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Aula 13 - Direito Processual Penal - Curso Estágio Ministério Público Estadual

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AULA 13 – DIREITO PROCESSUAL PENAL
Mi
	
	CURSO: Ministério Público Estadual
Estagiando Direito
@estagiando_direito_
2
Considerações iniciais
Vamos continuar o nosso curso, hoje vamos continuar os procedimentos, nosso foco vai ser o sumaríssimo e suas hipótese seus institutos despenalizadores. É de extrema importância a leitura dos artigos da parte penal da Lei 9.099/95, pois são MUITAS questões caem de forma idêntica a lei seca. Por fim, deixamos alguns comentários de doutrinas para facilitar a compreensão do conteúdo e aprofundar ainda mais o nosso conhecimento. Qualquer dúvida, elogio, reclamação pode nos enviar no direct do nosso Instagram, será um grande prazer em conversar com vocês.
Procedimento sumarissímo
Noções básicas:
Como já pontuado, temos três espécies de procedimentos comuns: ordinário, sumário e sumaríssimo; portanto, o rito sumaríssimo, antes de mais nada, é um rito comum – aquele usualmente aplicado para as infrações penais de menor potencial ofensivo (IMPO).
Juizados especiais:
Dispõe o art. 98, I da Constituição Federal: 
Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão: 
I - juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e sumaríssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau;
Perceba, portanto, que a própria Constituição concebeu os juizados especiais; mais que isso, estabeleceu a sua competência (IMPO) e a espécie de procedimento a que se submeteriam essas infrações oral e sumaríssimo. 
Os objetivos com a criação dos juizados especiais:
· conferir maior celeridade e informalidade à prestação jurisdicional no tocante aos delitos de menor gravidade; 
· evitar a prescrição, mais comum para os crimes com penas menores; 
· revitalizar a figura da vítima, até então ignorada pelo processo penal; 
· estimular a solução consensual dos processos penais; 
· descongestionar as varas criminais, para que contassem com mais tempo para a criminalidade grave.
Medidas Despenalizadoras previstas e princípios:
A sistemática de atuação dos Juizados Especiais Criminais (ou ‘JECrims’) é pautada pelos critérios ou princípios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e
 cceleridade;
Competencia:
São dois os critérios que estabelecem a competência segundo a lei 9.099, são eles:
· a natureza da infração penal – infração de menor potencial ofensivo; 
· inexistência de causas de deslocamento da competência para o juízo comum
Conceito de infração de menor potencial ofensivo: conforme art. 61 da Lei nº 9.099/95, são as contravenções penais e os crimes cuja pena máxima não seja superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa. 
· Casos especiais:
· Estatuto do Idoso – Lei nº 10.741/03: segundo o art. 94 dessa lei, aplica se o procedimento sumaríssimo aos crimes previstos no Estatuto cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos. Assim, aos crimes previstos no Estatuto do Idoso cuja pena máxima não seja superior a 2 (dois) anos – que estariam de qualquer forma dentro do âmbito da Lei 9.099/95 – poderão ser aplicados os institutos despenalizadores conforme art. 61 desse último diploma legal. Por outro lado, não seguem a mesma sorte os crimes previstos no Estatuto cuja pena máxima seja superior a 2 (dois) anos e inferior a 4 (quatro) anos; a esses delitos apenas são aplicadas as normas procedimentais do rito sumaríssimo, mas não os seus institutos despenalizadores.
· Violência doméstica e familiar contra a mulher: a Lei nº 11.340/06 (Lei Maria da Penha) veda a aplicação de qualquer regra da Lei nº 9.099/95 a essas espécies de infrações.
· Justiça Militar: há vedação expressa à aplicação do procedimento e institutos constantes da Lei nº 9.099/95 no âmbito da Justiça Militar, conforme art. 90-A da Lei dos Juizados Especiais.
· Conexão e continência entre crime comum e infração de menor potencial ofensivo: observar-se-á os seguintes critérios: 
· 1) praticada uma infração de menor potencial ofensivo, a competência será do Juizado Especial Criminal. Havendo conexão ou continência com outros crimes, deverão ser observadas as regras do art. 78 do CPP, para saber qual o juízo competente; 
· 2) caso, em virtude da aplicação das regras do art. 78 do CPP, venha a ser estabelecida a competência do juízo comum ou do tribunal do júri para julgar também a infração de menor potencial ofensivo, afastando, portanto, o procedimento sumaríssimo da Lei n. 9.099/95, isso não impedirá a aplicação dos institutos da transação penal e da composição dos danos civis.
Termo circunstanciado: 
É a peça equivalente ao auto de prisão em flagrante e inquérito policial das infrações comuns, em forma muito mais simplificada. Essa simplificação do procedimento decorre dos critérios que balizam os Juizados Especiais Criminais.
Tomado conhecimento da infração, pela AUTORIDADE POLICIAL será lavrado o termo circunstanciado, com o encaminhamento do autor do fato e vítima ao Juizado (art. 69 da Lei nº 9.099/95). Constituir-se-á, basicamente, de um relatório sumário, com identificação dos envolvidos, menção à infração praticada e demais dados necessários à individualização dos fatos, indicação de provas, rol de testemunhas, e, eventualmente, um croqui, nos casos de acidente de trânsito. A ABRANGÊNCIA DA EXPRESSÃO AUTORIDADE POLICIAL há divergências de entendimento na doutrina; prevalece, contudo, a visão de que a lavratura do termo circunstanciado é restrita às autoridades de polícia judiciária (Polícia Federal e Polícias Civis).
Composição Civil:
Composição dos danos civis: trata-se de reparação dos prejuízos de índole moral, material e estética que tenham sido sofridos pela vítima. Nas ações penais de iniciativa privada e pública condicionada à representação, obtida a composição, ocorrerá a renúncia ao direito de queixa ou representação, extinguindo-se a punibilidade do agente. 
· O acordo, homologado em sentença irrecorrível, terá eficácia de título executivo judicial.
· Nas ações penais pública incondicionada, embora também possa haver a composição, o acordo não extinguirá a punibilidade do autor do fato.
Transação Penal:
Havendo representação, ou se tratando de ações penais públicas incondicionadas, não sendo caso de arquivamento, poderá ocorrer a proposta de aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa, também chamada de transação penal. Trata-se de acordo penal celebrado entre MP e autor do fato, antecipando-se o cumprimento de pena restritiva de direitos e evitando-se a instauração de processo penal em seu desfavor. Outrossim, prevalece o entendimento doutrinário e jurisprudencial no sentido de ser possível a proposta de transação em ação penal de iniciativa privada.
· Pressupostos de admissibilidade da transação: 
Não será ofertada a proposta: 
· se o autor do fato já tiver sido condenado definitivamente a uma pena privativa de liberdade; 
· se já tiver sido o autor do fato beneficiado por transação penal nos últimos 5 (cinco) anos; e 
· se os antecedentes, conduta social, personalidade do agente, motivos e circunstâncias da infração não recomendarem a adoção da medida.
· Proposta de transação penal – procedimento: 
A proposta será formulada pelo Ministério Público nas ações penais públicas condicionada e incondicionada, e pelo querelante nas ações penais de iniciativa privada. Será feita de forma oral ou escrita, e deverá conter as devidas especificações das sanções penais e demais termos. É necessária a aceitação tanto pelo autor da infração quanto pelo seu defensor.
Suspensão Condicional do Processo:
A suspensão condicional do processo é um benefício trazido pelo Lei 9.099/95 que permite a suspensão do processo, submetendo o acusado a um período de prova de 2 a 4 anos, sendo que expirado tal prazo sem revogação do benefício, o juiz

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