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AULA 2: Leucorreia 1
AULA 2: Leucorreia 
Professor Prof Paula
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Normalidade
A secreção vaginal possui o PH ácido de 4-4,5, com volume variável. É constituída por: 
- Muco cervical 
-células vaginais e cervicais esfoliadas 
-Secreção das glândulas de Bartholin e Skene. Quando a glândula de bartholin faz uma 
bartolinite → tratamento retirada da capsula o que faz com que diminua a lubrificação 
-Pequena quantidade de leucócitos 
-Microorganismos da Flora vaginal
O que pode alterar a produção da secreção vaginal:
Ciclo menstrual
Uso de contraceptivos – DIU/ Anel vaginal
Etapas do ciclo de vida feminino. A menopausa e o pós-parto fazem alteração da 
espessura vaginal.
Etiologias
Infecciosa → candida, tricomoníase e vaginose
Inflamatória
Atrofia
CANDIDÍASE VULVOVAGINAL
Candida albicans 80 a 92% dos casos. Faz parte da flora intestinal. 
Não albicans: glabrata(+ dificil o diagnóstico- por isso se o tratamento fica resistente 
pode ser candida glabrata- é resistente aos azois, tratamento é feito com ácido bórico, 
600 mg, 1x ao dia por 14 dias), tropicalis, Krusei, parapilosis e Sccharpmyces) 
Após menarca e mulheres entre 30 e 40 anos.
@February 4, 2022
AULA 2: Leucorreia 2
Não é uma IST.
Candida de repetição: 4 ou mais episódios por ano. → tratamento: fluconazol durante 6 
meses, se atentando ao fígado. Paciente imunossuprimido, hepatopata tratar com 
creme 2x semana dose única 150 mg.
Quadro clínico:
Prurido Vulvovaginal
Queimação vulvovaginal
Dispareunia
Disúria externa ou terminal
Corrimento grumoso, sem odor → tipo queijo cottage
As manifestações se intensificam no período pré menstrual.
Fatores de risco:
Uso de ATB
Uso de corticoides
contraceptivo hormonal combinado
Radioterapia
hábitos de higiene que aumentam a umidade do local (ex: carefree)
uso de imunossupressores
quimioterapia
terapia de reposição hormonal
substâncias alêrgenicas ou irritantes
HIV
diabetes
estresse
gravidez
obesidade
AULA 2: Leucorreia 3
imunosupressão
Diagnóstico:
Anamnese, exame físico:
Hiperemia e edema vulvar
Escoriações
Secreção vaginal esbranquiçada e grumosa, aderida em parede vaginal.
Diagnóstico laboratorial: 
Ph vaginal → na candida o Ph diminui para 2
Exame a Fresco com KOH 10%
Bacterioscopia corada por Gram
AULA 2: Leucorreia 4
Cultura ou PCR – casos resistente
Tratamento
Mudança de hábito→ comer muita açúcar causa glicosúria e desbalanço flora.
uso de inibidor de SGLT causa glicosúria
Solução com bicarbonato de sódio
Lactobacilos via oral/vaginal→ ajuda a equilibrar a flora, porém demora para fazer 
efeito no mínimo 6 meses, disponível em pó ou comprimido. 
Não precisa do tratamento do parceiro, exceto se for candida de repetição
Tratamento de infecções secundárias /liquenificação/ vulvite micótica – uso tópico
Compressa com chá de camomila gelado pode ajudar
Nome comercial do fenticonazol → Ginna
Diagnóstico diferencial: vaginose citolitica
AULA 2: Leucorreia 5
VAGINOSE BACTERIANA
É caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal normal, com diminuição 
acentuada ou desaparecimento de lactobacilos acidófilos (Lactobacillus spp) e 
aumento de bactérias anaeróbias (Prevotella sp. e Mobiluncus sp.), G. vaginalis, 
Ureaplasma sp., Mycoplasma sp., e outros. Essa alteração decorre do aumento do 
PH vaginal 
10% a 30% das gestantes e 10% das mulheres atendidas na atenção básica.
Em alguns casos, pode ser assintomática.
Aumenta o risco de aquisição das IST (incluindo o HIV),
Pode trazer complicações à gravidez (associada com ruptura prematura de 
membranas, corioamnionite, prematuridade e endometrite pós-cesárea).
Quando presente nos procedimentos invasivos, como curetagem uterina, biópsia 
de endométrio e inserção de dispositivo intrauterino (DIU), aumenta o risco de DIP
Quadro clínico
corrimento vaginal branco acinzentado, fluido, odor de peixe podre (putrescina e 
cadaverina).
Diagnóstico:
Três dos critérios de Amsel:
Corrimento vaginal homogêneo, geralmente acinzentado e de quantidade variável;
AULA 2: Leucorreia 6
pH vaginal > 4,5;
Teste de Whiff ou teste da amina (KOH 10%) positivo;→ coloca-se a secreção 
vaginal em uma lâmina e adiciona uma gota de hidróxido de potássio, causando a 
liberação de aminas voláteis (putrescina e cadaverina)
Presença de clue cells (células epiteliais vaginais recobertas por bactérias 
tipicamente granular e cujas membranas apresentam bordos não nítidos) na 
bacterioscopia corada por Gram
Tratamento
TRICOMONÍASE
T. vaginalis (protozoário flagelado)
reservatório o colo uterino, a vagina e a uretra.
A prevalência varia entre 10% a 35%,
Intenso processo inflamatório
Facilita outras infecções ( vaginose e ISTs)
Alteração da colpocitologia oncótica ( intenso processo inflamatório)
Uretra, glândulas de Bartholin e Skene
Maioria dos homens são assintomáticos
Quadro clínico
AULA 2: Leucorreia 7
1/3 das pacientes assintomáticas tornam-se sintomáticas em 6 meses
Corrimento vaginal abundante, amarelado ou amarelo esverdeado e bolhoso
Prurido e/ou irritação vulvar;
Dispareunia superficial
Dor pélvica (ocasionalmente);
Sintomas urinários (disúria, polaciúria);
• Hiperemia da mucosa (colpite difusa e/ou focal, com aspecto de framboesa)
Sintomas costumam se intensificar pós período menstrual
PH fica mais básico (acima de 4,5)
Diagnóstico 
Quadro clínico + No exame especular o colo se apresenta em colpite tigroide (colo em 
framboesa/ colo em morango)
AULA 2: Leucorreia 8
Visualização dos protozoários móveis em material do ectocérvice, por exame 
bacterioscópico a fresco ou pela coloração de Gram, Giemsa, Papanicolaou, entre 
outras
Teste de Schiller é um exame de diagnóstico que consiste na aplicação de uma solução 
com iodo, o Lugol, na região interna da vagina e no colo do útero e tem como objetivo 
verificar a integridade das células dessa região. → aspecto de onça
Tratamento 
VAGINOSE CITOLÍTICA
Disbiose da flora vaginal
Aumento da quantidade de lactobacilos
Confundida com candidíase de repetição
Quadro clínico
Prurido
Piora na fase lútea
Dispareunia
Corrimento branco e abundante
AULA 2: Leucorreia 9
Não há sinais inflamatórios
pH 3,5 – 4,5
Diagnóstico
Exame a fresco com grande quantidade de lactobacilos, AUSÊNCIA DE LEUCÓCITOS, 
citólise
Tratamento 
Alcalinizar o meio vaginal com com duchas ou banhos de assento com bicarbonato de 
sódio- 30 a 60 g por litro de água- 2 a 3 vezes por semana.