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Nome FASES DE EVOLUÇÃO DA GEOGRAFIA Universidade católica de Moçambique Nampula 14 2022 Nome FASES DE EVOLUÇÃO DA GEOGRAFIA Trabalho de Campo da Disciplina de Evolução ao Pensamento Geográfico, do curso de licenciatura em Geografia, 1 º ano, 1º semestre. Leccionada por: MSc. Universidade católica de Moçambique Nampula 2022 Índice I. INTRODUÇÃO 4 II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 5 2. FASES DE EVOLUÇÃO DA GEOGRAFIA 5 2.1 Definição 5 2.2. Fases de Evolução da Geografia 5 2.2.1. Antiguidade greco-romana 5 2.2.2. Idade Média, Renascimento e Iluminismo 7 2.2.3. Surgimento da Geografia moderna 8 2.2.4. Século XX 9 2.2.5. Novas perspectivas de análise 11 III. CONCLUSÃO 13 IV. BIBLIOGRAFIA 14 I. INTRODUÇÃO A ciência geográfica é uma das disciplinas mais antigas da humanidade, mas também é de notar que sofreu um desenvolvimento muito complexo ao longo da sua história. Este trabalho tem por objectivo geral apresentar as fases de evolução da Geografia, o qual basear-se-á nos seguintes objectivos específicos: · Identificar as fases de evolução da Geografia; · Descrever as fases de evolução da Geografia. O estudo deste tema é de extrema importância pois, irá permitir adquirir conhecimentos mais aprofundados concernente ao tema em destaque, que servirá de suporte aos futuros estudantes e de alguma forma dúvidas serão sanadas. Este trabalho contou com a ajuda de consulta de algumas obras literárias, e a pesquisa na internet. Em termos estruturais o trabalho é constituído por 4 capítulos, sendo o presente capítulo, o qual fornece uma primeira abordagem ao tema e enquadra-o no tema do trabalho, explanando qual o intuito de explorar este tema. O segundo capítulo faz referência ao conteúdo mais teórico no que cerne as fases de evolução da Geografia. O terceiro e quarto capítulo apresentam as principais conclusões do trabalho e as referências bibliográficas, respectivamente. II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2. FASES DE EVOLUÇÃO DA GEOGRAFIA 2.1 Definição Conforme Simões (2003), a Geografia é uma ciência que estuda as especificidades da superfície da Terra: a forma, o conteúdo e a função de cada parte, região ou lugar, assim como a configuração destas partes e suas interconexões. 2.2. Fases de Evolução da Geografia 2.2.1. Antiguidade greco-romana De acordo com Dantas & Medeiros (2011, p. 40), nesse período, a concepção existente era de uma Terra plana, com a forma de um disco e constituída por uma massa flutuante na água, com a abóbada celeste por cima. A expansão política, comercial e marítima dos povos do mediterrâneo (Mesopotâmia, Fenícia, Egipto) levou à elaboração de mapas marítimos e, sobretudo, à descrição de lugares e de povos. Tais descrições eram denominadas de périplos. O périplo mais antigo data do século VII a.C. e foi feito por marinheiros fenícios a serviço do faraó egípcio. O primeiro mapa grego de que se tem notícia foi elaborado por Anaximandro de Mileto (650-615 a.C.), que viajou e escreveu relatos das suas viagens. Discípulo de Tales de Mileto, é provável que Anaximandro de Mileto tenha sido o inventor do gnómon, instrumento que serve para medir a altura do Sol O segundo mapa da Antiguidade foi elaborado por Hecateu de Mileto (560-480 a.C.). Viajou por toda parte do mundo conhecido, escreveu a Descrição da Terra, obra ilustrada por um mapa onde a Terra é representada por um disco com água em sua volta. Outros documentos importantes dessa época são os poemas épicos Ilíada e Odisseia, de Homero, conhecidos e apreciados por seu valor literário e pelas informações geográficas contidas na descrição dos lugares distantes e das longas viagens marítimas. Dois “geógrafos” gregos Erastóstenes (276-194 a.C.) – Além de demonstrar a existência da curvatura da Terra e calcular suas dimensões com notável precisão, também localizou mares, terras, montanhas, rios e cidades no primeiro sistema de coordenadas geográficas, no qual estavam presentes as latitudes e as longitudes. Estudou, ainda, questões relativas à hidrografia e à climatologia, às zonas climáticas e às cheias dos rios, notadamente aquelas relativas ao Nilo. Contudo, os níveis de generalização traziam consigo margens de erros consideráveis, fortalecendo a abordagem regional, (Dantas & Medeiros, 2011, p. 41). Heródoto (484-425 a.C.) – Filósofo e historiador, considerado o pai da História e da Geografia, inseriu a história dos povos no contexto geográfico. Suas crónicas registaram a génese da Geografia Regional e retratam os mais diferentes e distantes países. São conhecidas suas viagens à Fenícia, ao Egipto e à Babilónia. Ao estudar as cheias do rio Nilo, Heródoto associou a sua desembocadura à letra grega delta, razão pela qual é encontrada até os dias atuais a foz em delta nos livros escolares, (Dantas & Medeiros, 2011, p. 41). Dois “geógrafos” romanos Estrabão (64 a.C – 20 d.C) – Grande enciclopedista destaca o carácter filosófico e transdisciplinar da Geografia. Em sua obra, afirmava que o amplo conhecimento, necessário ao empreendimento de qualquer trabalho geográfico, deve estar relacionado tanto com as coisas humanas como divinas, conhecimento que constitui a Filosofia, (Dantas & Medeiros, 2011, p. 41). Ao contrário dos gregos, interessava-se por uma abordagem mais humana, cujos ensinamentos destinavam-se às acções de governo. Além do mais, ensinava que os geógrafos não deviam preocupar-se com o que estava fora do mundo habitado. Assim como Heródoto, Estrabão foi um grande viajante, tendo descrito no seu livro várias partes do mundo daquela época. Por tal feito, é, ainda hoje, considerado um dos mais importantes geógrafos da Antiguidade. Estrabão tinha como metodologia geográfica a localização e delimitação dos aspectos físicos de uma região seguidas da descrição da população, com suas lendas, costumes e actividades económicas. Ptolomeu (90 – 168 d.C.) – É o último grande geógrafo da antiguidade, foi também astrónomo e matemático. Interessou-se pelas técnicas de projecção cartográfica e elaboração de mapas. Em sua obra Geographia, de 8 volumes, traz os princípios de construção de globos e projecções de mapas, indica os princípios da Geografia, Matemática e da cartografia, além de organizar um grande vocabulário com todos os nomes de 8000 lugares que conhecia, localizando-os por meio da latitude e da longitude, (Dantas & Medeiros, 2011, p. 41). 2.2.2. Idade Média, Renascimento e Iluminismo Em conformidade com Dantas & Medeiros (2011, p. 50), devido à queda do Império Romano no Ocidente, o conhecimento geográfico greco-romano foi perdido na Europa. Porém, entre os séculos XI e XII foi preservado, revisto e ampliado por geógrafos muçulmanos da Península Arábica. Mas os acréscimos e acertos feitos pelos geógrafos árabes Edrisi, ibne Batuta e ibne Caldune foram ignorados pelos pensadores europeus. Durante as cruzadas, foram retomadas as primeiras teorias. Assim, os erros de Ptolomeu continuaram no Ocidente até as Grandes Navegações. As Grandes Navegações passaram a reabastecer a Europa de informações mais detalhadas e exactas sobre o restante do mundo. Em 1570, o cartógrafo flamengo Abraham Ortelius organizou diversos mapas num livro só. Seria este, talvez, o atlas mais antigo do mundo. Segundo Santiago (2011), uma importante personalidade que retomou os estudos de geografia foi o alemão Bernhardus Varenius (Bernhard Varen). O livro Geographia generalis (1650; Geografia geral) sofreu várias revisões. Este livro continuou sendo a principal obra de referência durante um século ou mais. O cartógrafo mais importante do século XVI também era de Flandres: Gerardus Mercator. Gerardus Mercator (Gerard de Cremer) ficou famoso por criar um novo sistema de projecções. O então cartógrafo aprimorou os sistemas de projecções que utilizavam longitudes e latitudes. No século XVIII, James Cook fez a fixação de novos padrões precisos e técnicos em navegação. Foi responsável pelas viagens científicas. Na segunda viagem, circunavegou o globo. Esta viagem científica ocorrida entre 1772 e 1775 foi o mais famoso de seusitinerários. Na França foi criado o primeiro estudo de pesquisadores sobre topografia detalhada de um grande país. Este trabalho intelectual foi realizado entre os séculos XVII e XVIII por quatro gerações de especialistas em astronomia e profissionais de pesquisa da família Cassini. A partir do trabalho, o atlas nacional da França foi publicado pela primeira vez em 1791, (Santiago, 2011). Como muitos que o antecipavam, Alexander von Humboldt fez uma proposta de conhecimento sobre as demais partes do mundo. Apesar dessa proposta, acabou por fazer a distinção por dois objectivos. Primeiro, pela cautelosa elaboração que antecipava suas viagens bem-sucedidas. E, segundo, pela busca e exactidão de suas análises. São de especial interesse seus estudos sobre os Andes. Estes estudos foram feitos numa viagem às Américas Central e do Sul. Isso ocorreu entre 1799 e 1804. Inicialmente, foi feita uma descrição sistemática e inter-relacionada de cinco características. São elas: altitude, temperatura, vegetação e agricultura em montanhas que se localizam em regiões de latitude em direção à linha do Equador, (Nova Enciclopédia Barsa, 1998). 2.2.3. Surgimento da Geografia moderna Humboldt apresentou as bases da Geografia moderna. As bases da Geografia moderna tinham destaque na análise directa e nas medições precisas como base para leis generalistas. O especialista em filosofia Immanuel Kant foi autor da obra Kritik der reinen Vernunft (1781: Crítica da razão pura). Na obra, Kant definiu de modo satisfatório o lugar da Geografia em relação às diferentes áreas do conhecimento. A definição de Kant afirma que a Geografia lida com os fenómenos espaciais. É a mesma coisa que dizer que a história lida com os fatos já ocorridos no passado. Tanto Kant quanto Humboldt ensinaram Geografia física e eram da mesma época que Carl Ritter. Carl Ritter era professor da primeira cadeira de Geografia estabelecida numa instituição de ensino superior dos tempos modernos, (Nova Enciclopédia Barsa, 1998). Três inovações institucionais do século XIX também exerciam importante função no surgimento da Geografia moderna. Primeiro, o novo retrato das instituições de ensino superior. Segundo, a fundação de sociedades geográficas e as perguntas sobre aspectos e recursos naturais que os governos de várias nações patrocinavam. E, terceiro, a implantação de estações que se dirigem à análise geográfica sistemática ajudou na elaboração de mapas com dados sobre vários fenómenos da natureza, (Nova Enciclopédia Barsa, 1998). A Geografia é uma disciplina universitária, isto é, um campo de pesquisas e estudos avançados em instituições de ensino superior. A disciplina geográfica foi estabelecida assim na Prússia nos anos 70 do século XIX. Depois estabeleceu-se na França e nos demais países europeus. Entre os mais importantes conhecedores dessa época de processo expansivo e explicação definitiva do objecto geográfico estavam o especialista em geografia e geologia alemão Ferdinand von Richthofen. Ferdinand von Richthofen escreveu uma grandiosa enciclopédia de cinco volumes. Esta publicação enciclopédica trata de temas relacionados à Geografia da China. Ferdinand Paul Wilhelm provocou o desenvolvimento do método geográfico na Alemanha e nas demais nações. Outro alemão, Friedrich Ratzel, líder da escola determinista, escreveu trabalhos pioneiros em Geografia humana e política. Para Ratzel, o meio natural condiciona a actividade humana, (Enciclopédia Barsa Universal, 2009). A quantidade de geógrafos com formação académica avançada cresceu muito. Esse factor fez com que surgissem diferenciadas correntes no interior da área do conhecimento. Diferem quanto aos pontos de vista e na ênfase dada a certas características. Apesar disso, a preocupação de todas as escolas foram as questões próprias da civilização humana e suas diferenças inter-regionais. Paul Vidal de La Blache encabeçava a escola possibilista. A escola possibilista acreditava que a natureza oferece diferentes escolhas possíveis do ser humano em cada área geográfica. Paul Vidal de La Blache foi um dos principais responsáveis por fazer surgir a disciplina geográfica dos tempos modernos na França. Deve-se a ele a explicação definitiva do campo da Geografia regional. Esta explicação definitiva destacava-se no estudo de áreas de menor porte e homogéneas de modo relativo. Foi o primeiro professor de Geografia da Sorbona. Paul Vidal de la Blache realizou o planeamento de uma obra gigantesca. Esta enciclopédia tratava de temas relacionados à Geografia regional no mundo inteiro. Entretanto, a vida de La Blache era muito curta para terminar de publicar a futura enciclopédia. Géographie universelle (1927-1948) foi concluída por seu colega de faculdade Lucien Gallois. Esta colecção de livros é uma das melhores publicações impressas sobre Geografia regional, (Nova Enciclopédia Barsa, 1998). 2.2.4. Século XX No século XX, a Geografia evoluiu rapidamente. A disciplina geográfica recebeu novas conceituações e métodos. No começo, a geomorfologia foi o campo geográfico de maior atracção. Na geomorfologia, predominam as teorias do americano William Morris Davis. William Morris Davis na primeira metade do século XX, foi desenvolvedor do conceito de ciclo de erosão. O especialista em geomorfologia constituiu uma nova geração de profissionais da geografia, (Enciclopédia Barsa Universal, 2009). Até a metade do século XX, focalizou-se em particular a Geografia Regional e a grande quantidade de lugares e povos do mundo. Depois da Segunda Guerra Mundial, os profissionais da Geografia regional de modo frequente se associavam com a realização de programas económicos em áreas subdesenvolvidas. Nos anos 60 do século XX, a atenção se voltou para dois objectivos. Primeiro, o aperfeiçoamento de metodologias de quantidade. E, segundo, a acção construtiva de padrões sistemáticos relacionados à natureza e o homem. No final dos anos 1960 e começo dos anos 1970, voltaram a ser discutidos os cuidados com o meio ambiente. Antes disso, esse tema foi relativamente esquecido por muito tempo, (Nova Enciclopédia Barsa, 1998). Nos anos 1970 e 1980, surgiram modelos de quantidade que se baseiam em grandes grupos de dados calculados em censos e demais tipologias de pesquisa foi entendido por alguns profissionais de geografia como um exagero de ideia fixa com o espaço abstracto, em consequência ou em virtude do prejuízo ou dano causado à localização terrestre. Exigia-se, então, um tratamento mais comportamental. De acordo com a exigência, o envolvimento do tratamento mais comportamental era de percepções e escolhas únicas. Além disso, os geógrafos desejavam uma geografia mais humanística. Outras facções exigiam que tratassem de assuntos radicais. Porém, permeando todas as alterações, havia a intenção comum de favorecer quatro elementos. Primeiro, os seres humanos e suas sociedades. Segundo, o meio ambiente físico e biológico. Terceiro, o carácter regional de certas ocorrências; E, quarto, as associações e relações que acontecem em todas as regiões. Estas últimas podem ser observadas tanto do ponto de vista ecológico como sistémico, (Nova Enciclopédia Barsa, 1998). Ainda no século XX, se espalharam as fontes de dados estatísticos. Em especial, foram realizados censos demográficos de diversos países. A fotografia aérea demonstrou que é um novo e útil instrumento de trabalho. No entanto, ainda mais eficientes e que cumprem os requisitos tecnológicos foram as possibilidades abertas pelo sensoriamento remoto. Isso se favoreceu com duas inovações tecnológicas: primeiro, a partir de satélites artificiais; e, segundo pelo uso de notebooks na abordagem de grandes quantidades de dados, (Nova Enciclopédia Barsa, 1998). O objectivo central do estudo da Geografia é a superfície da Terra. A superfície da Terra sofreu rápidas alterações na segunda metade do século XX. Os geógrafos começaram se preocupar com vários outros problemas. Esses problemas não são apenas preocupações dos geógrafos, mas também dos cientistas e académicos de diversas outras áreas. Osproblemas de maior preocupação dos geógrafos são os seguintes: a desertificação é causada tanto pelas frequentes secas quanto pela actividade humana; o desmatamento de florestas equatoriais afecta de maneira negativa o frágil equilíbrio ambiental; o perigo de desastres naturais de todos os tipos são também acidentes que os seres humanos causam, em particular os nucleares; a poluição ambiental, como a acidez da chuva e o ar poluído nas cidades; as altas taxas de crescimento populacional fazem com que as pessoas sejam incapazes de sobreviver em certos países de poucos recursos; o problema da desigualdade entre as regiões na divisão dos recursos e das riquezas; a ameaça da fome e da miséria é agravada por problemas económicos e políticos, (Nova Enciclopédia Barsa, 1998). Entre os campos possíveis de desenvolvimento da Geografia encontram-se três perspectivas a seguir. Em primeiro lugar, os recursos minerais e de demais tipos nos oceanos são explorados. Em segundo lugar, a engenharia genética é usada para o crescimento da produtividade agrícola e a solução de problemas que as pragas criaram; estes problemas atrapalham a expansão dos cultivos em diversas regiões do mundo. E, em terceiro lugar, a supercondutividade é aperfeiçoada para a melhoria do problema da distribuição de energia eléctrica. Todos esses problemas e perspectivas envolvem questões geográficas. Estão ligados a factores naturais e humanos e a sua distribuição espacial. Estas dificuldades e dimensões apresentam sempre novos desafios para os especialistas, (Nova Enciclopédia Barsa, 1998). 2.2.5. Novas perspectivas de análise Na segunda metade do século XX apareceram recentes maneiras de análise da superfície terrestre e as relações de estabelecimento do ser humano com o meio em que vive. Entre as principais podemos citar: (Enciclopédia Barsa Universal, 2009). Geografia da percepção: esta facção tem uma relação com as disciplinas psicológica e sociológica. Leva em conta que qualquer indivíduo tem sua visão apropriada do meio em que vive. Por seu turno, a geografia da percepção é regularizada por mudanças na economia, na sociedade, na cultura e nas pessoas. Como consequência, as ligações entre o ser humano e o meio são diferenciados para cada indivíduo devido à sua compreensão da realidade. Geografia crítica: tem fundamento nas obras escritas pelo pensador alemão Karl Marx (1818-1883). Esta tendência é centrada na observação analítica dos processos ocorridos na sociedade. Entre esses processos podemos citar a desigualdade, o subdesenvolvimento e a pobreza. A principal finalidade da geografia radical é o melhoramento da compreensão das ligações homem-meio como mudança anterior para o direito de alteração dos aspectos ruins da vida real. Esta facção, em oposição ao poder político, coloca a geografia ao alcance da sociedade e aparece como tentativa de responder às desigualdades sociais que existem no mundo, (Enciclopédia Barsa Universal, 2009). Geografia de género: esta dimensão foi criada na década de 1980 no Reino Unido e nos Estados Unidos, em curta ligação com o movimento feminista. Fazia a observação analítica de assuntos como a desigualdade feminina no ingresso na política, no trabalho e nos serviços sociais. As relações entre indivíduos dos sexos masculino e feminino em cada área geográfica e a função da mulher na sociedade, (Enciclopédia Barsa Universal, 2009). As metodologias de trabalho da Geografia, baseados de modo tradicional na observação analítica da vida real; na conquista de dados por intermédio do trabalho de campo; na descrição dos acontecimentos e ambientes geográficos; e na observação analítica por meio de instrumentos estatísticos, tiveram evolução rápida nas recentes décadas graças aos avanços da computação e ao uso de sistemas de análise remota da superfície da Terra, como as imagens de satélite, (Enciclopédia Barsa Universal, 2009). III. CONCLUSÃO É dado como término o presente trabalho de Campo com a temática Fases de Evolução da Geografia, e a partir dos objectivos previamente propostos na pesquisa, e finalmente alcançados. Conclui-se que: Em correspondência ao primeiro objectivo, a evolução da geografia divide se em três fases fundamentais, identificadas previamente no trabalho, a destacar: antiguidade, Idade Media e Moderna. Conforme constatado, a Geografia é um dos conhecimentos mais antigos que existem, desde os povos primitivos já se fazia geografia, ela se desenvolveu inicialmente como um conhecimento prático para resolver problemas imediatos, mas com o desenvolvimento dos povos, das sociedades em estágios mais adiantados é que esse conhecimento será designado de científico, no sentido das ciências modernas. Consoante observado, na Antiguidade e na Idade Média o homem já aplicava a geografia, sendo um conhecimento elaborado e aplicado pelo conhecimento vulgar (senso comum), filosófico e teológico. Já na Idade Moderna, a Geografia foi considerada uma ciência. IV. BIBLIOGRAFIA 1. Dantas, Aldo, Medeiros, Tásia Hortêncio de Lima, Introdução à Ciência Geográfica, – 2. ed. – Natal: EDUFRN, 210 p. 2011. 2. Enciclopédia Barsa Universal. 8. «Geografia». São Paulo: Barsa Planeta. 2009. pp. 2726–2731 3. Nova Enciclopédia Barsa. 7. «Geografia». São Paulo: Encyclopædia Britannica do Brasil Publicações. 1998. pp. 60–69 4. Santiago, Emerson. 2011 «História da Geografia». Info Escola. Consultado em 11 de junho de 2022https://www.infoescola.com/geografia/historia-da-geografia/ 5. Simões, Lázaro Manhães, Origens e Sistematização da Geografia, Vértices. Ano 5. Nº 2 Maio / Ago. 2003