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Testes ortopedicos

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Testes ortopédicos 
 
Cervical 
Teste de compressão de Apley 
 
Posição do paciente: Sentado em uma cadeira com o tronco reto e olhar fixo 
no horizonte. 
 
Descrição do teste: O Teste de Compressão de Apley ou simplesmente teste 
de Apley serve para evidenciar a presença de uma possível compressão 
radicular por hérnia discal, geralmente afetando as raízes de C5-C6-C7. O 
profissional deverá estar atrás do paciente com os dedos da mão entrelaçados 
e exercer uma força contínua para baixo e perguntar ao paciente se ele está 
sentindo algum desconforto. 
 
Sinais e sintomas: O paciente poderá relatar, no momento do teste, uma dor 
que irradia para algum membro ou a dor poderá estar situada na região central 
da nuca. No primeiro caso, há um indício de positividade para o quadro de 
compressão radicular, com irradiação para o dermátomo correspondente. No 
segundo caso a dor poderá ser uma manifestação de compressão dos 
processos uncinados (artrose), sendo relatado pelo paciente como uma dor do 
tipo “fincada”. Sempre deveremos levar em consideração a idade do paciente 
nesse caso e a anamnese completa. 
Teste de distração de Apley 
 
Posição do paciente: idem ao teste anterior 
 
Descrição do teste: No teste de distração de Apley, o terapeuta se posiciona 
por trás do paciente e com uma das mãos na região do queixo e outra na 
região do occipto. O terapeuta realiza uma tração sustentada por no mínimo 5 
segundos e questiona o paciente se ele sente alívio dos sintomas manifestados 
durante o teste da compressão. Esse teste serve como uma contraprova de 
positividade, ou seja, em caso de manifestação positiva de dor no teste de 
compressão, o paciente refere alívio dos sintomas durante a tração. Isso causa 
um aumento nos diâmetros dos forames intervertebrais a nível cervical. 
 
Sinais e sintomas: Durante a tração, o terapeuta deverá ficar atento a alguma 
manifestação de dor do paciente. Em caso afirmativo, relacionar com algum 
distúrbio ligamentar (rotura) por causa de algum trauma direto ou efeito 
“chicote”, muito comum em acidentes de trânsito. Caso o paciente manifeste 
alívio dos sintomas, correlacionar com compressão radicular, já relatado. 
Teste de Spurling 
 
Posição do paciente: sentado com a cabeça inclinada. 
 
Descrição do teste: O terapeuta, por trás do paciente, exerce uma pressão 
contínua no topo da cabeça do paciente no sentido axial em torno de 15 
segundos. O paciente permanece com a coluna cervical na posição de 
extensão e rotação para um dos lados a serem testados. O teste é considerado 
positivo quando os sintomas são reproduzidos ou exacerbados por meio da 
compressão. Dores inespecíficas podem ser consequentes ao aumento de 
pressão das superfícies articulares das vértebras (uncoartroses) ou devido a 
espasmos musculares. 
 
Sinais e sintomas: nesse teste o paciente poderá manifestar dor irradiada 
para o membro superior do lado da inclinação da cabeça, o que será um indício 
de compressão radicular e sofrimento neural. Realizar esse teste com 
inclinação tanto para o lado direito como para o lado esquerdo e observar a 
reação do paciente. 
 
Teste de Lhermitte 
 
Posição do paciente: o paciente deverá estar sentado sobre uma maca com 
os membros inferiores estendidos. 
 
Descrição do teste: O terapeuta deverá ficar atrás do paciente, com uma das 
mãos ele auxilia o paciente a realizar uma flexão da cervical e com a outra mão 
flexiona o tronco do paciente. Neste momento observar a reação do paciente 
durante a ação. 
 
Sinais e sintomas: Em pacientes portadores de Esclerose Múltipla esse teste 
poderá provocar uma reação semelhante a um “arrepio” e desconforto do tipo 
parestesia. Em pacientes com suspeita de meningite a manobra de Lhermitte 
poderá provocar uma forte dor do tipo “ardência ou agulhada”. Também nesse 
teste fique atento a reação de proteção neural que todos os pacientes 
manifestam que é o de flexão dos joelhos, a fim de minimizar o estiramento 
neural provocado pela flexão da coluna. 
 
Teste de Valsalva 
 
Posição do paciente: Peça ao paciente para reproduzir uma ação de forçar 
uma evacuação ou tossir. Essa ação poderá desencadear uma reação 
dolorosa. 
 
Descrição do teste: O terapeuta simplesmente no momento da anamnse 
poderá questionar o paciente se a dor é exacerbada no momento da defecação 
ou em episódios de tosse. 
 
Sinais e sintomas: o paciente refere dor irradiada ou não para os membros 
inferiores, o que será indicativo de uma possível compressão radicular e um 
aumento na pressão intratecal comprometendo as raízes nervosas. 
 
Teste da artéria Vértebro-basilar ou teste de Dekleyn 
 
Posição do paciente: Em supino, com a cabeça pendendo para fora da maca, 
membros inferiores estendidos, e olhos abertos. 
 
Descrição do teste: O terapeuta deverá se posicionar junto à maca, 
segurando a cabeça do paciente em extensão e inclinando-a e rodando-a para 
um dos lados por no mínimo 30 segundos. Nesse momento, o terapeuta deverá 
questionar ao paciente quanto ao aparecimento de vertigem, visão 
“embaralhada”, nistagmo ou sensação de vômito ou enjôo, o que será 
indicativo de diminuição da patência das artérias vertebrais que atravessam os 
forames vertebrais na região da cervical e ascendem até a cabeça. 
 
Sinais e sintomas: o paciente poderá no momento do teste, manifestar 
tontura, mal-estar, sensação de cabeça vazia, enjôo, nistagmo (por isso é 
importante manter os olhos abertos do paciente). Quando o terapeuta roda e 
inclina a cervical para o lado direito, a artéria vertebral do lado esquerdo estará 
sendo testada e quando rodar para a esquerda, a artéria vertebral do lado 
direito estará sendo testada. 
 
Teste de Soto-hall 
 
Posição do paciente: deitado em decúbito dorsal em uma maca. 
 
Descrição do teste: O terapeuta deverá instruir o paciente para realizar, em 
um primeiro momento, a flexão da cervical de forma ativa. Logo em seguida, o 
terapeuta com a palma da mão espalmada sobre o osso esterno empurra-o 
para baixo, enquanto que a outra mão exerce uma força contrária e de forma 
passiva sob a região occiptal. 
 
Sinais e sintomas: Esse teste poderá revelar uma doença óssea ou 
ligamentar na região cervical enquanto o terapeuta estiver exercendo a força 
de cisalhamento. Se caso o paciente referir dor somente no primeiro momento 
do teste, quando realizou a flexão ativa da cervical, o quadro poderá ser de 
contratura ou espasmo do músculo trapézio. 
 
Ombro 
Teste de impacto de Neer 
 
Posição do paciente: em pé e de costas para o avaliador. 
 
Descrição do teste: o teste clássico de Neer proporciona o choque ou impacto 
do tubérculo maior do úmero contra a face ântero-inferior do acrômio e com a 
presença de uma bursite ou inflamação do tendão supra-espinhoso, a manobra 
será dolorosa para o paciente. O terapeuta elevará passivamente o membro 
superior do paciente em toda a sua amplitude. 
 
Sinais e sintomas: com a elevação do membro superior o paciente sofre uma 
forte dor em toda a extensão da face ântero-lateral do ombro até o cotovelo. 
 
Teste de hawkins-kennedy 
 
Posição do paciente: idem ao teste anterior. 
 
Descrição do teste: o terapeuta deverá apoiar a sua mão no ombro do 
paciente e com a outra mão conduzir o cotovelo em flexão de 90º de rotação 
externa para interna. Esse teste proporciona o atrito do tendão supra-
espinhoso sob a abóboda acromial, podendo reproduzir a sintomatologia 
dolorosa. 
 
Sinais e sintomas: o paciente no momento do teste refere dor ao movimento 
que abrange o ombro e a face ântero-lateral do braço. 
 
Teste do impacto de Yokum 
 
Posição do paciente: em pé com o braço acometido em flexão e adução, 
cotovelo a 90º e mão apoiada no ombro oposto. 
 
Descrição do teste: o terapeuta, em frente ao paciente, instrui para que o 
mesmo realize uma flexão do braço até o cotovelo tocar a testa. O terapeuta 
poderá auxiliar o paciente

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