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AV. E DIAGNÓSTICO
AUDIOLÓGICO (INTRODUÇÃO)
HISTÓRICO:
Ernest Weber (1834): respostas
melhores de via óssea (VO) nas
orelhas com perda auditiva
condutiva.
Heirinch Rinne (1855): quantificar
GAP aéreo - ósseo - comparação
da duração da perceção de
condução por via aérea ( VA e VO).
Um século: ambos como marcos
no diagnóstico audiométrico.
Primeira metade séc. XX:
audiômetro elétrico, estudos da
sensitividade auditiva.
Dix, Hallpike e Hood (1948):
recrutamento de Loudness e sua
correspondência com
comprometimento coclear. 
Década de 50: múltiplos
procedimentos, para medição
do recrutamento,
mascaramento de tons com
ruído, adaptação e fadiga.
Década de 60: audiometria
vocal, alterações periféricas e
centrais, instrumentação para
impedaciometria.
Final da década de 60:
impedanciometria clássica
chega aos EUA (origem:
Dinamarca e Suécia).
Anos 70: impedanciometria
amplamente difundida,
profundas mudanças no
diagnóstico audiológico com seu
uso -> imitanciometria
Anos 70: Audiometria de Tronco
Cerebral 
- ABR: Audiometria de Tronco Encefálico
para Adulto
- BERA: Audiometria de Tronco Cerebral 
- PEATE: Potenciais Evocados Auditivos
de Tronco Cerebral
Década de 80 (Kemp): início das
otoemissões acústicas evocadas
no diagnóstico audiológico.
AUDIOLOGIA 
 ÁREAS DE ATUAÇÃO 
Audiometria tonal e vocal em
adultos e crianças
Imitanciometria
Triagem Auditiva Neonatal
Triagem auditiva em
escolares
Audiologia Ocupacional 
Avaliação do PAC
(Processamento Auditivo
Central)
Avaliação eletrofisiológica
PEATE (Potencial Evocado
Auditivo de Tronco Encefálico)
01
Avaliação Eletroacústica
(Emissões Otoacústicas
Evocadas Transientes e por
Produto de Distorção
Avalição Otoneurológica 
Reabilitação do deficiente
auditivo 
Reabilitação Labiríntica 
Frota 98 - "medição periférica da
audição, através da obtenção de
limiares auditivos aéreos e
ósseos, cujos valores em
indivíduos otologicamente
normais variam de 20/25 dB NA" 
Estímulo acústico: tom puro,
pulsátil, warble/modulado
AUDIOMETRIA TONAL LIMINAR
- Cartas, livros, revistas,
jornais
- Internet, redes sociais
Audição periférica
normal/alterada
Quantificação da perda auditiva
Topodiagnóstico
No controle da evolução do
tratamento otológico
Na seleção e adaptação de AASI
No monitoramento da audição
em indivíduos expostos a ruído
ANSI. 73 - American National
Standarts Institute - "Nível
Mpinimo de pressão sonora
efetiva para produzir uma
sensação auditiva"
YANTIS. 89- "menor intensidade
do sinal necessária para
provocar resposta em 50% das
apresentações"
 
sensação auditiva varável 
- 
balanço de probabilidade
LIMIAR DE AUDIBILIDADE
VARIABILIDADE DO LIMIAR
Motivação Inteligência 
Atenção Zumbido
Nível de ruído ambiental 
Familiaridade com o teste
AUDIOMETRIA TONAL 
Parte integrante de uma
avaliação audiológica
Compatível com a anamnese e
todo quadro clínico
NPS - Nível de pressão sonora
NA - 
NS - Nível de sensação
(acrescenta no limiar auditivo)
"Zero audiométrico"
AV. E DIAGNÓSTICO
AUDIOLÓGICO 
02
Anamnese (queixa principal)
Meatoscospia (descartar
corpo estranho e rolha de
cerume)
Explicação do exame (VA, IPRF,
LRF, VO, Weber audiométrico -
perdas condutivas/mistas)
Colocação dos fones
(pressionamento do trágus -
colabamento do MAE)
Colabamento pode acarretar
componente condutivo irreal da
ordem de 15 a 30 dBNA
Orelha adequada para iniciar
o teste (melhor acuidade
auditiva - impostãncia da
anamnese
ROTINA DE ATENDIMENTO:
Início do teste: 
 - F 1.000 Hz - mais familiar 
 - D.A.severas/ profundas (início em
fs graves)
Intensidade inicial - a depender da
técnica -
ascendente/descendente/
descendo - ascendente
40 dbNS - som audível som inaudível 
Orelha 
direita
Orelha 
esquerda
AUDIOMETRIA POR VIA ÓSSEA:
Estabelecer limiares tonais da VO
que, quando comparados com
limiares de VA irão demonstrar a
magnitude do comprimento das
orelhas média e/ou externa
através da diferença entre ambas.
GAP aéreo - ósseo mínimo = 15
Máx = 60
Quando fazer VO: Limiares de VA
piores que 20 dBNA (adulto)
AUDIOMETRIA TONAL -
PERDAS AUDITIVAS
CONDUTIVAS
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO
TIPO:
 Audição normal = VA até 20dB
"Limítrofe" = VA até 20dB e
algumas com limiar em 25 dB
Perda auditiva sensorioneural =
VA "acoplada" a VO (cóclea e/ou
VIII par)
Perda auditiva condutiva = VA
pior que VO 
 - VO até 25dB (indicativo de
alteração OM e/ou OE)
AV. E DIAGNÓSTICO
AUDIOLÓGICO 
03
Perda auditiva mista = VA pior
que VO 
 - VO até 25dB em algumas fs e
rebaixada em outras (cóclea/VIII par
- OM e/ou OE)
Perda auditiva central = perdas
incompatíveis (neurais)
INTERPRETAÇÃO DO
EXAME AUDIOMÉTRICO
Segundo o local da lesão no orgão
auditivo;
Grau da deficiência auditiva;
Configuração da curva
audiométrica;
Habilidade de reconhecimentos da
fala e suas prováveis implicações
no processo de comunicação do
paciente.
0 - 20 dB: normal (25 limítrofe)
26 - 40 dB: PASN leve
41 - 70 dB: PASN moderada
71 - 90: PASN severa
91...: PASN profunda
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO
GRAU DA PERDA AUDITIVA:
0 - 20 dB: normal (25 limítrofe)
26 - 40 dB: PASN leve
41 - 55 dB: PASN moderada
56 - 70: PASN moderadamente
severo
71. - 90: PASN grau severo 
91...: PASN grau profundo
Lloyd e Kaplan,1978
CÁLCULO DO GRAU DA PERDA
AUDITIVA:
Classificação pela média tritonal
Davis, 1970
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A
CONFIGURAÇÃO DA CURVA:
Ascendente
Descendente
Rampa sky
Plana ou horizontal
"U" / "U" invertido
Entalhe
Anômala
AV. E DIAGNÓSTICO
AUDIOLÓGICO (INTRODUÇÃO)
04
CONFIGURAÇÃO
ASCENDETE
Melhora igual ou maior do
que 5 dB por oitava em
direção as frequências altas.
CLASSIFICAÇÃO DA PERDA
AUDITIVA DE ACORDO COM A
CONFIGURAÇÃO AUDIOMÉTRICA:
CONFIGURAÇÃO
HORIZONTAL
Limiares alternando melhora
ou piora de 5 dB por oitava
em todas as frequências.
CONFIGURAÇÃO
DESCENDENTE LEVE
Piora entre 5 a 10 dB por oitava
em direção ás frequências
altas.
CONFIGURAÇÃO
DESCENDENTE ACENTUADA
Piora entre 15 a 20 dB por oitava
em direção às frequências altas.
CONFIGURAÇÃO
DESCENDENTE EM RAMPA
Curva horizontal ou descendente
leve com piora >/= 25 dB por oitava
em direção às frequências altas.
CONFIGURAÇÃO 
EM U
Limiares das frequências extremas
melhores do que as frequências
médias com diferença >/= 20 dB
CONFIGURAÇÃO 
EM U INVERTIDO
Limiares das frequências extremas
piores do que as frequências
médias com diferença >/= 20 dB
CONFIGURAÇÃO 
EM ENTALHE
Curva horizontal com descendência
acentuada em uma frequência
isolada, com recuperação na
frequência imediatamente
subsequente.
AV. E DIAGNÓSTICO
AUDIOLÓGICO 
05
LAUDO AUDIOLÓGICO
Classificação do tipo, grau* e
configuração audiométrica obtida no
exame;
Marca, modelo e data de calibração
do equipamento utilizado;
Resultado registrado em gráfico que
obedeça aos padrões da física
acústica e normas internacionais;
Grau*, usa-se quando PASN -
Manual de Audiologia da UNEB
2020
AV. E DIAGNÓSTICO
AUDIOLÓGICO 
AUDIOMETRIA TONAL -
MARCAÇÃO
06