e o porquê dessa preferência, os personagens, o que observam de recorrente/diverso em relação a outros mangás/HQ que já tenham lido, a linguagem verbal concisa/prolixa. A atividade pode ser realizada em grupos e apresentada oralmente, em seguida, por um representante de cada grupo. O momento é importante para observar as diferentes possibilidades de construção de significados a partir do que foi observado nessas páginas: a valentia/o heroísmo/o fantástico. 133 • Havendo condições, permita que outros mangás circulem entre os grupos para que possam ser ampliadas as possibilidades de acesso a esse tipo de publicação. Se houver mangás voltados para o público feminino, é interessante que observem suas características e as temáticas abordadas. 3º Momento • Retomando as páginas escolhidas, proponha aos grupos que elaborem um roteiro possível para as duas páginas anteriores e uma sequência para as duas páginas seguintes. Se há nos grupos alunos que possam desenhar, é interessante que esses roteiros sejam transformados em páginas de mangá. Caso não haja, os alunos deverão produzir um texto narrativo contando os momentos da história que imaginam anteceder e aqueles que imaginam suceder as páginas apresentadas. 4º momento • É o momento em que os grupos devem fazer suas apresentações e disponibilizar os mangás produzidos para os colegas. O professor pode organizar essa socialização com a classe. Aqueles que preferiram escrever a narrativa deverão escolher um elemento do grupo para lê-la para a turma. Desdobramentos: As atividades realizadas devem propiciar ao professor um diagnóstico inicial, relevante para o planejamento de seu trabalho. Observar nas produções dos alunos o uso adequado ou inadequado da língua e dos recursos linguísticos e textuais, de acordo com as características da situação de comunicação. 134 6- MATANDO A CHARADA Recomendada para séries iniciais do EF II Tempo previsto: 4 momentos Elaboração: Rozeli Frasca Bueno Alves Apresentação: Decifrar uma charada significa encontrar uma solução, achar uma saída para resolver um problema. Trazer o tema para a sala de aula constitui-se uma forma lúdica de busca pelo envolvimento do aluno-leitor para compreender e, de certa forma, participar da narrativa, experimentando sensações, ainda que na imaginação, como se fizesse parte do enredo.77 As atividades propostas nesta sequência oferecem ao professor a oportunidade de ser mediador num processo permeado pela língua, como prática social, em que os alunos, de forma prazerosa e divertida buscam estratégias para realizar as tarefas propostas. 77 Para saber mais: Cordioli, Rosemarie Giudilli (2001). De Charadas e adivinhas: o continuum do contar em Ângela Lago. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-19052002-190026>. Acesso em 12 de janeiro de 2018.. 135 Objetivos: • Oferecer oportunidade de leitura com compreensão de um conto de tradição oral. • Criar condições para a decifração de um enigma. • Oferecer oportunidade para que os alunos elaborem texto narrativo para explicação da solução do problema. • Oferecer oportunidade de produção escrita de texto narrativo para dar continuidade à história. • Promover a socialização das produções. Recursos materiais: • Giz e lousa. • Papel pardo (recomendável, mas opcional). • Livros com contos infantis (recomendáveis, mas opcionais). • Aparelho de som (opcional). • cópias impressas para os grupos (opcional). Conteúdo: Conto e Charada (autor desconhecido) Aconteceu há muitos e muitos anos, num reino bem distante. Rufino, Durval e Décio foram pegos roubando e o rei, como castigo, tratou de mandá-los para o calabouço. No entanto, como era muito generoso, decidiu oferecer-lhes uma chance de liberdade e pediu aos guardas que os trouxessem à sua presença. Mandou que os três formassem uma fila, um atrás do outro, ordenou que se mantivessem absolutamente imóveis, de olhos fechados, e colocou chapéus em suas cabeças. Aos guardas ordenou que garantissem o respeito às regras estabelecidas. Disse a eles, então, que se decifrassem uma charada, poderiam ser libertados. 136 Procedimentos: 1º momento • Converse com os alunos sobre o desafio que vai propor a eles: decifrar uma charada. Conte ou leia a história (que pode ser apresentada em folha de papel pardo), em seguida divida a turma em duplas ou trios e, se possível, distribua cópias apenas do trecho inicial e do pedaço em que aparece a charada. Conforme suas condições, use a lousa, ou exponha a folha de papel pardo na qual transcreveu essas duas partes. É importante que os alunos tenham o texto no caderno. Esta é a charada proposta pelo rei aos três infratores da lei, Rufino, Durval e Décio: Cada um de vocês está com um chapéu e nenhum de vocês sabe de que cor é o chapéu em sua cabeça. O primeiro que adivinhar de que cor é o chapéu que está em sua cabeça, será libertado. Para ter esse direito é preciso manter-se em fila, não olhar para os lados, nem para trás. Dou dicas: somente há chapéus na cor preta e na cor branca. Pelo menos um chapéu é preto. Pelo menos um chapéu é branco. • Faça uma leitura da charada e certifique-se de que todos compreenderam a proposta do rei. • É importante que os alunos possam visualizar os três homens: desenhe suas figuras (sem os chapéus) na lousa ou traga-as num cartaz para exibir ao ler a história para a turma. Converse com os alunos sobre como imaginam ser os personagens; os cenários onde acontecem as ações, a época, o tempo decorridoetc. • Peça que cada grupo faça um parágrafo, pelo menos, em que apareçam as descrições dos personagens e dos cenários. 137 Circule pela turma para acompanhar as produções que podem ser terminadas em casa, para serem apresentadas na próxima aula por um representante da dupla ou do trio. Sugira, por exemplo, que o texto seja ilustrado por colagem ou desenho. 2º momento • Retome a história e promova a socialização dos pequenos textos produzidos. • Após as leituras, faça comentários sobre a forma como imaginaram cenários, personagens e relembre com eles outros contos que podem ter colaborado para a construção de certas impressões ou imagens em suas criações. Se o professor tiver possibilidade de ilustrar sua conversa com livros, por exemplo, é uma boa ideia. • Em seguida, apresente aos alunos o final do conto, que traz também o desafio para a turma, e peça-lhes que copiem, completando as três partes em que foi dividida a história. Quando o rei pediu que abrissem os olhos, Rufino não podia ver nenhum chapéu. Durval podia ver o chapéu de Rufino, mas não o seu. Décio podia ver os chapéus de Rufino e de Durval, mas o seu, não. Depois de um minuto, ninguém ainda havia resolvido o problema, mas pouco tempo depois, um deles decifrou a charada e foi libertado. • Faça uma leitura expressiva do texto completo para a classe e, em seguida, apresente a charada: O desafio da turma é descobrir: quem “matou” a charada, como se diz popularmente, e como conseguiu resolver o problema. 3º momento • Retome com a turma o texto, já completo, que copiaram no caderno ou exponha o seu na lousa (pode ter sido previamente escrito em papel pardo, em três partes, agora unidas). Peça aos alunos que façam uma leitura silenciosa e em seguida proponha a leitura em voz alta por alguns alunos. 138 • Retome a questão e peça que resolvam o enigma, muito silenciosamente em duplas ou trios. Estabeleça o tempo para isso. • O grupo que descobrir a resposta deve solicitar a presença do professor para dizer secretamente a ele, quem (Rufino, Durval ou Décio) e como ele soube a cor do seu chapéu. • Se a resposta estiver certa, peça para que o grupo escreva a explicação da solução do enigma, que será socializada depois. As respostas podem ser semelhantes, mas as explicações poderão apresentar diferentes elaborações. O importante é socializar e comentar semelhanças e diferenças, para promover o respeito à diversidade e à forma adequada de se expressar. • Um exemplo de resposta: Quem decifrou a charada foi Durval, porque Décio, que era o ultimo da fila, não disse nada. Se Durval e Rufino (que estavam em sua frente) estivessem ambos com chapéus da mesma cor, então Décio saberia de que cor era o chapéu que estava em sua cabeça. Mas, se Décio não sabia, era porque provavelmente um estava com chapéu preto e o outro com chapéu branco. Por esta razão, Durval, ao notar que o chapéu de Rufino (que estava em sua frente) era preto, deduziu que o chapéu que estava em sua cabeça era branco. Alguma dupla ou trio pode chegar à conclusão de que Durval decifrou a charada ao ver que o chapéu de Rufino era branco e, por isso, deduziu que o seu era preto. Discuta com a classe as duas possibilidades, mostrando as figuras na lousa, lembrando as palavras do rei e exemplificando ao colocar e retirar os chapéus (pretos e brancos) das figuras. • Nesta etapa é possível pedir aos grupos que recontem a história, e como quem conta um conto, aumenta um ponto… Peça a eles que elaborem um desfecho para a narrativa. 139 Faça breves questionamentos, por exemplo, sobre o que imaginam ter acontecido com Durval ao ganhar a liberdade, ou com os outros prisioneiros. É interessante retomar as características que atribuíram aos personagens anteriormente. Peça-lhes também para dar um título ao conto. Circule pela classe para acompanhar e revisar as produções. Os contos deverão ser apresentados na próxima aula, em leitura expressiva, por um representante do grupo. 4º momento • É o momento em que os grupos devem recontar a história, fazer suas apresentações e disponibilizar os contos produzidos para os colegas. O professor pode organizar essa socialização com a classe. Se possível, estimulá-los a trazer trilha sonora, para propiciar um clima diferenciado, adequado à leitura expressiva dos contos. Desdobramentos: As atividades realizadas devem propiciar ao professor um diagnóstico inicial, relevante para o planejamento de seu trabalho. Observar nas produções dos alunos o uso adequado ou inadequado da língua e dos recursos linguísticos e composicionais apropriados ao texto solicitado. 7- RELATOS DO COTIDIANO Recomendada para Ensino Médio Elaboração: Claricia Akemi Eguti Objetivo: oferecer condições para que os alunos desenvolvam ou aprimorem as habilidades de leitura, esperadas para essa fase da escolaridade. Apresentação 140 A sequência de atividades proposta a seguir, tem como objetivo, subsidiar o professor para elaborar planos de aulas, que ofereçam aos alunos condições de desenvolver ou aprimorar habilidades básicas nesta etapa da escolaridade. Objetivos: Ler e compreender para refletir e fruir. Expectativa: desenvolvimento ou aprimoramento da competência leitora, com as seguintes habilidades: − Identificar os elementos da narrativa (personagem, espaço, enredo, foco narrativo, tempo) em um texto. − Identificar recursos semânticos expressivos (figura de linguagem) em um texto. − Inferir informação implícita em um texto. − Reconhecer efeitos de ironia e/ou humor em um texto. − Reconhecer os usos na norma-padrão ou de outras variações linguísticas de um texto. Uma crônica : “Aprenda a Chamar a Polícia”, de Luís Fernando Veríssimo. Nº de aulas: 5. Atividades 1ª. Aula Levar uma letra de música que retrate aspectos cotidianos para motivação e reflexão dos alunos. A letra da música escolhida pode ser copiada em uma folha de papel pardo que será afixada na parede da sala, ou pode ser usado um projetor, ou impressa. Sugere-se que o professor toque a música “Polícia”, gravada originalmente pelos Titãs, cuja letra está reproduzida a seguir para os alunos ouvirem e cantarem: Polícia78 Tony Belloto 78 No anexo I, encontra-se o texto para impressão, caso haja essa possibilidade. 141 Dizem que ela existe pra ajudar! Dizem que ela existe pra proteger! Eu sei que ela pode te parar! Eu sei que ela pode te prender! Polícia! Para quem precisa! Polícia! Para quem precisa de polícia! (2x) Dizem pra você obedecer! Dizem pra você responder! Dizem pra você cooperar! Dizem pra você respeitar! Polícia! Para quem precisa! Polícia! Para quem precisa de polícia! (2x) Dizem que ela existe pra ajudar! Dizem que ela existe pra proteger! Eu sei que ela pode te parar! Eu sei que ela pode te prender! Polícia! Para quem precisa! Polícia! Para quem precisa de polícia! (2x) Dizem pra você obedecer! Dizem pra você responder! Dizem pra você cooperar! Dizem pra você respeitar! Polícia! Para quem precisa! Polícia! Para quem precisa de polícia! (2x) Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/titas/policia.html>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. 142 Após a audição da música, o professor pergunta se os alunosjá a conheciam e qual é o tema dessa canção. Em seguida, dialoga com a turma para verificar se compreenderam qual é o tema. Ele esclarece para os alunos que o trabalho a ser desenvolvido, nesses cinco dias, será com um texto do gênero crônica. Em seguida, ele lê apenas o título da crônica “Aprenda a Chamar a Polícia” e questiona a classe, levantando hipóteses: − Alguém conhece essa crônica? − Do que será que ela trata? − Por que é preciso chamar a polícia? − Por que será necessário que se aprenda a chamar a polícia? Não é fácil chamá-la? Não basta discar 190? − O que acontece nessa crônica, na opinião de vocês? Após ouvir as hipóteses dos alunos, o professor distribui cópias da crônica de Luís Fernando Veríssimo. Caso a escola possua um projetor, o professor pode utilizá-lo e projetar o texto. 143 Aprenda a Chamar a Polícia79 Luís Fernando Veríssimo Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente. Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível. Um minuto depois, liguei de novo e disse com a voz calma: — Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro de escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara! Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo. Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia. No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse: — Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão. Eu respondi: — Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível. VERISSIMO, Luís Fernando. Aprenda a chamar a polícia. Disponível em: <http://oficinadetextosescreviver.blogspot.com.br/2015/03/aprenda-chamar-policia-cronica-de-luis.html>. Acesso em: 22 de janeiro de 2018. 79 No anexo II, você encontra o texto para impressão. 144 Os alunos devem acompanhar a leitura do professor, feita em voz alta. Este deve procurar imprimir ao texto uma entonação adequada ao “clima” da narrativa, pois é ao ouvir a leitura feita por um leitor mais proficiente que o aluno pode realizar inferências, importantes para desenvolver sua compreensão leitora. Após a leitura, o professor pergunta aos alunos o que acharam da crônica, se gostaram ou não e quais as justificativas para a opinião dada. Ele questiona também, se o que eles pensavam sobre o título se confirmou. Em seguida, projeta novamente a letra da canção de Tony Bellotto e pergunta o que os dois textos apresentam em comum. Como devem perceber, eles têm em comum no título, a palavra polícia; assim, espera- se que os alunos percebam que a temática é a mesma; ambas falam sobre a polícia. Porém, enquanto na letra da música os policiais protegem, mas assustam (“ela pode te prender”), na crônica, eles protegem (prendem o ladrão), mas é difícil acioná-los. Em que mais os textos diferem um do outro? São textos de gêneros diferentes: enquanto um é a letra de uma canção, o outro pertence ao gênero crônica. O professor explica que, ao realizarem essa análise, os alunos estão fazendo comparações e tornando clara a ideia de que um mesmo tema pode ser trabalhado de maneira totalmente diferente do outro, dependendo apenas da criatividade do escritor. E o que é uma crônica? O professor pode explicar e depois pedir para os alunos copiarem em seus cadernos, em que consiste esse gênero: Crônica é um gênero narrativo cujos fatos são expostos seguindo uma ordem cronológica. A palavra crônica deriva do grego "chronos" que significa "tempo". É uma narração curta sobre fatos do cotidiano que podem ser relacionados a outros assuntos: esporte, saúde, história, ciência e outros. A leitura de uma crônica é muito agradável; muitas vezes, o leitor se identifica com os personagens, uma vez que eles apresentam comportamentos e características semelhantes às suas. Geralmente elas são publicadas em jornais e revistas. A seguir, após perguntar aos alunos, se eles conhecem o autor, Luís Fernando Veríssimo, o professor solicita que façam uma pesquisa sobre a vida e a obra dele. Os alunos podem pesquisar na internet, na biblioteca da escola e trazer a biografia resumida, na próxima aula. Como subsídio para o professor, seguem alguns dados sobre o autor: 145 Luis Fernando Verissimo nasceu em 26 de setembro de 1936 em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. É o escritor que mais vende livros no Brasil. O trabalho do autor também é conhecido na TV, que adaptou para minissérie o livro “Comédias da Vida Privada”. O programa recebeu o prêmio da crítica como o melhor da TV brasileira. É filho do escritor Erico Verissimo e Mafalda Verissimo. De 1943 a 45, Erico morou com a família nos Estados Unidos, onde lecionou na Universidade de Berkeley, na Califórnia. Ao retornar ao Brasil, em 1956, começou a trabalhar na editora Globo de Porto Alegre. Em 1962, transferiu-se para o Rio de Janeiro onde exerceu as atividades de tradutor e redator de publicações comerciais. De volta a Porto Alegre em 1967, Luis Fernando começou a trabalhar como copydesk do jornal Zero Hora e como redator de publicidade. Em pouco tempo já mantinha uma coluna diária, que o consagrou por seu estilo humorístico e uma série de cartuns e histórias em quadrinhos. O primeiro livro, "O popular", de crônicas e cartuns, foi publicado em 1973. Atualmente, o autor escreve para os jornais Zero Hora, O Estado de São Paulo e O Globo. Criou os personagens As Cobras, cujas tiras de quadrinhos são publicadas em diversos jornais. Algumas de suas crônicas foram publicadas nos Estados Unidos e na França em coletâneas de autores brasileiros. Algumas obras do autor: A Mesa Voadora - 1978 Ed Mort e Outras Histórias - 1979 Sexo na Cabeça - 1980 O Analista de Bagé - 1981 (100.ª edição em 1995) Outras do Analista de Bagé - 1982 O Analista de Bagé em Quadrinhos - 1983 Ed Mort com a Mão no Milhão - 1988 Traçando Nova York - 1991 Traçando Paris - 1992 Traçando Roma - 1993 Comédias da Vida Privada - 1994 Traçando Tóquio - 1995 Comédias da Vida Pública - 1895 Novas Comédias da Vida Privada – 1996 Disponível em:<https://www.pensador.com/autor/luis_fernando_verissimo/biografia/>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. (adaptado). 146 O professor recolhe as cópias da crônica que serão trabalhadas na próxima aula, encerrando as atividades do dia. 2ª. aula Logo no início da aula, o professor pergunta se trouxeram a pesquisa solicitada na aula anterior. Ele pede que um dos alunos leia sua pesquisa sobre a vida de Luís Fernando Veríssimo. Os colegas podem complementarcom mais informações, enriquecendo a pesquisa. Terminada essa leitura, ele distribui as cópias da crônica ou projeta o texto e pede que façam uma leitura silenciosa, após a qual, pergunta: - Essa situação, vivida pelo personagem, poderia acontecer no nosso dia a dia? - O que vocês acham da solução encontrada para que a polícia atendesse prontamente? - Quem é o narrador da história? - Ele participa do enredo? - Em que pessoa é feita a narrativa? - Por que vocês acham que o autor escolheu narrar em primeira pessoa? - Se fosse escrito em 3ª pessoa, como ficaria o texto? Então, agora vamos mudar o foco narrativo do trecho que contempla os três primeiros parágrafos: “Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente.” Esse exercício deve ser feito no caderno, por escrito. Quando todos terminarem, o professor pede que cada parágrafo, já em 3ª. pessoa, seja escrito na lousa por alunos diferentes. Cada aluno lê a frase que escreveu para a classe e, se necessário, todos podem auxiliar, corrigindo as falhas. O professor pede que os alunos notem a diferença nessa mudança de foco narrativo: enquanto em 1ª pessoa, cria-se maior intimidade e aproximação com o leitor, que se identifica com o narrador-personagem, podendo 147 mesmo colocar-se em seu lugar, por sua vez, com a narrativa em 3ª pessoa, o texto fica mais frio e os acontecimentos parecem mais distantes do leitor. Em seguida, o professor divide a sala em grupos e escreve na lousa algumas perguntas sobre a crônica, pedindo que os alunos as respondam: 1) O que acontece nessa narrativa? 2) Em que época os fatos narrados se passam? Eles se verificam em um tempo cronológico? O espaço de tempo em que os fatos se passam é longo, ou é curto? 3) Onde acontecem? Esse local contribui para o desenrolar das ações? 4) Por que acontecem? 5) Com quem acontecem? Qual é o personagem principal? E os secundários (ou coadjuvantes)? 6) Descreva no quadro as características de cada personagem. Personagens – Características Narrador Personagens secundários/coadjuvantes 7) Como acontece o desfecho da história? 8) Que sentimentos esta leitura desperta? Ao responder essas perguntas, os alunos estarão identificando e conhecendo os elementos que compõem uma crônica narrativa e, nesse caso, também humorística. O professor pode, ainda, expor para a classe como se constrói uma crônica narrativa. A partir das informações, a seguir, é importante fazer um esquema na lousa, para que os alunos copiem em seus cadernos. 148 Como fazer uma crônica narrativa? Para produzir uma crônica narrativa primeiramente temos de considerar os principais elementos que compõem uma narração. São eles: • Enredo: história da trama, no qual temos o tema ou o assunto que será narrado. • Personagens: pessoas presentes na história e que podem ser principais ou secundários. • Tempo: indica o tempo no qual a história está inserida. • Espaço: determina o local (ou locais) onde se desenvolve a história. • Foco narrativo: é o tipo de narrador que pode ser um personagem da trama, um observador ou ainda onisciente. Além disso, é preciso observar que, geralmente, os fatos são narrados em ordem cronológica e sua estrutura está dividida em: introdução, desenvolvimento e conclusão. No final, o professor solicita que cada grupo traga a folha com as respostas, para a próxima aula. 3ª aula A aula começa com os grupos apresentando suas conclusões. Para cada pergunta feita, o professor anota na lousa uma só resposta, que será construída pela turma. Ele, então, explica que essas perguntas contemplam as características do gênero crônica e complementa fazendo perguntas sobre a linguagem empregada. - Como é a linguagem nessa crônica? Há palavras difíceis de serem compreendidas? - Por ser uma linguagem simples, coloquial, que tipo de leitor aprecia essa leitura? São só os adultos? - Quais são outras características de linguagem que fazem com que as pessoas apreciem essa crônica? O professor pode explicar que o autor usa a ironia e o sarcasmo para expor seu ponto de vista sobre os fatos relatados no texto “Aprenda a chamar a polícia”, o que a torna divertida. O uso da linguagem coloquial na fala das personagens, a exposição dos 149 sentimentos e a reflexão sobre o que se passa, presentes nessa e em outras crônicas, são fatores que estimulam a leitura desse gênero literário. Caso tenha tempo, outras crônicas podem ser lidas para os alunos conhecerem e se habituarem ao gênero. Seguem algumas sugestões: SABINO, Fernando. A ultima crônica. Disponível em: <http://www.releituras.com/i_samuel_fsabino.asp>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. SCLIAR, Moacyr. A noite em que os hotéis estavam cheios. Disponível em: <http://www.releituras.com/mscliar_noite.asp>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. LISPECTOR, Clarice. Das vantagens de ser bobo. Disponível em: <https://www.pensador.com/cronicas_de_clarice_lispector/>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. 4ª aula De acordo com GERALDI, que “considera a produção de textos (orais e escritos) como ponto de partida (e como ponto de chegada) de todo o processo de ensino/aprendizagem da língua” (2006, p. 135), é chegada a hora de os alunos colocarem em prática o que já estudaram sobre crônicas. O professor pendura um cartaz feito com papel pardo, com as seguintes manchetes, retiradas dos sites Planeta Bizarro80 e Notícias Bizarras81 1. Carta de amor de 1944 é achada em parede durante reforma de casa nos EUA Carta era de Walter para Betty, que já morreu. Eles nunca se casaram. 2. 'Papai Noel do crime' fica entalado em chaminé em tentativa de assalto nos EUA Ele não tinha as mesmas habilidades do Papai Noel real', brincou a polícia. 3. Jovem embriagado pega táxi em Mato Grosso do Sul e vai parar no Paraná Depois de bebedeira, Lucas revela que pegou táxi e foi parar em Londrina pagando 1,5 mil. 80 Disponível em: <https://g1.globo.com/planeta-bizarro/>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. 81 Disponível em:<https://www.noticiasbizarras.com.br/>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. 150 4. Cansada de lavar a louça, mãe quebra tudo e deixa um prato pra cada filho Sabe aquele momento em que o pessoal usa todos os pratos da casa, mas ninguém lava a louça suja? Cansada de toda essa bagunça, mãe deu o seu próprio jeito. . 5. Novinha posta selfie provocante, mas bagunça de quarto ‘rouba a cena’ Uma bela jovem americana postou no Twitter um selfie provocante com um vestido decotado, mas a bagunça do quarto dela foi que chamou a atenção dos internautas. Os alunos devem escolher uma das manchetes como assunto de sua crônica. Depois, ele pendura um segundo cartaz em que está descrita a tarefa a ser feita: CRÔNICA Você deve redigir uma crônica a partir da manchete escolhida. Por mais absurda que a notícia pareça, você deve relatar os fatos como se fossem reais e verdadeiros, para que seu leitor acredite neles. A crônica deve ser: - em 1ª. pessoa do singular; - no tempo passado; - em local adequado aoassunto; - as ações devem ser bem detalhadas; - os personagens devem ser verossímeis. Recomendações: 1. Faça rascunho. 2. Verifique se o leitor de seu texto compreenderá o que você quis dizer. 3. Passe o rascunho a limpo, utilizando caneta azul ou preta. 4. Capriche na letra! 5. Não se esqueça do título. 6. Seu texto deve ter mais de 7 linhas. 7 Verifique se escreveu seu nome, número e série. No final da aula, os alunos devem entregar suas redações para o professor corrigir e trazê-las no próximo encontro. 151 5ª aula Nessa aula, o professor entrega as redações corrigidas com anotações e solicita que os alunos releiam as redações e as correções. Caso tenham dúvidas, ele as esclarece. Os alunos devem fazer a reescrita de suas crônicas e o professor pede que caprichem na letra, pois as crônicas ficarão expostas para serem lidas por outros colegas. Se houver tempo e, caso algum aluno queira, sua produção pode ser ilustrada com desenhos ou colagens. Nos quinze minutos finais da aula, o professor pergunta se já terminaram. Caso necessário, dá mais cinco minutos para que o trabalho seja terminado. Em seguida, pede que três ou quatro alunos voluntários leiam suas produções para a classe. As crônicas devem ser penduradas em um varal, nas paredes laterais da sala, para que todos possam lê-las. Uma atividade interessante e que agrada muitos alunos, é o professor solicitar que visitem outras salas para lerem as produções de outras classes, que tenham feito a mesma atividade, sempre com a participação da equipe gestora da escola. O professor pode recomendar, também, que os alunos, em outro momento, consultem o trabalho da Escola E.E. Salvador de Leone que fez uma novela radiofônica, inspirada na crônica “Aprenda a Chamar a Polícia”, e que está postada no blog “Mediação e linguagem 2016”, disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=PGhJQXDLtCw>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. Conclusão Com as atividades propostas nessa sequência, buscou-se mobilizar as seguintes capacidades de leitura82: 82 Ver: ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura. Disponível em: <http://www.academia.edu/1387699/Letramento_e_capacidades_de_leitura_para_a_cidadania>. Acesso em: 26 de dezembro de 2017. 152 • Ativação de conhecimentos de mundo; antecipação ou predição; checagem de hipóteses. • Localização de informações; comparação de informações; generalizações. • Produção de inferências locais; produção de inferências globais. • Recuperação do contexto de produção; definição de finalidades e metas da atividade da leitura. • Percepção de outras linguagens; • Elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas; • Elaboração de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticos. 153 Anexo 8 - Critérios para avaliação da produção escrita 1ª série EM Critérios para avaliação da produção escrita 1ª série EM (sugestão)83 Critérios Descritores Não Parcialmente Satisfatoriamente 1. Tema O texto se reporta de forma significativa à manchete escolhida? 2. Características do gênero As personagens são verossímeis? Há condução ordenada no desenvolvimento das ações? As ações estão detalhadas? Os verbos estão no passado? O espaço está caracterizado para a situação tratada? O texto está na primeira pessoa? O desfecho criado foi coerente? 3. Uso das convenções da escrita As palavras estão segmentadas corretamente? As palavras obedecem às regras ortográficas? A produção apresenta adequadamente letras maiúsculas e minúsculas? A pontuação está adequada? O discurso direto e/ou indireto foi utilizado adequadamente? A produção apresenta uso adequado de concordância nominal e verbal? A paragrafação está adequada? Sinônimos foram utilizados para evitar repetição de determinadas palavras? A produção apresenta elementos de referenciação para estabelecer 83Grade adaptada do Caderno Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro - A ocasião faz o escritor: orientação para produção de textos. Equipe de produção Maria Aparecida Laginestra, Maria Imaculada Pereira. São Paulo: Cenpec, 2010. (coleção Olimpíada). 154 relações lógico-discursivas e/ou evitar repetições de palavras? 155 Referências bibliográficas BELLOTTO. Tony. Polícia. Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/titas/policia.html>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. Dicionário Priberam da língua Portuguesa. Disponível em: <https://www.priberam.pt/dlpo/>. Acesso em: 21 de janeiro de 2018. GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. São Paulo: Editora Ática, 7. ed. Disponível em: <https://pt.slideshare.net/letrasuast/candida-vilares-gancho-como- analisar-narrativas-pdf-rev>. Acesso em: 20 de janeiro de 2018. GANCHO, Cândida Vilares. Elementos da narrativa. Disponível em: <https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/9582/9582_6.PDF>. Acesso em: 20 de janeiro de 2018. LAGINESTRA, Maria Aparecida; PEREIRA, Maria Imaculada. A ocasião faz o escritor: orientação para produção de textos São Paulo: Cenpec, 2010. (coleção Olimpíada). LISPECTOR, Clarice. Das vantagens de ser bobo. Disponível em: <https://www.pensador.com/cronicas_de_clarice_lispector/>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura. Disponível em: <http://www.academia.edu/1387699/Letramento_e_capacidades_de_leitura_para_a_ci dadania>.Acesso em: 26 de dezembro de 2017. São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Referencial de expectativas para o desenvolvimento da competência leitora e escritora no ciclo II: caderno de orientação didática de Língua Portuguesa. São Paulo: SME / DOT, 2006, p. 37-53. Disponível em: <http://www.culturatura.com.br/docsed/15%20Aprend%20PSP2-7port.pdf>. Acesso em: 20 de janeiro de 2018. 156 SABINO, Fernando. A ultima crônica. Disponível em: <http://www.releituras.com/i_samuel_fsabino.asp>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. SERAPIÃO, Meire Orlando. Uma experiência de leitura através das crônicas. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2010/20 10_uel_port_pdp_meire_orlando_serapiao.pdf>. Acesso em: 23 de janeiro de 2018. SERGIO, Ricardo. Os tipos de crônica. Disponível em: <https://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/2226899>. Acesso em: 24 de janeiro de 2018. (adaptado) SCLIAR, Moacyr. A noite em que os hotéis estavam cheios. Disponível em: http://www.releituras.com/mscliar_noite.asp. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. VERISSIMO, Luís Fernando. Aprenda a chamar a polícia. Disponível em: <http://oficinadetextosescreviver.blogspot.com.br/2015/03/aprenda-chamar-policia- cronica-de-luis.html>. Acesso em: 22 de janeiro de 2018. VILARINHO, Sabrina. Crônica. Brasil Escola. Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/redacao/cronica.htm>. Acesso em: 24 de janeiro de 2018. Sites pesquisados <https://www.pensador.com/autor/luis_fernando_verissimo/biografia/>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. (adaptado). <https://g1.globo.com/planeta-bizarro/>.Acesso em: 25 de janeiro de 2018 <https://www.noticiasbizarras.com.br/>. Acesso em: 25 de janeiro de 2018. 157 GUIA DE TRANSIÇÃO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO – LÍNGUA PORTUGUESA Coordenadoria de Gestão da Educação Básica Coordenadora: Celia Maria Monti Viam Rocha Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão da Educação Básica Diretor: Herbert Gomes da Silva Centro do Ensino Fundamental dos Anos Finais, Ensino Médio e Educação Profissional Diretora: Ana Joaquina Simões Sallares de Mattos Carvalho Equipe Curricular CGEB de Língua Portuguesa e Literatura –Leitura crítica e validação do material Katia Regina Pessoa, Mara Lucia David; Marcos Rodrigues Ferreira; Mary Jacomine da Silva Autoria do material de Língua Portuguesa Alessandra Junqueira Vieira; Alzira Maria Sá Magalhães Cavalcante; Andrea Righeto; Eliane Cristina Gonçalves Ramos; Idê Moraes dos Santos; João Mário Santana; Katia Regina Pessoa, Letícia Maria de Barros Lima Viviane; Luiz Eduardo Divino da Fonseca; Mara Lucia David; Marcos Rodrigues Ferreira; Mary Jacomine da Silva; Patrícia Fernanda Morande Roveri; Sônia Maria Rodrigues; William Ruotti 158 159 SUMÁRIO Introdução 160 1. Fundamentos da área 160 2. Fundamentos do componente curricular 161 3. Currículo do Estado de São Paulo e a Base Nacional Comum Curricular -BNCC 162 3.1 Ensino de Arte nos Anos Finais 162 3.2 Ensino de Arte no Ensino Médio 163 4. Orientações pedagógicas e quadros de habilidades 166 5. Dimensões do conhecimento 167 6. Avaliação em Arte 168 7. Recuperação em Arte 169 8. Quadros de Organização Curricular 170 8.1 Anos Finais 170 6º ano - Artes Visuais, Dança, Música e Teatro 170 7º ano - Artes Visuais, Dança, Música e Teatro 176 8º ano - Artes Visuais, Dança, Música e Teatro 183 9º ano - Artes Visuais, Dança, Música e Teatro 191 8.2 Ensino Médio 201 1º série - Artes Visuais, Dança, Música e Teatro 201 2ª série - Artes Visuais, Dança, Música e Teatro 206 3ª série - Artes Visuais, Dança, Música e Teatro 210 9. Dez Competências Gerais da Base Nacional Comum Curricular – BNCC 211 10. Referências Bibliográficas 212 11. Anexos 226 160 Introdução A Secretaria de Estado da Educação, diante da necessidade da adequação do Currículo de Arte do Estado de São Paulo em função da homologação da Base Nacional Comum Curricular - BNCC para o Ensino Fundamental e da aprovação da BNCC para o Ensino Médio, criou o Guia de Transição para o ano de 2019 com o objetivo de subsidiar o trabalho dos professores que atuam especificamente nos anos finais do Ensino Fundamental e/ou nas duas primeiras séries do Ensino Médio. Considerando a especificidade citada acima, este documento está organizado da seguinte forma: Fundamentos da área de conhecimento e do componente curricular Arte, Currículo do Estado de São Paulo, BNCC, orientações pedagógicas, sugestões para avaliação e recuperação, bibliografia, e indicação dos recursos didáticos disponibilizados e enviados por esta Secretaria, para todas as unidades escolares do Estado. É importante destacar que as Orientações Curriculares e Didáticas de Arte para os anos Iniciais do Ensino Fundamental e para a 3ª série do Ensino Médio continuam vigentes e podem ser utilizadas normalmente. 1. FUNDAMENTOS DA ÁREA A área de Linguagens, considerando os momentos históricos, sociais e culturais, privilegiados nas práticas educativas, configura condições de interação entre sujeitos nos mais variados campos de atuação social. Com base nessa perspectiva, os materiais que compõem o Guia de Transição procuram contemplar o trabalho com as diferentes linguagens e estão estruturados conforme preceitos defendidos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), pelo Currículo do Estado de São Paulo (ainda em vigência), pelo Currículo Paulista (a ser implementado a partir de 2019) e pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de Nove Anos (conforme Resolução CNE/CEB nº 7/201084), que organiza a área de Linguagens a partir dos seguintes componentes curriculares: Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e Língua Inglesa. Esses componentes visam a integrar-se a um sujeito entendido como socialmente constituído, dinâmico, atemporal, capaz de explorar diversas práticas de linguagem (já consolidadas, contemporâneas e futuras), sejam elas artísticas, corporais e/ou linguísticas, em decorrência dos variados campos sociais. 161 Ao serem exploradas, essas linguagens devem considerar os dialogismos presentes na esfera dos sensos crítico, estético e, sobretudo, ético, que envolvem pertinências comunicativas ligadas às instâncias do verbal, corporal, visual, sonoro e/ou digital, com o intuito garantir os direitos fundamentais à aprendizagem. FUNDAMENTOS DO COMPONENTE CURRICULAR “Fazer arte é materializar sua experiência e percepção do mundo, transformando o fluxo de movimentos em algo visual, textual ou musical. A arte cria uma espécie de comentário.” Barbara Kruger. Arte. Essa linguagem de potência inquestionável que ousa e se aventura a falar de acontecimentos e percepções da vida pela voz de fazedores de práticas artísticas, sejam ou não artistas. Há nesse modo de comentar o mundo e as coisas da vida uma elaboração, uma construção que é somente configurada pela ação de um gesto criador. Quaisquer que sejam os modos, há a imersão num processo de criação específico que é exigido pela operação poética e que envolve um percurso de contínua experimentação e de pesquisa como procura da materialidade e de procedimentos que ofereçam a forma-conteúdo à obra de arte. Se a obra de arte constitui uma complexa composição-construção de forma e matéria, essa matéria tanto pode ser o mármore como o som ou o corpo do ator ou bailarino. Isso faz com que cada linguagem tenha seus próprios modos e meios de se configurar, para chegar cada vez mais perto da natureza específica daquilo que nomeamos de artes visuais, dança, música e teatro. As linguagens artísticas e suas modalidades, elaboradas com códigos que se fazem signos artísticos, geram fusão, assimilação e hibridismo entre elas, ultrapassando limites processuais, técnicos, formais, temáticos e poéticos. Ao mesmo tempo, o estudo das conexões entre as linguagens da Arte nos faz parceiros estéticos quando interpretamos e criamos significações para uma obra, despertando reações, nossa percepção, nossa sensibilidade. Por isso que certos saberes, habilidades e sensibilidades só se formam quando experimentos, nas linguagens artísticas, são efetivados, seja na criação ou leitura de práticas artísticas. Dessa forma, fica evidente que não podemos privilegiar uma linguagem em detrimento de outra, até porque, com a proliferação das possibilidades criativas envolvendo meios eletrônicos e digitais de produção, exposição, e registro das diferentes formas de interação que elas 162 possibilitam, a relação entre obra e sujeito dilui fronteiras nítidas entre uma coisa e outra exigindo abordagens que não fiquem restritas às quatro linguagens. O componente curricularArte está presente em todos os segmentos da educação formal do aluno, em momentos diferenciados e com especificidades para cada ciclo. Para que os alunos possam desenvolver habilidades em Arte é necessário articular experiências, materiais, ferramentas, suportes, processos de criação, linguagens artísticas, diferentes materialidades, construindo e ampliando conceitos sobre mediação cultural, forma- conteúdo, patrimônio cultural e saberes estéticos e culturais, no desenvolvimento dos trabalhos dentro e fora da sala de aula. Para que os processos educativos em Arte se efetivem é importante que você, professor, se aproprie das habilidades, das competências específicas para o Ensino Fundamental e das dez Competências Gerais para o Ensino Médio presentes na BNCC. Assim, esta disciplina tem como objetivo possibilitar a construção de conhecimento em Arte por meio de experiências significativas que contribuam para a formação integral do aluno, permitindo que ele conheça e interprete o mundo de forma autônoma, criativa e crítica. A postura investigativa do professor e do aluno é princípio norteador para os processos de ensino-aprendizagem da Arte nesta perspectiva, isto requer, entre outras ações o conhecimento dos conteúdos específicos, sua didática, experiência de criação nas linguagens artísticas, a inserção da arte em seu cotidiano para melhor garantir a reflexão e a prática artística. Para tanto, este Guia de Transição oferece uma oportunidade de ampliação do olhar sobre o aprendizado do educando em toda a sua trajetória escolar em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro. O CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO E A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR - BNCC Na elaboração deste guia, configuramos tabelas que apresentam temas/conteúdos, habilidades e expectativas de aprendizagem presentes nas Orientações Curriculares e Didáticas de Arte para os anos iniciais do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio, no Currículo do Estado de São Paulo – para os anos finais do Ensino Fundamental, 1ª e 2ª séries do Ensino Médio, na Versão 1 do Currículo Paulista, e na BNCC, com o intuito de indicar pontos de aproximação. ENSINO DE ARTE NOS ANOS FINAIS Partindo da concepção da área, o Currículo do Estado de São Paulo, para os anos finais do Ensino Fundamental apresenta um pensamento curricular, em Arte, que se move em diferentes direções de estudo, com trânsito por entre os saberes, articulando diferentes campos 163 de conhecimento, nomeados como: linguagens artísticas, processo de criação, materialidade, forma-conteúdo, mediação cultural, patrimônio cultural, saberes estéticos e culturais. Desse modo, partindo da combinação dos diferentes caminhos possíveis, abrem-se possibilidades para o mergulho em conceitos, conteúdos e experiências estéticas nas linguagens da Arte, colocando-a como objeto de estudo. Os conteúdos e habilidades traçados para o processo educativo em Arte, nesta etapa, estão apresentados bimestralmente no Currículo do Estado de São Paulo. A partir disso, você, professor, pode percorrer caminhos de investigação, realizar sondagens e apresentar diferentes textos não verbais referentes aos temas a serem estudados, que contemplem as transposições didáticas e conceituais de acordo com o ano/série em que atua. As sondagens devem ser realizadas, por meio do diálogo, a fim de que os alunos se sintam à vontade para apresentar seus repertórios e tenham contato com o que será estudado, permitindo o encaminhamento das situações de aprendizagem, que deverão propor problematizações nas diferentes linguagens. Para que não haja prejuízo do aluno e, para que isso não aconteça, você deve aproximar os alunos das diferentes linguagens artísticas por meio das habilidades articuladoras, considerando o agrupamento de habilidades que sugere conexões entre duas ou mais linguagens, a fim de ampliar possibilidades criativas. É necessário que as situações de aprendizagem provoquem a experiência com e sobre a Arte, entendendo esta experiência como aquilo que nos toca ou acontece e que por isso mesmo nos transforma, fazendo a mudança do foco da informação para a problematização. É dar voz ao aluno antes de dar as respostas prontas compartilhando experiências de problematização. A construção de conceitos deve ser privilegiada através das conexões entre os saberes da Arte aproximando o pensamento da e sobre Arte nas diferentes linguagens. Para tanto, o Guia de Transição vem auxiliá-lo na elaboração de seu plano de aula. ENSINO DE ARTE NO ENSINO MÉDIO O Currículo do Estado de São Paulo, para a 1ª e 2ª séries do Ensino Médio, segue a mesma configuração dos anos finais do Ensino Fundamental, ou seja, apresenta um pensamento curricular, em Arte, que se move em diferentes direções de estudo, com trânsito por entre os saberes, articulando diferentes campos de conhecimento, nomeados como: linguagens artísticas, processo de criação, materialidade, forma-conteúdo, mediação cultural, patrimônio cultural, saberes estéticos e culturais. Desse modo, partindo da combinação dos diferentes caminhos possíveis, abrem-se possibilidades para o mergulho em conceitos, conteúdos e experiências estéticas nas linguagens da Arte, colocando-a como objeto de estudo. 164 Já, a proposta para o ensino de Arte na 3ª série do Ensino Médio, foi pensada dentro do contexto do século XXI, onde o aspecto considerado mais importante para isso foi a visão sistêmica de mundo, frente à realidade. Essa visão entende que para compreender a complexidade da realidade é preciso relacionar todos os elementos de um sistema, e não apenas pensá-los isoladamente. Essa complexidade presente no pensamento sistêmico, refletindo sobre as várias relações entre elementos de um sistema, buscando a compreensão desse todo, tem muita relação com o pensamento artístico. A arte, como produto do conhecimento humano, tem a capacidade de construir relações, mesmo onde parece não haver. Ver o mundo de forma diferente é a liberdade que a sociedade atribuiu ao artista. E a este é dada, também, uma “licença poética” que é a permissão para extrapolar as regras das linguagens, subvertendo as normas no sentido de ampliar, ir além do que os signos conseguem representar. Pode-se dizer que a arte sempre funcionou como um conjunto de relações, ou melhor, uma visão que relaciona tudo, seja com elementos de um mesmo sistema, ou com elementos completamente díspares. O diálogo intencional da arte, com a ciência e a tecnologia é uma característica existente na arte produzida desde a metade do século XX e que se consolida ainda mais no século XXI, materializando o espírito desta época. Diante da realidade contemporânea em que a tecnologia permeia o cotidiano do sujeito, se transformando num objeto-instrumento de interação, comunicação, produção e registro da arte, trazer a reflexão da fusão entre arte e tecnologia no contexto contemporâneo da tecnologia digital é adentrar o mundo dos jovens e fazer do conteúdo de Arte para a 3ª série do Ensino Médio uma discussão sobre a própria vida. A proposta de trabalho com as linguagens artísticas se apresenta de forma integrada, no qual o corpo, as imagens, os sons, o espaço e as tecnologias digitais, acontecem em interação como um sistema. Para o desenvolvimento desse trabalho, considerando a visão sistêmica de mundo, pretende-se que se estabeleça um diálogo em equipe, de forma colaborativa, na elaboração de um projeto artístico que relacione as artes visuais, a dança, a música, o teatro e as tecnologias digitais. O formato solicita cinco ELEMENTOS obrigatórios, e são apresentadas instruções para quatro ETAPAS, assemelhando-se a um jogo,com regras e elementos obrigatórios, com os quais o grupo e cada integrante precisará atuar num processo lúdico. Todo trabalho proposto será desenvolvido em grupos, e cada grupo poderá adaptá-lo ao seu contexto social e ao ASSUNTO85 de seu interesse. 85 A Manifestação Artística terá de um ASSUNTO, um contexto sobre um fato da vida pessoal, coletiva ou do mundo, configurando-o em uma especificidade de um tema. Por exemplo, o assunto “Falta de água em São Paulo” é um fato genérico, do qual poderiam surgir várias discussões, bem como serem tratados vários temas, contudo pode-se exemplificar uma abstração, do assunto genérico, com o seguinte tema: “Os reflexos da falta de água no cotidiano de uma famíl ia”. Quando a obra é interessante, o assunto tratado envolve vários temas, tornando-se uma obra aberta e permitindo várias interpretações. Embora na arte possamos encontrar um mesmo tema tratado pelos jornais, este será elaborado pela linguagem artística, que é diferente da linguagem jornalística, publicitária, ou outras mais, as quais cada uma possui suas próprias características. O exemplo da “Falta de água em São Paulo” é tratado nos jornais apresentando dados e informações, enquanto que numa peça de teatro, estes elementos podem acontecer em segundo plano, mostrando relações individuais, amorosas, políticas que surgem dentro desse contexto da falta de água. Mais detalhes poderão ser encontrados adiante na Ficha que trata sobre o ASSUNTO. O trabalho pode ter um título. O título, geralmente, busca conter uma síntese ou um enigma e/ou um detalhe significativo da obra. 165 O produto deverá ser uma MANIFESTAÇÃO ARTÍSTICA86 com os cinco ELEMENTOS presentes. Fazem parte do material da proposta, textos explicativos sobre as quatro etapas de trabalho, FICHAS com explicações dos itens mencionados para a construção do projeto, e sobre os cinco elementos solicitados, além dos textos específicos de cada linguagem, com sugestões de experimentações. Para o Ensino Médio, à luz das dez Competências Gerais da Educação Básica da BNCC, você deve planejar suas aulas, visando metodologias que, também, envolvam tecnologias digitais, com o olhar atento para as habilidades socioemocionais87 que se desenvolvem concomitantemente com as habilidades específicas do componente curricular. É importante frisar que, no Ensino Médio, as linguagens se mesclam, ou seja, para o mesmo conteúdo, você deve abordar várias linguagens pelo qual ele transita. No caso do estudo sobre patrimônios culturais, pode ser abordado, por exemplo, tanto os museus, como as danças tradicionais e a cultura popular. Da mesma forma que, para atender a habilidade “esboçar projetos individuais ou colaborativos como condutores de espaço para a apresentação do fazer artístico da comunidade escolar e/ou do seu entorno”, ela pode ser trabalhada tanto nas artes visuais, dança, música e/ou teatro. Portanto, o conteúdo pode ser flexível quanto aos seus desdobramentos, se adequando ao seu planejamento, contanto que atenda à habilidade requerida e não se caracterize apenas por conjunto de atividades de produção sem vínculos com a reflexão. Para auxiliá-los, sugerimos a utilização da Plataforma do Currículo+: http://curriculomais.educacao.sp.gov.br/, que oferece um menu de Objetos Digitais de Aprendizagem referentes às quatro linguagens da Arte e podem enriquecer o diálogo e a compreensão sobre diferentes conceitos e manifestações artísticas, além do material de apoio encaminhado às escolas entre 2008-2013, no qual constam CD de músicas, DVD de música e dança, incluindo os materiais do Programa Cultura é Currículo: “O cinema vai à escola”, cuja lista com os títulos encontra-se ao final desse documento e demais materiais, que podem ser encontrados no site do Programa: http://culturaecurriculo.fde.sp.gov.br/Lugares%20de%20Aprender/documentos.aspx?menu=2& projeto=2 86 Por MANIFESTAÇÃO ARTÍSTICA entenda-se uma ação organizada por um grupo de pessoas para apresentar publicamente, os sentimentos e pensamentos sobre um determinado assunto, porém dentro da linguagem específica da arte, envolvendo o corpo, as imagens, os sons e a tecnologia de forma integrada em um espaço. 87 A Matriz de Avaliação Processual é o documento da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo que faz referência às habilidades socioemocionais, demonstrando consonância com as seguintes competências gerais da Educação Básica da BNCC: Competência 8 - Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. Competência 9 - Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. Competência 10 - Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 166 Há também alguns pontos de destaque dos livros do PNLD - Ensino Médio escolhidos pelos professores da Rede em 2017, com vigência a partir de 2018, que podem auxiliá-lo em relação a indicações de filmes, sites, livros, assim como abordagens sobre mundo do trabalho, diálogo com outras áreas do conhecimento, entre outros pontos relevantes presentes tanto no Currículo de Arte do Estado de São Paulo, quanto nas dez Competências Gerais da Educação Básica da BNCC. As habilidades referentes à 3ª série do Ensino Médio foram extraídas das Orientações Curriculares e Didáticas de Arte do 3º ano do Ensino Médio88, disponibilizado on-line na Intranet, posteriormente à publicação do Currículo do Estado de São Paulo - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias - Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio, onde não constavam habilidades para a referida série. Foram extraídas também da Matriz de Avaliação Processual4. ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS E QUADRO DE HABILIDADES Professor, é muito importante que, em todas as etapas de ensino em que você atua, suas aulas ofereçam desafios aos alunos. Para isso, é necessário um planejamento que inclua, além da escolha de diferentes materiais didáticos e de apoio curricular, uma sequência de atividades que facilitem sua organização na gestão curricular a ser desenvolvida, transitando pelas quatro linguagens. Sendo assim, o primeiro passo é analisar conteúdos e habilidades propostos e iniciar uma sondagem, avaliando o que eles já sabem. Após isso, definir quais estratégias, materiais e recursos serão utilizados, assim como seus desdobramentos e avaliações, garantindo por um lado aprofundar os conhecimentos adquiridos e por outro, recuperar as aprendizagens não consolidadas. Vale nesse planejamento, prever atividades individuais, coletivas e colaborativas, que podem, também, dialogar com outras áreas de conhecimento ou componentes curriculares. No desenvolvimento dessas atividades, é importante garantir que o aluno se coloque, seja por meio das rodas de conversas, debates e discussões referentes ao tema. Para uma boa sequência de atividades, é imprescindível que sejam exploradas as habilidades socioemocionais, visto que é por meio delas que o aluno aprenderá a se relacionar com outras pessoas, por meio do autoconhecimento, resolução de problemas, respeito, colaboração, exercendo seu protagonismo por meio da busca de suaaprendizagem. Diante destas possibilidades de enriquecimento do seu trabalho docente, ao avaliar, deve se considerar que o aluno compreenda e reconheça conceitos e diferentes características das 88 https://seesp.sharepoint.com/sites/intranet/coordenadorias/CGEB/AnosFinaisEnsinoMedio/Forms/AllItem s.aspx 167 linguagens da Arte, imprimindo significado em suas produções artísticas, utilizando-se de recursos tecnológicos em suas investigações e projetos, argumentando e agindo com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. Não podemos privilegiar uma linguagem em detrimento de outra. Dessa forma, o planejamento das suas aulas, não exige trabalhar sempre na mesma sequência: artes visuais, dança, música e teatro, mas adequar as quatro linguagens dentro dos conteúdos e de acordo com as habilidades propostas para o ano, série e bimestre. Ao longo da Educação Básica, os alunos devem expandir seu repertório e ampliar sua autonomia nas práticas artísticas, por meio da reflexão sensível, imaginativa e crítica sobre os conteúdos artísticos e seus elementos constitutivos e, também, sobre as experiências de pesquisa, invenção e criação. Para tanto, é preciso reconhecer a diversidade de saberes, experiências e práticas artísticas como modos legítimos de pensar, de experienciar e de fruir a Arte, o que coloca em evidência o caráter social e político dessas práticas. Entendemos que é importante frisar que, a BNCC, propõe como metodologia de ensino- aprendizagem, que a abordagem das linguagens artísticas articule seis dimensões do conhecimento que, de forma indissociável e simultânea, caracterizam a singularidade da experiência artística. Tais dimensões perpassam os conhecimentos das Artes visuais, da Dança, da Música e do Teatro e as aprendizagens dos alunos em cada contexto social e cultural. “[...] Não se trata de eixos temáticos ou categorias, mas de linhas maleáveis que se interpenetram, constituindo a especificidade da construção do conhecimento em Arte na escola [...]” (BRASIL, 2017, p. 192). Não há nenhuma hierarquia entre essas dimensões, tampouco uma ordem para se trabalhar com cada uma no campo pedagógico. DIMENSÕES DO CONHECIMENTO • Criação: refere-se ao fazer artístico, quando os sujeitos criam, produzem e constroem. Trata- se de uma atitude intencional e investigativa que confere materialidade estética a sentimentos, ideias, desejos e representações em processos, acontecimentos e produções artísticas individuais ou coletivas. Essa dimensão trata do apreender o que está em jogo durante o fazer artístico, processo permeado por tomadas de decisão, entraves, desafios, conflitos, negociações e inquietações. • Crítica: refere-se às impressões que impulsionam os sujeitos em direção a novas compreensões do espaço em que vivem, com base no estabelecimento de relações, por meio do estudo e da pesquisa, entre as diversas experiências e manifestações artísticas e culturais vividas e conhecidas. Essa dimensão articula ação e pensamento propositivos, envolvendo aspectos estéticos, políticos, históricos, filosóficos, sociais, econômicos e culturais. 168 • Estesia: refere-se à experiência sensível dos sujeitos em relação ao espaço, ao tempo, ao som, à ação, às imagens, ao próprio corpo e aos diferentes materiais. Essa dimensão articula a sensibilidade e a percepção, tomadas como forma de conhecer a si mesmo, o outro e o mundo. Nela, o corpo em sua totalidade (emoção, percepção, intuição, sensibilidade e intelecto) é o protagonista da experiência. • Expressão: refere-se às possibilidades de exteriorizar e manifestar as criações subjetivas por meio de procedimentos artísticos, tanto em âmbito individual quanto coletivo. Essa dimensão emerge da experiência artística com os elementos constitutivos de cada linguagem, dos seus vocabulários específicos e das suas materialidades. • Fruição: refere-se ao deleite, ao prazer, ao estranhamento e à abertura para se sensibilizar durante a participação em práticas artísticas e culturais. Essa dimensão implica disponibilidade dos sujeitos para a relação continuada com produções artísticas e culturais oriundas das mais diversas épocas, lugares e grupos sociais. • Reflexão: refere-se ao processo de construir argumentos e ponderações sobre as fruições, as experiências e os processos criativos, artísticos e culturais. É a atitude de perceber, analisar e interpretar as manifestações artísticas e culturais, seja como criador, seja como leitor AVALIAÇÃO EM ARTE Avaliar é uma ação pedagógica, que propõe replanejamentos e reorganizações visando o alcance e a melhoria de resultados, por isso, não deve ser classificatória, nem seletiva, ao contrário, diagnóstica e inclusiva. Ela é um processo regulador da aprendizagem, orientador das ações pedagógicas, em suas diferentes possibilidades e estratégias. Ela verifica a consolidação das aprendizagens, por meio da análise da aquisição e do desenvolvimento de competências e habilidades, no âmbito de um sistema educacional. A avaliação por competências se realiza na observação do desempenho dos alunos quando seus saberes são colocados em ação durante o enfrentamento das problematizações propostas, fazendo com que o educando se manifeste, se comporte, ou aja de uma determinada maneira experimentalmente acessível e mensurável. Professor, a concepção de avaliação proposta para o componente curricular Arte é diagnóstica, processual, procedimental e atitudinal. A avaliação diagnóstica refere-se ao trabalho que antecede ao seu planejamento, ao investigar o que seus alunos conhecem ou não acerca dos conteúdos que serão abordados. A avaliação processual envolve ações ordenadas com objetivos claros em todos os momentos da prática pedagógica, envolvendo o registro dos avanços e dificuldades, a análise da participação e empenho durante as propostas, permitindo identificar o ritmo da progressão das aprendizagens. 169 A avaliação procedimental mostra o que o aluno aprendeu por meio da expressão de sua poética pessoal. Ele aprende a fazer articulando diferentes meios, práticas e saberes, isto em arte, se mostra no momento em que aluno se torna apto a desenhar, desenhando; atuar, atuando; cantar cantando e dançar dançando. Este fazer artístico é passível de mensurar. A avaliação atitudinal refere-se aos valores, normas e atitudes que se espera que os alunos tenham diante das situações vivenciadas na escola, que contribuam para a compreensão e desenvolvimento de suas habilidades socioemocionais, por meio de manifestações positivas de comportamento ético, respeitoso, tolerante e inclusivo. Na avaliação em Arte, a postura de não estabelecer critérios de comparação é fundamental. É preciso que sejam oferecidas oportunidades para que os alunos exponham suas dificuldades e facilidades ao realizar suas produções nas diferentes linguagens. A avaliação é um procedimento complexo, exige sensibilidade e muita atenção, pois as respostas dos alunos muitas vezes envolvem subjetividade, repertório cultural individualizado e reações emocionais nem sempre traduzíveis em palavras escritas ou faladas. Ela deve ser clara para que o aluno perceba que ele não é um ser passivo no processo de aprendizagem. É importante e positivo que as expectativas de aprendizagem dos alunos, os critérios e orientações para a avaliação sejam compartilhadas com os mesmos para que eles próprios também acompanhem o percurso de seu aprendizado. Professor, o portfólio se apresenta como um importante conjunto de registros que podem refletir a evoluçãodas aprendizagens, sendo preciso, datá-los e retomá-los sempre que necessário com seus alunos, para que seja possível visualizar percursos de produção pessoal. RECUPERAÇÃO EM ARTE Professor, a partir do reconhecimento de que todos os processos educativos possuem obstáculos e desacertos que devem ser superados, e a fim de diminuir as possíveis dificuldades observadas nas avaliações, é importante proporcionar diferentes meios para que o aluno compreenda sua responsabilidade nos processos de aprendizagem, e reconstrua seu portfólio, para melhor entendimento e acompanhamento de seu progresso como agente de sua aprendizagem. A leitura comentada de portfólios, é uma das estratégias que poderão ser utilizadas continuamente quando houver alunos, cujas habilidades e competências ainda não tenham sido plenamente desenvolvidas. QUADROS DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR A seguir, apresentamos os quadros elaborados a partir do estudo pormenorizado das habilidades e expectativas de aprendizagem presentes nas Orientações Curriculares e Didáticas 170 de Arte para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, no Currículo do Estado de São Paulo – para os anos finais do Ensino Fundamental, 1ª e 2ª séries do Ensino Médio, na Versão 1 do Currículo Paulista, na BNCC, incluindo-se as dez Competências Gerais para o Ensino Médio. Os quadros estão divididos por etapa de ensino (ano a ano para o Ensino Fundamental e séries para o Ensino Médio) e por linguagem. ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 6º ano - 1ºBimestre Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Artes Visuais Tema: A tridimensionalidade nas linguagens artísticas Conteúdo: Diferenciação entre o espaço bi e o tridimensional Estabelecer diferenciações entre o espaço bi e o tridimensional. Reconhecer e interpretar a linguagem tridimensional em produções artísticas. Operar com a tridimensionalidade na criação de ideias na linguagem da Arte (EF06AR04) Conhecer e analisar alguns elementos constitutivos das artes visuais, percebendo suas relações expressivas em diferentes produções artísticas. (EF06AR05) Conhecer e analisar processos de criação, em distintas modalidades das artes visuais, explorando materiais, suportes e ferramentas convencionais. (EF69AR04) Analisar os elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, direção, cor, tom, escala, dimensão, espaço, movimento etc.) na apreciação de diferentes produções artísticas. (EF69AR05) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, 171 (EF06AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, a partir de proposições temáticas pessoais, utilizando materiais, suportes e ferramentas convencionais. escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia, performance etc.). (EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, com base em temas ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e digitais. Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Dança Tema: A tridimensionalidade Estabelecer diferenciações entre o espaço bi e o tridimensional. (EF06AR10) Conhecer e explorar elementos constitutivos do movimento (EF69AR10) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do 172 nas linguagens artísticas Conteúdo: Forma tridimensional do corpo em movimento, com ênfase nos eixos vertical (altura), horizontal (lateralidade) e sagital (profundidade) Reconhecer e interpretar a linguagem tridimensional em produções artísticas. Operar com a tridimensionalidade na criação de ideias na linguagem da Arte. cotidiano e do movimento dançado, identificando semelhanças e diferenças. (EF06AR11) Conhecer e experimentar os fatores do movimento, compreendendo que suas combinações geram ações corporais e movimentos dançados que simbolizam. (EF06AR12) Conhecer e experimentar a improvisação e a ação lúdica, como forma de organizar processos de criação em dança, cultivando o repertório corporal. movimento dançado, abordando, criticamente, o desenvolvimento das formas da dança em sua história tradicional e contemporânea. (EF69AR11) Experimentar e analisar os fatores de movimento (tempo, peso, fluência e espaço) como elementos que, combinados, geram as ações corporais e o movimento dançado. (EF69AR12) Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios. 173 Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Música Tema: A tridimensionalidade nas linguagens artísticas Conteúdo: O som no espaço: melodia-ritmo Estabelecer diferenciações entre o espaço bi e o tridimensional. Reconhecer e interpretar a linguagem tridimensional em produções artísticas. Operar com a tridimensionalidade na criação de ideias na linguagem da Arte. (EF06AR20) Conhecer, analisar e explorar elementos constitutivos da música por meio de jogos, canções, e práticas diversas de composição/criação. (EF06AR21) Conhecer, pesquisar e explorar fontes e materiais sonoros em práticas de apreciação musical, percebendo timbres e características de instrumentos musicais diversos. (EF69AR20) Explorar e analisar elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de recursos tecnológicos (games e plataformas digitais), jogos, canções e práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação musicais. 174 (EF69AR21) Explorar e analisar fontes e materiais sonoros em práticas de composição/criação, execução e apreciação musical, reconhecendo timbres e características de instrumentos musicais diversos. Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) 175 TeatroTema: A tridimensionalidade nas linguagens artísticas Conteúdo: Formas do espaço teatral e sua relação com o corpo dos atores Estabelecer diferenciações entre o espaço bi e o tridimensional. Reconhecer e interpretar a linguagem tridimensional em produções artísticas . Operar com a tridimensionalidade na criação de ideias na linguagem da Arte. (EF06AR25) Conhecer e analisar diferentes gêneros teatrais, presentes em diferentes tempos e espaços, aprimorando a apreciação da estética teatral. (EF06AR29) Compreender a expressividade da gestualidade e das construções corporais e vocais, explorando a improvisação. (EF69AR25) Identificar e analisar diferentes estilos cênicos, contextualizando-os no tempo e no espaço de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da estética teatral. (EF69AR29) Experimentar a gestualidade e as construções corporais e vocais de maneira imaginativa na improvisação teatral e no jogo cênico. 176 7º ano - 1ºBimestre Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 1 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Artes Visuais Tema: O desenho e a potencialidade do registro nas linguagens artísticas Conteúdo: Desenho de observação, de memória, de imaginação; o desenho como Distinguir e utilizar conceitos sobre a linguagem do desenho e suas conexões com as diferentes linguagens artísticas. Relacionar e interpretar as potencialidades do desenho como registro. (EF07AR05) Conhecer e analisar processos de criação em distintas modalidades das artes visuais, explorando materiais, suportes e ferramentas não convencionais. (EF07AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, de modo (EF69AR05) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia, performance etc.). (EF69AR06) Desenvolver 177 esboço, o desenho como obra; A linha e a forma como elemento e registro nas linguagens artísticas. Considerar o desenho como modo de pensar, perceber, observar, imaginar, projetar e expressar-se nas diferentes linguagens artísticas. coletivo, utilizando materiais, suportes e ferramentas não convencionais. (EF07AR07) Dialogar com proposições temáticas nas suas produções visuais. processos de criação em artes visuais, com base em temas ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e digitais. (EF69AR07) Dialogar com princípios conceituais, proposições temáticas, repertórios imagéticos e processos de criação nas suas produções visuais. 178 Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Dança Tema: O desenho e a potencialidade do registro nas linguagens artísticas Conteúdo: Desenho coreográfico que o olho vê Distinguir e utilizar conceitos sobre a linguagem do desenho e suas conexões com as diferentes linguagens artísticas. Relacionar e interpretar as potencialidades do desenho como registro Considerar o desenho como modo de pensar, perceber, observar, imaginar, projetar e expressar-se nas diferentes linguagens artísticas (EF07AR11) Conhecer, experimentar e analisar os fatores de movimento, compreendendo que suas combinações geram ações corporais e movimentos dançados que simbolizam. (EF07AR12) Conhecer, pesquisar e experimentar processos de criação, por meio da improvisação e da intuição dos movimentos para a construção de vocabulário e repertório corporal. (EF69AR11) Experimentar e analisar os fatores de movimento (tempo, peso, fluência e espaço) como elementos que, combinados, geram as ações corporais e o movimento dançado. (EF69AR12) Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios. 179 Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Música Tema: O desenho e a potencialidade do registro nas linguagens artísticas Conteúdo: Partituras não convencionais Distinguir e utilizar conceitos sobre a linguagem do desenho e suas conexões com as diferentes linguagens artísticas. Relacionar e interpretar as potencialidades do (EF07AR20) Conhecer, analisar e explorar elementos constitutivos da música, por meio de jogos e recursos tecnológicos e práticas diversas de composição/criação. (EF69AR20) Explorar e analisar elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de recursos tecnológicos (games e plataformas digitais), jogos, canções e práticas 180 desenho como registro. Considerar o desenho como modo de pensar, perceber, observar, imaginar, projetar e expressar-se nas diferentes linguagens artísticas. (EF07AR22) Conhecer, explorar e identificar formas de notação musical convencional e não convencional, equipamentos e técnicas de registro sonoro. diversas de composição/criação, execução e apreciação musicais. (EF69AR22) Explorar e identificar diferentes formas de registro musical (notação musical tradicional, partituras criativas e procedimentos da música contemporânea), bem como procedimentos e técnicas de registro em áudio e audiovisual. 181 Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Teatro Tema: O desenho e a potencialidade do registro nas linguagens artísticas Conteúdo: Desenho de cenário; planta baixa como desenho do espaço cênico; desenhocomo croqui de figurino Distinguir e utilizar conceitos sobre a linguagem do desenho e suas conexões com as diferentes linguagens artísticas. Relacionar e interpretar as potencialidades do desenho como registro. Considerar o desenho como modo de pensar, perceber, observar, imaginar, projetar e expressar-se nas diferentes linguagens artísticas. (EF07AR25) Conhecer, identificar e analisar diferentes gêneros teatrais, contextualizando-os no tempo e no espaço de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da estética teatral. (EF07AR26) Conhecer, analisar e explorar diferentes elementos envolvidos na composição de acontecimentos cênicos e (re)conhecer seus vocabulários. (EF07AR28) Conhecer e explorar algumas funções profissionais do (EF69AR25) Identificar e analisar diferentes estilos cênicos, contextualizando- os no tempo e no espaço de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da estética teatral. (EF69AR26) Explorar diferentes elementos envolvidos na composição dos acontecimentos cênicos (figurinos, adereços, cenário, iluminação e sonoplastia) e 182 teatro, compreendendo a importância de cada um dentro do trabalho artístico coletivo e colaborativo. (EF07AR30A) Elaborar e executar improvisações e acontecimentos cênicos com base em textos dramáticos e/ou estímulos musicais, considerando a relação com o espectador. (EF07AR30B) Caracterizar personagens, explorando a relação entre figurinos, adereços e o texto. reconhecer seus vocabulários. (EF69AR28) Investigar e experimentar diferentes funções teatrais e discutir os limites e desafios do trabalho artístico coletivo e colaborativo. (EF69AR30) Compor improvisações e acontecimentos cênicos com base em textos dramáticos ou outros estímulos (música, imagens, objetos etc.), caracterizando personagens (com figurinos e adereços), cenário, iluminação e sonoplastia e considerando a relação com o espectador. 183 8º ano – 1º Bimestre Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Artes Visuais Tema: O suporte na materialidade da arte Conteúdo: Diferenciação entre suportes tradicionais, não convencionais, imateriais; suporte flexível ou rígido; xerox; computador; grandes formatos; corpo Interpretar e relacionar, na leitura de obras de arte, a diferenciação de suportes convencionais, não convencionais e imateriais usados no fazer arte. Manejar diferentes suportes na criação de ideias na linguagem da Arte. Reconhecer e utilizar o suporte como matéria de construção poética na materialidade da obra de arte. Distinguir suportes materiais e imateriais nas produções artísticas (EF08AR01) Conhecer, apreciar e analisar obras de arte de diferentes modalidades das artes visuais, autores, épocas e culturas, ampliando a experiência com diferentes contextos e práticas artístico-visuais, cultivando a capacidade de simbolizar, a percepção, o imaginário e o repertório imagético. (EF08AR03) Conhecer, pesquisar e analisar como modalidades das (EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas e em diferentes matrizes estéticas e culturais, de modo a ampliar a experiência com diferentes contextos e práticas artístico- visuais e cultivar a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o 184 artes visuais interagem entre si e se integram a outras linguagens e modalidades artísticas. (EF08AR05) Conhecer, pesquisar e analisar processos de criação em distintas modalidades das artes visuais, explorando materiais, suportes, ferramentas em materialidades convencionais e não convencionais. (EF08AR07) Dialogar com processos de criação em suas produções visuais. repertório imagético. (EF69AR03) Analisar situações nas quais as linguagens das artes visuais se integram às linguagens audiovisuais (cinema, animações, vídeos etc.), gráficas (capas de livros, ilustrações de textos diversos etc.), cenográficas, coreográficas, musicais etc. (EF69AR05) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 185 instalação, vídeo, fotografia, performance etc.). (EF69AR07) Dialogar com princípios conceituais, proposições temáticas, repertórios imagéticos e processos de criação nas suas produções visuais. Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) DANÇA Tema: O suporte na materialidade da arte Conteúdo: O corpo como suporte físico da dança; leveza; peso; flexões; Interpretar e relacionar, na leitura de obras de arte, a diferenciação de suportes convencionais, não convencionais e imateriais usados no fazer arte. Manejar diferentes suportes na (EF08AR09) Conhecer, pesquisar, e analisar diferentes formas de encenação, de artistas e grupos brasileiros e estrangeiros da dança, apreciando composições de diferentes épocas. (EF69AR09) Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação da dança, reconhecendo e apreciando composições de dança de artistas e grupos brasileiros 186 ritmos; objetos cênicos criação de ideias na linguagem da Arte. Reconhecer e utilizar o suporte como matéria de construção poética na materialidade da obra de arte. Distinguir suportes materiais e imateriais nas produções artísticas (EF08AR10) Conhecer e explorar elementos constitutivos dos movimentos do cotidiano, relacionando-os com os movimentos dançados presentes em diferentes formas da dança contemporânea. (EF08AR11) Conhecer, experimentar e analisar os fatores de movimento, compreendendo que suas combinações geram ações corporais e movimentos dançados que simbolizam. (EF08AR15) Dialogar problematizando e identificando estereótipos e preconceitos, a partir das e estrangeiros de diferentes épocas. (EF69AR10) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do movimentodançado, abordando, criticamente, o desenvolvimento das formas da dança em sua história tradicional e contemporânea. (EF69AR11) Experimentar e analisar os fatores de movimento (tempo, peso, fluência e espaço) como elementos que, combinados, geram as ações corporais e o movimento dançado. (EF69AR15) Discutir as experiências pessoais e coletivas em dança 187 Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Música Tema: O suporte na materialidade da arte Conteúdo: Diferenciação, na música, entre instrumentos tradicionais e instrumentos elétricos e eletrônicos; samplers, música no computador; sintetizadores. Interpretar e relacionar, na leitura de obras de arte, a diferenciação de suportes convencionais, não convencionais e imateriais usados no fazer arte. Manejar diferentes suportes na criação de ideias na linguagem da Arte. Reconhecer e utilizar o suporte como matéria de construção poética na materialidade da obra de arte. Distinguir suportes materiais e (EF08AR19) Conhecer e analisar diferentes gêneros musicais, explorando, identificando e contextualizando, no tempo e no espaço, sua variedade de formas, de modo a aprimorar a apreciação musical. (EF08AR21) Conhecer, pesquisar e explorar fontes e materiais sonoros, em práticas de apreciação e composição/criação musical, percebendo timbres e características de (EF69AR19) Identificar e analisar diferentes estilos musicais, contextualizando-os no tempo e no espaço, de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da estética musical. (EF69AR21) Explorar e analisar fontes e materiais sonoros em práticas de composição/criação, execução e apreciação musical, reconhecendo timbres e características de instrumentos musicais diversos. experiências pessoais e coletivas em dança, vivenciadas na escola e em outros contextos. vivenciadas na escola e em outros contextos, problematizando estereótipos e preconceitos. 188 imateriais nas produções artísticas. instrumentos musicais não convencionais. (EF08AR23) Pesquisar e explorar improvisações, composições, arranjos, jingles, trilhas sonoras, entre outras possibilidades, utilizando instrumentos acústicos e/ou eletrônicos, de maneira individual e coletiva. (EF69AR23) Explorar e criar improvisações, composições, arranjos, jingles, trilhas sonoras, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos acústicos ou eletrônicos, convencionais ou não convencionais, expressando ideias musicais de maneira individual, coletiva e colaborativa. Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) TEATRO Tema: Interpretar e relacionar, na leitura de obras de arte, a diferenciação de (EF08AR24) Conhecer, pesquisar e apreciar (EF69AR24) Reconhecer e apreciar artistas e grupos de 189 O suporte na materialidade da arte Conteúdo: O corpo como suporte físico do teatro; a ação física como elemento da expressividade no palco suportes convencionais, não convencionais e imateriais usados no fazer arte. Manejar diferentes suportes na criação de ideias na linguagem da Arte. Reconhecer e utilizar o suporte como matéria de construção poética na materialidade da obra de arte. Distinguir suportes materiais e imateriais nas produções artísticas. trabalhos de artistas e grupos de teatro de rua e/ou em diferentes espaços de produção teatral, investigando os modos de criação, produção, circulação e organização da atuação profissional. (EF08AR25) Conhecer, identificar e analisar diferentes gêneros teatrais, contextualizando- os no tempo e no espaço de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da estética teatral. (EF08AR27) Conhecer, pesquisar e explorar dramaturgias, analisando as teatro brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas, investigando os modos de criação, produção, divulgação, circulação e organização da atuação profissional em teatro. (EF69AR25) Identificar e analisar diferentes estilos cênicos, contextualizando- os no tempo e no espaço de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da estética teatral. (EF69AR27) Pesquisar e criar formas de dramaturgias e espaços cênicos para o acontecimento teatral, em 190 transformações dos espaços cênicos para a encenação interativa no acontecimento teatral contemporâneo. (EF08AR29) Compreender a expressividade da gestualidade e das construções corporais e vocais, explorando a improvisação no jogo teatral, a partir de fatos e notícias atuais da comunidade e/ou região. (EF08AR30A) Elaborar e executar improvisações e acontecimentos cênicos com base em textos dramáticos e/ou imagens, considerando as relações com o diálogo com o teatro contemporâneo. (EF69AR29) Experimentar a gestualidade e as construções corporais e vocais de maneira imaginativa na improvisação teatral e no jogo cênico. (EF69AR30) Compor improvisações e acontecimentos cênicos com base em textos dramáticos ou outros estímulos (música, imagens, objetos etc.), caracterizando personagens (com figurinos e adereços), cenário, iluminação e sonoplastia e considerando a relação com o espectador. 191 cenário e o espectador. (EF08AR30B) Caracterizar personagens, explorando possibilidades de figurino e adereços, considerando as relações com o cenário e o espectador. 9º ano – 1º Bimestre Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ARTES VISUAIS Tema: Processos de criação nas linguagens artísticas. Conteúdo: Procedimentos criativos na construção de obras visuais; Ação inventiva; corpo perceptivo; imaginação criadora; Investigar processos de criação pessoais e de artistas, ampliando o conceito de poéticas e de processo de criação. Analisar repertórios pessoais e culturais, reconhecendo sua importância em processos de criação nas várias áreas de conhecimento humano. (EF09AR01) Conhecer,pesquisar, apreciar e analisar obras de arte de diferentes modalidades das artes visuais, autores, épocas e culturas, ampliando a experiência com diferentes contextos e (EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas e em diferentes 192 coleta sensorial; vigília criativa; percurso de experimentação; esboços; séries; cadernos de anotações; apropriações; processo colaborativo; pensamento visual; Repertórios pessoal e cultural; poética pessoal; O diálogo com a matéria visual em processos de criação. Pesquisar o diálogo entre a materialidade e os processos de criação, analisando a escolha da matéria, as ferramentas, os suportes e os procedimentos técnicos. Operar com imagens, ideias e sentimentos por meio da especificidade dos processos de criação em Arte, gerando sua expressão em artes visuais, música, teatro ou dança. práticas artístico- visuais, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético. (EF09AR02) Conhecer, pesquisar, analisar e explorar diferentes modalidades das artes visuais, contextualizando obras de autores, épocas e culturas distintas, comparando-as à produção artística contemporânea e ao seu contexto sociocultural. (EF09AR03A) Conhecer, pesquisar e analisar como diferentes matrizes estéticas e culturais, de modo a ampliar a experiência com diferentes contextos e práticas artístico- visuais e cultivar a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético. (EF69AR02) Pesquisar e analisar diferentes estilos visuais, contextualizando- os no tempo e no espaço. (EF69AR03) Analisar situações nas quais as linguagens das artes visuais se integram às linguagens audiovisuais (cinema, animações, 193 modalidades das artes visuais interagem entre si em meios tecnológicos. (EF09AR03B) Explorar a integração entre diferentes modalidades das artes visuais e outras linguagens e modalidades artísticas, por meio do uso da tecnologia. (EF09AR06A) Organizar e refletir sobre seus processos de criação em artes visuais explorando temas e interesses artísticos, diferentes espaços, materiais, suportes e ferramentas. vídeos etc.), gráficas (capas de livros, ilustrações de textos diversos etc.), cenográficas, coreográficas, musicais etc. (EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, com base em temas ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e digitais. (EF69AR07) Dialogar com princípios conceituais, proposições temáticas, repertórios 194 (EF09AR06B) Organizar e desenvolver processos de criação em artes visuais, de modo individual, coletivo e colaborativo por meio de recursos digitais. (EF09AR07) Dialogar com princípios conceituais em suas produções visuais. imagéticos e processos de criação nas suas produções visuais. Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) DANÇA Tema: Processos de criação nas linguagens artísticas Conteúdo: Investigar processos de criação pessoais e de artistas, ampliando o conceito de poéticas e de processo de criação. Analisar repertórios pessoais e culturais, (EF09AR09) Conhecer, pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação da (EF69AR09) Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação da dança, reconhecendo e 195 Procedimentos criativos na construção do movimento; Ação inventiva; corpo perceptivo; imaginação criadora; coleta sensorial; vigília criativa; percurso de experimentação; esboços; séries; cadernos de anotações; apropriações; processo colaborativo; pensamento corporal; Repertório pessoal e cultural; poética pessoal; O diálogo do corpo como matéria em processos de criação. reconhecendo sua importância em processos de criação nas várias áreas de conhecimento humano. Pesquisar o diálogo entre a materialidade e os processos de criação, analisando a escolha da matéria, as ferramentas, os suportes e os procedimentos técnicos. Operar com imagens, ideias e sentimentos por meio da especificidade dos processos de criação em Arte, gerando sua expressão em artes visuais, música, teatro ou dança. dança, apreciando e diferenciando artistas e grupos brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas. (EF09AR10A) Conhecer e explorar elementos constitutivos do movimento, identificando transformações artístico- estéticas presentes em movimentos dançados. (EF09AR10B) Analisar o desenvolvimento das formas da dança em sua história tradicional e contemporânea. (EF09AR11) Conhecer, experimentar e analisar os apreciando composições de dança de artistas e grupos brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas. (EF69AR10) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do movimento dançado, abordando, criticamente, o desenvolvimento das formas da dança em sua história tradicional e contemporânea. (EF69AR11) Experimentar e analisar os fatores de movimento (tempo, peso, fluência e espaço) como elementos que, combinados, 196 fatores de movimento, compreendendo que suas combinações geram ações corporais e movimentos dançados que simbolizam. (EF09AR12) Pesquisar e realizar, improvisando, sequências de movimentos dançados, individuais ou coletivos, explorando os fatores do movimento, para a construção de vocabulário e repertório próprios. (EF09AR14) Pesquisar, analisar e explorar processos de criação em dança, explorando geram as ações corporais e o movimento dançado. (EF69AR12) Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios. (EF69AR14) Analisar e experimentar diferentes elementos (figurino, iluminação, cenário, trilha sonora etc.) e espaços (convencionais enão convencionais) para composição cênica e apresentação coreográfica. 197 elementos e espaços não convencionais, que compõem o universo cênico da dança, criando individual ou coletivamente, composições cênicas e apresentações coreográficas. Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) MÚSICA Tema: Processos de criação nas linguagens artísticas Conteúdo: Ação inventiva; corpo perceptivo; imaginação criadora; coleta sensorial; vigília criativa; percurso de experimentação; esboços; séries; Investigar processos de criação pessoais e de artistas, ampliando o conceito de poéticas e de processo de criação. Analisar repertórios pessoais e culturais, reconhecendo sua importância em processos de criação nas várias (EF09AR16A) Conhecer e analisar criticamente usos e funções da música em seus contextos de produção e circulação internacional. (EF09AR16B) Relacionar estabelecer conexões entre a produção musical e os diferentes contextos socioculturais, em especial a (EF69AR16) Analisar criticamente, por meio da apreciação musical, usos e funções da música em seus contextos de produção e circulação, relacionando as práticas musicais às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética. 198 cadernos de anotações; apropriações; processo colaborativo; pensamento musical; Repertórios pessoal e cultural; poética pessoal; O diálogo com a matéria sonora em processos de criação áreas de conhecimento humano. Pesquisar o diálogo entre a materialidade e os processos de criação, analisando a escolha da matéria, as ferramentas, os suportes e os procedimentos técnicos. Operar com imagens, ideias e sentimentos por meio da especificidade dos processos de criação em Arte, gerando sua expressão em artes visuais, música, teatro ou dança. dimensão estética e ética. (EF09AR19B) Analisar diferentes estilos musicais, explorando e compreendendo as relações entre os elementos da estética musical. (EF09AR21) Conhecer, pesquisar e classificar fontes e materiais sonoros, em práticas de apreciação e composição/criação musical, identificando timbres e características de instrumentos musicais convencionais e não convencionais. (EF09AR23) Pesquisar e explorar improvisações, composições, arranjos, jingles, trilhas sonoras, (EF69AR19) Identificar e analisar diferentes estilos musicais, contextualizando-os no tempo e no espaço, de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da estética musical. (EF69AR21) Explorar e analisar fontes e materiais sonoros em práticas de composição/criação, execução e apreciação musical, reconhecendo timbres e características de instrumentos musicais diversos. (EF69AR23) Explorar e criar improvisações, composições, arranjos, jingles, trilhas sonoras, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos 199 entre outras possibilidades, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos acústicos ou eletrônicos, convencionais ou não convencionais, expressando ideias musicais de maneira individual, coletiva e colaborativa. acústicos ou eletrônicos, convencionais ou não convencionais, expressando ideias musicais de maneira individual, coletiva e colaborativa. Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades do Currículo Paulista – Versão 2 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) TEATRO Tema: Processos de criação nas linguagens artísticas. Conteúdo: Procedimentos criativos na construção de obras cênicas; Ação inventiva; Investigar processos de criação pessoais e de artistas, ampliando o conceito de poéticas e de processo de criação. Analisar repertórios pessoais e culturais, reconhecendo sua importância em processos de criação nas várias áreas de (EF09AR24) Conhecer, pesquisar e apreciar trabalhos de artistas e grupos de teatro da comunidade, regionais, nacionais e internacionais, investigando os modos de criação, produção, (EF69AR24) Reconhecer e apreciar artistas e grupos de teatro brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas, investigando os modos de criação, produção, divulgação, circulação e 200 corpo perceptivo; imaginação criadora; coleta sensorial; vigília criativa; percurso de experimentação; esboços; séries; cadernos de anotações; apropriações; processo colaborativo; pensamento corporal Repertórios pessoal e cultural; poética pessoal; O diálogo com a matéria cênica em processos de criação. conhecimento humano. Pesquisar o diálogo entre a materialidade e os processos de criação, analisando a escolha da matéria, as ferramentas, os suportes e os procedimentos técnicos. Operar com imagens, ideias e sentimentos por meio da especificidade dos processos de criação em Arte, gerando sua expressão em artes visuais, música, teatro ou dança. divulgação, circulação e organização da atuação profissional. (EF09AR25) Conhecer, pesquisar, identificar e analisar diferentes gêneros teatrais, contextualizando- os no tempo e no espaço de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da estética teatral. (EF09AR26) Conhecer, pesquisar, analisar e explorar diferentes elementos envolvidos na composição de acontecimentos cênicos e (re)conhecer seus vocabulários. organização da atuação profissional em teatro. (EF69AR25) Identificar e analisar diferentes estilos cênicos, contextualizando- os no tempo e no espaço de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da estética teatral. (EF69AR26) Explorar diferentes elementos envolvidos na composição dos acontecimentos cênicos (figurinos, adereços, cenário, iluminação e sonoplastia) e reconhecer seus vocabulários. (EF69AR27) Pesquisar e criar formas de 201 (EF09AR27) Conhecer, pesquisar e explorar dramaturgias, analisando as transformações dos espaços cênicos para a encenação interativa, e a construção coletiva de textos para o acontecimento teatral contemporâneo. dramaturgias e espaços cênicos para o acontecimento teatral, em diálogo com o teatro contemporâneo.ENSINO MÉDIO 1ª. Série – 1º bimestre Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades da Matriz de Avaliação Processual de Arte Competências Gerais da Educação Básica - (BNCC) ARTES VISUAIS Tema: Arte, cidade e patrimônio cultural Conteúdo: Heranças culturais; patrimônio Investigar a arte e as práticas culturais como patrimônio cultural no contexto da cultura urbana; Identificar o patrimônio cultural, a memória coletiva, os bens simbólicos materiais e imateriais; Reconhecer a arte e as práticas culturais como patrimônio no contexto urbano; Reconhecer os conceitos de patrimônio cultural, memória coletiva e bens Competências: 1, 2, 3, 4 e 7. 202 cultural imaterial e material; estética do cotidiano; tradição e ruptura; ligação arte e vida; arte contemporânea; Preservação e restauro; políticas culturais; educação patrimonial; Arte pública; intervenções urbanas; grafite; pichação; monumentos históricos; Operar com imagens, ideias e sentimentos por meio da especificidade dos processos de criação em Arte, gerando sua expressão em artes visuais. Operar com esboços de projetos individuais ou colaborativos visando à intervenção e à mediação cultural na escola e na cidade simbólicos materiais e imateriais; Identificar os precursores da arte urbana; Conhecer o conceito de patrimônio cultural; Distinguir patrimônio cultural material e imaterial. Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades da Matriz de Avaliação Processual de Arte Competências Gerais da Educação Básica - (BNCC) DANÇA Tema: Arte, cidade e patrimônio cultural Conteúdo: Investigar a arte e as práticas culturais como patrimônio cultural no contexto da cultura urbana. Identificar o patrimônio cultural, a memória Reconhecer a arte e as práticas culturais como patrimônio no contexto urbano. Reconhecer os conceitos de Competências: 1, 2, 3, 4 e 7. 203 Heranças culturais; patrimônio cultural imaterial e material; estética do cotidiano; tradição e ruptura; ligação arte e vida; arte contemporânea. Escola de samba; tambor de crioula; jongo, roda de samba; frevo; forró; dança contemporânea; dança popular. coletiva, os bens simbólicos materiais e imateriais. Operar com imagens, ideias e sentimentos por meio da especificidade dos processos de criação em Arte, gerando sua expressão em dança. Operar com esboços de projetos individuais ou colaborativos visando à intervenção e à mediação cultural na escola e na cidade. patrimônio cultural, memória coletiva e bens simbólicos materiais e imateriais. Identificar os precursores da arte urbana. Conhecer o conceito de patrimônio cultural. Distinguir patrimônio cultural material e imaterial. Correlacionar patrimônio cultural e dança popular brasileira. Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades da Matriz de Avaliação Processual de Arte Competências Gerais da Educação Básica - (BNCC) MÚSICA Tema: Investigar a arte e as práticas culturais como patrimônio cultural no contexto da cultura urbana. Reconhecer a arte e as práticas culturais como patrimônio no contexto urbano. Competências: 1, 2, 3, 4 e 7 204 Arte, cidade e patrimônio cultural Conteúdo: Heranças culturais; patrimônio cultural imaterial e material; estética do cotidiano; tradição e ruptura; ligação arte e vida; arte contemporânea. Paisagem sonora; músicos da rua; videoclipe; música contemporânea. Identificar o patrimônio cultural, a memória coletiva, os bens simbólicos materiais e imateriais. Operar com imagens, ideias e sentimentos por meio da especificidade dos processos de criação em Arte, gerando sua expressão em música. Operar com esboços de projetos individuais ou colaborativos visando à intervenção e à mediação cultural na escola e na cidade. Reconhecer os conceitos de patrimônio cultural, memória coletiva e bens simbólicos materiais e imateriais. Identificar os precursores da arte urbana. Conhecer o conceito de patrimônio cultural. Distinguir patrimônio cultural material e imaterial. Conceituar música. Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades da Matriz de Avaliação Processual de Arte Competências Gerais da Educação Básica - (BNCC) TEATRO Tema: Investigar a arte e as práticas culturais como patrimônio cultural no contexto da cultura urbana. Reconhecer a arte e as práticas culturais como patrimônio no contexto urbano. Competências: 1, 2, 3, 4 e 7. 205 Arte, cidade e patrimônio cultural Conteúdo: Heranças culturais; patrimônio cultural imaterial e material; estética do cotidiano; tradição e ruptura; ligação arte e vida; arte contemporânea. Artes circenses; circo tradicional; famílias circenses; circo contemporâneo; escolas de circo, palhaço clown e a tradição cômica; folias de reis, palhaços de hospital. Identificar o patrimônio cultural, a memória coletiva, os bens simbólicos materiais e imateriais. Operar com imagens, ideias e sentimentos por meio da especificidade dos processos de criação em Arte, gerando sua expressão em teatro. Operar com esboços de projetos individuais ou colaborativos visando à intervenção e à mediação cultural na escola e na cidade. Reconhecer os conceitos de patrimônio cultural, memória coletiva e bens simbólicos materiais e imateriais. Identificar os precursores da arte urbana. Conhecer o conceito de patrimônio cultural. Distinguir patrimônio cultural material e imaterial. 206 2ª. Série – 1º bimestre Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades da Matriz de Avaliação Processual de Arte Competências Gerais da Educação Básica - (BNCC) ARTES VISUAIS Tema: O Encontro entre arte e público Conteúdo: Espaços expositivos, modos de expor, salões de arte, bienais e feiras de arte Investigar o encontro entre arte e público na dimensão da mediação cultural, como experiência estética a ser compartilhada. Identificar espaços e formas de integração entre arte e público. Analisar a mediação cultural, como abertura de possíveis canais de interação comunicativa e de diálogo entre o público e as artes visuais, amúsica, o teatro ou a dança. Esboçar projetos individuais ou colaborativos como condutores de espaço para a apresentação do fazer artístico da comunidade escolar e/ou do seu entorno. Reconhecer espaços e formas de integração entre arte e público. Reconhecer elementos estruturais do pensamento artístico com base no seu contexto histórico. Competências: 1, 3, 4 e 5. 207 Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades da Matriz de Avaliação Processual de Arte Competências Gerais da Educação Básica - (BNCC) DANÇA Tema: O Encontro entre arte e público Conteúdo: Festivais de dança, mostra universitária, espaços alternativos de dança Investigar o encontro entre arte e público na dimensão da mediação cultural, como experiência estética a ser compartilhada. Identificar espaços e formas de integração entre arte e público. Analisar a mediação cultural, como abertura de possíveis canais de interação comunicativa e de diálogo entre o público e a dança. Esboçar projetos individuais ou colaborativos como condutores de espaço para a apresentação do fazer artístico da comunidade escolar e/ou do seu entorno. Reconhecer espaços e formas de integração entre arte e público. Reconhecer elementos estruturais do pensamento artístico com base no seu contexto histórico. Competências: 1, 3, 4 e 5 Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades da Matriz de Avaliação Competências Gerais da Educação Básica - (BNCC) 208 Processual de Arte MÚSICA Tema: O Encontro entre arte e público Conteúdo: Festivais de música, espaços para concerto, espaços alternativos de música: coretos, ruas etc Investigar o encontro entre arte e público na dimensão da mediação cultural, como experiência estética a ser compartilhada. Identificar espaços e formas de integração entre arte e público. Analisar a mediação cultural, como abertura de possíveis canais de interação comunicativa e de diálogo entre o público e a música. Esboçar projetos individuais ou colaborativos como condutores de espaço para a apresentação do fazer artístico da comunidade escolar e/ou do seu entorno. Reconhecer espaços e formas de integração entre arte e público. Reconhecer elementos estruturais do pensamento artístico com base no seu contexto histórico. Competências: 1, 3, 4 e 5 Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades da Matriz de Avaliação Processual de Arte Competências Gerais da Educação Básica - (BNCC) 209 TEATRO Tema: O Encontro entre arte e público Conteúdo: Festivais de teatro, espaços promotores de leitura dramática, mostra universitária Investigar o encontro entre arte e público na dimensão da mediação cultural, como experiência estética a ser compartilhada. Identificar espaços e formas de integração entre arte e público. Analisar a mediação cultural, como abertura de possíveis canais de interação comunicativa e de diálogo entre o público e o teatro. Esboçar projetos individuais ou colaborativos como condutores de espaço para a apresentação do fazer artístico da comunidade escolar e/ou do seu entorno. Reconhecer espaços e formas de integração entre arte e público. Reconhecer elementos estruturais do pensamento artístico com base no seu contexto histórico. Reconhecer os potenciais espaços cênicos, convencionais e não convencionais. Competências: 1, 3, 4 e 5. 210 3ª Série – 1º Bimestre Tema/Conteúdo Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo Habilidades da Matriz de Avaliação Processual de Arte Competências Gerais da Educação Básica - (BNCC) 1ª Etapa - Discutindo a Proposta e elaborando o Projeto com os alunos. Conteúdo: Elementos estruturantes de um projeto; Mídias e sua relação com as diferentes linguagens artísticas; Integração entre as linguagens artísticas; A relação das linguagens artísticas na era digital; Visão sistêmica; Entender o que é um projeto e seus elementos básicos. Compreender a relação entre arte, Ciência e Tecnologia. Compreender a integração entre as linguagens artísticas. Saber sistematizar e organizar material de pesquisa. Compreender o processo de construção do conhecimento. Conhecer o projeto artístico e seus elementos. Selecionar dados para o registro e avaliação do processo. Ordenar relato do processo. Estabelecer as diversas funções a serem exercidas pelos indivíduos, dentro de um projeto. Compreender a relação entre Arte, Ciência e Tecnologia. Competências: 1,2,3,4,5,6 e 7 211 AS DEZ COMPETÊNCIAS GERAIS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR – BNCC 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovamos direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 212 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GERAIS ARGAN, Giulio Carlo. Da Antigüidade à Duccio. Tradução por Vilma de Katinszky. São Paulo: Cosac & Naify. 469p. BAUMGART, Fritz. Breve História da Arte. Tradução por Marcos Holler. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. 376p. BERTHOLD, Margot. História Mundial do Teatro. Tradução Maria Paula V. Zurawski, J. Guinburg, Sergio Coelho e Clóvis Garcia. 5.ed. São Paulo: Perspectiva, 2011. 577p. 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Chinesa Bem-Vindo A São Paulo Bendito Fruto Billy Elliot Cantando Na Chuva Cinema, Aspirinas E Urubus Contos Da Noite Corra Lola, Corra Crash, No Limite Criação Crianças Invisíveis Diário De Motocicleta Donkey Xote Em Busca Da Terra Do Nunca Fahrenheit 451 Final Fantasy Frankenstein Gran Torino 227 Honeydripper, Do Blues Ao Rock Inocência Ladrões De Bicicleta Lemon Tree Língua, Vidas Em Português Lixo Extraordinário Luzes Da Cidade Matar Ou Morrer Moça Com Brinco De Pérola Mutum Não, Por Acaso Narradores de Javé Nas Montanhas Dos Gorilas O Banheiro Do Papa O Brasil Da Pré-História O Enigma Da Pirâmide O Fim E O Princípio O Menino Do Pijama Listrado O Pagador De Promessas O Planeta Branco O Povo Brasileiro O Sonho De Cassandra O Último Dançarino De Mao O Visitante Oliver Twist Os Melhores Dias De Nossas Vidas Os Pássaros Palavra (En)Cantada Putz, A Coisa Tá Feia! Quanto Mais Quente Melhor Rebobine, Por Favor Sob A Névoa Da Guerra Sombras De Goya Terra De Ninguém Trem Da Vida Um Beijo Roubado Vida De Menina 228 Material de apoio do Currículo Oficial de Arte do Estado de SP CD – The Best of Bach CD – Stravinsky: Firebird – Petrushka – 2 Suítes CD – The Best of Naxos 1 – Tchaikovsky CD – Bill Evans – Autumn Leaves CD – Satie: Piano Works (Selection) CD – Grupo Tom da Terra CD – Vivaldi: The Four Seasons CD – Clube da Esquina – Milton Nascimento (cx. c/ 3 CD) DVD – Hermeto Pascoal/Zimbo Trio/Egberto Gismonti CD – Educação em Arte Música Vol. I CD – Educação em Arte Música Vol. II CD – Moacir Santos – Ouro Negro DVD – Moacir Santos – Ouro Negro DVD – Elis Regina Coletânea (Box c/ 3 DVDs) DVD – Chico Buarque Vol. 1 (Box c/ 3 DVDs) DVD – Chico Buarque Vol. 2 (Box c/ 3 DVDs) DVD – Chico Buarque Vol. 3 (Box c/ 3 DVDs) DVD – Chico Buarque Vol. 4 (Box c/ 3 DVDs) DVD – Edu Lobo – Vento Bravo DVD – Iconografia 3º Bimestre (2x) DVD – Iconografia 4º Bimestre (2x) DVD – Tom Jobim – Maestro Soberano (Box c/ 3 DVDs) Livro – Cancioneiro Jobim (Obras escolhidas e Biografia) CD-ROM – Educação Musical para Crianças, Jovens e Adultos CD – Zimbo Trio – Caminhos Cruzados CD – Amelinha – Frevo Mulher CD – Miles Davis – Summertime – Maxximum Livro + CD – Por Todo Canto Pranchas de Arte – Pinacoteca do Estado de São Paulo BERTAZZO, Ivaldo. Cidadão Corpo, Identidade e Autonomia do Movimento. São Paulo: Summus, 1998. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO E SECRETARIA DA CULTURA. Uma Roupa que Dança. (2011). 229 Links Arte Escola Dersv. Marilia Marcondes de Moraes Sarmento e Lima Torres. Disponível em: http://arte-escola.blogspot.com/ acessado em 30/11/2018. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Consulta Pública. Brasília.Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ acessado em 30/11/2018. Campanicultural. Disponível em: http://www.campanicultural.com.br/2013/06/os-gabirus-de-xico-stockinger.html, acessado em 13/11/2018. Descrição sintética do currículo 5ª série 6º ano vol_ 1/ bim 2.docx. Disponível em:https://docs.google.com/document/d/155zXELFivA0WPokan7tyhyHVhoLPUciA4CFweLjsiSw/ed it?pli=1 acessado em: 30/11/2018. Iran e sua Música. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=TrGWWxXbvC8 acessado em 13/11/2018. TORRES, Marília Marcondes de Moraes Sarmento e Lima. 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