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FISIOLOGIA MUSCULAR

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etapas ficam 
progressivamente maiores quando grande quantidade de força é necessária 
 
Somação por Frequência e Tetanização 
Quando a frequência atinge um nível crítico, as contrações sucessivas eventualmente ficam tão rápidas que 
se fundem, e a contração total do músculo aparenta ser completamente uniforme e contínua, como mostra a 
figura 
 
Isso é referido como tetanização. Com uma frequência pouco maior, a força da contração atinge sua 
capacidade máxima, de modo que qualquer aumento adicional da frequência além desse ponto não exerce 
novos efeitos para aumentar a força contrátil 
Isso ocorre porque quantidades suficientes de íons cálcio são mantidas no sarcoplasma muscular, mesmo 
entre potenciais de ação, de modo que o estado contrátil total é mantido sem que seja permitido qualquer 
grau de relaxamento entre os potenciais de ação 
 
Tônus do músculo esquelético 
Mesmo quando os músculos estão em repouso, em geral eles ainda apresentam certa tensão, conhecida como 
tônus muscular 
Como normalmente a fibra muscular esquelética não se contrai sem que ocorra um potencial de ação para 
estimulá-la, o tônus do músculo esquelético resulta inteiramente de baixa frequência de impulsos nervosos 
vindos da medula espinhal 
Esses impulsos, por sua vez, são controlados, em parte, por sinais transmitidos pelo cérebro para o 
motoneurônio anterior da medula espinhal, e por sinais originados nos fusos musculares localizados no 
próprio músculo 
 
Fadiga muscular 
É causada por contrações musculares fortes, perdurando por período prolongado 
Estudos em atletas mostraram que a fadiga muscular aumenta em proporção quase direta com a intensidade 
da depleção do glicogênio muscular, assim, os efeitos da fadiga surgem, em grande parte, da incapacidade 
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contrátil e do processo metabólico das fibras musculares de continuar a manter a mesma quantidade de 
trabalho 
Entretanto, experimentos mostraram que, também, a transmissão dos sinais nervosos pela junção 
neuromuscular pode diminuir pelo menos por pequena quantidade, após intensa e prolongada atividade 
muscular, e desse modo, diminuir a contração muscular. 
A interrupção do fluxo sanguíneo durante a contração do músculo leva à fadiga muscular quase total em 1 a 
2 min., devido à perda do suprimento de nutrientes, especialmente de O2 
 
Sistemas de alavancas do corpo 
Os músculos atuam pela aplicação de tensão em seus pontos de inserção nos ossos, e os ossos, por sua vez, 
formam vários tipos de sistemas de alavancas 
A análise dos sistemas de alavancas do corpo depende do conhecimento: 
Do ponto da inserção muscular 
Da distância do fulcro da alavanca 
Do comprimento do braço da alavanca 
Da posição da alavanca 
 
Remodelação do músculo para se ajustar à sua função 
Hipertrofia 
Quando a massa muscular total aumenta 
Virtualmente toda hipertrofia muscular resulta do aumento no número dos filamentos de actina e de miosina 
em cada fibra muscular, produzindo aumento dessa fibra; isso é designado simplesmente por fibra 
hipertrofiada 
Hipertrofia, em grau muito maior, ocorre quando o músculo trabalha contra a carga, durante o processo 
contrátil 
Apenas poucas e fortes contrações a cada dia são necessárias para causar hipertrofia significativa dentro de 6 
a 10 semanas 
 
Atrofia 
Quando a massa muscular diminui 
Quando um músculo fica sem uso por muitas semanas, a intensidade de redução das proteínas contrateis é 
muito mais rápida do que a intensidade de sua reposição 
 
 
 
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Hiperplasia das fibras musculares 
Sob raras circunstâncias de geração de força muscular extrema, observou-se que o número real de fibras 
musculares aumentou (mas apenas por alguns pontos percentuais), independentemente do processo de 
hipertrofia. 
Esse aumento do número de fibras musculares é referido como hiperplasia da fibra 
Quando isto ocorre, o mecanismo é a separação linear das fibras previamente aumentadas 
 
Efeitos da desnervação muscular 
Quando um músculo é privado de seu suprimento nervoso, deixa de receber os sinais contráteis necessários 
para manter as dimensões normais do músculo, assim o processo de atrofia começa imediatamente 
Após 2 meses, mudanças degenerativas começam também a aparecer nas próprias fibras musculares, caso o 
suprimento nervoso para o músculo seja restabelecido rapidamente, a recuperação total do músculo pode 
ocorrer em 3 meses, mas depois desse tempo a capacidade de restabelecimento funcional do músculo até o 
normal começa a diminuir com o passar do tempo, desaparecendo definitivamente após decorridos um a 2 
anos 
No estágio final da atrofia de desnervação, a maioria das fibras musculares é destruída e substituída por 
tecido fibroso e gorduroso, as fibras que ainda persistem são compostas por longas membranas celulares 
com alinhamento de pequenos núcleos, mas com pouca ou nenhuma propriedade contrátil ou capacidade 
regenerativa das miofibrilas, caso o nervo cresça novamente 
O tecido fibroso que substitui as fibras musculares durante a atrofia causada pela desnervação tem também a 
tendência de continuar a se encurtar por vários meses, o que é conhecido por contratura, assim, um dos 
problemas mais importantes na fisioterapia consiste em evitar que os músculos em atrofia venham a 
desenvolver contraturas debilitantes ou disformes. Isso é conseguido por meio de exercícios diários de 
alongamento dos músculos ou pelo uso de aparelhos que mantenham os músculos estirados durante o 
processo de atrofia 
 
Recuperação da Contração Muscular na Poliomielite: Desenvolvimento de Unidades Macromotoras 
Quando algumas, porém não todas, fibras nervosas de um músculo são destruídas, como ocorre usualmente 
nos casos de poliomielite, as fibras nervosas remanescentes se ramificam para formar novos axônios, que 
então vão inervar muitas das fibras musculares paralisadas. 
Esse tipo de reação forma grandes unidades motoras, referidas como unidades macromotoras, podendo ter 
até 5X o número normal de fibras musculares para cada motoneurônio da medula espinhal. Isso reduz a 
eficiência e a finura do controle que a pessoa tem sobre seus músculos, mas permite que os músculos voltem 
a ter a possibilidade de variar sua força. 
 
 
 
 
 
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Músculo Cardíaco SLIDE 160 
Está sob o controle do sistema nervoso central, é um músculo estriado involuntário; um marca-passo 
intrínseco permite a contração rítmica do coração, sem qualquer influência externa 
Além disso, as células do músculo cardíaco formam um sincício elétrico, o que possibilita sua contração 
sincrônica (em onda) — importante para a efeito de bombeamento cardíaco 
O miocárdio adulto é composto por uma rede anastomosada de células musculares cardíacas ramificadas, 
organizada em camadas (lâminas) 
As lâminas são separadas por uma fina camada de TC que veiculam vasos sanguíneos, nervos e o sistema 
autogerador do impulso cardíaco 
 
Músculo cardíaco: cuja contração rítmica ejeta liquido (sangue) – bombeamento. 
Quase metade do volume da célula é ocupada por mitocôndrias, devido ao alto consumo de energia 
O glicogênio até certo ponto, mas principalmente triglicerídeos (60% frequência basal) formam o 
suprimento energético 
Contém abundante quantidade de mioglobina 
As fibras possuem em média 15µm de diâmetro e 80µm de comprimento. Cada célula possui um único (ou 
2) núcleo grande 
As células dos átrios são um pouco menores que as do ventrículo, e armazenam grânulos (especialmente no 
direito) contendo peptídeo natriurético atrial (redutor da pressão arterial) 
As cels musculares cardíacas formam junções altamente especializadas que unem uma cel à outra através de 
suas extremidades (discos intercalares) 
Estes discos possuem porções transversais,

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