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Unidade III
Unidade III
5 NOÇÕES DE SEQUELAS ASSOCIADAS AO AGENTE AMBIENTAL
5.1 Avaliação por critérios quantitativos dos riscos
As intensidades e/ou as concentrações dos agentes nocivos, quando superiores aos limites de 
tolerância estabelecidos pela legislação, expõem a integridade física e psíquica do trabalhador em 
suas atividades.
Para saber se em um ambiente há ruído suficiente para pôr em risco a integridade do funcionário, 
não basta que o profissional da segurança do trabalho conheça os critérios qualitativos do risco físico; ele 
precisa, principalmente, conhecer o critério quantitativo desse risco, aferir com instrumentos específicos o 
limite de tolerância em decibéis dB (A) e o seu tempo de exposição e, de acordo com a NR 15, deve propor 
a medida corretiva. 
Limites de Tolerância (LTs)
De forma prática, podemos definir como Limites de Tolerância (LTs) as concentrações ou intensidades 
de agentes nocivos abaixo das quais a maioria dos expostos não deverá apresentar danos específicos à 
integridade física ou psíquica do trabalhador durante a jornada de trabalho. 
A NR 15 do MTE, que regulamenta as atividades e as operações insalubres, define, em seu item 
15.1.5, como Limites de Tolerância “[...] a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada 
com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, 
durante a sua vida laboral” (BRASIL, 2014b). 
5.1.1 Instrumentos de tolerância
A segurança do trabalho dispõe de diversos instrumentos de medição específicos para cada tipo 
de atividade.
Decibelímetro
Trata-se de um dispositivo extremamente versátil para a medição da intensidade do som em 
qualquer ambiente acústico (ruidoso ou silencioso, agudo, grave ou de faixa ampla, intermitente ou 
contínuo). Existem diversas marcas e vários modelos que se dividem em analógicos e digitais. A maioria 
dos profissionais que usa esse equipamento aprende a manuseá-lo logo, com facilidade.
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Figura 6 – Decibelímetro 
Dosímetro
Instrumento de medição portátil utilizado para medir a intensidade sonora na unidade de decibéis 
(dB) em uma determinada frequência sonora. A medição é realizada por meio de um microfone colocado 
próximo à zona auditiva do trabalhador, que o transporta durante seu expediente de trabalho, auferindo 
ao final do dia a dosagem média de ruído que recebeu. 
É um instrumento muito utilizado nas indústrias para a elaboração do Programa de Controle 
Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). A 
amostragem é feita automaticamente pelo aparelho, por meio do qual é colhido o nível médio de ruído 
para a apresentação aos órgãos competentes e para a prevenção de riscos ocupacionais.
Figura 7 – Dosímetro 
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Luxímetro
Instrumento utilizado pra medir o nível de iluminação dos ambientes de trabalho. De acordo com 
a ABNT, cada ambiente tem um nível de iluminação mínimo adequado para a realização das tarefas 
às quais se destina. A norma que regulamenta a iluminação dos interiores dos estabelecimentos é a 
NBR 5413. 
Figura 8 – Luxímetro
Explosímetro
Instrumento pelo qual se testam, na atmosfera, a concentração e a inflamabilidade que ela contém. Os 
testes são realizados sugando-se uma amostra da atmosfera a ser testada sobre um filamento aquecido. 
Os combustíveis contidos na atmosfera são queimados no filamento, que eleva sua temperatura e 
aumenta sua resistência proporcionalmente à concentração de combustíveis na amostra. O desequilíbrio 
resultante faz o ponteiro indicador mover-se escala acima. Essa escala é graduada em porcentagem do 
limite mais baixo da explosão. 
O aparelho permite medir vapores de combustíveis no ar, mas não é capaz de medir a porcentagem 
de vapor em fumaça ou atmosfera inerte, em razão da ausência de oxigênio necessário à combustão na 
unidade detentora do instrumento. 
Outra limitação diz respeito à toxicidade de certa atmosfera não sujeita a explosões, o que não é 
identificado pelo explosímetro. 
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Figura 9 – Explosímetro 
 Saiba mais
O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial 
(Inmetro) possui diversas portarias que regulamentam diretrizes para a 
manipulação em áreas perigosas. 
Uma delas é a Portaria nº 280, de 5 de agosto de 2008, que aprova 
o Regulamento Técnico da Qualidade para Registro de Empresa Inspetora 
de Contentores Intermediários para Granéis Destinados ao Transporte de 
Produtos Perigosos. Confira: 
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. 
Inmetro. Portaria nº 280, de 5 de agosto de 2008. Disponível em: <www.inmetro.
gov.br/rtac/pdf/RTAC001351.pdf>. Acesso em: 10 fev. 2015.
Vibrômetro e acelerômetro
São instrumentos destinados a medir as vibrações mecânicas do ambiente e também em máquinas e 
equipamentos nos postos de trabalho. Enquanto o vibrômetro mede as baixas frequências, o acelerômetro 
é usado para altas frequências. 
Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG)
Este é um instrumento de medição que avalia a exposição ocupacional ao calor, de acordo com 
o Anexo 3 da NR 15. Ele possui três termômetros – de bulbo seco, de bulbo úmido e de globo. 
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Combinados adequadamente, esses termômetros fornecem a sobrecarga térmica à qual estão expostos 
os funcionários durante suas atividades. 
Figura 10 – Índice de Bulbo Úmido
5.2 Anamnese ocupacional
A maioria das doenças relacionadas ao trabalho e ao meio ambiente se manifesta como queixas 
comuns, sem sinais e sintomas específicos. Assim, a história de exposição a um agente ou uma 
situação no trabalho capaz de produzir doença é fundamental para o diagnóstico correto e para 
a adoção dos procedimentos dele decorrentes, como o tratamento, a prevenção e os possíveis 
encaminhamentos previdenciários. 
O profissional da segurança e saúde ocupacional tem um papel importante na detecção, no 
tratamento e na prevenção de doenças decorrentes das exposições tóxicas e/ou de situações particulares 
de trabalho, que podem ser reconhecidas ou suspeitadas a partir da história do paciente. 
Na anamnese ocupacional são abordadas questões com a descrição dos trabalhos atual e 
passado, levantando os riscos aos quais o trabalhador está ou esteve exposto, como o contato com 
poeiras, fumaças, metais, líquidos e outras substâncias químicas, ou ainda fatores como calor e 
ruídosexcessivos. 
Devem ser levantados ainda a jornada de trabalho e o turno (diurno, noturno ou rodízio), além de 
questionar o trabalhador sobre as suas condições de trabalho. 
A descrição da atividade realizada, do ritmo e dos turnos de trabalho, além da característica da 
matéria-prima ou da substância que possa interferir no risco do trabalhador também são informações 
essenciais a serem colhidas para que seja feita a diferenciação entre as categorias de funcionários com 
o mesmo cargo, mas alocados em funções diferentes. 
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A anamnese ocupacional, durante sua fase de investigação, deve ser dividida em três etapas: qual o 
perfil ocupacional, qual a exposição ocupacional e qual a contaminação ambiental. 
5.2.1 Perfil ocupacional
Neste perfil devem estar contidas as atividades atuais e as passadas. Este perfil deve 
descrever o ritmo de trabalho e das atividades, o conteúdo das tarefas, as matérias-primas 
utilizadas, o posto de trabalho, os riscos ambientais, as medidas de proteção e os efeitos 
verificados com a exposição. 
Devem ser investigados, também, fatores que possam aumentar ou modificar os riscos ocupacionais, 
ou ainda predispor a estes, como idade, sexo, hábito de fumar ou se alimentar no trabalho, e avaliar se 
os sintomas são exacerbados ou atenuados pela exposição ao risco ocupacional. 
 Observação
Durante a avaliação do perfil ocupacional, é importante analisar a 
modificação dos riscos aos fins de semana, nas férias, ao final do turno 
de trabalho ou ainda em que dia da semana ou em que horário do dia os 
sintomas são mais intensos. 
5.2.2 Exposição ocupacional
A descrição da exposição de característica específica relata fatores que podem modificar os efeitos 
das exposições aos riscos ocupacionais, como alergias, patologias no trabalho atual ou no passado, 
além da predisposição a adquirir determinadas doenças. Também deve citar fatores que possam alterar 
as respostas aos riscos ocupacionais, quando eles existirem, tais como histórico de doença respiratória 
ou cardíaca, patologia renal, insuficiência hepática, alterações neurológicas, estado de nutrição, erro 
metabólico e alterações de vitaminas. Além disso, deve buscar problemas de saúde similares em colegas 
de trabalho. 
A adoção de uma rotina na coleta da história ocupacional e a existência de uma rede de referência 
para as ações no cuidado desempenham um papel importante para detecção, prevenção e tratamento 
das doenças relacionadas ao trabalho. 
5.2.3 Contaminação ambiental
Investiga a ocorrência de exposição não profissional a substâncias potencialmente patogênicas – se 
a casa do trabalhador for próxima a alguma indústria, por exemplo –, a contaminação com substâncias 
tóxicas ou pesticidas nos momentos de lazer e até mesmo com resíduos tóxicos trazidos do ambiente 
de trabalho para casa. 
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5.3 Segurança e saúde no ambiente hospitalar
A saúde está intimamente relacionada com o desenvolvimento. A pobreza 
resultante de um desenvolvimento insuficiente e o subconsumo decorrente 
de um desenvolvimento inadequado, associados à expansão da população 
mundial, podem causar sérios problemas para a saúde em todos os países, 
independentemente do seu grau de desenvolvimento (BARBIERI, 1998, p. 95 
apud MULATINHO, 2001, p. 37). 
É importante dar atenção especial aos programas preventivos que não busquem apenas remediar 
e tratar doenças. O hospital tem como objetivo a prestação de serviços de assistência com qualidade, 
eficiência e eficácia. Esse patamar não pode ser alcançado sem um efetivo Sistema de Gestão de um 
programa de prevenção de acidentes que deve dar a oportunidade de criação de condições ambientais 
seguras para todos os que desenvolvem suas atividades de trabalho. 
No hospital, deve ser assegurada a redução de riscos e acidentes. Para isso, devem-se promover 
e reforçar práticas seguras de trabalho e proporcionar ambientes livres de riscos, observando-se as 
legislações vigentes em âmbitos municipal, estadual e federal. 
Além das preocupações legais em definir os riscos existentes no ambiente hospitalar, é 
importante inventariá-los de forma objetiva e racional. O risco aponta uma probabilidade de 
possíveis danos dentro de um período de tempo, ou ainda pode significar a incerteza quanto 
à ocorrência de um determinado evento. A palavra risco indica a possibilidade de existência 
de perigo. 
O risco, onde quer que se encontre, pode ser analisado, visando à sua eliminação ou ao seu controle. 
No hospital, encontram-se vários riscos, devendo ser realizada a análise destes em todas as atividades 
de trabalho. 
Visando à eliminação e/ou ao controle dos riscos, estes devem ser analisados e fundamentados nos 
seguintes conceitos: 
• reconhecer: identificar e caracterizar, ou seja, apontar qual dos agentes de riscos de dano à saúde 
existem no local de trabalho; 
• avaliar: verificar, de acordo com técnicas específicas, o grau de intensidade do risco, ou seja, se é 
grande, médio ou pequeno comparado a padrões previamente estabelecidos; 
• controlar: adotar medidas técnicas, administrativas, preventivas ou corretivas de diferentes 
naturezas, que tenham como objetivo eliminar ou atenuar os riscos presentes no ambiente 
de trabalho.
A responsabilidade de cuidar para que o ambiente e os funcionários apresentem condições adequadas 
de segurança cabe aos administradores e supervisores. Além disso, também cabe a cada um deles adotar, 
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como parte rotineira e normal de suas atividades, as práticas de segurança no trabalho e de controle e 
prevenção das doenças. 
5.3.1 Riscos físicos no ambiente hospitalar
Encontramos, no ambiente hospitalar, agentes físicos, como calor, ruído, radiações ionizantes e não 
ionizantes, pressões anormais e umidade. 
O calor é uma forma de energia determinada pela variação de temperatura do corpo que cedeu ou 
recebeu calor. 
A transmissão por radiação é feita por meio de ondas eletromagnéticas que são transmitidas pelo 
ar e pelo vácuo. 
No ambiente hospitalar, o calor é muito utilizado nas operações de limpeza, desinfecção e 
esterilização dos artigos hospitalares, no preparo de alimentação pelos Serviços de Nutrição e Dietética 
e nos Laboratórios de Análises Clínicas, no preparo de soluções especiais. É empregado com finalidade 
terapêutica, como nos casos dos berços aquecidos e das incubadoras, e utilizado nos tratamentos de 
recém-nascidos, nas sofisticadas técnicas cirúrgicas de raios laser ou de unidades eletrocirúrgicas etc. 
O calor em quantidade elevada pode causar efeitos indesejáveis sobre o corpo humano, tais como: 
golpes de calor (insolação), cujos sintomas são colapso, convulsão, delírio, alucinações, dentre outros; 
desidratação ou queda do teor da água, caracterizada pelo aumento da pulsação e da temperatura do 
corpo; e queda do teor de sal, ocorrendo fadiga, tontura, náuseas, vômitos e cãibras.
A umidade excessiva deve ser observada e prontamente corrigida. No hospital, o setor de Lavanderia, 
em razãodas atividades de higiene e limpeza, e o setor de Nutrição e Dietética são os locais onde 
se faz mais uso de água. Em outros ambientes, a umidade pode ser detectada por meio de inspeção 
visual, verificando manchas nas paredes e nos pisos, decorrentes de infiltrações de água, por danos na 
tubulação, ou mesmo de esgotos. Danos de maiores consequências podem ocorrer, acarretando até a 
desestruturação do prédio (BRASIL, 1995, p. 32 apud MULATINHO, 2001, p. 40). O controle da umidade 
deve ser observado desde o projeto inicial de edificação. O uso de placas de advertência é outra medida 
utilizada para evitar acidentes. 
As radiações ionizantes no ambiente hospitalar são aquelas presentes nas áreas de radiodiagnóstico 
e radioterapia ou nas quais são utilizados os equipamentos de diagnóstico, como centros cirúrgicos e 
Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Embora seus efeitos variem de pessoa para pessoa, a exposição 
prolongada pode encurtar a expectativa de vida. 
As radiações não ionizantes apresentam-se nos processos que fazem uso da luz ultravioleta, da luz 
infravermelha – empregada na fisioterapia – e em procedimentos cirúrgicos na forma de laser. Ambos 
podem produzir queimaduras. 
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A respeito das vibrações, o Anexo 8 da NR 15 da Portaria nº 3.214/78 – Segurança e Medicina do Trabalho 
– diz que “as atividades e operações que exponham os trabalhadores, sem a proteção adequada, às vibrações 
localizadas ou de corpo inteiro, serão caracterizadas como insalubres, através de perícia realizada no local 
de trabalho” (MT, 2000, p. 193 apud MULATINHO, 2001, p. 40). Os efeitos danosos das vibrações podem 
acometer as pessoas, as estruturas da edificação e os equipamentos sensíveis, impedindo o seu funcionamento 
adequado. No corpo humano, causam, dentre outros sintomas, cansaço, dores nos membros, dores na coluna, 
artrite, problemas digestivos, lesões ósseas, lesões dos tecidos moles e lesões circulatórias. 
No ruído, a ocorrência de perda auditiva depende da intensidade (nível da pressão sonora), do tipo 
(contínuo, intermitente ou de impacto), da duração (tempo de exposição a cada tipo de agente) e da 
qualidade (frequência dos sons que compõem o ruído em análise). No organismo, pode desencadear 
graves perturbações, afetando o sistema nervoso e os aparelhos digestivo e circulatório, e trazendo 
desconforto e fadiga, influindo na produtividade profissional. 
Legalmente, a avaliação do risco deverá ser feita por meio da análise do ambiente de trabalho, 
visando determinar os períodos de descanso aos quais o trabalhador tem direito, segundo os tipos de 
trabalho realizado. 
5.3.2 Riscos químicos no ambiente hospitalar
Os trabalhadores de saúde estão expostos a uma enorme variedade de substâncias tóxicas. 
Nos hospitais, os produtos químicos são utilizados em grandes quantidades e com diferentes 
finalidades: metais (intoxicação por chumbo, mercúrio, manganês, cádmio etc.); gases e vapores 
(intoxicação por monóxido de carbono, dentre outros); e agentes de limpeza, desinfecção e esterilização, 
como produtos de manutenção de equipamentos e instalações, largamente utilizados como soluções 
medicamentosas. A circulação desses produtos no ambiente hospitalar, tanto em embalagem original 
quanto em preparações para uso, deve ser tal que garanta a proteção de quem os transporta e evite a 
contaminação do ambiente. 
Os riscos químicos são encontrados nos processos de esterilização usados abundantemente nos 
hospitais, podendo-se fazer uso de gases ou líquidos, ambos prejudiciais à saúde. 
Os produtos quimioterápicos são ministrados nos tratamentos de pacientes com o objetivo 
de reduzir tumores malignos (células cancerígenas). As drogas bacteriostáticas (que detêm 
o crescimento dos germes) são denominadas de citostáticos, pois impedem o crescimento das 
células. No armazenamento, na estocagem, no transporte, na manipulação e na aplicação desses 
produtos, é importante observar todas as medidas preventivas, assim como o treinamento 
adequado do pessoal que faz o manuseio. A aplicação inadequada dessas substâncias pode trazer 
sérias consequências aos pacientes e aos funcionários que executam esse tipo de serviço. Pode 
significar a diferença entre saúde e doença, e, em casos extremos, entre a vida e a morte. 
O reconhecimento dos riscos deve ser feito de acordo com a característica de cada instituição 
hospitalar, que deve possuir a ficha de cada produto que entra no hospital. Desse modo, todos os 
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produtos químicos e seus riscos podem ser conhecidos pelos profissionais, permitindo que sejam 
tomadas medidas de controle, que visam educar e treinar o trabalhador para as atividades necessárias 
ao serviço. Tais medidas envolvem a proteção do trabalhador por meio do uso de Equipamentos de 
Proteção Individual (EPIs), o controle da saúde por exames médicos periódicos e a limitação do tempo 
de exposição do trabalhador à fonte de risco. 
Algumas medidas tomadas em relação ao ambiente de trabalho são: a substituição do produto 
tóxico ou nocivo; a mudança do processo ou o encerramento da operação; e a manutenção das medidas 
de controle adotadas. 
5.3.3 Riscos biológicos no ambiente hospitalar 
O risco biológico é intensivamente encontrado no ambiente hospitalar, pois este reúne densa 
população microbiológica, infecções cruzadas, contato com sangue e outros fluidos corporais, 
manipulação de amostras patológicas, deficiência de higiene e de limpeza na lavagem das mãos e falha 
nos processos de desinfecção, esterilização e assepsia. 
Os riscos biológicos abrangem doenças transmissíveis agudas e crônicas, parasitoses e reações 
tóxicas e alérgicas a plantas e animais. Esse tipo de risco se apresenta para os trabalhadores de saúde, 
principalmente, pelas infecções causadas por bactérias, vírus, Rickettsia, clamídia e fungos. Na maioria 
das vezes, a contaminação acontece pelo contato que os profissionais têm com o paciente infectado: o 
próprio rosto (conjuntiva ocular e mucosas da boca e do nariz) ao alcance do ar expirado pelo paciente, 
o contato com os respingos de sangue e outros fluidos corporais, quando de procedimentos invasivos, 
vômitos, tosses, espirros, dentre outros.
As maiores fontes de contaminação são os contatos mão-boca e mão-olho, cortes e feridas 
superficiais na pele exposta e perfuração cutânea (BRASIL, 1995, p. 42 apud MULATINHO, 2001). 
Entre as principais infecções que podem afetar os trabalhadores de saúde 
estão: hepatite B, tuberculose pulmonar, citomegalovírus (CMV), infecção 
pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e síndrome da imunodeficiência 
adquirida (Sida). Com efeito, o risco de infecção está condicionado a variáveis 
epidemiológicas relacionadas como: a) Agente: virulência, toxicidade, dose 
infecciosa e via de infecção (respiratória, digestiva, cutânea e mucosa, 
íntegras ou não); b) Hospedeiro: idade, sexo, raça, gravidez, imunidade à 
instalação de novos agentes; c) Atividade ocupacional: técnicas e métodos, 
qualidade dos equipamentos e materiais de trabalhos, prática de medidas 
eficazes de higiene e segurança do trabalho (BULHÕES, 1994, p. 160 apud 
MULATINHO, 2001, p. 43). 
Os edifícios hospitalares também estão doentes. É possível encontrar infestação de ratos, baratas, 
formigas, moscas, pombos e até gatos que se hospedam nasconstruções e transportam germes e 
doenças. Além disso, há aspiradores, nebulizadores, pias, bicas de torneiras, limpezas malfeitas e vasos 
de plantas. 
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Os profissionais da área devem ter plena consciência da segurança em seu ambiente de trabalho. 
Normalmente, por não terem sido infectados, alguns profissionais pensam que o seu ambiente de 
trabalho é inócuo.
A implementação de novas técnicas de segurança deverá ser buscada e adotada sempre que as 
medidas utilizadas na instituição se mostrarem ineficazes. 
5.3.4 Riscos ergonômicos no ambiente hospitalar
Observam-se as psiconeuroses e outras manifestações de ordem emocional, movimentos repetitivos 
– tenossinovite – ou na tentativa de posicionar ou mover o paciente, ocasionando graves problemas 
relativos à coluna vertebral. 
A Ergonomia visa à adaptação do meio ambiente de trabalho ao homem. Estudos antropométricos e 
posturais baseiam-se na análise da atividade decorrente das cargas de trabalho física, mental e psíquica, 
gerada pela excessiva atividade laboral. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados com 
o levantamento, o transporte e a descarga de materiais, o mobiliário, os equipamentos, a própria 
organização do trabalho, a imposição de ritmos excessivos, as jornadas prolongadas, o trabalho noturno, 
a monotonia, a repetitividade e outras situações causadoras de estresse físico e/ou psíquico etc.
A NR 17, que trata das questões de Ergonomia, deve ser aplicada a todas as atividades profissionais 
e seus respectivos ambientes de trabalho. Deve-se observar o seguinte: 
[...] o mobiliário para o trabalho executado seja na posição em pé, 
seja sentado deve ser planejado e adaptado às posições requeridas; os 
equipamentos que compõem o posto de trabalho devem estar adequados 
às características dos trabalhadores e ao trabalho; as condições ambientais 
devem observar o conforto térmico, o nível de ruído nos seus limites e 
todos os parâmetros de iluminação e visualização segura e eficiente para as 
atividades; a organização do trabalho deve levar em consideração: normas 
de produção, o modo operatório, a exigência do tempo, a determinação 
do conteúdo de tempo, o ritmo de trabalho e o conteúdo das tarefas. 
Esses aspectos devem estar adequados às características psicofisiológicas 
dos trabalhadores e à natureza do trabalho executado (SALAROLI, 1999, 
p. 45-6 apud MULATINHO, 2001, p. 44). 
5.3.5 Riscos de acidentes no ambiente hospitalar 
Os riscos de acidentes ocorrem com funcionários durante o seu trabalho em razão de vibrações, 
doença arterial periférica, máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, 
eletricidade, iluminação inadequada ou toda situação de risco que poderá gerar acidentes. 
Nos pacientes, verificamos diversas causas, como: escorregões e quedas durante a deambulação, o 
banho, a movimentação em macas etc. 
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Nos EUA, 10% das ações legais que representaram custos para os hospitais, durante um período de 
três anos (1975 a 1978), envolveram quedas. Outro estudo mostrou que, de 875 reivindicações, 20% 
foram devidas a quedas e escorregões (BRASIL, 1995, p. 45 apud MULATINHO, 2001). 
A iluminação adequada propicia índice elevado de produtividade, melhor condução dos processos de 
trabalho, melhor qualidade do produto final e redução do número de acidentes. No ambiente hospitalar, 
deve ter como foco as salas de cirurgias e os campos operatórios, contribuindo, assim, para a redução 
de acidentes. 
Muito comuns são os acidentes com materiais perfurocortantes ou cortocontusos (contaminados) 
depositados em recipientes inadequados, assim como a não utilização de Equipamentos de Proteção 
Individual (EPIs), podendo levar a um risco do tipo biológico. Dessa forma, a coleta de lixo hospitalar 
deve ser seletiva, definindo-se quais recipientes devem ser utilizados para a coleta dos resíduos. 
A prevenção desses riscos visa à busca de ambiente físico propício à eficácia, ao conforto, à segurança 
e à satisfação do trabalhador por meio do uso de regras, normas e regulamentos de um sistema de 
gestão de segurança e saúde do trabalho. 
5.4 Problemas crônicos de origem ocupacional
Neste subtópico abordaremos as dermatoses ocupacionais, a surdez ocupacional e as dores na 
coluna, problemas crônicos decorrentes das atividades desempenhadas pelos trabalhadores. 
5.4.1 Dermatoses ocupacionais
O problema das dermatoses ocupacionais é amplo e muito complexo, sendo uma das maiores causas 
de falta ao trabalho em todo o mundo. Mesmo para o médico do trabalho mais experiente, muitas vezes, 
é difícil lidar com esses pacientes no âmbito da relação com a empresa, pois é frequente a necessidade de 
orientação segura, no sentido maior de proteção no ambiente profissional, ou até mesmo de mudança 
no ramo de atividade. No entanto, nem sempre é fácil convencer o paciente e/ou a empresa. 
A saúde dos trabalhadores e a convivência saudável com seu ambiente de trabalho são de 
vital importância para a empresa, pois o trabalhador, em suas plenas condições de trabalho e 
saudável, consegue manter sua produção com maior qualidade e elevada. Portanto, é necessário 
que alguns cuidados sejam tomados quanto à saúde dos funcionários, quando trabalham direta 
ou indiretamente com produtos quimicamente perigosos, principalmente, os derivados de óleo 
mineral, petróleo, detergentes, solventes, plásticos, resinas, borracha natural, tintas, vernizes, 
corantes e ácidos. Essas substâncias podem provocar, frequentemente, dermatites ou dermatoses 
nos indivíduos, quando ficam em contato com esses tipos de produtos sem as mínimas condições 
de segurança e higiene exigidas. 
As causas das dermatoses ocupacionais podem ser: 
• mecânicas: em razão de trauma ou fricção; 
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• físicas: decorrentes da exposição ao frio, ao calor e a radiações ionizantes; 
• químicas: pelo contato com compostos orgânicos e inorgânicos; 
• biológicas: em virtude do contato com plantas, animais e microrganismos. 
No organismo, as dermatoses podem surgir por meio de dois mecanismos diferentes: o otoérgico e 
o alérgico. 
O mecanismo otoérgico, também chamado de não imunológico, corresponde a 75% das dermatoses 
causadas por irritantes primários, como ácidos fortes, álcalis, solventes e sais de metal. A dermatite 
de contato por irritante primário, causada pelo contato direto com o composto químico, leva ao 
aparecimento de irritação local, sem irradiação, e desaparece quando cessa a exposição, voltando a 
aparecer a cada contato. Essa dermatite vai depender do tempo de exposição e da concentração da 
substância envolvida. 
O mecanismo alérgico, por sua vez, ocorre quando uma pessoa já sensibilizada apresenta uma reação 
tardia a uma substância, de 48 a 72 horas após a exposição, e uma dermatite de contato normalmente 
aparece cinco dias após a exposição e o contato. O diagnóstico dessa doença é realizado por meio da 
história ocupacional, das manifestações e da realização de testes dermatológicos.As principais substâncias químicas causadoras de dermatites de contato são os bicarbonatos 
de cromo, potássio e amônio; os plásticos, como resinas epóxi e catalisadores; aceleradores e 
antioxidantes de borracha; agentes germicidas usados em sabões e compostos halogenados; 
aminas aromáticas e seus derivados, como tinturas e anestésicos locais; o mercúrio e seus 
compostos inorgânicos; o níquel e seus compostos; o cobalto e seus compostos; e algumas 
ervas venenosas. 
No ambiente de trabalho, é importante observar as condições de trabalho e as medidas de segurança 
e de higiene no local, além de pesquisar lesões cutâneas semelhantes em outros profissionais e observar 
se a reexposição do trabalhador ao alérgeno causará agravamento do quadro. 
O tratamento profilático desta patologia consiste em proteger os trabalhadores dos agentes 
alérgenos. 
5.4.2 Surdez ocupacional
A exposição a ruídos de duração prolongada ou de grande intensidade pode acarretar danos à 
audição e, consequentemente, levar à surdez profissional. Essa doença é muito comum em caldeireiros, 
ferreiros, prenseiros, maquinistas, tecelões, dentre outros. 
O grau da lesão produzida pelo ruído está relacionado com diversos fatores. Um dos principais é a 
intensidade. Ruídos superiores a 80 dB poderão levar a um trauma auditivo. O tipo de ruído também é 
importante. O ruído intermitente, ou de impacto, parece produzir danos maiores. O período de exposição 
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também deve ser levado em conta, assim como a duração do trabalho, uma vez que seu efeito é 
acumulativo. 
Também são fatores importantes a suscetibilidade individual, a idade, as patologias auditivas e 
outras já existentes, como a hipertensão arterial e o hipertireoidismo. 
Trauma acústico e surdez por exposição ao ruído são os tipos de transtornos auditivos que podem 
acometer o profissional. O trauma acústico é uma lesão produzida no ouvido médio ou no interno por 
impacto sonoro ou ruído intenso. 
A surdez por exposição ao ruído decorre de exposição crônica, em que traumatismos sucessivos levam 
a um deslocamento assimétrico da membrana basilar. Os sintomas causados em razão da cronicidade da 
evolução do quadro, normalmente, são zumbido noturno ou em locais silenciosos.
Além da perda auditiva característica, o ruído pode ser o fator causador de outras doenças, que 
podem afetar psicologicamente o trabalhador, causando depressão, estresse, dentre outras doenças, 
podendo chegar a gerar danos, inclusive, no sistema cardiovascular, que podem causar hipertensão 
arterial sistêmica e taquicardia. 
5.4.3 Dores na coluna 
Uma das maiores queixas no mundo moderno é a dor na coluna. Dentro de um ambiente laboral, 
essa patologia acomete vários trabalhadores, em razão de diversos fatores. 
Algumas situações e doenças estão relacionadas com as dores na coluna, como osteoporose, hérnias 
de disco, tumores, postura viciosa, obesidade, fibromialgia, artrose e artrite reumatoide. Alguns fatores 
de risco podem influenciar o aparecimento do quadro de dor na coluna: obesidade, tensão emocional, 
esforços excessivos, idade, sexo e atividade profissional. 
Certas doenças da coluna vertebral podem estar relacionadas ao trabalho. As dores musculares são 
um exemplo disso, especialmente, as dores da coluna lombar, denominadas lombalgias.
Problemas posturais, que podem gerar desvios no eixo ou aumento da curvatura preexistente da 
coluna vertebral, também podem causar dores comuns na coluna. 
5.5 Intoxicação no trabalho
O ambiente de trabalho pode apresentar vários fatores de risco ao trabalhador. A emissão de gases por 
meio de vazamentos de alguns equipamentos é uma das principais causas de intoxicação no trabalho. 
O próprio trabalhador, por vezes, pode cometer alguns erros que acarretam intoxicação, como: 
• ausência ou uso inadequado de EPIs; 
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• manuseio de produtos tóxicos em locais inadequados, como em ambientes abertos com ação do 
vento contra o próprio trabalhador; 
• uso da mesma roupa por vários dias consecutivos, ausência de banho diário e alimentação sem 
higiene das mãos; 
• banho com água quente antes do trabalho, o que provoca a dilatação dos poros da pele, facilitando 
a penetração de toxinas; 
• aplicação de produtos tóxicos em ambientes com temperaturas elevadas, que pode favorecer a 
penetração pela pele do trabalhador; 
• ficar sozinho em seu posto de trabalho, correndo o risco de não receber ajuda imediata em caso 
de intoxicação.
Outros fatores, como o armazenamento inadequado dos produtos tóxicos, também podem causar 
acidentes.
Ainda em relação ao trabalhador, é importante sua avaliação no que diz respeito a sua resistência 
àquele produto, como também a condição em que este trabalhador pode levar a contaminação para sua 
casa, como pela lavagem inadequada de suas roupas de trabalho com as pessoais. 
5.5.1 Classificação das intoxicações
As intoxicações são classificadas de três formas, de acordo com o que segue.
• Origem:
— acidentais: por medicamentos, alimentos, ambiente ou profissão; 
— intencionais: homicídios, suicídios ou doping; 
— genéticas: transmitidas geneticamente; 
— congênitas: adquiridas pelo feto na gestação; 
— sociais: dependência química.
• Efeitos:
— crônicas: de ação lenta e progressiva, com exposição contínua; 
— agudas: introdução rápida do agente tóxico no organismo, em dose única.
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• Níveis operacionais:
— altas doses: exposição curta; intoxicações agudas e acidentais; 
— doses médias: exposição por período maior; intoxicação profissional; 
— pequenas doses: exposição longa, com efeito teratogênico; intoxicação ambiental.
Os agentes tóxicos entram no organismo obedecendo a uma sequência de etapas determinadas.
• Absorção: é a passagem do agente tóxico do local de exposição para a corrente sanguínea. Ocorre 
pelas vias de penetração cutânea, digestiva, respiratória, além de outras menos comuns, como 
ocular, genital e dental. 
• Distribuição: após a absorção, o agente tóxico se difunde pelos tecidos através do sangue, do 
líquido intersticial e dos líquidos celulares. No corpo, existem os órgãos considerados de proteção, 
ou seja, quando armazenado, o agente tóxico dificilmente causa danos ao organismo. Os principais 
órgãos de proteção são as proteínas plasmáticas, o fígado e os rins. 
• Metabolismo: são os processos pelos quais o agente tóxico e seus metabólitos se modificam no 
organismo por reações enzimáticas e não enzimáticas. Algumas dessas transformações podem 
reduzir ou mesmo impedir seus efeitos, diminuindo a atividade e facilitando a excreção. O principal 
sítio de desintoxicação é o fígado, por meio de enzimas chamadas de biotransformadoras. 
• Excreção: são os processos pelos quais os agentes tóxicos são eliminados do organismo. A principal 
via de eliminação é a urinária, mas também pode haver excreção por via pulmonar, digestiva ou 
outras secundárias. 
6 PROGRAMAS DE PREVENÇÃO
O amplo campo de atuação da higiene e dasegurança do trabalho atinge seus objetivos com a 
aplicação prática e eficaz de seus principais programas de prevenção: o Programa de Controle Médico 
de Saúde Ocupacional (PCMSO), o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e o Programa 
de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT). Os dois primeiros são 
obrigatórios para todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores regidos pela CLT, e o 
PCMAT é específico para os da indústria da construção civil. 
Os responsáveis pela gestão desses programas são os profissionais que compõem o Serviço 
Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), que, em conjunto com 
a Cipa, realizam esforços na prevenção de acidentes e no controle da saúde nas empresas e em 
campanhas de conscientização para alcançar os objetivos citados. Aos profissionais especializados 
em Segurança e em Medicina do Trabalho, é vedado o exercício de outras atividades na empresa 
durante o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em 
Medicina do Trabalho.
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6.1 NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)
O PPRA é definido e regulamentado pela NR 9, contida na Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 
1978, do Ministério do Trabalho e Emprego. Essa norma estabelece a obrigatoriedade da elaboração 
e da implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), por parte de todos 
os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. O programa visa à 
preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores e tem como forma de atuação a antecipação, 
o reconhecimento e a avaliação da situação. Em consequência disso, alcança o controle da ocorrência 
de riscos ambientais já existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, considerando a 
proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. 
As ações do PPRA devem ser desenvolvidas no âmbito de cada estabelecimento da empresa, sob 
a responsabilidade do empregador e com a participação dos trabalhadores, sendo sua abrangência e 
profundidade dependentes das características dos riscos e das necessidades de controle. 
Quando não forem identificados riscos ambientais nas fases de antecipação ou reconhecimento, o 
PPRA poderá resumir-se nas seguintes etapas: 
• antecipação e reconhecimento dos riscos; 
• registro e divulgação dos dados.
O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da 
preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto 
nas demais Normas Regulamentadoras, em especial, com o Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional (PCMSO). A NR 9 estabelece parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observados na 
execução do PPRA, podendo estes ser ampliados mediante negociação coletiva de trabalho. 
Conforme determina essa norma, são considerados riscos ambientais os agentes físicos, químicos 
e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em razão de sua natureza, concentração ou 
intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.
O PPRA deverá conter, no mínimo, a seguinte estrutura:
• planejamento anual, com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma; 
• estratégia e metodologia de ação; 
• forma de registro, manutenção e divulgação dos dados; 
• periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. 
Sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano, deve ser efetuada uma análise global do 
PPRA para avaliação do seu desenvolvimento, realização dos ajustes necessários e estabelecimento de 
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novas metas e prioridades. Suas alterações e complementações devem ser apresentadas e discutidas 
na Cipa, quando existente na empresa, de acordo com a NR 5, sendo sua cópia anexada ao livro de 
atas dessa comissão. 
O PPRA deve incluir as seguintes etapas:
• antecipação e reconhecimento dos riscos; 
• estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; 
• avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores; 
• implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia; 
• monitoramento da exposição aos riscos; 
• registro e divulgação dos dados.
A elaboração, a implementação, o acompanhamento e a avaliação do PPRA poderão ser feitos pelo 
SESMT ou por pessoa ou equipe de pessoas que, a critério do empregador, sejam capazes de desenvolver 
o programa.
 Observação
O PPRA tem como obrigatoriedades a avaliação, o controle e o 
monitoramento dos riscos físicos, químicos e biológicos do ambiente de 
trabalho; porém, fica a critério do SESMT a inclusão de outros riscos laborais, 
como o ergonômico e o de acidentes, em seu programa de prevenção, 
como é feito em algumas empresas, o que, se não é obrigatório pela NR 9, 
qualifica ainda mais a gestão dos riscos nas organizações.
A antecipação deverá envolver a análise de projetos de novas instalações, bem como de novos 
métodos ou processos de trabalho, ou de modificações dos já existentes, visando identificar os riscos 
potenciais e introduzir medidas de proteção para sua redução ou eliminação. O reconhecimento dos 
riscos ambientais deverá conter os seguintes itens, quando aplicáveis: 
• identificação desses riscos; 
• determinação e localização das possíveis fontes geradoras; 
• identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos agentes no ambiente de 
trabalho; 
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• identificação das funções e determinação do número de trabalhadores expostos; 
• caracterização das atividades e do tipo de exposição; 
• obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível comprometimento da saúde 
decorrente do trabalho; 
• possíveis danos à saúde relacionados aos riscos identificados; 
• descrição das medidas de controle já existentes.
A avaliação quantitativa deverá ser realizada, sempre que necessário, para:
• comprovar o controle da exposição ou a inexistência de riscos identificados na etapa de reconhecimento; 
• dimensionar a exposição dos trabalhadores; 
• subsidiar o equacionamento das medidas de controle.
Quadro 2 – Modelo de matriz para antecipação e reconhecimento de riscos ambientais 
Reconhecimento dos riscos ambientais
Nome da empresa Funções existentes
Técnico de segurança responsável 
Setor de trabalho 
Descrição das atividades
Agentes Tipo Fonte geradora Gradação Medidas de prevenção
Efeitos Exposição EPC EPI
Físico
Químico
Biológico
Gradação dos riscos
Categoria Gradação de efeitos à saúde Categoria Gradação de exposição
0 Efeitos reversíveis e pequenos 0 Nenhum contato com o agente ou contato desprezível
1 Efeitos reversíveis à saúde, preocupantes 1 Contatos esporádicos com o agente
2 Efeitos severos à saúde, preocupantes 2 Contato frequente com o agente em baixas concentrações
3 Efeitos irreversíveis à saúde, preocupantes 3 Contato frequente com o agente em altas concentrações
4 Ameaça à vida, lesão incapacitanteocupacional 4 Contato frequente em altíssimas concentrações
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6.2 Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) 
O PCMSO é regulamentado pela NR 7, contida na Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978, do 
MTE, e pode ser definido como um programa que tem como objetivo estabelecer o nexo causal entre a 
atividade profissional e um determinado risco no ambiente de trabalho. Após a detecção, monitora e faz 
o devido controle para que não venham a ocorrer danos à saúde do trabalhador. 
Deve ser elaborado e implementado por todos os empregadores e instituições, com o objetivo 
de promoção e preservação da saúde do conjunto de seus trabalhadores, sendo parte integrante do 
conjunto mais amplo de iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde de seus colaboradores, 
devendo, ainda, estar articulado com o disposto nas demais normas. 
Além de ser um programa voltado à saúde do trabalhador, o PCMSO deve:
• considerar as questões de incidentes sobre o indivíduo e a coletividade de trabalhadores, 
privilegiando o instrumental clínico-epidemiológico na abordagem da relação entre sua saúde e 
o trabalho; 
• ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados 
ao trabalho, inclusive, de natureza subclínica, além da constatação da existência de casos de 
doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores; 
• ser planejado e implantando com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente, os 
identificados nas avaliações previstas nas demais Normas Regulamentadoras; 
• obedecer a um planejamento cujas ações de saúde a serem executadas durante o ano estejam 
previstas, devendo ser objeto de relatório anual.
São responsabilidades do empregador: 
• garantir a elaboração e a efetiva implementação do PCMSO, bem como zelar pela sua eficácia; 
• custear todos os procedimentos relacionados ao PCMSO, sem ônus para o empregado; 
• indicar, dentre os médicos do SESMT da empresa, um coordenador responsável pela execução 
do PCMSO; 
• no caso de a empresa estar desobrigada de manter médico do trabalho, de acordo com a NR 4, 
deverá o empregador indicar médico do trabalho, empregado ou não da empresa, para coordenar 
o PCMSO; 
• inexistindo médico do trabalho na localidade, o empregador poderá contratar médico de outra 
especialidade para coordenar o PCMSO.
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O médico-coordenador deverá realizar os exames médicos previstos na NR 7 ou encarregá-los a 
profissional médico familiarizado com os princípios da patologia ocupacional e com as suas causas, bem 
como com o ambiente, as condições de trabalho e os riscos a que está ou será exposto cada trabalhador 
a ser examinado. 
O PCMSO deve incluir, no desenvolvimento de suas atividades, a realização obrigatória dos exames 
médicos descritos a seguir. 
• Admissional: deve ser realizado antes que o trabalhador assuma suas atividades.
• Periódico: é realizado periodicamente e deve considerar os prazos estipulados pelo 
médico-coordenador, a análise dos riscos por setor e função, assim como a idade do colaborador.
• Retorno ao trabalho: realizado obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho do 
colaborador ausente por período igual ou superior a 30 dias por motivo de doença ou acidente, 
de natureza ocupacional ou não, ou parto. 
• Mudança de função: realizado obrigatoriamente antes da data da mudança. Entende-se por 
mudança de função toda e qualquer alteração de atividade, posto de trabalho ou setor que implique 
a exposição do trabalhador a risco diferente daquele a que estava exposto antes da mudança. 
• Demissional: será obrigatoriamente realizado até a data da homologação da dispensa, desde que 
o último exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais de 135 dias, para as empresas 
de graus de risco 1 e 2, e 90 dias, para as empresas de graus de risco 3 e 4. 
Os testes que devem compreender esses exames são: avaliação clínica, abrangendo anamnese 
ocupacional e exames físico e mental; além de exames complementares, realizados de acordo com os 
termos específicos na NR 7 em seus anexos. 
Para cada um desses exames realizados, o médico emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional 
(ASO), em duas vias. A primeira é arquivada no local de trabalho do funcionário, para que fique à 
disposição da fiscalização do trabalho, e a segunda é obrigatoriamente entregue ao trabalhador, 
mediante recibo da primeira. 
Os dados obtidos nos exames médicos, incluindo a avaliação clínica e exames complementares, as 
conclusões e as medidas aplicadas deverão ser registrados em prontuário clínico individual, que ficará 
sob responsabilidade do médico-coordenador, e deverão ser mantidos por um período mínimo de vinte 
anos após o desligamento do trabalhador. 
6.3 Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da 
Construção (PCMAT) 
O Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT) pode 
ser definido como um conjunto de ações relativas à segurança e à saúde no trabalho, ordenadamente 
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dispostas, visando à preservação da saúde e da integridade física de todos os trabalhadores de canteiro 
de obras, incluindo-se terceiros e o meio ambiente (MATTOS; MÁSCULO, 2011). 
De acordo com a NR 18, a elaboração e o cumprimento desse programa são obrigatórios nos 
estabelecimentos com vinte trabalhadores ou mais, contemplando os aspectos dessa NR e outros 
dispositivos complementares de segurança.
Além de outras exigências, o PCMAT deve: 
• contemplar as exigências contidas na NR 9; 
• ser mantido no estabelecimento, à disposição do órgão regional do MTE; 
• ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de segurança do trabalho. 
É importante salientar que a implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade 
do empregador ou do condomínio e que o programa não é uma carta de intenções elaborada pela 
empresa, mas um elenco de providências a serem executadas em virtude do cronograma da obra 
(MATTOS; MÁSCULO, 2011). 
Nesse mesmo sentido, a NR 18 relata os documentos que integram esse programa: 
[...] Documentos que integram o PCMAT: 
a) Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades 
e operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de 
doenças do trabalho e suas respectivas medidas preventivas; 
b) Projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as 
etapas de execução da obra; 
c) Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a 
serem utilizadas; 
d) Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no 
PCMAT; 
e) Layout inicial do canteiro de obras, contemplando, inclusive, previsão 
de dimensionamento das áreas de vivência; 
f) Programa educativo contemplando a temática de prevenção de 
acidentes e doenças do trabalho, com sua carga horária (BRASIL, 2013a). 
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6.3.1 Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT)
Todas as empresas devem tratar da segurança e da prevenção de acidentes, bem como das condições 
do ambiente de trabalho, por meio dos instrumentos do SESMT e da Cipa. Estes serão os órgãos, dentro 
da empresa, responsáveis pela proteção da integridade física do trabalhador e de qualquer condição 
anormal ao ambiente que possam afetar a saúde do trabalhador. 
A CLT, em seus artigos 162 a 165, bem como a Portaria nº 3.214/78, do Ministério do Trabalho e 
Emprego, regulamentam o SESMT e a Cipa, tornando-os obrigatórios em todas as empresas públicas 
e privadas, de administração direta ou indireta e dos Poderes Legislativo e Judiciário, desde que 
possuam trabalhadores que tenham vínculo empregatício regido pela CLT. 
Para sua implantação, deverá ser levado em conta o número de funcionários da empresa, além de 
quais são os riscos presentes no ambiente de trabalho. 
O SESMT tem como finalidade principal garantir a integridade física do trabalhador, de maneira que 
controle os riscos aos quais os profissionais possam estar expostos, avaliando de que maneira podem 
acontecer melhorias das condições em cada processo de trabalho, dentro da instituição, para que não 
ocorra aquilo que se busca prevenir: o acidente de trabalho.
O SESMT deverá ser composto pelos seguintes profissionais:
• engenheiro de segurança do trabalho; 
• médico do trabalho; 
• enfermeiro do trabalho; 
• técnicos de segurança do trabalho; 
• auxiliares de enfermagem do trabalho.
Os profissionais de nível médio, como o técnico de segurança do trabalho e o auxiliar de enfermagem 
do trabalho, devem dedicar oito horas por dia às atividades do SESMT. 
Profissionais graduados em nível superior, como o engenheiro de segurança do trabalho, o médico 
do trabalho e o enfermeiro do trabalho, devem dedicar-se às atividades do SESMT, no mínimo, três horas 
por dia, em tempo parcial, ou seis horas por dia, em tempo integral. 
 Lembrete
Aos profissionais especializados em Segurança e em Medicina do 
Trabalho, é vedado o exercício de outras atividades na empresa durante 
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o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de 
Segurança e em Medicina do Trabalho. 
Serão de responsabilidade da equipe as competências expostas a seguir. 
• Aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e medicina do trabalho a todos os seus 
componentes, inclusive, como manusear máquinas e equipamentos, de maneira que reduza e, se 
possível, elimine os riscos ali existentes.
• Determinar quando esgotados todos os meios conhecidos para eliminação dos riscos; e, se 
persistirem, mesmo reduzidos, deverão ser utilizados, pelo trabalhador, os Equipamentos de 
Proteção Individual (EPIs), de acordo com o que determina a NR 6, desde que a concentração, a 
intensidade ou a característica do agente assim o exija.
• Promover a realização das atividades de conscientização, educação e orientação aos trabalhadores 
para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, tanto por meio de campanhas 
quanto de programas de educação permanente. 
• Esclarecer e levar os empregados a conscientizar-se dos acidentes de trabalho e das doenças 
ocupacionais, estimulando-os em favor da prevenção.
• Analisar e registrar os acidentes ocorridos, com ou sem vítimas, e todos os casos de doença ocupacional.
• Registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e 
agentes de insalubridade.
• Elaborar plano de controle de efeitos de catástrofes, combate a incêndios, salvamento e 
pronto-atendimento a vítimas.
6.3.2 Dimensionamento do SESMT
O dimensionamento do SESMT deve ser vinculado à graduação do risco da atividade principal e ao 
número total de empregados da empresa. Para se chegar à composição do SESMT de uma determinada 
empresa, deve-se conhecer o grau de risco de sua atividade principal, ou seja, conhecer a Classificação 
Nacional da Atividade Econômica (CNAE) da empresa, para saber o grau de risco estabelecido pelo 
Ministério do Trabalho e Emprego.
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Unidade III
Na tabela a seguir, podemos verificar como acontece o dimensionamento de acordo com o Quadro 
II da NR 4:
Tabela 6 – Dimensionamento do SESMT
Grau de 
risco
Nº de empregados
50 a 100 101 a 250
251 a 
500
501 a 
1000
1001 
a 
2000
2001 
a 
3500
3501 
a 
5000
Acima de 5000 
Para cada grupo 
de 4000 ou 
fração de 2000 **Técnicos
1
Téc. Seg. Trabalho 1 1 1 2 1
Engenheiro Seg. Trab. 1* 1 1*
Aux. Enf. Trabalho 1 1 1
Enfermeiro do Trabalho 1*
Médico do Trabalho 1* 1* 1 1*
2
Téc. Seg. Trabalho 1 1 2 5 1
Engenheiro Seg. Trab. 1* 1 1 1*
Aux. Enf. Trabalho 1 1 1 1
Enfermeiro do Trabalho 1
Médico do Trabalho 1* 1 1 1
3
Téc. Seg. Trabalho 1 2 3 4 6 8 3
Engenheiro Seg. Trab. 1* 1 1 2 1
Aux. Enf. Trabalho 1 2 1 1
Enfermeiro do Trabalho 1
Médico do Trabalho 1* 1 1 2 1
4
Téc. Seg. Trabalho 1 2 3 4 5 8 10 3
Engenheiro Seg. Trab. 1* 1* 1 1 2 3 1
Aux. Enf. Trabalho 1 1 2 1 1
Enfermeiro do Trabalho 1
Médico do Trabalho 1* 1* 1 1 2 3 1
(*) Tempo parcial – mínimo de três horas. 
(**) O dimensionamento total deverá ser feito levando-se em consideração o dimensionamento de 3501 a 5000 mais o 
dimensionamento do(s) grupos(s) de 4000 ou fração acima de 2000.
Obs.: hospitais, ambulatórios, maternidades, casas de saúde e repouso, clínicas e estabelecimentos similares de saúde e repouso, 
clínicas e estabelecimentos similares com mais de quinhentos empregados deverão contratar um enfermeiro em tempo integral.
Fonte: Brasil (2009a, p. 27).
6.3.3 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa)
A Cipa foi criada a partir de uma sugestão de trabalhadores de diversos países que, reunidos 
na OIT, organizaram um comitê para estudos de segurança e higiene do trabalho, bem como de 
recomendações de medidas preventivas de doenças e acidentes do trabalho, que passariam a ser 
adotadas pelos países de acordo com o interesse de cada um em promover a melhoria nas condições 
de trabalho de seu povo. 
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Essa comissão tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho e 
a promoção da saúde do trabalhador de modo que torne compatível o trabalho com a preservação 
da vida. Atualmente, está regulamentada pelos artigos 162 a 165 da CLT e pela NR 5 do MTE, cujas 
instruções trazem diversos ensinamentos a todos os envolvidos no quesito segurança do trabalho e 
prevenção de acidentes. 
A Cipa será composta por representantes dos empregados e do trabalhador, de empresas privadas 
e públicas, sociedades de economia mista, órgãos de administração direta e indireta, instituições 
beneficentes e toda e qualquer instituição que tenha comoregime trabalhista a CLT. 
A composição de representantes do empregador e dos empregados se dará da seguinte maneira: 
• representantes dos empregadores, titulares e suplentes, por eles designados; 
• representantes dos empregados, titulares e suplentes, eleitos em votação secreta da qual 
participam, independentemente de filiação sindical.
O mandato dos membros da Cipa terá duração de um ano, permitida uma reeleição, na qual é 
vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para o cargo, desde o registro de 
sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. 
Dentre as atribuições da Cipa estão:
• identificar os riscos dos processos de trabalho e elaborar os mapas de riscos; 
• elaborar plano de trabalho com medidas de prevenção de acidentes; 
• participar da implementação e do controle de qualidade das medidas de prevenção necessárias; 
• realizar periodicamente verificações nos ambientes de trabalho, bem como em suas condições; 
• divulgar aos trabalhadores informações relativas à saúde e à segurança no trabalho; 
• requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador a paralisação de máquinas ou setor em que 
considere haver risco grave e iminente à segurança e à saúde dos trabalhadores; 
• colaborar para o desenvolvimento e a implementação do PCMSO e do PPRA, bem como de outros 
programas relacionados a segurança e saúde no trabalho; 
• promover anualmente, em conjunto com o SESMT, quando houver, a Semana Interna de Prevenção 
de Acidentes do Trabalho (Sipat).
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Unidade III
 Lembrete
É importante a consulta da NR 5, disponível no site do Ministério do 
Trabalho e Emprego, para conhecer todos os procedimentos do processo 
eleitoral, assim como a composição e o dimensionamento da Cipa, cujo 
número de efetivos e suplentes obedecerá aos critérios de número de 
funcionários e da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). 
6.4 A importância da medicina e segurança do trabalho preventiva
As mudanças no mundo do trabalho advindas das inovações tecnológicas e organizacionais têm 
incrementado significativamente a produção nas empresas, eliminando tarefas penosas ou pesadas. 
Essa relação estabelecida entre o homem e a tecnologia ocasionou novos riscos para a saúde dos 
trabalhadores nos aspectos físico, mental e social. 
Tal processo passou a exigir dos trabalhadores uma maior qualificação e uma crescente intervenção 
nos processos produtivos, o que, consequentemente, tornou-os mais suscetíveis a acidentes de trabalho. 
Apesar de tantas transformações serem tão evidentes, ainda fica difícil de serem captadas e 
apreendidas pelos profissionais. Atualmente, ainda nos deparamos com empresas desinformadas, 
desinteressadas ou até mesmo com dificuldades de solucionar assuntos relacionados a acidentes 
de trabalho. 
O Estado, como responsável pela fiscalização das condições de trabalho, bem como por toda a sua 
regulamentação, precisou adaptar-se para que houvesse uma intervenção adequada no ambiente de 
trabalho, relacionando-o com as causas das doenças. 
Dessa forma, houve uma necessidade de agregação da figura do médico do trabalho na condição 
de poder identificar quais eram as necessidades para ações preventivas dentro da empresa e, assim, 
diminuir a incidência de agravos à saúde do trabalhador. 
Com a diversidade de legislação que temos agregada ao nosso Poder Judiciário, as empresas 
acabam se limitando ao mínimo que a legislação pede, como se o cumprimento apenas de sua leitura 
fosse suficiente. No entanto, é necessária uma análise detalhada de todos esses documentos com 
o objetivo de instaurar uma cultura direcionada para a promoção de um ambiente saudável e a 
prevenção de agravos. 
O setor de Segurança e Saúde adquiriu grande importância e credibilidade, com o objetivo de 
preservar a saúde e a integridade física e moral dos trabalhadores. Isso aconteceu porque, atualmente, 
o entendimento de que o ambiente de trabalho é responsável por uma série de doenças ocupacionais 
aumentou, fazendo os empregadores e as empresas não encararem mais a necessidade de implantação 
de programas apenas como exigência de lei. 
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Assim, a antecipação, tanto pela equipe de segurança e saúde do trabalho quanto pelo trabalhador 
e pelo empregador, deve ser o grande objetivo da equipe de gestão, identificando quais são os riscos 
inerentes a cada processo de trabalho, observando as condições para que esse ambiente esteja livre 
de insalubridade ou para que, ao menos, esta seja a menor possível, garantindo um menor tempo de 
exposição do trabalhador a ela.
Além da antecipação dos possíveis riscos, é importante o treinamento adequado, permanente e 
constante, para que os trabalhadores compreendam sua responsabilidade no cuidado com o seu EPI, 
bem como a importância do uso correto deste em todas as ocasiões necessárias de uso. 
Com um pensamento preventivo, todos na empresa têm a ganhar. É possível melhorar a qualidade 
de vida no ambiente de trabalho, oferecendo condições de uma participação ativa de todos e, assim, 
conseguir fazer um levantamento criterioso dos problemas que acometem os trabalhadores e quais as 
melhores soluções. 
 Saiba mais
O Ministério do Trabalho e Emprego publicou, em 2010, pelo 
Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, um guia de análise 
no qual é possível ampliar seus conhecimentos sobre a importância da 
prevenção: 
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Secretaria de Inspeção 
do Trabalho. Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. Guia de 
análise: acidentes de trabalho. Brasília, 2010b. Disponível em: <http://portal.
mte.gov.br/data/files/FF8080812D8C0D42012D94E6D33776D7/Guia%20
AT%20pdf%20para%20internet.pdf>. Acesso em: 10 fev. 2015.
 Resumo
Iniciamos nossa discussão sobre como podemos avaliar as sequelas 
deixadas pelos riscos ambientais, em especial, com o conhecimento sobre 
os limites de tolerância regulamentados pela NR 15 do Ministério do 
Trabalho e Emprego.
Abordamos quais são os equipamentos utilizados para avaliação 
e medição da intensidade de cada risco para a determinação da 
tolerância. Vimos os conceitos de tolerância, bem como a aplicação dos 
principais instrumentos de medição nas avaliações quantitativas dos 
riscos, dentre eles: decibelímetro, dosímetro, luxímetro, explosímetro, 
vibrômetro e acelerômetro.
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Unidade III
Além da avaliação da tolerância de cada risco, discutimos a necessidade 
de uma avaliação adequada do profissional, chamada de anamnese 
ocupacional, sendo imprescindível que o trabalhador tenha a avaliação de 
seu perfil ocupacional, de sua exposição ocupacional e da contaminação 
ambiental a que ele poderá estar exposto.
Vimos que, como necessidade ímpar, o ambiente hospitalar possui todos 
os riscos presentes, o que exige um aprendizado mais detalhado sobre as 
atividades nele desenvolvidas. 
Também abordamos algumas obrigações a serem seguidas pelas 
empresas. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) 
é obrigatório para todas asempresas e instituições que admitam 
trabalhadores, com o objetivo de preservar a saúde e a integridade física 
dos empregados, identificando riscos ambientais existentes no trabalho 
(físicos, químicos e biológicos). Para tanto, impõe reconhecimento, 
avaliação e controle da ocorrência desses riscos ambientais, envolvendo 
ações, sob responsabilidade do empregador, cuja abrangência depende 
das características de cada ambiente de trabalho. 
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) é um 
programa técnico-preventivo a ser realizado pela empresa como parte 
do conjunto mais amplo de iniciativas no campo de proteção à saúde 
dos empregados. É obrigatório para todas as empresas e tem caráter de 
prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde 
relacionados ao trabalho. 
O Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do 
Trabalho (SESMT) pretende promover a saúde e proteger a integridade 
do trabalhador no local de trabalho, devendo ser implementado 
obrigatoriamente em todas as empresas privadas e públicas que possuam 
empregados regidos pela CLT, conforme o grau de risco da atividade 
principal e o número de trabalhadores do estabelecimento. 
A Cipa é um instrumento de que os trabalhadores dispõem para tratar 
da prevenção de acidentes de trabalho, das condições do ambiente de 
trabalho e de todos os aspectos que afetam sua saúde e sua segurança. 
 Exercícios
Questão 1. (IBFC 2016) Segurança do trabalho, também denominada segurança ocupacional, é um 
conjunto de ciências e tecnologias que tem o objetivo de promover a segurança do trabalhador no seu 
local de trabalho. Assinale a alternativa incorreta:
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A) Os principais agentes físicos encontrados no ambiente hospitalar são: calor, ruído, radiações 
ionizantes, radiações não ionizantes e pressões anormais.
B) Os principais agentes químicos encontrados no ambiente hospitalar são: agentes de limpeza, 
desinfecção e esterilização, drogas quimioterápicas, gases medicinais e produtos para manutenção 
de equipamentos.
C) O risco biológico é menos comum e menos grave no ambiente hospitalar e está relacionado 
diretamente ao setor, cada setor terá seus riscos biológicos.
D) Além dos riscos físicos, químicos e biológicos, também existem no ambiente hospitalar os riscos 
mecânicos e ergonômicos
E) A incidência de acidentes perfurocortantes com material biológico na área da enfermagem é alta, 
a prevenção e treinamento constante e o uso de dispositivos de proteção é importante para a 
redução dessa incidência.
Resposta correta: alternativa C.
Análise das alternativas
A) Alternativa incorreta. 
Justificativa: os principais agentes físicos encontrados no ambiente hospitalar são o calor, ruído, 
radiações ionizantes, radiações não ionizantes e pressões anormais. Embora os níveis de iluminação 
sejam relacionados diretamente a problemas de saúde, sua análise é feita por estar relacionada a todas 
as atividades de trabalho. O calor é uma forma de energia que pode ser transmitida de um corpo para 
outro, por radiação, condução ou convecção. 
B) Alternativa incorreta. 
Justificativa: os produtos químicos são largamente utilizados em hospitais com diversas 
finalidades, como agentes de limpeza, desinfecção e esterilização (quaternários de amônio, 
glutaraldeído, óxido de etileno etc.). São empregados também como soluções medicamentosas 
(drogas quimioterápicas, psicotrópicos, gases medicinais etc.). Podem ser utilizados como produtos 
de manutenção de equipamentos e instalações (óleo diesel, graxas, óleos lubrificantes, colas, 
solventes, mercúrio etc.).
C) Alternativa correta. 
Justificativa: o risco biológico é muito comum e mais grave no ambiente hospitalar e está relacionado 
diretamente ao setor, cada setor terá seus riscos biológicos dependendo da sanitização que se faça no 
local para evitar crescimento de biofilmes. 
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Unidade III
D) Alternativa incorreta. 
Justificativa: os riscos ambientais incluem os agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e 
acidentais existentes nos ambientes de trabalho e que podem causar danos à saúde do trabalhador. 
E) Alternativa incorreta. 
Justificativa: a incidência de acidentes perfurocortantes com material biológico na área da 
enfermagem é alta, com isso a educação continuada previne as incidências. 
Questão 2. (INSTITUTO AOCP 2015). O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) é 
aplicável a:
A) Todas as empresas com mais de 10 funcionários, sendo o empregador o responsável pela 
sua implantação.
B) Todas as empresas com mais de 50 funcionários, sendo o empregador o responsável pela 
sua implantação.
C) Todas as empresas com mais de 100 funcionários, sendo o empregador o responsável pela sua 
implantação.
D) Todas as empresas com mais de 500 funcionários, sendo o empregador o responsável pela 
sua implantação.
E) Todas as empresas, independentemente do seu número de funcionários, sendo o empregador o 
responsável pela sua implantação.
Resolução desta questão na plataforma.

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