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FISIOLOGIA MUSCULAR

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posição perpendicular, pronta para começar o novo ciclo do movimento de força 
6. Quando a cabeça engatilhada (com a energia armazenada derivada da clivagem do ATP) se liga a novo 
local ativo no filamento de actina, ela se descarrega e, de novo, fornece outro movimento de força. Desse 
modo, o processo ocorre sucessivamente até que os filamentos de actina puxem a membrana Z contra as 
extremidades dos filamentos de miosina, ou até que a carga sobre os músculos fique demasiadamente forte 
para que ocorra mais tração 
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Durante a contração, os filamentos finos e grossos não se encurtam, em vez disso, as linhas Z se aproximam 
pelo deslizamento do filamento finos sobre os grossos (Teoria do deslizamento de Huxley) 
 
 
 
Contração muscular 
Rigor mortis 
Como células mortas são incapazes de produzir ATP, a dissociação entre os filamentos finos e grossos não 
pode ocorrer 
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As cabeças de miosinas permanecerão unidas aos sítios ativos das moléculas de actina até o músculo entrar 
em decomposição (podendo estimar o tempo de morte – 12 a 24h atinge a rigidez máxima) 
 
A junção neuromuscular 
As fibras musculares esqueléticas são inervadas por grandes fibras nervosas mielinizadas que se originam 
nos grandes neurônios motores, nos cornos anteriores da medula espinhal 
Cada fibra nervosa, depois de penetrar no feixe muscular, normalmente se ramifica e estimula de 3 a várias 
centenas de fibras musculares esqueléticas 
Cada terminação nervosa faz uma junção, chamada junção neuromuscular, com a fibra muscular próxima da 
porção média desta 
O PA, iniciado na fibra muscular pelo sinal nervoso, viaja em ambas as direções, até as extremidades da 
fibra muscular. Com exceção de cerca de 2% das fibras musculares, há apenas uma destas junções por fibra 
muscular 
Cada músculo recebe pelo menos 2 tipos de fibras nervosas: 
Motoras: atuam no estímulo inicial da contração 
Um único neurônio motor pode ser responsável pela inervação de 5 a 10 fibras musculares (ex: músculo do 
olho) 
Um neurônio pode controlar 1000 fibras (ex: músculo da parede abdominal) 
Sensoriais: passam aos fusos neuromusculares 
Cada neurônio motor e as fibras musculares que ele controla formam uma unidade motora (seguem a lei do 
tudo-ou-nada) 
A fibra nervosa forma um complexo de terminais nervosos ramificados que se invaginam na superfície 
extracelular da fibra muscular. A estrutura toda é chamada de placa motora, que é recoberta por uma ou mais 
células de Schwann que a isolam dos líquidos circunjacentes 
Inervação do músculo esquelético 
Placa motora 
 
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A membrana invaginada é chamada de goteira sináptica ou canaleta sináptica, e o espaço entre o terminal e a 
membrana da fibra é chamado de fenda sináptica 
No fundo da goteira encontram-se numerosas pequenas dobras da membrana muscular, as fendas 
subneurais, que aumentam em muito a área de superfície na qual o transmissor sináptico pode agir. No 
terminal axonal há muitas mitocôndrias que fornecem ATP 
A acetilcolina, por sua vez, excita a membrana da fibra muscular, que é sintetizada no citoplasma do 
terminal, mas é absorvida rapidamente por muitas pequenas vesículas sinápticas, cerca de 300.000, as quais 
se encontram normalmente nos terminais de uma única placa motora 
No espaço sináptico há grandes quantidades da enzima acetilcolinesterase, que destrói a acetilcolina alguns 
milissegundos depois que ela foi liberada das vesículas sinápticas 
Quando um impulso nervoso atinge a junção neuromuscular, cerca de 125 vesículas de acetilcolina são 
liberadas dos terminais no espaço sináptico 
Na superfície interna da membrana neural estão as barras densas lineares, que de cada lado estão partículas 
proteicas que penetram na membrana neural; estas são os canais de cálcio voltagem-dependentes 
Quando um potencial de ação se propaga para o terminal, estes canais se abrem e permitem que os íons 
cálcio se difundam do espaço sináptico para o interior do terminal nervoso 
Considera-se que os íons cálcio, por sua vez, exerçam uma atração sobre as vesículas de acetilcolina, 
puxando-as para a membrana neural adjacente às barras densas 
As vesículas se fundem então com a membrana neural e esvaziam a acetilcolina no espaço sináptico pelo 
processo da exocitose 
 
 
 
 
 
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Secreção de acetilcolina pelos terminais nervosos 
 
Efeito da acetilcolina na membrana da fibra muscular 
A fibra muscular apresenta muitos receptores de acetilcolina na membrana, estes são os canais iônicos 
controlados pela acetilcolina, e se localizam quase inteiramente próximos às aberturas das fendas 
subneurais, situadas imediatamente abaixo das áreas de barras densas, onde a acetilcolina é esvaziada no 
espaço sináptico 
Essas moléculas proteicas penetram por toda a extensão da membrana, situando-se lado a lado, em um 
círculo, para formar um canal tubular, que se mantém fechado, até que 2 moléculas de acetilcolina se liguem 
às duas subunidades, provocando uma alteração conformacional que abre o canal 
O canal colinérgico aberto tem um diâmetro de cerca de 0,65 nm, que é grande o suficiente para permitir que 
íons positivos importantes — Na+, K+ e Ca++ — se movimentem facilmente através da abertura, porém, 
íons negativos (Cl-) não passam através do canal por causa das fortes cargas negativas na abertura do canal, 
que repelem estes íons negativos 
Na prática, muitos mais íons Na+ fluem através dos canais de acetilcolina do que quaisquer outros íons, por 
2 razões: 
1ª - há apenas dois íons positivos em alta concentração: íons Na+ no líquido extracelular e íons K+ no 
líquido intracelular 
2ª - o potencial muito negativo do lado de dentro da membrana muscular, -80 a -90 mV, puxa os íons Na+ 
carregados positivamente para o interior da fibra e se opõe ao efluxo dos íons K+ carregados positivamente 
O grande número de íons Na+ que passa para dentro da fibra, leva com eles um grande número de cargas 
positivas. Isto provoca uma alteração potencial local positiva no interior da membrana da fibra muscular, 
chamado potencial da placa motora 
Por sua vez, este potencial da placa motora inicia um PA que se propaga ao longo da membrana muscular, 
causando a contração muscular 
Figura 7-2. Liberação de acetilcolina 
das vesículas sinápticas na membrana 
neural da junção neuromuscular. 
Observe a proximidade entre os locais 
de liberação na membrana neural para 
os receptores de acetilcolina na 
membrana muscular, nas aberturas 
das fendas subneurais. 
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Mecanismo geral de contração muscular 
O início e a execução de uma contração muscular ocorrem nas seguintes etapas sequenciais. 
1. Os PAs cursam pelo nervo motor até suas terminações nas fibras musculares 
2. Em cada terminação, o nervo secreta pequena quantidade de acetilcolina 
3. A acetilcolina age em uma área local da membrana da fibra muscular para abrir múltiplos canais 
"regulados pela acetilcolina" por meio de moléculas de proteína que flutuam na membrana 
4. A abertura dos canais regulados pela acetilcolina permite a difusão de grande quantidade de íons sódio 
para o lado interno da membrana das fibras musculares. Isso desencadeia o potencial de ação na membrana 
5. O PA se propaga por toda a membrana da fibra muscular do mesmo modo como o potencial de ação cursa 
pela membrana das fibras nervosas 
6. O PA despolariza a membrana muscular, e grande parte da eletricidade do potencial de ação flui pelo 
centro da fibra muscular. Aí, ela faz com que o retículo sarcoplasmático libere grande quantidade de íons 
Ca++ que estavam armazenados nesse retículo 
7. Os

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