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ANATOMIA E FISIOPATOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR E ENDÓCRINO Prof.ª Esp. Camila Ghani Niederauer 1 Farmacêutica Especializada em Farmácia Estética, Atenção Farmacêutica e Farmácia Clínica Pioneira no Estado do Pará em Farmácia Estética desde 2015 Conselheira eleita pelos mandatos 2019/2023 pelo Conselho Regional de Farmácia do Pará Docente de Pós Graduação em Estética Avançada e Cosmetologia na DALMASS Docente de Pós Graduação em Saúde Estética no IPOG Docente de Cursos de Capacitação em Estética Avançada de sua autoria com mais de 500 alunos capacitados Imersão Internacional de Harmonização Orofacial em Intercorrências e Anatomia Facial Palestrante em Eventos de Estética pelo país Membro da Comissão de Estética do CRF/PA Habilitação e capacitação em técnicas minimamente invasivas não cirúrgicas: Fios PDO e lifting facial, Ozonioterapia, Preenchimentos não permanentes, Toxina Botulínica, Bioestimuladores de colágeno, entre outros, com mais de 2500 horas de formação complementar em saúde estética. Proprietária e responsável pela Clínica Camila Ghani Estética Avançada 3 4 Com o passar dos anos, o aumento progressivo da expecta3va de vida trouxe uma maior preocupação com alguns aspectos do envelhecimento, principalmente em relação à aparência :sica, levando muitas vezes à busca incessante pela juventude eterna! Com o crescimento geral de vida da população, torna-se importante garan7r aos idosos não apenas maior longevidade, mas sa7sfação e ter qualidade de vida. O estágio da velhice vem geralmente acompanhado de associações a sen7mentos além das alterações no corpo, o envelhecimento traz ao ser humano uma série de mudanças psicológicas, que pode resultar em dificuldade de se adaptar a novos papéis. 5 Processo de construção do envelhecimento: Físicos Psicológicos Sociais Econômicos e culturais. 6 QUAIS OS ASPECTOS PSICOSSOCIAIS DIANTE DESSA ETAPA DA VIDA??? O mercado oferece inúmeros cosmé0cos e serviços com intuito de melhorar a qualidade de vida, saúde, beleza e bem estar e contribui no processo de auto mo0vação. Atualmente, cuidar do corpo não é mais uma a0vidade supérflua. É questão de saúde, que gera emprego, renda e divisas ao Brasil 7 As relações entre as pessoas estão cada vez mais efêmeras, o que torna a impressão :sica um forte elemento de julgamento nas interações sociais. 8 Assim a beleza passa a ser um valor social que pode garan5r sucessos ou fracassos, tantos nas relações interpessoais quanto profissionais. 9 A grande procura por cosmé0cos e procedimentos esté0cos de alta tecnologia e personalizados é cada vez maior. Interesse 10 2009 VAIDADE à CARACTERÍSTICA DO POVO BRASILEIRO • DESPESA MÉDIA MENSAL FAMILIAR $2.303,56 HIGIENE E BELEZA 11 O MERCADO DE ESTÉTICA MOVIMENTA 38 BILHÕES ANUALMENTE 12 O Brasil ocupou a 21a posição dos maiores exportadores mundiais de cosmé8cos naturais, com uma par8cipação rela8va de 0,8% do total Em 2013, chegou ao primeiro lugar no ranking dos países que mais faziam cirurgias plás8cas. Nos úl8mos anos, porém, esse número entrou em queda Lidera junto dos EUA no ranking de formação de melhores profissionais no ramo da esté8ca ANATOMIA E FISIOPATOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR E ENDÓCRINO • Anatomia=Estrutura • Fisiologia=Funcionamento • Patologia=Distúrbios Estruturais e Funcionais • Homeostase=conjunto de mecanismos implicados na regulação do equilíbrio do meio interno, é a estabilidade fisiológica de um organismo vivo 13 Anatomia da Pele • Há sulcos grandes (frente das ar1culações) correspondendo a pregas da derme, denominados LINHAS DE FLEXÃO. • Existem também sulcos que formam as CRISTAS PAPILARES que tem a função de auxiliar a adesão a objetos. U1lizadas para iden1ficação pessoal (como as impressões digitais). Anatomia da Pele • A pele também tem LINHAS DE TENSÃO (linhas de Langer ou de fenda), que orientam os cirurgiões em incisões, minimizando cicatrizes. • São o resultado da direção em que as fibras colágenas e elásKcas da derme se dispõem. Anatomia da Pele • A espessura da pele varia em média 1 a 2 mm, podendo chegar a 0,5mm nas pálpebras e 4mm nos calcanhares. Sistema Tegumentar 17 Pele + anexos da pele Pêlos Unhas Anexos da pele Anexos da pele - Pêlos • São finos bastões de quera1na produzidos pela compactação de restos de células epidérmicas mortas. • Se formam no interior do folículo piloso. • Cada folículo piloso está ligado a um pequeno musculo eretor, que permite a movimentação do pêlo. Anexos da Pele – Unhas São placas de queratina As unhas crescem 0,1 mm/dia nas mãos e metade ou um terço dessa medida nos pés. Sistema Tegumentar • Fisiologia da pele: Ø Maior e mais pesado órgão do corpo humano Ø Possui de 2-4,5kg (16%) Ø Mede de 2-3mm de espessura Ø Composta pela epiderme, de epitélio estra5ficado pavimentoso quera5nizado, e pela derme, de tecido conjun5vo. Subjacente, unindo-a aos órgãos, há a hipoderme de tecido conjun5vo frouxo e adiposo. 21 Funções do Sistema Tegumentar • Função Barreira: Proteger contra o atrito, a perda de água, a invasão de micro- organismos e a radiação UV. • Na excreção de íons e na secreção de lipídios protetores. 22 • Função hormonal: Síntese de vitamina D. 23 • Função Termorreguladora: vasodilatação e a secreção de suor para dispersar o calor ou vasoconstrição para diminuir a dispersão de calor. 24 Função Sensorial: possui neurônios sensoriais periféricos responsáveis pela percepção dos sen5dos: tato, calor, pressão, dor 25 Fonte: h3ps://www.gestaoeducacional.com.br/sistema-tegumentar-funcoes/ Cada cm2 de pele possui 6 milhões de células 2 mil melanócitos 15 glândulas sebáceas 5 folículos pilosos 100 glândulas sudoríparas 25 corpúsculos de tato (Meissner) 12 receptores de calor (Ruffini) 2 receptores de frio (Krause) 26 o Camada mais superficial o Tecido epitelial pavimentoso estra3ficado quera3nizado o Barreira protetora o Células justapostas o Não possui sistema de irrigação sanguínea direta nem nervos o Alta taxa mitó3ca EPIDERME Camada em que a maioria dos cosmé3cos vai atuar Camada lúcida Funções das camadas da Epiderme • Camada Germina5va ou Basal: mais profunda, responsável pela renovação da epiderme. Presença de quera5nócito, melanócitos e células de Merkel. É o limite entre derme e epiderme • Camada Espinhosa: Início da quera5nizazão Contribui para a resistência da epiderme ao atrito. Presença de quera5nócito e células de Langerhans • Camada Granulosa: Sua células possuem grânulos de querato- hialina que formam uma barreira impedindo a passagem de água, garan5ndo resistência às células e com importante papel na barreira hídrica da epiderme 29 Funções das camadas da Epiderme • Camada Lúcida: 3 a 5 camadas de quera5nócitos, achatados e quera5nizados (células mortas). Encontrado onde a pele é mais espessa, como a palma das mãos e a planta dos pés. Ligada à camada córnea • Camada Córnea: Mais superficial (10 a 15 camadas – pele negra até 28 camadas). Formada por Corneócitos 30 o Quera3na (Quera3nócitos), Melanina (melanócitos), células de Merkel (estrato basal) e células de Langerhans. o Cons3tuída por 5 camadas dis3ntas (estrato córneo, estrato lúcido, estrato granuloso, estrato espinhoso e estrato basal). • Pele fina • Demais regiões • com pelos, melanina e glândula sebácea • 3-4 camadas 32 • Pele grossa • Palma das mãos e sola dos pés • Sem pelos, melanina e glândula sebácea • 5 camadas • As células da camada basal se dividem em um ciclo =~ 19dias e podem levar de 26 a 42 dias até aCngir o estrato córneo, o que requer =~14 dias. • Tempo total de renovação epidérmica é de 59 a 75 dias. 33 Células da Epiderme – Células de Merkel • Celulas epidérmicas modificadas e localizadas na camada basal, tem como função neuroreceptor. • Entram em contato com neurônios sensoriais, detectam sensações de toque 34Células da Epiderme - Células de Langerhans • Células apresentadoras de anJgenos, recirculantes e dendríKcas. • São responsáveis pelos processos de hipersensibilidade cutânea • Atuam como macrófagos 35 Células da Epiderme - Quera;nócitos • SintePzam a queraPna presente na camada córnea. Na pele espessa seu tempo de vida é de 25 a 30 dias, na delgada de 40 a 50 dias • ConsPtuem a maior parte da epiderme (90%) • Proteína estrutural dos pelos e das unhas • A queraPna tem função contra trauma mecânico e impermeabilização da pele 36 Células da Epiderme - Melanócitos • Celula dendrí5ca que produz melanina, • Nos humanos encontra-se na pele, na camada basal da epiderme, no SNC e na re5na. • Possuem melanossomas, onde ocorre a melanogênese • Após formada, a melanina é transportada para os quera5nócitos 37 Durante a exposição aos raios UV, a a0vidade das células aumenta a produção da melanina, consequente escurecimento da pele Fatores es;mulantes da síntese de MELANINA Ø Luz Ultravioleta Ø TraumaPsmos cutâneos Ø Fator hormonal: insuficiência das glândulas Ø Supra-renais, hormônio, fator de crescimento e estrógenos Ø Irritação cutânea por depilação, laser, cosméPcos e outras práPcas de cabine Ø medicamentos tópicos (de ação local) e sistêmicos (de ação em todo o organismo) Ø processos de oxidação cutânea: originadas por todas as causas que geram radicais livres 38 • Todos os indivíduos, independentemente da raça, possuem quan3dades semelhantes de melanócitos. O que difere a coloração de brancos e negros é a capacidade de produção de cada um. Negros possuem melanócitos com a3vidade celular mais acentuada. 39 Há em torno de dois mil ou mais melanócitos epidérmicos por milímetro quadrado de pele da cabeça e antebraço e cerca de mil, no restante do corpo. Melanossomas • são organelas elíp5cas, altamente especializadas, nas quais ocorre síntese e deposição de melanina (Figura 3), armazenamento de 5rosinase sinte5zada pelos ribossomos, e representam a sede dos fenômenos bioquímicos em que originam a melanina. 40 https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962009000600008 Melanogênese 41 Diminui a transcrição da tirosinase e TRP-1, enzimas essenciais no processo de produção da melanina. Ocorre no interior dos melanócitos, nos melanossomas. Marcação de melanina – Coloração de Fontana Masson Fragmentos de pele caucasiana nas condições basal e irradiada com UVA (3 J/cm2) e depois incubada por 48 horas. Ampliação 400x. 42 Discromias 43 v Quando discu5mos sobre discromias, estamos tratando de um dos temas de maior complexidade no que se refere a resultados esperados tanto nos tratamentos dermatológicos como aplicações cosmé5cas. 44 § As alterações cutâneas e provenientes da mudança na cor da pele com menor pigmentação ou ausência parcial de pigmento, ou ainda um aumento na produção de pigmentação da pele, são consideradas discromias. § O termo discromia compreende um variado grupo de dermopaPas de origem endógena ou exógena. 45 DISCROMIAS • Acromia - Ausência total de melanina • Hipocromia – Diminuição de produção de melanina • Hipercromia - Concentração excessiva de pigmentação pela melanina • Efélides - Máculas encontradas na pele. Geralmente são múlCplas 46 • As pessoas denominadas ruivas, possuem um pigmento (tricosiderina), rico em ferro, dando a cor avermelhada ao cabelo e a pele. 47 • São manchas simétricas, difusas, de bordas regulares e configuração geográfica, de cor castanha clara ou escura, comuns em peles castanhas ou pardas. • Localizam-se na face, regiões malares, frontal, labial superior e masseter. Possui maior incidência no sexo feminino a parPr dos 25 anos. • Apresenta como fatores desencadeantes gravidez, predisposição genéPca, cosméPcos, exposição solar, terapias hormonais, disfunções hormonais e endócrinas. Melasma 48 ViCligo 49 • caracteriza-se pela diminuição ou falta de melanina em certas áreas do corpo, gerando manchas brancas nos locais afetados. • As lesões, que podem ser isoladas ou espalhar-se pelo corpo, aPngem principalmente os genitais, cotovelos, joelhos, face, extremidades dos membros inferiores e superiores (mãos e pés). • incidência: 1% a 2% da população mundial. 50 Len$go e len$gens 51 LenCgo • É um pigmento de melanina também conhecidas como manchas senis aparecem ao longo da vida, por fatores como idade e exposição crônica exclusivo para a radiação ultravioleta. • A maioria das alterações de pele associadas ao envelhecimento são uma conseqüência de dano solar. 52 • Se demonstrou que as áreas da pele exposta contêm maior • Manchas bem definidas, podem ser castanho-claro ou escuro • Aparecem no colo, mãos e no couro cabeludo dos calvos. Efélides/sardas 53 • Comuns na infância em indivíduos de pele clara • São pequenas • Variam de coloração avermelhadas a marrom claro • Ciclos de atenuação no inverno e intensificação no verão • A hiperpigmentação é resultado da quan8dade anormal de pigmento de melanina em quera8nócitos basais. • Não há aumento de melanócitos. • Elas não representam riscos para a saúde pois são inofensivas. Hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI) • É um aumento adquirido na pigmentação cutânea secundária a um processo inflamatório. • É um 5po de mancha an5esté5ca, causados por diversos fatores como picada de inseto, machucados, acne, cortes, queimaduras, derma5te atópica, entre outros. 54 Importante dar destaque para a HPI ocasionada por tratamentos esté3cos abla3vos, como peelings, lasers, dermoabrasão, entre outros 55 • Apesar do sol não ser a causa da HPI, pode agravar os sintomas, escurecendo as áreas afetadas, portanto proteção solar adequada é obrigatória. • segue danos à epiderme e/ou derme com deposição de melanina dentro dos queraPnócitos (células da pele) e/ou da derme. DISFUNÇÃO PIGMENTAR - NEVO • Pintas ou nevos melanocíPcos são lesões planas ou elevadas, cuja coloração pode variar da cor da pele ao negro. Podem ser congênitos ou adquiridos. • Esses nevos podem ser pequenos, punPformes ou até gigantes, aPngindo grandes áreas do corpo. • A maioria dos nevos é benigna, porém alguns podem se transformar em câncer de pele. 56Algumas pintas podem apresentar pelos. DISFUNÇÃO PIGMENTAR - HEMANGIOMA 57 • são vistos com mais frequência em recém-nascidos prematuros. • é uma marca de nascença que cresce durante o primeiro ano de vida e desaparece com o tempo. Pode aparecer no rosto, no couro cabeludo, no peito ou nas costas. • A maioria dos hemangiomas desaparece por conta própria. Em casos raros, pode interferir na visão ou causar outros sintomas • pode ser tratado com medicamentos ou cirurgia a laser. 58 o Camada conjunPva o Folículo piloso o Glândulas sudoríparas e sebáceas o Vasos sanguíneos, nervos e componentes celulares. o Responsável pela termorregulação, pelo suporte da rede vascular e pela defesa imunológica, em associação com as células de Langerhans da epiderme. o Síntese de colágeno e elasPna o Célula principal: FIBROBLASTO o Espessura média 0,5 a 3 mm o Nutre a epiderme!!! Derme Resiste à penetração da agulha por ser tecido firme, compacto e pouco distensível (Tamura, 2010). Derme Papilar § Papilas dérmicas § Mais superficial § Cons4tuição: tecido conjun4vo frouxo § Muitas células (fibroblastos, macrófagos, plasmócitos, etc..). § Alças capilares nas papilas – regulação da temperatura corpórea - Presença de receptores Derme Re,cular § Tecido conjun4vo denso não modelado Colágeno 4po I, grossas fibras elás4cas, proteoglicanas § Mais profunda § Menor número de células § Presença dos anexos: glândulas sebáceas, sudoríparas e pêlos § Presença de receptores Derme - Vascularização Região vascular Artéria veias Nervos Levam nutrientes Removem toxinas sensibilidade A pele é o mais extenso receptor sensorial Derme - Fibroblastos • É a célula mais comumno tecido conjun5vo • são as células mais jovens • sinte5zam a matriz extracelular (proteínas colágeno, elas5na, glicoproteínas, glicosaminoglicanos, proteoglicano) Produz fatores de crescimento (que controla a proliferação e a diferenciação celular). 67 Derme - Fibras de colágeno • Conferem resistência à tração e estrutura ao tecido; • Unem e fortalecem os tecidos; • Colágeno Tipo III: colágeno embrionário Colágeno Tipo I: colágeno maduro • Colágeno Tipo V: colágeno depositado em torno das células (sustentação estrutural) 68 Flacidez 69 • A hipotonia 1ssular (flacidez de pele) é uma das disfunções esté2cas mais complicadas de se tratar e uma das mais comuns. 70 • A flacidez acontece quando fibras de sustentação da pele, o colágeno e a elasKna, são afetadas pela falta de nutrientes ou oxigenação. • É decorrente de uma atrofia do tecido; seja muscular ou cutâneo. • Desta forma, podemos encontrar flacidez de pele (Kssular) ou flacidez muscular. 71 • É muito comum que os dois Ppos apareçam associados, dando um aspecto ainda pior às partes do corpo afetadas. • Os músculos ficam flácidos principalmente pela falta de exercício qsico. • Se eles não são solicitados, as fibras musculares ficam atrofiadas e causa a flacidez. 72 Flacidez de pele – Hipotonia Tissular • O colágeno, componente fundamental do tecido conjun8vo, torna-se gradualmente mais rígido, e a elas8na, outro componente do mesmo tecido, vai perdendo sua elas8cidade natural devido à redução do número de fibras e outros componentes (GUIRRO E GUIRRO, 2002). 73 Aparece geralmente a par3r da terceira década da mulher e em partes bem visíveis do corpo: como abdômen, coxas, glúteos, rosto e braços Flacidez *ssular • O tecido conjun3vo é formado por diversos 3pos de células e, dentre elas, encontramos os fibroblastos, células responsáveis pela formação de fibras e do material intercelular amorfo, ou seja, que sinte3zam colágeno, mucopolissacarídeos e também fibras elás5cas (GUIRRO;GUIRRO, 2004). • A diminuição da a3vidade e do número de fibroblastos ocasionam uma menor produção de colágeno e desorganização dos já existentes. 74 Flacidez muscular – Hipotonia muscular • É ocasionada pelo enfraquecimento do músculo devido a falta de esdmulos tanto no corpo como na face. • Refere-se à diminuição do tônus muscular, estando o músculo pouco consistente. • O músculo, mesmo em repouso, possui um estado permanente de tensão que é conhecido como tono ou tônus muscular. 75 Flacidez muscular • O tônus muscular está presente em todas as funções motrizes do organismo como o equilíbrio, a coordenação, o movimento, entre outros (Ibidem, 2001). • “O tônus muscular é o alicerce das a1vidades prá1cas”(apud OLIVEIRA, 2001, p. 27). 76 Flacidez muscular • O sedentarismo é considerado um dos fatores mais frequentes para seu aparecimento, seguido pela perda de massa muscular e aumento do depósito de gordura. • Esses processos são decorrentes do envelhecimento fisiológico, que tem seu início por volta dos 30 anos. 77 Principais causas: Envelhecimento, sedentarismo e emagrecimento COMO AVALIAR??? A avaliação é feita pela inspeção visual, pois o tecido apresenta dobras e vincos. É por meio de pinçamento que se pode perceber a diminuição da tensão e consistência do tecido dérmico É preciso fazer o “teste de prega”, uma manobra que consiste em fazer uma prega com os 3 primeiros dedos da mão, abrangendo uma boa quan3dade de tecido. Segure a prega por uns 3 segundos e solte, observando o tempo para retorno à configuração de repouso. Se demorar muito para voltar a normalidade, há flacidez. 78 79 80 81 Principais causas: Envelhecimento, Sedentarismo, hormonal, Predisposição gené3ca: 82 Derme - Estrias 83 84 • As fibras elás3cas são os alvos iniciais de formação das estrias à granulação dos mastócitos; • As estrias caracterizam-se por um rompimento das fibras elás3cas que sustentam a camada intermediária da pele, formada por colágeno e elas3na; • Estão localizadas na derme (camada profunda da pele) que ocorrem por sua distensão exagerada ou devido a alterações hormonais. • São definidas como um processo degenera3vo cutâneo, caracterizado por lesões atróficas em trajeto linear, que variam de coloração de acordo com sua fase evolu3va. • Apresentam caráter de bilateralidade, tem uma tendência da estria se distribuir simetricamente de ambo os lados.(Nascimento, et al,2007.) • Evoluem clinicamente em estágios semelhantes aos de uma cicatriz, com lesões a1vas. 85 ü Surgem principalmente nas coxas, nádegas, mamas, quadris, culotes, abdome (gravidez) e dorso do tronco (homem) ü Podem surgir em menor incidência nos ombros, axilas, braços e atrás dos joelhos; ü Em pessoas de pele morena as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia. 86 Existem 3 teorias que tentam jusKficar a eKologia das estrias: (Guirro e Guirro,2002) q Teoria Mecânica q Teoria Endocrinológica q Teoria Infecciosa 87 Teoria mecânica • Ocorre quando a pele é acome3da por um es3ramento, ruptura ou perda de suas fibras elás3cas dérmicas; • Como em casos de obesidade, gravidez, a3vidade :sica rigorosa e no adolescente em fase de crescimento. (Yamaguchi, 2005) 88 Teoria Endocrinológica • Com o advento do uso terapêu3co de hormônios adrenais, cor3cais ou por uso indiscriminado de anabolizantes, distúrbios nutricionais bioquímicos, distúrbios hormonais; • Estão associados ao aparecimento das estrias com efeito localizado somente em algumas regiões (Silva, 1999); • Esta teoria explica o fato de não ocorrer estrias em crianças abaixo de 9 anos, pois a secreção deste hormônio só inicia na puberdade. 89 Estrias Teoria Infecciosa • Existem relatos que processos infecciosos provocam danos às fibras elás3cas originando as estrias; • Segundo Kede e Sbatovich (2004), notou-se o aparecimento de estrias em jovens após febre 3foide, reumá3ca e outras infecções crônicas. • Além desses fatores existem ainda a predisposição gené3ca. 90 ETIOLOGIA As estrias podem ser classificadas em: qRúbra/violácea qAtróficas qNacaradas 91 Rúbra/Violácea v Aspecto inflamatório e coloração rosada dada pela superdistenção das fibras elásPcas e rompimento de alguns capilares sanguíneos, com sinais clínicos de prurido e dor em alguns casos. 92 v Possuem aspecto cicatricial, uma linha flácida central e hipocromia, com fibras elás3cas enoveladas e algumas rompidas, com colágeno desorganizado e os anexos da pele preservados. (Lima, Pressi, 2005) 93 Atróficas • Possuem flacidez central, recoberta por epitélio pregueado, sendo desprovidas de anexos cutâneos, com fibras elás1cas rompidas, e as lesões evoluindo para fibrose. (Kede e Sabatovich, 2004) 94 Nacaradas Incidência • Efeito sanfona • Crescimento repen0no • Hipertrofia muscular • Alterações hormonais • Gravidez • Obesidade • Hereditariedade • Uso de cor0coesteróides 95 A estria é relatada na maior parte da literatura como sendo uma lesão irreversível, isto está embasado em exames histológicos, que mostram redução no número e volume dos elementos da pele, rompimento de fibras elás3cas, pele delgada, redução da espessura da derme, com fibras colágenas entre si. Incidência • Apesar de surgirem em ambos os sexos, predominam no sexo feminino (60%) podendo ser discretas ou exuberantes; quando comparados ao sexo masculino (40%); • Um dos principais períodos é a adolescência , sendo bastante comum em cerca de 90% das mulheres durante o período gestacional , porém estes podem variar; • Na adolescência acometem indivíduos de ambos os sexos; • Não costumam ocorrer, em condições normais, em pessoas acima de 45 anos e nem na puberdade. • Efeito sanfona, Crescimento repen0no, Hipertrofia muscular e Alterações hormonais 96 Glândula sebácea • Originam-se na região posterior do folículo piloso • Distribuídas por todo o corpo(exceto nas regiões palmo plantares) • Liberam suas secreções na superJcie do corpo • Des1nada a proteger e lubrificar a superJcie do corpo e os pelos 97 ACNE ü A acne é uma das doenças de pele mais frequentes em dermatologia. ü A adolescência é um período onde ocorre uma alta incidência de acne, influenciando na autoes8ma e comportamento dos adolescentes. ü O aparecimento é precoce, com prevalência maior entre os homens, graças a influência androgênica (TESTOSTERONA). 98 ü Afeta ambos os sexos àtende a ser mais agravante no sexo masculino, ü Aproximadamente 85% das pessoas na faixa etária entre 12 e 25 anos apresentam algum grau de acne . ü Alteração esté8ca que pode ocasionar transtornos psicoemocionais. 99 A comedogênese (formação do comedão), A produção de sebo A colonização bacteriana pelo Propionibacterium acnes (P. Acnes) E o processo inflamatório . Fisiopatologia Os dois primeiros são diretamente favorecidos pela mudança dos padrões estruturais da glândula por es8mulo hormonal, que geralmente ocorre na adolescência e em distúrbios hiperandrogênicos. Quatro são os principais pilares da patogênese da acne: 100 Propionibacterium acnes (P. Acnes) § Propionibacterium acnes (P. acnes) é bacilo gram-posi3vo, anaeróbio faculta3vo. § Essa bactéria é predominante na flora folicular com presença confirmada no estrato córneo e nas unidades pilossebáceas. § Na pele, sua distribuição é predominante nas áreas da face e couro cabeludo, relacionada com a alta concentração de unidades pilossebáceas desses locais. 101 A acne classifica-se conforme as lesões predominantes, sendo graduada de I a V, conforme a gravidade. 102 Acne grau I, não inflamatória, apresenta predomínio de comedões 103 já na acne grau II há predomínio de lesões pápulo-pustulosas além dos comedões. 104 Na acne de grau III nódulos e cistos podem ser observados e na grau 105 IV sendo uma forma severa com múl4plos nódulos inflamatórios, formação de abscessos e fistulas. 106 Uma forma rara e grave 2 acompanhada de febre, leucocitose e artralgia é a acne de grau V. 107 108 Cicatrizes de acne • Hipertrófica - é uma condição cutânea caracterizada por tecido cicatricial em excesso, mas sem observação de queloides • Hipocrômica- é uma condição cutânea caracterizada por tecido cicatricial despigmentado • Hipercrômica - é uma condição cutânea caracterizada por tecido cicatricial escuro, pigmentado 109 Cistos e nódulos 110 Cistos • Trata-se de um nódulo benigno que pode surgir em qualquer área do corpo, porém é mais comum na face, pescoço e tronco, que são regiões com maior acúmulo de glândulas sebáceas. Sintomas • Nódulo visível e palpável, de consistência fibroelás<ca e da cor da própria pele. • Em alguns casos, pode ser mais visível e ter uma coloração amarelada. • Pode ser doloroso, dependendo de sua localização no corpo, mas isso não é muito comum. • Se houver infecção, o cisto pode ficar avermelhado, quente, doloroso e sofrer saída de secreção purulenta. Nódulos • Na patologia, é uma lesão sólida, elevada, com mais de 1 cm de diâmetro, é geralmente bem delimitada e de origem epitelial ou conjunCva. • Pode ser pediculada ou séssil. Quando não está se expandindo é classificado como benigno e quando está é classificado como maligno. 115 sudoríparas Glândulas sudoríparas • São glândulas especializadas na produção de suor • Importante para regular a temperatura corporal e eliminar substâncias tóxicas • Distribuídas por quase toda superbcie • Abundantes nas palmas das mãos e nas plantas nos pés e fronte • Menos numerosas nas costas 116 Dividas em dois grupos: • Écrinas: glândulas exócrinas que apresentam canal excretor, visualizadas como os poros. • ParKcipam do processo de termorregulação • Estão mais presentes na região Palmo-plantar, axilas e testa • São inervadas por fibras nervosas do sistema simpáKco colinérgico • O suor que mantém a temperatura corporal e impede a hipertermia • A liberação do suor é desencadeada pela aceKlcolina 117 • Apócrinas: menos numerosas que as écrinas. • Anexadas aos folículos polissebáceos. • Estão presentes nas regiões: axilar, ao redor das aréolas mamárias, couro cabeludo e região genital. • Sua secreção aumenta pelos esXmulos emocionais e a excitação sexual • O estresse emocional aumenta a produção de suor • Entram em aKvidade durante a puberdade e estão sob controle dos hormônios sexuais 118 Glândulas sudoríparas 119 Bromidrose Folículo piloso • É um anexo da nossa pele responsável pela produção e crescimento do pelo. • Composto por uma haste capilar, músculo eretor do pelo, glândula sebácea, bainhas que revestem o pelo, bulge e bulbo. Essas duas úl5mas estruturas tem a capacidade de produzir novo pelo quando transplantadas para uma região calva. • Capacidade de se agruparem no couro cabeludo, exteriorizando para fora da pele de um até sete pelos ou fios de cabelo. 120 • No fundo do folículo piloso, células são produzidas, empilhando-se e quera5nizando-se. • Essas células originam a conhecida haste pilar, que é formada pela cuqcula, córtex e medula. 121 122 •Dura de 2 a 7 anos •Dura de 2 a 4 semanas •Dura de 5 a 6 semanas • Temos em média: 130 a 150 mil folículos pilosos ü Cada folículo piloso é independente e passa pelo ciclo de crescimento em momentos diferentes ,caso contrário, todo o seu cabelo cairia ao mesmo tempo! Em vez disso, você só perde um certo número de cabelos por dia – 80 a 150 fios. v Cor do Pelos • Loiro, Vermelho, Castanho Claro, Castanho Escuro, ou Preto; v Textura do Pelo • Fino ou Grosso 123 Alopecia • Alopecia é definida como perda de pelos do corpo. • as alopecias são um problema por mo1vos cosmé1cos e psicológicos, mas pode ser também um sinal importante de doença sistêmica. Diversas causas podem estar associadas: o Aumento de DHT; o Alterações hormonais; o Estresse o Má alimentação 124 Você sabia que existem dois ;pos de pelos? • Pelo VELO: pequeno, fino, macio e pouco pigmentado. Ø O pelo Ppo velo pode ser transformado em terminal, isso ocorre com a barba dos homens após a puberdade. • O TERMINAL é grosso, longo e pigmentado. Encontrado mais em membros inferiores e homens. 125 Foliculite • Reação inflamatória do folícolo piloso 126 A e4ologia da foliculite geralmente não é clara, mas transpiração, trauma, fricção e oclusão da pele são conhecidos por potencializar a infecção. O patógeno pode ser bacteriano, fúngico, viral ou parasí4co. Foliculite bacteriana é geralmente causada por Staphylococcus aureus, mas ocasionalmente por Pseudomonas aeruginosa (foliculite da banheira de hidromassagem) ou outros organismos foram relatados. Foliculite por banheira de hidromassagem ocorre devido ao tratamento químico inadequado da água. Acne é uma forma não infecciosa da foliculite. file:///pt/profissional/distu%CC%81rbios-dermatolo%CC%81gicos/acne-e-doenc%CC%A7as-relacionadas/acne-vulgar Sintomas • Dor leve, prurido ou irritação. • São sinais: pústulas superficiais ou nódulos inflamatórios ao redor do folículo piloso. Os pelos infectados caem ou são removidos facilmente, mas novas pápulas tendem a se desenvolver. • O crescimento de pelos grossos na pele pode provocar irritação ou inflamação crônica, que simulam a foliculite infecciosa pseudofoliculite da barba. file:///pt/profissional/distu%CC%81rbios-dermatolo%CC%81gicos/doenc%CC%A7as-dos-pelos/pseudofoliculite-da-barba HIPERTRICOSE • é uma condição dis<nta. Representa simplesmente o crescimento aumentado E ANORMAL de pelos em qualquer área do corpo. • Ela pode ser localizada ou generalizada. 129 Hirsu*smo • É o crescimento excessivo de pelos grossos e negros em mulheres em localizações que são mais qpicas do homem • Aumento dos níveis de androgênio na circulação • Resposta aumentada do órgão final aos andrógenos 130 Pele • Cada umdos ,pos de pele é capaz de apresentar diferentes caraterís5cas, as quais, devem sempre serem levadas em conta para poder receber um resultado eficaz aliado aos melhores tratamentos disponíveis. 131 Caso contrário, tais resultados podem não ser sa3sfatórios e até mesmo piorarem o seu problema. Tipos de pele 132 Pele normal • A pele normal tem textura saudável e aveludada, produzindo gordura em quan5dade adequada, sem excesso de brilho ou ressecamento. Geralmente, a pele normal apresenta poros pequenos e pouco visíveis. 133 PELE OLEOSA • Tem aspecto mais brilhante e espesso, por causa da produção de sebo maior do que o normal. Além da herança genéPca, contribuem para a oleosidade da pele os fatores hormonais, o excesso de sol, o estresse e uma dieta rica em alimentos com alto teor de gordura. • poros dilatados e maior tendência à formação de acne, de cravos e de espinhas. 134 PELE SECA • A perda de água em excesso • poros poucos visíveis, pouca luminosidade e é mais propensa à descamação e vermelhidão • maior tendência ao aparecimento de pequenas linhas e fissuras. • pode ser causada por fatores gené@cos ou hormonais, como menopausa e problemas na @reoide, e também por condições ambientais, como o tempo frio e seco, o vento e a radiação ultravioleta. • Banhos demorados e com água quente, podem provocar ou contribuir para o ressecamento da pele. 135 PELE MISTA • É o 5po de pele mais frequente. Apresenta aspecto oleoso e poros dilatados na “zona T” (testa, nariz e queixo), podendo apresentar acne nesta região e seco nas bochechas e extremidades. 136 Pele Sensível • Não é um Ppo em si, mas uma condição que pode acometer pessoas de peles normais, mistas, oleosas ou secas. Portanto "pele sensível" é assim considerada porque responde de forma exagerada ao mínimo contato com produtos tópicos. 137 FOTOTIPOS DE PELE Classificação de fitzpatrick 139 Envelhecimento cutâneo Ø É um processo biológico multifatorial, lento, progressivo influenciado por dois fatores básicos: Intrínsecos (cronológicos) e Extrínsecos. 140 Com avanço da idade A pele começa a sofrer alterações que modificarão seu aspecto grada7vamente caracterizando o envelhecimento cutâneo Pele envelhecida X Pele jovem. Falta X produção de colágeno Envelhecimento cutâneo ↓ Afinamento e deslocamento inferior da gordura profunda (“queda da bochecha”) ↓ Perda óssea malar ↑ Aumento da largura da órbita ↓ Afinamento das têmporas ↓ Afinamento dos lábios ↓ Perda progressiva de fibrina, colágeno, e outras moléculas relacionadas com a firmeza da pele 141 • Radiação ultravioleta do sol • Estresse • Poluição • Pouca ingesta de água • Não usar filtro solar • Dormir mal • Sedentarismo • Tabagismo • Consumo de açucares e gordura –glicação • Declínio hormonal e oxidação Fatores que desencadeiam o envelhecimento 142 Íntrinsecos 144 Fatores externos que se sobrepõem ao envelhecimento intrínseco Extrínsecos 145 Ø É o envelhecimento da pele por exposição solar excessiva Ceratoses solares Fotoenvelhecimento 146 147 148 O que o sol faz com você!!! 149 Camadas da pele afetadas 150 VOCÊ AINDA QUER BRONZEAR 151 Comparação: locais expostos ao sol e locais sem exposição UV 152 Diferença à se um creme protetor for aplicado na pele 153 vÉ formada por tecido conjunBvo frouxo, composta pelos adipócitos vSituada na região mais profunda da pele, conecta frouxamente a pele e a fáscia dos músculos subjacentes Funções: Ø Reservatório energé4co Ø Isolante térmico ØModela superZcie corporal ØAbsorção de choque Ø Fixação dos órgãos HIPODERME / Tela subcutânea HIPODERME 159 O tecido adiposo deve e precisa ser dividido em duas camadas dis0ntas: hipoderme (TAS) e tecido celular subcutâneo (TAP), pois são camadas que apresentam anatomia, histologia e metabolismo completamente dis0ntos (Cunha MG Cunha Gonzaga AL Carlos A. Machado,2014) Na literatura há uma grande confusão entre os termos hipoderme e tecido adiposo subcutâneo, muitas vezes u0lizados como sinônimos. Designam, porém, duas estruturas dis0ntas, independentes e com respostas metabólicas diversas. A dis0nção entre essas camadas e o conhecimento de seu comportamento são de fundamental importância na escolha do tra- tamento adequado. (Cunha MG Cunha Gonzaga AL Carlos A. Machado,2014) HIPODERME Na grande maioria das vezes mais espessa nas mulheres = 20 a 25% do peso corporal = 15 a 20% GORDURA BRANCA • Acumula energia no corpo, aparece quando comemos em excesso e fazemos pouco ou nenhum exercício; • A função é de fornecer proteção mecânica, amenizando o impacto de choques; • Pode causar doenças cardíacas e prejudicar a circulação; • Principal Ppo de gordura encontrado no adulto! GORDURA MARROM • é considerada uma gordura boa pois é importante para a produção de calor que irá nos aquecer. Esse fator contribui para a queima de calorias o que vai es5mular o emagrecimento.. 161 X não é uma gordura saudável. 162 Gordura localizada (GL) 163 • A gordura do nosso corpo é formada por células chamadas ADIPÓCITOS que estão localizadas no tecido subcutâneo. Possui função de isolante térmico, proteção de orgãos, modelamento corporal e a mais importante: fornecimento de energia. Porém, quando a gordura que temos é maior do que precisamos aí vem um problema que todos temem: a gordura localizada! 164 • O desenvolvimento irregular do tecido conjunPvo adiposo subcutâneo é popularmente conhecido como gordura localizada, podendo ser de origem genéPca ou produzida por alterações posturais ou circulatórias. • Em pessoas de peso normal pode concentrar-se em aproximadamente de 15-20% do peso corporal em homens e em mulheres de 20-25%. 165 A gordura localizada é um fator que incomoda e afeta a autoesBma e a relação com a autoimagem de muitas pessoas, podendo, inclusive, ser um dos fatores que desencadeia a ocorrência de depressão, bem como fator de risco para várias outras doenças que podem afetar o organismo. 166 Lipogênese q Quando ingerimos carboidratos, estes são transformados em glicose, que entram na corrente sanguínea. q Quando a concentração de glicose no sangue ultrapassa o seu limite máximo, seu excesso é removido e armazenado pelo Lgado sob a forma de glicogênio. q Quando em excesso, o glicogênio, é quebrado pelo Lgado e eliminado no sangue e, consequentemente, aumentando as concentrações de ácidos graxos na corrente sanguínea. q O excesso de ácidos graxos no sangue é removido pela pele que o armazenará dentro dos adipócitos. Este armazenamento ocorrerá sob a forma de gordura. 167 • Gordura Ginóide: ocorre predominantemente no sexo feminino. É também chamada de gordura baixa, periférica ou glúteo-femoral. Este Bpo de gordura se associa à figura de uma pêra, e acarreta num menor risco de complicações metabólicas. • Gordura Andróide: é predominante no sexo masculino. Esta variação também é conhecida como gordura alta, central ou troncular. A gordura androide se assemelha à figura de uma maçã. • Estudos apontam que a gordura androide oferece maior risco de complicação metabólica. 168 Andróide Ginóide Evolução humana 169 170 A HUMANIDADE COLABORA PARA O SEDENTARISMO!!!! Fibro edema gelóide FEG ou HidroLipodistrofia Ginóide – HLDG à “celulite” 171 Definição e significado qHidrolipodistrofia ginóide (HLDG) vHidro = água vLipo = gordura vDistrofia = desordem nas trocas metabólicas do tecido vGinoide = forma feminina 172 • O termo "celulite" foi usado primeiramente na década de 1920, para descrever uma alteração esté3ca da super:cie cutânea. (Rossi & Vergnanini, 2000) • O emprego do nome celulite é errôneo: processos inflamatórios subcutâneos são designados como sufixo ITE (ex.: sinusite, rinite, faringite). • Não existe este 3po de processo inflamatório na patologia. • A pele fica áspera, com consistência aumentada, há retenção hídrica e dor MAS NÃO HÁ INFLAMAÇÃO! 173 • ACngeaté 95% das mulheres, principalmente nas fases sujeitas a alterações hormonais como: • a puberdade • a gravidez • e uso de pílulas anCconcepcionais. 174 Sendo uma das queixas mais frequentes em relação à esté3ca!!! CELULITE Alteração do colágeno e elas8na Gordura Diminuição do retorno linfá8co Diminuição do retorno venoso Microcirculação arterial 175 Flacidez FATORES DE RISCO 176 Como se forma? • uma alteração circulatória com acúmulo de líquidos e proteínas nas células de gordura, provocando uma modificação da textura do tecido subcutâneo e, posteriormente, uma irregularidade da superqcie da pele, que leva ao aspecto visual de "casca de laranja" 177 Fisiopatologia 179 No nosso organismo, algumas células têm a função de acumular energia, sob a forma de gordura, para ser usada quando necessário. São os adipócitos. Estas células se localizam na tela subcutânea. Adipócito (gordura) libera glicerol e ácidos graxos na corrente sanguínea, que leva para os músculos para essa gordura ser consumida.àATP • Alteração esté7ca só é percebida quando há movimento ou compressão local • Assintomá7ca • Presença de alterações de relevo, com leves ondulações GRAU I • Presença de alteração de relevo sem contração muscular. Os “furinhos” são visíveis, mas não densos • A temperatura pode ser menor nas regiões mais afetadas • Menos circulação local GRAU II • Presença de retrações (furinhos) numerosas e visíveis sob repouso • Pode ter alteração de cor (roxa ou vermelha) • Alteração de menor temperatura • Pode haver dor GRAU III • Presença de macronódulos e retrações, com grandes ondulações • Grande déficit circulatório • Presença de dor intensa • Redução térmica na região GRAU IV 180 Regiões mais acomeKdas 181 SISTEMA MUSCULAR 182 MÚSCULOS • O corpo humano é formado por mais de 600 músculos esquelé5cos. • São formados por fibras musculares. • Possuem a função de se contrair de forma voluntária em resposta a um esqmulo nervoso. 183 SISTEMA MUSCULAR 184 Sistema Muscular • apresenta algumas funções: • Estabilidade corporal; • Produção de movimentos; • Aquecimento do corpo (manutenção da temperatura corporal); • Preenchimento do corpo (sustentação); • Auxílio nos fluxos sanguíneos. 185 SISTEMA MUSCULAR CARACTERÍSTICAS • Excitabilidade – capacidade de responder a esJmulo, • normalmente nervoso. • ContraKlidade – capacidade de contração, produzindo uma determinada força. • Extensibilidade – capacidade de esKramento até seu comprimento em repouso. • ElasKcidade – capacidade de retornar ao seu comprimento original após esKramento. 186 SISTEMA MUSCULAR Eles são agrupados da seguinte forma: Músculos da cabeça e do pescoço Músculos do tórax e abdômen Músculos dos membros superiores e músculos dos membros inferiores. 187 SISTEMA MUSCULAR Origem – extremidade do músculo presa à peça óssea que não se desloca durante a execução do movimento. Inserção – extremidade do músculo presa à peça óssea (não somente ao osso) que se desloca durante a execução do movimento. 188 Músculos da Face 190 Todos os músculos faciais se inserem na pele. Formando as rugas dinâmicas e estáKcas 191 Músculos faciais, inserção e função 192 MÚSCULO INSERÇÃO FUNÇÃO Orbicular da boca Pele e mucosa dos lábios; septo nasal Comprime os lábios contra os dentes; fecha a boca; protraí os lábios Levantador do lábio superior Lábio superior Levanta o lábio superior Levantador do lábio superior e asa do nariz Asa do nariz e lábio superior Asa do nariz e lábio superior levanta o lábio superior e a asa do nariz (dilata a narina) ZigomáPco menor Lábio superior Levanta o lábio superior Altamiro Flávio, CD. Napoleão editora 193 MÚSCULO INSERÇÃO FUNÇÃO Levantador do ângulo da boca Ângulo da boca Levanta o ângulo da boca Zigomá3co maior Ângulo da boca Levanta e retrai o ângulo da boca Risório Ângulo da boca Retrai o ângulo da boca Altamiro Flávio, CD. Napoleão editora 194 Abaixador do lábio inferior Lábio inferior Abaixa o lábio inferior Mentoniano Pele do mento Enruga a pele do mento; everte o lábio inferior Abaixador do ângulo da boca Ângulo da boca Abaixa o ângulo da boca Altamiro Flávio, CD. Napoleão editora 195 Orbicular do olho Pálpebras e pele periorbital Fecha as pálpebras e a comprime contra o olho Occipitofrontal Pele do supercílio; regiãooccipital Puxa a pele da fronte para cima Prócero Pele da glabela Puxa a pele da glabela para baixo Corrugador do supercílio Pele da extremidade lateral do supercílio Puxa a super:cie medialmente Nasal Dorso do nariz Comprime a narina (parte transversa); dilata a narina (parte alar) Orbicular do olho Pálpebras e pele periorbital Fecha as pálpebras e a comprime contra o olho Altamiro Flávio, CD. Napoleão editora COXINS ADIPOSOS 196 VASCULARIZAÇÃO 197 Rebecca Small,2011. NERVOS 199 FORAMES 200 O nervo infraorbitário (verde) atravessando o forame infraorbitário - vista anterior PERDA ÓSSEA 202 Referências • Mosher DB, Fitzpatrick TB, Ortonne JP, Hori Y. Normal skin color and General Considera1ons of Pigmentary Disorders. In: Fitzpatrick TB, Eisen AZ, Wolff K, Freedberg IM, Austen KF. Dermatology in General Medicine. v. 1. New York: Mcgraw-Hill; 1999. p. 936-44. Jimbow K, Quevedo Jr WC, Fitzpatrick TB et al. Biology of Melanocytes. In: Fitzpatrick TB, Eisen AZ, Wolff K, Freedberg IM, Austen KF. Dermatology in General Medicine. v. 1. New York: Mcgraw-Hill; 1999. p.192-220. • Gri Grimes PE. Melasma: e)ologic and therapeu)c considera)ons. Arch Dermatol 1996;131:1453. • O’Brien TJ, Dyall-Smith D, Hall AP. Melasma of the forearms. Australas J Dermatol 1997;38:35. • Boissy RE, Nordlund JJ. Molecular basis of congenital hyperpigmentary disorders in humans: a review. Pigment Cell Res 1997;10:12. • Cristal S Cerqueira, Santos PE. Glândulas sudoríparas e sebáceas. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) set-out 2013. • Jenkinsin D. Compara)ve physiology os swea)ng. Brit J of Derma 88(4):397-406, 1973. • Cunha MG Cunha Gonzaga AL Carlos A. Machado. Hipoderme e tecido adiposo subcutâneo: duas estruturas diferentes. Surg Cosmet Dermatol 2014;6(4):3559. 204 OBRIGADA!!! É IMPOSSÍVEL DERROTAR QYEM SE RECUSA A DESISTIR!!! 205