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Aleitamento materno

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adequada pressupõe 
que a glândula mamária esteja plenamente 
desenvolvida 
o Também é relevante a contribuição de 
outros hormônios, como insulina, 
corticoides, tireoxina. 
o Após o parto → queda de estrogênio e 
progesterona → remove a influência do PIF 
→ lactoalbumina-α é produzida pelo 
retículo endoplasmático → promove ação 
da PRL. 
 
O aumento da lactalbumina-α estimula a 
secreção da lactose láctea. 
 
Lactopoese 
o Iniciada a lactogênese, ela é mantida pela 
lactopoese, pela existência do reflexo 
neuroendócrino da sucção do mamilo pelo 
lactente, que age no eixo hipotalâmico-
hipofisário e libera prolactina e ocitocina. 
o A PRL mantém a secreção láctea (proteínas, 
caseína, ácidos graxos, lactose) 
o A ocitocina age nas células mioepiteliais e 
musculares situadas, respectivamente, ao 
redor dos ácinos e dos canais intralobulares 
e determina a contração deles com a 
consequente ejeção láctea. 
o A solicitação repetida do mamilo, com o 
esvaziamento continuado dos ácinos, 
resulta em intensificação da produção de 
leite. 
 
 
 
 O ato de sugar uma mama faz com que 
o leite flua não só naquela mama, mas também 
na oposta. 
 
 É especialmente interessante que, 
quando a mãe pensa no bebê ou escuta ele 
chorar, muitas vezes isso proporciona um sinal 
emocional suficiente para o hipotálamo 
provocar a ejeção de leite. 
 
 
 
 
 
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Modificações no corpo da mulher 
 
Fertilidade reduzida por determinado tempo 
o Ciclo ovariano e ovulação não retorna até 
poucas semanas depois de ela parar de 
amamentar. 
o Sinais neurais da mama que vão até o 
hipotálamo, além de estimularem a 
secreção de PRL, acabam inibindo a 
secreção do hormônio liberador de 
gonadotropina (GnRH) pelo hipotálamo. 
 
Secreção de GnRH inibida → inibição do 
estímulo para liberação de hormônios 
gonadotrópicos folículo-estimulante (FSH) e 
luteinizante (LH). 
 
o Após alguns meses, principalmente 
naquelas mulheres que não realizam a 
amamentação exclusiva, a hipófise começa 
a secretar hormônios gonadotrópicos 
suficientes para restabelecer o ciclo sexual 
mensal, embora a amamentação continue. 
 
Anticoncepcional oral → Minipílula 
(somente estrogênio) 
 
Libido permanece baixa por algumas 
semanas 
o cansaço natural decorrente da adaptação 
da rotina à chegada do bebê e às noites mal 
dormidas; 
o os tecidos da região genital ainda estarão 
sensibilizados, o que poderia tornar as 
relações sexuais dolorosas; 
o mudanças hormonais podem fazer com 
que a mulher se sinta menos atraente; 
o própria prolactina também reduz o desejo 
sexual da mulher e bloqueia a produção 
dos fluidos que lubrificam o canal vaginal. 
 
Organismo gasta mais calorias que o 
normal 
o Será mais fácil perder peso 
o Acontece porque a produção de leite gasta 
muita energia do organismo materno, 
queimando cerca de 200 a 500 calorias a 
mais por dia. 
 
 
 Além disso, 2 a 3 gramas de fosfato de 
cálcio podem ser perdidos por dia; a menos 
que a mãe beba grandes quantidades de leite 
e tenha uma ingestão adequada de vitamina D, 
o débito de cálcio e fosfato pela nutriz, 
geralmente, será bem maior do que a ingestão 
dessas substâncias. 
o Para suprir as necessidades de cálcio e 
fosfato, as glândulas paratireoides 
aumentam bastante, e os ossos são 
progressivamente descalcificados. 
 
Normalmente, a descalcificação óssea 
materna não representa grande problema 
durante a gravidez, mas pode tornar-se 
mais importante durante a lactação. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
GUYTON. Fisiologia médica, cap. 84, pág. 3065–3073. 
REZENDE. Obstetrícia fundamental, parte 2, cap. 16, pág. 
349. 
 
OBJETIVO 2 
IDENTIFICAR OS COMPONENTES E AS FASES DOS 
DIFERENTES TIPOS DE LEITE MATERNO (COLOSTRO, 
TRANSIÇÃO E MADURO) E SUA IMPORTANCIA PARA O 
SISTEMA IMUNE DO RN. 
 
Fases e composição do leite materno 
 
Colostro 
o Produzido durante os primeiros 2/7 dias 
pós-parto; 
o Secreção amarelada e mais espessa; 
o Alta concentração de água. 
o Contém mais proteína e menos gorduras 
do que o leite maduro. 
o Rico em anticorpos, considerado a 
primeira vacina do bebê. 
o Possui 10 vezes mais caroteno que o leite 
maduro; 
 
 
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o Maior concentração de vitaminas 
hidrossolúveis (A, D, E, K) 
o Rico em proteínas, minerais, IgA 
o secretória, fator bífido e lactoferrina. 
O colostro contém as mesmas 
concentrações de proteína e lactose do 
leite, mas quase nenhuma gordura, e sua 
taxa mínima de produção é cerca de 1/100 
da taxa subsequente da produção de leite. 
Leite de transição 
o A partir do sétimo dia de lactação; 
o Concentrações de IgG e proteínas 
diminuídas; 
o Aumento das concentrações de lactose e 
gordura, maior valor calórico que o 
colostro. 
Leite maduro 
o Produzido após a segunda quinzena de 
lactação; 
o Secreção aquosa e mais leitosa; 
o Contém açúcar (o principal é a lactose), 
gordura (principal fonte energética), 
aminoácidos (incluindo aminoácidos 
essenciais), proteínas (a caseína é a 
principal proteína do leite), minerais (cálcio, 
ferro, magnésio, potássio, sódio, fósforo e 
enxofre) e vitaminas (A, B1, B2, B12, C, D, E 
e K). 
 
 É importante que as mulheres saibam 
que a cor do leite varia ao longo de uma 
mamada e com a dieta da mãe. 
Leite anterior e posterior. 
• Leite anterior pelo seu alto teor de água, 
tem aspecto semelhante ao da água de 
coco. Porém, ele é muito rico em 
anticorpos. 
• Leite do meio da mamada tende a ter uma 
coloração branca opaca devido ao 
aumento da concentração de caseína. 
• Leite posterior é mais amarelado devido à 
presença de betacaroteno, pigmento 
lipossolúvel presente na cenoura, abóbora 
e vegetais de cor laranja, provenientes da 
dieta da mãe. Rico em gorduras. 
 
Importância imunológica 
o O leite humano possui muitos fatores 
imunológicos importantes para proteger as 
crianças contra infecções. 
o Ele contém equilíbrio de gorduras, 
carboidratos e proteínas na medida exata 
para promover o crescimento saudável. 
Dentre seus benefícios, ele ajuda a 
fortalecer a imunidade. leite materno 
possui fatores imunológicos ativos e 
passivos, como anticorpos, fatores imunes, 
enzimas e células brancas do sangue. 
Imunoglobulinas 
o IgA secretória: recobrem as mucosas e 
protegem o bebê da entrada de 
microrganismos causadores de infecções. 
o IgM e IgG: Proteção contra V. cholerae, E. 
coli, vírus da rubéola, citomegalovírus e 
vírus respiratório sincicial. 
Células imunológicas 
o Macrófagos: liberam IgA, produzem 
complemento, lactoferrina e lisozima, e 
agem junto com os neutrófilos em 
processos inflamatórios da mama. 
o Linfócitos B e T: promovem imunidade 
celular, que é efetiva contra herpes simples, 
caxumba, citomegalovírus, vírus 
respiratórios, sarampo e etc. 
Lactoferrina: É uma potente proteína 
bacteriostática. Indisponibiliza ferro necessário 
para a sobrevida de agentes infecciosos, 
principalmente E. coli e Candida albicans. Inibe 
o crescimento de fungos. 
Lisosima: Tem ação bactericida e anti-
inflamatória; destrói a E. coli e algumas cepas 
de Salmonella. Sua atividade aumenta a partir 
dos 6 meses. 
 
 
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Defensinas: São peptídeos antimicrobianos 
inatos que participam de maneira importante 
na defesa contra invasão microbiana. Beta-
defensinas são encontradas no leite materno 
[11] e podem proteger os lactentes contra 
infecções 
Fator bífido: favorece o crescimento do 
Lactobacilus bifidus, bactéria não patogênica 
que acidifica as fezes, dificultando a instalação 
de bactérias que causam diarreia, tais como 
Shingella, Salmonella e Escherichia coli 
(principalmente). 
Alfa-lacto albumina: É a principal proteína 
do leite materno, representando 10-20% da 
proteína total. Pesquisas mostraram que

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