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Plataformas digitais no contexto escolar na pandemia GELL, Ana Julia Franco ALMEIDA, Carolina Gonçalves de RESUMO O presente trabalho relata experiência vivenciada no tem por objetivo mostrar resultados de atividades desenvolvidas no tema Estágio de Docência II do curso de Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagens da Universidade Federal do Pará. Apoiamo-nos teoricamente em Vergnoud (1990). Devido a pandemia as atividades foram realizadas de maneira remota. Neste plano de aula realizamos duas atividades utilizando o Google Formulário e vídeo aula produzido pelas próprias estagiárias. Na sequência usamos esse material para trabalhar sobre antecessor e sucessor, e cálculos que envolvam multiplicação e divisão. O desenvolvimento no tema estágio evidenciou a relevância desta prática para a formação inicial de professores, trazendo reflexões para o uso das tecnologias em sala de aula. PALAVRAS-CHAVE: Aplicativos; ensino remoto; estágio INTRODUÇÃO Com o agravamento da pandemia da COVID-19 professores e alunos tiveram que se adequar a um novo método para dar aula, e mesmo sendo pegos de surpresa. O presente relato tem por objetivo compartilhar dados e experiência de duas estagiárias que realizaram atividades de maneira remota em uma escola no município de Belém do Pará. O estágio é de suma importância na jornada acadêmica de graduandos da licenciatura, pois, por meio dele nos aproximamos de nossa futura realidade, mesmo vivendo em meio a pandemia tivemos aulas via google meet com a professora do estágio, debatendo leituras que foram fundamentais para nosso aprendizado e inserção nesse novo método de realizar o estágio. A pandemia chegou e nos fez perceber o quanto as ferramentas digitais são necessárias, e principalmente, o quanto elas podem ser utilizadas de maneira positiva em prol da educação. Mesmo sendo algo inovador e assustador para muitos professores, diretores e escolas seria algo que estaríamos lidando em breve, visando que, cada vez mais o consumo e uso de celular, notebooks, tables vem aumentando isso logo influencia na educação, algumas escolas já possuem o uso de aulas de informática, no entanto, acabou se tornando maior que isso, para Braga (2013, p. 41) “No entanto, não podemos ignorar que a interação com as máquinas digitais demanda muito mais que aprender a gerenciar as operações de comandos (isso, por si só, um pesadelo inicialmente enfrentado pelos imigrantes digitais).” FUNDAMENTOS TEÓRICOS Para nossas atividades, as teorias dos campos conceituais de Vergnaud foram de suma importância, pois, tais teorias fazem com que ao realizarmos tais exercícios os alunos raciocinarem e não apenas tenham um resultado sem fazê-los pensar em todo o problema e calcular. Para Santana; Filho; Lautert (2017, p.8) “A teoria dos campos conceituais de Vergnaud, segundo a qual conceitos matemáticos organizam-se em estruturas complexas, como é o caso do campo multiplicativo, constitui um importante contributo para a compreensão da complexidade inerente à aprendizagem das operações de multiplicação e divisão.” O professor como mediador de ensino precisa de ferramentas e métodos que façam seus alunos pensarem e evoluírem na sua educação, a parte da matemática é a matéria que os alunos possuem mais dificuldades, pensando “a teoria auxilia o professor a analisar os processos pelos quais os estudantes adquirem o conhecimento, permitindo que ele tenha mais clareza sobre os elementos conceituais, as propriedades, as operacionalizações que estão sendo ensinadas e, assim, possa mediar situações nas quais exista a intenção de ampliar o conhecimento deles.” (Santana; Filho; Lautert (2017, p.15) METODOLOGIA Inicialmente tivemos a reunião com a professora, que relatou como estava realizando os trabalhos, ela criou um grupo de whatsapp com os pais dos alunos e por meio dele enviava às atividades, o grupo era fechado apenas para administradores enviarem mensagem. Antes do contato com a professora também tivemos aula remota com a professora regente do Estágio II, debatíamos textos e também tivemos oficinas sobre aplicativos do google: Jamboard, google formulários, canva. Com o trabalho sendo iniciado, nos mandamos às perguntas para a professora do estágio para realizar as devidas correções e depois repassavam para a professora do 4º ano. Em meio a isso, iniciamos os contatos com a professora do 4º ano, ela nos enviava o cronograma da semana e fazíamos o levantamento do que iríamos utilizar, para o primeiro formulário escolhemos o tema “Antecessor e sucessor”, para auxiliar o formulário nós fizemos uma pequena vídeo aula de 2 minutos fazendo uma breve explicação do que era antecessor e sucessor, o formulário continha 10 para os alunos responderem, a professora enviou no grupo dos pais, eles precisavam assistir a vídeo aula e depois responder ao questionário. Para o segundo formulário, trabalhamos com multiplicação e divisão de acordo com o que a professora mandou no seu planejamento. Nessa atividade montamos quiz intitulado “Hora do Quiz Matematicando” envolvendo apenas a matemática e contemplando as teorias de Vergnaud que envolviam questões matemáticas. RESULTADOS Alguns resultados que tivemos com o uso do google formulário, que foi um aplicativo de extrema relevância para nós pois, já entrega gráficos e dados que possamos usar futuramente. No primeiro formulário que trazia os assuntos de antecessor e sucessor tivemos 6 respostas, e a grande maioria acertou, mostrando que dominaram de maneira correta o assunto Formulário 1. Fonte: autores próprios via google formulário Formulário 1. Fonte: autores próprios via google formulário No formulário 2, tivemos ao todo 22 respostas, e também um feedback dos pais dos alunos, de como eles gostaram e isso foi de extrema relevância pois, nos incentivou na graduação e também a realizarem mais atividades. Formulário 2. Fonte: autores próprios via google formulário Formulário 2. Fonte: autores próprios via google formulário CONCLUSÃO Infelizmente, tivemos pouco tempo com a turma pois, os formulários e vídeos demandam uma maior produtividade, no entanto, o que aplicamos e o contato que tivemos com a professora foi de extrema relevância para nossa formação. Uma das dificuldades que tivemos foi a falta de interação com os alunos, sem ser por meio da professora, mas na troca de mensagens para saber como estavam indo. E o estágio mais uma vez se mostrando relevante na formação acadêmica, trazendo esse novo modo de dar aulas, e os aplicativos em prol da aprendizagem que foram de suma importância para realizar nossas atividades. Às tecnologias estão cada vez mais presentes e nós como futuros formadores da nova geração, devemos aprender e a dominá-las, pois os futuros alunos já nascem com um celular na mão, basta termos condições e estudos para focar em prol da aprendizagem dentro e fora de sala de aula. REFERÊNCIAS Braga, Denise Bértoli. Ambientes digitais: reflexões teóricas e práticas. Cortez Editora, 2016. Ensinando multiplicação e divisão no 4o e 5o ano / Eurivalda Ribeiro dos Santos Santana, José Aires de Castro Filho, Síntria Labres Lautert, , organizadores. – Itabuna : Via Litterarum,2017.