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8 DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO ESTATURAL E PUBERAL

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e GH na infância > indivíduo 
cresce e desenvolve o acrogigantismo 
- excesso de IGF-1 e GH no adulto > indivíduo não 
cresce mais, já fechou as cartilagens de 
crescimento e desenvolve a acromegalia (mais 
comum) 
- pode ser que haja um tumor secretor de GH 
 
- o excesso de GH é uma condição diabetogênica 
> predispõe ao DM 
- a interpretação do IGF deve ser cuidadosa > é 
diferente para a faixa etária e para o sexo do 
indivíduo 
 
- tumor hipofisário grande > sintomas de efeito de 
massa 
- alterações cutâneas: acrocordons 
- fácies acremegálica > pode haver afastamento 
dentário 
- manifestações musculoesqueléticas > artroses, 
frouxidão ligamentar, problemas de mobilidade 
articular 
- voz “cavernosa” 
- hiperprolactinemia > pode ser por acremegalia 
co-secretora ou por compressão da haste 
hipofisária 
- colonoscopia periódica pelo risco da CA de cólon 
 
- pode haver prognatismo, alargamento nasal 
- aumento de extremidades 
 
 
- com a suspeita clínica, deve-se solicitar 
dosagem de GH e de IGF-1 
 > IGF-1 virá elevado e o GH virá detectável 
- vindo o IGF elevado, deve-se fazer o teste 
confirmatório: GTT para GH 
 > mesmo GTT para o diabetes, mas para 
avaliar o GH 
 > faz-se uma curva glicêmica (já se avalia 
diabetes também) com avaliação em vários 
TXXIV Larissa Cardeal 
 
 
momentos do teste e avalia-se paralelamente o 
GH 
 > quando o indivíduo recebe glicose, há 
mecanismos de liberação de insulina e de 
diminuição do GH, para que ocorra a 
metabolização do açúcar em excesso >> indivíduo 
normal | indivíduo acromegálico não possui essa 
queda, pois o tumor está hipersecretando o GH >> 
padrão ouro para o diagnóstico 
 > após o diagnóstico, deve-se solicitar a 
RM para avaliar o tamanho do tumor (micro ou 
macroadenomas hipofisários – não há relação de 
tamanho tumoral com nível hormonal) 
 
 
- tratamento cirúrgico > retirada do tumor com 
espera de cura com a cirurgia 
- se paciente não se curar, pode-se fazer 
tratamento medicamentoso, para evitar 
complicações 
 - somatostatina consegue inibir liberação 
tumoral de GH 
- agonista dopaminérgico pode ser associado à 
somatostatina 
 
 
 
 
- i. hipogonadismo hipergonadotrófico > criança 
não entra na puberdade, fica infantilizada, pré 
púbere 
TXXIV Larissa Cardeal 
 
 
 > dosagem de LH e FSH – estão altíssimos 
 > doença nas gônadas 
- ii. Hipogonadismo hipogonadotrófico > doença 
hipofisária 
 > LH e FSH não se elevam 
 > deve-se fazer avaliação clínica cuidadosa 
para avaliar se há ou não doença presente 
 
- i. eixo HH em funcionamento normal: a hipófise 
irá secretar FSH e LH (gonadotrofinas), que 
estimularão as gônadas (ovários e testículos), que 
irão secretar seus hormônios (testosterona e 
estrógeno) 
- ii. Hipogonadismo hipergonadotrófico > hipófise 
começa secretar as gonadotrofinas; as gônadas, 
por sua vez, são disfuncionantes, de forma que 
não secretam os esteroides sexuais, promovendo 
ausência de feedback negativo >> na ausência 
desse feedback negativo, a hipófise mantém a 
secreção de FSH e LH de forma elevada 
 | hipogonadismo primário – gônadas 
disfuncionantes 
 | hipergonadotróficos – gonadotrofinas 
elevadas 
 | investigar patologias das gônadas: 
criptorquidia (nos meninos), Sd de Turner (menina 
tem ovário em fita) 
- iii. Hipogonadismo hipogonadotrófico > doença 
hipofisária – não ocorre secreção hormonal 
hipofisária de gonadotrofinas – sem 
gonadotrofinas, as gônadas não irão produzir os 
esteroides sexuais (pela ausência de hormônios 
que estimulam o funcionamento desses órgãos) 
| hipogonadismo secundário – gônadas 
disfuncionantes 
 | hipogonadotróficos – gonadotrofinas 
ausentes ou anormalmente normais 
 
- avaliação da envergadura: distância entre as 
extremidades dos braços 
- hábito eunucoide (veio dos eunucos – indivíduos 
castrados que cuidavam dos haréns) > ausência 
do esteroide sexual, demoram mais para fechar 
as epífises e o resto normal (LH e FSH) > tende, a 
ter braços maiores, envergadura maior e podem 
ser até mais altos > são chamados de hábito 
eunucoide 
 > se o hábito eunucoide for identificado em 
crianças em desenvolvimento, deve-se alertar, 
pois é um indício de que pode haver alguma 
patologia 
- hiperprolactinemia pode dar hipogonadismo 
hipogonadotrófico 
- cariótipo é importante principalmente nas 
meninas, pelo risco da Sd. de Turner 
 
- paciente da foto com hábito eunucoide > alto, 
braços e pernas mais compridas e com 
hipogonadismo 
TXXIV Larissa Cardeal 
 
 
 > se for hipogonadrotrófico pode-se 
pensar em Sd. de Kallman: hipogonadismo 
hipogonadotrófico + anosmia ou hiposmia >> 
causada por um defeito de migração dos 
neurônios que produzem o GnRH e dos neurônios 
que formam os nervos olfatórios por um defeito 
em um gene denominado Kallman 
 
- há indivíduos que podem ter o hábito eunucoide 
com hipergonadismo hipergonadotrófico (FSH e 
LH altos) > Sd de Klinefelter (47, XXY) – gônada 
não responde de forma adequada 
- Turner e Noonan são casos de hipergonadismo 
hipergonadotróficos, mas não cursam com hábito 
eunucoide 
 
 
- sempre isosexual quando ocorre puberdade 
precoce central 
 
- não se trata da ativação do eixo HH - SNC 
 > por aumento dos esteroides sexuais 
- geralmente o que dá isossexual na menina dá 
heterossexual no menino e vice-versa