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Resumo - Clínica Cirúrgica (Sabiston)

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normalmente utilizadas na nutrição 
parenteral. 
Uma vez obtida a via venosa, deve-se decidir pela composição da nutrição parenteral a ser 
administrada para o paciente. Os principais componentes são: 
 
Proteínas: 
Deve-se administrá-las na forma de aminoácidos cristalinos. 
Devem-se inserir obrigatoriamente os aminoácidos essenciais, não sintetizados pelo organismo. 
 
Lipídios: 
Composta geralmente por triglicerídeos de cadeia longa que possuem mais energia. 
Como seu metabolismo independe da insulina, é muito útil para qus está apresentando 
resistência a insulina. 
Produz menos CO2 que a mesma quantidade metabolizada de glicose 
Como desvantagem tem a sua lenta metabolização e necessidade de carnitina para 
metabolização completa. 
Podem ser reesterificados no fígado, diminuindo sua disponibilidade energética. 
 
Eletrólitos: 
Sódio, potássio, magnésio, cálcio e fósforo. 
 
Vitaminas: 
Dentre as Vitaminas hidrossolúveis, a Vit Ce essencial na formação de tecido conectivo para 
cicatrização de feridas 
Vit B auxilia na oxidação da glicose e metabolização dos carboidratos. 
 
Oligoelementos: 
São os íons essenciais: Ferro, magnésio, zinco, cobre, flúor, cobalto, manganês e crômio, sendo 
os 3 primeiros mais importantes. 
 
Imunomoduladores: 
 
• Arginina 
É um aminoácido condicionalmente essencial em pacientes com estresse metabólico, sendo 
importante secretagogo do hormônio do crescimento, prolactina, insulina e glucagon, além de 
estimular função imunológica como as dos linfócitos T. Auxilia também na retenção de 
nitrogênio, turnover protéico e cicatrização de feridas devido ao aumento da sintese de 
colágeno. 
 
• Glutamina 
Aminoácido mais abundante do organismo. È importante substrato para células da mucosa 
intestinal, onde é rapidamente captado. Consiste numa importante fonte energética oxidativa 
para enterócitos, colonócitos e linfócitos.Sua deficiência pode estar associada a atrofia 
intestinal progressiva, diminuição da no tamanho e espessura da mucosa, perda de enzimas da 
borda em escova e invasão bacteriana. 
 
• Taurina 
Envolvido na conjunção de ácidos biliares e pode ajudar na agregação plaquetária e na 
funcionalidade dos neutrófilos. 
 
• Carnitina 
Age na produção de energia pelas mitocôndrias.Deve ser administrado em pacientes graves. 
 
• Ômega-3 
 
 
Complicações da Nutrição Parenteral: 
Podem ser: 
• Mecânicas 
• Metabólicas 
• Infecciosas 
 
Mecânicas: 
Pneumotórax 
Hemotórax 
Punção arterial 
Punção do ducto torácico 
Hidrotórax 
Lesão do plexo braquial 
Posicionamento errado do cateter 
 
Metabólicas 
Intolerância a glicose 
Alterações na prova de função hepática 
Hipo/hiperglicemia 
Hipertrigliceridemia 
Hipercapnia 
Deficiência de ac. Graxos essenciais,vitaminas e oligoelementos 
 
Infecciosas 
Sepse devido ao uso prolongado do cateter. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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t áâÑÜxÅt ä|ÜàâwxAÊ (Henry Longfellow) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MEGAESÔFAGO CHAGÁSICO 
POR: FILLIPE CARVALHO 
INTRODUÇÃO: O ESÔFAGO 
 
1.0) ANATOMIA 
 
É um tubo fibromuscular que se estende da faringe ao estômago. Mede aproximadamente 25cm 
de comprimento e 2 cm de diâmetro. Função: conduzir o alimento da faringe ao estômago. 
 
1.1) Localização e percurso: Entra no mediastino superior entre a traquéia e a coluna vertebral, 
situando-se anteriormente aos corpos das vértebras T1 à T4. No início ele se inclina mais para a 
esquerda. Desce pelo mediastino posterior, passando posterior e à direita do arco da aorta e 
posterior ao pericárdio e ao átrio esquerdo. O arco da aorta move o esôfago para o plano 
mediano oposto à raiz do pulmão esquerdo. Inferior ao arco, o esôfago novamente se inclina 
para a esquerda à medida que se aproxima e passa através do hiato esofágico no diafragma no 
nível de T10, anteriormente à aorta. O Esôfago esta preso às margens do hiato pelo ligamento 
frenoesofágico. Estende-se então do diafragma ao óstio cárdico do estômago. A margem direita 
continua com a pequena curvatura do estômago, mas a esquerda é separada do fundo gástrico 
pela incisura cárdica. É retroperitoneal, mas coberto anteriormente e lateralmente pelo 
peritônio. 
 
1.2) Constricções esofágicas: 1) esfíncter esofagiano superior ou EEA (músculo constrictor 
inferior da faringe), 2) arco da aorta, 3) brônquio principal esquerdo e o 4) esfíncter esofagiano 
inferior ou EEI (diafragma). 
 
1.3) Suprimento arterial: 1) Na porção cervical: AA. 
tireoidéias inferiores. 2) Na porção torácica: ramos 
diretos da aorta e ramos esofágicos das AA. 
Intercostais e bronquiais. 3) Na parte abdominal: A. 
gástrica esquerda ( ramo do tronco celíaco) e A. 
frênica inferior esquerda. 
 
1.4) Drenagem venosa: 1) No 1/3 superior: veias 
tireoidéias inferiores que drenam para a cava superior. 
2) No 1/3 médio: sistemas ázigos e hemiázigos para a 
cava superior também. 3) No 1/3 distal: sistema porta 
através da veia gástrica esquerda e para o sistema 
venoso sistêmico através das veias esofágicas que 
entram na veia ázigo. 
 
Obs: Na 
submucosa existe um plexo venoso microscópico 
que drena para outras veias da submucosa mais 
calibrosas (rede paraesofágica). É essa rede que 
comunica com o sistema porta e o sistêmico ao 
nível dos três segmentos esofágicos e é ela que 
forma as varizes, mais destacadas no esôfago 
terminal, na hipertensão portal. 
 
1.5) Inervação: Intrínseca – plexos mioentéricos de 
Meissner e Auerbach. Esses possuem conexões 
entre si e se comunicam com o vago. O vago desce 
paralelamente e na altura do hiato esofágico, o vago 
esquerdo fica anterior e o direito posterior. A 
porção superior – Nervos laríngeos recorrentes. 
Fig. 1 : Suprimento arterial esofágico 
Fig. 2 : Drenagem venosa do esôfago. 
 
 
2.0) HISTOLOGIA 
 
Epitélio estratificado ciliado não queratinizado com células caliciformes. 
 
2.1) Camadas: Mucosa, submucosa e muscular (circular interna e longitudinal externa). Não 
tem serosa! 
 
2.2) Musculatura: 1/3 superior – estriada esquelética. 1/3 médio – estriada esquelética e lisa. 
1/3 inferior – lisa. 
 
2.3) Junção esofagogástrica: A esquerda da T11 que passa através da ponta do processo 
xifóide, é a linha Z. Aqui ocorre a transição do epitélio esofágico para o gástrico. 
 
3.0) FISIOLOGIA 
 
3.1) A deglutição: resposta neuromuscular com ações voluntárias e involuntárias. Início – 
movimento voluntário da língua que origina onda peristáltica involuntária a qual percorre 
rapidamente a faringe, alcançando o EES. Há relaxamento rápido e coordenado deste , seguido 
por uma contração pós-deglutição. Respiração é suspensa nessa fase. Após isso a seqüência é 
involuntária. 
 
3.2) Peristalse do esôfago: 1) Primária – é aquela iniciada pela deglutição. 2) Secundária – 
contração progressiva do corpo esofágico, não induzida pela deglutição, mas ou por distensão 
produzida por bolo não completamente propelido pela peristalse primária ou por conteúdo 
gástrico refluído. 3) Terciária – Local, intramural. Não deve ser confundida com contrações 
terciárias, incoordenadas ou simultâneas no corpo do esôfago. 
 
 
 
4.0) MEGAESÔFAGO CHAGÁSICO 
 
Destruição ou ausência dos plexos nervoso intramurais do esôfago ausência do peristaltismo + 
não abertura do EEI –> estase esofágica –> incoordenação motora – >dilatação e diminuição da 
capacidade contrátil. 
 
Ocorre mais em pacientes com idade entre 25 e 60 (especialmente 40 anos). 
 
4.1) Característica: 
A)