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muito amplo, as paredes da escavação divergem e o estreito inferior é semelhante ao da 
bacia ginecoide. Em resumo, este tipo de bacia é achatado no sentido anteroposterior. Portanto, esta 
bacia apresenta diâmetros transversos maiores que os anteroposteriores. Caracteristicamente, a 
apresentação se insinua nos diâmetros transversos. A distocia é maior na insinuação e, 
posteriormente, se ameniza; 
5. Pelves assimétricas: são as que não se enquadram exatamente em nenhum tipo fundamental 
classificado anteriormente. 
 
 ESTÁTICA FETAL: 
SITUAÇÃO: é a relação entre o maior eixo fetal (cabeça-nádegas) e o maior eixo uterino (canal cervical – 
corpo uterino). Três situações podem ocorrer: longitudinal, transversal e oblíqua. A situação lonfitudinal é 
encontrada em cerca 99% das gestações a termo. 
APRESENTAÇÃO: A apresentação fetal define a região do feto que se relaciona com o estreito superior da 
bacia, onde se insinua e possui papel fundamental nos mecanismos de parto (mais detalhes no capítulo 
"Mecanismo do Parto", que se encontra no apêndice desta apostila). Na situação longitudinal, duas 
apresentações podem ocorrer: a cefálica e a pélvica. Na situação transversa, a apresentação será 
obrigatoriamente córmica. Em outras palavras, é o ombro que está em contato com o estreito superior da 
bacia. Encontrando-se outras partes fetais no segmento superior da bacia, como mão, pé e até mesmo o 
cordão umbilical, não se utiliza o termo "apresentação" para designá-los, mas sim "procidência". Desta forma, 
caso seja sentida a mão fetal, dir-se-á que existe uma procidência de mão. Em geral, até o sexto mês de 
gestação, a cabeça fetal é comumente encontrada no fundo uterino (apresentação pélvica). Após essa idade 
gestacional, é comum a ocorrência de um movimento circular do feto sobre seu eixo, quando ele assume a 
apresentação cefálica. 
ATITUDE DO POLO CEFÁLICO NA APRESENTAÇÃO CEFÁLICA: A atitude fetal caracteriza-se pela relação das 
diversas partes fetais entre si. Geralmente, o feto apresenta-se em flexão generalizada, o que constitui o 
chamado ovoide fetal. Em outras palavras, o feto dobra-se ou curva-se sobre si próprio, o dorso fica convexo 
e a cabeça é bem fletida de forma que o mento (queixo) está em contato com a face anterior do tórax. As 
coxas estão fletidas sobre o abdome, as pernas se dobram nos joelhos e os braços geralmente estão cruzados 
sobre o tórax ou paralelos aos lados do corpo. Assim, na gestação a termo, o feto mede aproximadamente 50 
cm, mas ocupa um espaço de cerca de 30 cm da cavidade uterina. 
As apresentações cefálicas classificam-se de acordo com a atitude do polo cefálico, de acordo com alguns 
pontos de referência (estruturas anatômicas da cabeça e linhas de orientação), em relação a dois eixos: 
Eixo anteroposterior: flexão ou deflexão; 
A cabeça fetal se posiciona, segundo o seu eixo anteroposterior, com o mento próximo à face anterior do 
tórax, em atitude de total flexão (apresentação cefálica fletida). Esta apresentação é também denominada de 
apresentação de vértice ou occipital. Incide em aproximadamente 95 a 96% das gestações a termo. 
- Flétida ou Occipital: A referência é a fontanela posterior, ou seja a lambda. 
 
- Deflexão de 1º grau ou 
apresentação de bregma: 
não toca no lambda. A 
cabeça do feto pode se 
apresentar parcialmente 
fletida, com a apresentação 
da fontanela anterior. 
- Deflexão de 2º grau 
ou de fronte: A 
cabeça do feto pode, 
ainda, assumir uma 
posição parcialmente 
estendida em outros 
casos. 
- Deflexão de 3º grau ou apresentação de face: A deflexão de 3° grau (máxima) é encontrada quando o pescoço 
fetal está muito estendido, de forma que o occipital e o dorso entram em contato e a face fica mais anterior 
ao canal do parto. 
 
 
Eixo laterolateral: sinclitismo ou assinclitismo. 
- Sinclitismo: Representa o encaixamento do polo cefálico fetal com a sutura sagital com a mesma distância 
entre a sínfise púbica e o promontório sacral. Assim, a sutura sagital encontra-se equidistante do pube e do 
sacro, sem qualquer inclinação lateral. 
- Assinclitismo: Consiste no encaixamento da cabeça fetal com a sutura fetal desnivelada em relação ao 
plano do estreito superior. Em outras palavras, é observada uma inclinação lateral da apresentação. 
O assinclitismo anterior (obliquidade de Nägele) ocorre quando a sutura sagital fetal está próxima ao sacro, e 
o parietal anterior ocupa a maior parte dos estreitos da pelve. O assinclitismo posterior (obliquidade de 
Litzmann) ocorre quando a sutura sagital se aproxima do pube; e é o parietal posterior que ocupa grande parte 
da bacia. Embora não seja relevante para a prática clínica, alguns autores citam o assinclitismo posterior como 
mais frequente. 
 
 ATITUDE DO POLE PÉLVICO NA APRESENTAÇÃO PÉLVICA: As apresentações pélvicas correspondem de 3 a 
4% das gestações a termo. Vale ressaltar que a frequência das apresentações pélvicas é maior na gestação 
pré-termo que na gestação a termo (aproximadamente 25% com 28 semanas e 3% com 40 semanas). O ponto 
de referência nessas apresentações é sempre o sacro, e a linha de orientação é o sulco interglúteo. Podem ser 
divididas em: 
Pelvipodálica ou pélvica completa: quando as pernas e as coxas estão fletidas, com os pés junto às nádega; 
Pélvica simples ou incompleta modo de nádegas ou agripina: quando as coxas estão fletidas sobre a bacia e 
as pernas estendidas sobre a superfície anterior do tronco; 
Pélvica incompleta, variedade de pés ou 
de joelhos ou pélvica com procedência 
de pés ou de joelhos: quando essas 
partes fetais ocupam o estreito superior 
da bacia. 
ALTURA DA APRESENTAÇÃO: O 
diagnóstico da altura da apresentação 
baseia-se na comparação do plano fetal 
mais baixo com os planos da bacia. Este 
parâmetro é um indicador dinâmico da evolução do trabalho de parto. 
Diz-se que a apresentação é alta e móvel quando não toma contato com o estreito superior. Ajustada, quando 
ocupa a área deste estreito. Fixa, quando não é possível mobilizá-la à palpação. Insinuada, quando o maior 
diâmetro transverso da apresentação ultrapassa a área do estreito superior. 
- Plano de Delee: é uma forma para definir a 
altura da apresentação. O diâmetro biespinha 
isquiática ou terceiro plano de Hodge (explicado 
a seguir) é o plano de referência "0". A partir 
deste plano, a apresentação é estimada em 
centímetros positivos, caso a apresentação fetal 
o tenha ultrapassado; e em centímetros 
negativos, caso a apresentação não o tenha 
alcançado. Assim, quando a parte mais baixa da 
apresentação estiver a 1 cm acima deste plano, 
a altura é expressa como "-1". Se estiver 2 cm 
acima, como "-2", e assim sucessivamente até "-
5". Se a parte mais baixa da apresentação 
estiver abaixo do plano 0, se expressa a altura 
com sinal positivo (+1, +2… +5). Atualmente, é o 
plano mais empregado no acompanhamento do 
trabalho de parto. 
- Plano de Hodge: são planos paralelos que 
possuem grande aceitação. Nos dias atuais, 
raramente são empregados no 
acompanhamento do trabalho de parto. É O 0 
DE DELEE. 
 
POSIÇÃO FETAL: à relação entre o dorso fetal e 
o lado direito ou esquerdo do abdome materno. 
As posições observadas são: esquerda quando o 
dorso do feto se apresenta à esquerda do 
abdome materno, direita, quando o dorso do 
feto se apresenta à direita do abdome materno anterior quando o dorso do feto se apresenta voltado para 
diante do abdome materna e posterior, quando o dorso do feto se apresenta voltado para trás do abdome 
materno. 
VARIEDADES DE POSIÇÃO: 
Durante o toque em obstetrícia, devemos 
procurar identificar o ponto de referência 
fetal, o qual é a fontanela lambdoide na 
apresentação cefálica fletida. Caso a mesma 
possa ser atingida, podemos afirmar que 
estamos diante de uma apresentação 
fletida. 
Assim, a variedade de posição OEA significa 
que a apresentação é cefálica fletida (de 
Occipital